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Africa Divertida

1) O documento discute a criação de um "Atlas Almanaque" para ensinar sobre a África de forma positiva e lúdica, destacando as riquezas culturais, artísticas e naturais do continente. 2) O objetivo é apresentar a África de forma menos negativa, incluindo mapas, países, arte, vegetação, povos e outros aspectos positivos. 3) O Atlas Almanaque é composto por várias páginas com atividades e exercícios para estudantes localizarem países, associar cultura e

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Africa Divertida

1) O documento discute a criação de um "Atlas Almanaque" para ensinar sobre a África de forma positiva e lúdica, destacando as riquezas culturais, artísticas e naturais do continente. 2) O objetivo é apresentar a África de forma menos negativa, incluindo mapas, países, arte, vegetação, povos e outros aspectos positivos. 3) O Atlas Almanaque é composto por várias páginas com atividades e exercícios para estudantes localizarem países, associar cultura e

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africa Divertida

Cartografia Escolar – Cartografia na Geografia do dia-a-dia da sala de aula

Eugênio Pacceli da Fonseca – maio 2011

Alguém disse que “minha cartografia” é muito topográfica e que gostaria de ver mais “coisas” aplicáveis aos estudos de países e

continentes, além das que já foram postadas aqui (reconhecendo, graças a Deus, que os megamapas são realmente muito úteis,

aliás é uma das páginas mais acessadas). Gostaria de acrescentar que acho que a dita cartografia topográfica é ainda pouco

abordada em sala de aula. Em outros países como vejo pela internet, pelo contrário ela é bastante trabalhada, tanto pelos

professores de geografia quanto pelos professores de matemática. Aqui nem um, nem outro se aprofunda em seu estudo. E não há

como escapar, a cada ano os alunos chegam mais e mais interessados em caminhadas, esportes radicais e outros que exigem

conhecimento de topografia.

Mas para não falar que não falei das flores… Abaixo vão algumas sugestões, criadas por mim e por minha esposa, que é professora

de História, para um estudo menos carregado de negatividades do continente africano (podemos fazer coisa parecida para quaisquer

estudos regionais: países, continentes, províncias, etc).

Vejam as justificativas e algumas páginas.

Utilizamos fotos obtidos na Internet. Como não pensamos em publicar comercialmente mas “apenas” em âmbito de uma escola, não

pedimos licença…

Posto aqui mais a parte do “Atlas” que do “Almanaque” (nas seções relacionadas ao almanaque trazemos cruzadinhas, caça

palavras, curiosidades, bandeiras, etc).


O objetivo da página acima foi fazer com que o aluno se acostumasse com o jeitão da África e que desenvolvesse a habilidade de

localizá-la com rapidez em qualquer planisfério que use qualquer projeção. Vejam, que ao estilo das antigas “máquinas de pensar”,

no primeiro planisfério deixamos os nomes dos continente, logo, o desafio proposto, “você é capaz…” ficou fácil de ser superado. Já

nos demais planisférios a dificuldade aumenta, mas utilizando o primeiro para consulta, o aluno vai, para sua satisfação, achando a

África com certa facilidade.

O Mapa político da África


COM A CRIAÇÃO DO SUDÃO DO SUL, FAZ-SE NECESSÁRIA A ATUALIZAÇÃO DO MAPA ABAIXO E DE OUTROS QUE AQUI

APARECEM…
Na página 7 apresentamos um mapa político, mudo, para que o aluno escrevesse no devido lugar, os nomes dos países,  o aluno

utilizará o mapa anterior como referência, não só para essa simples atividade, mas para as demais, como por exemplo essa:

O objetivo da página acima foi mostrar um pouquinho da riquíssima cultura artística de países africanos. Fizemos três páginas com

essa mesma atividade e buscávamos mostrar tanto a arte antiga quanto a arte contemporânea. Ao ligar a peça ao país de origem o

aluno vai treinando a localização dos países no contintente ao mesmo tempo ele vai precebendo a imensa diversidade cultural

daquele continente.

.
A página abaixo tem objetivo semelhante, agora mostramos a beleza física humana dos povos dos países africanos. Muitas outras

páginas desse tipo podíamos ter criado.  Mostramos homens e mulheres, negros e brancos de diversas regiões da África.

