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Fichamento A Pesquisa Como Artesanato Intelectual Godim e Lima

O documento discute considerações sobre metodologia e boas práticas de pesquisa. Apresenta 4 seções principais: 1) a pesquisa como atividade "artesanal"; 2) razões para realizar dissertações e teses; 3) características de um bom pesquisador e a importância do orientador; 4) como escrever textos claros. Defende que teoria e empiria são constitutivas da pesquisa e que esta deve ser vista como um ofício que requer habilidade e cuidado na execução.

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Fichamento A Pesquisa Como Artesanato Intelectual Godim e Lima

O documento discute considerações sobre metodologia e boas práticas de pesquisa. Apresenta 4 seções principais: 1) a pesquisa como atividade "artesanal"; 2) razões para realizar dissertações e teses; 3) características de um bom pesquisador e a importância do orientador; 4) como escrever textos claros. Defende que teoria e empiria são constitutivas da pesquisa e que esta deve ser vista como um ofício que requer habilidade e cuidado na execução.

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Introdução (07 – 12)

GONDIM, Linda M.P. e LIMA, Jacob Carlos. A Pesquisa Como Artesanato Intelectual –
Considerações sobre método e bom senso.

“Nem o método, nem a teoria, devem ser considerados como “setores autônomos”, uma vez
que ser dominado por um ou por outro resulta em limites na compreensão do mundo e em
formas destituída de conteúdo”. (p. 08)

“Essas considerações, ao evidenciarem as estreitas relações entre teorias, metodologia e


prática de pesquisa, indicam que a sociologia não pode ser confundida com discurso
filosofante, isolado de problemática empírica. [...] Teoria e empiria são constitutivas da
disciplina, uma não deve existir sem a outra”. (p. 09)

“[...] é um dos percalços mais significativos que o estudante encontra na pós-graduação, e


uma das funções essenciais do mestrado é proporcionar-lhe a oportunidade de aprender a
escrever em português” (MEZAN, op. Cit., PP.35). (p. 10)

“Assim, entende-se por que o mestrado, assim como o próprio doutorado, torna-se o ´locus´
de dois aprendizados, o da escrita e o da pesquisa”(PP. 3-5). (p. 10)

1. A Pesquisa como atividade “artesanal” (p. 13 – 15)


GONDIM, Linda M.P. e LIMA, Jacob Carlos. A Pesquisa Como Artesanato Intelectual –
Considerações sobre método e bom senso.

“Infelizmente, predomina a tendência de considerar esses aspectos apenas do ponto de vista


formal, reduzindo-os a procedimentos pertinentes à normatização de trabalhos (formato de
projetos e relatórios de pesquisa, normas para citações e referências bibliográficas etc.), sem
considerar a relação deles com a aprendizagem da metodologia de pesquisa, em seus
aspectos teóricos e epistemológicos.” (p. 13)

“Bourdieu (1989) e C.W. Millis (1975), os quais concebem a pesquisa como “ofício” ou
“artesanato”. É possível acrescentar, ainda, a companhia de Lévi=Strauss (1989) se a atividade
do pesquisador for encarada como algo mais próximo da bricolagem que da atividade
científica convencionalmente definida”. (p. 14)

“Cabendo a pesquisa como atividade artesanal, isto é, como um trabalho em que está
presente a marca do autor, deve-se voltar a atenção, inicialmente para o pesquisador. [...], ou
seja, daquele que definirá o que “pode servir” para sua bricolagem”. (p.14-15)
1.1 Por que fazer uma dissertação ou uma tese (p. 15 – 19)
GONDIM, Linda M.P. e LIMA, Jacob Carlos. A Pesquisa Como Artesanato Intelectual –
Considerações sobre método e bom senso.

