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Cecília Goulart - Alfabetização Como Processo Discursivo

Cecília Goulart - Alfabetização

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Pie ewer rere ea Coto DOCU eee aeTa A ALFABETIZACAO como aia O MSOC) 7) ‘30.anosde ACRIANCA NA FASE INICIAL DA ESCRITA (i Cecilia M. A. Goulart Claudia Maria Mendes Gontijo Norma Sandra de A. Ferreira (orgs.) A ALFABETIZACAO como PROCESSO DISCURSIVO ‘30 anos de ACRIANCA NA FASE INICIAL DA ESCRITA SsGisih Propomos uma escola mais hidica, no sentide que Ce texas Otic, ented comno jg decatasou putida de futsbk entendigo ‘somo uma visio a qua as esa deaam le er ata fungBes tabloids etn assumir multas vere fungi bem diferent, inventadas. O home ‘Qu hit sm mundo Kidico¢ um omen colocado dentro de um mundo ombinatro, deinvencio combi gue ext continuamente cand formas nova. Cortaat Ine Pego, 1991, 9.125) [Novas formas de aprender, de ensinar de viver: quem sabe conti bums para transformer o Brasil num pais mais justa? Chegou a nossa vezde fazer o convite: venham com Ana Liza econosco encontrar noves| Janelas para lero ivro A crianga fase iniil da scritaaalfetizagdo como proces dscursivo (Smolka, 1988) Referéncias FERRARO, A. R.A tara das taxas de afabetizaso no Brasil nas décadas cle 1990 e 2000. Eten 6 Sociedade, Campinas, v.32, n. 117 . 989-1013, (ue (Dre 201 -PREGO, ©. 0 fess palrras— entrevista com Julio Contra, Tea. Fic Neponnaceno. Rio de Janeiro: José Olympic, 1951 SSAVIANI, D. Histiria das ideinspelagsgicas no Brasil. Campinas: Autores ‘Asseclados 207. SSMOLKA, A, LB. Alita como pois dscns, Tse Dostrado can "educagio) ~ Faculdade de Bducagi Universidade Estadual de Campinas, Unicamp. Campinas S50 Paulo, 1987, —_-Acring fs nil desta alfabetzago como press dicesvo, 1. Sto Paulo Conte, 1988, VANZELLA,1.C professoralfibetzador 1996, Disertago( Mestad ‘de Fuca, Universidade de Campinas, 18, Pj de nent Lets: un experince oma weg) — cede Da alfabetizacio como processo discursive: ‘0s espacos de elaboracao nas relagées de ensino ‘Ana ulea Bustamante Smolka Preambulos ular hoje da “Alfabetizagto come processo discursiva"” me leva a ‘elletir sobre © movimento das ideas, sobre os moos de elaboragao do Hnecimento ede celebragio da meméria, sobre os muitos modos de: /putcipagio das pessoas na construgio histérca do conhecimento, Leva ‘ne 9 nstomar, dentre tantos textos, “A Meméria Coletiva” de Maurice "olbwachs; “Memoria © Histria” de Jacques Le Goff; “A Meméria, a Historie Esquecimento”, cle Paul Ricoeur. Traz-me ainda lembrance 1» Narrador” dle Walter Benjamin, eas artes do nartan, reas fembrangas quealloram e o esorgo voluntatio de rememo= "isi, trabalho ce memétia como (rsignificasio do vivide produr um sentimento de pertigio, Vivencio as "suplicos de criagao™ come, aponta Vigoski (2009), perante a proposta le screver sabre um trabalho ste trinta anos. Imagen, afetos¢ eins transbordam {Manto a palavras excapam Os dietos de Manvltatam, eneithcon pitulo de Per realizado a P ‘amb reson: “Esjucca pula i equa der men pensomerte 3 Vigotskl com epigrate no timo 6 “ Ja case om sdsencopn,retviea ena ds sons.” Mas enconteo econo dizer de Clarice (Lispector): “Quer eserever moxiinente pure”. Eno usco-fasco, portant, na (conjfrsio imagens, idea eafetos _que busco (reelaburaros stil cos liens eas palaveas() dita Nessenjtenso movimento de sentiments cntniléies,vivencioacans titugto dramatica de “sereserevente". Onlenaro pensar em movimento, ‘encontrar palavnise