O S PERIGOS DO RECONHECIMENTO FACIAL DA
INTELIGENCIA ARTIFICIAL NA SEGURANÇA P ÚBLICA
Proponentes:
Rafael Bogo
[email protected]
Luis Henrique Demarco Scatolin
[email protected]
Sistemas de Informação
24 de fevereiro de 2023
1. resumo
Este trabalho tem como objetivo analisar a relação entre inteligência artificial (IA) e re-
conhecimento facial, destacando como as falhas no reconhecimento facial das IAs podem
prejudicar a segurança pública. A pesquisa será realizada através de entrevistas com es-
pecialistas, análise de dados e revisão da literatura existente. Os resultados esperados
incluem a identificação das falhas relacionadas à IA, bem como a conscientização do
público sobre os riscos envolvidos, utilizando uma variedade de meios, como panfletos,
postagens em mı́dias sociais, links, artigos e sites. Com isso, espera-se aprofundar o co-
nhecimento sobre o assunto e propor soluções para evitar essas situações problemáticas
na segurança pública.
palavras-chaves: tecnologia, utilização, crescimento, aplicação, aprendizado,
máquinas, análises, interpretação, simulação, previsões, identificação, biometria, ı́ris,
voz, rosto, problemas, informações, câmeras, defeitos crı́ticos, análise errônea, dados
biométricos, informações pessoais, fraude, exposição, imagem, alertar, comunidade,
comunicação, ideias, conscientização, postagens, links, artigos, sites, riscos, métodos,
soluções, garantia, eficaz, utilização, conscientização.
2. Introdução
Para atender às necessidades humanas, que são cada vez mais complexas, a tecnologia
e sua utilização cresce de maneira vertiginosa, e vem sendo aplicada de diferentes ma-
neiras em muitas áreas. A Inteligência Artificial (IA), é uma das ”novas”tecnologias
que vem se mostrando cada vez mais fascinante com o passar dos anos, pois ela pos-
sibilita o aprendizado das máquinas através de análises e interpretação de dados com-
plexos, podendo assim ”simular”a inteligência humana, desse modo viabilizando di-
agnósticos, tratamentos, previsões de resultados, e diversas outras inovações na tecnologia
[STAMBOROSKI et al. 2019].
A inteligência artificial também possibilita o reconhecimento facial, ou seja, é
possı́vel realizar identificação de pessoas, técnica que vem sendo aplicada na área de
segurança pública e privada e em aparelhos digitais. Além da biometria, outras formas
são usadas para identificação do ser humano, como a ı́ris, a retina, a voz, o cheiro, rosto
entre outros [ELY et al. 2020].
O problema que acompanha o reconhecimento facial está principalmente relacio-
nado à falta de segurança das informações registradas por câmeras de segurança pública,
os defeitos criticos da inteligência artificial que podem acabar gerando vı́timas de uma
análise errônea. Dados biométricos permitem a exploração de diversos outros dados pes-
soais correlacionados às caracterı́sticas faciais. A vı́tima pode passar por problemas como
fraudes e exposições públicas de sua imagem.
Considerando a importância do reconhecimento facial, o uso dessa tecnologia se
torna cada vez mais presente na vida da população, a ideia do projeto é alertar a comuni-
dade em geral mas principalmente a comunidade cientı́fica sobre os problemas associados
à sistemas que utilizam essa tecnologia e às possı́veis violações dessas informações. A
maneira mais eficiente seria por meio das redes sociais, tais como Facebook, Instagram,
Reddit. Pois atualmente é o maior meio de comunicação mundial. Tais redes sociais vão
servir para o compartilhamento de diversas ideias de conscientização, como panfletos,
postagens, links, artigos, sites. Com o intuito de alertar/conscientizar a população sobre
os riscos de segurança relacionados à tecnologia de reconhecimento facial proporcionados
pela IA.
É necessário grande atenção na hora de falar sobre segurança de informações que
estão relacionadas à IA, é de suma importância a análise de métodos e soluções para
garantir uma segurança eficaz a população.A melhor forma para tal seria a utilização
cautelosa e o constante aperfeiçoamento desse sistema. É uma tecnologia importante e
muito promissora, mas que precisa de cuidados para não ser usada de maneria errônea e
criminosa.
3. Referencial Teórico
[LOBO 2018] Inteligência artificial (IA) é um ramo da ciência da computação que usando
algoritmos definidos por especialistas é capaz de reconhecer um problema, ou uma tarefa
a ser realizada, analisar dados e tomar decisões, simulando a capacidade humana.
[D’ADDARIO 2022] Inteligência Artificial já está transformando a vida humana,
mudando o conceito de transporte, com seus veı́culos autodirigidos, com suas cirur-
gias feitas por robôs, com sistemas de comunicação automatizados, com a automação
de serviços financeiros e bancários, enfim, com um número cada vez maior de usos e
funções.
