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Criação Da Cooperativa de Reciclagem "Ecocidadão" Na Cidade de Iguatu-Ce

O documento propõe a criação da cooperativa CoopARE em Iguatu-CE para promover a inclusão social dos catadores de lixo através da construção de uma unidade de beneficiamento e comercialização de materiais recicláveis, melhorando as condições de trabalho e renda das famílias. Os objetivos específicos incluem aprovar leis para implantar a cooperativa e o programa de coleta seletiva no município, adquirir equipamentos e realizar capacitações. A justificativa é que a catação de lixo hoje oferece
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Criação Da Cooperativa de Reciclagem "Ecocidadão" Na Cidade de Iguatu-Ce

O documento propõe a criação da cooperativa CoopARE em Iguatu-CE para promover a inclusão social dos catadores de lixo através da construção de uma unidade de beneficiamento e comercialização de materiais recicláveis, melhorando as condições de trabalho e renda das famílias. Os objetivos específicos incluem aprovar leis para implantar a cooperativa e o programa de coleta seletiva no município, adquirir equipamentos e realizar capacitações. A justificativa é que a catação de lixo hoje oferece
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EQUIPE DAS SUGESTÕES:

CLAUDÊNIA XAVIER DE SOUZA


ÉRICA NEVES DUARTE TEIXEIRA
FERNANDA FABIANA DE OLIVEIRA GOMES

CRIAÇÃO DA COOPERATIVA DE RECICLAGEM “ECOCIDADÃO” NA CIDADE


DE IGUATU-CE
SUGESTÃO DE ALTERAÇÃO:
Projeto Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem – CoopARE

1. INTRODUÇÃO
1. IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA

O presente projeto público visa a criação de uma cooperativa em prol da


viabilização socioeconômica dos catadores do lixão de Iguatu-CE, promovendo
qualidade de vida, ações socioambientais, como a reciclagem, saúde pública
consequentemente. O projeto também engloba a redução de riscos à saúde dessas
famílias trabalhadoras do lixão e diminuição da marginalidade. Segundo o Catálogo
Brasileiro de Ocupações os catadores de materiais recicláveis catam, selecionam e
vendem materiais recicláveis. Os catadores se organizam de forma autônoma ou em
Cooperativas e Associações com diretoria e gestão dos próprios catadores (CBO,
2000). Nesse pensamento, com intuito de auxilia-los, se propõe a implementação de
cooperativa de reciclagem na cidade, na qual os catadores exercerão suas
atividades, já reconhecida por Lei do Saneamento Básico, Lei n. 11.445, de em 05
de janeiro de 2007 que determina a contratação da coleta, processamento e
comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis, em áreas
com sistema de coleta seletiva de lixo, efetuados por associações ou cooperativas
formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo
poder público como catadores de materiais recicláveis, com o uso de equipamentos
compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de saúde pública. Dessa forma
também irá gerar renda local, bem como a promoção da saúde ambiental da cidade
de Iguatu-CE.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, no ano de 2002, havia 200 mil
catadores vivendo e trabalhando em lixões espalhados em todo o País (IBGE,
2015). Trazendo essa realidade para a cidade de Iguatu-CE, observa se a extrema
necessidade de implantação de uma cooperativa de reciclagem, buscando o
fortalecimento da economia solidária e a Política Nacional de Resíduos Sólidos
(PNRS). Como afirma Romeiro (2012), o Plano Nacional de Resíduos Sólidos
apresenta propostas e conceitos que refletem em diversos setores da economia,
equalizando crescimento econômico e preservação ambiental com desenvolvimento
sustentável.
A criação da cooperativa “EcoCidadão” é objeto de interesse público, partindo
desse pressuposto pode se concretizar a ideia de que é um projeto de bem comum
para todos, tendo em vista que a importância da cooperativa se estrutura no
recolhimento, separação, armazenamento e venda dos materiais recicláveis.
SUGESTÃO DE ALTERAÇÃO:
A sobrevivência por meio da cata de materiais no lixo desnuda uma das faces
da elevada desigualdade social existente no Brasil. Aqueles que sobrevivem do lixo
– os catadores de materiais recicláveis – estão presentes nas ruas, em aterros ou
em lixões da maioria das cidades brasileiras, trabalhando em condições adversas e
precárias. Atuam como "operários terceirizados" da indústria da reciclagem,
desprovidos de qualquer direito trabalhista, bem como dos demais direitos que
configuram o exercício da cidadania (LAYARGUES, 2002; BOSI, 2008).
Por sua vez, a atividade dos catadores está inserida em um dos principais
problemas ambientais urbanos: a disposição final do lixo – que aumenta cada vez
mais, em uma lógica de produção marcada pelo consumismo (BAUMAN, 2005), na
qual a reciclagem, muitas vezes, é vista como uma "solução" (LAYARGUES, 2002).
Sem desmerecer os méritos e a importância da reciclagem realizada no país, é
necessário apontar algumas dinâmicas contraditórias existentes, sobretudo na forma
de inserção de catadores nesse processo. Os catadores estão na base da cadeia
produtiva da reciclagem, trabalhando em condições desumanas e sem acesso a
quaisquer direitos. Uma vez que estão inseridos precariamente, os grandes lucros
desse processo ficam com as indústrias recicladoras, as quais muitas vezes valem-
se do discurso social e ambiental, sem fazer menção ao fato de que a reciclagem
esconde três problemas centrais: a necessidade de redução do consumo; de rever
os padrões de produção, como as estratégias produtivas de descarte e da
obsolescência planejada; e a exploração do trabalho de indivíduos marginalizados
pela sociedade (LAYARGUES, 2002; LEAL, GONÇALVEZ e THOMAZ JUNIOR,
2009).
Soma-se a essa dinâmica, o fato de que os catadores foram e, muitas vezes,
ainda são "vistos" pela sociedade como "delinquentes" e/ou "mendigos" que "sujam"
os centros urbanos. Tal percepção gerou, e ainda gera "políticas higienistas" por
parte do poder público de grande parte das cidades brasileiras. Entretanto, o poder
público tem um papel fundamental na promoção de políticas públicas de inclusão
efetiva desses trabalhadores. O reconhecimento do problema e sua inserção efetiva
na agenda de políticas públicas dos governos locais é um processo que ainda está
em construção, com dinâmicas diversificadas e específicas em cada município.
Nesse processo, diversos atores estão envolvidos, como indústrias, consumidores,
organizações da sociedade civil, governos, burocracia estatal e os catadores. Estes
últimos têm se organizado em cooperativas e associações desde o final da década
de 1980.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD 2002,
executada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, havia 200 mil
catadores vivendo e trabalhando em lixões espalhados em todo o País (IBGE,
2015).
Considerando o breve contexto exposto acima e trazendo-o para a realidade
do município de Iguatu – CE, observa-se que o problema público exposto está
presente no município, pois há uma grande quantidade de pessoas no município que
sobrevive por meio da cata de materiais no lixo, sejam nas ruas ou no chamado
“Lixão de Iguatu”, trabalhando em condições desumanas, sem acesso a vários
direitos e com uma renda muito baixa.