letras, dominate recon ajrafa diseiplinar dese. jos lineari-losecoondens-los—racionalment,gramaticalmente-—em estes to incorporados, tiv automatizados, esses gestosimplicados no ler eno escrever; gestos (con)sentides, que fazer as palavras brotarem pelos dedes. Essa vivéncia corporal do trabalho simblico de excitura tensiona os masculos, provoca suspiees, aceera a tespiracio, faz transpi ar Pensar em como desentranhar inl de sntdes (Vygotsky, 1987) & ‘como tentar encontrar ponta do fo de Ariadne, Esse trabalho e-naciona Ene a experiéncia vivida, 6 nacrada, registra e refltida, e essa (mesma?) experiéncia a ser agora relaborads,o tempo. "Ton menra evolve 0 tempo", dizem flisfos e esrtores — Arstteles, Agontnho, ‘Bergson, Prous, Ricoeur. ‘Aponta de um fioseesboga quando me vem lembranga a anguigio «de um professor na bance de dossorsdo, questionanclo os “espagos de laboracio" de queeu tanto falava na tese (eee no conseguia loclaa) Ele propunha uma retomada da caminhada consicerandonao.s expagos da experiéncia compartilhada, que seriam exteriones aos sujeitos, mas 3 intensidade da vivéncia no tempo. Naquela época, eu ainda nio tinha conhecimento do conceito de ‘ronotape, ta como apresentado e diseutide por Bakhtin o que possivel ‘mente me teria dado condigbes de responder ce maneira mais assertiva, Asprovocagtes do profesor (ou teria medado condigtes de esrever cutee {exo?). Belefez ainda outras provocagbes:comoeu,“pedagoga apaixona do”, proclamandoa necessidade de alfabetizagao as criangas,imaginava © tmbatho de alfabetizar em um porvirem que o desenvolvimento das fwenologiase a predomindncia das imagens visuais transforma ‘ondigdes dele ede escrover, de tal mado que se peria present des trahatho? Atuando no eampo das terolagis dle comanizagt, ele ava ‘tr apostava em possfvels mudangas; batalhando no campo da eit, ‘vu defendiae insistia na alfabetizagio das exiangas Distanciada no tempo, vejo como minh isistnciaestava relaciony i. modos de concebor os “espa de laonajio" (1987, p. 59), cancel "ue fol emergindo nas discussdes das prticas escolares na népica bis outros conceitos — o de “conflte cogaitivo” (Piaget, Ferreiro) eu jagem” na apreensio do carster simbilico da esctta (Vigutsh, |Luvia) num deslocamento do olhar das (conuigGes de) restricts 4 le (imjpessibilidades da erianga para as “relates de ensino”, para o tra 0 conjuntae de produgdo de conhecimento gu tos Pposlvel na dinmica das teres em sala de aula "n) menospreza, portanto as importantes contribs ere ‘nol das autores mencionados — que roesravam investiga os slecperasG0 cognitiva oxo funcionarnento mental dascriangs¢ cs ‘Helos anda ancoram ou inspiram nossos estuds — a nossa prevctpace ‘lavaem orientaro othar para as condigdesepossibilidadescle lla so ato de ensinar ater ea eserever, evando ema conta dimensio inter livrapesoal e cliscursiva do conhecimento humana, ‘\ questio era ao conecere observar os meias/modos dascrangas remcom aescrita no cantexo da sociedade etrada,ou fice? fered? comoesse fazer” pedngSyio —palavras, gestos recursos ‘0 pesleia(transformar os modos de apropriagao da forma escrta 1H linguagem pels eriangas, os modos de elas se constitutem letoras/ 1s, amplianvdoe mobilizando seus modo de pastcipagio na cul Aur, na Wistia smlaborgio” importante atmitis.contuc, ue o “ooceito ain Ale “e»pacos de elaboragio" adquiee sim, configuragbesdiversasaotongo fio esto, Fnvaticamente witeraclo, mas nio claramente citcunserito ou exp ceituardiversos movimentos — ineact enmactay egnitivos, Algo, dscursivos..