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Historia Da Medicina

1. O documento apresenta informações sobre quatro grandes pandemias: a Gripe Espanhola, a Peste Negra, a Gripe H1N1 e a Varíola. 2. Detalha a história, forma de transmissão, sintomas e tratamentos de cada uma das pandemias, com foco na Gripe Espanhola de 1918 que matou pelo menos 50 milhões de pessoas, a Peste Negra do século XIV que dizimou até 75% da população europeia, a Gripe H1N1 de 2009 e a Varíola que foi errad

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1. O documento apresenta informações sobre quatro grandes pandemias: a Gripe Espanhola, a Peste Negra, a Gripe H1N1 e a Varíola. 2. Detalha a história, forma de transmissão, sintomas e tratamentos de cada uma das pandemias, com foco na Gripe Espanhola de 1918 que matou pelo menos 50 milhões de pessoas, a Peste Negra do século XIV que dizimou até 75% da população europeia, a Gripe H1N1 de 2009 e a Varíola que foi errad

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UCP - UNIVERSIDAD CENTRAL DEL PARAGUAY

CURSO DE MEDICINA
LEANDRO GARCIA GILO
ANALICE GARCIA GOLFETTO
RUDSON CORREA MEIRELLES
ALEXANDRE ALBINO PEREIRA
SAMUEL CORSINO

PANDEMIAS
GRIPE ESPANHOLA, PESTE NEGRA, GRIPE H1N1, VARÍOLA

PEDRO JUAN CABALLERO


2021
LEANDRO GARCIA GILO
ANALICE GARCIA GOLFETTO
RUDSON CORREA MEIRELLES
ALEXANDRE ALBINO PEREIRA
SAMUEL CORSINO

PANDEMIAS
GRIPE ESPANHOLA, PESTE NEGRA, GRIPE H1N1, VARÍOLA

Trabajo presentado la Universidad Central Del


Paraguay como requisito parcial para obtener
calificación en el área de Historia de la Medicina
bajo la guía del profesor Drª Juliana de Oliveira.

PEDRO JUAN CABALLERO


2021
SUMARIO

1.0 - INTRODUÇÃO ---------------------------------------------------------------------------------- 3


2.0 - GRIPE ESPANHOLA ------------------------------------------------------------------------- 4
2.1 - A HISTÓRIA DA GRIPE ESPANHOLA -------------------------------------------------- 4
2.2 - FORMA DE TRANSMISSÃO --------------------------------------------------------------- 5
2.3 - SINTOMAS -------------------------------------------------------------------------------------- 5
2.4 - TRATAMENTOS ------------------------------------------------------------------------------- 6
3.0 - PESTE NEGRA -------------------------------------------------------------------------------- 6
3.1 - HISTÓRIA DA PESTE NEGRA ------------------------------------------------------------ 6
3.2 - FORMAS DE TRANSMISSÃO ------------------------------------------------------------- 7
3.3 - SINTOMAS -------------------------------------------------------------------------------------- 8
3.4 - TRATAMENTO --------------------------------------------------------------------------------- 8
4.0 - GRIPE H1N1 ------------------------------------------------------------------------------------ 9
4.1 - HISTÓRIA DA GRIPE H1N1 ---------------------------------------------------------------- 9
4.2 - VACINA ------------------------------------------------------------------------------------------ 11
4.3 - TRANSMISSÃO ------------------------------------------------------------------------------- 12
4.4 - SINTOMAS -------------------------------------------------------------------------------------- 12
5.0 - VARÍOLA ---------------------------------------------------------------------------------------- 13
5.1 - HISTÓRIA DA VARÍOLA -------------------------------------------------------------------- 13
5.2 - VARIOLIZAÇÃO E VACINA ---------------------------------------------------------------- 14
5.3 - TRANSMISSÃO ------------------------------------------------------------------------------- 15
5.4 - SINTOMAS ------------------------------------------------------------------------------------- 15
6.0 - CONCLUSÃO ---------------------------------------------------------------------------------- 16
7.0 - BIBLIOGRAFIA -------------------------------------------------------------------------------- 18

