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Revisão de Véspera - Segunda Fase Oab

O documento discute as regras para agravo em execução penal e falta grave no cumprimento de pena privativa de liberdade. Em especial, trata da interrupção dos lapsos de progressão de regime e remição pela prática de falta grave, e como a oitiva do condenado afasta a necessidade de prévio processo administrativo disciplinar.

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Revisão de Véspera - Segunda Fase Oab

O documento discute as regras para agravo em execução penal e falta grave no cumprimento de pena privativa de liberdade. Em especial, trata da interrupção dos lapsos de progressão de regime e remição pela prática de falta grave, e como a oitiva do condenado afasta a necessidade de prévio processo administrativo disciplinar.

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2ª FASE

EXAME DE ORDEM
PENAL
PROFª MICHELLE TONON
@MICHELLE.TONON
Revisão de Véspera
Agravo em execução
• Art. 197 da LEP (Lei nº 7.210/84):
• “Das decisões proferidas pelo Juiz caberá recurso de agravo, sem efeito
suspensivo.”
• Prazo: 5 dias (Súmula 700 STF)
• Hipóteses de cabimento:
• Decisão que indefere progressão de regime;
• Decisão acerca da soma/unificação das penas;
• Decisão que indefere o livramento condicional
• Decisão que deixa de aplicar a nova lei mais favorável (Súmula 611 do STF).
• Decisão referente à detração ou remição;
• Interposição – direcionada ao juízo da execução penal

• Juízo de retratação (art. 589 CPP)

• Razões do recurso – dirigidas ao Tribunal de Justiça


Faltas graves

Art. 50. Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que:

I - incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina;


II - fugir;
III - possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem;
IV - provocar acidente de trabalho;
V - descumprir, no regime aberto, as condições impostas;
VI - inobservar os deveres previstos nos incisos II e V, do artigo 39, desta Lei.*
*(II - obediência ao servidor e respeito a qualquer pessoa com quem deva relacionar-se;
V - execução do trabalho, das tarefas e das ordens recebidas;)
Porém, o STF adotou a seguinte tese:

A oitiva do condenado pelo Juízo da Execução Penal, em audiência de justificação realizada na presença
do defensor e do Ministério Público, afasta a necessidade de prévio Procedimento Administrativo
Disciplinar (PAD), assim como supre eventual ausência ou insuficiência de defesa técnica no PAD
instaurado para apurar a prática de falta grave durante o cumprimento da pena.
STF. Plenário. RE 972598, Rel. Roberto Barroso, julgado em 04/05/2020 (Repercussão Geral – Tema 941. Info
985.

O STJ passou a se curvar ao entendimento do STF. Nesse sentido:


(...) 4. Comprovado que se assegurou ao paciente o regular exercício do direito de defesa, na sede da
audiência de justificação realizada no caso concreto, inexiste qualquer nulidade a ser sanada, nem
constrangimento ilegal a ser reparado. (...)
STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 581.854/PR, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 04/08/2020.

Isso significa que está superada – apesar de não formalmente cancelada – a Súmula 533 do STJ.
Consequências do reconhecimento da falta grave:

• Regressão de regime prisional


• Revogação do livramento condicional
• Perda de até 1/3 dos dias remidos e recontagem dos lapsos (art. 127,
LEP)
• Revogação de saída temporária
• Interrupção dos prazos para progressão de regime
• Reconversão da pena restritiva de direitos em privativa de liberdade
• Mau comportamento carcerário
• A prática de falta grave interrompe a contagem de tempo para
progressão de regime.
• A contagem do requisito objetivo é zerada e reiniciada.

Súmula 534 STJ. A prática de falta grave interrompe a contagem do


prazo para a progressão de regime de cumprimento de pena, o qual se
reinicia a partir do cometimento dessa infração.
• Com o advento do Pacote Anticrime, Lei 13.964/19, o entendimento
jurisprudencial passa a constar expressamente do texto da LEP:

Art. 112, § 6º O cometimento de falta grave durante a execução da pena


privativa de liberdade interrompe o prazo para a obtenção da
progressão no regime de cumprimento da pena, caso em que o reinício
da contagem do requisito objetivo terá como base a pena remanescente.
Atenção!

A falta grave não interrompe os prazos para o livramento condicional,


indulto e comutação.

Súmula 441 STJ - A falta grave não interrompe o prazo para obtenção de
livramento condicional.

Súmula 535 STJ – A prática de falta grave não interrompe o prazo para fim
de comutação de pena ou indulto.
Prática de falta grave

• INTERROMPE LAPSOS: progressão de regime e remição

• NÃO INTERROMPE LAPSOS: livramento condicional, indulto/comutação

Súmula 526 STJ - O reconhecimento de falta grave decorrente do cometimento de fato


definido como crime doloso no cumprimento da pena prescinde do trânsito em julgado de
sentença penal condenatória no processo penal instaurado para apuração do fato.

