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O Objeto de Estudo Da Museologia

O documento discute as diferentes perspectivas sobre o objeto de estudo da museologia ao longo do tempo. Alguns enxergam como o estudo das instituições museais, outros da preservação do patrimônio cultural, e outros da relação entre o homem e os objetos. No final, o autor argumenta que a museologia estuda a relação entre o homem e os objetos refletida pelas instituições museais.

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O Objeto de Estudo Da Museologia

O documento discute as diferentes perspectivas sobre o objeto de estudo da museologia ao longo do tempo. Alguns enxergam como o estudo das instituições museais, outros da preservação do patrimônio cultural, e outros da relação entre o homem e os objetos. No final, o autor argumenta que a museologia estuda a relação entre o homem e os objetos refletida pelas instituições museais.

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RESENHA

O OBJETO DE ESTUDO DA MUSEOLOGIA


Rogerio Carlos Petrini de Almeida1

Peter van Mensch: Holandês, nasceu em 1947. Professor de teoria museológica


da Reinwardt Academie da University of Leiden. Mestre em zoologia e arqueologia
pela Universidade de Amsterdã. Obteve seu PhD, na Universidade de Zagreb, com base
em tese Para uma metodologia de Museologia (1993).

Palavras-chave: Objeto. Museologia. Museu.

O autor comenta que o conceito de objeto de estudo de museologia nasce nos


anos 50 com Neustupny2 assunto que segue em discussão nos anos 60, sendo o termo
preferido por Stransky3, como “tendência de conhecimento”, em vez de “objeto de
estudo”. W. Gluzinski4 diz que: “não há um objeto de estudo, mas vários, em conexão
diferentes com diferentes esferas de trabalho no museu.” Nos anos 80 através dos
simpósios do ICOFOM, admite-se só há uma museologia, porém no nível prático e de
acordo com as condições culturais pode haver diferenciações em suas técnicas.
Colocando a museologia em diversidade de opiniões e tipologia do estudo vinculado, a
finalidade e organização dos museus, implementações de atividades visando à
preservação e o uso da herança cultural, dos objetos museológicos como estudos, como
relação específica entre homem e realidade.
Com relação à diversidade de opiniões o autor comenta sobre a Museologia
como estudo da finalidade e organização de museus, como uma visão popular entre os
profissionais de museus da simplicidade do conhecimento da organização dos museus
conceitua-se com maior detalhamento, abrangendo o papel na sociedade, métodos
específicos pesquisas, conservação, educação que finalizam com programas chamados
de estudos de museus.
A museologia como “estudo da implementação e integração de um conjunto de
atividades visando à preservação e uso da herança cultural e natural”, opinião que leva
Razgon5 a definir museologia, em 1988, como “ciência social que se ocupados
processos e leis relativos à preservação da informação social, bem como à transferência
de conhecimentos e emoções por meios dos objetos museológicos” evidenciando uma
museologia evolutiva e relacionada às atividades sociais, que também evoluem. Opinião
que influenciam diversos autores na promoção de novas definições de museologia.
O autor refere-se a opinião de “museologia como o estudo dos objetos de
museu”, como “característica central e mais distintiva do trabalho do museu” sendo o

1
Aluno do Curso de Museologia – FABICO / UFRGS. Trabalho realizado como pré-requisito para
avaliação parcial da disciplina Teoria Museológica (BIB03239), ministrada pela Professora Ana Carolina
Gelmini de Faria. Porto Alegre, mar. de 2015. E-mail: rogé[email protected].
2
Jiri Václav Neustupny (1933-Tchecoslováquia), linguista e um dos fundadores da teoria da
administração do idioma.
3
Zbynek Zbyslav Stransky (1926-Tchecoslováquia), museólogo e pedagogo
4
Wojeiech Gluzinski, polonês, museólogo.
5
Avram Moissevich Razgon (russo, historiador, especialista em historiografia da história da Rússia, prof.
de museologia).
objeto da compreensão museológica definido por Z Bruna como: “o problema relativo
ao material, aos objetos móveis, autênticas peças da realidade, aos objetos móveis,
autênticas peças da realidade objetiva, os quais tendo perdido suas funções e agora
obsoletas – tem adquirido, estão adquirindo ou vão adquirir novas funções como
evidência de sua trajetória”, definição de abrangência do objeto como estudo
museológico.
Sobre o discurso da “museologia como o estudo da musealidade”, refere-se a
evolução da definição atribuída por Stransky, sobre a musealidade que parte do
princípio de ser uma propriedade do objeto enquanto documento, evoluindo para “o
objeto intencional de conhecimento da museologia é a musealidade, concebida no
contexto histórico e considerando a função social presente e futura, como um todo.” Na
visão de I. Maroevic6, a musealidade é vista como objeto específico de pesquisa na
museologia com um interesse pela informação cultural.
A abordagem da museologia como o estudo da relação específica do homem
com a realidade tem em Stransky a sua origem precursora que formula a museologia
como “uma abordagem específica do homem frente à realidade cuja expressão é o fato
de que ele seleciona alguns objetos originais da realidade, insere-os numa nova
realidade para que sejam preservados, a despeito do caráter mutável inerente a todo
objeto e da sua inevitável decadência, e faz uso deles de uma nova maneira, de acordo
com suas próprias necessidades.” Ideias fundadoras que são acompanhadas ou
relacionadas, por outros pensadores da área, como Gluzinski e Russio7. Russio fala do
“fato museal” no tocante a musealidade, definindo como “profunda relação entre o
homem, sujeito que conhece, e o objeto, isto é, aquela parte da realidade a qual o
homem pertence e sobre a qual tem poder de ação”. O comentário do autor nesta
abordagem finaliza com o discurso da multidisciplinaridade da museologia.
O autor pauta no item “discussão”, sobre a abordagem museológica centrada na
instituição, uma estrutura organizacional de referência e que pela opinião de vários
autores não pode ser objeto de estudo, mas que tem a obrigação de seguir os princípios
bases da museologia como instituição-museu.
Em sua conclusão o autor coloca que as abordagens sob a ênfase de perspectiva
e não de objeto de estudo, vistos os diferentes níveis de abstração dentro de um sistema
de parâmetros inter-relacionados, deixando o museu com uma variável pela extensão
em que e instituição é considerada soberana, mas sob um consenso final da
compreensão dos aspectos comportamentais da relação homem/objeto refletida pela
instituição-museu.
Finalizando chamaria a atenção para os dizeres de Russio sobre o “fato museal”
no tocante a musealidade, uma “profunda relação entre o homem, sujeito que conhece, e
o objeto, isto é, aquela parte da realidade a qual o homem pertence e sobre a qual tem
poder de ação”, como objeto de estudo da museologia no campo interno e externo da
instituição-museu, percebido, também, no consenso final, descrito pelo autor.

REFERÊNCIA
MENSCH, Peter van. Objeto de estudo da museologia. Rio de Janeiro: UNIRIO/UGF, p
1-23. 1994.

6
Ivo Maroevic nasceu em 1937 em Stari Grad, Hvar – Croácia. Graduou-se em História da Arte e Inglês
na Faculdade de Filosofia, em Zagreb. Professor de museologia.
7
Waldisa Russio Camargo Guarnieri. Museóloga. Graduada pela Faculdade de Direito da Universidade
de São Paulo. Especializou-se com mestrado e doutorado na área de museologia.

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