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Denúncia Sobre Incêndio Na Serra Do Curral

A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT-MG)  apresentou ao promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Herman Jackson Marques Lott, denúncia de incêndio supostamente criminoso, na Serra do Curral.
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Denúncia Sobre Incêndio Na Serra Do Curral

A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT-MG)  apresentou ao promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Herman Jackson Marques Lott, denúncia de incêndio supostamente criminoso, na Serra do Curral.
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Of.

00098/2022 – GBC

Belo Horizonte, 13 de Setembro de 2022.

Ao Ilmo. Dr. Herman Jackson Marques Lott

Promotor da 15ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural do
Ministério Público do Estado de Minas Gerais da Comarca de Belo Horizonte.

Prezado Senhor Promotor,

Com nossos cordiais cumprimentos, a Deputada Estadual Beatriz Cerqueira, no uso de suas
prerrogativas institucionais, vem, encaminhar a presente DENÚNCIA DE FATO e solicita, desde já,
especial atenção e intervenção do Ministério Público Estadual, para que sejam apurados os fatos e
tomadas as providências cabíveis, dada a gravidade dos fatos ora denunciados.

A denunciante exerce mandato de Deputada Estadual e, portanto, exerce a fiscalização dos


atos do Poder Executivo, em exercício de atribuição típica do Poder Legislativo, conforme art. 49, X,
da Constituição da República e art. 62, XXXI da Constituição do Estado.

No exercício de suas atribuições, a denunciante atuou como membro efetivo na Comissão


Parlamentar de Inquérito na ALMG que apurou os crimes ambientais do rompimento da Barragem do
Córrego do Feijão em Brumadinho, bem como, vem atuando na repactuação da reparação do crime da
Vale/Samarco/BHP em Mariana e realizando diversas visitas técnicas e audiências públicas que
debateram e analisaram a situação dos empreendimentos minerários na Serra do Curral.

DOS FATOS QUE ENSEJAM IMEDIATA INVESTIGAÇÃO E APURAÇÃO - INCÊNDIO


SUPOSTAMENTE CRIMINOSO NA SERRA DO CURRAL - REGIÃO DE CONFLITO -
MINERAÇÃO.

Na tarde da última sexta-feira, dia 09 de Setembro de 2022, iniciou-se um incêndio na Serra


do Curral, em uma região de vale, ao lado do córrego Cubango, localizado na Fazenda Ana da Cruz,
terreno que a Taquaril Mineração S.A. (Tamisa) pretende instalar empreendimento minerário para
exploração do local e que se constitui, conforme amplamente noticiado pela imprensa e de
conhecimento do Ministério Público, objeto de grande conflito entre a sociedade civil e os órgãos de
justiça.

Gabinete da Deputada Beatriz Cerqueira


Palácio da Inconfidência – Rua Rodrigues Caldas, 30 – 2º andar – Sala 244 – Santo Agostinho –
Belo Horizonte – MG – 30190-921 - Tel.: (31) 2108-5415 – [email protected]
Com relação ao referido incêndio, a mineradora inclusive já se manifestou ressaltando em
matérias jornalísticas que se trata de “um incêndio criminoso causado por pessoas que acessam a área
sem autorização”.

Desde já, cabe ressaltar que já há por parte da própria mineradora o reconhecimento de que o
incêndio não decorreu de causas naturais, no entanto, permanece em aberto a autoria dos supostos
crimes ambientais ora denunciados.

Por se tratar de uma área privada, com reserva legal, os proprietários da Fazenda Ana da Cruz
possuem a responsabilidade objetiva de zelar pela preservação do patrimônio natural compreendido em
sua propriedade, além de serem responsáveis pelas consequências do incêndio que se propagou para
todas as direções e atingiu o Pico Belo Horizonte. A esse respeito, a legislação pertinente é clara ao
dispor que todo aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito
ou causar dano a outrem, além de cometer ato ilícito (CC, art. 186), tem a obrigação de reparar todos os
danos daí decorrentes (CC, art. 927).

Da forma com que o fogo se alastrou, especialistas afirmam que não se trata de um incidente
natural e sim de origem humana, estranhamente originado entre a cava norte e a área de beneficiamento,
constantes no projeto do Complexo Minerário Serra do Taquaril - CMST, pretendido pela mineradora
Tamisa.

