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Pop Maria Da Penha

1) O documento apresenta procedimentos operacionais padrão para atendimento de ocorrências de violência doméstica contra a mulher pela polícia militar de Alagoas. 2) As ações incluem escolher o itinerário para o local com cuidado, posicionar a viatura de forma visível, identificar-se ao chegar e separar as partes envolvidas. 3) A entrada na residência só é permitida com suspeita de perigo iminente para a vítima.

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Vitor Araújo
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1) O documento apresenta procedimentos operacionais padrão para atendimento de ocorrências de violência doméstica contra a mulher pela polícia militar de Alagoas. 2) As ações incluem escolher o itinerário para o local com cuidado, posicionar a viatura de forma visível, identificar-se ao chegar e separar as partes envolvidas. 3) A entrada na residência só é permitida com suspeita de perigo iminente para a vítima.

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Sua segurança: nossa missão.

5
BOLETIM GERAL OSTENSIVO Nº 192 DE 19 DE OUTUBRO DE 2021
MILITARES
Em consequência, o Diretor de Ensino e o Comandante do CFAP adotem as providências
decorrentes.

WELLINGTON BITTENCOURT MARANHÃO DE ARAÚJO - Cel QOC PM


Comandante-Geral da PMAL

Academia de Polícia Militar Senador Arnon de Mello

PORTARIA Nº 076/2021-APM/CG – DISPENSA DE INSTRUTORIA - CPJM 2021


O Comandante Geral da PMAL no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Art. 81 do
Regulamento da APM, aprovado pelo Decreto Estadual nº 1.459, de 11/09/2003, resolve dispensar os
instrutores credenciados abaixo descritos para instrutoria no Curso de Polícia Judiciária Militar - CPJM,
edição 2021, em desenvolvimento na APMSAM, em decorrência de indicação do Comandante da
APMSAM, com fulcro na Lei nº 6.469 de 19/04/2004, consubstanciado no processo administrativo SEI
E:01206.0000020492/2021:
GRAU Nº ORDEM DOCENTE DISCIPLINA C/H
Direito Administrativo Disciplinar Direcionado à
Ten Cel 82160 Silvio José Lúcio e Silva 40
Atividade de Polícia Judiciária Militar
Direito Processual Penal Militar Direcionada à
Ten Cel 82155 José Paulo Costa Vieira 40
Atividade de Polícia Judiciária Militar
Legislação Institucional Direcionada à Atividade
Cap 84484 Fábio Oliveira de Melo 36
de Polícia Judiciária Militar
Direito Constitucional Direcionada à Atividade de
Cap 90667 Jefferson Santa Rita Canuto 20
Polícia Judiciária Militar
Direito Penal Militar Direcionado à Atividade de
Cap 89299 Edson Carlos Barros Cabral de Mello 36
Polícia Judiciária Militar
1º Ten PM José Vitor de Araújo Santos Cidadania e Direitos Humanos 12

Maceió, AL, 19 de outubro de 2021.


WELLINGTON BITTENCOURT MARANHAO DE ARAUJO – Cel QOC PM
Comandante Geral da PMAL

INSTRUÇÃO

Patrulha Maria da Penha

NP Nº (9038810) - PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO – POP/PMP Nº 01

ESTABELECER PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS EM OCORRÊNCIA POLICIAL NO ÂMBITO


DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER, ATENDIDA POR GUARNIÇÃO DA POLÍCIA
MILITAR DE ALAGOAS, EM ESPECIAL PELA ORDINÁRIA OU POR FORÇA TAREFA DA PATRULHA
MARIA DA PENHA.

1. OBJETIVOS
Dotar o efetivo da POLÍCIA MILITAR DE ALAGOAS, com procedimentos operacionais padronizados
durante ocorrência de violência doméstica. Portanto, os policiais militares devem:
Balizar suas atividades no sentido de adotar profissionalmente protocolos de atendimentos de
ocorrências no âmbito da violência doméstica contra a mulher;
Padronizar as técnicas dos policiais militares, quando atender eventualmente ocorrências do campo
de violência doméstica;
Melhorar a eficiência e a eficácia do efetivo nas atuações policiais.

