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Doença de Parkinson, Exercício Físico e Qualidade de Vida - Uma Revisão

O documento discute os benefícios do exercício físico para pessoas com doença de Parkinson. A doença de Parkinson é caracterizada como uma doença neurológica degenerativa e progressiva que afeta o sistema motor. O documento revisa estudos que mostram que o exercício físico regular pode melhorar a marcha, equilíbrio, flexibilidade e mobilidade funcional de pessoas com Parkinson.
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Doença de Parkinson, Exercício Físico e Qualidade de Vida - Uma Revisão

O documento discute os benefícios do exercício físico para pessoas com doença de Parkinson. A doença de Parkinson é caracterizada como uma doença neurológica degenerativa e progressiva que afeta o sistema motor. O documento revisa estudos que mostram que o exercício físico regular pode melhorar a marcha, equilíbrio, flexibilidade e mobilidade funcional de pessoas com Parkinson.
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Brazilian Journal of Development

Doença de Parkinson, exercício físico e qualidade de vida: uma revisão

Parkinson's disease, exercise and quality of life: a review

DOI:10.34117/bjdv6n9-553

Recebimento dos originais: 08/08/2020


Aceitação para publicação: 23/09/2020

Maria Eduarda da Silva


Discente de Licenciatura em Educação Física.
Instituição: Universidade Federal de Pernambuco/Centro Acadêmico de Vitória –
UFPE/CAV, Vitória de Santo Antão – PE, Brasil.
E-mail: [email protected]

Wellington Manoel da Silva


Enfermeiro. Residente em Saúde da Família.
Instituição: Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP, Recife –PE,
Brasil.
E-mail: [email protected]

Cassandra Alves de Oliveira Silva


Enfermeira. Especialista em Enfermagem do trabalho e Nefrologia.
Instituição: União de Ensino Superior de Campina Grande Faculdades – UNESC, Campina
Grande – PB, Brasil.
E-mail: [email protected]

Jamille Maria Moreira da Silva


Enfermeira. Especialista em Saúde da Família.
Instituição: União de Ensino Superior de Campina Grande Faculdades – UNESC, Campina
Grande – PB, Brasil.
E-mail: [email protected]

Georgia Cybelle dos Santos Silva


Enfermeira. Residente em Saúde da Família.
Instituição: Centro Universitário da Vitória de Santo Antão – UNIVISA, Vitória de Santo Antão –
PE, Brasil.
E-mail: [email protected]

Elaine Rufino Barbosa da Silva


Licenciada em Educação física.
Instituição: Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Recife – PE, Brasil.
E-mail: [email protected]

Núbya Annyédja Marcelino da Silva


Discente de enfermagem.
Instituição: Centro Universitário da Vitória de Santo Antão – UNIVISA, Vitória de Santo Antão –
PE, Brasil.
E-mail: [email protected]

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Lara Emanuele Santana Santos
Discente de enfermagem.
Instituição: Universidade Federal de Pernambuco/Centro Acadêmico de Vitória –
UFPE/CAV, Vitória de Santo Antão –PE, Brasil.
E-mail: [email protected]

Vitória Caroline de Lima Havenstrin


Discente de enfermagem.
Instituição: Centro Universitário Estácio de Santa Catarina, São José – SC, Brasil.
E-mail: [email protected]

Juliana Andrade dos Santos


Enfermeira Nefrologista. Residente em Saúde da Família.
Instituição: Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP, Recife –PE,
Brasil.
E-mail: [email protected]

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 9, p.71478-71488,sep. 2020. ISSN 2525-8761


