Arquidiocese de Porto Alegre
FORMAÇÃO
BÍBLICA COM
CATEQUISTAS
NOVO
TESTAMENTO
METODOLOGIA
DE INSPIRAÇÃO
CATECUMENAL
“Tua Palavra é lâmpada para os
meus pés, e luz para o meu
caminho”
(Sl 119,105)
“E começando por Moisés e
passando por todos os
profetas, explicou-lhes, em
todas as Escrituras, as
passagens que se referiam a
ele” (Lc 24, 27).
A catequese, e, sobretudo, a
catequese de inspiração
catecumenal, necessita ser
narrativa, ou seja, partir dos atos
e palavras de Jesus e não expor
ideias e doutrinas sobre Jesus.
Não se trata apenas de contar a
vida de Jesus, mas de mostrar
que em Jesus o caminho da fé
de Israel, chega à sua plenitude e
revela o caminho salvador de
Deus, presente desde sempre de
diversas formas (Hb 1, 2).
Vamos mergulhar nos
textos no Novo
Testamento
e buscar
conhecer melhor
Jesus Cristo e seu
Projeto de Salvação.
Irmã Vera Ivanise Bombonatto
PALESTINA Sidom Cesaréia de
Tiro Filipe
Cafarnaum Betsaida
ISRAEL: Nazaré
Mar da Galileia
cidades
Rio Jordão
Samaria
mais
importantes Jericó
Jerusalém
por onde
Belém
Jesus andou e Belém Mar Morto
ensinou.
© EBibleTeacher.com NASA PHOTO
Cenário: Tábuas da Lei, Cajado, Sandália e Manjedoura
LEITURA ORANTE: Texto bíblico João 1,1-18
Invocando o Espírito Santo
A nós descei, Divina Luz!
A nós descei, Divina Luz!
Em nossas almas acendei Vinde, Santo Espírito, e do
O amor, o amor de Jesus! céu mandai
Em nossas almas acendei Luminoso raio, luminoso
O amor, o amor de Jesus! raio!
Vinde, Pai dos pobres,
doador dos dons
Luz dos corações, luz dos
corações!
Texto bíblico João 1,1-18
1º Leitor: Proclama o texto
2º Leitor: Ler pausadamente mais uma vez o texto.
Retomar o texto nos passos da Leitura Orante
1. Leitura: O que o texto diz?
2. Meditação: O que o texto me diz?
3. Oração: O que o texto me faz dizer
a Deus?
4. Contemplação: O que o texto me
faz viver?
Cantemos
Aleluia, aleluia.
No princípio era a palavra, e a
palavra se encarnou, e nós
vimos sua glória, seu amor
nos libertou.
Dinâmica:
Compor a biblioteca Bíblica
do NOVO TESTAMENTO.
Muitas vezes e de muitos modos, Deus falou
outrora aos nossos pais, pelos profetas.
Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por
meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de
todas as coisas e pelo qual criou o universo.”
(Hb 1, 1-3)
Casa da Palavra
NOVO TESTAMENTO
O Novo Testamento, é formado por 27
livros. Neles encontramos os relatos sobre
quem é Jesus Cristo, o que ele fez e
ensinou e a organização da comunidade
cristã: Evangelhos, Atos dos Apóstolos,
Cartas e Apocalipse.
Casa da Palavra
NOVO TESTAMENTO
A porta de entrada da Casa da Palavra NOVO
TESTAMENTO, encontramos os Evangelhos. Eles
não são biografias de Jesus. Visam revelar quem foi
Jesus, o que ele fez, viveu e ensinou.
São quatro estilos querigmáticos, de
apresentar Jesus, o Filho de Deus, o
enviado do Pai, a boa nova para todos
os povos, o salvador do mundo. São
eles: Marcos, Mateus, Lucas e João.
O que é “Evangelho” e o que são
os “Evangelhos Sinóticos”?
- O que é “Evangelho” e o que são os “evangelhos
sinóticos”? Evangelho é uma palavra grega
“euanggelion” que significa “boa notícia”, “boa
nova”.
- “Evangelhos” de outro modo, no plural, designa
os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João.
- Entretanto, o termo “evangelhos sinóticos”
designa apenas os evangelhos de Mateus,
Marcos e Lucas.
O que é “evangelho” e o que são
os “evangelhos sinóticos”?
- E sinótico? A palavra vem da língua grega,
“Sinópticos” (sin = mesmo; óptico= olhar). É
olhar e ler o texto dos três evangelhos
conjuntamente. Isto é, podemos colocar os
evangelhos em três colunas, e perceber as
semelhanças ou diferenças do texto. É um
olhar de conjunto.
Casa da Palavra
NOVO TESTAMENTO
Percorrendo o espaço da Casa da Palavra NOVO
TESTAMENTO, encontramos o Livro dos Atos dos Apóstolos.
O autor acentua a ação do Espírito Santo na vida da Igreja.
Narra com peculiaridade a experiência catequética vivida
pela Igreja primitiva, com destaque: Querigma: é o primeiro
anúncio do Evangelho ou chamado à conversão.
Tem como princípio catequético: a iniciação à fé ou
aprofundamento da Palavra de Deus.
Vida em Comunidade: mística e experiência forte da vida
em comunhão fraterna, partilha dos bens, a oração era em
comum e a participação na Eucaristia e a missão.
Casa da Palavra
NOVO TESTAMENTO
Na sequência da Casa da Palavra NOVO TESTAMENTO,
encontramos o conjunto das Cartas Paulinas.
São textos dirigidos a comunidades concretas e tratam
de problemas específicos ligados à vida dessas
mesmas comunidades.
As cartas distinguem-se tradicionalmente pelas que ele
próprio terá escrito (Romanos; 1ª e 2ª Coríntios; Gálatas;
Filipenses; 1ª Tessalonicenses e Filemon); e as que
foram escritas talvez pelos seus discípulos (Efésios;
Colossenses; 2ª Tessalonicenses; 1ª e 2ª Timóteo e Tito).
