Mapa Geotecnico Manaus - Tese de Mestrado
Mapa Geotecnico Manaus - Tese de Mestrado
FACULDADE DE TECNOLOGIA
PUBLICAÇÃO: G.DM-145/06
APROVADA POR:
_________________________________________
NEWTON MOREIRA DE SOUZA, DSc (UnB)
(ORIENTADOR)
_________________________________________
MÁRCIO MUNIZ DE FARIAS, PhD (UnB)
(EXAMINADOR INTERNO)
_________________________________________
FREDERICO GARCIA SOBREIRA, PhD (UFOP)
(EXAMINADOR EXTERNO)
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ROQUE, W.V. (2006). Mapeamento Geoambiental da Área Urbana de Manaus - AM.
Dissertação de Mestrado, publicação nº G.DM-145/06, Departamento de Engenharia Civil,
Universidade de Brasília, Brasília, DF, 162 p.
CESSÃO DE DIREITOS
NOME DO AUTOR: Wallace Vargas Roque
TÍTULO DA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO: Mapeamento Geoambiental da Área
Urbana de Manaus – AM.
GRAU / ANO: Mestre / 2006
_____________________________
Wallace Vargas Roque
SQN 405, BL. N, Ap. 100 Térreo.
Asa Norte - 70846-140
Brasília/DF - Brasil
[email protected]
ii
Dedico,
a Deus, pela saúde e perseverança a mim concedidos.
A minha esposa, Priscila, pelos momentos de amor e
companheirismo. Aos meus pais, Osmar e Serrat, por
uma vida inteira de dedicação e amor. A minha irmã,
Magda, pelo amor e carinho dados a minha pessoa.
iii
AGRADECIMENTOS
Venho aqui expressar meu profundo agradecimento a todos aqueles cujas sugestões, críticas e
apoios tornaram de alguma forma, possível o desenvolvimento desta pesquisa. Cabe dentre
eles destacar:
Ao CNPq pelo apoio financeiro.
Á Prefeitura Municipal de Manaus, na pessoa do Dr. René Levy Aguiar, que acreditou em
mim e concedeu parte do material necessário ao desenvolvimento da pesquisa.
Á empresa SONDAPT Ltda., na pessoa do Engenheiro Geólogo Eduardo Teles de Barros,
pela cessão dos relatórios técnicos de sondagens das empresas Consulgeo Fundações LTDA.
Á Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais-CPRM, pela cessão dos relatórios técnicos
de poços tubulares profundos executados na região urbana de Manaus.
Á todos os professores do curso de pós-graduação em geotecnia da Universidade de Brasília,
em especial ao professor Newton Moreira de Souza e a professora Noris da Costa Diniz, pela
orientação e pelos conhecimentos transmitidos não apenas para a pesquisa.
Á todos os colegas e amigos da geotecnia, com especial destaque Isabella, James, Mariana,
Sandra, Jenny, Joice e Élder, pela convivência, profunda amizade e apoio tanto nos momentos
de dificuldades quanto nos de alegria, compartilhados muitas vezes nas inúmeras madrugadas
de estudo.
Aos meus pais Osmar e Serrat, pelo amor, carinho e dedicação a minha pessoa, sem os quais
não conseguiria alcançar os meus objetivos. A minha irmã Magda, pela amizade e confiança
no meu sucesso.
Aos meus sogros Antonio e Cidinha, pelo apoio e confiança depositados sobre minha pessoa
ao longo dessa jornada. Ao primo Wilcelio Roque e sua família, pelo carinho e ajuda prestada
no momento em que mais precisei.
Finalmente desejo expressar minha profunda gratidão à minha esposa Priscila, por estar
sempre ao meu lado compartilhando os momentos difíceis e de intensa alegria, os quais não
haveria sentindo sem a sua presença.
iv
RESUMO
v
ABSTRACT
This thesis presents a set of sistematics procedures directed to the recognition of the
environment, with the objective to synthecize information of geotechnical interest in a
georeferenced database, being produced, parallel, maps of specific purposes in scale 1:25.000.
The research was developed in the city of Manaus/AM, more necessarily between the
parallels 2°55'00 "and 3°10'00" south and the meridians 59°52'30 "and 60°07'30" west,
occupying a total area of 354km², relative the urban area of the city. Techniques of
interpretation of remote sensing images, assays of geotechnical characterization had been
used, as well as the analysis of 241 referring reports technician to the execution of soundings
of simple recognition and deep tubular wells, resulting in following cartographic documents:
map of documentation, letter image of the work area, hypsometric map, map of declivities,
map of covering and use of the land, map of geotechnical units. As form of application of the
database generated, the following letters of geothecnical zoning had been elaborated: chart of
areas for the disposal of residues and chart for the exploration of construction materials.
Finally, a database with geotechnical information is presented here, that has as objective
generality to subsidize the urban and ambient planning of the city and the sustainable
exploitation of its natural resources.
vi
ÍNDICE
1 - APRESENTAÇÃO ............................................................................................................. 1
1.1 - INTRODUÇÃO ......................................................................................................................................... 1
1.2 - OBJETIVOS .............................................................................................................................................. 2
1.3 - JUSTIFICATIVA ...................................................................................................................................... 3
5 – METODOLOGIA UTILIZADA..................................................................................... 53
5.1 – COLETA DE INFORMAÇÕES PRÉ-EXISTENTES ............................................................................ 54
5.2 – CLASSIFICAÇÃO DO TERRENO........................................................................................................ 55
5.2.1 – MAPAS BÁSICOS.......................................................................................................................... 55
5.2.1.1 – CARTA IMAGEM DA ÁREA DE ESTUDO......................................................................... 56
5.2.1.2 – MODELO DIGITAL DE ELEVAÇÃO................................................................................... 56
5.2.1.3 – MAPA DE DECLIVIDADE.................................................................................................... 56
5.2.1.4 – MAPA DE DOCUMENTAÇÃO............................................................................................. 58
5.2.2 – DETERMINAÇÃO DOS LANDFORMS ........................................................................................ 58
5.3 – CARACTERIZAÇÃO GEOTÉCNICA .................................................................................................. 61
5.3.1 – ENSAIOS GEOTÉCNICOS............................................................................................................ 61
5.3.1.1 – COLETA E PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS ................................................................... 62
5.3.1.2 – CARACTERIZAÇÃO EXPEDITA......................................................................................... 62
5.3.1.3 – DISTRIBUIÇÃO GRANULOMÉTRICA ............................................................................... 63
5.3.1.4 – LIMITES DE CONSISTÊNCIA.............................................................................................. 64
5.3.2 – ANÁLISE GEOTÉCNICA DAS SONDAGENS............................................................................ 64
5.4 – MAPEAMENTO GEOTÉCNICO FINAL.............................................................................................. 68
5.4.1 – MAPA DE COBERTURA E USO DO SOLO................................................................................ 71
5.4.2 – CARACTERIZAÇÃO DAS UNIDADES DE TERRENO ............................................................. 71
5.4.2.1 – FORMAS DE RELEVO .......................................................................................................... 72
5.4.2.2 – MATERIAL INCONSOLIDADO........................................................................................... 72
5.4.2.3 – PERFIL TÍPICO DE Nspt ....................................................................................................... 72
5.4.2.4 – AVALIAÇÃO DO TERRENO................................................................................................ 73
5.4.3 – CARTA DE ÁREAS POTENCIAIS PARA DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS ................................ 77
5.4.4 – CARTA ORIENTATIVA PARA A EXPLORAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS.................... 79
ix
LISTA DE TABELAS
Tabela 2.1 – Algumas propriedades dos solos pela classificação MCT (modificado de Nogami
& Villibor 1995)......................................................................................................................... 9
Tabela 2.2 – Sistema numérico da metodologia PUCE ........................................................... 15
Tabela 2.3 – Relação entre as categorias de terreno e a escala de trabalho na metodologia
MEXE....................................................................................................................................... 17
Tabela 2.4 – Principais propriedades das formas texturais em imagens de satélite e sua
respectiva caracterização.......................................................................................................... 23
Tabela 5.1 – Principais documentos utilizados para o desenvolvimento da pesquisa. ............ 55
Tabela 5.2 – Tabela com os valores padrões utilizados na pesquisa........................................ 66
Tabela 5.3 – Relação entre as classes de susceptibilidade/adequabilidade/favoralibidade e os
valores de X.............................................................................................................................. 73
Tabela 5.4 – Relação entre os atributos para a determinação da susceptibilidade aos processos
erosivos, à inundação e aos movimentos de massa.................................................................. 74
Tabela 5.5 - Relação entre os atributos para a análise do potencial para loteamentos, estradas e
disposição de resíduos.............................................................................................................. 75
Tabela 5.6 - Relação entre os atributos para a obtenção do potencial a exploração de argila,
areia e cascalho......................................................................................................................... 77
Tabela 5.7 – Atributos utilizados para a elaboração da carta de áreas potenciais para a
disposição de resíduos.............................................................................................................. 78
Tabela 5.8 - Atributos utilizados na elaboração da carta orientativa para a exploração de
recursos naturais....................................................................................................................... 80
Tabela 6.1– Densidade dos dados, na forma de relatórios de sondagens por unidade geoténica
.................................................................................................................................................. 95
Tabela 6.2 – Classificação obtida para os materiais inconsolidados de superfície. ................. 97
Tabela 6.3 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade Pps. ............................ 98
Tabela 6.4 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade Plw........................... 100
Tabela 6.5 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade Pfr ............................ 102
Tabela 6.6 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade Sp............................. 103
Tabela 6.7 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade Ta............................. 105
Tabela 6.8 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade Hcx .......................... 107
Tabela 6.9 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade Hp ............................ 108
x
Tabela 6.10 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade Hcv ........................ 110
Tabela 6.11 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade HcxBcv.................. 111
Tabela 6.12 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade HpTcx .................... 113
Tabela 6.13 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade HcvBcx.................. 114
Tabela 6.14 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade Hdr......................... 116
Tabela 6.15 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade Pfl .......................... 118
Tabela 6.16 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade Dva ........................ 119
Tabela 6.17 – Quantificação das áreas obtidas por classes de resíduos................................. 120
Tabela 6.18 – Quantificação das áreas obtidas por material a ser explorado......................... 122
xi
LISTA DE FIGURAS
Figura 2.1 - Aplicação da técnica de avaliação de terreno (modificado de Brink et al., 1966).
.................................................................................................................................................. 12
Figura 2.2 - Formato adotado na metodologia PUCE (Diniz, 1998). ...................................... 16
Figura 2.3 - Formato adotado na metodologia MEXE (modificado de Dearman, 1991). ....... 18
Figura 2.4 – Estrutura geral de um SIG (Câmara, 1995). ........................................................ 26
Figura 4.1 – Localização da área de estudo. ............................................................................ 34
Figura 4.2 – Planta-croquís da cidade de Manaus no ano de 1852 (Monteiro, 1994 citado por
Bento, 1998). ............................................................................................................................ 36
Figura 4.3 – a) Linha de tendência do crescimento populacional de Manaus; b) Incremento
populacional e atividade econômica predominante (IBGE, 2005). ......................................... 37
Figura 4.4 – Evolução urbana de Manaus para o período de 1685 a 1990. ............................. 40
Figura 4.5 – Mapa mostrando Manaus entre as isoietas de 2.000 e 2.200 mm (Sioli, 1991). . 41
Figura 4.6 – a) Precipitações médias anuais para períodos de 10 anos; b) Precipitações médias
para o período de um ano; c) Temperaturas máximas, médias e mínimas para o período de um
ano; d) Umidade relativa do ar para o período de um ano; e) Evaporação média para o período
de um ano; f) Balanço hídrico anual médio para o período entre 1961 a 1990 (INMET, 2006).
.................................................................................................................................................. 42
Figura 4.7 – Esquema da morfologia do leito fluvial do rio Negro (Sioli, 1991). ................... 44
Figura 4.8 – Mapa de Unidades geológicas com a localização da área de trabalho (modificado
BRASIL-MME, 1978). ............................................................................................................ 46
Figura 4.9 – Exposição do Arenito Manaus da Formação Alter do Chão (Bento, 1998). ....... 47
Figura 4.10 – Falhamento normal na Formação Alter do Chão (Prado, 2004)........................ 48
Figura 4.11 – Mapa das unidades morfoestruturais com a localização da área de trabalho
(modificado BRASIL-MME, 1978)......................................................................................... 50
Figura 4.12 – Perfil típico dos platôs na Formação Alter do Chão (Prado, 2004)................... 52
Figura 5.1 – Carta imagem....................................................................................................... 57
Figura 5.2 – Mapa de documentação. ...................................................................................... 59
Figura 5.3 – Imagem referente a condição utilizada para a fotointerpretação, mostrando as
curvas de nível a cada 5m e as drenagens. ............................................................................... 60
xii
Figura 5.4 – Carta de classificação utilizada na descrição dos solos pela metodologia MCT
(Nogami e Villibor, 1995)........................................................................................................ 63
Figura 5.5 – Fluxograma mostrando os procedimentos e suas relações. ................................. 65
Figura 5.6 – (a) Tela principal do software; (b) Tela para cadastro dos relatórios de
sondagens; (c) Tela de pesquisa por relatórios já cadastrados para edição; (d) Tela para a
exportação dos dados. .............................................................................................................. 68
Figura 5.7 – Fluxograma da pesquisa....................................................................................... 70
Figura 6.1 – Gráficos correspondentes aos perfis do terreno no sentido NW-SE, SW-NE, S-N
e E-W da área. .......................................................................................................................... 82
Figura 6.2 – Configuração dos perfis. ...................................................................................... 82
Figura 6.3 – Foto da área próxima ao porto de São Raimundo onde pode ser observada a
formação das falésias. .............................................................................................................. 83
Figura 6.4 – Mapa hipsométrico. ............................................................................................. 84
Figura 6.5 – Mapa de declividade. ........................................................................................... 85
Figura 6.6 – Erosão típica da região ocasionada pela alto índice pluviométrico e alteração da
vegetação natural...................................................................................................................... 86
Figura 6.7 – Segmentação da imagem Quickbird com valores de similaridade igual a 15 e área
mínima igual 25........................................................................................................................ 87
Figura 6.8 – Mapa de uso e cobertura do solo. ........................................................................ 88
Figura 6.9 – a) Foto ilustrativa da unidade (http://www.ambientebrasil.com.br); b) Amostra
retirada da imagem quickbird referente a classe temática floresta ombrófila densa................ 89
Figura 6.10 – Amostra retirada da imagem quickbird representativa da classe temática floresta
ombrófila aberta. ...................................................................................................................... 89
Figura 6.11 – Amostra representativa da classe temática mata de várzea. .............................. 90
Figura 6.12 – Amostra representativa da classe temática capoeira, obtida na imagem
quickbird................................................................................................................................... 90
Figura 6.13 – a) campo limpo, forma irregular, cor verde a marrom e textura lisa; b) campo
úmido, forma irregular a arredondada, cor verde médio a escuro e textura lisa a pouco rugosa;
c) campo sujo, forma irregular, cor verde claro e textura lisa a pouco rugosa. ....................... 91
Figura 6.14 – a) amostra representativa da classe agricultura; b) amostra relativa a classe sede
rural. ......................................................................................................................................... 91
Figura 6.15 – a) Aspecto representado na classe temática ocupação urbana; b) amostra
representativa da classe temática ocupação urbana; c) amostra representativa da classe
temática ocupação periurbana. ................................................................................................. 92
xiii
Figura 6.16 – a) Foto representativa da classe solo exposto; b) amostra representativa da
classe solo exposto. .................................................................................................................. 92
Figura 6.17 – a) Foto representativa da classe loteamento recente; b) amostra da classe obtida
nas imagens quickbird.............................................................................................................. 93
Figura 6.18 – Mapa de unidades do terreno. ............................................................................ 94
Figura 6.19 – Classificação adotada na análise do perfil geotécnico....................................... 96
Figura 6.20 – Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno Pps. ....................... 98
Figura 6.21 - Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno Plw....................... 100
Figura 6.22 – Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno Pfr. ...................... 101
Figura 6.23 - Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno Sp......................... 103
Figura 6.24 - Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno Ta......................... 104
Figura 6.25 - Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno Hcx. ..................... 106
Figura 6.26 - Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno Hp. ....................... 108
Figura 6.27 - Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno Hcv. ..................... 109
Figura 6.28 - Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno HcxBcv................ 111
Figura 6.29 - Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno HpTcx.................. 112
Figura 6.30 - Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno HcvBcx................ 114
Figura 6.31 - Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno Hdr....................... 115
Figura 6.32 - Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno Pfl. ....................... 117
Figura 6.33 - Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno Dva. ..................... 119
Figura 6.34 – Carta de áreas potenciais para a disposição de resíduos.................................. 121
Figura 6.35 – Carta orientativa para a exploração de recursos naturais................................. 123
xiv
LISTA DE SÍMBOLOS
% - Por cento
3D – Três Dimensões
AASHO – American Association of State Higway Officials
ABGE - Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
AM - Amazonas
cm – Centímetros
CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
COSAMA – Companhia de Saneamento do Estado do Amazonas
CPRM – Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais
E – Leste
EESC/USP – Escola de Engenharia de São Carlos/Universidade de São Paulo
ha - Hectares
IAEG – “International Association of Engineering Geology”
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IMPLURB - Instituto Municipal de Planejamento Urbano
INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo
Km - Kilometros
Km2 - Kilometros quadrados
m – Metro
MCT – Miniatura, Compactado, Tropical
MDE – Modelo Digital de Elevação
MEXE – Military Engineering Experimental Establishment
mm – Milímetros
MNT – Modelos Numéricos de Terreno
N – Norte
NBR – Norma Brasileira
NE – Nordeste
Nspt – Número de Standart Penetration Test
NW - Noroeste
xv
LISTA DE SÍMBOLOS (Continuação)
O – Oeste
PUCE – Pattern, Unit, Component, Evaluation
S – Sul
SE – Sudeste
SIG – Sistema de Informações Geográficas
SPRING - Sistema de Processamento de Informações Georeferenciadas
SPT - “Standard Penetration Test” (Sondagem de Simples Reconhecimento)
SW – Sudoeste
UFAM - Universidade Federal do Amazonas
UnB - Universidade de Brasília
UNESCO - Organ. das Nações Unidas para o progresso da Educação, Ciência e Cultura
W – Oeste
xvi
1 - APRESENTAÇÃO
1
1.1 - INTRODUÇÃO
Ao longo de sua história, o mapeamento geotécnico tem se mostrado como uma ferramenta
eficaz no reconhecimento do meio físico. Durante muitos anos a sua aplicação foi realizada de
forma pontual, muita das vezes em função da construção de obras de engenharia ou em
caráter emergencial, como base para a aplicação de medidas mitigadoras. O potencial de
integração entre as características ambientais e informações socioeconômicas transformou-o
em uma das principais ferramentas para a criação de políticas públicas de gestão urbana e
territorial, subsidiando o desenvolvimento sustentável e ambientalmente correto.