Segundo os relatos trazidos, o fogo que assustou especialmente quem vive próximo à Serra, na
tarde de sábado (10/9), chegou a atingir áreas residenciais, a ameaçar torres de transmissão e o
fornecimento de energia elétrica na Grande BH, conforme fotos a seguir.

Gabinete da Deputada Beatriz Cerqueira


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Assim, moradores realizaram por si próprios a contenção das chamas de forma improvisada,
através de mangueiras caseiras e baldes de água, além do apoio de brigadistas voluntários que se
dirigiram ao local e atuaram firmemente para conter o fogo, para impedirem que se espalhasse,
sobretudo, para áreas urbanas.

Conforme nos foi relatado, o aparato estatal mais ostensivo para a contenção do fogo só teria
chegado no sábado pela manhã.

Cabe ressaltar que os fatos merecem atenção especial e denotam a necessidade de


acompanhamento pelo Ministério Público Estadual, já que a concessão do licenciamento ambiental pela
Secretaria de Estado do Meio Ambiente está envolta em indícios de graves irregularidades e ilegalidades
na reunião do COPAM responsável pela aprovação do projeto, bem como, a Administração Pública
Estadual vem descumprindo prazos e criando diversos óbices para análise e votação do tombamento
definitivo da Serra do Curral, que impediria a instalação do empreendimento minerário na região
atingida pelo incêndio.

Deste modo, é extremamente necessário que o Ministério Público, munido das ferramentas de
investigação e apuração próprias, possa investigar as causas do incêndio supostamente criminoso,
concomitantemente às suas implicações no processo de licenciamento e autorização para instalação do
empreendimento minerário na Serra do Curral.

Nos termos do Art. 129, inc. II da Constituição Federal, cabe ao Ministério Público "zelar pelo
efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados
nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia".

Nesse sentido, considerando tratar-se de objeto que contempla condutas que informam a
ocorrência de suposto crime contra o meio ambiente e ao patrimônio cultural, e possível negligência
estatal, resta demonstrada a relevância social que merece a intervenção imediata do Ministério Público
de Minas Gerais com as medidas cabíveis.

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DO CRIME AMBIENTAL

No presente caso, os fatos narrados configuram a ocorrência de suposto crime de incêndio,


conduta tipificada no artigo 250 do Código Penal Brasileiro.

O art. 54, da Lei 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, prevê expressamente
como crime a conduta “de causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam
resultar em danos à saúde humana”, vejamos:

Art. 54. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam
resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a
destruição significativa da flora:

Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

Nesse mesmo sentido, a lei nº 9.605/98 que dispõe sobre as penalidades em face de condutas
lesivas ao meio ambiente, dispõe claramente que:

Art. 41. Provocar incêndio em mata ou floresta:


Pena - reclusão, de dois a quatro anos, e multa.
Parágrafo único. Se o crime é culposo, a pena é de detenção de seis meses a um ano, e
multa.

A Lei n. 12.651/12 que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa, prevê expressamente a
proibição das queimadas, sem expressa autorização, nos seguintes termos:

Art. 38. É proibido o uso de fogo na vegetação, exceto nas seguintes situações:
I - em locais ou regiões cujas peculiaridades justifiquem o emprego do fogo em práticas
agropastoris ou florestais, mediante prévia aprovação do órgão estadual ambiental
competente do Sisnama, para cada imóvel rural ou de forma regionalizada, que
estabelecerá os critérios de monitoramento e controle;
II - emprego da queima controlada em Unidades de Conservação, em conformidade com o
respectivo plano de manejo e mediante prévia aprovação do órgão gestor da Unidade de
Conservação, visando ao manejo conservacionista da vegetação nativa, cujas
características ecológicas estejam associadas evolutivamente à ocorrência do fogo;
III - atividades de pesquisa científica vinculada a projeto de pesquisa devidamente
aprovado pelos órgãos competentes e realizada por instituição de pesquisa reconhecida,
mediante prévia aprovação do órgão ambiental competente do Sisnama.

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§ 1º - Na situação prevista no inciso I, o órgão estadual
ambiental competente do Sisnama exigirá que os estudos
demandados para o licenciamento da atividade rural contenham planejamento específico
sobre o emprego do fogo e o controle dos incêndios.