— implies nas pte stan peta evleatvas, nas priticasescolares ‘Ao buscar as raizes ou a nese desseesforgo de conceitungéo, se-conego diversas fontes de inspira. Dene els, as consideragbes de Bourdiew (196) sobre o“espaco sia!” “espacosimbeio”,Yespago das posites sos, “espago das disposices", espago dos esten de ida", Tamim as discusses de Maingueneau (1988) sobre os “espagos raz as mareas das muita entativas de delinear € cane ‘so dees ede rte. marininecunie einai ‘Spectra omnon risen ceca: p cy 1 contribuigies teens ences lta je at conce= ber osesmesde elaborate nas dais desi con nota Bakhtin, ta) ou se, como uniades dle retewnea (ede anise), come aco Jecinenios que condensaen ae relies espago-lemporals, permitindo uypteorder © fempo em sua interconexso com um espapo expecticn, na sim eyugesaturado com tempo histico (Bakhtin, 1981b,p. 84,85). Nove sent suger inspira assumir o prdpzo texto, estan de um if tivo eensino e pesquisa, como um cronolopo—"tomento ‘onc socl do qual participa muita e muias cozes. F por esse prisma, enti, que se toma desafiador colocar em pers- ecliva trabalho realizado quase quarenta anos. Anarrativa analitica ‘seliboragioconcetual do trabalho de stuagio einvestigagSo.ma escola, »vets quote momento tecidos na trama de diversas vozes, produ 5» sine — erantipan, polifinica Lh) ginose wemergncia de uma proposta de trabalho —fragmentos Nofletindo sobre como emerge se tomou visvel uma proposta \lscursiva cle alfabetizageo,e inspirada pela nogéo de cronotpe como linkhide espace-temporal de sigaifcagio e andlise, exolho menciona, (seman Ange em sr nr ho sal oper Ouse dap eae on seams tascg sanpela mpeg er ots ng to ine er tbs en 0, ocr wc ‘como disparadr ce un bre she 1978, Bu tava fora do Brasil quand tive acess a dos hiro ce Palo Feciee, O primer, Extesién 0 comunicacin?,elitade 10 Chile, en 1969, me fo ‘enviado por wm grande amigo li exilado 0 segundo, Peiagogy of the Oppressed era a8 edigho, publicada em 1973, da tradugio para inglés, feita ditetamente do manuscrto do autor brasileiro, datad de 1968, que jd ressoava fortomente no exterior (Li primeiramente o texto em inglés, posteriormente, em portugués, Nada como vivenciar fora das palavras na lingua maternal), Nesse mesmo aro, também ve acesso& 12 edigio da tradugio condensada de Thought and Language, de Vigotski, quando ‘eursva ma disciplina sobre o desenvolvimento da linguagem no Pro- igrama ce Mestradona Universcade do Arizona, Paulo Freire eVigotski ‘Covincdéncias:interdicbesebanimento dascbras,compromisso irrestrito ‘com a educacio de todos de cada um. Instigantes fontes de inspiragiot ‘Onze anos depois, 1986, nos corredores da Faculdade de Educagso da Unicamp, Paulo Freire me dria que se tvesselido Vigotski anterior- ‘mente podera ter explorado outros aspects do seu trabalho, da proposts {de alfabetizacio, do conceite de conscientzacio. Be se referia frase de Vigoss “A palaoraé 0 microcosm de conscidnci humana”. E trocames Ideas scbrea fala soca ea fala interna eficamos de conversar mais sobre «2 fecundidade da toorn eas possibilidades de claboragho no campo da ‘educngio, Lamentavelmente, esses deseados encontros de estudo nun- ‘3 aconteceram — 0 que me instiga a ponderar,nesse momento, sobre ‘ conceito baktiniano de dlagia que, transcendendo espace e tempo, mastrise como lécus de passives enconttose também acansierar equilo que se produ como ve! histricon sea, aquilo que vai se ealizando, ‘se tomand possvel nos (desjencontros da vida, Assumindo que é no jogo das detorminagbeshisticas que vo se delineando as condigbes concretas da canstrugio do conhecimento, vou rememorando intelocugies que se tornaram parte integrate dos exer- cicios de olhare dos modos de conceber compart. Recinsaida de um curso de gradual em filosola com wna ten léncia marcadamente fenomenoligineexistancalst, fol nos Cursos de lsraduacio em Faucagio, na Universidade do Arizona, que conbect 1 fiona pragmtic cla edueagdo de John Dewey, Hos trabathos de ‘George Mead, entre’ em contato com ¢ snleracionismo simbélica dle Hivin Goltwan,estude’ nga genética piagetianaen dislogocoma Jropostavigotsian, curse versa. diseiplinassobreo desenvolvimento AW hingsagen na crianga, Cone os tabalfs de Jerome Brune, que fi funclavam aia signifieativa mwianga de perspectiva, na proble Jodo processo edcacional: da instrugio para a interacio... Mais do ue seu famoso Kiera “Toward a theory of instruction 0 texto “Too vif spol net", aportando para es movimentos de agi atenio sr juntos a dade maeeeanga,ressoou fortemente nos meus estklos ¢ Joflesdes naguele momento. Pude acompankar acrrados debates sobre na inatista de Chomsky x © associacionismo de Skinner sobre | ia slo cognitivo para Piaget x do lingustico para Chomsky; 0 1 construsio cognitiva em Piaget ¥ a internallzagio da ctl Juro em Vyxotsy. NB 6. epistemalogia genética, mas. metodo clinica plajetine repercutiam profundamente nos modos de thar ascriangas tie liver pest nos campos da pscologia, da edueagio e nos stiles ng nda a oportunidade de partcipar de duas pes tui onvlomento, coordenadas pela professoraYeta Goodman: urna sobre Slot, Routing Miscue Tanentory, e outa sobre Print awareness, sabre 0 \ecimeno que as eriangas pré-escolares inham da escrta A mais divensas quests atravessavam as plitcas eas ries no Junio sla eaeagio— 0 problema do facasso escolar, da linguagern na sop leas cos rlogSiespensamento e inguagem: do desenvolvimento 6/0 aquisigio da finguagem na erianca, dos eantextos de educagio & ecolvizagto das erlang pequenas, das interagSes profesor alunos; 1 scolar das métados de ensino e pesquisa, dos eontextos dest ‘oe de investigag os contomos, dos undamentos eds tenicas da irafin—econsttaiam um efervesente campo deestudse debates Tendo participado de debates dost questbes fora do pas, eu me rpensilas no Pollen”, "Anisia", “Dire In clemcratizagtosdocnsin MiliagSo da saciesade civil aso incl cla laa de 1980, envi fontoxto da ect Professoresem tals os nivel se onganizavam ativamenteem associa ANDES, CEDES, ANPLD, APLOLSE,, — com propostas ¢ rivindi- ‘eyes nos nives federal staal © muniipal. A Pedagosia Critica de Giron, a Reprodugio de Bourdieu, a concepgio dialtica de Histéeia © © papel dos Intelctuais Onginios em Gramsci, Filosofia da Pris de zquer, Teoria das RepresentagBes Socials de Moscovic a eritia 20s Aparelhos Kleolbgicos do Estado de Althusser, as FormagSes Dscursivas «le Foucault, a5 FormagSes Imaginarias de Pecheux, a eftica xo Discurso Pasagdgleo de Orlandi es estudos sobre Aquisigso da Linguagem de De |Lemas, assim como as discusses sobre oensino ca lingua eas concepgbes \leleturae prego de textos em Geral acirravam eensiquesiam os de- boats no campo da edueagse, Provocavam mudangas no “mirante”(L&Wy, 1987), demandavamaprofundamento teéico,prodiziam reelaboragbes, Nancroesfera, nosso trabalho cle leturae literatura, quese wealzava ro contexte daecucagio prt-escola, epercutia no processo deescolariza- ‘lo formal, Atendendo