1
Franzinelli e Rossi (1996) e Carvalho et al. (2003). A abordagem geotécnica só fora retratada
a partir dos estudos de Frota et al. (1987), Lucas (1989), Bento (1998) e Prado (2004), sendo
que somente os dois últimos estão contextualizados à cartografia geotécnica.
1.2 - OBJETIVOS
2
Paralelamente ao trabalho de zoneamento, teve-se como objetivo secundário a elaboração do
mapa de uso e cobertura do solo atualizado, possibilitando a análise da região em relação a
adequabilidade para a disposição de resíduos e a exploração de recursos naturais.
1.3 - JUSTIFICATIVA
Neste contexto, este trabalho fornece um conhecimento mais detalhado da região permitindo
uma visão integrada das informações, onde estas se encontram individualizadas em unidades
que refletem a organização espacial das características do meio físico. Isto permitirá uma
redução substancial nas etapas preliminares do planejamento urbano e ambiental da área
urbana da cidade e no tempo de análise dos riscos ambientais em meio à atividade antrópica.
3
2 - MAPEAMENTO GEOTÉCNICO E SUA APLICAÇÃO
2
O mapeamento geotécnico surgiu no início do século XX, em busca de se conhecer as
características e o comportamento do meio físico, sendo que inicialmente pensava-se na sua
utilização com enfoque voltado às obras de engenharia. Na segunda metade do século surgem
as questões ambientais que passam a ser incorporadas em seus objetivos de atuação, em
decorrência da necessidade de se considerar os limites ambientais no uso e ocupação do meio
físico.
Neste contexto, Zuquette (1987) afirma que o mapa ou carta geotécnica é a representação
gráfica na qual são avaliados todos os componentes de um ambiente geológico de particular
interesse para o planejamento, projeto e construção civil. Zuquette (1993) define o
mapeamento geotécnico como sendo um conjunto de procedimentos com a finalidade de se
obter as representações gráficas das características geológicas-geotécnicas, fundamentais ao
planejamento das atividades antrópicas. De uma forma geral estas características são obtidas
de forma bastante variada, sendo função da metodologia utilizada, da escala de trabalho e dos
objetivos da aplicação. Para a IAEG (1976), o mapa geotécnico é um tipo de mapa geológico
4
que fornece uma representação generalizada de todos os componentes do ambiente geológico
de significado no planejamento do uso e ocupação dos terrenos, e em projetos, construção e
manutenção, aplicada a obras civis e de mineração. Na prática conclui-se então, que um dos
objetivos do mapeamento geotécnico é fornecer diretrizes, seja na fase de implantação de
obras de engenharia ou no planejamento urbano e ambiental de uma determinada região.
O desenvolvimento equilibrado de uma região deve ser resultado de uma relação harmônica
entre a atividade antrópica e o meio ambiente, de forma a permitir o uso adequado dos
recursos, a fim de suprir as necessidades sócio-econômicas. A elaboração de um planejamento
deve considerar os limites do meio físico quanto ao seu uso e procurar compatibilizá-lo com o
5
crescimento urbano que está se desenvolvendo, bem como considerar a existência de locais
que estejam sujeitos a riscos naturais ou induzidos pela possível ocupação.
Segundo Zuquette (1993), um planejamento pode ser desenvolvido para duas situações
básicas:
• Regional – quando a região considerada envolver extensões superiores a 500 km² e
diferentes tipos de ocupação;
• Urbana – quando envolve os centros urbanos e suas áreas de expansão.
Não necessariamente os documentos básicos devem ter suas escalas condicionadas à situação
de planejamento, pois esta é função direta da extensão territorial e dos tipos de ocupação. Mas
em qualquer das situações deve-se salientar a importância da etapa relativa à coleta, produção
e interpretação das informações no desenvolvimento das etapas seguintes, já que estas serão
as principais informações na definição da solução dos processos. Esta decisão deve ser
direcionada à finalidade do planejamento, ou seja, a elaboração de planos diretores, a análises
de áreas de riscos, a investigações locais, fiscalização ou a outros mapeamentos de uso
específico.
Com o avanço dos trabalhos, são realizados os estudos experimentais onde a hipótese será
comprovada. Desta forma, são realizadas amostragens dos materiais inconsolidados e das
rochas e, em alguns casos, são realizados ensaios in situ. Os ensaios posteriormente realizados
devem apresentar resultados semelhantes para uma mesma unidade e, quando necessário
deve-se fazer uso de métodos estatísticos.
As sondagens de simples reconhecimento (SPT) podem ser definidas como sendo um tipo de
prospecção do subsolo, que tem como objetivo determinar as características do perfil
geotécnico, nível d’água e as características de resistência dos solos. Com as sondagens é
possível definir as propriedades dos materiais ao longo da linha de perfuração, descrevendo os
testemunhos, as variações litológicas e as características geotécnicas.
8
Tabela 2.1 – Algumas propriedades dos solos pela classificação MCT (modificado de Nogami
& Villibor 1995)
A álgebra de mapas pode examinar critérios sociais, físicos, biológicos e outros, para
determinar áreas com o mesmo potencial. Baseia-se no princípio de que a paisagem é
resultante dos múltiplos fatores que constituem o meio ambiente. De uma forma geral, a sua
aplicação se dá pela combinação de diversos temas por meio de mapas representativos dos
9
diversos componentes do meio ambiente. A sobreposição desses mapas, sob determinados
critérios, permite a distinção de áreas mais adequadas segundo uma finalidade.
Os SIG são capazes de realizar as análises multitemáticas de forma ágil e precisa, pois
permitem a partir de algoritmos específicos realizar a combinação de dados de diversas
fontes, tanto no domínio vetorial quanto no matricial. Atualmente a álgebra de mapas é a base
para as operações de análise em diferentes sistemas, tendo como funções mais utilizadas a
proximidade, vizinhança, reclassificação, intersecção de mapas e operações algébricas não
cumulativas e cumulativas.
10
As análises algébricas não cumulativas baseiam-se nas operações condicionais, podendo ter a
atribuição de pesos ou não para os atributos. A lógica booleana é a forma mais simples de
aplicar este tipo de análise, consiste em estabelecer limites baseados em informações
inadequadas, atributo 0 (zero), ou adequadas, atributo 1 (um). A análise booleana faz uso de
operadores condicionais: “não”, “e”, “ou” e “sim”.
Segundo Grant (1970), o primeiro trabalho em escala regional que fez uso dos landforms foi
realizado por Heberson no início do século XX, mas somente com Bourne (1931), ocorreu a
primeira discussão sobre o uso desta técnica no zoneamento regional. Nos trabalhos de
Belcher (1942 e 1943), são estabelecidas as primeiras relações entre os elementos da
paisagem e as condições dos solos e rochas e suas características.
Segundo Verstappen (1977), a obtenção dos landforms a partir da fotointerpretação não deve
se basear apenas nas características texturais do dado sensor, mas também nas associações
existentes entre essas e os fenômenos não visíveis como os processos, as propriedades
hidrológicas, as características pedológicas, etc.
Segundo Brink et al. (1966), para esta análise são comumente utilizados três níveis
hierárquicos: sistema de terreno (land system), unidade de terreno (land unit) e elemento de
terreno (land element) (Figura 2.1). Estes níveis são escolhidos de acordo com a escala, a
finalidade e o grau de detalhamento do mapeamento.
Figura 2.1 - Aplicação da técnica de avaliação de terreno (modificado de Brink et al., 1966).
12
Segundo Dearman (1991), a unidade de terreno é a base para o mapeamento sendo definida
segundo a geologia, o regime hidrológico e a forma de relevo. O elemento de terreno pode ser
considerado com sendo uma parcela da unidade de terreno, tendo como base as características
geomorfológicas como o tipo e a declividades das encostas, tipo de perfil de solo, uso ou
cobertura da terra, vegetação e litologias do substrato rochoso.
Os mapas geotécnicos, como já dito anteriormente, possibilitam uma visão integrada do meio
físico, ou seja, fornecem uma análise conjunta das características geológicas,
geomorfológicas, geodinâmicas, hidrogeológicas e do uso e ocupação de uma área específica.
Desta forma, proporcionam o conhecimento local do meio físico e da sua interação com a
atividade antrópica, servindo como ferramenta para o controle e para aplicação de medidas
mitigadoras dos impactos no meio ambiente.
A metodologia PUCE tem sua origem na Austrália e foi discutida por Aitchison e Grant, e
posteriormente descrita em detalhes por Grant (1970). Baseia-se no princípio de que qualquer
paisagem pode ser definida segundo critérios geomorfológicos, ou seja, pode ser
compartimentada em áreas com os mesmos padrões típicos de formas de relevo (para cada
unidade de terreno) e adequados à escala de estudo. Esta metodologia trabalha com quatro
níveis hierárquicos: província, padrão de terreno, unidade e componente de terreno.
• Província: pode ser definida como uma área com geologia constante. Muito utilizada
em mapeamentos com escalas inferiores a 1:250.000, em estudos de viabilidade e
planejamento regional;
• Padrão de terreno: pode ser delimitado segundo uma associação de landforms, solos e
vegetação idênticos. Baseia-se em critérios geomorfológicos, tais como: amplitude de
relevo, modelo e densidade de drenagem. Deve ser utilizada em mapeamentos com
escala 1:100.000 ou inferior, aplicada aos estudos de viabilidade e planejamento;
• Unidade de terreno: é uma área com um único landform, com características de solo e
vegetação homogêneas. Utilizada em mapeamentos com escala 1:10.000 ou inferior,
em estudos para projeto básico e planejamento urbano;
• Componente de terreno: É a unidade básica do mapeamento. Pode ser definida como
sendo uma fração topográfica da unidade de terreno e baseia-se em características
geomorfológicas, como tipo e declividade das encostas, perfil de solo, uso e cobertura
da terra, vegetação e litologias do substrato rochoso. Adequada a mapeamentos em
escalas superiores a 1:10.000, ou seja, para projeto básico e executivo.
14
de que cada elemento de um nível é composto por uma associação limitada e constante de
elementos do nível precedente.
Níveis de Índices
Características Relacionadas
Generalização Numéricos
Tipos de encostas segundo a seção transversal, ou
1 seja, análise de superfícies convexas, côncavas,
planas e suas combinações;
Componentes de 2e3 Declividade máxima ao longo do eixo ortogonal;
terreno
4e5 Horizontes e perfis de solo;
6 Cobertura e uso do solo;
7e8 Vegetação
1e2 Formas de relevo
Unidades de terreno 3 Perfil de solo
4 Formação vegetal
Amplitude máxima do relevo local, utilizando
1
intervalos de classificação
Padrão de terreno
2 Densidade de drenagem
3 Serial, se necessário
1 Era geológica
Província 2 O sistema geológico dentro de cada Era
3, 4 e 5 Serial
15
devido à predeterminação de sítios com características homogêneas, podendo ter os dados
extrapolados e as propriedades estimadas.
Baseia-se na técnica de avaliação de terreno, onde são definidos sete níveis de classificação
com base na relação entre as características climáticas, geológicas e formas de relevo (Tabela
16
2.3). Normalmente, somente as três últimas categorias são comumente usadas em trabalhos de
engenharia.
17
Um dos destaques da metodologia da Oxford-MEXE foi o pioneirismo na sua utilização em
trabalhos regionais com finalidade específica, como as obras lineares e de prospecção de
materiais de construção para rodovias.
Formato:
Material Landform
Topografia Drenagem
Foi elaborada por uma comissão formada pela IAEG com o objetivo de universalizar os
procedimentos utilizados para a realização do mapeamento geotécnico, tendo como princípio
a sua adequação a maioria dos países, tanto tecnicamente quanto economicamente. Para esta
metodologia um mapa geotécnico deve proporcionar uma análise dos aspectos do meio físico
18
de interesse ao planejamento regional e ao estudo da adequabilidade das áreas para o seu uso
e ocupação, possibilitando a prevenção contra possíveis riscos e sendo de fácil entendimento.
I. Quanto à finalidade:
I.a – finalidade especial – analisa determinados aspectos do meio físico ou condições
geotécnicas para um determinado tipo de obra;
I.b - multifinalidade - apresenta informações gerais que podem ser usadas para
diversas finalidades.
As principais técnicas para a obtenção dos dados são: a fotogeologia, os métodos geofísicos,
as sondagens, as amostragens, os ensaios in situ e laboratoriais. Existe ainda uma preocupação
com as formas de apresentação dos resultados e como estes devem ser interpretados, desta
forma sugere um sistema de classes para os inúmeros parâmetros assim como os símbolos
para serem usados nos documentos gráficos.
Deve-se observar que a aplicação dessa metodologia passa primeiramente pela escolha da
escala de trabalho, seguida por uma reflexão sobre quais documentos são mais adequados ao
estudo e a forma como será realizado o mapeamento, estabelecendo as condições e
estipulando as classes a serem utilizadas.
20
2.5 - MAPEAMENTO GEOTÉCNICO COM BASE NA GEOMORFOLOGIA
21
2.6 - COMPARTIMENTAÇÃO FISIOGRÁFICA PARA FINS DE MAPEAMENTO
De uma forma geral, a compartimentação realizada em imagens de satélite permite que, por
meio da análise das propriedades dos elementos texturais, sejam delimitadas as feições do
terreno sendo que o grau de detalhamento das superfícies identificadas depende diretamente
da escala do produto utilizado.
Segundo Maia (2003), a avaliação dos limites das unidades fisiográficas deve ser feita com
base nos critérios de homogeneidade e da similaridade. A primeira consiste em uma análise
interna na busca por inconsistências que justifiquem uma redivisão ou junção. Enquanto que a
segunda consiste em se verificar a existência de unidades com características semelhantes que
possam ser agrupadas sob a mesma denominação. Portanto, a identificação das zonas
homogêneas, em imagens de satélite, é feita a partir das diferenças de homogeneidade, tropia,
assimetria dos elementos texturais e de suas estruturas na imagem. A Tabela 2.4 detalha as
principais propriedades texturais da imagem e como as mesmas são caracterizadas.
22
Tabela 2.4 – Principais propriedades das formas texturais em imagens de satélite e sua
respectiva caracterização
Propriedade
Caracterização Exemplo de aplicação
textural
Relacionado ao tipo de elemento
Tipo do elemento textural que está sendo analisado Relevo, drenagem ou tonal
(relevo, drenagem ou tonal)
Refere-se à quantidade de elementos
Densidade de
texturais de um mesmo tipo, por Alta, baixa, moderada, etc.
textura
unidade de área da imagem
Refere-se à forma como os elementos Drenagem de padrão
Arranjo textural
estruturais se dispõem espacialmente dendrítica, anelar, etc.
Refere-se ao nível da organização
Grau de Alto, médio, baixo, mal
espacial dos elementos texturais, em
estruturação definido, etc.
função do seu arranjo
Refere-se à complexibilidade de
organização dos elementos texturais,
Ordem de
sendo sua classificação dada em função Ordem um, ordem dois, etc.
estruturação
da ocorrência ou não de uma ou mais
estruturas sobrepostas
O SIG pode ser definido como sendo um sistema de suporte a decisões, capaz de promover a
integração de informações espacialmente referenciadas permitindo a captura, o
gerenciamento, a manipulação, a análise e o armazenamento de dados espaciais ou
alfanuméricos, para a solução de problemas de planejamento e gerenciamento. O suporte à
análise de dados é realizado pelas operações de informações de mapas, permitindo a geração
de cenários em análises de risco, suscetibilidades e potencialidades, a partir de funções que
23
variam de álgebra cumulativa (operações aritméticas) à álgebra não-cumulativa (operações
lógicas).
Em um SIG o armazenamento dos dados pode ser realizado em dois formatos distintos: o
matricial e o vetorial. O armazenamento no formato matricial consiste basicamente na
decomposição finita do plano, em células disjuntas e discretas também conhecidas como
pixels, onde esses são associados a um valor corresponde a um tema de interesse e a sua
localização espacial.
No caso do formato vetorial, tem-se a representação dos dados na forma de arcos, sendo que
linhas e regiões podem ser definidas a partir de um conjunto de pontos georeferenciados e de
uma seqüência de conectividade.
Segundo Câmara & Medeiros (1998), os principais tipos de dados trabalhados no SIG são: os
temáticos, os cadastrais, as imagens e o MNT (modelo numérico de terreno). Esses são
descritos abaixo:
24
• Temáticos – descrevem de forma qualitativa a distribuição espacial de uma grandeza
geográfica. Seu armazenamento pode ser realizado no formato vetorial, indicado para
as operações que exijam maior precisão, ou no formato matricial, onde as operações
de álgebra de mapas são facilmente realizadas;
• Imagens - armazenadas como matrizes onde cada elemento está ligado a um valor
proporcional à energia eletromagnética refletida ou emitida pelo elemento da
superfície terrestre. Podem ser obtidas por meio de satélites, fotografias aéreas ou
scanners aerotransportados, sendo uma forma de captura indireta de informações
espaciais.
