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Plano Estrutural de Iniciação Esportiva Ao Voleibol

Este documento descreve os aspectos estruturais de um plano de iniciação ao voleibol, incluindo a organização, equipe, capacitação, local e público-alvo. É importante definir patrocinadores, escolher profissionais qualificados e oferecer um ambiente seguro e adequado para as aulas.
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Plano Estrutural de Iniciação Esportiva Ao Voleibol

Este documento descreve os aspectos estruturais de um plano de iniciação ao voleibol, incluindo a organização, equipe, capacitação, local e público-alvo. É importante definir patrocinadores, escolher profissionais qualificados e oferecer um ambiente seguro e adequado para as aulas.
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VOLEIBOL

PLANO ESTRUTURAL
DE INICIAÇÃO ESPORTIVA

Prezados Cursistas!!!

Esse material tem como objetivo servir de apoio aos profissionais que atuam na área do
voleibol no que diz respeito à elaboração e o desenvolvimento de um planejamento técnico
pedagógico, levando em consideração algumas questões administrativas e o processo de
ensino-aprendizagem para um trabalho de iniciação ao voleibol.

As referências estão baseadas em resultados obtidos durante os vinte e três anos de


experiência nos projetos do Instituto Compartilhar , visando facilitar o aprendizado e um
melhor desenvolvimento das ações para crianças e adolescentes que se identificam e
gostam o esporte.

No que diz respeito aos profissionais de Educação Física, para que haja resultados positivos
e uma evolução em todo o processo de ensino aprendizagem alguns fatores precisam ser
levados em consideração em especial objetivos, metas e planejamento, outros pontos como
avaliação do trabalho também devem ser levados em consideração, sejam elas avaliações
técnicas da aprendizagem dos alunos ou qualitativa.

1- Introdução

Este trabalho descreve as diversas possibilidades que encontramos na elaboração de um


planejamento técnico pedagógico, bem como, todas as etapas de um processo de ensino-
aprendizagem referente a um plano de trabalho para iniciação ao voleibol, sempre levando
em consideração as referencias bibliográficas que sustentam os diversos fatores que
interferem na aprendizagem.
Souza (2007) diz que “o voleibol tem por objetivo promover o desenvolvimento das
capacidades motoras, físicas e psicológicas dos alunos. É na Escola que o praticante de
voleibol tem uma das primeiras oportunidades de conhecer e praticar este esporte”.
Portanto, o sucesso ou o insucesso da participação e interesse dos alunos pelo esporte vai
depender da forma que ele for apresentado pelo professor aos alunos, se o aluno tomar
gosto pela modalidade ele fará dela uma prática continua em sua vida e assim poderá
ampliar seus conhecimentos e sua prática.

Para os iniciantes:

As volumosas exigências técnicas e táticas do jogo de voleibol e a rápida troca das


diferentes situações de jogo colocam o iniciante numa situação de aprendizagem muito
complexa.

Assim, ele apenas consegue aprender “como jogar” sob condições de jogo simplificadas, ou
seja, através de certos pequenos jogos ou jogos preparatórios. Numa série metodológica do
jogo desenvolvem-se, rapidamente e sem esforço, comportamentos táticos adequados de
cada um, a cooperação de duplas e de grupos de três. (Dürrwachter, 1984, p.1)

Mesquita (1998) traz uma proposta pedagógica para o ensino do voleibol, onde
primordialmente faz sinalizações para a utilização do jogo, por interpretar que ele é um
instrumento fundamental para a aprendizagem, devido a fatores como o prazer e motivação
que proporciona. No entanto, ela alerta para que o jogo seja feito de forma adaptada,
reduzindo o número de jogadores e também o campo de jogo, este tipo de jogo favorece
maior contato do aluno com a bola proporcionando assim maior motivação dos alunos e
melhora nos gestos técnicos.