2. BENEFICIADOS – Famílias de catadores, bem como os catadores, em situação


de risco no lixão de Iguatu-CE. Devido à falta de oportunidades no mercado de
trabalho, os catadores de lixo, indivíduos de baixa renda, submetem se ao
trabalho de risco e insalubre para levarem sustento às suas famílias. Os
catadores desempenham um papel fundamental na sociedade, como promoção
da manutenção do meio ambiente, e principalmente urbano, e o reconhecimento
dessa profissão é de relevância para os governos municipais, estaduais, e a
sociedade civil.
SUGESTÃO DE ALTERAÇÃO:
Catadores e suas respectivas famílias em situação de vulnerabilidade social
no município de Iguatu – CE.

3. OBJETIVOS

3.1 GERAL – Criar cooperativa de reciclagem “EcoCidadão” no intuito de


melhorar as condições socioeconômicas dos catadores do lixão de Iguatu-CE.
SUGESTÃO DE ALTERAÇÃO:
Promover a inclusão social dos catadores de lixo, mediante a construção de
uma unidade produtiva para o beneficiamento e comercialização de material
reciclável, em condições mais dignas de trabalho e de renda para as famílias que
sobrevivem da atividade de catação no município de Iguatu – CE.

3.2 ESPECÍFICOS
I. Criar projeto de lei para implementação de uma cooperativa;
II. Isenção de tributos e impostos à cooperativa;
III. Estabelecer normais gerais e específicas de funcionamento;
IV. Alugar espaço/galpão adequado à instalação da cooperativa;
V. Estruturar o espaço/galpão de acordo com as regulamentações da Política
Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e ANVISA (Agência Nacional de
Vigilância Sanitária);
VI. Aquisição de equipamentos: balanças, prensas, carrinhos, esteiras, EPI’s
(equipamentos de proteção individual);
VII. Contratar corpo de profissionais capacitados nas áreas de saúde, serviço
social e administração;
VIII. Reduzir o índice de doenças, às famílias catadoras, causadas pelos materiais
biológicos e químicos presentes no lixo;
IX. Mobilizar a população sobre a relevância da reciclagem e impactos
socioambientais na cidade;
X. Viabilizar melhorias nas condições de trabalho dos catadores;
SUGESTÕES DE ALTERAÇÃO:
1. Aprovar projeto de lei, formulado pela Câmara Municipal de Iguatu, que sancione
o Projeto CoopARE;
2. Aprovar projeto de lei, formulado pela Câmara Municipal de Iguatu, que isente a
cooperativa de quaisquer tributos municipais;
3. Aprovar projeto de lei, formulado pela Câmara Municipal de Iguatu, para implantar
o Programa de Coleta Seletiva de Lixo no município de Iguatu;
4. Sugerir diretrizes para a Coleta Seletiva municipal, visando assegurar um volume
de materiais recicláveis que viabilize a organização dos catadores;
5. Fazer um processo licitatório elaborado pela Prefeitura Municipal de Iguatu para a
compra do terreno e construção da cooperativa;
6. Adquirir os equipamentos que serão utilizados na cooperativa, através de
parcerias com órgãos públicos e privados;
7. Realizar um diagnóstico do atual gerenciamento municipal de resíduos sólidos;
8. Identificar o perfil dos catadores presentes no município de Iguatu;
9. Realizar capacitações para os catadores da cooperativa;

