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Conflitos, Integração e Mudanças, o Papel Das Normas Juridicas

O documento discute os papéis das normas sociais e do direito na regulação do comportamento social e na mudança social. Aborda teorias funcionalistas e de conflito social, além dos conceitos de anomia em Durkheim e Merton e como o direito pode promover ou obstacular mudanças sociais.
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Conflitos, Integração e Mudanças, o Papel Das Normas Juridicas

O documento discute os papéis das normas sociais e do direito na regulação do comportamento social e na mudança social. Aborda teorias funcionalistas e de conflito social, além dos conceitos de anomia em Durkheim e Merton e como o direito pode promover ou obstacular mudanças sociais.
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Aula de Sociologia Jurídica, 15 de Maio de 2020

Tema: Conflitos, Integração e mudanças sociais. O papel das normas

A Sociologia jurídica encontra-se com o direito com o objectivo de estabelecer regras


explícitas e coerentes, que visam regular o comportamento social. Porém, as regras são
susceptíveis de mudanças.

A Sociologia se encontra com o direito ao tratar de fenómenos do conflito, de integração e das


mudanças sociais.

Teorias funcionalista e teorias de conflito social

As principais teorias da sociologia moderna são do tipo macrossociológico, que signifca que
não se interessa pela interação entre indivíduos de pequenos grupos, mas, examina a
sociedade como um todo, ou seja, um complexo sitema de vida, constituida de relações entre
pessoas e grupos.

Teorias funcionalistas: consideram a sociedade como uma grande máquina, e, que esta
distribui papéis e recursos a seus membros, que são identificados como as peças da máquina.
A finalidade é a sua reprodução, através do funcionamento perfeito de seus componentes.
Isso pressupõe que os indivíduos sejam integrados no sistema de valores da socidade e que
tenham os mesmos objectivos, aceitem as regras sociais vigentes e se comportem de forma
adequada as mesmas.

A crise é considerada uma disfunção.

Funções sociais são actividades das estruturas socias, dentro do processo da manutenção do
sistema.

Disfunção = se opõe ao funcionamento do sistema social. Toda a mudança social radical é


uma disfunção, uma falha no sistema.

Ponto fraco: considerar a sociedade um sistema harmonico e intepretar qualquer


crise/conflito como uma disfuncionalidade.

Funcionalistas: adoptam o modelo de equilíbtrio, onde concede pouco espaço aos processos de
ruptura de conflitos e de mudança social.
Teoria de conflito social: têm como base o Marxismo e o liberalismo.

Teorias de conflito social: consideram que a sociedade é composta por classes sociais que
possuem interesses antagônicos e que se encontram em luta permanente pelo poder.

Para esta teoria, o nexo principal da sociedade não é o interesse comum, nem o progresso ou a
convivência pacífica, mas a coação e o condicionamento ideológico. Aqui, as crises e conflitos
são percebidos como fenómenos normais desses modelos de sociedade. “A história de todas as
sociedades é a história da luta de classes”

Marxismo: duas classes sociais, os detentores dos meios de produção e os explorados

Liberais: vários estratos e elites sociais.

Ambos consideram, porém, o conflito e ruptura como lei principal da história social.

Anomia e regras socias

O conceito “anomia” é um dos principais temas da sociologia com os quais trabalha o jurista-
sociólogo.

O termo anomia é utilizado em 3 sentidos:

a) Quando uma pessoa vive em situação de trangressão das normas


b) Quando ocorre um conflito de normas que acaba estabelecendo exigências contraditórias
c) Quando se constata falta de normas que vinculem as pessoas num contexto social

A anomia em Guyau

Guyau definia a anomia como sendo a “ausência de lei fixa”, que possa ser imposta aos
indivíduos, uma vez que a moral só podia ser individual.

A anomia em Durkheim

Durkheim inverte a problemática de Guayau. A anomia deixa de ser algo positivo, que propicia a
libertação do indivíduo.

Suicídio em 4 classes
a) Egoísta: neste caso, a pessoa se sente socialmente desvinculada.
b) Altruísta: a pessoa encontra-se muito vinculada a um grupo social, sentindo-se estritamente
ligado aos valores do grupo. Esta pessoa não valoriza particularmente sua vida e suicida-se,
por motivos de honra.
c) Fatalista (o manual da Ana Lúcia não apresenta essa classe, mas Durkheim estudou-a): a
pessoa encontra-se extremamente pressionada por regras de comportamento muito rígidas
que o oprimem, levando-o ao desespero.
d) Anêmico: neste caso, a pessoa vivencia uma situação de falta de limites e regras sociais.

A anomia em Merton

“Manifestação de um comportamento no qual as regras do jogo social ‘são abandonadas ou


condenadas’”.

Classificação dos tipos de comportamento

1. Conformidade
2. Inovação
3. Ritualismo
4. Evasão
5. Rebelião

Modo de adaptação

Metas culturais

Meios institucionalizados

1. Conformidade + +

O indivíduo busca atingir as metas culturais empregando os meios estabelecidos pela sociedade

2. Inovação + -
A conduta do indivíduo é condizente com as metas culturais, mas existe uma ruptura com relação
aos mieos institucionalizados.

3. Ritualismo - +

O indivíduo demostra um desinteresse em atingir as metas socialmente dominantes

4. Evasão - -

Se caracteriza pelo abandono das metas e dos meios institucionalizados

5. Rebelião ± ±

Caracterizado pelo inconformismo e pela revolta. O indivíduo é negativo em relação aos meios e
as metas.

A principal crítica que pode ser lançada á teoria de Merton é que o autor entende as condutas de
inovação, ritualismo, evasão e rebelião, como manifestação de uma disfunção dentro do sistema
social.

Considerações críticas acerca da anomia

Uma visão crítica da sociedade indica que nem todos os indivíduos encontram-se em perpétua
competição para atingir as mesmas metas sociais, e que nem todos aceitam a meta do sucesso
individual como finalidade suprema da vida.

Uma crítica mais geral das abordagens sobre a anomia refere-se a limitação na ótica de análise.
O centro de actuação é o comportamento do indivíduo desviante, ou seja, examinam-se as causas
que fazem o indivíduo perdeu as suas referências e comportar-se de modo contrário ás regras
estabelecidas.

Actualidade da anomia

Anomia e ineficácia do direito

A anomia permite distinguir duas hipótises de ineficácia do direito:

a) Ineficácia não anômica: descumprimento da norma apesar da sua aceitação


b) Ineficácia anômica: descumprimento de norma que o indivíduo considera inadequada ou
injusta.
Anomia e poder

O termo autonomia é composto das palavras gregas auto=mesmo e nomos=leis e significa que o
indivíduo se rege por suas próprias leis; por isso, é indepente e autônomo.

Anomia e pluralismo cultural

Observou-se que o termo anomia é caracterizado por ambiguidades. As ambiguidades da anomia


se explicam pelas características das sociedades modernas, nas quais prevaleceu a solidariedade
orgânica.

O Direito como propulsor e obstáculo da mudança social

Mudança

Como indica no estudo da anomia, “não é possível que haja mudança sem que haja conflito”

As formas de mudança social pode ser lenta ou rápida, contínua ou descontínua.

Mudanças como causas gerais que formulam “lei de desenvolvimento social”

Direito e sociedade

O contexto social determina o direito ou é o direito que determina a evolução social?

“Uma lei que sofre mudanças nas normas promovidas por um novo governo, impõe aos
membros da comunidade novos tipos de comportamento”

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