• Atenção da defesa ao desfecho do processo. Havendo absolvição, deve-se postular


o restabelecimento do regime eventualmente regredido e o afastamento de todos os
efeitos da falta.
Sistema progressivo de cumprimento de pena

• Finalidade reeducativa da pena;


• Transferência do reeducando para regime menos rigoroso (mutação de
regime), desde que cumpridos requisitos;
• O incidente pode ser iniciado de ofício pelo juiz / requerimento do MP /
advogado / defensor / próprio sentenciado;
• Não é permitida a progressão por saltos (per saltum), mas é permitida a
regressão por saltos (apenado no aberto e que comete falta grave).
• A decisão que determina a progressão de regime será motivada e
precedida de manifestação do Ministério Público e defesa.

• Última etapa da execução da pena privativa de liberdade é o livramento


condicional, que não é regime de cumprimento de pena.

• Lei 13.964/19. Pacote Anticrime. Profundas alterações no art. 112 da LEP.


Oito prazos (percentuais) distintos para a progressão de regime, que
levam em conta a primariedade e a natureza do crime.
• O recrudescimento somente se aplica às condenações por crimes ocorridos
após a entrada em vigor da nova lei, isto é, 23/01/2020.

• Atenção! O que se leva em consideração para a definição da lei a ser


aplicada é a data do crime, e não a data da condenação, do trânsito em
julgado ou data de início da execução. Princípio da anterioridade.

• Ainda que a condenação seja posterior a 23/01/2020, se o crime é anterior,


aplica-se o regramento antigo.
Limite das penas

Art. 75. O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode
ser superior a 40 (quarenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)

§ 1º Quando o agente for condenado a penas privativas de liberdade cuja soma


seja superior a 40 (quarenta) anos, devem elas ser unificadas para atender ao
limite máximo deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)

§ 2º Sobrevindo condenação por fato posterior ao início do cumprimento da


pena, far-se-á nova unificação, desprezando-se, para esse fim, o período de pena
já cumprido.
Súmula 715 STF: a pena unificada para atender ao limite de trinta anos de cumprimento,
determinado pelo art. 75 do CP, não é considerada para a concessão de outros benefícios
como o livramento condicional ou o regime mais favorável de execução.

Súmula 716 STF: admite-se a progressão de regime de cumprimento de pena ou a


aplicação imediata de regime menos severo nela determinada, antes do trânsito em julgado
da sentença condenatória.

Súmula 717 STF: não impede a progressão de regime de execução da pena, fixada em
sentença não transitada em julgado, o fato de o réu se encontrar em prisão especial.

Súmula 534 STJ: a prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a
progressão do regime de cumprimento de pena, o qual se inicia a partir do cometimento
dessa infração.
Progressão de regime ANTES da Lei 13.964/19

Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva


com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz,
quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena no regime
anterior e ostentar bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor
do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão.
Requisitos para a progressão do regime FECHADO para o SEMIABERTO antes
da Lei nº 13.964/19:
• Os condenados por crimes hediondos ou equiparados cometidos antes da
Lei nº 11.464/2007 sujeitam-se ao disposto no art. 112 da Lei nº 7.210/84
para a progressão de regime prisional, ou seja, bastando o cumprimento
de 1/6 da pena (Súmula 471 STJ).

• Crimes hediondos cometidos antes de 29 de março de 2007 (vigência da


nova lei mais gravosa) tem progressão com 1/6
É obrigatória a realização de exame criminológico para a progressão de
regime?

• Apesar de não mais haver exigência expressa em lei, entende a


jurisprudência que o exame pode ser realizado, desde que de forma
fundamentada.

• Súmula 439 do STJ – Admite-se o exame criminológico pelas


peculiaridades do caso, desde que em decisão motivada.
Súmula Vinculante 26: Para efeito de progressão de regime no cumprimento
de pena por crime hediondo, ou equiparado, o juízo da execução observará a
inconstitucionalidade do art. 2º da Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, sem
prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos objetivos e
subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo
fundamentado, a realização de exame criminológico.
Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso,
a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
I - 16% (dezesseis por cento) da pena, se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido sem violência à pessoa ou
grave ameaça;
II - 20% (vinte por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido sem violência à pessoa ou grave
ameaça;
III - 25% (vinte e cinco por cento) da pena, se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido com violência à pessoa
ou grave ameaça;
IV - 30% (trinta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido com violência à pessoa ou grave
ameaça;
V - 40% (quarenta por cento) da pena, se o apenado for condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, se for
primário;
VI - 50% (cinquenta por cento) da pena, se o apenado for:
a) condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se for primário, vedado o livramento
condicional;
b) condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada para a prática de crime
hediondo ou equiparado; ou
c) condenado pela prática do crime de constituição de milícia privada;
VII - 60% (sessenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente na prática de crime hediondo ou equiparado;
VIII - 70% (setenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime hediondo ou equiparado com resultado morte,
vedado o livramento condicional.
Referência à reincidência específica nos incisos