Um banco de dados espacial consiste num conjunto de dados organizados de modo a atender
uma determinada finalidade ou um conjunto de finalidades integradas, sendo que os dados a
serem trabalhados possuem características espaciais, ou seja, possuem informações que
descrevem sua localização no espaço e a sua forma de representação. A organização de um
banco de dados está relacionada a um mecanismo eficiente de armazenamento e manipulação,
cujo gerenciamento é controlado pelo Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD).
25
Inúmeras são as vantagens da utilização de um SGBD em geologia de engenharia, dentre elas
pode-se destacar:
• O potencial de armazenamento e recuperação das informações geológicas-geotécnicas
de uma determinada área;
• A utilização pública da informação subsidiando o desenvolvimento de projetos e o
desenvolvimento urbano;
• A possibilidade de manuseio da informação a partir de outros aplicativos;
• A possível associação de informações com origens diversas, como por exemplo o
relacionamento de informações de ordem sócio-econômica com os componentes do
meio físico.
26
3 - PERFIS TÍPICOS DE ALTERAÇÃO EM SOLOS TROPICAIS
3
Os primeiros trabalhos de mapeamento eram fundamentados na análise das características
físicas dos solos e rochas para o estudo do comportamento dos mesmos. A partir da segunda
metade do século XX, com o desenvolvimento da geologia de engenharia nas regiões
tropicais, foi incorporado o estudo dos processos de formação sendo consideradas as
características relacionadas com a geologia, a pedologia, a geomorfologia e a mecânica dos
solos.
De uma forma geral, os níveis de alteração nos solos residuais tropicais são profundos e
extensos, desenvolvendo comportamentos particulares de acordo com o tipo do material
inconsolidado encontrado. Desta forma, surge a necessidade de um estudo minucioso das
propriedades e do comportamento do solo considerando a sua mineralogia, textura e estrutura,
antes do seu uso.
27
3.1 - SOLO RESIDUAL TROPICAL
Segundo a Geological Society (1990), a classificação dos perfis de alteração deve ser baseada
no grau de evolução genética, na mineralogia e na distribuição granulométrica das partículas
ao longo da profundidade. Basicamente, podem-se separar os horizontes de acordo com o
grau de alteração e quanto aos minerais constituintes e sua distribuição, ou seja, nos
horizontes mais superficiais encontram-se os solos com os minerais altamente alterados
(ferralíticos), passando freqüentemente, de cima para baixo, para horizontes com minerais
menos alterados (ferrisialíticos), nos quais os minerais da rocha original se encontram
preservados ou parcialmente alterados. Segundo Fookes (2004), o conteúdo de argila
frequentemente diminui de cima para baixo ao longo do perfil, resultando que argilo-minerais
1:1 (caulinita) podem passar a argilo-minerais 2:1 (esmectitas), dando lugar a características
geotécnicas significativamente diferentes.
O processo de decomposição pode gerar perfis completos de alteração, ou seja, com níveis de
material da rocha até o material totalmente alterado, sendo que qualquer um desses níveis
pode ocorrer como solo superficial tal como ter a exposição da rocha sã, sendo esta
condicionada por sua posição no relevo.
28
3.1.1 - GÊNESE
As regiões tropicais são marcadas por intensos processos de alterações devido aos fatores
climáticos e ambientais inerentes ao local e ao tipo de clima, com destaque para o
intemperismo químico e físico. Dentre estes fatores, pode-se citar: a sazonalidade das chuvas
e da temperatura, a mobilidade e acidez das águas subterrâneas, além da densa cobertura
vegetal. Os principais condicionantes do intemperismo físico seriam: a variação térmica, a
acidez das águas, a erosão, as tensões tectônicas, a vegetação, os animais e os
microrganismos. No caso do intemperismo químico seriam: as soluções, a hidrólise, a
oxidação, a troca iônica e a carbonatação.
De uma forma geral, observa-se que o solo residual tem sua formação influenciada pelo
material de origem, pelas chuvas e pela drenagem, sendo que nas áreas de clima tropical o
tipo de alteração mais freqüente é a laterização. Essa pode ser definida como o processo, que
em condições climáticas favoráveis, promove a rápida decomposição dos feldspatos e dos
minerais de ferro e magnésio, além da remoção da sílica e das bases aumentando a
concentração de óxidos de alumínio e ferro.
Os solos lateríticos são típicos de regiões tropicais quentes e úmidas, com grandes volumes de
precipitações anuais e temperaturas elevadas. Segundo Fookes (2004), nesses solos todos os
minerais, exceto o quartzo, se encontram alterados em condições de pH neutro, e a maior
parte da sílica e das bases foram removidas em soluções. Na sua fração argila, a sílica
remanescente se combina com a alumina formando a caulinita ou a gibsita, quando
normalmente se verifica um excesso desse mineral. Secundariamente pode conter ilita e/ou
esmectita, e na fração granular goethita, hematita, magnetita. Normalmente a estrutura desse
solo é micro agregada ou maciço porosa sendo instável e colapsível quando saturado e
exposto a um carregamento.
Na região amazônica, em locais com nível freático alto, com capa superficial contento
abundante matéria orgânica e com baixo valor de pH, observa-se a dissolução da caulinita e a
remoção de ferro e alumínio do solo, promovendo a formação de horizontes residuais de
areias brancas, com espessuras que podem alcançar 3m. Normalmente esse processo ocorre
em terraços aluvionares e fundos de vale, onde se observa uma maior exposição dos depósitos
de areia à precipitação (Lucas et al., 1987).
Os solos saprolíticos são formados a partir da decomposição das rochas por ação do
intemperismo químico, cuja principal característica é apresentar a estrutura reliquiar da rocha
de origem. Nesse tipo de solo também se encontram preservadas as descontinuidades
observadas no maciço rochoso, tais como falhas, fraturas e juntas. Normalmente encontram-se
na porção intermediária do perfil de alteração ficando entre o horizonte mais superficial e
mais alterado (solos lateríticos) e a rocha sã.
De uma forma geral, a espessura e a composição granulométrica desse material são muito
variáveis, pois dependem da rocha de origem e de sua posição no relevo. Podem ser divididos
em dois níveis, sendo um superior, composto por um solo residual jovem onde ocorrem
argilas residuais, areias argilosas e argilas arenosas e o inferior, composto por um saprolito
grosseiro onde ocorrem argilas, areias argilosas e argilas arenosas e/ou pedregulhos e blocos
de rocha.
3.3.1 - MAPEAMENTO
31
3.3.2 - CARACTERIZAÇÃO
Portanto, esse tipo de análise em solos tropicais deve partir do reconhecimento das
características morfológicas prosseguindo até um estudo detalhado das propriedades físicas e
químicas do material em questão. O estudo morfológico deve englobar todos os seus
elementos possibilitando a busca por padrões em uma macro análise do relevo e da drenagem,
e uma caracterização quanto a fatores como o tipo e espessura dos horizontes, a cor, a textura,
a estrutura, a consistência, a porosidade, além da existência de concreções.
3.3.3 - CLASSIFICAÇÃO
Dentre as classificações existentes podemos citar a proposta por Casagrande conhecida como
SUCS (Sistema Unificado de Classificação de Solos), que se baseia na distribuição
granulométrica, na plasticidade e presença de matéria orgânica do solo (ASTM, 1989a), a de
Terzaghi conhecida como HRB (Highway Research Board), que acrescentou o estudo da
forma das partículas e sua influência na compressibilidade dos solos (ASTM, 1989b), e a
MCT (Miniatura, Compactado, Tropical), proposta por Nogami e Villibor em 1981, que
considera o comportamento laterítico avaliado em ensaios de mini-MCV e de perda de massa
por imersão (Nogami e Villibor, 1995).
33
4 - CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO
4
4.1 – LOCALIZAÇÃO E DIVISÃO POLÍTICA
Manaus pode ser considerada como sendo o centro de irradiação da rede rodoviária existente,
de onde partem as rodovias estaduais e federais:
• BR-174, rumo norte, que liga Manaus ao município de Presidente Figueiredo e a
cidade de Boa Vista no estado de Roraima, com extensão aproximada de 780 km;
• BR-319, rumo sudoeste, em direção à cidade de Porto Velho no estado de Rondônia,
com extensão aproximada de 870 km;
• AM-070, rumo sul, ligando-a ao município de Careiro e Manacapuru, com extensão
aproximada de 85 km;
• AM-010, rumo leste, ligando-a ao município de Rio Preto da Eva e Itacoatiara, com
extensão aproximada de 268 km.
A ocupação da região teve início no século XVII com a construção da Fortaleza de São João
da Barra do Rio Negro no centro geográfico amazônico, com o objetivo de resguardar o Rio
Negro das incursões inimigas. A partir de então, no entorno da Fortaleza, deu-se início a
formação do povoado da Barra e em 1791, graças a sua posição geográfica e da proximidade
das fontes de alimentos, passa a ser a sede do governo da Capitania de São José do Rio Negro.
Em 1799, o então povoado da Barra passou a ser chamado de Lugar da Barra e somente em
1808 assumiu a condição definitiva de capital. Em 1848, esta foi elevada a categoria de
cidade, sob o título de “Cidade da Barra do Rio Negro” (Bento, 1998).
Em 1850, foi criada a Província do Amazonas tendo como capital a Cidade da Barra, sendo
que essa, na data de 4 de setembro de 1856, recebeu a denominação de “Cidade de Manaus”.
Com a criação da Província, Manaus conseguiu atingir o primeiro passo para o
35
desenvolvimento econômico e urbano e sair da condição ruralista a qual se encontrava. Na
Figura 4.2 pode-se observar a configuração da cidade em 1852.
Figura 4.2 – Planta-croquís da cidade de Manaus no ano de 1852 (Monteiro, 1994 citado por
Bento, 1998).
Desde a sua criação, na data de 4 de setembro de 1856, pela lei nº. 68 da Assembléia
Provincial do Amazonas, a cidade de Manaus viveu dois períodos distintos. O primeiro deles
é marcado pelo início da atividade extrativista na região tendo como o seu principal produto o
látex. A economia prosperou baseada na comercialização da borracha, resultando em grandes
transformações urbanas. Mas após 1920, a cidade enfrentou um período de decadência
econômica e estagnação populacional e somente em 1967, com a instalação da Zona Franca
de Manaus essa situação seria revertida. A partir deste período, Manaus passa a ser um pólo
de intensa atividade industrial e comercial, atraindo um grande número de pessoas que se
originavam principalmente do interior do Estado e da região Nordeste. Observa-se nesse
36
período um intenso crescimento da sua população urbana, que saltaria de 300 mil habitantes,
na década de 1970, para aproximadamente 1645 mil em 2005.
População Residente
1800000
1600000
1400000
Nº de Habitantes
1200000
1000000
800000
600000
400000
200000
0
1872 1890 1900 1920 1940 1950 1960 1970 1980 1991 2000 2005
(a) Ano
8,00%
7,00%
Taxa média geométrica de
6,00%
Incremento anual (%)
5,00%
4,00%
3,00%
2,00%
1,00%
0,00%
1872 a 1890 a 1900 a 1920 a 1940 a 1950 a 1960 a 1970 a 1980 a 1991 a 2000 a
1890 1900 1920 1940 1950 1960 1970 1980 1991 2000 2005
Na Figura 4.3a, pode-se observar que Manaus a partir de 1967, com a instalação da Zona
Franca, passa por um período de intenso crescimento populacional devido ao aumento de
oportunidades que ocasionaram o movimento migratório vindo principalmente do interior do
estado. Até então, a cidade só tinha passado por pequenos incrementos populacionais, com
37
criações arquitetônicas luxuosas voltadas à classe burguesa da cidade, que se fartava
economicamente com o comércio do látex.
Desse período até a instalação da Zona Franca de Manaus, a cidade passou por um período de
estagnação econômica, possuindo como principais atividades o comércio e a indústria de
beneficiamento de produtos regionais. Durante esta fase, ocorrem a formação de inúmeros
bairros com moradias de baixa renda que se desenvolveram ao longo dos igarapés, tais como
o bairro de Educandos e o bairro do São Raimundo.
Atualmente, todo o resíduo sólido urbano coletado é destinado para disposição em um terreno
localizado no km 19 da rodovia AM-010. Seu funcionamento é típico de um aterro
controlado, tendo como característica o recobrimento dos resíduos por uma camada de solo.
No que se refere ao setor produtivo, a agricultura e a pecuária não têm grande significado
econômico, sendo que a maioria dos produtos consumidos são importados de outros estados.
No setor industrial, o distrito industrial de Manaus fornece em torno de 50.000 empregos
diretos, mas não consegue absorver toda a oferta de mão-de-obra que cresce continuadamente.
Com relação ao transporte rodoviário, a malha viária disponível para interligação entre
municípios e outros estados é pequena quando comparada aos estados da região sudeste. De
uma forma geral, o transporte fluvial pode ser considerado o principal meio de comunicação
entre os municípios, apresentando um intenso tráfego tanto de passageiros quanto de carga. O
transporte aéreo é o principal meio de transporte utilizado entre estados.
Segundo Bento (1998), a mancha urbana de Manaus evoluiu no período de 1982 a 1995 em
191,94%, alcançando os 43.000 ha, sendo em torno de 1840% maior que a levantada em
1965, dois anos antes da instalação da Zona Franca de Manaus, que era 2.209 há . Na Figura
4.4 encontra-se mostrado o aspecto da evolução urbana até 1990.
39
Figura 4.4 – Evolução urbana de Manaus para o período de 1685 a 1990.
40
4.3 – ASPECTOS FISIOGRÁFICOS
4.3.1 – CLIMA
De acordo com Sioli (1991), Manaus encontra-se compreendida entre as isoietas de 2.000 e
2.200 mm anuais de precipitação. No entanto, por estar contida dentro do contexto
amazônico, é marcada por chuvas abundantes, mas não distribuídas uniformemente (Figura
4.5). Segundo o projeto BRASIL-MME (1978) a precipitação anual mínima já registrada foi
de 1.355 mm em 1911 e a precipitação máxima atingida correspondeu a 2.839 mm no ano de
1968. Na Figura 4.6a encontram-se os valores de precipitações médias anuais referentes à
Manaus.
Figura 4.5 – Mapa mostrando Manaus entre as isoietas de 2.000 e 2.200 mm (Sioli, 1991).
41
Os meses de dezembro a maio são marcados pela maior intensidade das chuvas, enquanto que
no resto dos meses as chuvas são menos freqüentes (Figura 4.6b). Segundo Wagley (1977),
durante a estação seca, as precipitações ocorrem sob a forma de tempestades rápidas e
violentas, que duram em geral de meia a duas horas.
Preciptação (mm)
1750,0 250
1500,0 200
1250,0 190
1000,0 150
750,0 100
500,0
250,0 50
0,0 0
1911 a 1921 a 1931 a 1941 a 1951 a 1961 a 1971 a 1981 a 1991 a
1920 1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 1998 Jan Fev Mar Abril Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
(a) Décadas*
*Anos variam de 1911 a 1998
(b) Meses
*Valores entre 1961 a 1990
Temperaturas Mensais
Máxima Média Mínima
Umidade Relativa do Ar
100,0
32,0
95,0
Um idade (% )
29,5
Temperaturas (ºC)
90,0
27,0
26,7
85,0
83,0
24,5 80,0
75,0
22,0
Jan Fev Mar Abril Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Jan Fev Mar Abril Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
(c) Meses
* Valores entre 1961 a 1990
(d) Meses
*Valores entre 1961 a 1990
120,0
100,0
Evaporação (mm)
80,0
60,0
40,0
20,0
0,0
Jan Fev Mar Abril Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
(e) Mese s
*Valores entre 1961 a 1990
(f)
Figura 4.6 – a) Precipitações médias anuais para períodos de 10 anos; b) Precipitações médias
para o período de um ano; c) Temperaturas máximas, médias e mínimas para o período de um
ano; d) Umidade relativa do ar para o período de um ano; e) Evaporação média para o período
de um ano; f) Balanço hídrico anual médio para o período entre 1961 a 1990 (INMET, 2006).
4.3.2 – VEGETAÇÃO
De uma forma geral, a área de estudo é coberta pela floresta densa tropical, sendo
caracterizada por grandes árvores com troncos altos e retilíneos. Nos interflúvios tabulares a
vegetação é exeburante e constitui a mata de terra firme. Entre as espécies arbóreas
características, citam-se a castanheira, a maçaranduba, a sucupira, entre outras (Lima, 1999).
Ao longo das drenagens prevalece o tipo de vegetação conhecido como mata de várzea. Esse
tipo de vegetação está sujeito a alagamentos constantes, apresentando-se em menor porte,
com pequenas concentrações de matas densas e altas. Entre as principais espécies pode-se
citar a seringueira. Outro tipo florestal, também encontrado na região, é a campinarana ou
também conhecida por “caatinga do Rio Negro”, caracterizada pela presença de árvores mais
baixas, de troncos finos e espaçados, ocorrendo em áreas arenosas bastante lixiviadas.
4.3.3 – HIDROGRAFIA
Manaus está situada na bacia hidrográfica do rio Amazonas, na margem esquerda do rio
Negro, próxima a confluência com aquele rio. O sistema fluvial da região caracteriza-se por
ser extenso e de grande volume o que permite a navegabilidade ao longo de todo ano, sendo
esse um fator importante, visto que o transporte fluvial é o único meio de comunicação entre
alguns municípios.
O rio Negro é o principal afluente do Amazonas, sendo também o rio que contorna a cidade.
Percorre por regiões com densa cobertura vegetal e com relevo pouco movimentado,
minimizando os processos erosivos. Possui um percentual de infiltração maior do que o
43
escoamento superficial, resultando em solos pouco férteis devido ao carreamento das
substâncias solúveis durante a percolação da água no seu interior (Bento, 1998).
Morfologicamente, o rio Negro apresenta uma tendência natural para a formação de ilhas de
forma oval e riniforme, resultado da baixa velocidade em razão da extensa seção transversal
em qual esse rio se desenvolve favorecendo a deposição do pouco material em suspensão
formando as zonas de sedimentação (Figura 4.7). Este processo condiciona a formação de um
labirinto de ilhas alongadas como é o caso do Arquipélago de Anavilhanas e do Mariuá (Sioli,
1991).