2
1.0 - INTRODUÇÃO

O presente trabalho é sobre os surtos pandêmicos que ao longo dos anos vem
se manifestando na humanidade. entre estes surtos, será apresentado algumas
destas pandemias mundiais, que deixou em seu rastro milhões de mortos tais com a
gripe espanhola, Peste Negra, Gripe H1N1 e a Varíola que deixou de milhões de
mortos. Está organizado em 4 capítulos, sendo apresentado a história da pandemia,
forma de transmissão, sintomatologia, e tratamento profilático e terapêutico
desenvolvidos. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica.

3
2.0 - GRIPE ESPANHOLA

A gripe espanhola foi uma pandemia que aconteceu entre 1918 e 1919,
atingindo todos os continentes e deixando um saldo de, no mínimo, 50 milhões de
mortos. Não se sabe o local de origem dela, mas sabe-se que ela se iniciou de uma
mutação do vírus Influenza. Os primeiros casos foram registrados nos Estados
Unidos.
A gripe espanhola espalhou-se pelo mundo, principalmente, por conta da
movimentação de tropas no período da Primeira Guerra Mundial, tendo um impacto
direto nos países que participavam desse conflito.

2.1 - A HISTÓRIA DA GRIPE ESPANHOLA

Os historiadores sabem que a gripe espanhola não surgiu na Espanha, mas


recebeu esse nome em razão da forte divulgação do problema na imprensa
espanhola.
Na época em que a doença se espalhou, o mundo passava pela Primeira Guerra
Mundial, e as grandes potências ocidentais estavam envolvidas no conflito havia anos.
Por essa razão, a imprensa desses países sofria forte censura – isso porque divulgar
as notícias de que a gripe espanhola tinha afetado suas tropas poderia ser muito ruim
para o moral dos soldados e poderia espalhar pânico na população. Assim, esses
locais passaram a censurar as notícias relacionadas com a doença.
Como a Espanha não estava envolvida com a guerra, não havia necessidade de
censurar a imprensa e, assim, as notícias sobre a enfermidade espalharam-se a partir
do que a imprensa espanhola noticiava. Foi por essa razão que a pandemia recebeu
o nome de gripe espanhola.
Infelizmente, os historiadores e os cientistas não possuem informações
suficientes que lhes permitam apontar o local exato do surgimento dessa doença.
Ainda assim, existem algumas teorias a respeito dos prováveis locais nos quais a
gripe espanhola possa ter surgido: Estados Unidos, China e Reino Unido.
A teoria mais aceita pelos estudiosos do assunto é de que a gripe espanhola
teria surgido em campos de treinamento militar nos Estados Unidos. Isso porque os

4
primeiros casos da doença também foram registrados lá. Esses casos aconteceram
em trabalhadores de uma fábrica em Detroit e em soldados instalados em um campo
militar no estado do Kansas.

2.2 - FORMA DE TRANSMISSÃO

Esse vírus foi facilmente transmitido de pessoa para pessoa por meio do contato
direto, tosse e mesmo pelo ar, principalmente devido aos sistemas sanitários de vários
países serem deficitários e sofrerem com os conflitos da Grande Guerra.

2.3 - SINTOMAS

O vírus da gripe espanhola tinha a capacidade de afetar vários sistemas do


organismo, ou seja, podia causar sintomas ao atingir os sistemas respiratório,
nervoso, digestivo, renal ou circulatório. Assim, os principais sintomas da gripe
espanhola incluam:
• Dores musculares e nas articulações;
• Intensa dor de cabeça;
• Insônia;
• Febre acima de 38º;
• Cansaço excessivo;
• Dificuldade para respirar;
• Sensação de falta de ar;
• Inflamação da laringe, faringe, traqueia e brônquios;
• Pneumonia;
• Dor abdominal;
• Aumento ou diminuição dos batimentos cardíacos;
• Proteinúria, que é o aumento da concentração de proteína na urina;
• Nefrite.
Após algumas horas de surgimento dos sintomas, os pacientes com gripe
Espanhola podiam apresentar manchas marrons no rosto, pele azulada, tosse com
sangue e sangramentos pelo nariz e orelhas.

