IRS na ptica da empresa
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IRS
Incidncia real da categoria A. Caso particular das
remuneraes acessrias
As retenes na fonte por categoria de rendimento: residentes e no residentes
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Objectivos do tema:
Apresentar as principais implicaes para as sociedades do pagamento de rendimentos sujeitos a IRS a pessoas singulares residentes e no residentes em Portugal.
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Material de apoio: IRS: Cdigo do IRS Decreto-Lei n 42/91 Estatuto dos Benefcios Fiscais (EBF)
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IRS
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CATEGORIA A: rendimentos de trabalho dependente - art2 do CIRS
Trabalho por conta de outrem Prestao de servios sob a autoridade e direco do sujeito activo na relao jurdica da resultante Exerccio de funo, servio ou cargo pblico Situaes de pr-reforma, pr-aposentao ou reserva
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CATEGORIA A: rendimentos de trabalho dependente - art2 do CIRS
Ordenados, salrios, vencimentos Gratificaes, percentagens, participaes Subsdios ou prmios, senhas de presena, emolumentos, participaes em coimas ou multas Outras remuneraes acessrias
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CATEGORIA A: rendimentos de trabalho dependente - art2 do CIRS
Remuneraes dos membros dos rgos estatutrios (excepto ROCs)
Remuneraes acessrias (fringe benefits) como:
Abonos de famlia > limites legais
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CATEGORIA A: rendimentos de trabalho dependente - art2 do CIRS
Subsdio de refeio: o limite legal ou 1,6x se for por vales de refeies(OE 2013)
Limites para 2014:
Subsdio de refeio dos funcionrios pblicos Idem para outros Recentemente: 2012: Anteriormente a 2012: 5,12 ou 6,83/dia til 6,41 ou 7,26/dia til 4,27/dia til
4,27 ou 6,83/dia til
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CATEGORIA A: rendimentos de trabalho dependente - art2 do CIRS
Contribuies da entidade
de
patronal
para
regimes
tributao
complementares
segurana
social:
imediata das contribuies constitutivas de direitos adquiridos e individualizados e diferida das restantes Subsdios de residncia ou utilizao de habitao fornecida pela entidade patronal
Resultantes de emprstimos sem juros ou a taxa de
juro inferior de referncia para o tipo de operao, concedidos ou suportados pela entidade patronal
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CATEGORIA A: rendimentos de trabalho dependente - art2 do CIRS
Importncias despendidas pela entidade patronal com
viagens e estadas de turismo e similares Rendimentos em dinheiro ou espcie disponibilizados inerentes a valores mobilirios ou direitos equiparados Ganhos derivados de planos de opes, de subscrio, de atribuio ou outro de efeitos equivalentes sobre
valores mobilirios ou equiparados (em benefcio dos
trabalhadores ou membros dos rgos sociais)
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CATEGORIA A: rendimentos de trabalho dependente - art2 do CIRS
Resultantes da utilizao de viatura automvel que gere encargos para a entidade patronal nos casos em que existe acordo escrito Aquisio pelo trabalhador ou membro de rgo estatutrio por valor inferior ao valor de mercado de viatura que tenha originado encargos para a entidade patronal
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CATEGORIA A: rendimentos de trabalho dependente - art2 do CIRS
Abonos para falhas a quem tenha de movimentar numerrio se > 5% da remunerao mensal fixa Ajudas de custo e importncias auferidas pela utilizao de automvel prprio em servio da entidade patronal se acima dos limites legais ou as verbas de que no tenham sido prestadas contas
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CATEGORIA A: rendimentos de trabalho dependente - art2 do CIRS
Ajudas de custo - limites legais para 2014:
- Portugal 50,20/dia ou 69,19 (*) (Apenas para deslocaes dirias para alm de 20kms do domiclio e nas deslocaes por dias sucessivos para alm de 50 Kms do domiclio) - Estrangeiro 89,35/dia ou 100,24 (*) (Em 2012, 119,13 ou 133,66, respectivamente)
Transporte em viatura prpria.. 0,36/Km
e/ou remuneraes no comparveis s categorias dos funcionrios pblicos , de acordo com a Circular n12/91.