Casa da Palavra
NOVO TESTAMENTO
Dando mais uma passo na Casa da Palavra NOVO
TESTAMENTO, encontramos o conjunto das cartas Católicas
ou Pastorais.
São escritos considerados universais, por isso, Católicas,
que é o mesmo que Universal.
São elas: Carta de Tiago (Tg), 1a
carta de Pedro (1Pd), 2 carta de
Pedro (2Pd), 1 carta de João (1Jo),
2 carta de João (2Jo), 3 carta de
João (3Jo), carta de Judas (Jd).
Casa da Palavra
NOVO TESTAMENTO
E por fim, na Casa da Palavra NOVO TESTAMENTO,
encontramos o Livro do Apocalipse.
A primeira palavra do Livro é “REVELAÇÃO”: Revelar
significa mostrar o que está escondido, tornar claro.
É um escrito de profecia, resistência e
esperança. Com um gênero literário especial, o
autor procura animar a comunidade em momentos
críticos de perseguição do Império Romano.
Mistério da
Encarnação do VERBO
“conceberás e darás à
luz um filho, e lhe porás
o nome de Jesus”
(Lc 1, 31)
- Uma catequista entra com o Menino Jesus e
coloca na manjedoura.
- Uma catequista entra
com o Menino Jesus e
coloca na manjedoura.
Óh! Vinde adoremos. Óh! Vinde adoremos.
Óh! Vinde adoremos o Salvador
1.Cristãos, Vinde todos com alegres cantos. Óh!
Vinde Óh! Vinde até Belém. Vede nascido vosso
Rei Eterno.
2.Humildes pastores deixam seu rebanho e
alegres acorrem ao Rei do céu. Nós, igualmente,
cheios de alegria.
3.Nasceu em pobreza, repousando em palhas, o
nosso afeto lhe vamos dar. Tanto amou-nos!
Quem não há de amá-lo?
Leitura do texto: Lc 1, 26-38
Destaque ao texto de Mt 1, 18-25
As Narrativas da Infância de Jesus encontram-se em
Lucas e Mateus, respectivamente, nos capítulos 1 e 2.
Em Lucas a ênfase está na
figura de Maria, a serva do
Senhor, enquanto que Mateus
o destaque é o justo José.
Mateus e Lucas, falam-nos da
infância de Jesus antes de
apresentarem o seu ministério.
As duas narrativas contribuem para
uma melhor compreensão sobre a
origem de Jesus: Jesus tem
uma origem humana: nasceu de
Maria; é descendente de Davi.
E uma origem divina: seu Pai é o
próprio Deus.
Após a narrativa da genealogia de
“Jesus Cristo, filho de Davi, filho de
Abraão” (Mt 1, 1), Mateus narra em
seguida, qual foi “a origem de
Jesus Cristo”: Maria, sua mãe,
estava prometida em casamento a
José e, antes de passarem a
conviver, ela encontrou-se grávida
pela ação do Espírito Santo”
(Mt 1, 18).
José esposo de Maria,
sendo justo, acolhe Maria e
recebe do anjo do Senhor a
missão de dar ao menino o
nome de Jesus. (isto é, “o
Senhor salva”), porque é Ele
vai salvar o seu povo dos
seus pecados (Mt 1, 21).
Em Lucas, depois da saudação,
o anjo anuncia a Maria que ela
vai conceber um filho, que será
o Messias de Israel e no qual se
cumprirão as promessas
messiânicas.
O anúncio do anjo a Maria (Lc 1,26-38) vem logo
após o anúncio do anjo a Zacarias (Lc 1,5-25).
Nos dois casos anuncia-se um nascimento.
O anjo Gabriel, que significa Deus é forte.
é o enviado de Deus à casa de uma jovem
chamada Maria. O nome Maria significa
“amada do Senhor”, ou a “agraciada do
Senhor”.
A Palavra de Deus chega a Maria por meio de
uma experiência profunda de Deus,
manifestada na visita do anjo Gabriel.
A realização das Promessas
Eis algumas das evocações e lembranças das promessas:
a) “O Senhor está contigo”, como esteve com Moisés,
Jeremias e tantos outros.
b) “A virgem dará à luz”, conforme anunciou o profeta Isaías (Is
7,14).
c) Jesus “ocupará o trono de Davi”, como foi prometido pelo
profeta Natan (2 Sam 7,12s).
d) “O seu Reino não terá fim”, como foi prometido pelo profeta
Daniel (Dn 7,14).
e) Ele será fruto da ação criadora do Espírito, como foi
prometido por Isaías (Is 11,1-3).
f) Ele será chamado Filho de Deus, como foi prometido a
Davi (2 Sam 7,14).
g) “A Deus nada é impossível”. Por isso nasceu Isaac e
nascem João e Jesus (Gn 18,14).
Batismo de Jesus
“Tu és o meu filho
amado; em ti está o
meu agrado”
(Mc 1, 9)
- Entra um recipiente
transparente com água
Água Viva Padre Zezinho
Eu te peço desta água que tu tens
És água viva meu Senhor
Tenho sede, tenho fome de amor
E acredito desta fonte de onde vens
Vens de Deus, estás em Deus, também és Deus
e Deus contigo faz um só.
Eu, porém, que vim da Terra e volto ao pó quero
viver
eternamente ao lado Teu.
És água viva, És vida nova e todo dia me batizas
outras vez Me fazes renascer, me fazes reviver e
quero água desta fonte de onde vens
Senhor, dá-me dessa água
Senhor, dá-me dessa água, fonte de vida que
sacia todo o ser.
Senhor, dá-me dessa água, que me dá força
quando a dor me faz sofrer.
Senhor, dá-me dessa água, que me renova na
missão de te anunciar.