JUSTIFICATIVA

O modelo de desenvolvimento vigente no país tem produzido massas


crescentes de desempregados que, sem possibilidade de inserção no mercado de
trabalho, buscam alternativas de sobrevivência em atividades informais, muitas das
quais se constituem em flagrante atentado à dignidade humana.
Entre essas atividades situa-se a catação de lixo, caracterizada pela falta de
ordenamento, gerando um processo de comercialização informal que agrega além
dos catadores, uma rede de pequenos e médios intermediários, até que os materiais
recicláveis sejam reaproveitados pelo setor industrial.
As condições de vida e de trabalho dos catadores de lixo são extremamente
cruéis, expostos a doenças e risco de vida. Além disso, a inexistência de
organização dos trabalhadores envolvidos nessa atividade os submetem à
exploração dos atravessadores, que se apropriam de grande parte do produto desse
trabalho.
A implantação de uma organização dos catadores em associações ou
cooperativas proporciona meios para seu acesso à cidadania ao mesmo tempo em
que os gastos públicos com a gestão dos resíduos são reduzidos.
Em busca de contemplar o objetivo aqui proposto, é destacada a experiência
da Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (CARE), uma
cooperativa de catadores de lixo, localizada na zona sul de Aracaju – SE, que teve a
sua formação iniciada no ano de 1999, porém só em 19 de julho de 2001 foi
efetivamente inaugurada. O seu processo de criação teve início com a ação conjunta
do Ministério Público de Sergipe, UNICEF, Universidade Federal de Sergipe (UFS) e
a Empresa Municipal de Serviços Urbanos de Aracaju (EMSURB), na busca do
combate ao alto índice de trabalho infantil na cidade, porém, mesmo com a inserção
das crianças no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e na Escola, a
problemática persistia, visto que as crianças da comunidade continuavam a trabalhar
no lixão após o período das aulas, para auxiliar seus pais para melhoria da renda
familiar.
Ao longo dos anos, a CARE tem desempenhado um importante papel social
para a cidade de Aracaju, na medida em que vem atuando na
coleta/separação/comercialização de resíduos sólidos, com impactos positivos sobre
o meio ambiente, bem como na geração de trabalho e renda para famílias
vulnerabilizadas pela pobreza e exclusão social. Além disso, contribui decisivamente
com a diminuição do trabalho infantil, pois os filhos dos cooperados e outros
catadores estão devidamente matriculados na escola e participam de projetos
sociais.
Tendo em vista o que foi exposto acima e levando em consideração,
principalmente, os resultados positivos da experiência da CARE, a implementação
do Projeto CoopARE torna-se relevante para reverter o problema público existente
no município de Iguatu, pois, após sua implementação, projeta-se resultados
positivos iguais ou até maiores para o município.