“A dissertação é, geralmente, um trabalho de menor fôlego, [...] em que o aluno demonstra


que sabe utilizar determinado referencial teórico-metodológico em uma pesquisa empírica ou
bibliográfica.” (p.15)

“A opção por uma investigação a fontes bibliográficas pode ser razoável frente aos prazos
estabelecidos.” (p.15)

“Entretanto, o trabalho de análise de dados coletados em campo constitui-se em uma


experiência ímpar para a formação do pesquisador, pois ele terá a oportunidade de lidar mais
diretamente com a realidade.” (p.16)

“Na tese de doutorado, [...] A originalidade não significa estudar algo absolutamente novo ou
desconhecido, mas utilizar novas abordagens na análise dos problemas, sugerir questões
inéditas e apontar elementos desconsiderados em outras abordagens.” (p.16)

“Outro motivo para a realização do mestrado ou doutorado é o desejo de aprofundar o


estudo de um atemática, de conhecer determinado questão e de apreender os
procedimentos necessários.” (p.18)

“Por fim, é possível mencionar uma motivação mais oportunistas: algumas pessoas, com
limitado interesse pela pesquisa ou pela carreira acadêmica, vêem a pós-graduação como
uma bolsa de estudos durante alguns anos.” (p, 19)

1.2 Características do bom pesquisador (p. 20 – 25)


GONDIM, Linda M.P. e LIMA, Jacob Carlos. A Pesquisa Como Artesanato Intelectual –
Considerações sobre método e bom senso.

“Pode-se apontar como características de um bom pesquisador o gosto pelo trabalho


acadêmico, a curiosidade e a disciplina.” (p. 20)

“O pesquisador ideal reconhece que são essenciais tanto a reflexão teórica quanto o contato
direto ou indireto com o mundo empírico (analisar dados primários e secundários): é esse tipo
de trabalho que fecunda a inteligência, a qual se nutre das teorias. Por outro lado é preciso
buscar a produção das próprias “teorias em ato”. Como diz Bourdieu (1989). ”(p.20)

“Isso remete a outra característica do bom pesquisador: sua crença na “democracia do


saber”, que se traduz no fato de que ninguém, por mais famoso e reconhecido que seja, está
imune à crítica; [...] Conseqüentemente, gosta de submeter seus trabalhos à crítica e não tem
medo de “se expor”; pelo contrário, tem prazer em investir em sua carreira intelectual,
fazendo contatos, trocando idéias e apresentando trabalhos em público. ”[...] Se timidez e
preguiça intelectual não combinam com a boa prática de pesquisa, a curiosidade e a
organização são alavancas poderosas para essa atividade.” (p.21)

“O primeiro passo para a formação do bom pesquisador é adquirir o hábito de ler ativamente,
relacionando o que lê as suas inquietações intelectuais e, especialmente a sua pesquisa.
Igualmente importante é habituar-se a escrever com freqüência, tomando notas sobre suas
leituras e colocando seus pensamentos “no papel” a fim de registrá-los e aprofundá-los.”
(p.23)

“O pesquisador neófito ou em formação (e mesmo os já “formados”) não deve se propor a


realizar tarefas muito complicadas, fora do alcance de sua competência intelectual ou de suas
possibilidades pessoais. Às vezes, o excesso de ambição é o caminho mais curto não só para
atrasos, mas para a má qualidade do produto, por falta de tempo para o “acabamento”.

1.3 O orientador como parceiro intelectual (p. 26 – 34)


GONDIM, Linda M.P. e LIMA, Jacob Carlos. A Pesquisa Como Artesanato Intelectual –
Considerações sobre método e bom senso.

“O primeiro aspecto a ser considerado é a afinidade temática, ou seja, o conhecimento


teórico e a experiência de pesquisa do professor em relação ao tema do trabalho. [...] Assim,
deve-se verificar se a perspectiva teórica trabalhada pelo professor é compatível com a que o
orientando deseja adotar ou se ele está aberto a outros enfoques, além dos que costuma a
usar.” (p.27)

“Nesse sentido, é recomendável que aqueles que estejam planejando fazer pesquisa de
campo trabalhem sob a orientação de alguém que já tenha realizado esse tipo de
investigação, de modo que possa auxiliar o aluno no enfrentamento de questões práticas. [...]
É crucial que o aluno verifique se o professor tem, realmente, aptidão, tempo e interesse para
orientá-lo.” (p.27 – 28)

“Qualquer que seja a forma de orientação, o aluno deve empenhar-se em otimizar seus
encontros com o orientador para que sejam proveitosos. Para tanto, é importante
estabelecer, desde o início, regras de convivência e de trabalho conjunto para que os
encontros não sejam apenas úteis, mas também agradáveis, e para que a tese ou dissertação
seja um tipo de trabalho em co-autoria.” (p.31)