Inúmeros são os rios que banham o município de Manaus, com destaque para as bacias
formadas pelos rios Tarumã-Açu (1.380 km²) e Cuieiras (3.347 km²). Na área urbana, os vales
são considerados afogados, com superfícies que variam de 25 a 66 km² (Igarapé do Mindu).
Todos eles desembocam no rio Negro, com uma oscilação em torno de 10 metros entre o
período de cheia e o de estiagem.
Figura 4.7 – Esquema da morfologia do leito fluvial do rio Negro (Sioli, 1991).
4.4.1 – INTRODUÇÃO
Nos planaltos, os materiais inconsolidados são representados por solos lateríticos de textura
argilosa, argilo-arenosa ou areno-argilosa e arenosa, altamente intemperizados e com média a
alta resistência à compressão. Nas planícies os sedimentos são recentes e imaturos de textura
argilo-siltosa, silte-arenosa e argilosa.
4.4.2 – GEOLOGIA
4.4.2.1 – ESTRATIGRAFIA
45
Figura 4.8 – Mapa de Unidades geológicas com a localização da área de trabalho (modificado
BRASIL-MME, 1978).
46
A área de trabalho está situada sobre os sedimentos da Formação Alter do Chão. O Arenito
Manaus, como é conhecido regionalmente, é o principal representante aflorante dessa
formação na região, consistindo em um arenito quartzo silificado com cimentação silicosa ou
ferruginosa, apresentando cores vermelhas ou roxas e algumas partes brancas, ocorrendo na
forma de extratos com até 15 metros de espessura (Figura 4.10). Segundo Mori (1980), a
formação desse arenito ocorre quando a sílica solubilizada pelo fenômeno da laterização
percola através dos materiais subjacentes, encontrando a zona de influência das águas ácidas
do Rio Negro onde ocorre sua precipitação, cimentando os grãos de areia no seu entorno.
Figura 4.9 – Exposição do Arenito Manaus da Formação Alter do Chão (Bento, 1998).
Diversos trabalhos vêm demonstrando que o arranjo estrutural de Manaus foi afetado por
movimentos tectônicos recentes que se estenderam desde o final do Terciário e durante todo o
Quaternário (Sternberg, 1950; Franzinelli e Igreja, 1990; Costa et al., 1994; Fernandes Filho,
1996). Esses autores indicam a existência de falhamentos, representados principalmente por
falhas normais, reversas e de rejeito direcional, e dobras, que afetam tanto a Formação Alter
47
do Chão quanto os perfis lateríticos desenvolvidos sobrejacentes, revelando um regime de
movimentação neotectônica que controla inclusive a rede de drenagem atual (Figura 4.11).
Igreja e Franzinelli (1990) defendem um modelo neotectônico em que a região teria sido
afetada por movimentos tectônicos recentes com amplitude regional, representados por falhas
normais, inversas (NW-SE e NE-SW) e direcionais, destrais e sinistrais (E-W e NW-SE) e
dobras, sendo que essas estruturas resultaram em um conjunto de hemigrabens basculados
para nordeste. De acordo com os autores este modelo é consistente com várias feições
hidrográficas e geomorfológicas, principalmente no baixo curso do Rio Negro.
48
Em relação aos produtos do intemperismo e da neotectônica na região, Fernandes Filho
(1996) relata a ocorrência de perfis de natureza laterítica dos tipos imaturos autóctones e
alóctones desenvolvidos sobre os sedimentos da Formação Alter do Chão. O primeiro tipo é
completo, sendo marcado pela presença de uma crosta ferruginosa, enquanto que o segundo é
marcado pela presença da linha de pedra.
4.4.3 – GEOMORFOLOGIA
O relevo desse planalto reflete a intensa atuação dos processos erosivos, resultando em uma
grande faixa de dissecação em interflúvios com encostas ravinadas intercalados em uma
numerosa rede de drenagem com intensidade fraca de aprofundamento. Esses interflúvios
possuem extensões que variam de 1 a 9 km, com altitudes entre 40 e 160m sempre acima do
nível das cheias, sendo conhecidos regionalmente por terras firmes. Segundo Diniz et al.
(2001), o relevo situado às margens dos rios é marcado por alinhamentos de falésias fluviais
de 20 a 50m, com reverso suave e aplainado para o interior e com uma ruptura de declive
brusca em relação à estreita faixa de praias arenosas de estiagem do Rio Negro. Esse relevo é
conhecido regionalmente por terras baixas, das quais fazem parte as restingas, os terraços e as
planícies de inundação, sendo periodicamente afetados pelas cheias dos rios.
49
Figura 4.11 – Mapa das unidades morfoestruturais com a localização da área de trabalho
(modificado BRASIL-MME, 1978).
50
4.4.4 – MATERIAL INCONSOLIDADO
Segundo Fernandes Filho et al. (1997), citados por Frota & Gitirana (1998), a região de
Manaus apresenta perfis de natureza laterítica dos tipos imaturos autóctones e alóctones
desenvolvidos sobre os sedimentos da Formação Alter do Chão. O perfil do tipo autóctone é
completo, sendo estruturado, da base para o topo, segundo os horizontes transicional,
argiloso, ferruginoso, esferolítico e solo (latossolo) (Figura 4.13). O perfil alóctone apresenta-
se truncado, na altura do horizonte transicional ou argiloso, com a formação da linha de pedra.
Os minerais que frequentemente constituem esses solos são a caulinita, hematita, goethita,
quartzo, gibbsita, anatásio e rutilo.
51
Figura 4.12 – Perfil típico dos platôs na Formação Alter do Chão (Prado, 2004).
52
5 – METODOLOGIA UTILIZADA
5
A concepção do mapeamento geotécnico deve estar apoiada em metodologias capazes de
auxiliar os profissionais na sua execução, possibilitando a adaptação das mesmas de acordo
com as características da área mapeada e dos materiais disponíveis. Desta forma, é de suma
importância que a escolha da metodologia a ser utilizada na região Amazônica passe por uma
análise cuidadosa, considerando as características peculiares dessa região tais como a
grandeza das áreas a serem mapeadas, a escassez de informações básicas e as dificuldades em
se obtê-las.
De acordo com o exposto, o escopo desse trabalho é o zoneamento geotécnico da área urbana
de Manaus, abrangendo aproximadamente 94% desta, que está estimada em 377 km². Para
isso, fez-se uso das técnicas de análise integrada de terreno com base nas metodologias PUCE
e OXFORD-MEXE. Este tipo de análise permite a elaboração de um documento cartográfico
único onde os elementos ambientais são analisados integralmente, acarretando em uma
redução de custos em conseqüência da diminuição dos trabalhos de campo e ensaios de
laboratório.
53
5.1 – COLETA DE INFORMAÇÕES PRÉ-EXISTENTES
Esta etapa consistiu no levantamento preliminar junto aos órgãos públicos municipais,
estaduais e federais, empresas privadas de atividades afins, bem como universidades, visando
à coleta de informações oriundas de trabalhos já realizados ou em realização dentro da área de
estudo. Tais informações compõem o material bibliográfico, no caso de relatórios técnicos, e
os produtos cartográficos, no caso de mapas e produtos de sensoriamento remoto.
De uma forma geral, a utilização das informações coletadas seguiu as recomendações feitas
por Aguiar (1997), onde este autor sugere que os documentos sejam utilizados em função da
data de elaboração e do grau de confiança na sua origem.
Dentro desta etapa também estão inclusos os trabalhos referentes à correção geométrica e
registro das imagens de satélite, além da digitalização dos limites, topografia e drenagens
referentes à área de trabalho.
54
Tabela 5.1 – Principais documentos utilizados para o desenvolvimento da pesquisa.
Produtos e
Formato /
Documentos Características Escala Origem / Fonte
Mídia
Utilizados
IBGE /
Mapa geológico 1 : 1.000.000 Digital / CD
RADAMBRASIL
IBGE /
Mapa geomorfológico 1 : 1.000.000 Digital / CD
RADAMBRASIL
Mapa de vegetação de IBGE /
1 : 1.000.000 Digital / CD
parte da área de estudo RADAMBRASIL
Mapa cartográfico da
1 : 10.000 SEMEF / PMM Digital / CD
área de estudo
Imagens correspondente ao
Imagens Quickbirds da vísivel, fusionadas com a
- IMPLURB / PMM Digital / CD
área de estudo (2003) imagem pancromática.
Resolução espacial de 0,61m
Imagens pancromática, e
correspondentes a região do
Imagem Cbers da área
azul, verde, vermelho e - INPE Digital / CD
de estudo (2004)
infravermelho próximo.
Resolução espacial 20m
167 relatórios de sondagens
Relatórios técnicos de CONSULGEO Analógico /
espalhados dentro da área de -
furos de sondagens FUNDAÇÕES LTDA. Papel
trabalho
Relatórios técnicos de 41 relatórios referentes a CPRM – AM /
Analógico /
poços tubulares execução de poços tubulares - CONSULGEO
Papel
profundos profundos FUNDAÇÕES LTDA.
22 amostras referentes a Geotecnia – UnB
Relatórios técnicos de execução de perfis de (Amostras faziam parte
- Digital / CD
ensaios de laboratório amostragens da pesquisa de Prado
(2004) )
55
5.2.1.1 – CARTA IMAGEM DA ÁREA DE ESTUDO
Foi elaborada a partir da correção geométrica e do registro das imagens do satélite Quickbird,
obtida em 17 de outubro de 2003 e superposição no software Spring 4.0 das principais
drenagens, principais avenidas e rodovias, que ligam a cidade de Manaus a outros municípios
do Estado, sobre a composição colorida 1(R), 2(G), 3(B) (Figura 5.1).
Esta carta proporciona uma visão integrada dos componentes da paisagem, tais como relevo e
vegetação, além de permitir a observação de possíveis padrões relacionados à ocupação.
Neste trabalho, a área de estudo foi mapeada integralmente na escala 1:25.000 segundo os
dados altimétricos. Para isso foram interpoladas as curvas de nível eqüidistantes em 5m,
constantes da base cartográfica na escala 1:10.000, gerando o TIN (Triangular Irregular
Network) e posteriormente a grade retangular. A partir da grade gerada foi efetuada a
classificação em faixas (fatiamento) para valores acima de 25m e intervalos com amplitude de
20m, obtendo o mapa hipsométrico.
2 2
⎛ ∂z ⎞ ⎛ ∂z ⎞ (5.1)
tan D = ⎜ ⎟ + ⎜⎜ ⎟⎟
⎝ ∂x ⎠ ⎝ ∂y ⎠
O mapa apresenta um total de 232 pontos, sendo 167 relatórios de furos de sondagens, 41
relatórios de poços tubulares profundos e 24 pontos amostrados. A densidade de informações
ficou em torno de 6 pontos a cada 10 km², sendo superior ao proposto por Zuquette (1993)
para terrenos sedimentares.
De uma forma geral, as unidades foram definidas de acordo com a forma e posição
topográfica, a freqüência e organização das drenagens, a inclinação das vertentes e a
amplitude do relevo.
Desta forma foi possível estabelecer previsões para os comportamentos hidráulico e mecânico
dos materiais inconsolidados, além de proporcionar o conhecimento acerca das formas de
ocorrência e a distribuição espacial.
61
5.3.1.1 – COLETA E PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS
As amostras utilizadas neste trabalho foram obtidas durante a etapa de verificação de campo
realizada para a pesquisa de Prado (2004). O material ensaiado foi obtido, por esse autor, a
partir de furos de amostragens com coleta de material em intervalos de profundidade que
variaram de 0,5 a 1,5m. Esses materiais foram acondicionados em sacos plásticos,
devidamente lacrados e identificados, além de mantidos em locais protegidos das águas das
chuvas e dos raios solares.
O material utilizado foi homogeneizado e seco ao ar, sendo utilizada a recomendação da NBR
6457 (ABNT, 1986), referente à preparação das amostras de solo para a execução de ensaios
de compactação e caracterização.
Consistiu na execução dos ensaios propostos por Nogami e Villibor (1995) para a
caracterização expedita de solos tropicais. Essa se baseia na análise do comportamento hidro-
mecânico por meio de ensaios padrões que visam a obtenção de atributos relacionados às
medidas de contração, penetração, expansão e resistência. A execução dos ensaios é realizada
a partir da moldagem de três pastilhas com 20mm de diâmetro e 5mm de altura, de três
bolinhas com aproximadamente 3cm de diâmetro e dois bastonetes de 10cm de comprimento
e 3mm de diâmetro. Abaixo estão descritas as formas de obtenção dos atributos:
• Contração (Ct): referente à redução diametral da pastilha, medida em mm, quando
seca ao ar na posição vertical por 24 horas;
• Penetração: é aquela verificada por um cilindro de ponta chata com 10g de massa e φ
1,3mm, expressa em mm, quando aplicada verticalmente sobre a superfície da pastilha
após a reabsorção de água por 2h efetuada sob condições padronizadas.
62
• Resistência: associada à capacidade de esmagamento das bolinhas por meio da pressão
dos dedos, após a secagem de 24 horas;
• Expansão: é aquela representava pelo aumento qualitativo do diâmetro da pastilha
verificado após a reabsorção de água por 2 horas;
• Plasticidade: relacionada à capacidade de moldagem e flexibilização dos bastonetes;
(log10 Ct + 1)
c' = , para 0,1 ≤ Ct ≤ 0,5mm (5.2)
0,904
(log10 Ct + 0,7 )
c' = , para Ct > 0,5mm (5.3)
0,5
Figura 5.4 – Carta de classificação utilizada na descrição dos solos pela metodologia MCT
(Nogami e Villibor, 1995).
ANÁLISE
PRELIMINAR
PADRONIZAÇÃO LOCAÇÃO
PRELIMINAR
DESENVOLVIMENTO
DO SOFTWARE REFINAMENTO
PREENCHIMENTO
DO BANCO DE LOCAÇÃO FINAL
DADOS
INFORMAÇÃO
AJUSTADA
TEXTURA
Tipo Nomenclatura Índice
Argila C 1
Argila Siltosa Cm 2
Argila Arenosa Cs 3
Silte M 4
Silte Argiloso Mc 5
Silte Arenoso Ms 6
Areia S 7
Areia Siltosa Sm 8
Areia Argilosa Sc 9
Pedregulho G 10
Arenito Argiloso Ar 11
COR
Tipo Índice e Nomenclatura
Amarelo 1
Amarelo Escuro 2
Amarelo-vermelho 3
Amarelo-cinza 4
Amarelo-branco 5
Vermelho 6
Vermelho Escuro 7
Vermelho-amarelo 8
Vermelho-cinza 9
Vermelho-branco 10
Branco 11
Branco-vermelho 12
Branco-amarelo 13
Branco-cinza 14
Cinza 15
Cinza Escuro 16
Cinza-amarelo 17
Cinza-vermelho 18
Cinza-branco 19
Rosado 20
Preto 21
Continua...
66
Continuação.
ORIGEM
Tipo Nomenclatura Índice
Orgânico O 1
Residual Re 2
Retrabalhado Rt 3
Aluvial Av 4
Aterro At 6
COMPACIDADE E CONSISTÊNCIA
Tipo Intervalos de SPT (últimos 30cm)
Fofa 0–4
Pouco Compacta 5–8
COMPACIDADE Medianamente Compacta 9 – 18
Compacta 19 – 40
Muito Compacta > 40
Muito Mole 0-2
Mole 3-5
Média 6 – 10
CONSISTÊNCIA
Rija 11 - 19
Muito Rija 20 – 40
Dura > 40
67
(b)
(a)
(d)
(c)
Figura 5.6 – (a) Tela principal do software; (b) Tela para cadastro dos relatórios de
sondagens; (c) Tela de pesquisa por relatórios já cadastrados para edição; (d) Tela para a
exportação dos dados.
Nesta primeira etapa também foram realizados os primeiros trabalhos com os relatórios de
sondagens e poços tubulares profundos, visando a sua adequação à pesquisa. Para isso foram
estabelecidos determinados padrões para a descrição dos perfis geotécnicos e atributos de
resistência, os quais por fim tornaram possível a análise geotécnica.
A etapa seguinte consistiu na obtenção do mapa de cobertura e uso do solo por meio do
processamento e da interpretação visual da imagem de satélite, a partir do qual foi possível a
identificação dos diversos usos e coberturas, estabelecidos de acordo com o interesse da
pesquisa.
E por fim está a elaboração dos mapas específicos, que para esta pesquisa são: carta de áreas
potenciais para a disposição de resíduos e carta orientativa para a exploração de materiais de
construção. Estes foram obtidos a partir do cruzamento dos planos de informação
69
desenvolvidos nesta pesquisa, de acordo com o grau de relevância em relação ao fim
desejado.
ENSAIOS DE
DECLIVIDADES
LABORATÓRIO
CURVATURAS
ESTRUTURAÇÃO DO
FOTOINTERPRETAÇÃO BANCO DE DADOS
DAS IMAGENS GEOREFERENCIADOS
PROCESSAMENTO DE
IMAGENS AVALIAÇÃO DAS
CARACTERÍSTICAS
GEOTÉCNICAS DAS
UNIDADES DE TERRENO
MAPA DE UNIDADES DE
MAPA DE COBERTURA E TERRENO EM CONJUNTO
USO DA TERRA COM AS FICHAS DE
CARACTERIZAÇÃO
ANÁLISES COM
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
CARTAS DE
ZONEAMENTO
Nos próximos itens estão descritos os procedimentos para a obtenção do mapa de cobertura e
uso do solo, mapa de unidades geotécnicas e das cartas de zoneamento.
70
5.4.1 – MAPA DE COBERTURA E USO DO SOLO
O mapa de cobertura e uso do solo foi elaborado a partir do processamento das imagens
Quickbird e interpretação visual da mesma, realizados em ambiente SIG no software Spring
versão 4.0 e na composição colorida R (banda 1), G(banda 2), B (banda 3).
