0 notas0% acharam este documento útil (0 voto) 165 visualizações18 páginasDavidson - "Uma Teoria Coerencial Da Verdade e Do Conhecimento"
Davidson, Donald - "Uma teoria coerencial da verdade e do conhecimento", in Carrilho, M. M. (org) - Epistemologia: Posições e críticas
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cy
CCarnaps, texemos que der, 4 parte casos especiais
(omo aquele da nogio «clésiear de uma partiula
flementar), que isso parece impossfvel. Mas por
{que raxto deveria ser possvel? E que moral filosé-
fea se deve extrair desta impossblidade? — Talvex
apenas esta: que podemos ter um vorabulério teé
eo to rico como temos porque, felizmente, munca
festivemos na situacio de ter apenas 0 vorabulirio
fobservacional de Carnap & nossa disposcto.
Donald Davidson
UMA TEORIA COERENCIAL
DA VERDADE
E DO CONHECIMENTO (*)
(©) Publicado em Truth and Interpretation, Perspectives
fn the Philosophy of Dona Dison, 9. F
{erore, Blackwl
(© by Dold Daidson.Defendo neste artigo © que se pode chamar
uma teorla coerencial da. verdade © do. conhec-
mento, A teoria que defendo nio esti em compet-
‘0 com uma teorla eorrespondencial, mas depeade
para sua defesa de um argumento que se proponha
mostrar que a coerénciaproduz correspondéac
‘A lmportincla do tema ¢ ébvia. Se a coerénca
6 um teste da verdad, existe uma conexo directa
fom a eplstemolopla, pois temos razso para acre-
ditar que multas das nossas erengas slo coerentes
‘com mutas outra, © neste caso temos rao para
fsereditar que multas das nossas crengas so verda-
deiras. Quando as crengas sio verdadeias, entio
as condigdes primriss para o conhecimento pare-
‘com estar satefeias,
Podese tentar defender uma teria coerencial da
verdade sem defender uma teoria coerenclal do
Conhecimento,talver com o fundamento de que o
‘etentor de wim conjunto coerente de crencas pode
carecer de uma razio pars acreditar que as suas
freagas slo coerentes Isto nfo & provével, mas
pode darse 0 caso de que alguém, apessr de tercrencas verdadsiras ¢ boas renee para as sustenta
‘fo aprocie a relevincia da raxio pare acreditan,
Pode considerarse que tal pessoa tem tim conhec=
‘mento que nfo sabe que tem! ponsa que é um
‘éptico. Numa palavra, € um Bilésoto.
Pondo de parte casos aberrantes, © que une a
verdad e 0 conhecimento € 0 rent, Se oF sea:
‘dos so. dados por condicoes objectives de ver
dade, poese a questto de como saber que a
condigdes estio satisfeitas, porgwe isto parooerin
requerer uma coafrontagio enue agulle' em. que
screditamos e a realidade; ea ideia de tal confvon-
{acho é absurda, Mas se a coeréncia € um teste da
verdade, entto # coeréaca & um teste para admitie
Aue as condligées objectivas de verdade esto satls-
Felts, e ja no precisamos de explicar 0 sentido
‘om base numa possivelconfrontagso. O meu lema
& correspondéncin sem confrontagto. Dada una
epistemologia correcta, podemos ser relists em
todos os departamentos, Podomos accltar as con:
digoes objectivas de verdade como chave para o
sentido, uma Visto realista da verdade, © podemos
insstr que © conhecimento ¢ acerea de um mundo
objectvo Independente do nosso pensamento ou
Tinguagem.
‘Uma ver que nfo exist, tanto quanto eu saibs,
uma teorla que mereca ser chamada et» tcoria coe.
rencal, deitemme caracteriaaro tipo de perspectiva
‘que quero defender, B obvio que nem todo 0 com
junto conslstente de frases interpretadas contémn
spenas frases verdadelras, visto que um tal con
Junto pode conter apenas» frase consstente Se
‘outro apenas a negagio de S. E acrescentando mat
Frases, mantendo consisténcia, no ajuda. Pode-
‘mos Imaginarlnfinitas descrigdes de estado — des:
crigdes maximamente consistntes—que nso des-
‘crevem @ nosso mundo
‘A minha taona eoerencial diz respeita ts cren-
‘sas frases tas como verdadeiras por alguém
‘qe as compreende. Nao quero dizer, quanto a este
onto, que todo 0 possvel conjunto cocrente de
crongas 6 verdadelto. (ou contém maloritariamente
‘rencas verdadelras). Eu evito Isto por ser #0
pouco claro o que seja um pessvel conjunto. No
Imite, pode defenderse que ¢ dominio de posevels
conjuntos miximos de crencas 6 Wo extenso como
© dominio de possvels conjuntos maximos de fr.
S55, €entio no fard sentido insistir que uma teoria
cocrencial defenstvel diz respeto a erengas e no &
roposies ou frases, Mas hi outros modos de con
cher aquilo em que é possivel acreditar, © ve jue
lifiearia dizer nfo s6 que todos os actuals sistemas
coorentes de erencas sio em grande parte corretos,
mas que todos os possivels © 880 também. A die.
renga entre as duas nog6es daquilo em que é pos
sivel acreditar depende do que presimimos ser a
natureza da erenta, a sua Interpretao, a8 sss
causes, os sous detentores ¢ of seus padses, Para
mim as crengas sto estados das pessoas com inten-
es, desejos, érgor dos sentidas; sto estados que
io causados por, e causa de, acontecimentos den-
tro © fora dos corpos dos seus hospedetros. Mas
mesmo dados todos estes constrangimentos,
uitas coisas em que. as pessoas screditam