4. METODOLOGIA

A princípio deve se imaginar como concretizar as ações que farão o projeto


para realização e criação da cooperativa “EcoCidadão”. Pensando nisso o primeiro
passo a ser dado é a criação de uma lei complementar municipal autorizando e
regulamentando a cooperativa, através de votação na Câmara Municipal de Iguatu-
CE sendo mediada pelos atores municipais que atuam na mesma. O intuito também
se fundamenta isenção de tributos à essa cooperativa com a perspectiva de
desburocratização por parte do poder público municipal, iniciativa essa que alavanca
o progresso e a continuidade do projeto.
A Lei complementar a ser implementada segue com as seguintes diretrizes
normativas:
Art. 1º - Associações ou cooperativas de catadores de materiais recicláveis,
sediadas e atuantes no Município de Iguatu ficam isentas dos tributos:
I. De licença para localização e instalação de cooperativa;
II. Imposto territorial urbano, apenas no caso de o imóvel pertencer a entidade
dos catadores;
III. Taxa de fiscalização de obras particulares;
IV. Taxa de Fiscalização Sanitária;
V. Taxa de Fiscalização de Obras Particulares;
VI. Taxa de Fiscalização de Sanitária;
VII. Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos;
VIII. Imposto sobre Serviços de qualquer natureza – ISSQN;
IX. Taxa de Licenciamento Ambiental
Art. 2º - Para obterem as isenções enumeradas no artigo 1º, as associações
ou cooperativas deverão cumprir os seguintes requisitos:
I. Processem os resíduos domiciliares produzidos no município de Iguatu-CE;
II. Prova de inscrição no Cadastro de Pessoas Jurídicas (CNPJ);
III. Apresentem seus atos constitutivos ou estatuto em vigor;
IV. Apresentem ata de eleição da atual diretoria eleita, conforme atos
constitutivos ou estatuto;
V. A entidade poderá ter finalidade econômica, desde que se enquadre na
categoria de cooperativa;
VI. Prova de regularidade à Seguridade Social e Fundo de Garantia por Tempo
de Serviço;
VII. Apresentarem Carta de Credenciamento, a ser fornecida pela Secretaria
Municipal de Meio Ambiente;
VIII. A comprovação de todos os requisitos deverá ser renovada a cada ano a
pedido do interessado;
Art. 3º - Das disposições normativas para o funcionamento das cooperativas
ou/e associações de catadores:
I. Comprador ou Comerciante de materiais recicláveis: a pessoa física ou
jurídica legalmente constituída que tenha como atividade comercial a
aquisição, guarda e revenda de materiais recicláveis;
II. Associação de Recicladores: as Organizações da Sociedade Civil de
Interesse Público - Oscip´s, sem fins lucrativos, administradas por pessoas
físicas voluntárias, sob cuja gestão encontram-se funcionários formalmente
registrados;
III. Cooperativa: grupo de pessoas que compartilham o mesmo grau na
hierarquia da entidade, que percebem igual remuneração entre si, proveniente
da obtenção dos recursos financeiros da venda do material reciclável,
separado e revendido dentro da cadeia produtiva e que tenham, dentre um
dos seus integrantes, um representante legal da entidade, na condição de
Presidente ou outra forma que lhes for conveniente.
No que tange ao local/galpão a ser adquirido, deverá ser escolhido por
viabilidade econômica e ambiental, não sendo tão distante do lixão, pelo fato de
tornar se mais flexível a trajetória lixão/cooperativa, cooperativa/lixão. Em primeiro
passo, a forma de aquisição do galpão/local deve ser por doação/cedido pelo poder
público, com intuito de gerar menos custos. A estrutura do galpão/espaço deve
apresentar condições de armazenamento dos resíduos retirados do lixão com alto
nível capacidade de volume de materiais, o espaço deve estar condições legalmente
adequadas, vistorias da vigilância sanitária em dia, bem como condizente com as
normas do órgão ANVISA. É necessário que o local tenha entradas de todos os
lados e que haja espaço para os materiais possam ser separados adequadamente.
Deve se ater para as condições que se encontram ao que diz respeito a rede elétrica
do local, evitando assim possíveis acidentes, há necessidade de dispor de extintores
de incêndio, bem como de saídas de emergências.
Ao que refere se aos equipamentos necessários para que a cooperativa
possa iniciar os trabalhos é preciso adquirir um número considerável para que os
trabalhadores tenham condições de trabalho. A aquisição de balanças deve ser feita
com base em quantos profissionais ficarão responsáveis por essa atividade bem
como pela qualidade dos equipamentos. É necessária uma pesquisa de preços e
também observa se a possibilidade de adquirir as balanças de ex comerciantes,
cooperativas vizinhas, tendo em vista que nessas condições o preço seria menor. As
prensas são indispensáveis para o bom desempenho do trabalho que será
desenvolvido na cooperativa. Deve ser determinado os responsáveis pelo
equipamento, profissionais que já tenham uma certa experiência e/ou tenham
recebido treinamento para evitar possíveis acidentes. As referidas prensas devem
ser adquiridas usando o bom funcionamento do estabelecimento, tendo em vista que
compete a uma fase importante do processo. É necessário ser um equipamento de
qualidade para que não haja atrasos no procedimento, nem prejuízos para
cooperativa. Deve se buscar um fornecedor que vise a qualidade tendo em vista a
importância do equipamento.
Ao que diz respeito aos carrinhos que serão utilizados pelos catadores na
busca e coleta de materiais, é indispensável que cada catador possua seu carrinho
individual, dessa forma, otimizando seu trabalho. É importante também que os
carrinhos sejam resistentes, sabendo o percurso que farão, bem como os materiais
que irão transportar. Outro aspecto de suma relevância é o material que os carrinhos
são produzidos, isso porque o ideal é que os mesmos não sejam de materiais
pesados, para que esse fator não venha a comprometer o desempenho dos
catadores na locomoção.
É necessário a contratação de profissionais capacitados, engajados e
dispostos a mudar a realidade, tendo em vista, a realidade em que os catadores e
suas famílias estão inseridas. Há a necessidade de haver contratação de técnicos
em enfermagem que possam auxiliar no entendimento da necessidade dos EPI’s, do
cuidado com as substâncias tóxicas do lixo, bem como para auxiliar caso venha
ocorrer algum tipo de acidente. Vê-se a necessidade de profissionais em
administração, para que conduzam de maneira eficaz os recursos escassos da
cooperativa, e que serão responsáveis pelo orçamento, administração do caixa, e
entre outras atividades compatíveis com a função imposta, gerando agilidade no
processo e contribuição no desempenho da cooperativa. É necessário a contratação
de um profissional de Serviço Social, para realizar o acompanhamento das famílias
dos catadores, como forma de ampara-los e orienta-los. O corpo de profissionais
deve ser bem determinado, com disponibilidade, visto que a remuneração não será
tão grande quanto espera se. A contratação dos funcionários será responsabilidade
de cada Secretaria responsável pelos funcionários designada de acordo com as
funções propostas.
A cooperativa visa a melhoria das condições de trabalho e social para
catadores e suas famílias. Observa se a existência de substâncias tóxicas presentes
no lixo que ocasionam inúmeras doenças que trazem prejuízos a saúde dos
mesmos. Com o uso dos EPI’s adequados, com o manejo correto dos materiais
evidencia se melhoria nos índices de saúde ocasionadas pelo contato com o lixo e
as condições insalubres do lixão.
A implementação da cooperativa busca a melhoria de vida dos catadores e
suas famílias bem como a melhoria do meio ambiente, da qualidade de vida de toda
a população iguatuense. O engajamento da sociedade na busca de um ambiente
mais limpo e bem cuidado é de extrema importância para o entendimento e
disseminação da ideia de reciclar e de separar o lixo, de se tornar responsável por
um lugar melhor para viver. A cooperativa irá atuar juntamente com a Prefeitura
Municipal, Secretaria de Saúde e, Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento
Urbano, visando uma maior conscientização da sociedade para com o meio
ambiente. Pode haver palestras, rodas de conversa e até mesmo parcerias com
empresas/comerciantes locais para que atuem de forma a contribuir com o descarte
adequado do lixo. Esses por sua vez, podem desenvolver promoções para seus
clientes que colaborem com o projeto de reciclar da cooperativa.
E por fim, com a cooperativa operando dos parâmetros estabelecidos e
objetivos alcançados, trazendo benefícios para o ambiente em que está inserida,
tratando do lixo não como problema, mas como oportunidade, os catadores terão
cada vez mais seu trabalho reconhecido, sua importância colocada em destaque.
Com o sistema da cooperativa funcionando, os catadores terão mais condições de
trabalho, remuneração mensal, horas de trabalho determinadas e uma maior
qualidade de vida. Os catadores poderão gozar de mais direitos, visualizar mais
perspectivas.
SUGESTÃO DE ALTERAÇÃO:
O presente projeto visa promover a inclusão social dos catadores de lixo,
mediante a construção de uma unidade produtiva para o beneficiamento e
comercialização de material reciclável, em condições mais dignas de trabalho e de
renda para as famílias que sobrevivem da atividade de catação no município de
Iguatu – CE.
Para que isso aconteça, deverão ser realizadas várias ações, sendo que a
primeira, referente ao Projeto CoopARE, envolve a criação de uma comissão
responsável pela elaboração do projeto de lei a ser encaminhado à Câmara
Municipal de Iguatu e, logo após sua aprovação, encaminhado para o Poder
Executivo Municipal. O mesmo acontecerá com os projetos de lei relacionados à
isenção dos tributos municipais e à implantação do Programa de Coleta Seletiva de
Lixo no município de Iguatu, sendo que na elaboração do Programa de Coleta
Seletiva de Lixo englobam-se as diretrizes que visam assegurar um volume de
materiais recicláveis para os catadores.
Logo após o Projeto CoopARE ser sancionado pelo Poder Executivo
Municipal, elaborar uma solicitação com as necessidades, as quais serão
analisadas, e, posteriormente, criar uma comissão responsável por conduzir o
processo licitatório, elaborar e publicar o edital de licitação e, logo após a
contratação do bem ou serviço, executar a compra do terreno e construção da
cooperativa.
Para que a implantação de uma Cooperativa de agentes autônomos da
reciclagem, aliada a um programa de coleta seletiva seja bem sucedida, exige-se
uma série de procedimentos padrões, bem como uma intensa participação da
sociedade, em todas as fases de seu desenvolvimento.
A população deve estar informada das atitudes necessárias para a
preservação e a melhoria da qualidade ambiental. Portanto, para que os resultados
sejam atingidos e mantidos, deve acontecer em todo o processo da Coleta Seletiva
as seguintes ações:
• Campanha Educativa Porta a Porta;
• Campanhas nas escolas municipais, Pastoral da Saúde e associações de
bairros;
• Divulgação do Programa de Coleta Seletiva nos meios de comunicação;
• Exposição de trabalhos educativos em eventos de grande concentração
popular;
• Campanhas regulares de coleta de materiais usados;
• Projeto para orientar o gerenciamento dos resíduos de saúde gerados nas
residências;
Um projeto de Coleta Seletiva deverá adotar as práticas de coleta levando em
consideração as características e condições locais de cada município. Em sua tese
de doutorado, Bringheti (2004) observa duas modalidades de coleta seletiva
desenvolvidas pela organização pública:
• Coleta Seletiva em Postos de Entrega Voluntária (PEV): o próprio gerador
desloca-se até um Posto de Entrega Voluntária, também denominado de
Local de Entrega Voluntária ou Ecoposto, e deposita o material reciclável em
recipientes para resíduos diferenciados por tipos de materiais, incluindo a
instalação de coletores de acondicionamento (PEV e Lixeiras) em vários
pontos do município;
• Coleta Seletiva Porta a Porta: o material reciclável, previamente segregado
por tipo ou não, acondicionado e apresentado à coleta pelo gerador é
coletado por veículos dimensionados para realizar tal tarefa, ainda, na porta
das residências dos contribuintes. Esse sistema traz maior comodidade aos
cidadãos.
Ao que refere se aos equipamentos necessários para que a cooperativa
possa iniciar os trabalhos é preciso adquirir um número considerável para que os
trabalhadores tenham condições de trabalho. A aquisição de balanças deve ser feita
com base em quantos profissionais ficarão responsáveis por essa atividade bem
como pela qualidade dos equipamentos. É necessária uma pesquisa de preços e
também observa se a possibilidade de adquirir as balanças de ex comerciantes,
cooperativas vizinhas, tendo em vista que nessas condições o preço seria menor. As
prensas são indispensáveis para o bom desempenho do trabalho que será
desenvolvido na cooperativa. Deve ser determinado os responsáveis pelo
equipamento, profissionais que já tenham uma certa experiência e/ou tenham
recebido treinamento para evitar possíveis acidentes. As referidas prensas devem
ser adquiridas usando o bom funcionamento do estabelecimento, tendo em vista que
compete a uma fase importante do processo. É necessário ser um equipamento de
qualidade para que não haja atrasos no procedimento, nem prejuízos para
cooperativa. Deve se buscar um fornecedor que vise a qualidade tendo em vista a
importância dos equipamentos.
Ao que diz respeito aos carrinhos que serão utilizados pelos catadores na
busca e coleta de materiais, é indispensável que cada catador possua seu carrinho
individual, dessa forma, otimizando seu trabalho. É importante também que os
carrinhos sejam resistentes, sabendo o percurso que farão, bem como os materiais
que irão transportar. Outro aspecto de suma relevância é o material que os carrinhos
são produzidos, isso porque o ideal é que os mesmos não sejam de materiais
pesados, para que esse fator não venha a comprometer o desempenho dos
catadores na locomoção.
As parcerias para conseguir tais equipamentos podem ser tanto de órgãos
governamentais, como: Secretaria de Administração, Finanças e Planejamento.
Como também podem ser indústrias/empresas privadas, como: Indústrias
Metalúrgicas.
Será realizado um levantamento sobre a geração de resíduos sólidos de
características domésticas na região de estudo referente à base da cadeia, bem
como sobre o seu gerenciamento no referido Município. Os dados podem ser
obtidos através de pesquisa bibliográfica e entrevistas não estruturadas com os
técnicos da Prefeitura.
Para realizar o levantamento do perfil dos catadores de materiais recicláveis
moradores do Município de Iguatu, podem ser consultadas as secretarias de
Planejamento e Ação Social. O levantamento de dados pode ser realizado por meio
de entrevistas estruturadas e questionários.
O processo de capacitação envolve uma série de procedimentos visando
preparar o grupo à autogestão, para que a associação não venha a enfrentar
problemas relacionados à dificuldade de gestão e a conflitos interpessoais. Este
trabalho de capacitação torna-se fundamental ao envolvimento dos catadores em
sua missão, pois mostrará a importância do seu trabalho como meio de alcance do
bem-estar econômico e ambiental.
Sendo assim, para o levantamento das atividades propostas de capacitação
dos catadores, será usado o modelo apresentado por Neves e Paula (2006), que
aborda as seguintes atividades preparatórias:
• Trabalho de Motivação, que busque conscientizar os catadores de sua
capacidade de autogestão;
• Curso de Liderança, que destaque a diferença entre o líder empresarial
(geralmente nas figuras do patrão, chefe, gerente) e o solidário (diretoria
eleita pelos catadores);
• Curso preparatório para a Diretoria (destacando a função de cada membro);
• Curso de Qualidade na Gestão;
• Trabalho constante de Motivação, que busque conscientizar os catadores de
sua importância dentro do grupo e da importância do trabalho que realizam;
• Avaliação de Estatuto Social e Regimento Interno;
• Curso preparatório de Cooperativismo;
• Curso de Qualidade no trabalho;
• Curso de Empreendedorismo e Vendas;