2. DESENVOLVIMENTO OPERACIONAL
Para o bom desempenho das guarnições ordinárias no âmbito Policial Militar e das guarnições
ordinárias e de Força Tarefa da Patrulha Maria da Penha, foram adotados os seguintes Procedimentos
Padrões a serem executados durante as atividades operacionais.
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES A SEREM ADOTADAS QUANDO A GUARNIÇÃO ORDINÁRIA OU FORÇA TAREFA, RECEBER UMA
CHAMADA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA (via telefone funcional, COPOM ou ao deparar-se durante o patrulhamento)
Escolha do itinerário até o local de ocorrência.
Aproximar da cena de violência doméstica com elevado grau de cuidado, uma vez que a segurança da guarnição é fundamental;
Obter todas as informações disponíveis a partir da rede de rádio e notificar à central de sua chegada ao local;
Disque Denúncia: 181. Sua identidade preservada.
6 Sua segurança: nossa missão.
BOLETIM GERAL OSTENSIVO Nº 192 DE 19 DE OUTUBRO DE 2021
Quando estiver próximo do local, evitar o uso de luzes de emergência e sirenes, isso pode alertar o agressor e possibilitar sua
fuga. Caso a central ou o denunciante tenha informado que a vítima está em perigo, utilizar estes recursos para que o agressor
fique sabendo da presença da polícia e pare as agressões;
Esteja atento para as pessoas que estejam deixando o local, utilizando portas, janelas ou veículos estacionados próximos.
1. Escolha do itinerário até o local de ocorrência.
2. Quando estiver próximo do local, evitar o uso de luzes de emergência e sirenes, isso pode alertar o
ATIVIDADES
agressor e possibilitar sua fuga. Caso a central ou o denunciante tenha informado que a vítima está em
CRÍTICAS
perigo, utilizar estes recursos para que o agressor fique sabendo da presença da polícia e pare as
agressões.
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES NA CHEGADA AO LOCAL DA OCORRÊNCIA, QUANDO AINDA EM VIATURA.
1. Posicione a viatura em local visível e seguro, com o equipamento de luz intermitente ligado, mostrando a comunidade local, a
presença ostensiva da PM, tanto no período noturno como no diurno.
2. Confirmar a ocorrência irradiada através de indícios presentes no local.
3. Observar pessoa(s) segundo as características e atitude(s) apontada(s) pelo Centro de Operações ou solicitante(s).
4. Constatar o número de pessoas envolvidas e espectadores.
5. Julgar a necessidade de pedir reforço, não agindo até que o tenha disponível, se for o caso.
1. Posicionamento adequado da viatura no local.
ATIVIDADES
2. Confirmação dos dados obtidos referentes à ocorrência.
CRÍTICAS
3. Verificação da necessidade de reforço policial.
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES NA CHEGADA AO LOCAL DA OCORRÊNCIA, QUANDO AO SAIR DA VIATURA. SEQUÊNCIA DAS
AÇÕES NA CHEGADA AO LOCAL DA OCORRÊNCIA, QUANDO AO SAIR DA VIATURA.
Identifique-se como policial, explique a sua presença e solicite entrar na residência, quando as circunstâncias assim exigirem;
a) Ao tomar esta decisão, leve em conta tudo que observar pessoalmente, bem como os demais companheiros da guarnição;
procurando identificar existência de provas materiais;
b) Essa observação deve ter como parâmetro as provas materiais disponíveis e outras coisas apreendidas na ocorrência, as quais
deverão constar como base para a decisão de entrar ou não na residência.
A entrada forçada na residência somente é permitida se houver suspeita de que a vítima está em eminente perigo*.
Certifique-se da presença de armas em posse dos envolvidos ou nas imediações, na medida do possível, sempre solicitar apoio
ao COPOM para uma ação numérica segura;
Procure identificar todos os ocupantes da residência, ou presentes no local da agressão, moradores ou não, eles serão arrolados
posteriormente como potenciais testemunhas, vítimas e agressores;
Averiguar via central ou dispositivo de consulta eletrônica institucional disponível, a existência de Mandados de Prisão e ou
Medidas Protetivas de Urgência contra agressores, além de placa de veículo suspeito de envolvimento.
*A entrada forçada na residência somente é permitida se houver suspeita de que a vítima está em iminente perigo, conforme
preceitua o inciso XI do Artigo 5º - CRFB/88:
XI – “A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de
flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.”
1. Identifique-se como policial em toda e qualquer situação;
ATIVIDADES
2. A entrada forçada na residência somente é permitida se houver suspeita de que a vítima está em
CRÍTICAS
eminente perigo
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES A SEREM ADOTADAS APÓS CHEGAR AO LOCAL DA OCORRÊNCIA
Iniciar o atendimento da ocorrência separando as partes envolvidas, para evitar novas agressões.
a) Durante o atendimento, mantenha as partes (agressor e vítima) separadas e fora do alcance da vista e audição, um do outro, de
modo a não acirrar os ânimos já exaltados;
b) O cuidado da separação deve ser redobrado, principalmente, no momento de condução dos mesmos à delegacia;
Caso seja confirmada a agressão, detenha ambos, e faça uma busca pessoal no agressor, e prosseguir as buscas no sistema
institucional disponível, a fim de identificá-lo e qualificá-lo.
Quando tiver que deter o agressor, faça uso moderado e diferenciado da força, só utilize as algemas se observar risco de vida aos
componentes da guarnição, ou possibilidade de fuga do mesmo.
a) Confirmada a prática do crime, e observando a quantidade numérica superior, utilizar com segurança a força para algemar o
agressor, protegendo a ação dos policiais militares envolvidos no procedimento**.
No caso do item anterior, lavrar o respectivo Auto de Resistência e constar no histórico do Boletim de Ocorrência;
Faça uma avaliação se existem pessoas feridas, caso afirmativo, solicite a presença do SAMU ou siga as orientações enviadas
por parte da central (COPOM);
Providenciar laudos médicos dos feridos e acostar ao Boletim de Ocorrência, narrando no histórico de maneira concisa e
detalhada o ato das agressões sofridas pelas vítimas;
Em caso de flagrante delito, e quando a vítima possuir lesões corporais, mesmo leve, conduzir os atores do fato delituoso, com a
lavratura do Boletim de Ocorrência onde deve ser narrado as lesões e os laudos médicos.
a) Cabe a autoridade policial, delegado, o dever de efetuar a prisão do agressor, independentemente da vontade da vítima, uma
vez que, crime de lesão corporal leve, não mais depende de representação da vítima.