2- Estruturação

Estruturação Organizacional

Mantenedores: Patrocinadores e parceiros (Públicos ou Privados):


Para todo trabalho a ser desenvolvido em qualquer área um dos pontos que precisam ser
muito bem definido é a questão dos mantedores do projeto, pois ele gera sustentabilidade
e qualidade em todos os segmentos que serão desenvolvidos, no âmbito esportivo ele é de
fundamental importância , portanto antes de colocar o projeto em prática definir os
mantedores e parceiros sejam eles públicos ou privados vem em primeiro lugar .
Hoje os projetos na maioria deles são sociais e têm desempenhado um papel de suma
importância na sociedade atual, sendo relevantes para muitas comunidades e muitas
ocupando o papel de única forma de acesso aos direitos universais para este público,
direitos como educação, lazer, alimentação dentre outros.
Muitos projetos buscam contemplar direitos de desenvolvimento pessoal e social,
integridade física, psicológica e moral por intermédio da diminuição da ociosidade e
consequentemente a diminuição do risco social proporcionando momentos para
aprendizagens fundamentais, capacidade para o trabalho em grupo, discussão de normas
da sociedade e aspectos ideais para o convívio social.
Além dos projetos sociais podemos encontrar os projetos esportivos, que apesar de muitas
vezes ser desenvolvidos em comunidades ou mesmo lugares de risco social não possuem
suas premissas arraigadas nos princípios dos projetos sociais.
Os projetos esportivos têm como um dos principais objetivos a detecção de talentos
esportivos ou mesmo o desenvolvimento ou massificação de uma determinada modalidade
esportiva.
Sob a ótica da detecção de talentos o trabalho não é aberto a todos, tornando- o assim um
trabalho excludente. Porém se trabalhado de forma a contemplar a iniciação ou mesmo à
manutenção o trabalho passa a ser mais integrativo e contemplando um público maior.
Também existem projetos que contemplam uma associação entre as duas frentes, tanto a
de projeto social, quanto o projeto esportivo, o chamado projeto sócio esportivo, este se
difere dos projetos esportivos por utilizar o esporte não como fim, mas como meio de
inclusão social.
O esporte favorece a atividade coletiva, desenvolve a consciência comunitária, estimula a
identidade e quando calcado nos valores, normas, princípios e boas condutas cidadã que
são defendidas pelo esporte este se transforma em uma excelente ferramenta para ser
trabalhada nos projetos sociais.
Neste caso além do esporte outras ações técnicas devem estar associadas ao projeto,
ações da área educacional, como reforço ou oferecimento de estudo de língua, da área
médica, como acompanhamento de saúde, ações odontológicas, como higiene bucal e
também ações sociais, como acompanhamento por meio de assistentes sociais.
O público geralmente contemplado por este tipo de projeto são comunidades carentes,
pessoas com algum tipo de vulnerabilidade social, excluídos da rede de consumo, cultura
ou da arte e portadores de deficiência.
Muitas vezes tais projetos sociais esportivos se apresentam como uma grande
oportunidade de mudança de vida para estas pessoas e até mesmo surge como uma
chance de ascensão social. Oportunidade de alcançar por meio do esporte algum destaque
em sua comunidade, cidade ou até mesmo no país. Claro que este não é o objetivo
principal dos projetos sócio esportivos, mas sim oferecer e oportunizar as comunidades em
risco social a um contato com atividades que possam contribuir para o desenvolvimento e
alcance da cidadania.
O incentivo fiscal é um instrumento usado pelo governo para estimular atividades
específicas por prazo determinado e constitui-se em uma forma de a empresa ou pessoa
física escolher a destinação de uma parte dos impostos que já seriam pagos por ela,
contribuindo, assim, para o desenvolvimento de projetos pela sociedade.

Equipe de Pessoal:

Fazer uma boa escolha da sua equipe de pessoal é o grande segredo para o sucesso do seu
projeto. Em primeiro lugar não abra mão de profissionais de Educação Física formados e
registrados em seu conselho de ordem , pois é a garantia de estar no caminho certo.

