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Aula 3 - Paisagismo No Brasil - Ecletico

O documento discute a evolução histórica dos espaços públicos abertos no Brasil, desde as praças nas cidades coloniais até as praças projetadas no período eclético. Aborda os principais estilos de projeto de praças, incluindo a linha clássica influenciada pela França e a linha romântica influenciada pela Inglaterra. Também discute exemplos de praças projetadas nesses estilos em várias cidades brasileiras.
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Aula 3 - Paisagismo No Brasil - Ecletico

O documento discute a evolução histórica dos espaços públicos abertos no Brasil, desde as praças nas cidades coloniais até as praças projetadas no período eclético. Aborda os principais estilos de projeto de praças, incluindo a linha clássica influenciada pela França e a linha romântica influenciada pela Inglaterra. Também discute exemplos de praças projetadas nesses estilos em várias cidades brasileiras.
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O PAISAGISMO NO BRASIL

Profª. PAULA MARIA MAGALHÃES TEIXEIRA


O PAISAGISMO BRASILEIRO
FORMAÇÃO E EVOLUÇÃO DAS PRAÇAS NO BRASIL:
INTRODUÇÃO - PRAÇAS SECAS
INTRODUCÃO

Plaza del Palio - Siena


Plaza Maior - Madri

A praça é um elemento
urbano. Foi sempre celebrada
como um espaço de convivência
e lazer dos cidadãos.

Place des Voges - Paris


INTRODUCÃO – LARGOS E TERREIROS
INTRODUÇÃO

Adro da Igreja São Francisco de Assis


João Pessoa

Pátio do Colégio – São Paulo


DEFINIÇÕES

“Praças são
espaços livres públicos
urbanos destinados ao
lazer e ao convívio da
população, acessíveis
aos cidadãos e livres de
veículos, definidos pela
malha urbana formal e
que não ocupem mais 2
ou 3 quadras
consecutivas”
Terreiro de São Francisco - Salvador
A GÊNESE DA PRAÇA
PRACA NA CIDADE
COLONIAL BRASILEIRA
“A praça como tal,
para reunião de gente e
para exercício de um sem-
número de atividades
diferentes, surgiu entre nós,
de maneira marcante e
típica, diante de capelas ou
igrejas, de conventos ou
irmandades religiosas.
Destacava, aqui e ali, na
paisagem urbana estes
estabelecimentos de
prestígio social. Realçava-
lhes os edifícios; acolhia os
seus freqüentadores.”

Murillo Marx
“Os templos, seculares ou
regulares, raramente eram
sobrepujados em importância por
qualquer outro edifício, nas
freguesias ou nas maiores vilas.
Congregavam os fiéis, e os seus adros
reuniam em torno de si as casas, as
vendas e quando não o paço da
câmara. Largos, pátios, rocios e
terreiros, ostentando o nome do
santo que consagrava a igreja,
garantiam uma área mais generosa à
sua frente e um espaço mais
condizente com o seu frontispício.
Serviam ao acesso mais fácil dos
membros da comunidade, à saída e
ao retorno das procissões, à
representação dos autos-da-fé. E,
pelo seu destaque e proporção,
atendiam também a atividades
mundanas, como as de recreio, de
mercado, de caráter político e militar.

Murillo Marx.
Desde a Antiguidade, o
jardim era um espaço destinado à
meditação e à contemplação da
natureza, ainda que essa natureza
fosse uma recriação humana do
ambiente selvagem. O jardim
representava a metáfora do Éden,
atraindo para si uma imagem de
paraíso e de tranquilidade celestial.
AJARDINAMENTO DAS CIDADES
A PRACA
PRAÇA AJARDINADA
O surgimento da praça
ajardinada é um marco na
história dos espaços livres
urbanos brasileiros, pois alterou
a função da praça na cidade.
PRAÇA AJARDINADA
A PRACA
O PRIMEIRO PONTO DE INFLEXÃO
O sucesso do processo
de ajardinamento da cidade é
enorme, e algumas das praças
coloniais mais antigas e
tradicionais recebem vegetação e
tratamento de jardim, perdendo
algumas das suas peculiaridades
como largo, pátio e terreiro.