§ 2º - Excetuam-se da proibição constante no caput as práticas de prevenção e combate


aos incêndios e as de agricultura de subsistência exercidas pelas populações tradicionais e
indígenas.
§ 3º - Na apuração da responsabilidade pelo uso irregular do fogo em terras públicas ou
particulares, a autoridade competente para fiscalização e autuação deverá comprovar o
nexo de causalidade entre a ação do proprietário ou qualquer preposto e o dano
efetivamente causado.
§ 4º - É necessário o estabelecimento de nexo causal na verificação das responsabilidades
por infração pelo uso irregular do fogo em terras públicas ou particulares.

Portanto, conforme os fatos narrados, estando a conduta ora denunciada não contemplada dentre
as hipóteses em que as queimadas não são vedadas, revela-se a flagrante do suposto crime ambiental,
passível de penalidade nas esferas administrativa, cível e criminal.

Cabe ressaltar novamente, conforme a própria mineradora Tamisa S/A se manifestou, não há
dúvidas de que o incêndio na Serra do Curral não se iniciou por causas naturais, sendo provocado por
terceiros, em flagrante conduta criminosa, cuja autoria ainda é desconhecida, mas que no entanto, por se
tratar de região de conflito, há fortes indícios que indicam motivação o suficiente para o início das
queimadas.

Nesse sentido, confirma a jurisprudência sobre o tema:

APELAÇÃO CRIMINAL - CRIME AMBIENTAL - QUEIMADA DE 0,1357 HECTARES DE


ÁREA DE CONSERVAÇÃO - PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA - APLICAÇÃO
RESTRITA PELOS TRIBUNAIS SUPERIORES - CURSO D'ÁGUA - EMPREGO DE
FOGO - POSTULADO INAPLICÁVEL AO CASO - RECURSO CONHECIDO E
DESPROVIDO. Tendo sido

comprovado de forma clara e robusta a materialidade e a autoria do delito, por intermédio


do auto lavrado pelo órgão ambiental competente, que o réu queimou área correspondente
a 0,1357 hectares (1.357 metros quadrados) que deveriam ser cuidadosamente
conservados em razão do curso d'água, impõe-se a condenação. A queima de área
degradada demasiadamente extensa não representa mínima ofensividade e, também, ínfima
lesão ao bem jurídico

tutelado, devendo-se consignar que a jurisprudência dos tribunais superiores apenas tem
albergado a incidência de tal postulado em situações excepcionais, caracterizadas pela
manifesta inexpressividade da intervenção ilícita no meio ambiente ou, ainda, quando a
lesão é sopesada em face de outros direitos, como a moradia e a alimentação. (TJ-ES -
APL: 00009177120138080064, Relator: NEY BATISTA COUTINHO, Data de Julgamento:
07/02/2018, PRIMEIRA CÂMARA CRIMINAL, Data de Publicação: 23/02/2018,
#15909703)

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Além do crime ambiental, as condutas ora denunciadas também acarretam a configuração de
crimes contra o patrimônio natural e cultura, conforme passam os denunciantes a expor.

DO CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO NATURAL E CULTURAL

A Serra do Curral é protegida por tombamento municipal e objeto de estudo desde 2018 pelo
Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) para fins de proteção integral (abrangendo
as áreas de Belo Horizonte e Nova Lima) a nível estadual.

Portanto, em virtude da proteção concedida pela lei à região afetada pelas queimadas ora
denunciadas, no presente caso, também há a suposta configuração do crime previsto no artigo 62 da Lei
9.605/98:

Art. 62. Destruir, inutilizar ou deteriorar:


I - bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial;
II - arquivo, registro, museu, biblioteca, pinacoteca, instalação científica ou similar
protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial:

Pena - reclusão, de um a três anos, e multa.

Outrossim, o Decreto Lei 25/1937 determina que:

Art. 17. As coisas tombadas não poderão, em caso nenhum ser destruídas, demolidas ou
mutiladas, nem, sem prévia autorização especial do Serviço do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional, ser reparadas, pintadas ou restauradas, sob pena de multa de
cinquenta por cento do dano causado.