É preciso que você saiba o tipo de profissional que quer ter no seu projeto, é importante
que ele tenha boas características, dotado de habilidades e qualidades que o torne capaz
de executar as tarefas que lhe serão delegadas.

Todo o processo de trabalho acontece em conjunto. Por isso, é importante buscar por
profissionais que tenham as habilidades necessárias para trabalhar em equipe. Avalie a
personalidade dos profissionais e encontre aqueles que estão mais abertos e receptivos ao
trabalho em conjunto.

O perfil destes profissionais também é importante, acredito que mesclar profissionais


experientes com profissionais que estão se lançando no mercado de trabalho e se
identificam com a modalidade é bastante interessante, pois os jovens profissionais chegam
no mercado cheios de energia, apesar de possuírem uma menor vivência profissional ,
porém a produtividade e o interesse desses novos profissionais irão ajudar a encontrar
pessoas muito mais dispostas a aplicarem novas ideias e fazerem parte do projeto,
entregando agilidade e resultados interessantes.

Organograma Básico De Pessoal

Capacitação de profissionais :

A forma como os colaboradores se sentem reflete diretamente nos resultados que


entregam ao projeto. E, cada vez mais, esta deve ser uma preocupação de quem gerencia
ou coordena qualquer segmento, no nosso caso um projeto sócio esportivo . Para os
lideres, o desafio é desenvolver ações para aprimorar a qualidade dos profissionais e
investir na capacitação de pode ser a alternativa ideal.

Local de desenvolvimento do projeto:

Ponto primordial em todo o processo , pois este será o ambiente de trabalho onde irá
receber seus colaboradores, seus alunos, pais ,visitantes e principalmente os
mantenedores e parceiros do projeto, portanto cabe algumas observações diante do que
este local precisa ter:
Ambiente Sala de
Seguro Professores

Espaço
Secretaria do
estruturado
projeto
para as aulas

Sala de Local
material Higienizado

Público alvo:

O Público alvo vai de acordo com os objetivos do seu projeto , lembre-se que em projeto
sócio esportivo o público geralmente contemplado por este tipo de projeto são
comunidades carentes, pessoas com algum tipo de vulnerabilidade social, excluídos da
rede de consumo, cultura ou da arte e portadores de deficiência .

Estruturação Pedagógica

Estabelecer as metas e os objetivos:

Segundo uma frase clássica do filme “Alice no País das Maravilhas”, se você não sabe
aonde quer chegar, qualquer lugar serve.

Para não correr o risco de se chegar a um lugar desagradável, é preciso estabelecer metas
e objetivos e, depois, batalhar para alcançá-los. Mas, antes disso, é importante deixar
claras as diferenças entre esses conceitos:

Objetivo: é o propósito de se realizar alguma coisa, ou seja, é o guia que determina aonde
se quer chegar.

Meta: é o objetivo quantificado. Ela é temporal e necessariamente ligada a prazos.


Observe o exemplo:

Objetivo: Propiciar a prática esportiva através da modalidade voleibol

Meta: aumentar o número de participantes em 50% até o final do segundo ano do projeto.
O que você vai ensinar e para quem você vai ensinar:

O processo de ensino e aprendizagem deve ser definido como um sistema de trocas de


informações entre docentes e alunos, deve ser pautado na objetividade daquilo que há
necessidade que o aluno aprenda no seu momento de aprender.

Acredito também que não podemos realizar um ensino meramente superficial, mas um
ensino que vise à aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos em todos os contextos.
Desta forma, o trabalho realizado aos alunos pelos professores deve visar uma
aprendizagem que contemple uma melhoria motora, técnica e social .

Definir um método:
São várias as metodologias aplicadas no ensino do esporte , por estar seguindo um modelo
com referencias já comprovadas neste segmento sugiro a aplicação do Mini Esporte e do
Mini Vôlei.