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RESUMO
A Doença de Parkinson é caracterizada como uma doença neurológica crônica, degenerativa e
progressiva que acomete o sistema motor. A doença de Parkinson ainda não tem cura. O tratamento
pode ser feito de forma medicamentosa, por meio do uso de fármacos, cirurgias e tratamentos
adjuvantes que se constitui por exercício físico associado a fisioterapia. A prática regular de
exercício físico tem sido fundamental para amenizar ou retardar o aparecimento dos sintomas e
garantir independência para os parkinsonianos. Desta forma, este estudo objetivou analisar os
benefícios proporcionados pelo exercício físico aos indivíduos com doença de Parkinson. Trata-se
de uma revisão integrativa da literatura, com buscas realizadas nas bases de dados SciELO, Lilacs
e Medline. Os descritores utilizados foram “doença de Parkinson”, “exercício físico” e “qualidade
de vida”, utilizou-se como critérios de inclusão, artigos publicados no período de 2000 a 2020 e
trabalhos completos. Os principais benefícios promovidos pelo exercício físico relatados foram
melhora da marcha, equilíbrio, flexibilidade e mobilidade funcional.

Palavras-chave: Doença de Parkinson, Exercício físico, Qualidade de vida.

ABSTRACT
Parkinson's disease is characterized as a chronic, degenerative and progressive neurological disease
that affects the motor system. Parkinson's disease has no cure yet. The treatment can be done in a
medicated way, through the use of drugs, surgeries and adjuvant medications that consist of physical
exercise associated with physiotherapy. The regular practice of physical exercise has been
fundamental to alleviate or delay the onset of symptoms and independence for parkinsonians. Thus,
this study aimed to analyze the benefits provided by physical exercise to dependents with
Parkinson's disease. It is an integrative literature review, with searches carried out in the SciELO,
Lilacs and Medline databases. The descriptors used were Parkinson's disease, physical exercise and
quality of life, articles published in the period 2000 to 2020 and complete works were used as
inclusion criteria. The main benefits promoted by physical exercise reported were improved gait,
balance, flexibility and functional mobility.

Keywords: Parkinson's disease, Physical exercise, Quality of life.

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1 INTRODUÇÃO
A Doença de Parkinson foi descrita pela primeira em 1817, pelo clínico geral inglês James
Parkinson, caracterizada como uma doença neurológica crônica, degenerativa e progressiva, que
acomete o sistema motor. A Doença de Parkinson se desenvolve quando há uma perda rápida dos
neurônios do Sistema nervoso Central (SNC), localizados no mesencéfalo, na região conhecida
como substância negra, responsável pela produção e liberação da dopamina, um neurotransmissor,
cuja sua função envolve controle dos movimentos (MENESES, 2003).
A Doença de Parkinson é idiopática, acredita-se que sua causa pode estar ligada a defeitos
nas enzimas envolvidas na degradação das proteínas alfanucleica e parkina, culminando na morte
dos neurônios da substância negra, acredita-se ainda que alguns fatores externos como inseticidas,
uso de medicamentos, lesão cerebral, estresse, deficiência da mitocôndria e causas genéticas podem
influenciar no desenvolvimento da doença (MENESES, 2003; OXTOBY; WILLIAMS, 2000).
Os sintomas da Doença de Parkinson iniciam-se quando aproximadamente 70% dos
neurônios dopaminérgicos estão deteriorados, sendo quase imperceptíveis, com a progressão da
doença os sintomas e sinais tornam-se evidentes, sendo o tremor o primeiro sinal da manifestação
da doença, os demais sintomas e sinais são bradicinesia, acinesia, comprometimento no andar e
equilíbrio postural, como consequência o indivíduo apresenta diminuição das capacidades
funcionais e alta incidência de queda (OLANOW; STERN; SETHI, 2009; CHRISTOFOLETTI et
al, 2006).
O diagnóstico da Doença de Parkinson é realizado por exclusão, através de testes motores e
não motores específicos; exames de neuroimagem, como tomografia computadorizada e o
encefalograma, com o objetivo de descartar doenças degenerativas e exames laboratoriais, como o
spect cerebral e ultrassom com doppler. O diagnóstico da doença baseia-se na história clínica do
paciente e nos resultados dos exames neurológicos. Segundo a Organização Mundial de Saúde
(OMS), 1% da população mundial acima dos 65 anos tem Parkinson, e a grande maioria dos
pacientes começam a sentir sintomas a partir dos 50 anos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) estima que 200 mil pessoas sofram de Parkinson no País (MENESES, 2003;
OXTOBY; WILLIAMS, 2000; OMS, 2019; IBGE, 2019).
A Doença de Parkinson ainda não tem cura, os tratamentos disponíveis são auxiliares no
controle e podem, muitas vezes, diminuir os sintomas. O tratamento pode ser feito de forma
medicamentosa, por meio do uso de fármacos como a Levodopa, a qual é percursora de dopamina
nos neurônios; cirurgias, há três tipos de procedimentos realizados atualmente: a cirurgia ablativa,
que destrói as áreas específicas do cérebro, onde a doença está manifestada; estimulação cerebral
profunda, por meio de implantação de marca-passo, proporciona a minimização dos sintomas e

