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Questões de Filosofia Da Ciência - Resumo

1) O problema da indução refere-se à generalização de informações a partir de casos individuais, mas não fornece garantias de que a conclusão seja verdadeira, apenas provável. 2) O problema da demarcação é estabelecer critérios para distinguir ciência de não-ciência. Popper propôs o princípio da falseabilidade, onde uma teoria só é científica se puder ser testada e possivelmente refutada. 3) Kuhn argumenta que a ciência passa por fases normais e revoluções. A normal resolve anomalias dentro de um

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Ana Paula
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1) O problema da indução refere-se à generalização de informações a partir de casos individuais, mas não fornece garantias de que a conclusão seja verdadeira, apenas provável. 2) O problema da demarcação é estabelecer critérios para distinguir ciência de não-ciência. Popper propôs o princípio da falseabilidade, onde uma teoria só é científica se puder ser testada e possivelmente refutada. 3) Kuhn argumenta que a ciência passa por fases normais e revoluções. A normal resolve anomalias dentro de um

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TRABALHO PARA DISCIPLINA DE INICIA O PESQUISA CIENTFICA.

Estudo dirigido sobre Filosofia da Ciencia


Questes:

1. O que o problema da induo? O problema da induo se refere generalizao da informao atravs de casos individuais. Um argumento indutivo se justifica pela observao de uma sucesso regular de eventos, tendo como base o princpio de uniformidade da natureza. Contudo, no possvel afirmar que o que foi observado no passado se comportar da mesma forma no futuro, ou seja, a induo no fornece garantias de que a concluso verdadeira, somente provvel. Para David Hume um argumento no pode ser racionalmente justificado por certo nmero de repeties, pois somos levados a fazer observaes baseadas em experincias anteriores porque estamos acostumados a isso; sendo assim o hbito e no a razo que nos faz tirar de eventos particulares um caso universal.

2. O que o problema da demarcao? Como Popper tentou resolv-lo? o problema em estabelecer um critrio de distino entre o que ou no cincia. A resposta que Karl Popper props para esse problema foi o principio da falseabilidade. Segundo Popper, uma teoria s pode ser considerada cientfica se houver um mtodo capaz de testar a veracidade da afirmao proposta, ou seja, junto com a teoria necessrio apresentar tambm meios que possam refut-la ou contradiz-la. Usando como exemplo o enunciado "todos os cines so brancos", o mesmo poderia ser considerado uma teoria cientfica, pois a descoberta de um nico cisne de outra cor j seria suficiente para considerar a afirmao falsa. J um enunciado que defendesse a existncia de fantasmas no pode ser considerado cientifico uma vez que no existe forma de ser comprovado ou de refutado. 3. Como a estrutura das revolues cientficas segundo Thomas Kuhn? Thomas Kuhn acreditava que para compreender uma teoria cientfica era necessrio entender o contexto em que a teoria surgiu. A partir dessa concepo, Kuhn defendia que cada poca possua seus prprios paradigmas,

de acordo com a viso de mundo vigente, e a partir do momento que esses paradigmas deixavam de sustentar as posies estabelecidas, eram substitudos por novos paradigmas.

Baseada nesta observao, Kuhn desenvolveu uma estrutura por fases: Cincia normal: em uma srie de fases. A primeira ele definiu como "cincia normal" -- o dia-adia da cincia, se voc preferir. Nessa fase, uma comunidade de pesquisadores que compartilha de uma estrutura intelectual comum -- definida como "paradigma" ou "matriz disciplinar" -- se envolve na soluo de enigmas gerados por discrepncias (anomalias) entre o que o paradigma prev e o que a observao ou experimento revela. Na maioria dos casos, as anomalias so resolvidas ou por alteraes graduais de paradigma ou pela constatao de erros de observao ou nos experimentos. Como define o filsofo Ian Hacking em seu excelente prefcio para a nova edio de "A Estrutura das Revolues Cientficas", "a cincia normal no busca novidade, mas sim limpar o status quo. Tende a descobrir o que espera descobrir".

O problema que ao longo de perodos mais longos, anomalias irresolvidas se acumulam e a situao chega a um ponto em que os cientistas se veem forados a comear a questionar o paradigma. Quando isso acontece, a disciplina entra em um perodo de crise caracterizado, nas palavras de Kuhn, por "uma proliferao de articulaes convincentes, a disposio de tentar qualquer coisa, a expresso de descontentamento explcito, o recurso filosofia e ao debate, de preferncia aos fundamentos". No fim, a crise resolvida por uma mudana revolucionria de viso do mundo durante a qual o paradigma deficiente substitudo por um novo. a mudana de paradigma que se tornou clich de expresso moderno, e, depois que ela acontece, o campo cientfico retorna uma vez mais cincia normal, mas com base em uma nova estrutura. E o ciclo recomea.
http://www.nethistoria.com.br/blog/leo/2013/03/27/thomas -kuhn-e-as-mudancas-de-paradigma-naciencia/

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1146722-thomas-kuhn-o-homem-que-mudou-a-forma-pelaqual-o-mundo-ve-a-ciencia.shtml

http://www.infoescola.com/ciencias/revolucao-cientifica-de-thomas-kuhn/

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