II - 20% (vinte por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido sem violência à pessoa
ou grave ameaça;

IV - 30% (trinta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido com violência à pessoa
ou grave ameaça;

VII - 60% (sessenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente na prática de crime hediondo ou
equiparado;

VIII - 70% (setenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime hediondo ou equiparado com
resultado morte, vedado o livramento condicional.

Novatio legis in mellius aos reincidentes simples


• Com a entrada em vigor do Pacote Anticrime, foi revogado expressamente o art. 2º,
§2º, da Lei nº 8.072/90 (art. 19 da Lei nº 13.964/19), passando a progressão de regime,
no caso dos crimes hediondos e equiparados, a ser regida pela Lei nº 7.210/84 (Lei de
Execução Penal). Antes, de acordo com a Lei nº 11.464/2007, as frações para
progressão em caso de crime hediondo ou equiparado eram de 2/5 para o sentenciado
primário e 3/5 para o reincidente, independentemente da natureza da reincidência
(específica ou não).
Possui direito à progressão de regime na data que preenche os requisitos
legais
A data-base para subsequente progressão de regime é aquela em que o reeducando
preencheu os requisitos do art. 112 da LEP e não aquela em que o Juízo das Execuções
deferiu o benefício. A decisão do Juízo das Execuções que defere a progressão de regime é
declaratória (e não constitutiva). Algumas vezes o reeducando preenche os requisitos em
uma data, mas a decisão acaba demorando meses para ser proferida. Não se pode
desconsiderar, em prejuízo do reeducando, o período em que permaneceu cumprindo pena
enquanto o Judiciário analisava seu requerimento de progressão.
STJ. 6ª Turma. HC 369.774/RS, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 22/11/2016
(Info 595). STF. 2a Turma. HC 115254, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em
15/12/2015.
Art. 112
§ 1º Em todos os casos, o apenado só terá direito à progressão de regime se ostentar boa
conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que
vedam a progressão. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 2º A decisão do juiz que determinar a progressão de regime será sempre motivada e
precedida de manifestação do Ministério Público e do defensor, procedimento que também
será adotado na concessão de livramento condicional, indulto e comutação de penas,
respeitados os prazos previstos nas normas vigentes.

§ 5º Não se considera hediondo ou equiparado, para os fins deste artigo, o crime de


tráfico de drogas previsto no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006.
(Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 6º O cometimento de falta grave durante a execução da pena privativa de liberdade
interrompe o prazo para a obtenção da progressão no regime de cumprimento da pena, caso
em que o reinício da contagem do requisito objetivo terá como base a pena remanescente.
Progressão especial
• Lei 13.769/18.
• Norma penal mais benéfica. Retroatividade.
§ 3º No caso de mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas
com deficiência, os requisitos para progressão de regime são, cumulativamente:
I - não ter cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa;
II - não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente;
III - ter cumprido ao menos 1/8 (um oitavo) da pena no regime anterior;
IV - ser primária e ter bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do
estabelecimento;
V - não ter integrado organização criminosa.

§ 4º O cometimento de novo crime doloso ou falta grave implicará a revogação do


benefício previsto no § 3º deste artigo.
Memoriais
• Ao término da instrução probatória, antes da sentença.
• Art. 403, §3º ou 404, parágrafo único, CPP
• Direcionamento: juízo da causa (de primeira instância)
• Prazo: 5 dias, sucessivamente, após a acusação
• Assistente de acusação pode apresentar memoriais escritos: SIM,
logo após o Ministério Público
• Peça imprescindível. Sem ela, o juiz não pode proferir sentença, sob
pena de nulidade por cerceamento de defesa.
• Momento para arguir as nulidades processuais
• Devem ser alegadas sempre ANTES do mérito

• Causas de extinção da punibilidade: prescrição, decadência, abolitio


criminis

• Teses de mérito (art. 386 CPP)

• Teses subsidiárias de mérito (desclassificação para crime menos grave/


tentativa/ redução da pena/ afastamento de majorante/ regime mais
favorável/ substituição da pena/ sursis
APLICAÇÃO DA LEI PENAL

Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de
considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da
sentença condenatória.

Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente,


aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória
transitada em julgado.