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transplantes de células, as quais são responsáveis por produção de dopamina e tratamentos
adjuvantes constituído por exercício físico associado a fisioterapia (OLANOW; STERN; SETHI,
2009; CHRISTOFOLETTI et al, 2006).
A prática regular de exercício físico tem sido fundamental para amenizar ou retardar o
aparecimento dos sintomas e garantir independência para os parkinsonianos. Desta forma este
estudo objetivou analisar como se encontra a publicação científica acerca dos benefícios
proporcionados pelo exercício físico aos indivíduos com doença de Parkinson.

2 MÉTODO
Este trabalho trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com o objetivo de identificar,
analisar e sintetizar resultados de estudos acerca dos benefícios promovidos pelo exercício físico
aos indivíduos portadores de Parkinson. A revisão integrativa agrupa sistematicamente os resultados
de pesquisas de um determinado tema, possibilitando um estudo aprofundado do conhecimento
sobre um tema a ser analisado, desta forma, a revisão integrativa permite uma nova abordagem sobre
determinado assunto, proporcionando novas descobertas (MARCONI; LAKATOS, 2018).
O trabalho foi construído nas seguintes etapas: Definição do tema; questão norteadora; busca
na literatura, delimitação dos critérios de inclusão/exclusão dos estudos; leitura dos estudos;
organização dos estudos delimitando as informações a serem usadas; interpretação dos resultados e
apresentação da revisão (MARCONI; LAKATOS, 2018; GALVÃO, 2008). Para orientar este
estudo, definiu-se a questão norteadora: “O que há na literatura acerca dos benefícios
proporcionados pelo exercício físico para os indivíduos portadores de Parkinson?”
Os artigos foram selecionados de janeiro a abril de 2020 nas bases de dados: Literatura Latino-
Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Biblioteca Digital Scientific Electronic
Library Online (SciELO) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (Medline),
utilizando-se os descritores dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) para o idioma em
português e o operador booleano “AND” na combinação “ Doença de Parkinson AND Exercício
físico” e na língua inglesa utilizou-se o Medical Subject Headings (MeSH) com a combinação
“Parkinson's disease AND Physical exercise.
Inicialmente foram encontrados 495 estudos, 16 na LILACS, 10 na SciELO e 469 na Medline.
Utilizou-se como critérios de inclusão, artigos publicados no período de 2000 a 2020, trabalhos
completos no idioma português e inglês e artigos disponíveis. Foram excluídos, editoriais, artigos
que não respondessem à pergunta condutora, dissertações e artigos repetidos, resultando
posteriormente em 60 artigos. Dos 60 trabalhos elegíveis, após leitura do resumo, foram excluídos
51. Ressalta-se que a leitura dos títulos, resumos e textos completos foi realizada por dois

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pesquisadores de maneira independente e comparados os resultados com o objetivo de verificar a
adequação aos critérios de elegibilidade. Foram utilizadas para a seleção das publicações incluídas
neste estudo, as recomendações do PRISMA (GALVÃO; PANSANI; HARRAD, 2015).

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram selecionados 9 artigos, que relataram os benefícios proporcionados pelo exercício
físico aos indivíduos diagnosticados com Doença de Parkinson. Os 9 artigos foram organizados por
título, referência e tipo de estudo, conforme se disponibiliza na Tabela 1.

Tabela 1. Identificação dos artigos selecionados. Gravatá, 2020.