a diversas cemandas, elaborames uma peiseia propesta de carétercoletivo, com os abjetives de investigacio eatuagio, ‘envolvendo estudantes de graduagio e pe graduagio, professonss da ne priblia, e outros proisionais da educacio (psisloga,fonoatudilo- s-arte-educadora)ecomegamas a trabalhar com professors e criangos ‘em sas de aul, Estivamos em campo, trabalhando— pritica,terica, ‘mpiricaecoletivamente—o processo escola dealfabetizago. ‘Apropesta foi assim desenhacl uma dupla de pesquisadares ge ‘mente um profissional mais experientee uma aluna do curso de pedago | trablhavam em parceria com as professoras eascriangasnasescolas {luis da rede municipal, e ts da rede estaduab), © trabalho envotvia um cuidadoso planejamento — sempre que possivel com as pratessoras responssivels pelas tuemas — das atividades a serem desenvalvidas, ¢ nia un rato analitica de como ee, de fato, aconteciasemanalmente ‘enysala aula. Os ogistros exam feitos em dition de campo fologcalas, Imsente, também, a equipe toda se wunia pr ler, sstematizar cediscutir 0 vaste material eegisttad em dilogo com as tori, Esse ‘studs eram compartithados trazids ilscusao on sominrios esta Incentivandoeinventanda ivoem sala deauta,ceqcondo com asconulk ose especifickdades de cada foc. aecata arma, proposta mantinha ateagao especial estratégias Iilividusislaseriangas, uscano comprenderascondigdes de vida de ‘oul ana, asim com as elas sngulares por elas estabelecidas para Fyrom srt da esc (Os lis estensos teatro desse projeto nunca foram publicados, [pos fram envindas as Secretaria de Edueagio, as redes de ensino, As fs ial Fomento, edisponbilizades na biblioteca da FE, em dois volu- sas con espinal que se esvaram. Hoje, ev me ergunt: por 1 na pico? Uma respsta para ab mesa € gue a parti des, jy eli textoda tse dedowtorad, Ela, defo un condensad dese Floto. Masmeincomada me ati, ye pensar as pets ue eos vs, sexpricios qu permanecen cota neses exemple, que er anisanplanentecompartiiaes.(Memovial LD, 2012,p.12-1). r ‘Quan propusemos hn tr dcadas,2alfaetzn to com proceso dis- Sypon ora paroa inguagem como produgio humana histrica cultura, Jno praia socal da qual as celangas partcipam e dela se apropriam, Jnnuivamasatengio. Bea importante, naguele momento, radicalizar serie oo queviamos como métodos estérls de alfabotizasio, a repet- “hse silos “sem sentido”. E apostivamos que podera ser diferente, ‘lake clessa aprendizagem pedeviam ser outros, que aprender ‘sescrils escola poderiafazee/tazer outros senticos para as crangas. Fiubalhoreks com professoras ¢ criangas em sala da aula, vfamos sin pavaivetensinarosaspectos considerndos “tenicos” e “mecnicos fila-—as eras, os noes das letras, os os das letras as diversas “le letras, paws texto et. —enguanto forms de dizer. Res renter ler waeseever cnn emunciago, avin pré-roquisitos. Havia saliva a iexportdacia de Imovinent enunciation, discurstoo, No ‘oma esetia ede proctugto de ade do desenvolvimento, Weslo. Fao rompia com a idea line A dein le pronto, as sequdnelas prdeslaboleccas de ensino ete vend de aprender a er ea eserevere pexeebereviailizarosalenes © posibilidades essa ative has, 0 lislago detido, intense, intermindvel, com os textos — eno nesses — de Vigotsi e Bakitin, os debates sobre a fala egocéntrica 1 fala interna, a concepeae de linguagem como aividade constitutiva, Foran as dncoras tedricas para “enxergar” nos “tropegos” e “desconcer- tow” da eseritaincial das eriangas a dimensio discursiva da alfabetizacio. A dlinensio