[STAMBOROSKI et al. 2019] A inteligência artificial pode ser usada para treinar
máquinas a fim de realizar atividades simples que proporcionam mais conforto e prati-
cidade para as pessoas, ao contrário do que algumas pensam sobre ela, de que os robôs
substituirão as pessoas.
[de ÁVILA NEGRI et al. 2020] Tecnologias de reconhecimento facial destacam-
se enquanto ferramentas empregadas para fins de vigilância, cuja onipresença torna-se
cada vez mais evidente.
[ELY et al. 2020] Para realizar o treinamento de uma máquina (ou RNA) para
realizar o reconhecimento facial é preciso coletar imagens de faces, criando um dataset
que será utilizado para o treinamento da RNA.
[de ÁVILA NEGRI et al. 2020]Os avanços recentes da ciência de dados e das
técnicas de inteligência artificial, somados à suposta demanda por segurança no mundo
con-temporâneo, fizeram surgir a sociedade da vigilância, que hoje se apresenta como um
pan-óptico digital. Nesse contexto, tecnologias de reconhecimen-to facial destacam-se
enquanto ferramentas empregadas para fins de vigilân-cia, cuja onipresença torna-se cada
vez mais evidente.
[COSTA 2020] Com a ausência de regulamentação sobre os limites legais do com-
partilhamento dos bancos de dados entre esses agentes, a privacidade das informações dos
usuários fica exposta.
[Miragem 2019] O Brasil associou-se a este esforço de disciplina legislativa da
proteção de dados pessoais com a edição, em 2018, da Lei 13.709, de 14 de agosto de
2018 (LGL018222) – denominada Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Fundamenta-
se a LGPD no propósito de garantia dos direitos do cidadão, oferecendo bases para o
desenvolvimento econômico a partir da definição de marcos para utilização econômica da
informação decorrente dos dados pessoais.3
3.1. Trabalhos Relacionados
[1] Silva, J. (2022). Análise da implementação de tecnologias de reconhecimento facial
no Brasil e seus impactos na população negra. Este trabalho analisa a implantação de
tecnologias de reconhecimento facial como forma de reforço ao racismo estrutural no
Brasil. A pesquisa utiliza uma abordagem dedutiva, com técnicas documental e bibli-
ográfica. Conclusão mostra que há falhas comuns na tecnologia que afetam a população
negra, exigindo transparência e medidas para evitar a reprodução de discursos racistas
pelos algoritmos.”Revista de Direito, 42(3).
[2] Souza, T. (2022). Tecnologias biométricas e sua aplicação na segurança
pública no Brasil: Análise dos impactos do racismo estrutural. Revista de Direito e
Tecnologia, 12(4), pp. 67-78. Neste trabalho, o autor examina o uso crescente de re-
conhecimento facial na segurança pública e persecução penal no Brasil, considerando a
sociedade permeada pelo racismo estrutural. A partir de uma pesquisa bibliográfica e
análise de casos noticiados, o estudo avalia a precisão dos algoritmos utilizados e seu im-
pacto na proteção de dados pessoais. Os resultados indicam que a falta de regulamentação
federal especı́fica para a segurança pública, combinada com a presença de erros nos algo-
ritmos, pode comprometer a igualdade e pôr em risco direitos e garantias fundamentais
previstos na Constituição. O trabalho conclui que é crucial considerar as desigualdades
sociais e garantir medidas de transparência e proteção de dados no uso de tecnologias
biométricas na segurança pública.
[3] Oliveira, L. (2022). Aspectos ético-jurı́dicos e tecnológicos do emprego de
reconhecimento facial na segurança pública no Brasil. Neste artigo, o autor analisa o
emprego do reconhecimento facial na segurança pública no Brasil, considerando seus
aspectos ético-jurı́dicos e tecnológicos. A pesquisa aborda os impactos desta tecnologia
na sociedade, discutindo os mecanismos de controle jurı́dico, ético e social existentes e
potenciais. A conclusão destaca a necessidade de amplos debates para avaliar o uso desta
tecnologia pelas autoridades públicas e pela sociedade como um todo.
[4] Junior, L.F.M.C. (2011). Abordagem para reconhecimento facial utilizando
rede neural MLP e algoritmo Rprop. Objetivo é avaliar a eficiência de MLP no reconhe-
cimento de faces a partir do banco de faces ORL.
4. Metodologia
Neste artigo, será realizada uma pesquisa sobre a tecnologia de reconhecimento facial e
sua relação com a Inteligência Artificial, segurança de informações e outros temas correla-
tos. A metodologia inclui uma revisão de literatura, coleta de dados relevantes, entrevistas
com especialistas, análise de resultados,produção e monitoramento. Além disso, o artigo
será divulgado nas redes sociais para alertar a população sobre os riscos de segurança
relacionados à tecnologia de reconhecimento facial.
Pesquisa bibliográfica: Realizar uma revisão de literatura sobre tecnologia de re-
conhecimento facial, Inteligência Artificial, segurança de informações, entre outros temas
relacionados.
