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RESENHA LITERATURA EM SALA DE AULA de Ivanda Maria Martins Silva

O documento discute como aplicar a teoria literária na sala de aula de forma efetiva, envolvendo os alunos e fazendo conexões com suas vidas. Defende que a literatura deve ser ensinada de forma interdisciplinar e contextualizada historicamente para despertar o interesse dos alunos. Também sugere estratégias como circuitos de leitura e abordagens mais dinâmicas e criativas que incorporem os interesses dos alunos no mundo digital.

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RESENHA LITERATURA EM SALA DE AULA de Ivanda Maria Martins Silva

O documento discute como aplicar a teoria literária na sala de aula de forma efetiva, envolvendo os alunos e fazendo conexões com suas vidas. Defende que a literatura deve ser ensinada de forma interdisciplinar e contextualizada historicamente para despertar o interesse dos alunos. Também sugere estratégias como circuitos de leitura e abordagens mais dinâmicas e criativas que incorporem os interesses dos alunos no mundo digital.

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RESENHA LITERATURA EM SALA DE AULA: DA TEORIA LITERÁRIA À

PRÁTICA ESCOLAR. (Ivanda Maria Martins Silva)

Não teremos uma homogeneidade de práticas de ensino, e sim a cada ano vai se
delineando um construto na vida escolar do aluno. Cada um (re)age a essas práticas docentes
de maneira diferente , e como num encadeamento leva no transcorrer da vida esse
aprendizado, tanto positiva ou negativamente. Mas que certamente nunca passa despercebido.
A teoria literária torna-se mais efetiva se aplicada a um contexto que faça sentido para
a vida do aluno, que o afete de alguma maneira, na maneira de sentir ou agir, olhando e
analisando uma mesma situação por vários prismas.Envolve tempo, paciência, mas o
resultado pode transformar vidas de maneira gradativa, definitiva.
A literatura possui conexões sócio históricas que vai muito além de separar períodos
determinados e se prender a dados biográficos de autores ou apenas citar os mais renomados.
É preciso percorrer o universo literário de forma arqueológica, despertando a magia deste
mundo, descobrindo qual mundo vai fazer sentido para os alunos.
Será que um trabalho interdisciplinar possui uma concatenação de pressupostos que
podem contribuir para o trabalho da literatura na escola ou apenas nomeiam- se atividades se
lhes atribuir uma metodologia sistematizada que possa estabelecer mapas mentais, nos quais
os alunos consigam interelacionar os assuntos, compreende-los para apreende-los efetiva e
eficazmente.
Uma obra bem trabalhada torna-se inesquecível, e quantas vezes os alunos só leem
passivamente o resumo da obra para fazer avaliações. A leitura literária pode e deve provocar
a reflexão de ideias, o levantamento de hipóteses e, principalmente, a reorganização dos
saberes. Nesse sentido, o estudante tem a escola e a sala de aula como ambiente social de
discussões, de interações e de crescimento intelectual, que transforma e torna sua participação
social ativa.
Algumas vezes, o professor se prende ao livro didático, pois não há como
desconsidera-lo, mesmo que não o tenha escolhido, porém, é importante fazer ‘links’ e tornar
a interpretação textual participativa, os alunos precisam falar mais, serem mais ouvidos,
pode- se utilizar os mais variados tipos de texto com diferentes estratégias de leitura que não
se restrinjam a mera leitura.
Identificar–se com práticas de leitura envolve a interação com diferentes textos que
estejam relacionados às identidades, as realidades sociais dos alunos. Sendo a natureza
humana social, podemos focalizar atividades que promovam a participação dos alunos em
diferentes práticas sócio- interacionais que envolvam a estesia literária leitura .

Impossível desconsiderarmos o caráter intrínseco e extrínseco, rico e denso que é


inerente a capacidade interpretativa dos alunos. Num mundo pleno de textos e visualidades –
de imagens, de escritas, é impossível não recorrermos à estratégias diversas que entrelacem
registros linguísticos e estéticos configurando em novas possibilidades de produção de
sentidos.

E essa experiência precisa ser vivenciada por cada pessoa no seu ritmo, tempo. Ela
pode ocorrer em sala de aula, não como forma de trabalho obrigatória, mas sugerida, trocada
de maneira criativa, interelacionada de maneira interdiscursiva ou intertextual. O espaço da
escola e / ou da sala de aula é capaz de propiciar ou criar atividades que permitam ao aluno o
desenvolvimento de uma experiência estética individual, natural da leitura.
Em sala de aula, uma prática da leitura interessante é o circuito de leitura, na qual cada
aluno pode escolher o livro que quer ler e depois faz-se a exposição da obra, contando-a,
dramatizando, utilizando adaptações de filmes, dentre várias estratégias que possam despertar
o interesse coletivo.
Sabendo-se que os alunos se interessam pelo mundo digital, precisamos criar uma
dinâmica diferente, uma relação intersemiotica entre os textos, ainda podendo adentrar ao
mundo que lhes interessa e fazendo-os analisar obras (não) literárias com as suas vivências
para que eles possam registrá-las, relacionando suas experiências e, ao mesmo tempo,
adquirindo saberes da literatura e das artes como um todo, bem como cultivando hábitos
positivos através de um estudo dinâmico, criativo e crítico.
É possível a realização de um currículo que multiplique os significados, em vez de se
fechar nos significados recebidos e dominantes. A leitura da literatura e o ensino da literatura
precisam ressaltar o exercício da curiosidade que convocam a imaginação, a reflexão.

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