REVISÃO DE LITERATURA

A atividade de pessoas sobrevivendo dos restos da sociedade não é recente


no Brasil. As primeiras menções foram descritas em obras literárias. Em 1947,
Manuel Bandeira escreveu “O Bicho”, denunciando a existência de pessoas que
vivem catando comida do lixo. Na década de 1960, Plínio Marcos descreve em
“Homens de Papel” a história de um sujeito que vivia da catação e os seus conflitos
com outros catadores pelo controle do trabalho. Diferenciando as duas descrições,
os catadores de Plínio Marcos já comercializavam o material recolhido.
Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), com base
nos dados do Censo 2010, mostra a existência de aproximadamente 388.000
catadores de materiais recicláveis no Brasil. Entretanto, o Movimento dos Catadores
de Materiais Recicláveis (MNCR) acredita que existem de 800.000 a 1 milhão de
catadores em atividade.
O comum é que os catadores de materiais recicláveis trabalhem por dinheiro
sem contrato ou assistência médica, relevando traços semelhantes aos dos demais
grupos excluídos da sociedade brasileira expondo-se a riscos e “cargas”
responsáveis por danos a saúde do trabalhador (LAURELL e NORIEGA, 1989).
É de suma importância a inclusão dos catadores no sistema de
gerenciamento integrado de resíduos sólidos municipais, de forma a reconhecer o
seu papel desempenhado e incluí-los como atores sociais no sistema de gestão de
resíduos sólidos urbanos, ao invés de excluí-los. (BACK, 2011).
Para Souza (2005) as associações e/ou cooperativas de trabalho têm sido um
avanço, pois permitem a mecanização de algumas etapas do processo e eliminam,
em parte, a necessidade do uso de carrinhos, ao se considerar que o material passa
a ser coletado pelo poder público.
Segundo Rech e Veiga (2002), o motivo primordial para a fundação de uma
associação dá-se pelo fato de que somando-se esforços, dinheiro, equipamentos,
vontade e desejo de várias pessoas tudo fica mais fácil, mais barato e possível de
ser realizado.
Estima-se que, no Brasil, apenas 22% dos municípios possuíam coleta
seletiva pública, e aproximadamente 15% dos municípios possuem pelo menos uma
Cooperativa ou Associação de Catadores de Materiais Recicláveis com incentivo
público. (ANCAT – Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais
Recicláveis, 2017 e 2018).

5. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO

Em relação a isenção da tributação e de impostos será necessário um


funcionário público da esfera municipal para fiscalização e elaboração de relatórios.
Designar funcionário público da esfera municipal vinculado à Secretaria de
Administração de Finanças e Planejamento para executar fiscalizações referente às
normas gerais e especificas de funcionamento da cooperativa condizente com as
atribuições da ANVISA e a PNRS. As fiscalizações serão registradas por meio de
relatórios trimestrais que demostrarão se a cooperativa está seguindo as normas de
regulamentação estabelecidas.
Referente ao monitoramento e avaliação de funcionamento dos equipamentos
técnicos da cooperativa, a Secretaria de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano
cederá um profissional para tal função, que irá observar a situação dos
equipamentos e instruir os usuários de como utilizá-los de forma mais eficiente e
evitando danos financeiros e físicos. Observar a necessidade da reposição e
manutenção de equipamentos da cooperativa. Ao que diz respeito aos profissionais
de saúde, serviço social, e administração faz se necessário o monitoramento dos
mesmos por meio de provas objetivas (especificas à cada cargo), avaliação
psicológica e de saúde.
A Secretaria de Saúde irá designar profissionais aptos a fazer vistorias, bem
como a Secretaria de Administração, Finanças e Planejamento e Secretaria de Ação
Social, sendo avaliadas anualmente e realização de relatórios referentes ao
desempenho dos profissionais. Os funcionários que não apresentarem um bom
desempenho nas avaliações serão realocados aos seus cargos anteriores e
substituídos nos cargos da cooperativa. A Secretaria de Saúde deve disponibilizar
profissionais que possam desenvolver por meio de exames médicos a análise de
desenvolvimento de doenças, elaborar questionamentos referentes aos sintomas
desenvolvidos por determinadas doenças, bem como o acompanhamento dos
enfermos por especialistas. As Secretarias de Saúde juntamente com a Secretaria
do Meio Ambiente podem desenvolver estratégias como palestras, rodas de
conversas, orientações, panfletagens e capacitações sobre a importância da
preservação do meio ambiente e salientando a relevância da cooperativa para a
cidade de Iguatu.
Realizar feedback, por meio de questionários subjetivos que serão aplicados
por profissionais da coordenação da cooperativa aos catadores, duas vezes ao ano
(semestral), buscando visualizar as perspectivas de cada um em relação ao
funcionamento, ao tratamento que recebem e melhorias que podem ser realizadas
objetivando alcançar as metas traçadas inicialmente.

