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Ao Juizo de Direito Da Vara de Familia Da Comarca de

A autora pede divórcio do réu após descobrir um caso extraconjugal. Ela também solicita uma medida cautelar de arresto dos bens do casal para evitar sua dilapidação pelo réu, que já começou a doar bens e sacar dinheiro das contas conjuntas. A autora argumenta que ambos construíram um patrimônio conjunto ao longo dos 30 anos de casamento e que ela tem direito sobre metade dos bens.

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Ao Juizo de Direito Da Vara de Familia Da Comarca de

A autora pede divórcio do réu após descobrir um caso extraconjugal. Ela também solicita uma medida cautelar de arresto dos bens do casal para evitar sua dilapidação pelo réu, que já começou a doar bens e sacar dinheiro das contas conjuntas. A autora argumenta que ambos construíram um patrimônio conjunto ao longo dos 30 anos de casamento e que ela tem direito sobre metade dos bens.

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AO JUIZO DE DIREITO DA VARA DE FAMILIA DA COMARCA DE .....................

ANTONIA MOREIRA SOARES , portuguesa, casada, médica,


portadora da identidade nº..., inscrita no CPF nº …, endereço eletrônico ,
domiciliada e residente a Rua…, nº ....bairro......,cidade......, vem por seu advogado,
com endereço profissional na …, bairro...,cidade..., estado..., que indica para os
fins do artigo 77, inciso V do CPC, com fundamento no artigo 305 e seguintes do
CPC, propor:

AÇÃO DE DIVÓRCIO COM PEDIDO DE TUTELA CAUTELAR

Em face do PEDRO SOARES, brasileiro, casado, dentista, portador da identidade


nº...,inscrito no CPF nº …, endereço eletrônico, domiciliado e residente a Rua ..... ,nº
…, bairro.....,cidade ........., pela lide e fundamentos que passa a expor:

I-DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO

Atendendo ao disposto art. 319, inciso VII do CPC, a autora informa que não possui
interesse na realização de audiência de conciliação e mediação

II-DA LIDE E DO DIREITO

A Autora é casada há 30 ano s com o Réu e , n a constância do matrimônio


tiveram 2 (dois) filhos, Joaquim e Maria das Dores, ambos maiores e capazes.

As partes também constituíram vasto patrimônio juntos, fruto do esforço mútuo de


ambos. E tais bens se comunicam por força do art. 1.658 d o CC/02. Recentemente, a
Autora descobriu que o Réu está em um relacionamento extraconjugal, razão pela
qual resolveu divorciar-se deste e, então, por fim à sociedade conjugal, conforme
arts. 2º e 24 da Lei 6.515/77.

-Art2º-A Sociedade Conjugal termina:

IV - pelo divórcio.

Parágrafo único - O casamento válido somente se


dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio.”

O Réu , ao saber da vontade da Autora em não manter o casamento, deseja doar


o s seus 2 (dois) automóveis para a sua irmã, a senhora Isabel Soares, assim
como passou a realizar diversos saques em uma das contas conjuntas do casal.
A Autora, após ouvir uma conversa entre o Réu e sua irmã Isabel, comprovou ,
juntamente ao Banco que possuem as contas, a realização de tais saques do Réu.

Fica claro que pelo fato do Réu esta se desfazendo do patrimônio que também
cabe a Autora, pois a mesma é meeira do Réu, onde o requisito do fumus boni
iures está presente e, h á o periculum in mora , por ter o risco de ao final da
dissolução da relação entre os dois de que não haja mais nenhum bem a ser dividido,
pois o Réu tem a intenção de dilapidar o patrimônio. Devendo assim, ser
concedido o arresto dos bens, como forma de coibir tal atitude adotada pelo Réu
e, pela razão da Autora não ter idéia de todo s os bens existentes, em tutela de ur
gência de natureza cautelar, com prazo para contestação de 5 dias, conforme
preconizado nos artigos 301 e 306 ambos do Novo Código de Processo Civil, in
verbis:

Art. 301 – A tutela d e urgência de natureza cautelar pode ser


efetivada mediante arresto, seqüestro,arrolamento de bens, registro
de protesto contra alienação de bem e qual quer outra medida
idônea para asseguração do direito.

Art.306 – O réu será citado para, no prazo de 5 (cinco)dias,


contestar o pedido e indicar as provas que pretende produzir.”

Corrobora com este entendimento a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de


Minas Gerais, senão vejamos:

MEDIDA CAUTELAR DE SEQUESTRO. PERDA DE


OBJETO INEXISTENTE. RISCO DE DILAPIDAÇÃO DO PATR
IMÔNIO. PROCEDÊNC IA. - O julgamento da ação de
divórcio c/c partilha de bens não implica a perda do objeto da
medida cautelar de seqüestro de bens, que visa a
resguardar os direitos da parte e o cumprimento da
sentença proferida na ação principal. - Demonstrado o
perigo de dilapidação do patrimônio do casal, deve ser
mantido o seqüestro dos bens até que se efetive o registro da
partilha procedida nos autos da ação divórcio. (TJ-MG - AC:
10024097300271001 MG , Relator: Al yrio Ramos, Data de
Julgamento: 22/05/2014, Câmaras Cíveis / 8ª CÂMARA C

Diante de todos esses f ato s, calcada na lei e no melhor direito, não restou outra
alternativa à Autora que não a busca pela Tutela Jurisdicional.

Para o ilustre doutrinador GRECO FILHO, Vicente o arresto “ é a apreensão


cautelar de bens com finalidade de garantir uma futura execução por quantia certa”

DOS PEDIDOS

Pelo exposto requer:

1- Que seja concedida liminar inaudita altera parte para arrolar os bens do casal;
2- Intimação do Réu para ciência da decisão;
3- Que o Réu seja citado para contestar a demanda, sob pena de revelia;
4- Que seja chamado o Ministério Público ao processo;
5- Julgar procedente o pedido para decretar o divórcio das partes com a
consequente partilha dos bens;
6- Condenação do Réu ao pagamento das custas judiciais e honorários de
advogado, em 20% sob o valor da condenação.

DAS PROVAS Requer a produção de to das as provas em direito admitidas,


conforme disp osto no artigo 369 do NCPC , em especial a documental.

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