Estudo
Título Autoria Tipo de estudo
(N)

Resistance training and gait


Estudo de caso
1 function in patients with SCANDALIS et al, 2001
controle
Parkinson’s disease.
Efeitos do treinamento físico sobre
o nível de atividade física,
Estudo de caso
2 capacidade funcional e LOPES et al, 2006
controle
comprometimento motor na doença
de Parkinson.
Cued task-specific training is better
than exercise in
Estudo de caso
3 improving sit-to-stand in patients MAK et al, 2008
controle
with Parkinson’s disease: a
randomized controlled trial.
Chronic responses of physical
Estudo de caso
4 training and images in parkinson's PONDÉ et al, 2019
controle
disease.
Efeitos dos programas de
Revisão da
5 exercícios físicos e fisioterapia em COSTA et al, 2016
literatura
indivíduos com Parkinson.
Effects of participation in the
physical training program for
6 SOUZA et al, 2016 Relato de caso
parkinson's disease patient: a case
report.
Estudo piloto
Immediate Effects of Speed-
cruzado de
Dependent Treadmill Training on
7 POHL et al, 2003 intervenção
Gait Parameters in Early
múltipla,
Parkinson’s Disease.
randomizado

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Efeitos de exercícios físicos


aquáticos na flexibilidade e alcance Estudo
8 TONIAL et al, 2019
funcional de indivíduos com experimental
Doença de Parkinson.

Comparação do equilíbrio e da
mobilidade funcional entre Estudo de caso
9 SANTOS et al, 2016
pacientes com doença de Parkinson controle
ativos e inativos.

No artigo 1 foi realizado um estudo de caso controle, no qual, os participantes foram 14


indivíduos portadores de Parkinson e 6 indivíduos compuseram o grupo controle, todos os
indivíduos foram submetidos a treinamento de resistência, por um período de 8 semanas, sendo 2
vezes na semana, o estudo relata que ambos os grupos tiveram melhora significativa na resistência
muscular e os indivíduos com Parkinson apresentaram melhora na marcha, corroborando com os
achados de Oxtoby e Willams, que descreve desenvolvimento da função pulmonar, aumento da
força muscular, melhora do equilíbrio e da marcha como benefícios do exercício físico
(SCANDALIS et al, 2001; OXTOBY; WILLIANS, 2000).
No estudo 2 foi realizado uma análise por meio de um programa de atividade física
sistematizada com indivíduos diagnosticados com a Doença de Parkinson, sendo 22 idosos com
idade média de 66 anos, os participantes foram divididos em Grupo Treinamento (GT; n=11) e
Grupo Controle (GC; n=11). As atividades incluíram ginástica e musculação, realizadas no período
de 17 semanas, sendo três vezes por semana por 40 minutos. O estudo relata que os idosos com
Parkinson apresentaram, no final do programa, melhora na capacidade funcional e menor
comprometimento motor (LOPES, 2006).
Embora tenham utilizado metodologia diferente do estudo anterior, no estudo 3, no qual 52
indivíduos com Parkinson foram submetidos a treinamento de força, durante 4 semanas, os autores
observaram que os participantes da pesquisa também apresentaram melhora nas atividades
cotidianas, como levantar e sentar, o exercício físico proporcionou velocidade na realização da
tarefa, os achados do artigo 3 corroboram com os de Nocera et al (2009), que verificaram em seu
estudo, melhora do controle postural em indivíduos com Parkinson que praticam exercício físico
regularmente (MAK et al, 2008; NOCERA et al, 2009).
No estudo 4, Pondé et al (2019) demostraram por meio de um estudo de caso controle, com
13 participantes diagnosticados com Parkinson, que o treinamento aeróbio em esteira ergométrica
melhora a marcha, além disso afirmam que a atividade física pode estabelecer novas conexões