6. PARCERIAS: Prefeitura Municipal de Iguatu, Secretaria de Saúde, Secretaria do


Meio Ambiente, Secretaria de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano,
Secretaria de Administração, Finanças e Planejamento, Secretaria de Ação
Social, Empresários/Comerciantes locais.
SUGESTÃO DE ALTERAÇÃO:
UNIDADE EXECUTORA: Prefeitura Municipal de Iguatu – Endereço: Rua Guilhardo
Gomes de Araújo, S/N, Bairro: Cohab II; Responsável: Gestor Municipal.
PARCERIAS:
• Secretaria de Saúde – Endereço: Rua Wilson Roriz, S/N, Bairro: Santo Antônio;
Responsável: Secretário de Saúde.
• Secretaria do Meio Ambiente – Endereço: Av. Marechal Castelo Branco, S/N,
Bairro: Areias I; Responsável: Secretário do Meio Ambiente.
• Secretaria de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano – Endereço: Av.
Marechal Castelo Branco, S/N, Bairro: Areias I; Responsável: Secretário de
Infraestrutura.
• Secretaria de Administração, Finanças e Planejamento – Endereço: Rua
Guilhardo Gomes de Araújo, S/N, Bairro: Cohab II; Responsável: Secretário de
Finanças.
• Secretaria de Ação Social – Endereço: Rua Vinte e Um de Abril, S/N, Bairro:
Prado; Responsável: Secretária de Ação Social.
• Empresários/Comerciantes locais.

7. ORÇAMENTO:

✓ Aluguel (custo fixo; anual) – R$ 60.000,00;


✓ Estruturação do ambiente – R$ 50.000,00 (Gasto único);
✓ Aquisição dos equipamentos fixos (prensas, balanças, carrinhos, esteiras,
bebedouros, ar-condicionado, móveis para escritório) - R$ 117.874,00 (Gasto
único;
✓ Despesas com salários (custos variáveis; anual) – R$ 7.409,00;
✓ Despesas com marketing (custos variáveis; anual) – R$ 5.000,00;
✓ Despesas com material de limpeza (custos variáveis; anual) – 4.000,00;
✓ Eletricidade e água (custo variável; anual) - R$ 108.000,00;
Orçamento total: R$ 352.283,00
SUGESTÃO DE ALTERAÇÃO:
✓ Estruturação do ambiente: R$50.000,00 (Gasto único); Recurso Estadual.
✓ Aquisição dos equipamentos fixos (prensas, balanças, carrinhos, esteiras,
bebedouros, ar-condicionado, móveis para escritório): R$117.874,00 (Gasto
único); Recurso Municipal.
✓ Despesas com salários (custos variáveis; anual): R$7.409,00; Recurso
Municipal.
✓ Despesas com marketing (custos variáveis; anual): R$5.000,00; Recurso
Municipal.
✓ Despesas com material de limpeza (custos variáveis; anual): R$4.000,00;
Recurso Municipal.
✓ Eletricidade e água (custo variável; anual): R$108.000,00; Recurso Municipal.
Orçamento total: R$292.283,00

8. CRONOGRAMA
OBJETIVO ESFERA PERÍODO
Criar projeto de lei para 6 meses
Municipal
implementação de uma Início: 02/01/2020
cooperativa; Término: 01/07/2020
Isenção de tributos e impostos
Municipal Anual
à cooperativa;
Estabelecer normais gerais e Secretaria do Meio Ambiente e 2 meses
específicas de funcionamento; Desenvolvimento Urbano; Início: 03/08/2020
Cooperativa Término: 02/10/2020
Alugar espaço/galpão 1 mês
Municipal
adequado à instalação da Início: 02/11/2020
cooperativa; Término: 01/12/2020
Estruturar o espaço/galpão de Municipal; Secretaria de 6 meses
acordo com as Infraestrutura e Início: 04/12/2020
regulamentações da PNRS e Desenvolvimento Urbano Término: 01/06/2021
ANVISA;
Aquisição de equipamentos; Municipal; Secretaria de Adm. 6 meses
Finanças e Planejamento Início: 02/06/2021
Término: 01/12/2021
Contratar corpo de Municipal; Secretaria de 2 meses
profissionais capacitados nas Saúde; Secretaria Ação Social; Início: 03/01/2022
áreas de saúde, serviço social Secretaria Adm. Finanças e Término: 01/03/2022
e administração; Planejamento;
Reduzir o índice de doenças,
Municipal; Secretaria de Saúde Semestral
às famílias catadoras,
causadas pelos materiais
biológicos e químicos
presentes no lixo;
Mobilizar a população sobre a Municipal; Secretaria do Meio
Semestral
relevância da reciclagem e Ambiente e Desenvolvimento;
impactos socioambientais na
cidade