A página abaixo me agradou sobremaneira. Tenta mostrar a riqueza da cultura popular africana. Não sei se dá para ler mas o aluno

vai ligar com um lápis o provérbio popular com o país de origem. Em outras páginas cobramos em exercício os provérbios de alguns

países.
.

Outras páginas, com objetivos óbvios (vejam que utilizo algo já aprendido antes para que o aluno acerte e siga satisfeito acertando

– assim funcionavam as máquinas behavioristas de pensar). Inicia-se a seção “Que país é esse?”

Na página abaixo o aluno vai ligar os pontos para desenhar o contorno do mapa do país, ao mesmo tempo que liga mentalmente o

principal rio,  a arte, a capital, a bela jovem, a bandeira, um provérbio e as riquezas minerais ao mesmo país.

O segredo é: à cada página, acrescentar algo a mais para que o aluno aprenda algo a mais…
A página abaixo dá continuidade à seção ” que país é esse?”

Lendo o Atlas Almanaque, as próprias atividades que o aluno já fez, esse mesmo aluno encontra respostas para outras atividades.

Fazer essa página foi muito gratificante, pois me levou ao universo dos Adinkras, do qual nunca ouvira falar até então, e que agora

faz parte de um fixação minha. Procure ler sobre os Adinkras, vale a pena!
A capa ficou assim:
.

Justificativa

A África é um continente que, normalmente, quando é estudado em nossas salas de aula de ensino fundamental é apresentado com

uma carga muito grande de negatividade, como se apenas coisas ruins tivessem acontecido por lá no passado e apenas coisas assim

lá acontecessem ainda hoje. Uma observação rápida dos títulos e dos subtítulos dos capítulos que abordam o conteúdo África nos

livros de geografia e de história do ensino fundamental brasileiro demonstram isso com clareza: exclusão, genocídio, apartheid,

AIDS, pobreza e fome são os termos mais comuns relacionados ao continente africano.
Diante desse quadro faz-se necessário apresentar as muito e diversas facetas positivas que o continente possui (que, aliás, qualquer

continente possui), mas, que ficam eclipsadas por tantas abordagens negativas. Não se trata de “dourar a pílula” ou de omitir

problemas. Que os problemas sejam apresentados, mas que também as potencialidades, as boas perspectivas e, principalmente, as

saídas propriamente africanas que se apresentam também o sejam.

Um livro de atividades didáticas que aproveite o conteúdo ensinado em sala de aula, mas que o faça ressaltando as boas coisas da

África e as aborde de forma lúdica, poderia contribuir para que o aluno tenha uma visão mais realista sobre ela.

Optou-se pelo formato de um “Atlas Almanaque”, considerando que ele permite apresentações de temas ao mesmo tempo

específicos e diversificados (África e seus mapas; países, vegetação, arte, etc.). Fazendo isso com agilidade e ao mesmo tempo

dispensando uma coesão maior entre as diversas partes, mantendo apenas como fio unificador “as boas coisas da África”.

Considerando ainda que o continente africano seja mesmo muito rico em todos os aspectos em que é abordado e que o tempo para

a realização do trabalho foi muito pequeno, a eleição dos temas que foram incluídos no trabalho foi seletivamente aleatório.

Ficaram, assim, muitos outros temas de fora, para quem sabe, futuros complementos. Por exemplo, poderíamos ter incluído dentre

outros temas: “Mapa: descubra as riquezas minerais africanas”; obviamente mais páginas para “ligue os pontos e descubra o país”

(afinal são cinqüenta e três países….); mapa “Cenários” do relevo africano (à moda do que foi feito para a vegetação). Palavras

cruzadas, aproveitando melhor o nome das capitais dos países. Separar arte antiga e arte contemporânea africana. Fazer conhecer

melhor a arte Adinkra. Mapa dos antigos impérios africanos (quem sabe criando jogos simples com mapas, à moda dos jogos de

computador que os adolescentes tanto “curtem” como “Age of Empires”, ou “Rome: Total War”), e assim, por diante.

Um aspecto que não foi aproveitado, mas que seria interessantíssimo é a música contemporânea africana (ela fascina os alunos) que

talvez seja a expressão artística mais relevante desse continente no momento presente, mas isso implicaria em elaborar uma

coletânea e anexar CD, ou algo assim. Fica, portanto, 

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