Senhor, dá-me dessa água, e abençoa quem
comigo caminhar.
/:Sou batizado, sou cristão e sou feliz. Sou
missionário e onde vou levo Jesus. A quem tem
sede, minha mão vou estender, como braço de
um rio, por onde passa, faz viver.:/
Leitura do texto: Marcos 1, 9-11
Destaque para os textos: Mt 3, 13-
17; Lc 21-22; Jo 1, 32-34
Os evangelistas narram o batismo de
Jesus como uma marca da filiação
divina e como pertença ao Pai. Um
novo tempo se inaugura.
Recordemos os passos pedagógicos
segundo Marcos (1, 9-11)
Jesus veio de Nazaré da Galileia;
Foi batizado por João no rio Jordão;
Ao sair da água, o céu rasgou-se e o
Espírito desceu sobre ele;
Do céu veio uma voz (Pai) que
confirma o Filho Amado.
O batismo de Jesus inaugura uma
nova maneira de pertencer a Deus;
Não mais a circuncisão (rito de
entrada na comunidade judaica) e sim
o batismo como o mergulho e
renascimento para uma vida nova;
Em Cristo somos novas criaturas;
Todos aqueles que acolhiam a boa
notícia do Evangelho fizeram-se
batizar (At 2, 41)
Novidade do Cristianismo: Batismo a
todos, inclusive para as mulheres.
Dirigiu a João e este lhe disse: “Sou eu que
devo ser batizado e és tu que vens a mim”.
Respondeu-lhe Cristo: “Deixa por ora, pois
convém que cumpramos toda a justiça”. Vê,
pois, como toda a justiça repousa sobre o
batismo. Por que desceu Cristo, senão para que
esta carne fosse purificada? Carne que, aliás,
assumiu a nossa condição. Cristo não
necessitava de purificação de pecados, porque
não fez pecado (1Pd 2,22). Mas nós
necessitamos dela, porque continuamos sujeito
ao pecado. Aí está a conclusão: se o batismo
existe para nós, seu rito foi constituído em
nosso favor, seu rito foi proposto à nossa fé
(Santo Ambrósio. Os Sacramentos, Livro I, 15-24).
Recordando nosso batismo, num gesto
simbólico, vamos tocar a mão sobre a
água e traçar sobre nós o sinal que nos
identifica com Cristo e nos insere na
comunidade.
Ensinamentos de Jesus
Catequese Narrativa
Discurso em Parábolas
“Por que lhes falas em
parábolas? Ele respondeu:
Porque a vós foi dado
conhecer os mistérios do
Reino dos Céus, mas a eles
não” (Mt 13, 11).
- Uma catequista entra
com um recipiente
transparente com
sementes.
Ó Pai, venha a nós
Ó Pai, venha a nós, venha a nós o Vosso
Reino, de verdade, de justiça, este Reino
de paz e de amor.
O Reino é como a semente,
pequena, humilde e sofrida; assim
como o grão de mostarda, germina
e acolhe a vida.
Leitura do texto: Mateus 13, 1-16
Destaque aos textos: Mc 4, 1-1-9;
Lc 8, 4-8
Logo após o batismo de Jesus
e a tentação no deserto, os
evangelhos narram os
ensinamentos de Jesus.
O conteúdo central da
catequese de Jesus é o
Reino de Deus, seu plano de
amor e salvação para todos.
O evangelista Marcos resume o princípio da Boa
Nova de Jesus em quatro pontos:
1. Completou-se o tempo;
2. O Reino de Deus chegou!
3. Convertei-vos;
4. E crede na Boa Notícia! (Mc 1,14-15).
O evangelista Mateus, em sua catequese querigmática,
procura agrupar 7 parábolas [ensinamento], referentes ao
anúncio catequético, sobre o Reino dos céus.
Versículo Parábola Simbologia
1-23 O Semeador Sementes/semeador/terra
boa/pedra/espinhos…
24-30 O joio e do trigo Campo/semente
boa/maligno/ceifa/fogo/celeiro...
31-33 O grão de mostarda e o Trigo/fermento/grão/multidão/massa
fermento ...
44-46 O tesouro e a pérola Pérolas finas/campo/tesouro
escondido...
47-50 A rede Rede lançada/
mar/peixes/cestas/fogo/ranger de
dentes…
Mateus reúne no capítulo 13 as parábolas
que dizem respeito ao Reino do Céu. Mais
que comparações tiradas do cotidiano para
ilustrar um ensinamento, trata-se de
narrativas que falam da própria vida de
Jesus, como ele viveu e ensinou.
O modo pedagógico com que Jesus ensinava
segundo os evangelhos sinóticos, é o método do
comparativo/ em parábolas: “naquele dia, Jesus
saiu de casa e sentou-se junto ao lago. Reuniu-se
junto a ele uma grande multidão ... Explicou-lhes
muitas coisas em parábolas” (Mt 13, 1-2; Mc 4, 1-
20.30-34; Lc 8, 4-15). Vejamos que o recurso
utilizado por Jesus é o mesmo do salmista:
“vou abrir a boca com uma parábola, farei brotar
enigmas do passado” (Sl 78, 2).
O capítulo 13 é considerado, pelos
exegetas no Novo Testamento, como
um discurso onde Jesus, através de
sete parábolas, apresenta a
natureza do Reino do Céu.
Os versículos 1-2a fazem a introdução do
discurso que pode ser dividido em duas partes:
v.2b-23 e 24-50. Cada parte consta o
porquê da parábola e a explicação da
parábola.
Uma conclusão, também em forma de parábola,
fecha o discurso: v.51-52.
O termo Parábola do grego [parabolé], significa
“lançar ou colocar ao lado de”. Assim, a
parábola é algo que se coloca ao lado de outra
coisa com efeito de comparação.
Parábola é um gênero literário que, formalmente,
consiste de uma história típica da realidade
cotidiana do ouvinte, oferecendo-lhe um exemplo
de comportamento de como se deve agir e reagir.