**No que se refere à condução de suspeitos à autoridade policial, deve-se atender ao disposto na Súmula Vinculante Nº 11 do
STF, vejamos:
“Só é lícito o uso de algemas em caso de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou
alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar civil
e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da
responsabilidade civil do Estado”.
Iniciar o atendimento da ocorrência separando as partes envolvidas, para evitar novas agressões.
Faça uma avaliação se existem pessoas feridas, caso afirmativo, solicite a presença do SAMU ou siga as
ATIVIDADES
orientações enviadas por parte da central (COPOM);
CRÍTICAS
Providenciar laudos médicos dos feridos e acostar ao Boletim de Ocorrência, narrando no histórico de
maneira concisa e detalhada o ato das agressões sofridas pelas vítimas;
Disque Denúncia: 181. Sua identidade preservada.
Sua segurança: nossa missão. 7
BOLETIM GERAL OSTENSIVO Nº 192 DE 19 DE OUTUBRO DE 2021
Em caso de flagrante delito, e quando a vítima possuir lesões corporais, mesmo leve, conduzir os atores do
fato delituoso, com a lavratura do Boletim de Ocorrência onde deve ser narrado as lesões e os laudos
médicos.
NO LOCAL DA OCORRÊNCIA PERMANECER ATENTO
Verificar se os envolvidos possuem lesões corporais, inclusive aquelas que podem estar escondidas por roupas ou por outra
forma, não aparente;
Caso o suspeito de agressão tenha fugido do local, solicitar informações à vítima, parentes da vítima ou vizinhos, sobre seu
possível paradeiro, questionando-os com detalhes da situação, para enriquecer o histórico do atendimento;
Obtenha informações sobre incidentes anteriores, envolvendo agressor e vítima, incluindo frequência e a gravidade;
Identifique o tipo de relacionamento entre os dois:
a) Caso não seja conjugal (marido e esposa), questione a vítima se ela tem conhecimento se o acusado possui alguma medida
protetiva de urgência e conste no histórico da ocorrência;
b) Levantar se houve ocorrências anteriores, semelhantes ao atual fato;
c) Sendo relacionamento conjugal (marido e esposa), questione se houve anteriormente fatos semelhantes, ou outro tipo de maus
tratos.
Em caso de patrulhamento de rotina, a guarnição ao se deparar com um descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência,
conforme lei nº 13.641, de 03 de abril de 2018, antes de considerar o ato como crime deve observar:
a) No local que foi detectado o ato infracionário, a guarnição policial deve avaliar atentamente o fato de descumprimento, para não
tomar decisão indevida, uma vez que as situações interpessoais são mutáveis;
b) No caso onde o casal tenha reatado o relacionamento e está convivendo harmonicamente, mas a esposa não procurou o Poder
Judiciário para retirar as Medidas Protetivas de Urgência, a condução de ambos deve ser realizada à uma Delegacia da Mulher,
ou à Central de Flagrantes para a adoção das medidas cabíveis;
c) Observar a presença de filhos e parentes que se encontrem próximos do local da abordagem, antes de realizar qualquer
contenção ou condução pacífica ou coercitiva.
Incluir também na ocorrência, todas as provas materiais colhidas para apoiar a acusação, principalmente provas que justifiquem
as lesões encontradas na vítima, tais como: armas, roupas rasgadas, cabo de carregador de telefone, e assim outros objetos
encontrados;
Assim que for possível, entreviste e qualifique todas as testemunhas para saber sobre incidentes anteriores, seguindo o padrão
aqui estabelecido, e constar no relatório;
Se tiver presença de crianças no local, verifique se há sinais de trauma ou quaisquer feridas aparentes. Se for necessário, acionar
o Conselho Tutelar;
Informar à vítima os direitos da mulher previstos na Lei Maria da Penha.
a) Caso seja necessário, acompanhar a vítima na retirada de seus pertences do local da ocorrência;
b) Havendo risco de vida, forneça auxílio no transporte para um abrigo oficial para caso dessa natureza, ou para local que ela
considere seguro.
Observar que a condução da vítima a uma Casa Abrigo, geralmente, dar-se-á por parte da Polícia Civil, em veículo
descaracterizado, de modo a garantir a segurança da vítima, filhos e demais familiares. Esta condução por uma guarnição da
Maria da Penha, só deve ocorrer em momentos especiais.
1. Verificar se os envolvidos possuem lesões corporais, inclusive aquelas que podem estar escondidas por
roupas ou por outra forma, não aparente;
2. Caso o suspeito de agressão tenha fugido do local, solicitar informações à vítima, parentes da vítima ou
vizinhos, sobre seu possível paradeiro, questionando-os com detalhes da situação, para enriquecer o
ATIVIDADES
histórico do atendimento;
CRÍTICAS
3. Identifique o tipo de relacionamento entre os dois;