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2.4 - TRATAMENTOS

Para evitar a transmissão do vírus da gripe Espanhola era recomendado evitar


estar em lugares públicos com muita gente, como teatros ou escolas, e, por isso,
algumas cidades foram abandonadas.
Hoje em dia a melhor forma de prevenir a gripe é por meio da vacinação anual,
uma vez que os vírus sofrem mutações aleatórias ao longo do ano para poderem
sobreviver. Além da vacina, existem antibióticos, que surgiram em 1928, e que podem
ser receitados pelo médico para evitar a ocorrência de infecções bacterianas
posteriores à gripe.

3.0 - PESTE NEGRA

A peste negra, foi uma grave infecção provocada pela bactéria Yersinia pestis,
cuja principal via de transmissão é a picada de pulgas de roedores, principalmente de
ratos. A peste foi uma doença que atormentou a humanidade há milênios. O DNA da
bactéria Yersinia pestis já foi identificado em dentes de indivíduos que viveram há
mais 5 mil anos nas regiões da Ásia e Europa.

3.1 - HISTÓRIA DA PESTE NEGRA

Segundo alguns historiadores, acreditam que a peste negra surgiu na Ásia


Central. Existem inúmeras teorias sobre o lugar específico onde a doença surgiu, mas
a mais aceita sugere que o lugar de origem é a China e que, durante muito tempo, a
peste tenha atuado exclusivamente na Ásia Central. A partir do século XIV, ela se
espalhou por terra e por mar pelo Oriente.
Regiões como a Mongólia, parte da China, Síria, Mesopotâmia e Egito teriam
sido atingidas no começo do século XIV, causando a morte de cerca de 24 milhões
de pessoas nesses locais. A doença teve contato com os europeus por meio de um
conflito que aconteceu em Caffa, colônia genovesa localizada na Crimeia (região
atualmente disputada por Ucrânia e Rússia).

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A peste foi provavelmente transportada por pulgas que viviam nos ratos que
viajavam em navios mercantes genoveses, espalhando-se por toda a bacia do
Mediterrâneo, atingindo o resto da Europa através da península italiana.
Em algumas regiões, até 75% da população foi dizimada, gerando caos social e
colapso econômico em vários países. O número de mortos era tão grande, que os
poucos sobreviventes não davam conta de enterrar os que haviam falecido. Em toda
a Europa, estima-se que entre 25 e 75 milhões de pessoas tenham sido mortas pela
doença, o que representa até 1/3 de toda a população daquela época.
A peste foi denominada “negra” por conta das afecções na pele da pessoa
acometida por ela, isto é, a doença provocava grandes manchas negras na pele,
seguidas de inchaços em regiões de grande concentração de gânglios do sistema
linfático, como a virilha e as axilas.

3.2 - FORMAS DE TRANSMISSÃO

Na maioria dos casos, a bactéria Yersinia pestis é transmitida ao homem quando


este é picado por uma pulga que previamente havia se alimentado do sangue
de algum roedor infectado, tal como ratos, esquilos, cães-da-pradaria, tâmias ou
coelhos. A transmissão da Yersinia pestis através de pulgas costuma provocar peste
nas formas bubônica ou septicêmica. Eventualmente, a forma pneumônica pode surgir
como complicação destas duas formas.
A peste também pode ser transmitida através da manipulação de sangue,
secreções, tecidos de animais contaminados ou em acidentes em laboratórios que
manuseiam produtos microbiológicos. Esta forma de transmissão da bactéria também
costuma resultar em peste bubônica ou peste septicêmica.
A transmissão pela via respiratória provoca a peste pneumônica, que é a única
forma de peste que pode ser transmitida diretamente de humano para humano. A
peste pneumônica também pode ser transmitida de animais para os seres humanos.
Os gatos são particularmente suscetíveis e podem se contaminar ao comer roedores
portadores da bactéria.