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neurais, promovendo a plasticidade neural, consequentemente os indivíduos com Parkinson
apresentaram uma melhora significativa no planejamento motor, corroborando com os achados de
Vitório et al (2011), que o exercício físico favorece a neuroplasticidade e estimula a produção de
dopamina, consequentemente melhora funções cognitivas, psicológica e motora (PONDÉ et al,
2019; VITÓRIO et al, 2011).
No estudo 5, os autores observaram que a prática de exercício físico aquático realizado por
pacientes com doença de Parkinson melhora o equilíbrio, a postura corporal e a marcha, diminuindo
assim o índice de quedas, além disso afirmam que o exercício físico quando aliado a terapia
farmacológica melhora a qualidade de vida, tais achados concordam com outros encontrados na
literatura (COSTA et al, 2016; FIORELLI, 2002).
No estudo 6, os autores realizaram um relato de caso, com um indivíduo de 54 anos
diagnosticado com Parkinson, o estudo aconteceu na Faculdade de Educação Física (FEFIL). O
paciente foi submetido a atividades aeróbicas e exercícios resistidos durante 8 meses, os autores
descreveram que o indivíduo apresentou melhora na função cardiorrespiratória, aumento de força
nos membros superiores e melhora significativa na agilidade, equilíbrio e coordenação motora.
Resultados semelhantes foram relatados no estudo de Rastogi et al (2011), os autores demonstraram
que a prática de exercícios aeróbicos e musculação por pacientes com Parkinson resultou em
melhora no desempenho da capacidade física (SOUZA et al, 2016; RASTOGI et al, 2017).
Semelhantemente ao estudo 4, no estudo 7, os autores observaram os efeitos de um
treinamento de marcha em esteira com apoio progressivo do peso do corpo, participaram do estudo
12 homens e 5 mulheres diagnosticados com Parkinson, os indivíduos apresentaram melhora
significativa na velocidade e comprimento dos passos, os autores destacam o treadmill como uma
terapia promissora para a reabilitação de pacientes com anomalias na marcha, sendo recentemente
utilizado em pacientes com doença de Parkinson, resultando em melhoras nos parâmetros de marcha
maiores que as terapias convencionais (POHL et al, 2003).
No artigo 8, foi realizado um estudo experimental com 13 pacientes diagnosticados com
Parkinson, o grupo participou de 20 intervenções sendo 2 vezes na semana por 60 minutos,
realizando exercícios aquáticos envolvendo Dupla Tarefa, os autores observaram que o exercício
físico foi capaz de promover melhora no alcance funcional e na flexibilidade, corroborando com os
achados de Dantas et al (2011), os autores afirmam que o exercício físico é capaz de diminuir o
número de ligações cruzadas de colágeno, determinando maior grau de elasticidade, promovendo
melhor capacidade funcional (TONIAL et al, 2019; DANTAS et al, 2011).
No estudo 9, os autores realizaram uma comparação da mobilidade funcional entre pacientes
ativos e inativos diagnosticados com Parkinson, o estudo foi realizado no Laboratório do Estudo da

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Postura e da Locomoção (LEPLO), no período de 2006 até 2008 com 41 participantes, sendo 19
ativos e 22 inativos. A mobilidade funcional foi avaliada por meio do Timed up and go (TUG), nos
resultados observou-se que o nível de atividade física influência na mobilidade funcional de
pacientes com doença de Parkinson, os pacientes ativos realizaram a tarefa do TUG em um tempo
menor do que pacientes inativos, além disso os autores afirmam que a prática de exercício físico
promove benefícios na plasticidade sináptica, refletindo em aumento na quantidade de neurônios,
maior eficiência dos neurotransmissores, aumento e melhor captação da dopamina (SANTOS et al,
2016; ZIGMOND et al, 2009).

4 CONCLUSÃO
Por meio dos estudos analisados, existe uma tendência em considerar que o exercício físico
regular, especialmente o aeróbico, traz muitos benefícios para indivíduos portadores de Parkinson,
pois promove melhora da resistência muscular, melhora da marcha, melhora do equilíbrio e postura
corporal, promove plasticidade neural, melhora da coordenação motora e da função
cardiorrespiratória e em alguns casos, aumento na quantidade de neurônios, maior eficiência dos
neurotransmissores e melhor captação de dopamina, tornando o exercício físico como uma
importante ferramenta auxiliar ao tratamento desses indivíduos.

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