4. Se tiver presença de crianças no local, verifique se há sinais de trauma ou quaisquer feridas aparentes.
Se for necessário, acionar o Conselho Tutelar;
5. Informar à vítima os direitos da mulher previstos na Lei Maria da Penha
O QUE DEVE SER EVITADO NO ATENDIMENTO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Fazer qualquer declaração que vá desencorajar a vítima de relatar um ato de violência doméstica;
Ameaçar, sugerir ou indicar a possível prisão das partes, com o fim de desencorajar futuros pedidos de intervenção da polícia
militar em atos de violência doméstica;
Fazer comentário pessoal e depreciativo dirigido à vítima, ao autor da violência ou a testemunha:
a) Não classificar a situação em evidência como uma ocorrência de menor importância;
b) Não exprimir julgamentos pessoais que venham divergir dos atos lastreados à condução técnica e legal prevista nos
procedimentos contidos neste POP-PMP.
QUANDO TEM O ENVOLVIMENTO DE POLICIAIS COMO SUSPEITOS DE AGRESSÃO
O Supervisor do Policiamento da Polícia Militar, deve acompanhar as ocorrências quando envolver policiais militares nos casos de
violência doméstica;
Quando uma das partes envolvidas for policial militar de posto superior a do Supervisor, ou pertencer a outra corporação militar, a
guarnição deve cientificar a central para providenciar orientação específica para o caso;
Caso o suspeito de violência, seja policial civil, policial penitenciário, policial federal, policial rodoviário federal, a guarnição deve
redobrar os cuidados, pois, na maioria das vezes, ele se encontra armado e conhece as práticas e os treinamentos que serão
utilizados contra ele.
QUANDO A GUARNIÇÃO DEVE REALIZAR A DETENÇÃO DO SUSPEITO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Em flagrante ou sem mandado, quando houver causa provável para se acreditar que o suspeito cometeu crime, classificado como
violência doméstica;
Quando o suspeito de agressão estiver violando as medidas protetivas de urgência da vítima.
Caso o comandante da guarnição verifique que existe causa provável, deter o suspeito, e conduzir ambas as partes para a
Delegacia, explicando o motivo da condução e fazer constar no relatório a explicação detalhada para este ato.
QUANDO NÃO FOR POSSÍVEL REALIZAR A DETENÇÃO DO SUSPEITO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Explicar a vítima porque a detenção não foi realizada, informando a falta de provas do crime cometido, ou outro motivo que a
guarnição encontrou no local do fato;
Disque Denúncia: 181. Sua identidade preservada.
8 Sua segurança: nossa missão.
BOLETIM GERAL OSTENSIVO Nº 192 DE 19 DE OUTUBRO DE 2021
Uma vez não realizada a detenção, incentivar a vítima a procurar contato com a Delegacia da Mulher, a Defensoria Pública ou a
Patrulha Maria da Penha (através do WhatsApp pelo número 82 98733-9112) para obter as informações necessárias e
aconselhamento, além de outros serviços;
Informar a vítima sobre seus direitos, explicando os procedimentos para realizar o Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher,
na Central de Flagrantes, ou mesmo na Delegacia Interativa, e após o registro da ocorrência, procurar a Defensoria Pública para
solicitar as Medidas Protetivas de Urgência***;
***É imperioso observar que todo procedimento operacional obedeça as disposições contidas na Lei nº 13.869/2019 (Lei de Abuso
de Autoridade), especialmente as condutas previstas nos artigos 13, 16, 21 e 22.
REFERÊNCIA JURÍDICA
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF, outubro, 1988. Disponível em: <
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm >. Acesso em: em 16.09.2019.
_____.Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995. Brasília, DF. Disponível em:<
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9099.htm>. Acessado em 16.09.2019.
_____. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Brasília, DF. Disponível em:< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-
2006/2006/lei/l11340.htm >. Acessado em 16.09.2019.
_____. Lei nº 13.869, de 05 de setembro de 2019. Brasília, DF. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-
2022/2019/lei/L13869.htm>. Acessado em 16.09.2019.
_____. Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres. Secretaria Especial de Políticas para
Mulheres/Presidência da república. Brasília: Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, 2011. Disponível em: . Acesso em:
04.11.2019.
_____.9 fatos que você precisa saber sobre a Lei Maria da Penha. Disponível em:. Acesso em: 15.02.2020.
CAMPOS, Sandro Roberto. Uma sugestão de Protocolo de Atendimento de Ocorrências Policiais de Violência Doméstica contra a
mulher pelas polícias militares do Brasil. Disponível em:. Acesso em: 10.06.2020.