Três elementos são essenciais numa parábola:
“um ponto de contado com a realidade do
ouvinte, a resposta ou reação do ouvinte; e um
conjunto de temas teológicos-catequéticos inter-
relacionados.
O texto diz que, “um
Semeador saiu para
semear” (13,1-23).
“Naquele dia, Jesus
saiu de casa, e foi
sentar-se às margens
do mar da Galileia”
(v.1).
Jesus, o Semeador do
Reino, sai da casa onde
estava com os discípulos
na cena anterior e vai
para o mar da Galileia,
fronteira com os gentios.
As multidões se
aproximam. Ele se
senta para ensinar
(v.1-2).
A primeira parábola é a do
Semeador que lançou a
semente. Uma parte caiu na
terra boa e produziu muito.
Outra parte caiu em terreno
impróprio. Algumas sementes
brotaram e morreram logo.
Outras nem chegaram a
brotar (v.4-9).
Os discípulos não
entenderam a catequese de
Jesus em parábolas.
E Jesus explica que a eles
foi dado a entender “os
mistérios do Reino do Céu”
(v.11).
O poder de compreensão é dom de Deus (Dn 2,27-
30.47), dado à comunidade dos pobres e pequenos
que assumem no dia a dia a prática de Jesus,
expressa nas bem-aventuranças (5,3-12).
Estes são a terra boa, onde a semente do Reino
produz fruto. Somente da vida dos discípulos e
discípulas que partilham do caminho de Jesus e
assimilam a proposta do Reino se pode esperar
colheita abundante. “Vocês são felizes porque
seus olhos veem e seus ouvidos ouvem” (v.16).
As multidões estão presas ao espírito dos
fariseus e doutores da Lei. Elas escutam Jesus,
veem suas atividades e ficam admiradas, mas não
conseguem aderir a ele. Por isso, não entendem,
não produzem frutos.
Para entender a proposta catequética de Jesus,
é preciso sair do mundo das ideias. Implica
romper com os limites do passado – o pecado é a
impossibilidade de sair do passado.
Mateus quer que suas comunidades sejam felizes,
acreditem em si mesmas, em seu potencial, na
força do Reino que lhes foi entregue. O Reino de
Deus chegou!
O Reino do Céu é como a menor das sementes,
que plantada se torna grande e frondosa árvore ou
como um pouquinho de fermento que, pelas mãos
da mulher, fermenta uma grande quantidade de
massa (v.33). Aquilo que parece insignificante e
frágil aos olhos dos homens é instrumento da
força da vida do próprio Deus! (1Cor 1,27).
SEMEADURA
Refr. Põe a semente na terra,
não será em vão, não te
preocupe a colheita, plantas
para o irmão.
Consequência da missão de Jesus
Mistério da Cruz
“Ardentemente desejei comer
convosco esta ceia pascal, antes
de padecer, pois eu vos digo que
não mais a comerei, até que ela
se realize no Reino de Deus”
(Lc 22, 15)
- Um catequista entra
com o Pão grande
Tomai, comei
Eu quis comer esta ceia agora
Eu quis comer esta ceia agora,
pois vou morrer já chegou minha hora.
Tomai, comei é meu corpo e meu sangue
que dou. vivei no amor! eu vou preparar a
ceia na casa do pai. (bis)
comei o pão; é meu corpo imolado
por vós, perdão para todo pecado.
Leitura do texto: Lc 22, 14-20
Destaque aos textos: Jo 13,1-15; Mc
14,22-25 e Mt 26, 26-29
A partir do capítulo 9 o evangelho de Lucas
descreve a subida de Jesus para Jerusalém, onde
se dá a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.
Lucas prepara os seus leitores para este evento: a
Páscoa de Jesus.
a) "Aproxima-se a festa dos ázimos, chamada
Páscoa" (Lc 22,1).
b)"Chegou o dia dos ázimos" (Lc 22,7).
c) "Quando chegou a hora, ele sentou à mesa" (Lc
22,14).
“Ardentemente desejei comer convosco esta
ceia pascal, antes de padecer”
Lucas descreve o desejo de Jesus em
celebrar com seus amigos a sua Páscoa,
sua passagem deste mundo para a Glória
do Pai;
Jesus convida seus amigos a tomar o
seu corpo e o seu sangue.
O pão e o vinho como expressão do que
ele mesmo está vivendo naquele
momento: doar sua vida para a vida
de muitos;
O sentido da eucaristia: aprender de
Jesus a doar-se, entregar-se, servir.
E Jesus acrescenta uma frase que só
aparece em Lucas conservou: "Fazei isto
em memória de mim" (Lc 22, 19; cf. 1Cor
11, 24.26).;
Memória: Atualização da
Revelação/ação de Deus na vida do
povo. Em seu Filho Jesus Cristo, o
cumprimento das profecias reveladas.
Mistério da Ressurreição
“Sei que procurais Jesus, que foi
crucificado. Ele não está aqui! ,
Ressuscitou, como havia dito”
(Mt 28, 5-6)
- Um catequista
entra com o Círio
Pascal.
Canto
O ressuscitado vive entre
nós. Amém! Aleluia!
Leitura do texto: Mt 28, 1-8
Destaque aos textos: Mc 16, 1-8; Lc
24, 1-10; Jo 20, 1-10.
Da experiência do túmulo vazio para a missão
A experiência do túmulo vazio e a alegre notícia da
Ressurreição de Jesus foram marcantes na vida das
comunidades que todos os evangelistas registraram: (Mc
16,1-8; Mt 28,1-8; Lc 24,1-11 e Jo 20,1-10.
v.1. Terminado o sábado, ao raiar do primeiro
dia: A expressão indica um novo começo. Um vida
nova se inicia. O primeiro dia da semana foi depois
designado pela tradição da Igreja como “o Dia do
Senhor” ou o Domingo.