A elaboração deste mapa teve como princípio não só a identificação das classes usuais, mas
também procurou incorporar as de interesse para a pesquisa e para a cartografia regional.
Desta forma foram descritas as seguintes classes temáticas: floresta ombrófila densa, floresta
ombrófila aberta, várzea, campo limpo, campo sujo, campo úmido, capoeira, ocupação
periurbana, ocupação urbana, loteamentos recentes, sede rural, agricultura, solo exposto e
rios.
A caracterização das unidades foi realizada por meio do cruzamento do mapa de landforms
com as informações obtidas na análise dos relatórios de sondagens, poços tubulares profundos
e ensaios de laboratório. Desta forma foi possível relacionar as formas de relevo com os
horizontes do solo, estudando as diversas adequabilidades à atividade antrópica e riscos
naturais e induzidos para cada unidade definida.
Assim sendo, o mapa de unidades de terreno tem como objetivo delimitar, caracterizar e
restringir a área de trabalho de acordo com as características do meio físico e com a
favoralidade às diversas atividades a que pode ser submetida. Portanto, o principal resultado
se traduz no mapa de unidades na escala 1:25.000, delimitadas de acordo com o grau de
homogeneidade geotécnica e com suas informações descritas em fichas desenvolvidas com
base na proposta da metodologia PUCE.
Com intuito de fornecer o maior número de informações necessárias ao usuário do mapa, para
a visualização da forma de relevo incorporada em cada unidade, são disponibilizadas figuras
esquemáticas do perfil típico e das áreas de ocorrência dentro da região de trabalho.
Nesta parte existe uma representação gráfica da tendência do Nspt ao longo da profundidade,
obtida a partir da análise dos perfis de sondagem distribuídos dentro de uma mesma unidade.
Os valores de Nspt representativos dos horizontes foram obtidos por análise estatística com
descarte, em função do número de amostras do conjunto analisado, para o maior e menor
valor desse conjunto, eliminando, desta forma, valores discrepantes existentes no mesmo.
72
5.4.2.4 – AVALIAÇÃO DO TERRENO
O conteúdo das fichas também incorpora uma avaliação generalizada do terreno em função da
susceptibilidade de uma determinada unidade aos riscos geológicos, da adequabilidade para a
implantação de obras de engenharia e o potencial para a exploração de recursos naturais. De
uma forma geral, o procedimento metodológico utilizado para a avaliação das unidades
geotécnicas consistiu em uma análise ponderada dos atributos utilizados em uma determinada
avaliação (Equação 5.4). Vale ressaltar que esse procedimento é indicativo e que em alguns
casos fez-se necessário o uso de uma análise subjetiva.
n
X = ∑ (i × P ) ; i ∈ ℜ | 0 ≤ i ≤ 1,0 e ∑ P = 1,0 (5.4)
z =1
Onde:
- X é o valor correspondente a um grau de favorabilidade em uma determinada avaliação.
- i é o índice dado a cada intervalo dos atributos de acordo com o potencial mais favorável à
condição que está sendo analisada;
- P é o peso atribuído ao atributo analisado de acordo com o nível de importância para a
avaliação em questão;
- n é o número de atributos analisados em uma determinada avaliação.
Desta forma, são obtidos valores de X que podem ser associados ao grau de favorabilidade
para uma avaliação desejada. Nesta pesquisa foram utilizados os intervalos de valores de X de
acordo com o descrito na Tabela 5.3.
Grau Valores de X
Não Susceptível < 0,25
Pouco Susceptível 0,25 a 0,50
Susceptível 0,50 a 0,75
Muito Susceptível 0,75 a 1,00
73
Assim sendo, o grau de favorabilidade à ocorrência de processos erosivos foi obtido por meio
da relação entre textura, consistência/compacidade, espessura do material inconsolidado e
declividade. Para a susceptibilidade à inundação foi considerada a relação entre textura,
altitude da forma de relevo, nível do lençol freático e declividade e para os movimentos de
massa foram considerados os aspectos relacionados à textura, consistência/compacidade,
amplitude de relevo e declividade (Tabela 5.4).
Tabela 5.4 – Relação entre os atributos para a determinação da susceptibilidade aos processos
erosivos, à inundação e aos movimentos de massa.
Continua...
74
Continuação.
ÍNDICE DAS CLASSES PESO DOS ATRIBUTOS
ATRIBUTOS CLASSES
(a) (b) (c) (a) (b) (c)
< 5m - 1,00 -
5 a 10m - 0,50 -
Nível do lençol
10 a 15m - 0,25 - - 0,25 -
freático
15 a 20m - 0,00 -
> 20m - 0,00 -
< 2% 0,00 1,00 0,00
2 a 5% 0,25 0,75 0,25
Declividade 5 a 10% 0,50 0,50 0,50 0,20 0,30 0,30
10 a 20% 0,75 0,00 0,75
> 20% 1,00 0,00 1,00
(a) – Índice das classes e pesos dos atributos para o estudo da suscetibilidade aos processos
erosivos / (b) – Índice de classes e pesos dos atributos para o estudo da suscetibilidade à inundação
/ (c) – Índice de classes e pesos dos atributos para o estudo da suscetibilidade aos movimentos de
massa.
Outra avaliação realizada nas unidades relaciona-se ao potencial de adequação das mesmas às
obras de engenharia como loteamentos, traçado de estradas e locais para disposição de
resíduos. Para essas análises foram utilizadas as características referentes à textura
predominante, consistência/compacidade, espessura do material inconsolidado, amplitude de
relevo, altitude, profundidade do lençol freático e declividade. Os índices estabelecidos para
as classes e os pesos dos atributos podem ser vistos na Tabela 5.5.
Tabela 5.5 - Relação entre os atributos para a análise do potencial para loteamentos, estradas e
disposição de resíduos.
75
ÍNDICE DAS CLASSES PESO DOS ATRIBUTOS
ATRIBUTOS CLASSES
(a) (b) (c) (a) (b) (c)
< 5m 0,00 0,00 0,00
Espessura do 5 a 10m 0,25 0,25 0,25
material 10 a 15m 0,50 0,50 0,50 0,10 0,15 0,25
inconsolidado 15 a 20m 0,75 0,75 0,75
> 20m 1,00 1,00 1,00
< 25m 0,00 - -
25 a 40m 0,25 - -
Altitude 40 a 80m 0,75 - - 0,10 - -
80 a 100m 1,00 - -
> 100m 1,00 - -
< 5m 1,00 - -
5 a 10m 0,75 - -
Amplitude do
10 a 15m 0,50 - - 0,10 - -
relevo
15 a 20m 0,25 - -
> 20m 0,00 - -
< 5m 0,00 0,00 0,00
5 a 10m 0,25 0,25 0,25
Nível do lençol
10 a 15m 0,50 0,50 0,50 0,15 0,15 0,20
freático
15 a 20m 1,00 0,75 0,75
> 20m 0,80 1,00 1,00
< 2% 0,80 0,80 0,80
2 a 5% 1,00 1,00 1,00
Declividade 5 a 10% 0,50 0,50 0,50 0,20 0,15 0,20
10 a 20% 0,25 0,25 0,25
> 20% 0,00 0,00 0,00
(a) – Índice das classes e pesos dos atributos para o estudo de adequabilidade a loteamentos / (b) –
Índice de classes e pesos dos atributos para o estudo de adequabilidade para a implantação de
estradas / (c) – Índice de classes e pesos dos atributos para o estudo da adequabilidade a
disposição de resíduos.
Além das análises supracitadas, ainda são encontradas informações referentes à profundidade
do lençol freático e do impenetrável, obtidas a partir da análise dos relatórios de sondagens e
poços tubulares profundos. Também está disponível a caracterização pedológica do solo
superficial de acordo com a classificação MCT e SUCS, oriundas dos ensaios de
caracterização.
76
Tabela 5.6 - Relação entre os atributos para a obtenção do potencial a exploração de argila,
areia e cascalho
(a) – Índice das classes e pesos dos atributos para a exploração de argila / (b) – Índice de classes e
pesos dos atributos para a exploração de areia / (c) – Índice de classes e pesos dos atributos para a
exploração de cascalho.
77
Neste trabalho, a carta de áreas potenciais para a disposição de resíduos foi obtida a partir do
cruzamento, por meio de um algoritmo de sobreposição indexada, das seguintes informações:
o potencial das unidades geotécnicas, a cobertura e uso da terra, distância da rede de
drenagem, distância das áreas urbanas e distância das principais rodovias. As informações
referentes às distâncias as redes de drenagens, áreas urbanas e rodovias são oriundas de mapas
de distância (buffers), levando-se em conta a proteção do meio ambiente e os aspectos
econômicos, sendo que esses estão diretamente relacionados com o aumento dos trechos
percorridos entre a coleta e a disposição dos resíduos. Foram estabelecidas três classes
variando de acordo com o nível de restrição dos atributos, obtendo as áreas de acordo com o
potencial para a disposição de um determinado tipo de resíduo (perigosos, não-inertes e
inertes). A Tabela 5.7 apresenta os atributos bem como os seus respectivos pesos utilizados na
composição da carta.
Tabela 5.7 – Atributos utilizados para a elaboração da carta de áreas potenciais para a
disposição de resíduos
78
Índice das Classes Peso dos
Atributos Classes
CLASSE 1 CLASSE 2 CLASSE 3 Atributos
< 200m 0,00 0,00 0,00
200 a 400m 0,00 0,20 0,20
Distância à rede de
400 a 800m 0,20 0,40 0,40 0,15
drenagem
800 a 1000m 0,50 0,80 0,80
> 1000m 1,00 1,00 1,00
Floresta ombrófila densa 0,00 0,10 0,10
Floresta ombrófila aberta 0,00 0,20 0,20
Mata de várzea 0,00 0,00 0,00
Campo limpo 0,70 0,70 0,80
Campo sujo 0,80 0,80 1,00
Campo alagadiço 0,00 0,10 0,10
Cobertura e Uso da Capoeira 0,40 0,50 0,70
0,25
Terra Ocupação urbana 0,00 0,00 0,00
Ocupação periurbana 0,00 0,00 0,00
Loteamentos recentes 0,00 0,00 0,00
Sede rural 0,00 0,20 0,20
Agricultura 0,30 0,50 0,50
Solo exposto 0,80 0,80 1,00
Rios 0,00 0,00 0,00
A carta orientativa para a exploração de recursos naturais visa contribuir ao uso sustentável
dos recursos naturais da região. Sua disponibilidade reduz o custo e o tempo de trabalho em
estudos mais detalhados, pois orienta as investigações de campo minimizando a mobilização
de equipamentos e pessoal. Como para a análise citada anteriormente, esta carta sintetiza as
informações referentes ao meio físico com os aspectos previstos na legislação, constituindo
uma ferramenta indispensável à gestão dos recursos naturais disponíveis na região. Esta carta
foi obtida a partir da análise pela técnica de sobreposição indexada de informações referentes
ao potencial das unidades geotécnicas, a cobertura e uso da terra, distância da rede de
drenagem, distância das áreas urbanas e distância das principais rodovias. A Tabela 5.8
apresenta os atributos e os respectivos pesos utilizados na composição da carta.
79
Tabela 5.8 - Atributos utilizados na elaboração da carta orientativa para a exploração de
recursos naturais
80
6 – ANÁLISE DOS RESULTADOS
6
Neste capítulo são detalhados os resultados obtidos de acordo com a metodologia proposta.
Inicialmente são discutidos o modelo digital de elevação e o mapa de declividade, os quais
fazem parte dos documentos cartográficos básicos necessários ao emprego da metodologia
proposta. Em seguida é analisado o mapa de uso e cobertura do solo, sendo avaliadas as
tendências da ocupação urbana desenvolvida na área. Posteriormente são analisados os
resultados obtidos com a carta geotécnica, compreendendo a caracterização das unidades
geotécnicas identificadas na área de trabalho. Por fim são discutidos os resultados obtidos
com as cartas específicas para a disposição de resíduos e orientação para a exploração de
materiais de construção.
A análise das curvas hipsométricas NW-SE, SW-NE, N-S e E-W (Figuras 6.1 e 6.2), traçadas
sobre o MDE, evidenciam a existência das falésias ao longo das margens do Rio Negro,
resultado do basculhamento do terreno no sentido NE, resultando no soerguimento da região
SW (Figura 6.3). De uma forma geral o relevo da área de trabalho possui uma altitude média
variando entre 50 a 70m, sendo que a nordeste encontra-se os interflúvios tabulares mais altos
com altitudes em torno de 100m. O caminhamento NW-SE é marcado pela presença de
grandes vales, visto que as principais drenagens da região estão no sentido NE-SW. Desta
forma o sentido SW-NE é marcado, na sua maior parte, por uma superfície com baixa
amplitude altimétrica sendo influenciado apenas pelos pequenos vales correspondentes as
drenagens secundárias.
O mapa hipsométrico (Figura 6.4) fornece uma boa visão do arcabouço geomorfológico da
área de trabalho, compreendendo em interflúvios tabulares, intensamente dissecados, com
extensões máximas em torno de 7500m e altitudes variando de 70 a 105m, além de vales
amplos e alargados de fundo plano. Com relação à divisão interna da área, pode-se dizer que
81
as regiões mais elevadas são aquelas que estão a nordeste do bairro da Cidade Nova e a norte
do bairro Jorge Teixeira.
Máx
Médio
Min
Máx
Médio
Min
Máx
Médio
Min
Máx
Médio
Min
Figura 6.1 – Gráficos correspondentes aos perfis do terreno no sentido NW-SE, SW-NE, S-N
e E-W da área.
NW
N
NE
E
W
SW SE
S
Figura 6.2 – Configuração dos perfis.
82
Figura 6.3 – Foto da área próxima ao porto de São Raimundo onde pode ser observada a
formação das falésias.
Ainda segundo esse mapa tem-se que 3,1% da área de trabalho é composta por áreas com
altitudes iguais ou menores que 25 metros, correspondendo às áreas de contato com o Rio
Negro e os principais igarapés que cortam a área. Aproximadamente 18,1% é referente às
áreas com altitudes entre 25 e 40m, correspondendo principalmente as áreas formadas pelas
planícies de inundação e fundos de vale. Cerca de 44,7% da área está inserida no intervalo
entre 40 e 60m, englobando em grande parte as altitudes médias da região. Em torno de
23,5% se encontra entre as altitudes de 60 a 80m, correspondendo às regiões de encosta.
Outros 10,4% encontram-se entre os limites de 80 a 100m e apenas 0,2% apresentam altitudes
superiores à 100m, correspondendo ao topo dos interflúvios tabulares.
Para a obtenção do mapa de declividade foram determinados intervalos que variam de 0 a 2%,
2 a 5%, 5 a 10%, 10 a 20% e >20% (Figura 6.5). Em geral a área de trabalho é plana a
levemente ondulada, com declividades que variam de 0 a 10% em sua maior parte. A
declividade predominante é de 0 a 2% cobrindo 28,3% da área mapeada, seguida pela classe 5
a 10% correspondendo a 24,3% da área, 10 a 20% cobrindo 20,1% da área, 2 a 5%
correspondendo a 14,6% da área e por fim as declividades >20% compõem os 12,7%
restantes. As áreas com maiores declividades se situam a sudeste da região, correspondendo
aos bairros Vila Buriti, Mauazinho, Colônia Antônio Aleixo.
83
Figura 6.4 – Mapa hipsométrico.
84
Figura 6.5 – Mapa de declividade.
85
Em geral, a sazonalidade das chuvas e o alto índice pluviométrico são os principais fatores
modificadores do relevo local. A retirada da vegetação natural, descarga inadequada do
material proveniente dos sistemas de drenagens são outros fatores preponderantes a formação
das grandes erosões na região (Figura 6.6).
Figura 6.6 – Erosão típica da região ocasionada pela alto índice pluviométrico e alteração da
vegetação natural.
O mapa de uso e cobertura da terra além de ser uma importante fonte de informação ao
planejamento urbano e ambiental da região, subsidiou nesta pesquisa a elaboração das cartas
específicas de áreas para a disposição de resíduos e de orientação para exploração de
materiais de construção, a partir do momento em que possibilitou a inclusão dos limites
ambientais nessas análises.
Desta forma, a área de trabalho foi totalmente mapeada na escala 1:25.000, a partir da
interpretação visual das imagens Quickbird, realizada por meio do processo de segmentação
com base no método de crescimento de regiões com parâmetros de similaridade igual a 15 e
de área mínima igual a 25 pixels, aplicado a imagem CBERS-2 com resolução de 20m (Figura
6.7).
86
ESC. 1/5.000
Figura 6.7 – Segmentação da imagem Quickbird com valores de similaridade igual a 15 e área
mínima igual 25.
A classe floresta ombrófila densa representa as áreas cobertas por formação vegetal com
predomínios de árvores de médio a grande porte, pouco espaçadas e sempre verdes, ocupando
uma área de 53,48 km², equivalentes a 15,10% da área de estudo. Essa é a vegetação típica da
região, mas que hoje vem sendo alterada pelos efeitos da ocupação urbana, tendo a Reserva
Ducke como sua principal unidade de conservação na região. Pode-se observar na Figura 6.9a
uma foto representativa desta classe temática e na Figura 6.9b uma amostra retirada da
imagem quickbird, onde fica evidenciada a forma irregular, a cor verde médio escuro e a
textura rugosa.
87
Figura 6.8 – Mapa de uso e cobertura do solo.
88
(a) (b)
Figura 6.9 – a) Foto ilustrativa da unidade (http://www.ambientebrasil.com.br); b) Amostra
retirada da imagem quickbird referente a classe temática floresta ombrófila densa.
A classe floresta ombrófila aberta corresponde às áreas com cobertura vegetal constituída por
árvores de médio a grande porte espaçadas, sendo que na área em que ocupam encontram-se
normalmente cercadas por áreas urbanas. Tais áreas ocupam 15,93 km², cerca de 4,50% da
área de trabalho. Observa-se na Figura 6.10 uma amostra dessa classe temática retirada da
imagem quickbird, onde pode ser vista sua forma irregular, a cor verde clara e a textura
rugosa a lisa.