O Mini Esporte é um processo de iniciação esportiva simplificado que busca adaptar as


capacidades e necessidades das crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos a um esporte
específico da forma mais divertida e lúdica possível. (
Penso que nas aulas de educação Física nos diversos segmentos do ensino e aprendizagem
de qualquer esporte sua utilização será muito eficaz.
Este processo possibilita a aprendizagem de uma modalidade esportiva sempre vinculada às
características do jogo e seguindo uma progressão pedagógica ideal. Para isso se faz
necessário alterar as dimensões do espaço de jogo (quadra ou campo), da bola, dos
obstáculos (no nosso caso a rede de vôlei)
Desta forma podemos concluir que a quantidade de participantes fica proporcional ao
tamanho do espaço e à habilidade motora das crianças naquela faixa etária fica compatível
com seu nível de aprendizagem . Isso possibilita um maior contato com a bola (ponto
fundamental de motivação) e um maior número de execuções, facilitando a aprendizagem
por repetição.
O Mini Vôlei é a melhor maneira de introduzir o jogo e de aprender os fundamentos. Deste
modo, cada jogador toca na bola muitas vezes, e as distâncias que ele terá de cobrir serão
menores, logicamente mais adequadas ao seu grau de conhecimento. Crianças menores de
12 anos poderão participar do jogo. Além do seu valor pedagógico, o jogo dá oportunidade
de desenvolver o interesse pelo esporte e leva as crianças a descobrir e apreciar este tipo
de jogo, o qual passarão a apreciar o por toda a vida, jogadores ou espectadores”. (Manual
do Treinador, 1976).

Planejamento: Devemos sempre passar pelo processo de planejar, executar, avaliar e


novamente refazer um planejamento. Com um planejamento temos metas a serem
alcançadas e objetivos definidos à serem cumpridos.

Infelizmente somos sabedores que planejar não é algo tão comum dentro da nossa prática
pedagógica, muitas vezes o profissional de Educação Física atua diretamente na prática
sem construir um plano de trabalho. É preciso entender que planejamento vai exigir um
tempo de trabalho anterior, mas vai facilitar o andamento da minha prática pedagógica.

Como organizar um planejamento :

1- Definir o tempo de trabalho

Quantas aulas eu tenho por semana?


Quantas por mês?
Haverão pausas?
Qual a frequência dos alunos nestas aulas?

2- Definir o que vai ser trabalhado

Quais os objetivos que tenho dentro da minha modalidade?


Quais os principais em cada período de tempo?

3- Definir a estrutura do planejamento

Tenho como dividir o conteúdo? (ex: fundamentos técnicos e de jogo)


Planejamentos por categoria?
Pela idade? Pela habilidade?
Dividir em conteúdos técnicos, táticos?

4- Dividir os conteúdos dentro do planejamento

Existe uma cronologia para que estes conteúdos serem ensinados?


Existe alguma ligação entre os conteúdos?
É importante estabelecer uma ordem?
Trabalharei todos os conteúdos?

5- Procurar estabelecer alguma forma de avaliação

Simples
Prática
Rápida
Que lhe dê o retorno necessário para saber se foi possível cumprir com o que se havia
planejado

3- Desenvolvimento Metodológico

3.1 Primeiro Bloco: O primeiro bloco deve ser pautado no amplo desenvolvimento das
capacidades motoras da criança. Ao iniciar o programa de aprendizagem, a criança deve
vivenciar atividades cujos movimentos e recursos básicos a sua realização sejam
necessários à prática da modalidade, não obrigatoriamente de forma idêntica as que
ocorrem no jogo (WEINECK, 1999).

Neste período, a variabilidade de atividades é fundamental, tanto para propiciar um


repertório motor mais variado, quanto para não permitir que a criança perca a motivação
pelo treinamento, mantendo a aderência ao mesmo.