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3.3 - SINTOMAS

Segundo o médico Drauzio Varella, a peste negra pode causar febre de


41° graus, além de vômitos com a presença de sangue
e complicações no pulmão. Na literatura também figuraram vários relatos da peste
e do impacto que ela produziu. Um dos mais famosos é do autor
italiano Giovanni Boccaccio e de seu famoso livro Decameron, no qual podemos ler
o seguinte relato:
“Com o surgimento de certas tumefações na virilha ou nas axilas de homens e
mulheres, algumas das quais atingiam o tamanho de uma maçã comum e outras o
de um ovo, umas mais e outras menos, e a elas o povo dava o nome de bubões. E
os referidos bubões mortíferos, não se limitando às duas citadas partes do corpo,
em breve espaço de tempo começaram a nascer e a surgir indiferentemente em
todas as outras partes, após o que a qualidade da enfermidade começou a mudar,
passando a manchas negras ou lívidas, que em muitos surgiam nos braços, nas
coxas e em qualquer outra parte do corpo, umas grandes e ralas, outras diminutas
e espessas. E, tal como ocorrera e ainda ocorria com o bubão, tais manchas eram
indício inegável de morte próxima para todos aqueles em quem aparecessem”.
(BOCCACCIO, Giovanni. Decameron. São Paulo: Abril Cultural.
Sem tratamento, a peste costumava progredir para o sistema nervoso central,
provocando alterações na fala e na marcha, alucinações, movimentos involuntários e,
posteriormente, coma e pôr fim a morte era mais que certa.

3.4 - TRATAMENTO

O tratamento da peste, em todas as suas formas, deve ser feito com


antibióticos. A estreptomicina ou a gentamicina são as opções mais utilizadas. A
tetraciclina ou a doxiciclina são opções alternativas, caso a estreptomicina e a
gentamicina não estejam disponíveis.
O tratamento deve ser mantido por 10 dias e a taxa de sucesso, quando
iniciado precocemente, é de mais de 90%. Os pacientes contaminados devem ficar
em isolamento respiratório durante as primeiras 48 horas de tratamento antibiótico
para prevenir a contaminação de outras pessoas.

8
4.0 - GRIPE H1N1

4.1 - HISTÓRIA DA GRIPE H1N1

A pandemia de gripe A de 2009 (inicialmente designada como gripe


suína e gripe mexicana e em abril de 2009 como gripe A) foi uma pandemia de uma
variante de gripe suína cujos primeiros casos ocorreram no México em meados do
mês de março de 2009. Veio a espalhar-se pelo mundo, tendo começado
pela América do Norte, atingindo pouco tempo depois a Europa e a Oceania.
A pandemia durou cerca de 20 meses, de janeiro de 2009 a agosto de 2010, e é
a segunda das duas pandemias envolvendo o vírus da gripe H1N1 (a primeira foi
a pandemia de gripe espanhola de 1918–1920), embora uma nova cepa. O vírus foi
identificado como uma nova cepa do já conhecido Influenza A subtipo H1N1, o mesmo
vírus responsável pelo maior número de casos de gripe entre humanos, o que tornou
possível também a designação nova gripe A, em oposição à gripe A comum.
O problema da gripe H1N1 é que ela pode levar a complicações de saúde muito
graves, podendo ser fatal. O vírus vive por duas a oito horas em superfícies e lavar as
mãos com frequência ajuda a reduzir as chances de contaminação.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Center for Deseases
Control (CDC), o centro de controle de doenças nos Estados Unidos, não há risco de
esse vírus ser transmitido através da ingestão de carne de porco, porque ele será
eliminado durante o cozimento em temperatura elevada (71º Celsius).
De acordo com o Ministério da Saúde, neste ano, até 30 de maio, foram
registrados 4.704 casos de influenza de todos os tipos no Brasil. Deste total, 3.978
foram influenza A (H1N1), sendo 764 óbitos. O pneumologista do Instituto Nacional
de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Hisbello da Silva Campos esclarece algumas dúvidas sobre sintomas e prevenção da
doença.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em 25 de abril de 2009 que
a epidemia era um caso de "Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional",
significando que os países em todo o mundo deverão acentuar a vigilância em relação
à propagação do vírus. No dia 27 de abril de 2009, a mesma organização elevou o