Figura 6.10 – Amostra retirada da imagem quickbird representativa da classe temática floresta
ombrófila aberta.
A mata de várzea corresponde às áreas cobertas por formação vegetal que acompanha os
córregos e os igarapés da área de estudo, sendo sujeitas às oscilações entre os períodos
chuvosos e secos, permanecendo inundadas nas cheias. Essas áreas ocupam 21,35 km²,
aproximadamente 6,02% da área de estudo, sendo apresentadas na imagem quickbird com
formas irregulares, cor verde escuro a clara e textura muito rugosa, conforme o apresentado
na Figura 6.11.
89
Figura 6.11 – Amostra representativa da classe temática mata de várzea.
A classe capoeira representa as áreas com cobertura vegetais secundárias, em suas diversas
fases. Encontram-se distribuídas ao longo de toda a área de estudo, ocupando uma área de
32,77 km², correspondendo a 9,24%. Na Figura 6.12 é apresentada uma amostra obtida na
imagem quickbird, onde se observa a sua forma irregular, a cor verde médio e rugosidade
média a alta.
As classes campo sujo, campo limpo e campo úmido correspondem, de uma forma geral, às
áreas com cobertura vegetal rasteira e com raras árvores, sendo diferenciados pelo estado em
que se encontram, ocupando 10,15 km², 10,30 km² e 14,93 km², respectivamente.
Correspondem a um total de 9,98% da área de estudo e normalmente estão próximas das áreas
rurais ou de ocupação periurbana. A classe campo limpo é relacionada às áreas com vegetação
rasteira intensa e com a presença de árvores muito espaçadas, utilizadas normalmente como
pastagens. A classe campo sujo envolve as áreas com variações entre cobertura vegetal e solo
exposto, e a classe campo úmido as áreas de campo sujeitas a alagamentos periódicos.
Na Figura 6.13a, 6.13b e 6.13c podem ser vistas as amostras referentes às classes campo sujo,
campo úmido e campo limpo, respectivamente.
90
(a) (b) (c)
Figura 6.13 – a) campo limpo, forma irregular, cor verde a marrom e textura lisa; b) campo
úmido, forma irregular a arredondada, cor verde médio a escuro e textura lisa a pouco rugosa;
c) campo sujo, forma irregular, cor verde claro e textura lisa a pouco rugosa.
(a) (b)
Figura 6.14 – a) amostra representativa da classe agricultura; b) amostra relativa a classe sede
rural.
91
(a)
(b) (c)
Figura 6.15 – a) Aspecto representado na classe temática ocupação urbana; b) amostra
representativa da classe temática ocupação urbana; c) amostra representativa da classe
temática ocupação periurbana.
A classe solo exposto está relacionada às áreas desprovidas de cobertura vegetal para a
atividade mineira ou para a instalação de loteamentos futuros. Ocupa uma área de 9,38 km²
correspondendo a 2,65% da área de estudo. Na Figura 6.16a tem-se a área oblíqua
representativa do solo exposto e na Figura 6.16b está a amostra dessa classe obtida na imagem
quickbird.
(a) (b)
Figura 6.16 – a) Foto representativa da classe solo exposto; b) amostra representativa da
classe solo exposto.
92
A classe loteamentos recentes é caracterizada pela alternância entre solo exposto e ocupação
urbana, com áreas de entorno sem nenhum tipo de cobertura vegetal. Ocupam 8,54 km²,
correspondendo a 2,41% da área de estudo. Grande parte dessa classe representa o bairro
Nova Cidade, voltado à construção de casas populares e ainda em fase final de conclusão. Na
Figura 6.17a tem-se a foto representativa da classe e na Figura 6.17b a amostra obtida na
imagem quickbird.
(a) (b)
Figura 6.17 – a) Foto representativa da classe loteamento recente; b) amostra da classe obtida
nas imagens quickbird.
Por fim, tem-se a classe rios e lagos correspondendo às áreas ocupadas pelos cursos d’água
distribuídos em toda a área de trabalho, assim como lagos encontrados próximos as áreas de
atividades mineiras.
93
Figura 6.18 – Mapa de unidades do terreno.
94
A compartimentação das unidades de terreno estabeleceu as seguintes classes:
1. Unidade Pps – Platô com superfície plana (Plateau plain surface)
2. Unidade Plw – Platô com superfície levemente ondulada (Plateau surface lightly wavy)
3. Unidade Pfr – Fragmento de platô (Plateau fragment)
4. Unidade Sp – Superficie de ligação entre platôs (Surface between plateaus)
5. Unidade Ta – Terraço aluvionar (Alluvial terrace)
6. Unidade Hcx – Encosta Convexa (Convex hillside)
7. Unidade Hp – Encosta Plana (Plain hillside)
8. Unidade Hcv – Encosta Côncava (Concave hillside)
9. Unidade HcxBcv – Encosta convexa com base côncava (Convex hillside with concave base)
10. Unidade HpTcx – Encosta plana com topo convexo (Convex hillside with plain base)
11. Unidade HcvBcx – Encosta côncava com base convexa (Concave hillside with convex base)
12. Unidade Hdr – Cabeceira de drenagem (Drainage head)
13. Unidade Pfl – Planície de Inundação (Flood plain)
14. Unidade Dva – Fundo de vale (Deep valley)
De uma forma geral, os perfis geotécnicos caracterizados nas unidades foram divididos em
horizonte de solo superficial, crosta, horizonte argiloso, horizonte transicional e impenetrável
(Figura 6.19).
Tabela 6.1– Densidade dos dados, na forma de relatórios de sondagens por unidade geoténica
Número de Relatórios de Área da Unidade Densidade dos Dados
Unidades Geotécnicas
Sondagens (km²) (km²/sondagem)
Pps (Platô com superfície plana) 08 5,45 0,68
Plw (Platô com superfície levemente ondulada) 19 50,63 2,66
Pfr (Fragmento de platô) 07 17,86 2,54
Sp (Superfície de ligação entre platôs) 04 3,47 0,85
Ta (Terraço aluvionar) 04 7,93 1,98
Hcx (Encosta convexa) 26 47,18 1,81
Hp (Encosta plana) 15 29,82 1,99
Hcv (Encosta côncava) 06 22,56 3,76
HcxBcv (Encosta convexa e base côncava) 05 22,36 4,47
HpTcx (Encosta plana com topo convexo) 08 36,74 4,59
HcvBcx (Encosta côncava com base convexa) 20 27,95 1,39
Hdr (Cabeceiras de drenagens) 06 9,41 1,56
Pfl (Planície de inundação) 25 56,41 2,25
Dva (Fundo de vale) 14 16,25 1,16
TOTAL 167 354,02 2,12
95
SOLO SUPERFICIAL
Horizonte constituído predominantemente por argilas lateríticas,
com coloração amarela a vermelha, com consistência de mole a rija
e espessura variando entre 5 e 15 metros.
CROSTA
Crosta ferruginosa constituída por argila laterizada, apresentando
contato abrupto com os horizontes adjacentes, com espessuras que
variam de 0,5 a 2,0 metros.
ARGILOSO
Horizonte formado por argilas arenosas, de coloração vermelha a
amarela, com consistências indo de muito mole a rija e espessuras
que podem chegar a 15 metros.
TRANSICIONAL
Horizonte formado por areias argilosas de coloração vermelha a
branca, com compacidade variando de fofa a compacta e espessuras
variando entre 2 e 20 metros.
IMPENETRÁVEL
Horizonte formado por um arenito argiloso de coloração vermelha
e impenetrável pela sondagem à percussão.
Observação:
- Qualquer horizonte de solo pode ocorrer como solo superficial, como quando ocorre a exposição do horizonte impenetrável sem o
horizonte pedológico evoluído, principalmente em encostas íngremes e próximos às drenagens, estando exposto naturalmente em
superfície, condicionado por sua posição no relevo (topo, encosta e vale) e pela unidade de terreno a que pertence.
- Considerou-se solo como todo o material inconsolidado que forma o perfil.
96
Tabela 6.2 – Classificação obtida para os materiais inconsolidados de superfície.
Esta unidade é representada pelas áreas formadas pelos platôs de topo aplainados,
correspondendo a 5,45 km² aproximadamente 1,54% da área total de estudo, englobando as
regiões com cotas superiores a 80 metros e declividades predominantemente na classe de 0 a
2%. As áreas mais expressivas desta unidade estão localizadas a leste da área estudada.
Normalmente, apresentam-se na forma de espigões ou morros testemunhos inseridos entre os
interflúvios tabulares, delimitados por encostas íngremes.
97
Nspt
0 10 20 30
0,0 0
HORIZONTE 1.A
Horizonte composto por argilas amarelas a
vermelhas, com espessura média de 7m,
impermeável e consistência variando de média a
rija.
5,0
13
M éd io M ínimo M áximo
98
De uma forma geral, a unidade é susceptível à inundação, fato esse condicionado pela baixa
drenabilidade por escoamento superficial, pela baixa amplitude de relevo e pela superfície
plana que caracteriza o mesmo. Quanto a sua adequabilidade para uso na engenharia, a
unidade apresenta-se favorável à implantação de estradas, loteamento e disposição de
resíduos, graças ao grau de consistência da camada superficial e a grande profundidade em
que se encontra o lençol freático. A unidade também apresenta condições favoráveis à
exploração do material argiloso, condicionada pela presença da argila como camada
superficial, o que reduz substancialmente o custo de exploração.
A feição geomorfológica dominante na unidade são os platôs com topo levemente ondulado
(Figura 6.18), correspondendo a 50,63 km², aproximadamente 14,3 % da área de trabalho. De
uma forma geral, estas áreas estão inseridas entre as cotas 60 e 80 metros e apresentam
declividades que variam de 2 a 5%. Esta unidade encontra-se distribuída em toda a área de
estudo representando os interflúvios tabulares com comprimentos que podem chegar aos 5000
metros. A análise dos relatórios de sondagem resultou na delimitação de 5 horizontes de solo,
caracterizando um perfil geotécnico completo de acordo com o perfil típico adotado. Desta
forma e a partir da análise estatística dos Nspt obteve-se a tendência do comportamento do
mesmo (Figura 6.21).
99
Nspt
0 10 20 30 40 50
0 0
HORIZONTE 2.A
Horizonte composto por argilas amarelas a vermelhas,
com espessura média em torno de 7,5 m, impermeável
5 e consistência variando de média a rija.
HORIZONTE 2.B
7,5 Horizonte composto por argila laterizada vermelha,
com espessura média de 1,5 m, pouco permeável e
9,0 consistência rija.
10
HORIZONTE 2.C
Horizonte composto por argila arenosa vermelha a
branca, com espessura média maior que 5,5 m, pouco
permeável e consistência muito mole a média.
14,5
15
HORIZONTE 2.D
Horizonte composto por areia argilosa vermelha a
branca, com espessura média em torno de 9,5m,
20 permeável e compacidade indo de pouco a
medianamente compacta.
Z (m)
24 HORIZONTE 2.E
M édio M inimo M aximo Horizonte composto pelo arenito argiloso vermelho,
impermeável e impenetrável.
Figura 6.21 - Caracterização do perfil geotécnico da unidade de terreno Plw.
100
6.3.3 – UNIDADE DE TERRENO Pfr (Fragmento de platô)
Nspt
0 10 20 30
0 0
HORIZONTE 3.A
Horizonte composto por argila arenosa, amarela a
vermelha, com espessura média maior que 6,0m,
pouco permeável e consistência variando de mole a
5 média.
6
10 HORIZONTE 3.B
Horizonte composto por areia média a areia argilosa,
vermelha a branca, com espessura média de 9,0 m,
permeável e compacidade fofa a medianamente
compacta.
Z(m)
15 HORIZONTE 3.C
15
Horizonte composto pelo arenito argiloso vermelho,
M éd io M ínimo M áximo impermeável e impenetrável.
101
Em relação à suscetibilidade aos riscos geológicos, a unidade mostra-se suscetível em relação
à erosão dos solos, principalmente devido à textura e a fraca consistência do material
inconsolidado de superfície. Desta forma, apresenta um baixo potencial para uso na
engenharia e para a exploração de recursos naturais. Estas informações encontram-se
condensadas na Tabela 6.5.
De acordo com a Tabela 6.4 a unidade apresenta-se pouco susceptível aos riscos geológicos e,
portanto se mostra favorável à implantação de loteamentos e estradas, devido principalmente
a grande profundidade do lençol freático o que reduz substancialmente o risco ambiental.
102
Apresenta potencial para a exploração de material argiloso para a utilização como material de
construção (cerâmica), graças à disponibilidade desse material no horizonte superficial.
Nspt
0 10 20 30
0 0
HORIZONTE 4.A
Horizonte composto por argilas amarelas a vermelhas,
com espessura média em torno de 5,0 m, impermeável
e consistência variando de média a rija.
5 HORIZONTE 4.B
5
Horizonte composto por argila laterizada amarela,
6,5 com espessura média de 1,5 m, pouco permeável e
consistência rija.
HORIZONTE 4.C
Horizonte composto por argila arenosa vermelha a
branca, com espessura média de 5,5 m, pouco
10 permeável e consistência média a rija.
12
HORIZONTE 4.D
15 Horizonte composto por areia argilosa vermelha a
branca, com espessura média em torno de 7,0 m,
permeável e medianamente compacta.
Z(m)
19 HORIZONTE 4.E
Horizonte composto pelo arenito argiloso vermelho,
M édio minimo M aximo impermeável e impenetrável.
103
6.3.5 – UNIDADE DE TERRENO Ta (Terraço aluvionar)
Esta unidade é constituída por terraços aluvionares resultado do basculamento da região para
nordeste, formando uma região em nível mais alto do que a planície inundação atual. Ocupa
aproximadamente 7,9 km², cerca de 2,2% da área total de trabalho, sendo caracterizada pela
superfície plana com declividades menores que 2% e baixas amplitudes de relevo, variando de
5 a 10 metros. Em sua grande maioria, encontra-se em cotas intermediárias entre 25 a 40
metros. As análises geotécnica e estatística realizadas com bases nos dados dos relatórios de
sondagem permitiu definir três horizontes de solo correspondentes às últimas camadas, sendo
eles o argiloso, o transicional e o impenetrável. Ainda sim, foi possível estabelecer uma
tendência para o andamento do Nspt em relação à profundidade, de acordo com o
demonstrado na Figura 6.24.
Nspt
0 10 20 30 40
0 0
HORIZONTE 5.A
Horizonte composto por argila arenosa, vermelha a
amarela, com espessura média de 6,0m, pouco
permeável e consistência variando de muito mole a
média.
5
6
HORIZONTE 5.B
Horizonte composto por areia média a areia argilosa,
vermelha, com espessura média de 9,0 m, permeável e
10
compacidade fofa a compacta.
Z (m)
HORIZONTE 5.C
Horizonte composto pelo arenito argiloso vermelho,
15 15
impermeável e impenetrável.
M éd io minimo maximo
104
Caracteriza-se pela alta suscetibilidade a inundação, devido principalmente a condição plana
de sua superfície e pela baixa altitude em relação aos cursos de drenagem. Não é adequada a
implantação de loteamentos, estradas e a disposição de resíduos, principalmente pela baixa
consistência do material inconsolidado e pela proximidade do lençol freático da superfície.
Tem potencial para a exploração de material argiloso e arenoso, sendo que esse último fica
condicionado as áreas onde há exposição desse material (Tabela 6.7).
105
ocorrem incrementos positivos do Nspt em relação a profundidade. Nos horizontes 6.C e 6.D
são verificadas poucas variações nos valores de SPT, sendo que neste último são vistos os
incrementos positivos mais substanciais entre essas duas camadas.
Nspt
0 10 20 30 40
0 0 HORIZONTE 6.A
Horizonte composto por argilas vermelhas a
amarelas, com espessura média em torno de 4,5 m,
impermeável e consistência variando de rija a dura.
4,5 HORIZONTE 6.B
5 5,5 Horizonte composto por argila laterizada vermelha,
com espessura média de 1,0 m, pouco permeável e
consistência média.
10
HORIZONTE 6.C
Horizonte composto por argila arenosa vermelha a
branca, com espessura média de 10,5 m, pouco
permeável e consistência média.
15
16
20 HORIZONTE 6.D
Horizonte composto por areia argilosa vermelha a
branca, com espessura média em torno de 11,0 m,
permeável e medianamente compacta.
25
HORIZONTE 6.E
Z (m)
27
Horizonte composto pelo arenito argiloso vermelho,
impermeável e impenetrável.
M édio M inimo M aximo
106
Tabela 6.8 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade Hcx
É constituída por encostas planas formadas a partir de processos atuantes nos solos argilosos,
constituintes dos horizontes de solo superficial e argiloso. Ocupa cerca de 28,54 km²,
aproximadamente 8% da área de trabalho, sendo caracterizada por declividades variando entre
10 a 20% e amplitude de relevo variando entre 20 e 40 metros, dentro da faixa hipsométrica
de 40 a 80 metros. A análise geotécnica dos relatórios de sondagem e estatística dos Nspt
referentes aos horizontes resultou na caracterização do perfil geotécnico e na elaboração da
curva de tendência de Nspt em relação à profundidade, conforme mostra a Figura 6.26. A
curva apresenta substanciais crescimentos de Nspt até a cota -3,0m, a partir da qual revelam-
se pequenas variações desse atributo nesta camada. Ao longo dos horizontes argiloso e
transicional são observadas pequenas variações no valor de Nspt.
Esta unidade é pouco influenciada pela erodibilidade dos solos e pela inundação, mas está
sujeita aos movimentos de massa principalmente devido a amplitude de relevo e a
declividade. Apresenta baixa potencialidade para a implantação de loteamentos e estradas,
além de inadequadas à disposição de resíduos, devido a fatores como o alto nível freático e a
possibilidade de inundação. Em locais onde há a exposição do material argiloso e com
condições ambientais favoráveis é possível a exploração desse recurso, sem custos
dispendiosos (Tabela 6.9).