“O melhor a fazer é conversar sobre as dificuldades, buscando soluções conciliatórias que


possibilitem uma convivência mais profícua entre orientador e orientando. [...] Para tanto,
alunos e professores devem se conscientizar de que a escolha do orientador requer
conhecimento prévio mínimo de ambas as partes e de que a relação estabelecida a partir de
tal escolha implica tanto aspectos intelectuais quanto emocionais.” (p. 33-34)

1.4 Como escrever textos que não torturem os leitores (p. 34 – 39)
GONDIM, Linda M.P. e LIMA, Jacob Carlos. A Pesquisa Como Artesanato Intelectual –
Considerações sobre método e bom senso.

“Um dos aspectos mais importantes do “artesanato intelectual” refere-se a difícil arte de
escrever com clareza, seguindo a norma padrão e determinado estilo exigido. [...] A prática de
revisar e editar os próprios escritos é condição sine quanon desse aprendizado. ”(p. 34)
“Inúmeros textos apresentam erros factuais grosseiros, com raciocínios incoerentes e
manipulação de dados estatísticos para acomodar resultados contrários às teses do autor.
Erros gramaticais são mais facilmente identificáveis e identificáveis e corrigíveis, mas podem
prejudicar a compreensão das idéias do autor, tornando a leitura mais árdua. O mesmo
acontece quando há repetição de palavras, rimas e uso de períodos excessivamente longos.
Se o uso excessivo de jargão concorre para tornar o texto ininteligível, o emprego de palavras
inexistentes [...] de linguagem coloquial ou mesmo de gírias [...] é inapropriado a um texto
científico. O mesmo se pode dizer de adjetivos ou superlativos em excesso, [...] de certa
forma, insultam o leitor, ao impingir-lhe avaliações extremas.” (p. 36)

“Para que a linguagem escrita seja um “veículo de comunicação e não escamoteamento de


idéias” (GARCIA, 1985, p.9), é necessário um esforço, por parte de quem escreve, no sentido
de obter clareza, concisão e coerência na apresentação de idéias e nas análises factuais.
”(p.37)

“Outra condição para se produzir um texto claro é a organização. As idéias devem ser
concatenadas por uma “tese” ou hipótese de trabalho, e a escrita deve ser orientada por um
roteiro previamente preparado, que articule notas de leitura com análises pessoais. [...] Quem
escreve não pode esperar que os leitores “adivinhem” o que se quer dizer, nem que haja
pedidos de esclarecimento adicional.” (p.39)

2. Considerações sobre o projeto de pesquisa (p. 41 – 45)


GONDIM, Linda M.P. e LIMA, Jacob Carlos. A Pesquisa Como Artesanato Intelectual –
Considerações sobre método e bom senso.

“A elaboração do projeto de pesquisa é o momento-chave do processo de construção do


conhecimento. [...] é um guia básico para que quer conhecê-la ou, simplesmente, chegar ao
seu destino com eficiência.” (p.41)

“Trata-se de uma ferramenta indispensável ao bom andamento de todas as etapas da


atividade de investigação, devendo servir para o planejamento do trabalho de campo, para a
definição de métodos e técnicas de análise e interpretação de dados e, finalmente como
subsídio para a preparação do relatório final ou, no caso de estudantes de pós-graduação, da
própria dissertação de mestrado ou tese de doutorado (CAVALCANTE, 1997, p.1).” (p.42)

“Vale lembrar, a distinção muitas vezes mal compreendida, entre pesquisa “pura” e pesquisa
aplicada. [...] Apesar desta distinção - que afeta mais a definição do objeto que os demais
aspectos da pesquisa – elementos comuns a todos os projetos [...] o que será feito (definição
do objeto); por que fazê-lo (justificativa); para que será feito (objetivos); a partir de que
perspectiva se pretende fazê-lo (quadro referencial teórico); como e onde será realizada a
pesquisa (metodologia); e, quando será feita (cronograma).