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nível de alerta pandêmico para 4, o que significa que se verifica transmissão pessoa
a pessoa, com risco de surtos localizados.
Dois dias depois, no dia 29, OMS eleva para 5 o nível de alerta, o que significa
que há a transmissão da doença entre pessoas em pelo menos dois países com um
risco de pandemia iminente. A escala da OMS vai de 1 a 6. No dia 11 de junho o nível
de alerta subiu ao máximo (nível 6) e é decretada a pandemia, visto esta existir em
mais de 7 países e em vários continentes.
Em 10 de agosto de 2010, a diretora-geral do organismo da OMS, Margaret
Chan, anunciou o fim da pandemia de gripe A. "O mundo não está mais na fase seis
de alerta pandémico. Passamos para a fase pós-pandémica", disse a directora-geral
do organismo. Mais de uma em cada cinco pessoas terão sido infectadas com o vírus
H1N1 durante a pandemia gripal, embora oficialmente esta tenha causado menos
mortes que uma simples gripe sazonal, indica um estudo divulgado em janeiro de
2013.
O estudo, conduzido pelo Imperial College London e pela OMS, mostra que 20
a 27 por cento das populações analisadas em duas dezenas de países foram
infectadas pelo H1N1, o que vem confirmar que o vírus era altamente contagioso.
A pandemia se iniciou em La Gloria, distrito de Perote, a 10 km da criação de
porcos das granjas Carroll, subsidiária da Smithfield Foods. O paciente zero foi o
menino de cinco anos Edgar Hernandez. Segundo estudo publicado pelo The New
England Journal of Medicine e pelo jornal inglês The Independent, a pandemia pode
ter resultado de um acidente de pesquisa em algum laboratório, no final dos anos
1970.
A gripe suína havia desaparecido entre os humanos, depois de uma pandemia
de outra linhagem do vírus, em 1957. Depois disso, o H1N1 não foi detectado até
janeiro de 1976, quando ocorreu um novo surto. O vírus pode ter sido reintroduzido
acidentalmente por cientistas e causou uma pandemia em 1977, iniciada na Rússia e
na China. Por isso cientistas de todo o mundo voltaram a estudar o vírus, com
amostras congeladas e armazenadas desde os anos 1950.
Depois de 1977, a gripe suína reapareceu anualmente. Pesquisadores da
Universidade de Pittsburgh acreditam que algum dos laboratórios, que possuía a
linhagem dos anos 1950, tenha deixado que o vírus acidentalmente escapasse.

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4.2 - VACINA

As primeiras vacinas começaram a ser desenvolvidas no segundo semestre de


2009. Nesse mesmo ano, o presidente Lula liberou 2,1 bilhões de reais para aquisição
de vacinas, insumos, material de diagnóstico, equipamentos de hospitalização e
ampliação dos leitos de UTI, além de determinar a ampliação dos turnos nas unidades
de saúde. Para garantir o acesso do país aos imunizantes, o governo Lula fechou
parcerias com três laboratórios - Glaxo Smith Kline, SANOFI Pasteur e Novartis.
Em colaboração com o governo paulista, o governo federal fez um acordo de
licenciamento e transferência de tecnologia da vacina SANOFI Pasteur, que passaria
a ser produzida pelo Instituto Butantan, com subvenção do Programa Nacional de
Imunização do Ministério da Saúde. Ao todo, o governo federal adquiriu 83 milhões
de doses da vacina contra H1N1.
Também com dotação extra do governo federal, a Fiocruz triplicou a produção
do medicamento utilizado para o tratamento da H1N1 (derivado do princípio ativo do
Tamiflu) e conseguiu produzir um kit nacional para diagnóstico da doença a um custo
55% menor em relação aos similares importados, o que permitiu estabelecer uma
estratégia de testagem em massa das pessoas com sintomas da gripe. Em fevereiro
de 2010, o ministro da saúde, José Gomes Temporão, divulgou a Estratégia Nacional
de Vacinação Contra a Gripe H1N1, com a definição do calendário, dos grupos
prioritários e das etapas.
Por intermédio do SUS, os estados receberam 1,9 milhão de kits para o
tratamento da gripe H1N1, produzidos pela Fiocruz - quantidade suficiente para tratar
38 vezes o número total de casos graves registrados no ano anterior (48.978
pessoas). Meio milhão desses kits foram encaminhados para a rede Farmácia Popular
e o Ministério da Saúde manteve pronto um estoque de 20 milhões de kits para serem
utilizados no caso de a pandemia atingir o pior cenário possível. O governo federal
também iniciou uma campanha para desmentir boatos sobre a presença de níveis
tóxicos de mercúrio na vacina e rebater a falsa alegação de que o imunizante causava
a Síndrome de Guillain-Barré.
Em março de 2010, o governo federal iniciou a campanha de vacinação. Em
apenas três meses, utilizando as vacinas adquiridas e os novos lotes fabricados pelo
Instituto Butantan, o Brasil conseguiu vacinar 92 milhões de pessoas, ultrapassando