Da experiência do túmulo vazio
para a missão
As mulheres vão ao
túmulo: Maria
Madalena e a outra
Maria. Elas que
acompanharam Jesus
desde a Galileia são
testemunhas do
ressuscitado!
a) A experiência da ressurreição conduz ao
CRER: Elas acreditaram na palavra do anjo do
Senhor: Ele não está aqui ressuscitou!
b) A experiência da ressureição conduz ao
COMUNICAR: ide depressa contar aos
discípulos;
c) A experiência da ressurreição conduz a
ALEGRIA: saíram às pressas com grande
alegria para dar a notícia aos discípulos.
Jesus venceu a morte, está vivo no
meio de nós e nos envia a anunciar a
boa nova do Reino, vivendo na
esperança sempre renovada e vivendo
gestos de ressurreição até que ela se
realize plenamente.
que atualiza a prática de Jesus
suas atitudes em relação ao Pai
e aos irmãos e seu mandato:
“Fazei isso em memória de mim”.
Pela força do Espírito as
comunidades testemunham
a mistagogia e a inserção na
comunidade e missão
O itininerário da Fé pascal
Anúncio do querigma
A Comunidade Cristã
“Aquele pois que acolheram sua palavra
fizeram-se batizar. E acrescentaram-se a
eles, naquele dia, cerca de três mil
pessoas” (At 2, 41)
Leitura dos textos: Atos 2, 22-25.
37- 41 (querigma)
Duas colunas da Igreja
São Pedro e São Paulo
Querigma, Iniciação e Missão
Atos 12, 24- 28, 30
Paulo e a expansão do
Atos 1, 1-12, 23- Pedro Cristianismo
O anúncio da Paixão, Morte de Jesus Cristo é o
núcleo da fé cristã (o querigma). O primeiro
anúncio, o “dom que muda a vida”.
Lucas acentua o querigma
nos textos: Atos , 2, 14-41;
5, 29-32 e 10, 34-38)
Discurso querigmático de Pedro
Atos 2, 14-41
37-41
14-21 Consequências
O cumprimento 22-36 práticas do
das Escrituras O anúncio querigma
(pascal) 1. Conversão
Narrativa dos
Querigmático 2. Batismo e
fatos.
da 3. inserção na
comunidade. comunidade.
Lucas destaca que todo esse processo
querigmático é determinado pela força da
Palavra anunciada por Pedro, que
transpassará o coração dos ouvintes,
libertando-os e mostrando-lhes a beleza da
vida segundo o Evangelho que faz a
diferença na vida dos que acolhem.
Os catecúmenos interagem com
o anunciador: Irmãos, que
devemos fazer?” (2,37)
1.Convertei-vos (conversão/ mudança de
vida, de atitude)
2. Seja batizado em nome de Jesus Cristo
(batismo, criatura nova em Cristo Jesus)
3.O perdão dos pecados (vida na graça)
4.Recebei o dom do Espírito Santo (força
motora da missão)
Atos 2, 42-47
(Comunidade-pertença)
“Todos os que
abraçavam a fé viviam
unidos e possuíam
tudo me comum”
(At 2, 44)
- Um catequista entra
com um pão grande
O pão da vida
Na comunhão, Jesus se dá no pão,
o cordeiro imolado é refeição.
nosso alimento de amor e salvação,
em torno deste altar somos irmãos.
O pão da vida és tu Jesus, o pão do céu.
o caminho, a verdade, via de amor
dom de deus, nosso redentor. (bis)
Toma e come, isto é o meu corpo
que do trigo se faz pão, é refeição.
na eucaristia, o vinho se torna sangue
verdadeira bebida, nossa alegria.
O pão da vida, a comunhão,/ Nos une a Cristo e aos
irmãos./ E nos ensina abrir as mãos/ Para partir,
repartir o pão.:/
1. Lá no deserto a multidão/ Com fome segue o Bom
Pastor./ Com sede busca a Nova Palavra:/ Jesus tem pena
e reparte o pão.
2. Na Páscoa Nova da Nova Lei,/Quando amou-nos até o
fim,/ Partiu o pão e disse:/ "Isto é meu corpo por vós
doado:/ Tomai, Comei".
3. Se neste pão, nesta comunhão,/ Jesus por nós, dá a
própria vida,/ Vamos também repartir os dons,/ Doar a vida
por nosso irmão.
4. Onde houver fome, reparte o pão/ E tuas trevas hão de
ser luz;/ Encontrarás Cristo no irmão,/ Serás bendito do
Eterno Pai.
Leitura do texto
Atos 2, 42-47
(Comunidade-pertença)
Testemunho da Comunidade
(At 2, 42-47)
1. Perseverança nos ensinamentos
dos apóstolos
2.Comunhão Fraterna
3. Fração do Pão
4. Vida de Oração
- Catequistas fazem a
partilha do pão.
Conversão de Paulo
e a expansão do
Cristianismo.
“Imediatamente caíram dos olhos de
Saulo como que escamas, ele
recobrou a vista. Em seguida foi
batizado. Depois alimentou-se e
recuperou as forças” (At 9, 18)
Leitura do texto
Atos 9, 1-19
Com Paulo se dá a expansão do
Cristianismo no mundo urbano
O livro de Atos dos
Apóstolos narra três vezes
a conversão de Paulo.
Para Lucas, este é o maior de todos
os acontecimentos da Igreja dos
primeiros tempos.
Quando deseja falar do sucesso que o anúncio cristão
está alcançando por toda parte, Lucas refere-se às
conversões em termos quantitativos: 3 mil convertidos
(cf. At 2,41), 5 mil (cf. At 4,4), muitas aldeias (cf. At 8,25),
todos os habitantes de uma cidade (cf. At 9,35).
Quando o convertido é alguém ilustre ou especial, Lucas
dá um pouco mais de destaque à narrativa: o mago Simão
(cf. At 8, 9-24), um alto funcionário da rainha da Etiópia (cf.