107
Nspt
0 10 20 30
0 0
HORIZONTE 7.A
Horizonte composto por argilas amarelas a vermelhas,
com espessura média em torno de 6,0 m, impermeável e
consistência variando de média a rija.
5
6 HORIZONTE 7.B
Horizonte composto por argila laterizada amarela a
7 vermelha, com espessura média de 1,0 m, pouco
permeável e consistência média.
HORIZONTE 7.C
10
Horizonte composto por argila arenosa amarela a
branca, com espessura média de 7,0 m, pouco
permeável e consistência média.
14
15
HORIZONTE 7.D
Horizonte composto por areia argilosa vermelha a
branca, com espessura média em torno de 8,0 m,
permeável e compacidade fofa a medianamente
20
compacta.
Z ( m)
22 HORIZONTE 7.E
Horizonte composto pelo arenito argiloso vermelho,
M édio M inimo M aximo impermeável e impenetrável.
108
6.3.8 – UNIDADE DE TERRENO Hcv (Encosta côncava)
Esta unidade é representada pelas encostas côncavas ocupando aproximadamente 22,56 km²,
cerca de 6,3% da área de estudo, apresentando-se em variadas cotas, com valores entre 25 e
80 metros, tendo como características gerais a elevada amplitude de relevo, variando entre 20
e 40m e acentuadas declividades, com valores maiores que 20%. A análise dos relatórios de
sondagem permitiu a verificação de três horizontes de solo na unidade, não sendo encontrado
referências do horizonte transicional e impenetrável (Figura 6.27). A curva de tendência
elaborada a partir da análise estatística permitiu verificar um aumento substancial no valor do
Nspt ao longo do horizonte 8.B, proporcionado pelo processo de laterização da argila. A partir
da cota -6m essa curva apresenta relativa constância nos valores de Nspt, atingindo os
menores índices para esse atributo na transição para o horizonte mais profundo.
Nspt
0 10 20 30 40
0 0
HORIZONTE 8.A
Horizonte composto por argilas amarelas a vermelhas,
com espessura média em torno de 4,0 m, impermeável
e consistência média.
4 HORIZONTE 8.B
Horizonte composto por argila laterizada amarela a
5 vermelha, com espessura média de 1,0 m, pouco
5
permeável e consistência dura.
HORIZONTE 8.C
Horizonte composto por argila arenosa vermelha a
branca, com espessura média de 6,0 m, pouco
permeável e consistência mole a dura.
10
Z (m)
12
M édio minimo maximo
Esta unidade é representada pelas encostas convexas e suas porções média e alta com base
côncava, sendo que essa forma é originada devido à transição entre materiais com
características diferentes. Ocupam cerca de 22,36 km², aproximadamente 6,31% da área de
estudo, apresentando-se normalmente entre as cotas 40 e 60 metros, tendo como
características gerais à amplitude de relevo variando entre 15 e 20m e o relevo acidentado
com valores de declividade variando entre 10 e 20%. A partir da análise dos relatórios de
sondagem foi possível caracterizar os horizontes geotécnicos da unidade, sendo identificados
três camadas: horizonte argiloso, horizonte transicional e impenetrável (Figura 6.28). Nesta
unidade os horizontes mais superficiais não ocorrem, provavelmente devido a atuação dos
processos erosivos sobre essas camadas em conseqüência da sua posição no relevo. O perfil
típico de SPT obtido por análise estatística das sondagens realizadas dentro desta unidade,
apresentou uma tendência quase linear de crescimento do valor Nspt de acordo com a
profundidade.
De uma forma geral, a unidade é suscetível aos processos erosivos e aos movimentos de
massa principalmente devido aos altos valores de declividade e amplitude de relevo, e pelos
110
mesmos motivos não é adequada para implantação de obras civis. A exploração dos recursos
naturais não é recomendada, devido às peculiaridades do relevo e pela inexistência de um
material mais adequado para utilização como material de construção. Na Tabela 6.11
encontra-se sintetizada a avaliação do terreno da unidade.
Nspt
0 10 20 30 40
0 0
HORIZONTE 9.A
Horizonte composto por argila arenosa vermelha a
branca, com espessura média de 8,0 m, pouco
5 permeável e consistência mole a rija.
10
HORIZONTE 9.B
Horizonte composto por areia argilosa vermelha, com
espessura média em torno de 9,0 m, permeável e
compacidade média a compacta.
15
Z (m)
17 HORIZONTE 9.C
Horizonte composto pelo arenito argiloso vermelho,
M édio minimo maximo impermeável e impenetrável.
111
6.3.10 – UNIDADE DE TERRENO HpTcx (Encosta plana com topo convexo)
É constituída pelas encostas planas de topo convexo, ocupando aproximadamente 35,83 km²
cerca de 10,1% da área total de trabalho. De uma forma geral a unidade pode ser caracterizada
pela moderada amplitude de relevo, variando entre 15 e 20 metros e com valores de
declividades variando entre 10 e 20%. Em sua grande maioria apresenta-se entre as faixas
hipsométricas de 40 a 80 metros.
A análise dos relatórios de sondagem permitiu a caracterização dos cinco horizontes de solo,
mas vale ressaltar que em algumas áreas de ocorrência observa-se a exposição do horizonte
argiloso devido a sua posição no relevo (Figura 6.29). O perfil típico de SPT apresenta nos
primeiros metros consistências variando de média a rija, atingindo discretas reduções entre os
horizontes crosta e argiloso e alcançando pequenos incrementos positivos no horizonte
transicional.
Nspt
0 10 20 30
0 0 HORIZONTE 10.A
Horizonte composto por argilas amarelas a
vermelhas, com espessura média em torno de 4,0 m,
impermeável e consistência variando de média a rija.
4 HORIZONTE 10.B
5 5 Horizonte composto por argila laterizada amarela a
vermelha, com espessura média de 1,0 m, pouco
permeável e consistência média.
HORIZONTE 10.C
10 Horizonte composto por argila arenosa vermelha a
branca, com espessura média de 10,0 m, pouco
permeável e consistência mole a média.
15 15
HORIZONTE 10.D
Horizonte composto por areia argilosa vermelha,
com espessura média em torno de 6,0 m, permeável e
medianamente compacta.
20
HORIZONTE 10.E
Z (m)
21
Horizonte composto pelo arenito argiloso vermelho,
impermeável e impenetrável.
M édio minimo maximo
Formada por encostas de topo côncavo e base convexa com altimetria variando entre 40 a 80
metros, ocupando cerca de 27,95 km² aproximadamente 7,89% da área de trabalho, se
concentrando principalmente na região central da área de estudo. Caracteriza-se pela
amplitude de relevo elevada, variando entre 20 e 40 metros e por declividades moderadas com
valores entre 10 e 20%. A unidade teve os cinco horizontes de solo caracterizados de acordo
com textura, grau de consistência ou compacidade e cor. A análise do perfil típico de SPT
revela o acréscimo de resistência ao longo do horizonte 11.B, reflexo da laterização da argila,
que ao atingir o horizonte argiloso é marcado pela constância no valor de Nspt. Ao longo do
horizonte transicional se observa pequenos incrementos nos valores de Nspt até a cota -15m e
pequenas reduções entre as cotas -19 e 23m (Figura 6.30).
13
15
HORIZONTE 11.D
Horizonte composto por areia argilosa vermelha a
branca, com espessura média em torno de 10,0 m,
permeável e pouco a medianamente compacta.
20
Z (m)
23 HORIZONTE 11.E
Horizonte composto pelo arenito argiloso vermelho,
M éd io M inimo M aximo impermeável e impenetrável.
114
6.3.12 – UNIDADE DE TERRENO Hdr (Cabeceiras de drenagens e anfiteatros)
Unidade composta pelas cabeceiras de drenagens e anfiteatros caracterizadas por serem áreas
muito favoráveis à instalação de processos erosivos, por se tratarem de setores que
naturalmente apresentam elevados gradientes hidráulicos subterrâneos e superficiais, onde se
enquadram solos que permitam um escoamento subsuperficial. Ocupam cerca de 9,41 km²,
aproximadamente 2,65% da área de estudo, situando-se principalmente entre as cotas
hipsométricas de 25 a 40 metros. Apresenta moderada amplitude de relevo com valores
variando entre 15 e 20 metros e declividades entre 5 e 10%. A análise dos relatórios de
sondagem resultou na caracterização de 3 horizontes de solos, sendo eles o horizonte argiloso,
transicional e impenetrável (Figura 6.31). O perfil típico de SPT reflete a baixa consistência
desses solos, principalmente no que se refere ao horizonte argiloso apresentando perdas
substanciais com a presença do lençol freático. No horizonte transicional observa-se
incrementos positivos no Nspt, com relativa queda nos 4,0 metros sobrejacentes ao horizonte
impenetrável.
Nspt
0 5 10 15 20 25 30
0 0
HORIZONTE 12.A
Horizonte composto por argila arenosa amarela a branca
com a ocorrência de camadas de areia fina a média
branca, espessura média de 4,0 m, pouco permeável e
consistência muito mole a mole.
HORIZONTE 12.B
Horizonte composto por areia argilosa vermelha a
branca, com espessura média em torno de 5,0 m,
permeável e pouco a medianamente compacta.
Z (m)
HORIZONTE 12.C
9 Horizonte composto pelo arenito argiloso vermelho,
impermeável e impenetrável.
M éd io M inimo M aximo
116
profunididade, sendo que já no horizonte transicional os valores de Nspt são muito variáveis,
com substancial elevação próximo do horizonte impenetrável.
Nspt
0 10 20 30
0 0
HORIZONTE 13.A
Horizonte composto por argila arenosa amarela a
vermelha com a ocorrência de camadas de areia fina a
média branca, espessura média de 8,0 m, pouco
5
permeável e consistência muito mole a média.
10
HORIZONTE 13.B
Horizonte composto por areia argilosa vermelha a
branca, com espessura média em torno de 8,0 m,
permeável e pouco a medianamente compacta.
15
16 HORIZONTE 13.C
Z (m)
117
Tabela 6.15 – Tabela com os resultados de adequabilidade da unidade Pfl
É representada pelos fundos de vale, sendo influenciada pelo regime hidrológico, ou seja,
permanecem inundadas no período de cheia sendo novamente exibida na vazante.
Corresponde a 16,25 km² aproximadamente 4,6% da área de estudo e em sua grande maioria
encontra-se em cotas menores ou iguais a 25 metros, sendo caracterizada pelo relevo plano
com declividades menores que 2% e de baixa amplitude (valores menores que 5 metros).
118
Nspt
0 10 20 30 40 50
0 0
HORIZONTE 14.A
Horizonte composto por argila arenosa amarela a
vermelha com a ocorrência de camadas de areia fina a
média, branca, espessura média de 6,0 m, pouco
permeável e consistência muito mole a rija.
HORIZONTE 14.B
Horizonte composto por areia argilosa vermelha a
branca, com espessura média em torno de 5,0 m,
permeável e pouco a compacta.
10
Z (m)
11 HORIZONTE 14.C
Horizonte composto pelo arenito argiloso vermelho,
M ed io M inimo M aximo impermeável e impenetrável.
119
6.4 – CARTA DE ÁREAS POTENCIAIS PARA A DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS
A carta de áreas potenciais a disposição de resíduos (Figura 6.34) hierarquiza as áreas que
podem ser utilizadas para este fim, em função das características geotécnicas e ambientais.
Essas áreas são indicativas e se configuram como opções para estudos mais detalhados dentro
de um processo de discussão para a escolha de áreas para a disposição de resíduos.
Dentro deste contexto, foram selecionadas as áreas de acordo com o potencial a disposição de
resíduos segundo a classificação adotada pela NBR-10004 (ABNT, 1987). A classe 1 é
composta pelas áreas indicadas a destinação final a todos os tipos de resíduos; a classe 2 é a
indicada a disposição de resíduos não-inertes, como o lixo doméstico, e inertes, como os
entulhos de construção; a classe 3 é indicada aos resíduos inertes. Vale destacar que, em
virtude de o estudo aqui apresentado ter sido desenvolvido na área urbana de Manaus, grande
parte da região foi considerada não favorável à disposição de qualquer tipo de resíduo.
Com base na Tabela 5.13 foi criada uma rotina na linguagem LEGAL (Apêndice B), de tal
forma que foram gerados três mapas referentes às classes, adotando-se para os mapas
ponderados os valores maiores ou iguais a 0,5 como favoráveis. A partir de então foi realizado
o mosaico desses mapas obtendo a carta de zoneamento específico. Vale ressaltar que a classe
“não favoráveis a nenhum tipo de resíduo” corresponde às áreas não classificadas em nenhum
dos mapas gerados. A Tabela 6.17 apresenta a quantificação das áreas potencias a disposição
de resíduos obtidas na área de estudo.
120
Figura 6.34 – Carta de áreas potenciais para a disposição de resíduos.
121
6.5 – CARTA ORIENTATIVA PARA A EXPLORAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS
A carta orientativa para a exploração de recursos naturais aqui apresentada (Figura 6.35)
indica possíveis reservas de recursos naturais utilizados como material de construção, a partir
das características das unidades geotécnicas e dos limites ambientais e econômicos restritivos
a sua exploração. Dentro desse contexto, foram obtidas as áreas favoráveis à exploração de
recursos naturais, como a argila, areia e cascalho.
Da mesma forma que a carta de áreas potenciais para a disposição de resíduos, esta carta foi
obtida pela elaboração de uma rotina na linguagem LEGAL (Apêndice B), com base na
Tabela 5.14, para posterior execução no programa Spring. Desta forma foram obtidos três
mapas ponderados referentes aos materiais de construção pesquisados, sendo que valores
acima de 0,5 foram considerados favoráveis à exploração, sendo que a carta final foi obtida
pelo mosaico desses mapas parciais.
De uma forma geral, o material argiloso disponível encontra-se distribuído ao longo de toda a
área de estudo, sendo o principal constituinte do solo da região. As reservas de areia e
cascalho são principalmente observados próximos às drenagens onde o horizonte transicional
e impenetrável encontram-se expostos. O material arenoso nessas áreas também pode ser
encontrado intercalado com o horizonte argiloso. Como na carta de áreas potenciais para a
disposição de resíduos, grande parte da região foi classificada como não favorável a qualquer
tipo de exploração por o estudo ter sido desenvolvido em área urbana. Na Tabela 6.18
apresenta a quantificação das áreas obtidas de acordo com o tipo de material a ser explorado.
Tabela 6.18 – Quantificação das áreas obtidas por material a ser explorado
122
Figura 6.35 – Carta orientativa para a exploração de recursos naturais.
123
7 – CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
7
7.1 – CONCLUSÕES
• De uma forma geral, observa-se que o uso de metodologias que possibilitem a visão
integrada dos diversos atributos do meio físico frente ao uso e à ocupação é mais
adequado aos trabalhos de mapeamento geotécnico desenvolvidos em áreas que
apresentem múltiplas características geológico-geotécnicas, sendo que estas devem ser
aplicáveis aos solos residuais tropicais e passíveis de sistematização.
• Observa-se a importância da metodologia a ser utilizada apresentar a
compartimentação com base na identificação dos landforms, pois esses representam
áreas consideradas geotecnicamente homogêneas, o que se traduz em comportamentos
geotécnicos potenciais comuns.
• A metodologia utilizada para o mapeamento geotécnico deve considerar a análise de
relatórios de ensaios de campo desenvolvidos no dia a dia da construção civil, visto
que esse tipo de análise reduz custos e possibilita caracterização do perfil típico de
alteração e de sua variação ao longo do relevo, assim como a caracterização da
evolução genética do material inconsolidado e dos processos de alteração.
• A utilização de dados de sensoriamento remoto de alta resolução espacial, como é o
caso das imagens Quickbird, só é justificado para mapeamentos de grande escala e
desenvolvidos preferencialmente em áreas urbanas, pois essas possibilitam a
identificação em detalhe das características da área mapeada e do uso e ocupação que
ali se desenvolve.
• O ambiente de sistemas de informações geográficas têm se mostrado imprescindível
ao mapeamento geotécnico, principalmente devido a sua capacidade de tratar um
grande volume de dados e possibilitar, em conjunto com sistema gerenciador de banco
de dados, o armazenamento coerente, a recuperação e a atualização desses dados.
124
• Ainda, deve-se procurar interagir os diversos segmentos da sociedade de forma a
possibilitar a troca de informações e a capacitação de profissionais, procurando
universalizar as vantagens na adoção dos princípios básicos de cartografia na execução
dos diversos trabalhos de campo e de laboratório, realçando a importância dessas
informações ao planejamento regional sendo que, desta forma, o principal beneficiado
é a própria sociedade.
125
- Quanto aos documentos cartográficos obtidos:
126
7.2 – RECOMENDAÇÕES
127
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABNT (2001). Norma Técnica NBR 6484. Solo - Sondagens de simples reconhecimento com
SPT - Método de ensaio. Associação Brasília de Normas Técnicas, ABNT, Rio de Janeiro,
R.J. 17p.
ABNT (1984a). Norma Técnica NBR 7181. Método de Ensaio: Análise Granulométrica.
Associação Brasília de Normas Técnicas, ABNT, Rio de Janeiro, R.J. 13p.
ABNT (1984b). Norma Técnica NBR 6459. Método de Ensaio: Solo – Determinação do
Limite de Liquidez. Associação Brasília de Normas Técnicas, ABNT, Rio de Janeiro, R.J. 6p.
ABNT (1984c). Norma Técnica NBR 7180. Método de Ensaio: Solo – Determinação do
Limite de Plasticidade. Associação Brasília de Normas Técnicas, ABNT, Rio de Janeiro, R.J.
3p.
ABNT (1986). Norma Técnica NBR 6457.Amostras de Solo: Preparação para Ensaios de
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Rio de Janeiro, R.J.