11
com ampla margem a meta em relação ao público-alvo. O governo federal esperava
vacinar 80% dos grupos prioritários, mas conseguiu chegar a 88%. O sucesso deve-
se ao esforço de mobilização e à estratégia de multiplicar os pontos de vacinação,
englobando unidades de saúde, escolas, repartições públicas, locais de trabalho e até
mesmo vias públicas.
O Brasil foi o país que mais vacinou em relação ao percentual da população
total: 42% da população brasileira foi imunizada, índice superior ao registrado, por
exemplo, nos Estados Unidos (26%), México (24%), Suíça (17%), Argentina (13%),
França (8%) e Alemanha (6%). Até o momento, a campanha brasileira contra o H1N1
em 2010 foi a maior campanha de vacinação em massa do século XXI. A rápida ação
do poder público foi essencial para debelar a pandemia e mantê-la sob controle. O
Brasil registrou quase 60.000 casos da doença e 2.146 mortes em 2009. Em 2010, o
número de mortes caiu para cerca de 100. A vacina contra a gripe H1N1 é aplicada
anualmente pela rede pública desde então e 100% das doses são produzidas pelo
Instituto Butantan.

4.3 - TRANSMISSÃO

A transmissão da gripe suína acontece através de gotículas de saliva e de


secreção respiratória que ficam suspensas no ar quando a pessoa infectada, tosse,
espirra ou fala. Além disso, esse vírus é capaz de permanecer até 8 horas em
superfícies e, por isso, é possível que a doença também seja transmitida através do
contato com superfícies contaminadas.
A gripe suína também pode ser transmitida através do contato direto com
porcos infectados, no entanto a transmissão não acontece quando se consome carne
desses porcos, isso porque o vírus é inativado e eliminado quando exposto a altas
temperaturas.

4.4 - SINTOMAS

Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras
gripes. No entanto, requer cuidados especiais a pessoa que apresentar:
• Febre alta, acima de 38ºC, 39ºC, de início repentino;

12
• Dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações;
• Irritação nos olhos;
• Tosse;
• Coriza;
• Cansaço;
• Inapetência;
• Vômitos;
• Diarreia.