No presente caso, além de possível crime contra o meio ambiente e ao patrimônio cultural,
provocando inequívoco danos à saúde causado pelo elevado nível de fumaça tóxica que adentrou
moradias no aglomerado da Serra, tem-se configurado flagrante risco à integridade física e ao
patrimônio da vizinhança pois o fogo que produziu altas chamas visíveis de distintos pontos da cidade,
foi controlado no sábado (10/9) mas os brigadistas e militares ainda não informaram se o mesmo foi
totalmente debelado.

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Assim, demonstrada a ilegalidade dos fatos descritos e que demonstram a materialidade
de crimes conforme as tipificações impostas pela lei como criminosas, é imperiosa a imediata
instauração de inquérito civil e criminal para apuração da autoria dos referidos crimes, bem
como, para que seja apurada a atuação estatal no presente caso.

Afinal, trata-se de obrigações legalmente previstas, que devem ser observadas sob pena de
grave afronta ao princípio da legalidade.

É dever do Estado a tutela do meio ambiente, de modo a que não poderá retardar ou deixar de
prestar todo o auxílio necessário para o combate a incêndio em região sujeita a proteção ambiental e
constante do patrimônio natural e cultural, tal como ocorrido no presente caso, em decorrência da
inafastável observância pela Administração Público do princípio da legalidade, que constitui a base de
todos os demais princípios, uma vez que instrui, limita e vincula as atividades administrativas, conforme
refere Hely Lopes Meirelles:

"A legalidade, como princípio de administração (CF, art.37, caput), significa que o
administrador público está, em toda a sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos
da lei e às exigências do bem

comum, e deles não se pode afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-
se a responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso.
A eficácia de toda atividade administrativa está condicionada ao atendimento da Lei e do
Direito. É o que diz o inc. I do parágrafo único do art. 2º da lei 9.784/99. Com isso, fica
evidente que, além da atuação conforme à lei, a legalidade significa, igualmente, a
observância dos princípios administrativos.
Na Administração Pública não há liberdade nem vontade pessoal. Enquanto na
administração particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe, na Administração Pública
só é permitido fazer o que a lei autoriza. A lei para o particular significa ‘poder fazer
assim’; para o administrador público significa ‘deve fazer assim’."(in Direito
Administrativo Brasileiro, Editora Malheiros, 27ª ed., p. 86),

No mesmo sentido, leciona Diógenes Gasparini:

"O Princípio da legalidade significa estar a Administração Pública, em toda sua atividade,
presa aos mandamentos da lei, deles não se podendo afastar, sob pena de invalidade do ato
e responsabilidade do seu autor. Qualquer ação estatal sem o correspondente calço legal
ou que exceda o âmbito demarcado pela lei, é injurídica e expõe à anulação. Seu campo de
ação, como se vê, é bem menor que o do particular. De fato, este pode fazer tudo que a lei
permite e tudo o que a lei não proíbe; aquela só pode fazer o que a lei autoriza e, ainda
assim, quando e como autoriza. Vale dizer, se a lei nada dispuser, não pode a
Administração Pública agir, salvo em situação excepcional (grande perturbação da ordem,
guerra)" (in GASPARINI, Diógenes, Direito Administrativo, Ed. Saraiva, SP, 1989, p.06)

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Portanto, conforme já narrado na presente denúncia, apesar de diversos chamados,
conforme restou apurado até o momento, somente houve intervenção estatal a partir do Sábado, dia
10/09/22, pela manhã, após cerca de 12 horas do início do incêndio, o que demonstra inequívoco
descumprimento da Lei, sendo necessária a intervenção estatal no presente caso.

Isto posto, requer-se ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais, através de seu
representante, o recebimento da presente DENÚNCIA DE FATO, para que, ao final, as medidas legais
sejam devidamente tomadas, em especial, no exercício de sua função de controle externo à atividade
policial, que seja requisitada a imediata instauração de inquérito civil e criminal, para apuração dos
fatos ora denunciados, de modo a apurar a autoria dos crimes notoriamente cometidos, bem como, a
regularidade da atuação da Administração Pública na tutela do meio ambiente. .

Nestes termos, pede e aguarda providências.

BEATRIZ Assinado de forma


digital por BEATRIZ
DA SILVA DA SILVA CERQUEIRA
Dados: 2022.09.13
CERQUEIRA 09:38:29 -03'00'
__________________________________

Beatriz da Silva Cerqueira


Deputada Estadual (PT)

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