(*) Aplicvel aos membros dos rgos sociais e a trabalhadores com funes
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CATEGORIA A: rendimentos de trabalho dependente - art2 do CIRS
Indemnizaes resultantes da constituio, extino ou modificao da relao jurdica de trabalho
dependente, incluindo as devidas por incumprimento
das condies contratuais ou derivadas da mudana do local de trabalho
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CATEGORIA A: rendimentos de trabalho dependente - art2 do CIRS
Na cessao, tributar-se- o excedente a 1 vez (OE 2012; anteriormente 1,5 vezes) o valor mdio das remuneraes regulares com carcter de retribuio
auferidas nos ltimos 12 meses multiplicado pelo n de
anos ou fraces de antiguidade. No caso de gestor (gestor pblico ou representante de estabelecimentos estveis de entidades no residentes), administrador ou gerente de pessoa colectiva existe tributao pela totalidade das importncias recebidas a qualquer ttulo.
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CATEGORIA A: rendimentos de trabalho dependente - art2 do CIRS
Exceptuam-se deste tratamento mais favorvel os casos em que seja criado novo vnculo profissional ou empresarial com a mesma entidade directamente ou indirectamente atravs de entidade em que 50%
do
capital
seja
detido
pelo
beneficirio
e/ou
membros do seu agregado familiar (e demais situaes do n5)
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CATEGORIA A: rendimentos de trabalho dependente - art2 do CIRS
No so tributveis:
Prestaes efectuadas pelas entidades patronais para regimes obrigatrios de segurana social Benefcios pela utilizao de realizaes de utilidade social e de lazer mantidas pela entidade patronal Prestaes exclusivamente de aces de formao profissional As importncias suportadas pelas entidades patronais com a aquisio de passes sociais a favor dos seus trabalhadores desde que a atribuio dos mesmos tenha carcter geral.
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CATEGORIA A: rendimentos em espcie art24 do CIRS
Exemplos de determinao da base tributvel:
Para emprstimos para habitao prpria e permanente superiores a 134.675,43, pelo valor do capital multiplicado pela diferena entre a taxa de referncia (a menor das taxas de refinanciamento do BCE 0,25% actualmente) e a taxa devida pelo trabalhador ao banco.
Para outro tipo de emprstimos, no existe possibilidade
de quantificao pois nunca foi publicada nenhuma Portaria (o que estava previsto)
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CATEGORIA A: rendimentos em espcie art24 do CIRS
No havendo renda, o valor de uso igual ao valor da renda condicionada, determinada segundo os critrios legais, no devendo, porm, exceder um tero (OE 2012; anteriormente um sexto) do total da remuneraes auferidas pelo beneficirio. No caso de ganhos derivados de planos de opes, de subscrio, de atribuio ou outro de efeitos equivalentes sobre valores mobilirios ou equiparados, a diferena entre o valor de mercado do bem ou direito nessa data e o preo de exerccio da
opo ou do direito acrescido do que haja sido pago
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CATEGORIA A: rendimentos em espcie art24 do CIRS
Na atribuio do uso de viatura pela entidade patronal, o produto de 0,75% do seu custo de aquisio ou produo pelo nmero de meses de utilizao Diferena entre o valor de mercado do bem ou direito
nessa data e o preo de exerccio da opo ou do direito
acrescido do que haja sido pago
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CATEGORIA A: rendimentos em espcie art24 do CIRS
No caso de aquisio de viatura pelo trabalhador ou membro de rgo social, o rendimento corresponde diferena positiva entre o respectivo valor de mercado e o somatrio dos rendimentos anuais tributados como rendimentos decorrentes da atribuio do uso com a importncia paga a ttulo de preo de aquisio.
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CATEGORIA A: rendimentos em espcie art24 do CIRS
Considera-se valor de mercado o que corresponder diferena entre o valor de aquisio e o produto desse valor pelo coeficiente de desvalorizao constante de tabela aprovada por Portaria do Ministro das Finanas (Portaria 383/2003, de 14 de Maio).
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CATEGORIA A: rendimentos em espcie art24 do CIRS
Desvalorizao acumulada, de acordo com a Portaria 383/2003, de 14 de Maio:
1 ano: 20%; 3 ano: 45%; 5 ano: 65%; 7 ano: 75%; 9 ano: 85%; 2 ano: 35%; 4 ano: 55%; 6 ano: 70%; 8 ano: 80%; a partir do 10: 90%
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CATEGORIA A: retenes na fonte - art98 e 99
Como substitutos tributrios, so responsveis pelas importncias retidas e no entregues ao Estado (art. 28 da Lei Geral Tributria e art. 103 do CIRS);
As entregas so at ao dia 20 do ms seguinte (art.
98 do CIRS).