5.0 - VARÍOLA

5.1 - HISTÓRIA DA VARÍOLA

A varíola é considerada uma das doenças que provocou mais mortes no mundo,
assolando a humanidade antes mesmo da era cristã. Apesar de deixar cicatrizes
quase patognomônicas, há poucos relatos indicativos da doença antes do século X.
Estimasse que o vírus causador da varíola do gênero Orthopoxvirus e da família
Poxviridae surgiu na África, Egito ou Ásia, aproximadamente em 10.000 a.c., onde
suas primeiras evidências foram encontradas em múmias egípcias.
As primeiras exposições da varíola ocorrem a partir da era cristã, especialmente
a partir do século IV. A doença tornou-se mais manifesta com a demasiada
concentração de pessoas e a aparição de grandes cidades ao longo dos vales do rio
Nilo (Egito), Tigre e Eufrates (Mesopotâmia), Ganges (Índia), Amarelo e Vermelho
(China). Previamente desse período, a doença provavelmente sucedia de forma
esporádica, justo ao baixo número de habitantes das cidades.
Conforme mencionado previamente, com o aumento das nações ao longo dos
grandes rios da Ásia, a varíola fixou-se, por assim dizer, nessas regiões e espalhou-
se para a Europa e o Japão. As vias de comerciantes nas regiões das atuais Grécia e
Itália foram as vias de transmissão da doença nos séculos IV e V. A expansão islâmica
nos séculos VIII e IX instaurou a doença no norte da África e na Península Ibérica.
Ao decorrer dos séculos XI e XV, a varíola atinge praticamente toda a Europa.
Era iminente observar dois padrões epidemiológicos divergentes. Em grandes
cidades, ou em locais densamente povoados, ela continha caráter endêmico,

13
atingindo quase que exclusivamente crianças. Já nas pequenas cidades e em regiões
de pouca população, detinha caráter exclusivamente epidêmico, com surtos
sobrevindo de tempos em tempos e atingindo a todas as idades.
No Brasil, o primeiro surto da varíola ocorreu no Maranhão em 1555 introduzida
por colonos franceses e também relacionado com o tráfico de escravos africanos, as
populações nativas foram duramente atingidas, principalmente pela busca por parte
dos jesuítas para a conversão dos índios.
Estimasse que a varíola disseminou metade dos indígenas americanos. No
século XVIII, aproximadamente 400 mil pessoas morriam por ano, somente na Europa
e de acordo com estudiosos e somente no século XX essa epidemia foi responsável
por cerca de 500 milhões de mortes no mundo. Atingindo figuras importantes da
história, como a Maria II, rainha da Inglaterra durante o século XVII.

5.2 - VARIOLIZAÇÃO E VACINA

A primeira proteção contra varíola constitui-se em friccionar o material infeccioso


dos doentes com varíola na pele riscada das crianças. A Mary Montagu trouxe este
método (conhecido como o variolation) da Turquia a Inglaterra em 1721. Ainda que
arriscado, foi optado na Europa no decurso do século XVIII, depois do tratamento bem-
sucedido das duas filhas da princesa de Gales.
Ao fim do século, o variolation foi aceito extensamente no mundo inteiro como
um procedimento ativo para vetar a varíola. O uso manifesto na Grâ Bretanha reduziu
o choque do vírus nas classes poderosas, todavia não na população no total.
Por volta do ano de 1780, o médico chamado Edward Jenner teve o
conhecimento que as mulheres que ordenhavam as vacas não possuíam os sinais da
varíola em seus rostos. Descobriu que as vacas possuíam uma forma da varíola,
conhecida como a varíola bovina, então relacionou que as mulheres ordenhadeiras
obtinham essa varíola bovina e desenvolviam sintomas bem mais leves, com apenas
pequenas feridas nas mãos, e nunca adquiriram a varíola normal dos humanos.
Portanto, em 1796, aproveitando que uma ordenhadeira tinha pego varíola
bovina, ele raspou as feridas das mãos dela e introduziu em um menino de 8 anos.
Depois de algumas semanas ele tentou expor ele à varíola normal, e o menino não
desenvolveu nenhum sintoma. De vaca veio a palavra vaccinia, que virou vacina.

14
Jenner tinha descoberto o uso do vírus inativado da doença, fazendo com que o
organismo trabalhe sua imunização contra o vírus. Essa forma de vacinação, com um
vírus inativado, é usada até os dias atuais.
Fazendo uso do vírus inativado, a varíola foi a primeira doença humana
erradicada com a vacina. Em 1978, após uma campanha mundial de vacinação,
ocorreu o último caso de varíola. Em 1980, a Organização Mundial da Saúde (OMS)
sugeriu a descontinuação da vacinação rotineira contra varíola. Como seres humanos
são os únicos hospedeiros naturais do vírus de varíola e este não pode sobreviver
muito tempo no meio ambiente a OMS declarou erradicada a infecção natural.