Súmula 611 do STF: Transitada em julgado a sentença condenatória, compete


ao juízo das execuções a aplicação de lei mais benigna.
• Desistência voluntária
• O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou
impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já
praticados.”
• Tentativa abandonada.
• A diferença com a tentativa reside no sentido de que, na tentativa, o
resultado não acontece por circunstâncias alheias à vontade do agente.
• Na tentativa abandonada, o resultado não ocorre pela vontade do
agente, de forma voluntária ou por meio de arrependimento, o que
impede a consumação do delito.
• Causa exclusão da tipicidade.
• Na desistência voluntária, o indivíduo não termina os
atos executórios, podendo prosseguir, mas não quer.
• “Posso prosseguir, mas não quero.”
• Consequência: o sujeito só responderá pelos atos até então
praticados.
Aplicação da pena privativa de liberdade
• Adoção do sistema trifásico ou sistema Nelson Hungria
• Segundo o art. 68, a pena-base será fixada atendendo-
se ao critério do art. 59 deste Código; em seguida serão
consideradas as circunstâncias atenuantes e agravantes;
por último, as causas de diminuição e de aumento.
• 1ª fase: fixação da pena-base. Circunstâncias judiciais do art.
59.
• 2ª fase: fixação da pena intermediária. Atenuantes e
agravantes.
• 3ª fase: fixação da pena definitiva. Causas de diminuição e
aumento.
• As qualificadoras não são consideradas nas três etapas, pois é
a partir delas que se faz a dosimetria da pena.
• Exemplo
• Homicídio simples: 6 a 20 anos; homicídio qualificado: 12 a
30 anos.
Reincidência
Art. 63 do CP- Verifica-se a reincidência quando o agente
comete novo crime, depois de transitar em julgado a
sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado
por crime anterior.
Leitura conjugada com o art. 7º da LCP (Decreto-Lei nº
3.688/41)
Art. 7º Verifica-se a reincidência quando o agente pratica uma
contravenção depois de passar em julgado a sentença que o
tenha condenado, no Brasil ou no estrangeiro, por qualquer
crime, ou, no Brasil, por motivo de contravenção.
REINCIDÊNCIA
• DELITO ANTERIOR COM TRÂNSITO EM JULGADO
• CRIME + CRIME
• CRIME + CONTRAVENÇÃO
• CONTRAVENÇÃO + CONTRAVENÇÃO

• NÃO HÁ REINCIDÊNCIA: CONTRAVENÇÃO + CRIME


Art. 64 - Para efeito de reincidência:
I - não prevalece a condenação anterior, se entre a data do
cumprimento ou extinção da pena e a infração posterior tiver
decorrido período de tempo superior a 5 (cinco) anos,
computado o período de prova da suspensão ou do livramento
condicional, se não ocorrer revogação;
II - não se consideram os crimes militares próprios e políticos.
• Consumação do roubo: inversão da posse do bem
• Súmula 582 do STJ:
• “Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem
mediante emprego de violência ou grave ameaça, ainda que por breve
tempo e em seguida à perseguição imediata ao agente e recuperação
da coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou
desvigiada.”
• Majorante da arma branca restaurada pelo Pacote Anticrime (art. 157,
§ 2º, inc. VII); vigência em 23 de janeiro de 2020.
• Lei nº 13.654/18 revogou o § 2º, inc. I, do art. 157. Novatio legis in
mellius.
Art. 147-A do CP
“Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio,
ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-
lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma,
invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou
privacidade.
Pena – reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
§ 1º A pena é aumentada de metade se o crime é cometido:
I – contra criança, adolescente ou idoso;
II – contra mulher por razões da condição de sexo feminino, nos termos
do § 2º-A do art. 121 deste Código;
III – mediante concurso de 2 (duas) ou mais pessoas ou com o emprego de
arma.
§ 2º As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das
correspondentes à violência.
§ 3º Somente se procede mediante representação.
• Lei 14.132/21, que entrou em vigor em 1º de abril de 2021, introduziu no Código Penal
o crime de perseguição, também conhecido como stalking, tipificando-o no art. 147-A.
• O delito é de forma livre, podendo ser praticado das mais diferentes formas, como
ligações telefônicas, mensagens SMS ou em aplicativos de conversas, redes sociais,
emails, vigilância e perseguição da vítima pelos lugares que frequenta, dentre outras.
• O crime é habitual, consumando-se com a reiteração dos atos de perseguição.
• A tentativa não é admitida em virtude da natureza habitual do delito.
• A contravenção de perturbação da tranquilidade (art. 65 da Lei de Contravenções
Penais), que punia a conduta de molestar alguém ou perturbar-lhe a tranquilidade, por
acinte ou por motivo reprovável, foi expressamente revogada pela Lei nº 14.132/21.
• Considerando que a perseguição foi praticada por Hugo em julho de 2021, a
contravenção penal já se encontrava revogada, sendo hipótese de incidência da nova
figura prevista no art. 147-A do CP.

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