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CATEGORIA A: retenes na fonte - art98 e 99
As retenes na fonte da categoria A fazem-se atravs da aplicao de tabelas que so publicadas todos os anos (*) e cuja taxa varia em funo da situao pessoal e familiar, bem como do montante dos rendimentos desta categoria. de salientar que essa tabelas esto construdas numa base de 14 meses, de sendo Natal calculadas autonomamente do as seu retenes na fonte relativas ao subsdio de frias e ao subsdio (independentemente fracionamento, nomeadamente em duodcimos)
(*) Para 2014 (Continente), consulte-se o Despacho n706-A/2014.
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CATEGORIA A: retenes na fonte - art98 e 99
No caso de remuneraes exclusivamente variveis, aplicase a tabela do art. 100.
Para os residentes no habituais auferidos em actividades de elevado valor acrescentado, com carcter cientfico, artstico ou tcnico ( Portaria n12/2010), a reteno na fonte efectuada taxa de 20% (cf. n3 do art. 3 do Decreto-Lei 42/91).
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CATEGORIA A: dispensa de retenes na fonte - art99
Subsdios de residncia; Resultantes de emprstimos sem juros ou a taxa de juro inferior de referncia para o tipo de operao; Ganhos derivados de planos de opes, de subscrio,
de atribuio ou outro de efeitos equivalentes sobre
valores mobilirios ou equiparados; Rendimentos isentos;
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CATEGORIA A: dispensa de retenes na fonte - art99
Resultantes da utilizao de viatura automvel que gere
encargos para a entidade patronal nos casos em que existe acordo escrito; Aquisio viatura; pelo trabalhador ou membro de rgo
estatutrio por valor inferior ao valor de mercado de
Gratificaes em razo da prestao do trabalho quando
no atribudas pela entidade patronal (cuja tributao efectuada taxa especial de 10%, cf. art. 72,n3).
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CATEGORIA A: obrigaes acessrias dos devedores deste tipo de rendimentos
Solicitar ao sujeito passivo os dados indispensveis relativos sua situao pessoal e familiar (art. 99 do CIRS); As entidades devedoras de rendimentos que estejam
obrigadas a efectuar a reteno, total ou parcial do imposto, bem como as devedoras de rendimentos para os quais existe dispensa de reteno na fonte, dos rendimentos no sujeitos, total ou parcialmente, previstos no artigo 2 e nos n.os 2, 4 e 5 do artigo 12 e ainda e que processem gratificaes no atribudas pela entidade patronal tm que:
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CATEGORIA A: obrigaes acessrias dos devedores deste tipo de rendimentos
i) Possuir registo actualizado das pessoas credoras desses rendimentos, ainda que no tenha havido lugar a reteno do imposto, do qual constem, nomeadamente, o nome, o nmero fiscal e respectivo cdigo, bem como a data e valor de cada pagamento ou dos rendimentos em espcie que lhes tenham sido atribudos (art. 119,n1, a) do CIRS);
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CATEGORIA A: obrigaes acessrias dos devedores deste tipo de rendimentos
ii) Entregar aos sujeitos passivos, at 20 de Janeiro de cada ano, documento comprovativo das importncias devidas no ano anterior (tambm dos rendimentos em espcie), do imposto retido na fonte e das dedues (art. 119, n1, b) do CIRS);
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CATEGORIA A: obrigaes acessrias dos devedores deste tipo de rendimentos
iii) Entregar Autoridade Fiscal e Aduaneira uma declarao de modelo oficial, referente aos rendimentos pagos ou colocados disposio e respectivas retenes de impostos, de contribuies obrigatrias para regimes de
proteco social e subsistemas legais de sade, bem como
de quotizaes sindicais at ao dia 10 do ms seguinte ao do pagamento ou colocao disposio, mesmo que sejam rendimentos isentos ou no sujeitos a tributao, sem prejuzo de poder ser estabelecido por portaria a sua entrega anual (art. 119, n1, c), i) do CIRS).
