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A Linguagem Como Manifestação Do Ser em Heidegger

O documento discute a visão de Heidegger sobre a linguagem, incluindo que a linguagem é a moradia do ser humano e que existem diferentes tipos de linguagem. Também aborda as críticas de Russell à filosofia analítica da linguagem de Wittgenstein, argumentando que ela se concentra demais no uso comum da linguagem.

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A Linguagem Como Manifestação Do Ser em Heidegger

O documento discute a visão de Heidegger sobre a linguagem, incluindo que a linguagem é a moradia do ser humano e que existem diferentes tipos de linguagem. Também aborda as críticas de Russell à filosofia analítica da linguagem de Wittgenstein, argumentando que ela se concentra demais no uso comum da linguagem.

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Ussene Abacar Ali

A linguagem como manifestação do ser em Heidegger

A linguagem é a moradia do homem, esta é uma metáfora e significa que o homem não é nada
sem a linguagem e não é possível expressar o ser, não se pode falar do homem sem fazer
referencia a linguagem. Por isso a linguagem é a moradia do ser.

O significado do título a caminho da linguagem

O título soa como que a linguagem estivesse bem longe de nós, se queremos chegar a ela
temos que nos pôr a caminho. Será necessário um caminho para a linguagem uma vez que ela
é evidente? A resposta é sim, é necessário um caminho para a linguagem em Heidegger,
porque não chegamos a essência da linguagem, por isso temos que nos colocar a caminho.

Tipos de linguagem em Heidegger

Linguagem Autentica- que é a original e não é humana; é a linguagem que não mente.

Linguagem Derivada- é uma linguagem imperfeita. A do homem.

É por isso que Heidegger quer conduzir o homem para a linguagem original (a essência da
linguagem), isto é, conduzir o homem para a sua moradia.

Para Heidegger a linguagem original está na linguagem da poesia, porque quando


interpretamos a poesia não interpretamos o seu sentido, sendo que não chegamos a essência
da linguagem. A linguagem original está sempre impronunciada temos que nos esforçar para
alcançar esta linguagem autêntica.

Podemos corelacionar com a ideia de Wittgesntein, as palavras estão bem como estão, por
isso Heidegger quer nos levar para como as palavras são. Na poesia não é poeta que fala, mas
é a poesia.

O homem se engana ao pensar que é dono da linguagem, o homem só responde a linguagem.


O problema está na interpretação da linguagem.

A fala nos leva a chegar a linguagem original. Há uma fala interior (na vigília, na escuta.),
mesmo sem deixar de soar a palavra o homem fala.
A comunicação está contida na fala, claro que fala comunica (a fala é mais abrangente), para
Heidegger o que torna o fundamento da linguagem é a fala. A linguagem se materializa na
fala, nós queremos penetrar na fala para chegar a linguagem.

Heidegger preocupa-se com o sentido que se esconde, por detrás de uma mensagem, assim
como wittgesntein, ambos defendem a pluridimensionalidade linguística.

A linguagem se materializa na fala. Nós queremos penetrar na fala para chegar a linguagem,
a linguagem é o pronunciamento da fala.

Tudo que vemos a nossa volta é a linguagem, falar é falar sobre- é a linguagem que fala, nós
falamos quando respondemos a linguagem. A iniciativa de falar não é nossa, somos
provocados pela linguagem.

A escuta e o silêncio – fazem parte da parte da fala.

Funções da linguagem

1. Função da linguagem expressiva- A linguagem tem a função expressiva, quando é usada


para dar expansão a sentimentos e emoções, ou para comunica-los. Esta linguagem não tem,
definitivamente, a pretensão de informar-nos sobre quaisquer ou teorias com respeito ao
mundo.

Assim como a ciência nos proporciona os exemplos mais claros do discurso informativo, a
poesia fornece-nos os melhores exemplos da linguagem a serviço de uma função expressiva.
O trecho poetico não foi escrito para transmitir qualquer informação, mas tao somente, para
exprimir certas emoções, que o poeta experimenta muito intensamente e para despertar no
leitor sentimentos semelhantes aos seus.

Esta linguagem expressa: Magoas, quando exclamamos: que desgraça, nossa senhora!---
Entusiasmo: Bravo! Genial.

2. Função existencial

Esta linguagem tem a função para expressar aos outros e para nos mesmos a nossa existência
(consciência e testemunhando-a).

3. Função estética
Tem a ver com o ser que a imagem representa, enquanto sentido conotativo refere-se a
associações sugeridas pela imagem. Isto resulta de como a imagem representa.

A filosofia da linguagem é ciência primeira, na medida em que os filósofos não estão


isolados do estudo da linguagem. E são várias as disciplinas científicas em que este estudo é
levado a cabo (Ex: linguística, neurociência), parece ser uma pré-condição para falar da
filosofia da linguagem.

Importância de um filósofo estudar a linguagem

Em sentido é que aquilo que um filósofo faz é diferente daquilo que um psicólogo faz, um
linguista ou um neurologista fazem. Quando também eles estudam a linguagem? Pelas
seguintes razoes.

1. A linguagem é uma característica exclusiva dos humanos. Logo, o seu estudo permitirá
saber algo sobre a especificidade humana (se quisermos ser um pouco mais grandiloquentes
sobre a ‘natureza humana’).