Viabilizar melhorias nas Cooperativa Trimestral


condições de trabalho dos
catadores

SUGESTÃO DE ALTERAÇÃO:
OBJETIVO ESFERA PERÍODO
Aprovar projeto de lei, 6 meses
Municipal
formulado pela Câmara Início: 02/01/2020
Municipal de Iguatu, que Término: 01/07/2020
sancione o Projeto CoopARE
Aprovar projeto de lei,
Municipal Anual
formulado pela Câmara
Municipal de Iguatu, que isente
a cooperativa de quaisquer
tributos municipais
Aprovar projeto de lei, Secretaria do Meio Ambiente e 2 meses
formulado pela Câmara Desenvolvimento Urbano; Início: 03/08/2020
Municipal de Iguatu, para Cooperativa Término: 02/10/2020
implantar o Programa de
Coleta Seletiva de Lixo no
município de Iguatu
Sugerir diretrizes para a Coleta 1 mês
Municipal
Seletiva municipal, visando Início: 02/11/2020
assegurar um volume de Término: 01/12/2020
materiais recicláveis que
viabilize a organização dos
catadores
Fazer um processo licitatório Municipal; Secretaria de 6 meses
elaborado pela Prefeitura Infraestrutura e Início: 04/12/2020
Municipal de Iguatu para a Desenvolvimento Urbano Término: 01/06/2021
compra do terreno e
construção da cooperativa
Adquirir os equipamentos que Municipal; Secretaria de Adm. 6 meses
serão utilizados na Finanças e Planejamento Início: 02/06/2021
cooperativa, através de Término: 01/12/2021
parcerias com órgãos públicos
e privados
Realizar um diagnóstico do Municipal; Secretaria de 2 meses
atual gerenciamento municipal Saúde; Secretaria Ação Social; Início: 03/01/2022
de resíduos sólidos Secretaria Adm. Finanças e Término: 01/03/2022
Planejamento;
Identificar o perfil dos
Municipal; Secretaria de Saúde Semestral
catadores presentes no
município de Iguatu
Realizar capacitações para os Municipal; Secretaria do Meio
Semestral
catadores da cooperativa Ambiente e Desenvolvimento;
REFERÊNCIAS

ESTIMATIVAS da população residente para os municípios e para as unidades da


Federação brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2015. Rio de
Janeiro: IBGE, 2015. p. 8 Disponível em :
http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv97746.pdf. Acesso em: dez. 2019

ROMEIRO, A.R. Desenvolvimento sustentável: uma perspectiva econômico-


ecológica. Estudos avançados 26 (74). 2012. Disponível em :
http://www.scielo.br/pdf/ea/v26n74/a06v26n74.pdf. Acesso em: dez. 2019.

REFERÊNCIAS (Claudênia)

PEREIRA, M. C. G. e TEIXEIRA, M. A. C. A inclusão de catadores em programas de


coleta seletiva: da agenda local à nacional. Cadernos EBAPE.BR. Rio de Janeiro, v.
9, n. 3, p. 895-913, set. 2011. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1679-
39512011000300011>. Acesso em: 9 jun. 2021.

TEIXEIRA, R. M.; SCHETTINO, G. C.; RODRIGUES, A. P. e MENDES J. E.


Empreendedorismo social e economia solidária: o caso da cooperativa de agentes
autônomos de reciclagem de Aracaju (CARE). Revista Pensamento
Contemporâneo em Administração. Rio de Janeiro, v. 4, n. 2, p. 36-47, mai./ago.
2010. Disponível em: <http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=441742839003>.
Acesso em: 10 jun. 2021.

TERMO DE COOPERAÇÃO MPSE E CARE. Disponível em:


<https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://sistemas.mpse.mp.
br/2.0/PublicDoc/PublicacaoDocumento/AbrirDocumento.aspx%3Fcd_documento%3
D52259&ved=2ahUKEwiJtvKGponxAhVAqZUCHQuXA2wQFjAFegQIBxAC&usg=AO
vVaw3MgUFmJL6AE_9G1FvJa_sh> . Acesso em: 9 jun. 2021.

REFERÊNCIAS (Fernanda)

BACK, A. A. (2011). Plano de Implantação e Operação de uma Associação de


Catadores de Materiais Recicláveis no Município De Forquilhinha – SC.
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de
Engenheiro ambiental no curso de Engenharia Ambiental da Universidade do
Extremo Sul Catarinense, UNESC. SC: Criciúma.

BANDEIRA, M. (1993). Estrela da vida inteira, Rio de Janeiro: Fronteira.


(Originalmente publicado em 1965)
LAURELL, A. C., NORIEGA, M. Processos de produção e saúde: Trabalho e
desgaste operário. São Paulo: Ática; Makron Books, 1989.

MARCOS, P. (1978). Homens de Papel. São Paulo: Global. (Originalmente


publicado em 1967)

RECH, Daniel. Cooperativas: uma alternativa de organização popular. Rio de


Janeiro: DP&A, 2000. 190 p.

SOUZA, J. R. (2005). Possibilidades e limites da associação na estruturação de


unidades locais de reciclagem: o caso da associação NORA – Novo Osasco
Reciclando atitudes dos trabalhadores com Materiais Recicláveis. Dissertação de
mestrado não publicada, Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Aplicadas, Universidade do Vale dos Sinos, 214pp.

VEIGA, Sandra Mayrink; RECH, Daniel. Associações: como construir sociedades


sem fins lucrativos. Rio de Janeiro: DPDA-Fase, 2002.

REFERÊNCIAS (Érica)

PMI – Prefeitura Municipal de Iguatu. Secretarias do Município. Disponível em:


<https://iguatu.ce.gov.br/>. Acesso em: 21 jun. 2021.

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