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Diniz, N. C.; Bitar, O. Y.; Frota, C.A.; Bento, A.H.; Silva Filho, E.G.; Souza, M.M.;Carvalho,
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o
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(Doutorado) EESC/USP,. São Carlos. 2v.
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131
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físico: fundamentos e guia para elaboração. São Carlos.3V. Tese (Livre Docência).
EESC/USP, São Carlos, SP, 388p.
132
APÊNDICE A
- TABELAS DE CARACTERIZAÇÃO DAS UNIDADES –
- GEOTÉCNICAS DA ÁREA URBANA DE MANAUS -
133
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
7,0m Impermeável
Argila Amarela
Horizonte 1.A Consistência
a Vermelha 1º Camada
2,0 m 11,0 m Média a Rija
Pouco
Platô com Argila 1,5 m
Permeável
superfície 5,45 km² < 5,0 m 0 a 2% Horizonte 1.B Laterizada > 20m > 20m 5,0
Consistência
plana Vermelha 1,0 m 3,0 m Média a Rija
Pouco
Argila Arenosa > 4,0 m
Permeável
Horizonte 1.C Vermelha a
Consistência
Branca
Média
Associação
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão Pedológica do 10,0
Solo Superficial
Z (m)
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
Médio Mínimo Máximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
134
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
7,5 m Impermeável
Argila Amarela a
Horizonte 2.A Consistência Média a
Vermelha 1º Camada
1,0 m 20,0 m Rija
5
1,5 m
Argila Laterizada Pouco Permeável
Horizonte 2.B
Vermelha Consistência Rija
1,0 m 3,0 m
9,5 m 10
Areia Argilosa Permeável Pouco a
Horizonte 2.D
Vermelha a Branca Median. Compacta
2,0 m 20,0 m
3º Camada
Arenito Argiloso Impermeável
Horizonte 2.E
Vermelho Impenetrável
15
AVALIAÇÃO DO TERRENO
Associação
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão Pedológica do
Solo Superficial
4º Camada
20
Movimentos Disposição de
Erosão Inundação Loteamento Estradas Argila Areia Cascalho MCT /SUCS
de Massa Resíduos
Pouco Susc. Pouco Susc. Pouco Susc. Média Média Média Favorável Ñ Favorável Pouco Fav. LG' / CH
Z (m)
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
Médio Minimo Maximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
135
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
Fragmento de 1º Camada
Platô com Areia Média a 9,0 m
Permeável Fofa 5
Superfície Areia Argilosa
17,86 km² 10 a 15 m 5 a 10 % Horizonte 3.B a Medianam. 5 a 10 m >5m
Levemente Vermelha a
5,0 m 15,0 m Compacta
Ondulada a Branca
Ondulada
Arenito
Impermeável
Horizonte 3.C Argiloso
Impenetrável
Vermelho
AVALIAÇÃO DO TERRENO 10
2º Camada
Associação
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão Pedológica do
Solo Superficial
Movimentos Disposição de
Erosão Inundação Loteamento Estradas Argila Areia Cascalho MCT /SUCS
de Massa Resíduos
Z(m)
Susceptível Pouco Susc. Pouco Susc. Má Má Má Pouco Fav. Pouco Fav. Ñ Favorável NG' / CH
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível 15
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
Médio Mínimo Máximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
136
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
5,0 m Impermeável
Argila Amarela a
Horizonte 4.A Consistência Média a
Vermelha
3,0 m 10,0 m Rija
1,5 m
Argila Laterizada Pouco Permeável
Horizonte 4.B
Amarela Consistência Rija 5
1,0 m 2,0 m 2º Camada
5,5 m
Superfície de Argila Arenosa P. Permeável
3,47 km² 15 a 20 m < 10% Horizonte 4.C > 20m > 20m
Ligação entre Platôs Vermelha a Branca Consist. Média a Rija
5,0 m 6,0 m
7,0 m
Areia Argilosa Permeável Median.
Horizonte 4.D
Vermelha a Branca Compacta 3º Camada
7,0 m 7,0 m
10
Arenito Argiloso Impermeável
Horizonte 4.E
Vermelho Impenetrável
AVALIAÇÃO DO TERRENO
Associação
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão Pedológica do
15 4º Camada
Solo Superficial
Movimentos Disposição de
Erosão Inundação Loteamento Estradas Argila Areia Cascalho MCT /SUCS
de Massa Resíduos
Pouco Susc. Pouco Susc. Pouco Susc. Média Média Má Favorável Ñ Favorável Pouco Fav. LG' / CH
Z(m)
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
Médio minimo Maximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
137
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
6,0 m Pouco
Argila Arenosa
Permeável
Horizonte 5.A Vermelha a
Muiro Mole a
Amarela 6,0 m 8,0 m Média 1º Camada
Terraço 9,0 m 5
7,93 km² 5 a 10 m 0 a 2% Areia Argilosa Permeável Fofa 5 a 10m > 15m
Aluvionar Horizonte 5.B
Vermelha a Compacta
9,0 m 10,0 m
Arenito
Impermeável
Horizonte 5.C Argiloso
Impenetrável
Vermelho
AVALIAÇÃO DO TERRENO 10
2º Camada
Associação
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão Pedológica do
Solo Superficial
Movimentos Disposição de
Erosão Inundação Loteamento Estradas Argila Areia Cascalho MCT /SUCS
de Massa Resíduos
Z (m)
Pouco Susc. Muito Susc. Pouco Susc. Má Má Má Favorável Favorável Ñ Favorável NG' / CH
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
15
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
Médio minimo maximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
138
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
1,0 m
Argila Laterizada Pouco Permeável
Horizonte 6.B
Vermelha Consist. Média
1,0 m 1,0 m
10,5 m
Encosta Convexa Argila Arenosa Pouco Permeável
47,18 km² 20 a 40 m > 20% Horizonte 6.C 10 a 15 m > 20 m 10
com Base Abrupta Vermelha a Branca Consist. Média 3º Camada
5,0 m 19,0 m
11,0 m
Areia Argilosa Permeável Median.
Horizonte 6.D
Vermelha a Branca Compacta
6,0 m 15,0 m
AVALIAÇÃO DO TERRENO
20 4º Camada
Associação
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão Pedológica do
Solo Superficial
Movimentos Disposição de
Erosão Inundação Loteamento Estradas Argila Areia Cascalho MCT /SUCS
de Massa Resíduos 25
Pouco Susc. Ñ Suscept. Susceptível Má Má Má Pouco Fav. Ñ Favorável Ñ Favorável LG' / CH
Z (m)
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
Médio Minimo Maximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
139
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
6,0 m
Argila Amarelo a Impermeável Consit.
Horizonte 7.A
Vermelha Média a Rija
2,0 m 11,0 m
1,0 m 5 1º Camada
Argila Laterizada Pouco Permeável
Horizonte 7.B
Amarela a Vermelha Consist Média
1,0 m 1,0 m
2º Camada
7,0 m
Argila Arenosa Pouco Permeável
Encosta Plana 29,82 km² 15 a 20 m 10 a 20% Horizonte 7.C 5 a 10 m > 20m
Amarelo a Branco Consist Média
4,0 m 10,0 m
8,0 m
Areia Argilosa Permeável Fofa a 10
Horizonte 7.D
Vermelha a Branca Median. Compacta
4,0 m 13,0 m
AVALIAÇÃO DO TERRENO 15
Associação
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão Pedológica do
Solo Superficial 4º Camada
Movimentos Disposição de
Erosão Inundação Loteamento Estradas Argila Areia Cascalho MCT /SUCS 20
de Massa Resíduos
Pouco Susc. Pouco Susc. Susceptível Má Má Má Favorável Ñ Favorável Pouco Fav. LG' / CH
Z (m)
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível Médio Minimo Maximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
140
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
4,0 m 1º Camada
Argila Amarela Impermeável
Horizonte 8.A
a Vermelha Consist. Média
1,0 m 6,0 m
AVALIAÇÃO DO TERRENO
Associação
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão 3º Camada
Pedológica do
Solo Superficial
Movimentos Disposição de
Erosão Inundação Loteamento Estradas Argila Areia Cascalho MCT /SUCS
de Massa Resíduos 10
Susceptível Pouco Susc. Susceptível Má Má Ñ Adequada Pouco Fav. Ñ Favorável Pouco Fav. LG' / CH
Z (m)
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível Médio minimo maximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
141
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
8,0 m Pouco
Argila Arenosa
Permeável
Horizonte 9.A Vermelha a
Consist. Mole a 1º Camada
Branca 5,0 m 10,0 m Rija
5
Encosta 9,0 m Permeável
Convexa com 22,36 km² 15 a 20 m 10 a 20 % Areia Argilosa Compac. 5 a 10 m 15 a 30 m
Horizonte 9.B
Base Côncava Vermelha Median. a
4,0 m 20,0 m Compacta
Arenito
Impermeável
Horizonte 9.E Argiloso
Impenetrável
Vermelho
10
2º Camada
AVALIAÇÃO DO TERRENO
Associação
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão Pedológica do
Solo Superficial
Movimentos Disposição de 15
Erosão Inundação Loteamento Estradas Argila Areia Cascalho MCT /SUCS
de Massa Resíduos
Z (m)
Susceptível Ñ Suscept. Susceptível Má Má Má Pouco Fav. Pouco Fav. Ñ Favorável NG' / CH
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível Médio minimo maximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
142
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
4,0 m
1º Camada
Argila Amarela a Impermeável
Horizonte 10.A
Vermelha Consist. Média a Rija
1,0 m 9,0 m
1,0 m 5 2º Camada
Argila Laterizada Pouco Permeável
Horizonte 10.B
Amarela a Vermelha Consist. Média
1,0 m 2,0 m
6,0 m
Areia Argilosa Permeável Compac. 3º Camada
Horizonte 10.D 10
Vermelha Median. Compacta
6,0 m 8,0 m
AVALIAÇÃO DO TERRENO
15
Associação
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão Pedológica do
Solo Superficial 4º Camada
Movimentos Disposição de
Erosão Inundação Loteamento Estradas Argila Areia Cascalho MCT /SUCS
de Massa Resíduos
20
Pouco Susc. Ñ Suscept. Susceptível Média Má Má Favorável Ñ Favorável Pouco Fav. LG' / CH
Z (m)
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
Médio minimo maximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
143
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
10,0 m
Encosta Côncava Argila Arenosa Pouco Permeável
27,95 km² 20 a 40 m 10 a 20% Horizonte 12.C 10 a 15 m > 20 m
com Base Convexa Vermelha Consist. Média a Rija
7,0 m 15,0 m
3º Camada
10,0 m 10
Areia Argilosa Permeável Pouco a
Horizonte 12.D
Vermelha a Branca Median. Compacta
3,0 m 18,0 m
15
AVALIAÇÃO DO TERRENO
Associação
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão Pedológica do
Solo Superficial 4º Camada
Movimentos Disposição de 20
Erosão Inundação Loteamento Estradas Argila Areia Cascalho MCT /SUCS
de Massa Resíduos
Favorável
Z (m)
Susceptível Ñ Suscept. Susceptível Má Má Má Ñ Favorável Pouco Fav. LG' / CH
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível Médio Minimo Maximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
144
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
4,0 m Pouco
Argila Arenosa
Horizonte Permeável
Branca a
13.A Consist. Muito
Vermelha
2,0 m 9,0 m Mole a Mole
1º Camada
Cabeceira de
5,0 m Permeável
Drenagem e 9,41 km² 15 a 20 m 5 a 10 % <5m 10 a 20 m
Horizonte Areia Argilosa Pouco a
Anfiteatro
13.B Vermelha Median.
2,0 m 8,0 m Compacta
Arenito
Horizonte Impermeável
Argiloso 5
13.C Impenetrável
Vermelho
AVALIAÇÃO DO TERRENO
Associação 2º Camada
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão Pedológica do
Solo Superficial
Movimentos Disposição de
Erosão Inundação Loteamento Estradas Argila Areia Cascalho MCT /SUCS
de Massa Resíduos
Z (m)
Susceptível Susceptível Susceptível Má Má Má Pouco Fav. Pouco Fav. Pouco Fav. NA' / CL
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
Médio Minimo Maximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
145
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
8,0 m Pouco
Argila Arenosa
Horizonte Permeável
Amarela a
14.A Consist. Mole a
Vermelha 3,0 m 13,0 m Média
1º Camada
5
Planície de Areia Argilosa 8,0 m Permeável
56,41 km² 10 a 15 m 2a5% Horizonte <5m > 20 m
Inundação Vermelha a Pouco a Median
14.B
Branca 2,0 m 14,0 m Compacta
Arenito
Horizonte Impermeável
Argiloso
14.C Impenetrável
Vermelho
10
AVALIAÇÃO DO TERRENO
Associação 2º Camada
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão Pedológica do
Solo Superficial
Movimentos Disposição de
Erosão Inundação Loteamento Estradas Argila Areia Cascalho MCT /SUCS
de Massa Resíduos
15
Susceptível Susceptível Pouco Susc. Má Má Ñ Adequada Pouco Fav. Pouco Fav. Ñ Favorável LA' / CL
Z (m)
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
Médio Minimo Maximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
146
MAPEAMENTO GEOAMBIENTAL DE MANAUS - AM
Autor: Wallace Vargas Roque Orientador: Dr. Newton Moreira de Souza Data: Março/2006
6,0 m Pouco
Argila Arenosa
Horizonte Permeável
Amarela a
15.A Consist. Mole a 1º Camada
Vermelha 2,0 m 10,0 m Rija
Arenito
Horizonte Impermeável
Argiloso
15.C Impenetrável
Vermelho
2º Camada
AVALIAÇÃO DO TERRENO
Associação
Riscos Geológicos Engenharia - Adequabilidade Exploração de Recursos Naturais - Aptidão Pedológica do
Solo Superficial
Movimentos Disposição de
Erosão Inundação Loteamento Estradas Argila Areia Cascalho MCT /SUCS 10
de Massa Resíduos
Z (m)
Pouco Susc. Muito Susc. Ñ Suscept. Má Má Ñ Adequada Pouco Fav. Pouco Fav. Pouco Fav. LA' / CL
* Espessuras mínimas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
** Espessuras máximas encontradas dentro do acervo de sondagens disponível
Medio Minimo Maximo
OBS: As informações aqui contidas não devem substituir a investigação local.
147
APÊNDICE B
- LISTAGENS DOS PROGRAMAS ELABORADOS EM LEGAL –
148
// Programa em Legal para gerar a carta para áreas favoráveis a disposição de resíduos
- CLASSE 1.
{
// DECLARAÇÃO DAS VARIÁVEIS
//Temáticos
//Numéricos
//Tabelas de Ponderação
//Carta Geotécnica
149
"Pfl" : 0.00,
"Dva" : 0.00);
//Uso do Solo
//Distancia_Drenagens
//Distancia_Rodovias
150
TabResiduos = Novo (CategoriaFim = "Disp_Residuos_classes",
[0.5,1.00] : "Classe1");
// INSTANCIAÇÃO
// OPERAÇÃO DE PONDERAÇÃO
151
// Programa em Legal para gerar a carta para áreas favoráveis a disposição de resíduos
- CLASSE 2.
{
// DECLARAÇÃO DAS VARIÁVEIS
//Temáticos
//Numéricos
//Tabelas de Ponderação
//Carta Geotécnica
152
"Pfl" : 0.10,
"Dva" : 0.00);
//Uso do Solo
//Distancia_Drenagens
//Distancia_Rodovias
153
TabResiduos = Novo (CategoriaFim = "Disp_Residuos_classes",
[0.5,1.00] : "Classe2");
// INSTANCIAÇÃO
// OPERAÇÃO DE PONDERAÇÃO
154
// Programa em Legal para gerar a carta para áreas favoráveis a disposição de resíduos
- CLASSE 3.
{
// DECLARAÇÃO DAS VARIÁVEIS
//Temáticos
//Numéricos
//Tabelas de Ponderação
//Carta Geotécnica
155
"Pfl" : 0.10,
"Dva" : 0.00);
//Uso do Solo
//Distancia_Drenagens
//Distancia_Rodovias
156
TabResiduos = Novo (CategoriaFim = "Disp_Residuos_classes",
[0.5,1.00] : "Classe3");
// INSTANCIAÇÃO
// OPERAÇÃO DE PONDERAÇÃO
157
// Programa em Legal para gerar a carta de áreas para a exploração de recursos
naturais
{
// DECLARAÇÃO DAS VARIÁVEIS
//Temáticos
//Numéricos
//Tabelas de Ponderação
//Carta Geotécnica
158
"Pfr" : 0.00,
"Sp" : 0.00,
"Ta" : 0.20,
"Hcx" : 0.20,
"Hp" : 0.00,
"Hcv" : 0.00,
"HcxBcv" : 0.00,
"HcxBp" : 0.00,
"HcvBcx" : 0.00,
"Hdr" : 0.80,
"Pfl" : 0.40,
"Dva" : 1.00);
//Uso do Solo
159
"CampoSujo" : 0.60,
"CampoUmido" : 0.10,
"Capoeira" : 0.50,
"LoteamRecente" : 0.00,
"OcupPeriUrbana" : 0.00,
"OcupUrbana" : 0.00,
"Ombrof_Aberta" : 0.20,
"Ombrof_Densa" : 0.00,
"SedeRural" : 0.20,
"SoloExposto" : 0.80,
"Varzea" : 0.00,
"Rios" : 0.00);
//Distancia_Drenagens
//Distancia_Rodovias
160
// INSTANCIAÇÃO
// OPERAÇÃO DE PONDERAÇÃO
161
ConstArgila= 0.30*GeotArgilaPonde + 0.25*UsosoloPonde + 0.15*DrenagemPonde +
0.15*RodoviasPonde + 0.15*UrbanoPonde;
ConstCascalho = 0.30*GeotCascalhoPonde + 0.25*UsosoloPonde + 0.15*DrenagemPonde +
0.15*RodoviasPonde + 0.15*UrbanoPonde;
162