discs emerga, assim, de wm certo modo de conceber a Hinguagem eo desenvolvimento humano, de se conceituarasinrinsecas relagiesentteo desenvolvimento humano ea linguaigem como prodto/ produgio histtica constitutiva desse desenvolvimento Conceblamos e elaborsvames 0 geste de ensinar a forma escrita de 1 convo una posible de compartiler diversas formas de dizer or ero june oot e port si. Esse movimento, essa asidade eonjunta, Iimplicava um significative tabaln sinblio, ama complexa,dindmica, polfnica ela dati, que envolvia, por sua vez, uma diversidade de ‘wlaqies eposigbes soca, vivenciadas,imaginadas, que ganhava compo ‘econcretue nas incansiveistentativasegestos de narrar pela escritara. Audizase hoje a percepgio de quio pouco conheciamos dos tra huthos de Vigotsk ¢ de Bakhtin na primeira metade da década de 1980, F lowsme conta de como aquele pouco que conheclamos possibilitou a Formulagio de tio fecundaship6teses de trabalho. Fnovamente me vejo ‘na elécata de 1980, incansavelmente mergulhacla no stim capitulo da versa eonidensada de Persamentoe Linguagem, lendo avidamente Mar- {loaf da linguagemt de Bakhtin /Voloshinoy, assim como 0 texto tle Carls Franehi sobre a Linguagem, aided constitution. E pense ex ‘coma perspectiva desses autores repercutem ainda Ifo profundamente ho trabalho nosso de cada ia, hn (0 "discursive" coma lécus de controvérsias |Nolongo dessa trésdécadas, idea de “lfabetzagio como proceso LUheursivo” foi se disseminando de diversas formas, concomitantemente rani e div ulgaghod term letranno, em evidneiaeexpan beta a partied ada ce 190 (Kat, 1%; Kleiman, 1995; ares, O14; Rojo, 19). Os sends de discursive foram bales € debates de teriase préticas ube se (transforma cm ciculagio Fm um mapeamento recente das tenéncias econcepgbes de alfabe- Jo presentes em documentos e propostascurtculates municipais e as Leal etal. (2014) indicam que um alto percent] (81%) desses slovumentos faz referencia abordagem “sScio-interacionista” en autores ‘con Vigotse Bakhtin, interessante notar que amplitude da refertncia a eses dois autores ‘nw corresponde a mencio a0 "processo discusivo” naalfabetizagio das ‘iangas. Ou sea, dentre os sentides possives de alfabetizacio atualmente, 1 "diseursivo" parece no adquiti relevéncia, pelo menos na estera da pprxlugio académica; ou parece dissolver-se no s6ci-interacionism' Talvez pudéssemosindagar:quaissentidesressoam hoje quando se fala le “Uiseursivo” no process de alfabetizacio? [Noambito da academia, um des micleos de elaboragdo de uma pers- ypstiva discutsiva da alfabetizagto — Grupo de Pesquisa “Linguagem, (Cultura ePesticas Educativas” da UFF (Goulart 2013 2014) —temacen- lo ¢ expandido, de manera consistente, os argamentostericos bem, “on30@ trabalho pritico «empiric com base nos estudos aprofundados ‘Un toria enunciasvordiscunsiva de Bakhtin, Diversos textos, no entanto, apontam para os mais variados e wages. ‘ntendimentos. Lécus decontrowSrsas, discursive tem so interpretado ‘woe espotineo, 0 ineatce o abvangente, o inspec assstmdtcn, ‘ocincumstancal as veres tem sido confundlido com 0 tigustic, nas prs lias de alfabetzagSo, Esses mods de interpretagio apantam para dois jrontos de dticuldades: um, relaionado ao préprio conceito dedscurs, serum psc ca ‘0 que envolve as pollens sabe oa linguagem e do suijeto ue diz respeito 20s nas relagbes soci utr, relaelan al madlos de proce Com rela a0 dsc, venios am Ws nistivenssconceituagbes

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