2. Determinados problemas surgem devido a crenças falsas sobre a estrutura da linguagem.


Logo, compreender a estrutura da linguagem ajudar-nos-á a resolver ou evitar esses
problemas.

3. Na medida em que a linguagem reflecte a estrutura da realidade, estudar a estrutura da


linguagem é uma forma de estudar a estrutura da realidade

4. A linguagem é interessante por si própria, devido aos fenómenos fonéticos, fonológicos,


morfológicos, sintácticos, semânticos e pragmáticos que envolve.

5. A linguagem parece estar intimamente ligada àquilo que um indivíduo é capaz de pensar:
por exemplo lesões cerebrais específicas conduzem a défices de linguagem específicos.
Logo, o estudo da linguagem tem uma enorme relevância para o estudo da mente e da
arquitectura cognitiva.

De qualquer forma, são em geral as questões abstractas acerca da relação linguagem-


pensamento-mundo que tendem a captar o interesse dos filósofos.

Argumentos de Russel antagónicos ao pensamento filosofico-linguistico do Wittgenestein


tardio
Russell criticou duramente tanto o "segundo" Wittgesntein. São, duas as acusações que
Russell lança contra a filosofia analítica: o culto do uso comum da linguagem, e a estéril
preocupação pelo uso das palavras.

Sobre o movimento analítico em seu conjunto, disse Russell: "Pelo que entendi,
a doutrina consiste em sustentar que a linguagem da vida cotidiana, com as palavras usadas
em seu significado comum, basta para a filosofia, pois esta não teria necessidade de termos
técnicos ou de mudanças de significado nos termos comuns. Não consigo absolutamente
aceitar essa opinião.
Sou contrário a ela: a) porque é insincera; b) porque é suscetível de desculpar a ignorância da
matemática, da física e da neurologia naqueles que tiveram somente urna educação clássica;
c) porque é apresentada por alguns com o tom de retidão cerimoniosa, como se a oposição a
ela fosse pecado contra a democracia; d) porque torna esmiuçada e superficial a filosofia; e)
porque
torna quase inevitável a perpetuação entre os filósofos daquela atitude confusa que eles
retomaram do senso comum".

Em suma, Russell acredita que os filósofos da linguagem estão praticando a mística do uso
comum. E rejeita o fato de que os oxfordianos consideram a linguagem comum como o banco
de prova de qualquer outra linguagem.

A outra acusação que Russell faz a Oxford é que a filosofia que nela se faz "parece urna
disciplina desprovida de relevância e de interesse. Discutir ao infinito o que os tolos
entendem quando dizem tolices pode ser divertido, mas é muito difícil que seja importante.

São duas, portanto, as acusações que Russell levanta contra a filosofia analítica: por um lado,
ela praticaria o culto ao uso comum da linguagem, a despeito de toda linguagem técnica; por
outro lado, ao invés de buscar o sentido das coisas e da realidade, ela se ocuparia de modo
estéril com o sentido das palavras.

Atomismo Logico

A ideia fundamental de Russell é que aos termos simples na linguagem corresponderão


átomos lógicos no mundo. ‘Factos’ são compostos por átomos lógicos e expressos na
linguagem por proposições completamente analisadas, nas quais não existem conectivas
lógicas.
Factos ditos moleculares são compostos por estes factos simples (como se verá à frente, esta é
uma concepção muito semelhante àquela que encontraremos no Tractatus de wittgesntein).

Átomos lógicos são para Russell sense data. O mundo é composto por sense data. Russell
caracteriza os sense data como entidades físicas (não mentais), Privadas, passageiras,
momentâneas (‘pequenos pedaços de cor ou sons, coisas momentâneas).

A ideia de análise lógica da linguagem corrente liga-se, para Russell, com a determinação de
átomos linguísticos, sendo possível o estabelecimento de uma correspondência entre átomos
linguísticos e átomos no mundo extralinguístico.

Russell é o filósofo analítico prototípico, no sentido em que acredita que: i) uma análise da
linguagem comum conduz à estrutura lógica, ii) essa estrutura lógica tem correspondência
com a forma como o mundo é.

Jogos de linguagem

A linguagem é um conjunto de jogos de língua. O significado de uma palavra é


o seu uso na linguagem. E o uso tem regras. Mas não raramente a linguagem entra em férias, e
então surgem os problemas filosóficos. Daí a necessidade de uma filosofia como “terapia
linguística”.

Em suma, a filosofia é a terapia das doenças da linguagem. Qual é o seu objetivo em


filosofia? Indicar a mosca o caminho de saída de dentro da garrafa. A filosofia é batalha
contra o encantamento de nosso intelecto, por meio de nossa linguagem.

Para wittgesntein, o filósofo trata de uma questão como de uma doença, e resolve
assim os problemas, desatando os intricados não linguísticos de nosso cérebro.

A epistemologia- é o ramo da filosofia que trata do conhecimento científico. Envolve a


linguagem em certos pontos, sendo mais importante o problema do conhecimento.

A logica e uma ciência que estuda as regras do raciocínio e suas formas, sendo que a analise
logica tem como intenção tornar manifesta a verdadeira estrutura da linguagem.

Metafisica é a disciplina que se ocupa no estudo do ser enquanto ser. Sendo que ela preocupa-
se com o sentido e a finalidade da realidade de todos os seres. E a filosofia da linguagem é o
estudo ontológico da linguagem, preocupa-se com a essência da linguagem.

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