A forma recreativa das atividades deve ser aliada a informações que ajudem à execução
dos exercícios propostos. Essas informações devem ser simples, fáceis de serem
entendidas, de forma que não confundam nem inibam a atuação do aluno (MACHADO,
2006).

A criança deve ser familiarizar-se com a bola, a quadra e todos os componentes que
envolvem o voleibol, mesmo que ainda não seja capaz de jogar efetivamente ainda.

A movimentação e as posturas básicas necessárias à prática do voleibol devem ser


estimuladas. A realização de pequenos jogos segurando e/ou lançando diversos tipos de
bolas é um importante aliado para o desenvolvimento das qualidades físicas e técnicas. As
atividades devem, preferencialmente, ser realizadas um contra um ou dois contra dois
(GOTSCH, 1991; BAACKE,1989).

É fundamental que a criança tenha o máximo contato possível com a bola. Uma das
maiores dificuldades relatadas por alunos que participam ou participaram de aulas através
do método convencional é, justamente, o fato de o aluno ter pouco contato com a bola
durante as aulas, devido a complexidade do voleibol 6 x 6. Este fato causa grande
desestímulo no aprendiz, o levando, por vezes, a desistir do voleibol (BAACKE, 1989).

3.2 Segundo Bloco:

No segundo bloco, a criança, já com uma maior bagagem motora, deve iniciar o
aprendizado dos gestos técnicos específicos do jogo. De acordo com as características do
jogo, o toque e a manchete são as ações que primeiramente devem ser trabalhadas, pois
servem de base para a realização de vários fundamentos, além de serem utilizados durante
toda a vida do aluno no voleibol.
4- Divisão Das Categoria

5- Estruturação da Aula :

1ª parte da aula - Parte Inicial (Aquecimento e técnica individual) – 15’

 Habilidades motoras gerais, específicas e capacidades físicas;

 Práticas motivadoras (atividades lúdicas) para alcançar o objetivo;

 Todos participam juntos, independente do nível técnico e de habilidades;

 Aprendizagem e aperfeiçoamento do gesto técnico dos fundamentos -


exercícios individuais e em duplas

 Possibilitar maior vivência dos gestos técnicos e fundamentos- uma bola para
cada criança durante os trabalhos individualizados
2ª Parte - Construção do jogo (movimentos combinados)- 30’

 Fundamentos combinados e aplicados em situação de jogo -é a parte que


mais se aproxima do jogo

 Duas ou mais ações- combinando deslocamento e fundamento, ou um


fundamento com outro fundamento.

 A complexidade, o ritmo dos exercícios e o aumento do número de ações


acompanham o nível e o desenvolvimento da turma

 Realização 2 a 3 exercícios no máximo para que haja assimilação dos


conteúdos.

 Exercícios construídos a partir de uma situação de jogo,

 Correção do gesto técnico focada em um ou dois pontos críticos do


fundamento de acordo com objetivo de cada aula

 Dinamismo dos exercícios possibilita o desenvolvimento do raciocínio rápido, a


concentração e a cooperação dos alunos

3ª Parte - Desenvolvimento do Jogo (aplicação das técnicas e táticas de jogo) –


15’

 Momento em que os fundamentos estimulados nas partes anteriores da aula


serão aplicados.

 Aperfeiçoamento tático característico das diferentes categorias.

 Conhecimento e aplicação das regras específicas das diferentes categorias.