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CATEGORIA A: obrigaes acessrias dos devedores deste tipo de rendimentos
iV) Apresentar a declarao atrs referida nos 30 dias
imediatos ocorrncia de qualquer facto que determine a alterao dos rendimentos j declarados ou que implique a obrigao de os declarar (Art. 119, n1, d) do CIRS)
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CATEGORIA A: obrigaes acessrias dos devedores deste tipo de rendimentos
Quando haja criao ou aplicao, em benefcio de
trabalhadores ou membros de rgos sociais, de planos de opes, de subscrio, de atribuio ou outros de efeito equivalente, a entidade patronal obrigada a declarar a existncia dessa situao at 30 de Junho do ano seguinte (art. 119,n8 do CIRS);
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CATEGORIA A: obrigaes acessrias dos devedores deste tipo de rendimentos
As entidades que suportem os encargos, preos ou vantagens econmicas referidos no n 4 do artigo 24, so obrigadas a (art. 119,n9) : a) Possuir registo actualizado das pessoas que auferem os correspondentes rendimentos, do qual constem o nmero fiscal e respectivo cdigo, bem como as datas de exerccio das opes, direitos de subscrio ou direitos de efeito equivalente, da alienao ou renncia ao exerccio ou da recompra, os valores,
preos ou vantagens econmicas referidos no n 4 do artigo 24;
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CATEGORIA A: obrigaes acessrias dos devedores deste tipo de rendimentos
Entregar aos sujeitos passivos, at 20 de Janeiro de cada ano, cpia do registo referido na alnea anterior, na parte que lhe respeita;
Incluir na declarao a que se referem as alneas c) e d) do art. 119, n1, c) do CIRS aqueles valores).
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CATEGORIA A: obrigaes acessrias dos devedores deste tipo de rendimentos
So obrigatrios registos e/ou declaraes por parte das entidades utilizadoras e emitentes de vales de refeio (art. 126 CIRS)
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CATEGORIA B: Retenes na fonte (art.101 do CIRS)
As entidades que disponham ou devam dispor de contabilidade organizada so obrigadas a reter o imposto, mediante a aplicao, aos rendimentos ilquidos de que sejam devedoras, da taxa de: 16,5% para os provenientes da propriedade intelectual ou industrial ou da prestao de informaes respeitantes a uma experincia adquirida no sector industrial, comercial ou cientfico, quando auferidos pelo seu titular originrio. 25% para as actividades profissionais especificamente
previstas na lista a que se refere o art.151 do CIRS.
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CATEGORIA B: Retenes na fonte (art.101 do CIRS)
actividades profissionais e actos isolados idntico.
11,5% para as prestaes de servios no compreendidas anteriormente e para as subvenes auferidas no mbito de
20% para os rendimentos auferidos por residentes no habituais em actividades de elevado valor acrescentado, com carcter cientfico, artstico ou tcnico.
A reteno depende ainda do facto do credor deste rendimento atingir ou no o limite anual de 10 000 euros (cf. art. 9, n1, a) do DL 42/91, que remete para o n1 do art. 53 do CIVA).
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CATEGORIA E: Retenes na fonte (art.71 e art. 101 do CIRS)
A taxa geral de reteno na fonte a residentes em Portugal
de 16,5% (art. 101), por parte de entidades com contabilidade organizada, existindo casos particulares no art. 71: 28% para os rendimentos de ttulos de dvida,
nominativos ou ao portador, bem como os rendimentos
de operaes de reporte, cesses de crdito, contas de
ttulos com garantia de preo ou de outras operaes similares ou afins
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CATEGORIA E: Retenes na fonte (art.71 e art. 101 do CIRS)
28% para os rendimentos de swaps e de operaes cambiais a prazo 28 % para os juros de depsitos ordem ou a prazo, incluindo os certificados de depsito 28 % para os juros de suprimentos 28% para os lucros 35% para rendimentos de capitais devidos por entidades residentes em parasos fiscais por intermdio de entidades mandatadas
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CATEGORIA E: Rendimentos de capitais devidos por entidades no residentes quando no sujeitos a reteno na fonte (art.72, n5 do CIRS)
Taxa especial de 28%.
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CATEGORIA E: obrigaes acessrias dos devedores com contabilidade organizada
As entidades devedoras dos rendimentos a que se refere o artigo 71, cujos titulares beneficiem de iseno, dispensa de reteno ou reduo de taxa, so obrigadas (art. 119, n2) a: a) Entregar Aut. Trib. e Aduan., at ao fim do ms de Julho de cada ano, uma declarao relativa queles rendimentos; b) Possuir um registo actualizado dos titulares desses
rendimentos com indicao do respectivo regime fiscal, bem como os documentos que justificam a iseno, a reduo de taxa ou a dispensa de reteno na fonte.