At 8, 26-40), Cornélio, comandante romano em Cesareia (cf.
At 10), o procônsul da ilha de Chipre (cf. At 13, 6-12).
Quando o convertido é muito especial mesmo,
Lucas conta e reconta o relato – é o caso de
Paulo. De grande perseguidor, Paulo se torna um
dos maiores evangelizadores.
Para não dar a impressão de mera repetição, Lucas
cria uma moldura distinta para cada um dos três
relatos. Assim:
Em At 9,1-30, o evento é contado por um narrador. Com
muita habilidade, Lucas dispõe este primeiro relato
antes do trabalho missionário de Pedro, misturando
com outros episódios de conversão de pagãos,
desaguando na grande controvérsia sobre a circuncisão
que motiva o Concílio de Jerusalém.
A moldura que dá enquadramento ao conjunto: os
diversos sinais que apontam para o rumo dos pagãos.
A conversão de Paulo é, talvez, o mais importante
desses sinais (*).
Para não dar a impressão de mera repetição, Lucas
cria uma moldura distinta para cada um dos três
relatos. Assim:
A segunda narrativa (At 22,1-21) é colocada na
boca do próprio Paulo, na forma de um
discurso dirigido ao povo. A moldura do relato é
o episódio em que Paulo é preso no templo de
Jerusalém. Também nesta segunda narrativa, o
sentido para o onde o discurso aponta é a
missão de Paulo: “Vai! É para longe, para os
pagãos que vou te enviar” (At 22,21).
Para não dar a impressão de mera repetição, Lucas
cria uma moldura distinta para cada um dos três
relatos. Assim:
Também a terceira narrativa (At 26) Lucas a
escreve na forma de um discurso de Paulo. No
episódio que serve de moldura ao relato, Paulo se
defende diante do rei Agripa, em Cesareia, das
acusações movidas por judeus. Aqui, Lucas
constroi um ligamento entre a esperança
judaica expressa na Lei e nos Profetas e a
resposta cristã (cf. 26, 22-23 e 26, 27-28).
Também neste relato, há o aceno para o anúncio
“ao povo judeu e às nações pagãs” (At 26,23).
“Feliz aquele que lê e aqueles que
escutam as palavras da profecia e põe
em prática o que nele está escrito”
(Ap 1, 3)
Cenário
Mesa com 13 cadeiras
em semicírculo
Leitura do texto: Ap 1, 1-8
Destaque: Ap 19, 1-10
Mensagem de esperança às
comunidades perseguidas na Ásia
Apocalipse: tirar o véu- REVELAÇÃO
- Em torno dos anos 100 e 50 a.C., os romanos
estenderam seu poder sobre todas as terras ao redor do
mar Mediterrâneo, chamando-o de mare nostrum - nosso
mar.
- Pelos escritos do Novo Testamento temos somente a
história do anúncio da Palavra de Jerusalém para o
Ocidente, portanto nos territórios dominados pelos
romanos (cf.1Pd 1,1).
- Este domínio pode resumir-se em duas palavras:
escravatura e enriquecimento. Roma conquistava os
países para escravizar os seus habitantes e para se
apoderar das terras.
Apocalipse: tirar o véu- REVELAÇÃO
- Tudo indica que esta primeira perseguição localizou-se
mais em Roma e em seus arredores. A outra perseguição,
no tempo do Imperador Domiciano, nos anos de 95-96, foi
mais ampla e atingiu o Império todo.
- O livro do Apocalipse refere-se a estas perseguições (cf.
2,3; 2,10; 2,13). Os que perseveravam na fé morriam
como testemunhas de Jesus (mártires). Os condenados
serviam de atração nos jogos de circos ou eram
crucificados; ou ainda enviados ao trabalho forçado nas
minas ou exilados. Por exemplo: João na Ilha de
Patmos.
Apocalipse: Esperança, Testemunho e Resistência
Num linguagem simbólica o autor narra
a vida das comunidades em meio às
perseguições e a busca de viver a
fidelidade à Palavra.
Estrutura da obra
1. Ap 1,1-20: apresentação do autor e
dos interlocutores e uma visão
inaugural que dá toda a iluminação aos
textos que seguem: Jesus está vivo.
A Ressurreição de Jesus é a chave
de leitura de todo o livro.
Estrutura da obra
2. Ap 2 e 3: as cartas às sete Igrejas.
3. Ap 4,1 a 11,19: o combate é visto do alto,
de junto do trono de Deus (Suba até aqui... 4,1)
4. Ap 12,1 a 22,15: o combate se dá aqui em
baixo, na terra, o Dragão foi expulso para a
terra e os seus anjos com ele... (12,9).
Estrutura da obra
5. Ap 22,16-21: conclusão geral do livro.
A certeza que Jesus está junto às suas
Igrejas e que ainda vem para salvá-las.
A Ressurreição de Jesus é a
chave de leitura de todo o livro.
- SIMBOLOGIA NO LIVRO DO APOCALIPSE
A simbologia é sempre usada na linguagem
humana, qualquer que seja. Como a palavra
indica (syn-bolos) é o que une. Dá unidade
as coisas: uma pessoa, uma situação, um
lugar ou um objeto e um pensamento, um
sentimento, uma situação pessoal...
1. Cores
a. Branco: a cor da vitória. Os vencedores são
vestidos de branco.
b. Vermelho: a cor da luta, do sangue derramado,
do martírio.
c. Verde: a cor da vida e, portanto, da esperança.
d. Preto: a cor do luto, da doença e da morte.
e. Esverdeado: a cor da podridão, da
decomposição.
f. Púrpura e Escarlate (vermelho vivo): da
dignidade real e luxo, assim como luxúria.