“Efetivamente, da
concentração complexa e caótica
da praça, buscou-se a
concentração organizada e
elegante do jardim. Praça pública e
jardim público abrigaram dos
séculos 16 ao 18 a convivência dos
opostos. Talvez o jardim como
antídoto moderno à praça
medieval. O jardim como a antítese
da praça.” - Hugo Segawa.
AS PRACAS
PRAÇAS DO ECLETISMO
O PRAZER DO PASSEIO
“Reunir-se: fazer-se
público de sua presença,
exibir pompa, ver homens e
mulheres bem-vestidos e
bonitos, contar e ouvir as
novidades, assistir a
Paris no final do século XIX apresentações musicais,
Transeuntes e carruagens mostrar filhas na busca de
maridos, homens finos
admirando e fazendo corte a
cortesãs. Os jogos sociais e
sexuais – com a tácita
concordância entre seus
praticantes – o plaisir de la
promenade, tinha uma palco
magnífico nos jardins
público.” Hugo Segawa.
Avenida Central do RJ
grande boulevard carioca
O desenhos dos espaços
livres ecléticos brasileiros dividiram-
se basicamente em duas linhas: a
linha Clássica e a linha Romântica. Praça da Liberdade – Belo Horizonte
A LINHA CLASSICA – INFLUÊNCIA
FRANCESA
A LINHA CLASSICA – INFLUÊNCIA
FRANCESA
CARACTERÍSTICAS DO PROJETO ECLÉTICO CLÁSSICO
- Traçados em cruz e variações;
- Estar central com ponto focal;
- Passeio perimetral;
- Canteiros geométricos;
- Parterres;
- Simetria;
- Eixos;
- Grande quantidade de áreas permeáveis;
- Elementos ecléticos pitorescos (coretos, pavilhões, espelhos d’água, estátuas,
monumentos, fontes, bustos);
- Vegetação arbustiva e forrações, dispostas como bordadura dos canteiros e
caminhos;
- Vegetação arbórea plantada ao longo dos caminhos para sombreamento;
- Grande utilização de espécies exóticas européias e pequena utilização de espécies
nativas;
- Geometrização e simetria no plantio da vegetação;
- Gramados; Poda topiaria.
A LINHA CLASSICA – A TRÍADE
CLÁSSICA BÁSICA

Tríade clássica básica


- Caminhos em cruz (verdes)
- estar central (amarelo) com ponto focal
(vermelho);
- passeio perimetral (azul)
PRAÇA
PRACA DA REPÚBLICA RECIFE
PRACA SANTOS ANDRADE
PRAÇA
CURITIBA
PRACA DA LIBERDADE
PRAÇA
BELO HORIZONTE
PRACA PARIS RIO DE JANEIRO
PRAÇA
A LINHA ROMÂNTICA
INFLUÊNCIA INGLESA
A influência romântica das artes chega ao desenho os jardins. O estilo
fantasioso, devaneador, poético e apaixonado que caracterizava o Romantismo,
principalmente nas artes plásticas, música e literatura, surgiu no paisagismo
como busca do naturalismo e volta às paisagens idílicas retratadas pelos pintores
paisagistas do século XVII, como Claude Lorraine.
A LINHA ROMÂNTICA
ELEMENTOS PITORESCOS
A LINHA ROMÂNTICA
CARACTERÍSTICAS
CARACTERISTICAS DO ESTILO ROMANTICO

- Traçados orgânicos e sinuosos (rompimento - Grande quantidade de áreas permeáveis;


com escolas clássicas de composição); - Criação de cenários naturalistas;
- Estares e recantos contemplativos; - Criação de visuais;
- Passeios e caminhos que percorrem toda a - Utilização cênica da vegetação;
área; - Imitação do ambiente natural, naturalismo;
- Lagos serpenteantes; - Aplicação de forrações, vegetação arbustiva e
- Equipamentos ecléticos pitorescos (coretos, arbórea mais exuberante, de forma a criar
pavilhões, espelhos d’água, estátuas, cenários e visuais;
monumentos, fontes, grutas, arcos, templos, - Uso de espécies exóticas europeias e de
malocas, castelos, entre outros); espécies nativas.
PASSEIO PÚBLICO RIO DE JANEIRO
PRAÇA
PRACA DA REPÚBLICA SÃO PAULO
PRACAS
PRAÇAS ROMÂNTICO-CLÁSSICA
Principalmen
te a partir do início do
século XX, surgiram
projetos que se
utilizavam de
elementos dos dois
estilos. Geralmente,
eram colocados
elementos pitorescos e
cenários bucólicos
sobre uma estrutura de
caminhos e canteiros
com eixos e espaços
centrais bem definidos.
PRACA
PRAÇA BATISTA CAMPOS BELÉM
PRACA
PRAÇA DA REPÚBLICA BELÉM
TRANSIÇÃO
TRANSICÃO PRAÇA
PRACA DE CASA FORTE
RECIFE
Praça de Casa Forte, é um exemplo bastante curioso, pois tornou-se
representante único da linguagem eclética clássica na obra de Burle Marx.
Formalmente, esse projeto tem características ecléticas marcantes, não
correspondendo ao restante da obra de seu autor; entretanto, a forma de plantio
utilizada, que buscou a criação de espaços temáticos exultando a vegetação tropical e
não a simples reprodução antropizada de um trecho de natureza ideal e bucólico,
como propunha o romantismo nos anos anteriores, demonstrava sinais de mudanças
na elaboração de projetos da praça urbana.
TRABALHO EM GRUPO

JARDIM LINHA CLÁSSICA FRANCESA

JARDIM LINHA ROMÂNTICA INGLESA

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