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CATEGORIA E: obrigaes acessrias dos devedores com contabilidade organizada
Tratando-se de rendimentos de quaisquer ttulos nominativos ou ao portador, com excepo dos sujeitos a englobamento obrigatrio, e de juros de depsitos ordem ou a prazo, cujos titulares sejam residentes em territrio portugus, o documento referido na alnea b) do n 1 do art. 119 apenas emitido a solicitao expressa dos sujeitos passivos que pretendam optar pelo englobamento, a qual deve ser efectuada at 31 de Janeiro do ano seguinte quele a que os rendimentos respeitam.
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CATEGORIA E: obrigaes acessrias dos devedores com contabilidade organizada
Instituies de crdito e sociedades seguradoras (art.
127);
Entidades que recebam ou paguem quaisquer
importncias susceptveis de abatimento ao rendimento ou deduo colecta do IRS (art. 127); Instituies de crdito, relativamente s contas
poupana-habitao (art. 18 do EBF);
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CATEGORIA F: Retenes na fonte (art. 101 do CIRS)
As entidades que disponham ou devam dispor de contabilidade organizada so obrigadas a reter o imposto, mediante a aplicao, aos rendimentos ilquidos
de que sejam devedoras, da taxa de 25%.
reteno depende ainda do facto do credor deste de 10 000
rendimento atingir ou no o limite anual
euros (cf. art. 9, n1, a) do DL 42/91, que remete para o n1 do art. 53 do CIVA, que estabelece este limite).
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CATEGORIA F: obrigaes acessrias dos devedores com contabilidade organizada
Possuir registo actualizado das pessoas credoras desses rendimentos, ainda que no tenha havido lugar a
reteno do imposto, do qual constem, nomeadamente,
o nome, o nmero fiscal e respectivo cdigo, bem como a data e valor de cada pagamento (art. 119,n1, a) do CIRS);
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CATEGORIA F: obrigaes acessrias dos devedores com contabilidade organizada
Entregar aos sujeitos passivos, at 20 de Janeiro de cada ano, documento comprovativo das importncias devidas no ano anterior (tambm dos rendimentos em espcie), do imposto retido na fonte e das dedues (art. 119, n1, b) do CIRS); Entregar Autoridade Fiscal e Aduaneira, at ao final de Fevereiro, uma declarao c), ii) do CIRS).
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relativa aos valores
atribudos e s retenes na fonte (art. 119, n1,
CATEGORIA G: Retenes na fonte (n 1, a) do art. 101 do CIRS)
Existe reteno na fonte taxa de 16,5% para:
- as indemnizaes que visem a reparao de danos no patrimoniais, exceptuadas as fixadas por deciso judicial ou arbitral ou resultantes de acordo homologado judicialmente, de danos emergentes no comprovados e de lucros cessantes, considerando-se neste ltimo caso
como tais apenas as que se destinem a ressarcir os
benefcios lquidos deixados de obter em consequncia da leso.
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CATEGORIA G: Retenes na fonte (n 1, a) do art. 101 do CIRS)
- as importncias auferidas em virtude da assuno de
obrigaes de no concorrncia, independentemente da respectiva fonte ou ttulo.
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CATEGORIA G: obrigaes acessrias relacionadas com este tipo de rendimentos
Entidades emitentes de valores mobilirios artigo 120. Notrios, Conservadores e Oficiais de Justia artigo 123.
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CATEGORIA G: obrigaes acessrias relacionadas com este tipo de rendimentos
Instituies warrants
de
crdito e
sociedades
financeiras financeiros
relativamente a operaes com valores mobilirios, autnomos instrumentos derivados praticadas por seu intermdio artigo 124.
Entidades
registadoras
ou
depositrias
de
valores
mobilirios artigo 125.
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CATEGORIA H: retenes na fonte - art98 e art99
As retenes na fonte da categoria H fazem-se atravs da aplicao de tabelas que so publicadas todos os anos e cuja taxa varia em funo da situao
pessoal, bem como do montante dos rendimentos
desta categoria. Tal como na categoria A, as tabelas esto construdas numa base de 14 meses.
Os valores retidos so entregues at ao dia 20 do ms seguinte.