Análise de dados: Coletar dados relevantes sobre o uso da tecnologia de reconhe-
cimento facial na área de segurança pública e privada, incluindo problemas e violações
relacionados.
Entrevistas: Entrevistar especialistas no assunto para obter uma perspectiva mais
ampla e profunda sobre os problemas e soluções relacionados à segurança de informações
e tecnologia de reconhecimento facial.
Análise de resultados: Analisar os dados coletados e as entrevistas para identifi-
car os principais problemas relacionados à tecnologia de reconhecimento facial e discutir
possı́veis soluções.
Produção de conteúdo: Esta etapa consiste em criar conteúdos relevantes ba-
seados nas informações coletadas na pesquisa de dados e nas entrevistas realizadas, tais
como panfletos, postagens, links, artigos, sites. A produção de conteúdo é uma etapa
importante para transmitir as informações coletadas de forma clara e objetiva, para que
possa ser compreendida por uma ampla gama de públicos. Aqui, será considerada a
estruturação e a apresentação dos dados coletados, para que eles sejam facilmente com-
preendidos e possam ser utilizados para fins futuros. O objetivo é apresentar informações
precisas e objetivas para o público alvo, levando em consideração a relevância do tema e
o propósito da pesquisa.
Divulgação: Compartilhar o conteudo produzido em redes sociais, como Face-
book, Instagram e Reddit, para alertar a população sobre os riscos de segurança relacio-
nados à tecnologia de reconhecimento facial da Inteligência Artificial.
Monitoramento: Monitorar continuamente o uso da tecnologia de reconheci-
mento facial por um perı́odo de 3 meses a partir da conclusão da pesquisa, para verificar
as mudanças e tendências no uso da tecnologia na área de segurança pública e privada,
bem como a evolução dos problemas e soluções relacionados.
5. Resultados Esperados
Como resultados esperados deste trabalho, têm-se:
1. O resultado esperado deste trabalho é conscientizar as pessoas sobre os
possı́veis riscos que possam enfrentar em relação ao tema abordado, fornecendo
informações sobre como se proteger e lidar com esses problemas.
2. Conscientizar a população sobre os riscos de segurança associados à tecnologia
de reconhecimento facial proporcionados pela Inteligência Artificial.
3. Compartilhar ideias de conscientização sobre a segurança de informações relaci-
onadas à Inteligência Artificial através de diversas plataformas de redes sociais,
como Facebook, Instagram, Reddit.
4. Analisar métodos e soluções para garantir uma segurança eficaz de informações
relacionadas à Inteligência Artificial para a população.
5. Enfatizar a importância da atenção na segurança de informações relacionadas à
Inteligência Artificial.
6. Plano de Trabalho
6.1. Cronograma
Este trabalho terá um prazo total de 8 meses, durante os quais serão realizadas diversas
etapas para a realização de uma pesquisa completa sobre a tecnologia de reconhecimento
facial e suas implicações na segurança de informações. O prazo de 8 meses foi estabele-
cido para permitir a realização de uma pesquisa detalhada e abrangente, que inclui uma
revisão bibliográfica completa, coleta de dados relevantes, entrevistas com especialistas,
análise de resultados, produção de conteúdo, divulgação e monitoramento. Com esse
prazo, espera-se que seja possı́vel obter informações precisas e atuais sobre os possı́veis
problemas relacionados ao uso da tecnologia de reconhecimento facial, bem como propor
soluções para minimizar esses riscos e conscientizar o público sobre essas questões.
Janeiro Fevereiro Março Abril/ Junho/ Agosto Setembro Outubro
Maio Julho
Pesquisa bibli- x
ográfica
Análise de da- x
dos
Entrevistas x
Análise de re- x
sultados
Produção de x
conteúdo
Divulgação x
Monitoramento x x x
Figura 1. Plano de Trabalho .
Referências
COSTA, T. K. d. (2020). O uso da tecnologia de reconhecimento facial e a violação a
dados biométricos sob a luz da lei geral de proteção de dados.
D’ADDARIO, M. (2022). Inteligência Artificial: Tratados, aplicações, usos e futuro.
Babelcube Inc.
de ÁVILA NEGRI, S. M. C., de OLIVEIRA, S. R., and COSTA, R. S. (2020). O uso de
tecnologias de reconhecimento facial baseadas em inteligência artificial e o direito à
proteção de dados. Direito Público, 17(93).
ELY, R. R., Künas, C. A., Heck, L. P., and Padoin, E. L. (2020). Ia aplicada no reconhe-
cimento facial. Salão do Conhecimento, 6(6).
LOBO, L. C. (2018). Inteligência artificial, o futuro da medicina e a educação médica.
Miragem, B. (2019). A lei geral de proteção de dados (lei 13.709/2018) e o direito do
consumidor. Revista dos Tribunais, 1009.
STAMBOROSKI, J. D. S., De OLIVEIRA, J. V. S., Ely, R. R., and Padoin, E. L. (2019).
Inteligência artificial aplicada no reconhecimento facial. Salão do Conhecimento.