2. Membros do corpo
a. Cabeça - a liderança, o chefe; a cidade principal de um
país chama-se de capital, o líder de um grupo é chamado
de cabeça do grupo.
b. Olhos - a ciência, o saber, pois pelos olhos se vê e se
aprende. "quem não sabe, é como quem não vê"
c. Mão - é o poder: estender a mão é salvar; estar na mão
de alguém é sinal de que está no poder dela ou na
proteção dela.
d. Pé - o poder exercido, a dominação: estar aos pés do
mais forte, o poderoso põe o seu pé nas costas dos
vencidos.
e. Cabelos Brancos - muitos anos de vida, sabedoria
acumulada.
3. Números
1. Um - "O Senhor nosso Deus é UM" (Dt 6,4) Assim Deus é
o princípio e o fim, ele é alfa e ômega, o primeiro e o
último (Ap 22, 13).
2. Dois - a bipolaridade, homem-mulher. Basta o testemunho
de duas pessoas (Dt 17,6). Em Apocalipse 11, 3 teremos
duas testemunhas.
3. Três - a vida que é mantida pela água, pelo ar, pela terra.
É também o tempo: o passado, o presente, o futuro. Deus
domina o tempo: Aquele que é, que era e que vem. É
uma unidade completa: longitude, largura, altura (Ap 21,
13.16).
4. Quatro - os 4 pontos cardeais: Norte-Sul, Leste-Oeste, é
o universo.
3. Números
5. Sete - é o total de 3+4=7, portanto a vida na sua
universalidade, é a plenitude, a perfeição.
6. Seis é sete menos um. Por isso é o número da imperfeição.
Seis nunca chegará a ser sete, sempre faltará um!
- 666 é o número da imperfeição total=imperfeitíssimo
- 666 é o sistema de impostos e tributos que esmaga o
trabalhador, com em 1Rs10,14.
- 666: os antigos escreviam os números por meio de letras.
Ainda hoje temos V=5; C=100; M=mil... Por isso, era comum
somar as letras do nome de uma pessoa e lhe dar este número.
É possível assim pensar que o 666 do Apocalipse seja o
número de "César Nero".
C + S +R + N + R + W+ N
100 + 60 + 200 + 50 + 200 + 6 + 50 = 666
3. Números
5. Sete - é o total de 3+4=7, portanto a vida na sua
universalidade, é a plenitude, a perfeição.
6. Seis é sete menos um. Por isso é o número da imperfeição.
Seis nunca chegará a ser sete, sempre faltará um!
- 666 é o número da imperfeição total=imperfeitíssimo
- 666 é o sistema de impostos e tributos que esmaga o
trabalhador, com em 1Rs10,14.
- 666: os antigos escreviam os números por meio de letras.
Ainda hoje temos V=5; C=100; M=mil... Por isso, era comum
somar as letras do nome de uma pessoa e lhe dar este número.
É possível assim pensar que o 666 do Apocalipse seja o
número de "César Nero".
C + S +R + N + R + W+ N
100 + 60 + 200 + 50 + 200 + 6 + 50 = 666
3. Números
7. Doze: é a multiplicação de 3 x 4. É número da totalidade
também. Assim são 12 tribos de Israel (todo o Povo de
Deus), os 12 Apóstolos (o novo Povo de Deus, o novo Israel).
8. Vinte e Quatro - duas vezes 12; o antigo somado ao novo
(ver Ap 4,9-10). Eram também 24 as classes sacerdotais em
Israel (1Cro 24,1-18).
9. Cento e quarenta e quatro mil - é a multiplicação de 12x12
x1000, a multidão, muitíssimo.
10. Três e meio - é a metade de sete, não é a perfeição, não
é a totalidade, por isso significa o que é incompleto, limitado.
Para indicar o primeiro e o último, se usa a expressão: alfa e
ômega, primeira e última letra do alfabeto grego. É o início e o
fim de tudo: Deus é o início e o fim de tudo.
4. Animais
1. Cordeiro - João Batista designou assim a Jesus: "Eis o
cordeiro de Deus" (Jo1,35) atualizando assim a profecia
do canto do Servo Sofredor de Isaías (53,7). Mas lembra
também o cordeiro da páscoa do Êxodo cujo sangue
liberta (Êx12,1-7). O Cordeiro é imolado (Paixão e Morte),
mas está de pé (Ressurreição).
2. Leão, pantera, urso - são animais ferozes que destroem
tudo e todos. Estes animais estão apresentados no livro
do Profeta Daniel 7,1-7 e representa os diversos Impérios
que se sucederam no Oriente: Babilônia, Pérsia e Grécia.
Todos foram Impérios ferozes, espoliadores e
exploradores. O Império Romano é o pior de todos, pois
tem de cada um deles (leão, urso, pantera).
3. Touro - é a força
4. Animais
4. Águia - a ave que mais alto voa e tem uma visão aguda, representa a
agilidade, a rapidez, a capacidade de ver profundamente; ela é símbolo
do poder de Deus protegendo o seu povo, como no Êxodo (Dt 32,11) ou
ainda criando o universo (Gn 1,1).
5. Cavalo - é o animal que puxa o carro de guerra, ele faz parte da força
do exército:
- branco: vitória e invencibilidade;
- vermelho: sangue, guerra, revolta;
- preto: fome, calamidades, morte;
- esverdeado: podridão, epidemias, peste.
6. Escorpião: perfídia e traição.
7. Gafanhotos: invasores e devastadores, destroem tudo por onde
passam. Lembram as pragas do Egito.
8. Serpente: cobra: poder mortífero.
9. Sapo: animal impuro; na religião persa são instrumentos do deus
Ahrimano, deus das trevas.
5. Lugares e Pessoas
a. Cidades - representa o povo reunido. Há duas cidades diferentes:
-Babilônia: lugar do Exílio. É a cidade grande (Babel) com todas as suas
perversões e impiedades.
- Nova Jerusalém: cidade resgatada, construída na Palavra de Deus.
b. Deserto - lugar da formação do Povo de Deus e lugar de refúgio.