5.3 - TRANSMISSÃO

Os modos de transmissões são muito simples e, portanto, muito perigosos, onde


na maioria das vezes era pela inalação de gotículas contaminadas com o vírus, sendo
eliminadas ao falar, tossir, espirrar.

5.4 - SINTOMAS

Os sintomas da varíola surgem de forma repentina após os 12 dias de incubação,


marcadas por sintomas semelhantes da gripe como as dores de cabeça, febre alta,
calafrios e dores corporais com mal-estar. Após os 4 dias iniciais os sintomas vão se
agravando e surgindo lesões na pele que evoluem para pústulas, contendo pus, e
podendo causar cegueira.

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6.0 - CONCLUSÃO

Neste trabalho abortamos algumas pandemias manifestas no passado, como a


Gripe Espanhola que após uma variante do vírus Influenza, ocorrida entre 1918 e
1919, e que acometeu todos os continentes, sendo o vírus altamente transmissível
por contato direto, tosse e pelo ar, e devido ao precário sistema sanitário favorecia ao
aumento exponencial da virose, deixando cerca de 50 milhões de mortos.
Outra pandemia foi a Peste Negra foi uma pandemia bacteriana que ainda não
temos o lugar específico da origem, mas segundo historiadores acredita-se que se
originou na china em meados do século XIV, é tinha como vetor pulgas de roedores
principalmente de ratos, no pico da pandemia teve regiões que dizimou até 75% da
população, gerando caos social e colapsou a economia de vários países.
Em março 2009 no país do Mexico, teve os primeiros relatos de após uma nova
cepa do vírus da gripe (influenza), inicialmente como gripe suína e gripe mexicana,
apenas no mês de abril de 2009 que se fixou o nome de Influenza A subtipo H1N1,
com sintomas semelhantes aos quadros gripais gerados por outros vírus de gripe,
logo se espalhou para outros continentes esta pandemia durou cerca de 20 meses.
Umas das doenças que provocou mais óbito no mundo Foi a Varíola, causada
pelo vírus Poxvirus variolae, acredita-se que surgiu aproximadamente 10.000 a.C. na
África, Egito ou Asia. Onde se observou as primeiras evidencias em múmias egípcias,
as primeiras exposições da varíola ocorrem a partir do século IV a doença se
manifesta com maior incidência em grandes cidades, onde apresentava uma
concentração maior de pessoas, devido a fácil transmissão onde a maioria das vezes
era pela inalação de gotículas contaminada com o vírus expelida pela portado através
da fala, tosse e até ao respirar.
Ao decorrer dos séculos esta doença foi se alastrando para outros países, de
acordo com cientistas somente no século XX esta epidemia foi responsável por cerca
de 500 milhões de mortos no mundo, em 1721 iniciou os primeiros métodos de
proteção a varíola, consistia em expor o ser humano em contato com o agente
patógeno de forma controlada conhecida como variolation, que foi aceito
extensamente no mundo inteiro como procedimento ativo para vetar a varíola.
Em 1796 o médico Edward Jenner, tinha descoberto o vírus na forma inativa da
doença fazendo com que o organismo trabalhe sua imunização contra o vírus, sendo

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este o princípio da vacinação até os dias atuais. em 1980 a OMS reconheceu a
erradicação da varíola no mundo.
Ao fim do trabalho, pode se concluir que as pesquisas realizadas ampliaram o
conhecimento a respeito das pandemias vivenciada no passado, forneceu
informações importantes para o entendimento e classificação de riscos das patologias
e pandemias passadas, onde nos servem como base para medidas preventivas e para
pesquisas de patologias atualmente.

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7.0 - BIBLIOGRAFIA

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Combate à epidemia de H1N1: um histórico de sucesso | CEE Fiocruz

Gripe suína (H1N1): o que é, sintomas, transmissão e tratamento - Tua Saúde


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