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A Essência Da Regra de Ouro É A Consistência Moral

O documento discute a regra de ouro e sua importância para a ética moral. A regra de ouro exige consistência entre as crenças e ações de alguém, de modo que uma pessoa só deve fazer algo se estiver disposta a que essa ação se torne uma regra universal para todos. O documento também discute como filósofos como Kant e Mill viam a regra de ouro como fundamental para determinar o que é moralmente correto.

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A Essência Da Regra de Ouro É A Consistência Moral

O documento discute a regra de ouro e sua importância para a ética moral. A regra de ouro exige consistência entre as crenças e ações de alguém, de modo que uma pessoa só deve fazer algo se estiver disposta a que essa ação se torne uma regra universal para todos. O documento também discute como filósofos como Kant e Mill viam a regra de ouro como fundamental para determinar o que é moralmente correto.

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A essência da regra de ouro é a consistência moral, e é o desrespeito a essa consistência moral

– não praticar o que você prega – o que torna a hipocrisia tão detestável. A objeção básica ao

vigário adúltero que louva a santidade do matrimônio, ou ao político que aceita um suborno

enquanto ataca as irregularidades financeiras, é a inconsistência: entre as opiniões que

expressam e as crenças evidenciadas por seu comportamento; entre a importância que

alegam conferir a certas proposições e a indiferença que se pode inferir de suas ações.

Na visão de Kant, por trás de qualquer ação há sempre uma regra de conduta, ou

máxima, subjacente. Essas máximas podem ter a forma de imperativos categóricos,

porém sem se qualificar como leis morais, por não conseguirem passar em um

teste, que é em si uma forma suprema ou abrangente de imperativo categórico e

está claramente imbuído do espírito da regra de ouro:

“Na regra de ouro de Jesus de Nazaré encontramos todo o

espírito da ética da utilidade.”

J. S. Mill, O utilitarismo, 1863

“Aja apenas de acordo com a máxima que você gostaria de ver transformada em

verdade universal.”

Em outras palavras, uma ação só é moralmente permissível se estiver de acordo

com uma regra que você possa consistente e universalmente aplicar a si mesmo e

aos outros. Por exemplo, podemos propor uma máxima que permita a mentira.

Mas a mentira só é possível em um cenário em que haja (alguma) verdade – se todo

mundo mentisse o tempo todo, ninguém acreditaria em ninguém –, e por essa

razão seria contraproducente e em certo sentido irracional desejar que a mentira se

tornasse uma lei universal. Assim, o requisito da universalidade exclui certos tipos

de conduta por razões puramente lógicas.

Universalidade Entre filósofos mais recentes, um dos mais influentes defensores da

regra de ouro é o inglês R. M. Hare. Partindo da concepção evidentemente kantiana

de que os termos morais têm um elemento prescritivo – eles nos dizem o que fazer

ou como nos comportarmos –, a teoria ética de Hare (o prescritivismo) propõe que

a essência dos termos morais reside no fato de orientarem a ação; dizer que matar é

errado equivale a dar e aceitar uma ordem – “Não mate!”. A característica essencial

das decisões éticas, e o que as distingue dos outros tipos de ordens, é, na visão de
Hare, sua universalidade: se fizer uma injunção moral, estou me comprometendo a

sustentar que essa injunção deve ser obedecida por qualquer pessoa (inclusive eu

mesmo) em circunstâncias similares; em outras palavras, devo obedecer à regra de

ouro.

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