Hades - nome dado pelos Gregos ao lugar onde ficavam os mortos, é a mansão
dos mortos.
c. Armagedon - nome dado ao lugar de Meggido, na planície de Jezrael, onde o
exército do rei Josias foi totalmente derrotado. É lugar de desastre para os
exércitos.
d. Jezabel - rainha de Israel, mulher de Acab, que introduziu em Israel o culto aos
baal e sustentava 450 profetas.
e. Abaddon e Apollyon - "destruição" e "destruidor".
f. Gog e Magog - segundo o Profeta Ezequiel (38,1-4) Gog, rei de Magog, é o
chefe de todos os inimigos de Israel. Agora são os inimigos das comunidades
cristãs.
g. Balaão - falso profeta que incentivou Balaque a atrair Israel para a idolatria.
Anciãos - os líderes do Povo de Israel na organização tribal.
7- Objetos
a. Chave - quem tem as chaves, tem o poder de deixar entrar e sair.
Quem tem as chaves da casa, manda nela.
b. Chifre - a força. É dentro de um chifre de boi que se guardava o óleo
que servia para ungir os reis de Israel. A unção dava força.
c. Trombetas - instrumento pelo qual são anunciados os momentos
importantes da História: as trombetas de Jericó.
d. Livro - escrito que contém todos os acontecimentos da História da
Humanidade ou da vida pessoal ou, ainda, as Palavras de Deus.
e. Selo - antigamente os documentos oficiais eram fechados com selo
de cera. Abrir os selos é descobrir o que contem o documento.
f. Espada - arma que corta, pode ter dois gumes, cortar dos dois lados.
A Palavra de Deus é espada de dois gumes porque ela corta e
emenda, ela faz viver ou morrer.
g. Estrelas e candelabros - O próprio autor do livro do Apocalipse nos dá
a simbologia (cf.Ap 1,12-20).
8 - As Roupas
a. cinto de ouro - a realeza;
b. túnica longa - o sacerdócio;
c. coroa - poder real;
d. linho puro - as boas ações, a conduta
digna dos justos.
Amém. Vem, Senhor Jesus! (22,20).
Assim se encerra o livro do Apocalipse. É a
consumação de todo um percurso realizado.
Na exultação festiva, na confirmação alegre, na
realização plena, o Amém é o registro final de
uma busca. Com a trajetória percorrida, com a fé
proclamada, as roupas alvejadas e palmas na
mão, coroada de beleza e inocência, a esposa
(IGREJA) está pronta para a chegada do
esposo (CRISTO)
Aprofundamentos em grupos
Plenária
Encerramento- Vivencial
- O presbítero toma o acento na cadeira do cordeiro
- Proclama o texto Ap 7, 9-17 - Momento de silêncio
- Arperge o povo
- 12 catequistas entregam as sementes.
- Retornam ao centro e o presbítero profere a benção.
“Todos proclamavam com voz forte:
A salvação pertence ao nosso Deus, que está
sentado no trono, ao Cordeiro” (Ap 7, 10).
Em silêncio, contemplar
- Entram doze catequistas com túnicas
brancas e palmas nas mãos e sentam
ao redor da mesa deixando a cadeira
do centro vazia- trono do Cordeiro)
Em silêncio, contemplar
- O presbítero toma o acento na
cadeira do cordeiro
- Proclama o texto Ap 7, 9-17
Momento de silêncio
Em silêncio, contemplar
- O presbítero toma o acento na
cadeira do cordeiro
- Proclama o texto Ap 7, 9-17
Momento de silêncio
No gesto simbólico, faz-se entrega
das sementes aos catequistas, (12 de
túnicas brancas)
CATEQUISTAS SEMEADORES DA PALAVRA
na Família, na Comunidade e Sociedade.
Sou catequista e sou semeador
L. e M: Andrei Pires. Paroquia Divino Espirito Santo (Catedral- Sta Cruz).
Eu lançarei a sementes, que me
foram confiadas. Peço Senhor meus
pés firmes, pra seguir a caminhada!
Forças pra poder regar, com amparo
de tua mão.
Não deixe me desanimar, sem
completar a missão... Não deixe me
desanimar, sem completar a missão!
Refrão
Sou catequista e sou semeador, lanço
a palavra de paz e de amor...
Planto e rego, espero nascer, quem
faz crescer é o Senhor...
Sou catequista e sou semeador, lanço
a palavra de paz e de amor...
Planto e rego, espero nascer, quem
faz crescer é o Senhor...
Não fui eu quem te escolhi, o Senhor
quem me escolheu.
Faça-se tua vontade, toma senhor o
que é teu...
Que eu possa ouvir as angustias, e as
alegrias também.
Que a minha boca anuncie, a boa
nova que vem...
Que a minha boca anuncie, a boa
nova que vem!
Refrão
Sou catequista e sou semeador, lanço
a palavra de paz e de amor...
Planto e rego, espero nascer, quem
faz crescer é o Senhor...
Sou catequista e sou semeador, lanço
a palavra de paz e de amor...
Planto e rego, espero nascer, quem
faz crescer é o Senhor...
Se displicente deixar, alguma
semente cair
Que encontre algum cantinho, para
brotar e florir...
E que o meu coração, seja capaz de
sentir.
Que é preciso ficar, quando mais
fácil partir...
Que é preciso ficar, quando mais
fácil partir!
Refrão
Sou catequista e sou semeador, lanço
a palavra de paz e de amor...
Planto e rego, espero nascer, quem
faz crescer é o Senhor...
Sou catequista e sou semeador, lanço
a palavra de paz e de amor...
Planto e rego, espero nascer, quem
faz crescer é o Senhor...
“Aqueles, pois, que
acolheram sua
Palavra, fizeram-se
batizar” (At 2, 41)
Irmã Maria Aparecida, icm