3. DISPOSIÇÕES GERAIS
Este POP-PMP, é uma ordem de serviço operacional, onde:
As guarnições ordinárias da Patrulha Maria da Penha devem estar sempre atentas para a finalidade
operacional da missão;
Todas os policiais militares devem estar cientes da Lei nº 11.340, de 07 de agosto de 2006 (Lei
Maria da Penha);
Todas as viaturas de serviço devem ser higienizadas, no início e no final do serviço, proporcionando
com este ato o cuidado de não transmitir vírus, como também se precaver de doenças;
Este POP-PMP entrará em vigor após ciência e aprovação do Comandante Geral e devida
publicidade em BGO.

Maceió/AL, 24 de setembro de 2021


Márcia Danielli Silva de Assunção – Maj QOC PM
Comandante da Patrulha Maria da Penha
Matrícula: 11662-9

Regimento de Polícia Montada

NOTA DE SERVIÇO Nº 06/2021 (9214393) – RPMON - INSTRUÇÃO SOBRE BUSCA DOMICILIAR


E INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO

1. FINALIDADE
Instruir e capacitar os militares lotados no RPMon quanto as novas diretrizes no que tange a busca
domicililar e a inviolabilidade do domicílio, desenvolver nos Policias Militares uma conduta pautada nos
príncipios constitucionais da legalidade, proporcinalidade, moralidade e ética.

2. OBJETIVO
Orientar todo o efetivo deste Regimento de Policia Montada Dom Pedro I, quanto a recomendação
do MPAL nº 01/2021, publicada no DOE de 15/06/21, nº 458, que utilizou como base a decisão proferida
pelo STJ no HC 598.051/SP, no que tange os procedimentos a serem adotados pelos Policiais Militares,
resultando na NP do Chefe do EMG, publicada no BGO nº 167 de 10 de Setembro de 2021, referente aos
aspectos constitucionais e as jurisprudências que tratam da busca domiciliar e da inviolabilidade do
domicílio, especialmente quanto a autorização para ingresso em residência para o cumprimento de
diligências.

3. METODOLOGIA
Toda instrução será feita através do Google Meet, passando todo conhecimento téorico aos Militares
deste RPMon, gerando nesses Policias um pensamento crítico e reflexivo sobre o tema.

Disque Denúncia: 181. Sua identidade preservada.

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