6 – Características , fundamentos e táticas aplicadas em cada Categoria

Características Categoria Mini 2x2

 9 e 10 anos

 Início ideal na metodologia;

 Ensinar através do lúdico;

 Pequeno nº. de informações e maior nº. de ações;

 Material apropriado à faixa etária;

 Desafios nas aulas

 Formação do gesto técnico;

 Desenvolvimento de habilidades motoras;

 Aumento do acervo motor: correr, saltar, quicar, lançar, receber, rebater,


manipular, etc.;

 Fundamento Técnico

• Toque

• Saque por baixo


 Fundamento De Jogo

Passe (predominantemente de toque);

Levantamento (toque);

Ataque em forma de largada;

Sistemas de jogo

Tática do jogo Mini 2x2


Regras Básicas Mini 2x2 :

-Saque por baixo

-Proibido tocar na rede

-Não há bloqueio

-Proibido pisar na linha no momento

do saque

Características da categoria Mini 3x3

 11 e 12 anos

 Aumento dimensões da quadra e número de jogadores

 Maior complexidade das ações e número de variedade nas ações de jogo

 Relação de cooperação e organização dos jogadores

Fundamentos

 Aperfeiçoamento dos fundamentos técnicos e de jogo.

 Gesto Técnico:

Cortada - Movimentação de braço

- Encaixe no ataque

- Passada de ataque
- Largada

Defesa - Movimentação para cobertura de ataque

Bloqueio - Marcação na frente da bola

- Movimento de braço

- Posicionamento das mãos

Tática do jogo Mini 3 x 3

Posicionamento e Rodízio

Posição 1 = Sacador , recepção e ataque

Posição 2 = levantador;

Posição 3 = recepção e ataque.

Regras Básicas

-Saque por baixo;

-Proibido tocar na rede;


-Deve-se respeitar o rodízio;

-Bloqueio simples.

Características da categoria Mini 4x4

- Crianças de 13 anos

- Apenas 1 ano na categoria

- Transição entre o Mini e o Voleibol

Fundamentos e conteúdos

 Aperfeiçoamento do gesto técnico;

Toque;

Manchete;

Saque;

Cortada ( passada e Direcionamento)

Bloqueio ( posicionamento dos braços e movimento das mãos)

 Aperfeiçoamento da defesa;

Deslocamentos;

Posicionamento, relação bloqueio x sistema de defesa;

Iniciar defesa “alta”;

Iniciar defesa com queda (rolamento, parafuso e lateral);


Táticas de jogo Mini 4x4

Sistema 1 – 3 com o correspondente na largada

Sistema 3 – 1 com o correspondente na largada

 Regras Básicas Mini 4x4

-Ataque realizado somente pela entrada e saída de rede;

-Bloqueio simples;

-Recepção e defesa realizadas com três jogadores;


-Saque por baixo;

-O jogador que realiza o saque vai para o meio da quadra e não ataca, assumindo uma
função de jogador de defesa.

O voleibol é uma modalidade desportiva que explora diversos movimentos corporais,


podendo não só auxiliar no desenvolvimento motor de seus praticantes quanto no
fortalecimento da auto-estima, cooperativismo, disciplina, organização e sendo também um
meio de socialização entre os alunos de diferentes gêneros.

Acredito fielmente neste conceito e penso que a aplicação deste método ou modelo possa
ser replicado principalmente nas aulas de Educação Física , pois desta forma será um
instrumento de motivação para que os alunos se interessem em aprender o voleibol e, no
decorrer das atividades, apreendam valores fundamentais para a formação do cidadão que
se manifestam na prática esportiva, como cooperação, respeito, responsabilidade,
autonomia, superação, entre outros.

Penso também que as aulas de Ed. Física possam ser desenvolvidas de acordo com o
conceito de trabalho em rede, envolvendo o aluno, a escola como um todo e a própria
comunidade em busca de objetivos comuns, e desta forma valorizando todo esse trabalho
que nasce dentro de uma aula e cresce para outros segmentos.

Referências:

http://www.editorafontoura.com.br/periodico/vol-5/Vol5n1-2007/Vol5n1-2007-pag-
39a46/Vol5n1-2007-pag-39a46.pdf

BAACKE, H. Mini-volleyball.

In: Federation Internationale de Volleyball, Coaches Manual I, Lausanne, 1989.

blog.compartilhar.org.br/metodologia

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