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CATEGORIA H: obrigaes acessrias dos devedores deste tipo de rendimentos
Solicitar ao sujeito passivo os dados indispensveis relativos sua situao pessoal e familiar (art. 99 do CIRS); Possuir registo actualizado das pessoas credoras desses rendimentos, ainda que no tenha havido lugar a reteno do imposto, do qual constem, nomeadamente, o nome, o nmero fiscal e respectivo cdigo, bem como a data e valor de cada pagamento ou dos rendimentos em espcie que lhes tenham sido atribudos (art. 119,n1, a) do CIRS);
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CATEGORIA H: obrigaes acessrias dos devedores deste tipo de rendimentos
Entregar aos sujeitos passivos, at 20 de Janeiro de cada ano, documento comprovativo das importncias devidas no ano anterior (tambm dos rendimentos em espcie), do imposto retido na fonte e das dedues (art. 119, n1, b) do CIRS); Entregar Autoridade Fiscal e Aduaneira, at ao final de Fevereiro, uma declarao relativa aos valores atribudos e s retenes na fonte (art. 119, n1, c), ii) do CIRS).
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Obrigaes acessrias diversas
Notrios, conservadores e oficiais de justia (art.
123); Nomeao residentes de um representante obtenham em pelos no
que
Portugal
rendimentos sujeitos a IRS (art. 130).
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Retenes na fonte a no residentes na ausncia de um Acordo sobre Dupla Tributao (ADT): art 71 e 101 do CIRS
Categoria A (a ttulo definitivo): taxa de 25%
Categoria B: i) Se no tiverem c estabelecimento estvel: (a ttulo definitivo): taxa de 25%. ii) Se tiverem c um estabelecimento estvel (situao em que a eventual reteno na fonte por conta do imposto devido a final): s taxas aplicveis aos residentes. Refira-se que, neste ltimo caso, a colecta ser calculada taxa de 25% sobre o rendimento lquido.
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Retenes na fonte a no residentes na ausncia de um Acordo sobre Dupla Tributao (ADT): art 71 e art 101 do CIRS
Categoria E (a ttulo definitivo): taxa de 28% em todos os casos excepto royalties e afins e rendimentos relativos
concesso do uso de equipamento industrial, comercial ou
agrcola, situaes em que a taxa de 25%. Ainda existe outra excepo para qualquer rendimento de capitais auferido nos chamados parasos fiscais , que constam na Portaria n 150/2004, em que a taxa de 35%.
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Retenes na fonte a no residentes na ausncia de um Acordo sobre Dupla Tributao (ADT): art 71 e art 101 do CIRS
Categoria F (por conta do imposto devido a final): taxa de
25%.
Nota: A tributao sobre a base tributvel feita taxa de 28% (cf. Art 72 do CIRS).
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Retenes na fonte a no residentes na ausncia de um Acordo sobre Dupla Tributao (ADT): art 71 e 101 do CIRS
Categoria G: taxa de 25% (a ttulo definitivo): - As indemnizaes que visem a reparao de danos no patrimoniais, exceptuadas as fixadas por deciso judicial ou arbitral ou resultantes de acordo homologado judicialmente, de danos emergentes no comprovados e de lucros cessantes, considerando-se neste ltimo caso como tais apenas as que se destinem a ressarcir os benefcios lquidos
deixados de obter em consequncia da leso;
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Retenes na fonte a no residentes na ausncia de uma Acordo sobre Dupla Tributao (ADT): art 71 e 101 do CIRS
Importncias auferidas em virtude da assuno de
obrigaes de no concorrncia, independentemente da respectiva fonte ou ttulo. Categoria H (a ttulo definitivo): taxa de 25% sobre o rendimento lquido.
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Retenes na fonte sobre rendimentos abrangidos por convenes internacionais: art.18 do Decreto-Lei n42/91
No existe obrigao de efectuar a reteno de IRS na fonte, no todo ou em parte, relativamente aos rendimentos auferidos por no residentes ao abrigo do art. 71 do CIRS (em que a reteno efectuada a taxas liberatrias) quando, por fora de
uma conveno destinada a evitar a dupla tributao celebrado
por Portugal, a competncia para a tributao dos rendimentos auferidos por um residente de um Estado contratante no seja atribuda ao Estado da fonte ou o seja apenas de forma limitada.
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Retenes na fonte sobre rendimentos abrangidos por convenes internacionais: art.18 do Decreto-Lei n42/91
Para accionar tais convenes, os beneficirios devem fazer efectuar a reteno atravs da apresentao de um prova perante a entidade que se encontra obrigada a formulrio de modelo aprovado por despacho do Ministro das Finanas, certificado pelo respectivo Estado de residncia (Modelo 21-RFI) ou acompanhado de documento emitido pelas autoridades competentes do respectivo Estado de residncia, que ateste a sua residncia para efeitos fiscais no perodo em causa e a sujeio a imposto sobre o rendimento
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nesse Estado.
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