“Ao contrário do que possa parecer, textos longos não são necessariamente mais completos,
[...] Por isso, é desejável que a extensão dos projetos de pesquisa não ultrapasse a 20 páginas.
(p. 45)

“Além disso, o mestrando ou doutorando deve seguir as regras de apresentação de trabalhos


científicos, sobre tudo as relativas a citações, notas de rodapé e referências bibliográficas. [...]
algumas universidades já possuem suas próprias definições. Nos casos que inexistam [...]
recorrer a um manual de normalização de trabalhos científicos que apresente as normas mais
recentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).” (p. 45)

2.1 Estrutura do projeto de pesquisa (p. 46 – 60)


GONDIM, Linda M.P. e LIMA, Jacob Carlos. A Pesquisa Como Artesanato Intelectual –
Considerações sobre método e bom senso.

“Primeiramente, é preciso ressaltar que não há um formato “certo” de projeto de pesquisa, já


que uma das suas qualidades é a estrutura flexível, adaptável ao tema e à metodologia da
investigação. [...] A estrutura sugerida é a seguinte: Introdução; Justificativa; Problematização
ou construção do objeto, Objetivos; Metodologias; Cronograma; Bibliografia.” (p. 46)

“Na introdução [...] Deve-se dizer como se escolheu o objeto e indicar a importância da
pesquisa, em termos de contribuição ou solução de um problema social.” (p. 47)

“Na justificativa, apresentam-se as razões de natureza teórica e empírica para a pesquisa; [...]
a pertinência da escolha do objeto, conhecimento sobre a temática e de relevância teórica.
[...] disponibilidade do material empírico e as condições de acesso aos dados.” (p. 47)

“O item Problematização é fundamental na revisão da literatura e inclui questões e hipóteses


suscitadas pelo “recorte” da realidade que se pretende estudar. È o momento do pesquisador
demonstrar que conhece minimamente o seu objeto, cuja definição constitui um dos aspectos
mais difíceis da elaboração do projeto. ”(p. 48)

“No item Objetivos, repete-se, de forma sintética, o que foi colocado na introdução, [...]
Quanto aos objetivos específicos, não há obrigatoriedade de incluí-los. Isto deve ser feito
apenas se um maior detalhamento contribuir para tornar mais claro o que se que obtiver com
a pesquisa.” (p. 51-52)

“A Metodologia explica as questões norteadores e as estratégias que serão utilizadas para a


abordagem empírica do objeto. [...] está presente desde o início do projeto, na medida em
que é muito difícil separar o que fazer do como fazer. [...] É preciso explicar se serão utilizados
somente dados secundários ou se será feita pesquisa de campo, e qual a natureza da mesma
(quantitativa ou qualitativa).” (p. 54)

“Neste ponto, faz-se necessário esclarecer, rapidamente, as diferenças entre as abordagens


quantitativa e qualitativa, de acordo com as principais correntes sociológicas. Taylor &
Bogdan (1996) distinguem essas abordagens a partir de duas correntes teóricas básicas: o
positivismo e fenomenologia. Na perspectiva positivista, que tem entre seus principais
autores Comte e Durkheime, busca-se os fatos ou as causas dos fenômenos sociais,
independentemente dos estados subjetivos dos indivíduos. Na perspectiva fenomenológica,
pretende-se entender os fenômenos sociais do ponto de vista do autor, ou seja, como este
experimenta e interpreta o mundo. Esta abordagem, formulada por Weber, enquadra-se na
chamada sociologia compreensiva, destacando o sentido atribuição à ação pelos sujeitos, em
uma perspectiva macro.” (p. 54)

No Positivismo: “Os dados são coletados mediante a instrumentos padronizados


(questionários, surveys, inventários e estudos demográficos), que possibilitem análise
estatística e cuja aplicação é feita mediante uma relação distante e impessoal entre o
pesquisador e os informantes. Já os fenomenólogos buscam a compreensão dos fenômenos
por meio de instrumentos de natureza qualitativa (observação participante, entrevista em
profundidade, história de vida, grupo focal, entre outros), cuja utilização adequada requer
uma relação de proximidade e empatia entre o pesquisador e os sujeitos (TAYLOR & BOGDAN,
1996, p.16).” (p. 55)

“O item Bibliografia deve incluir tanto as obras consultadas para a preparação do projeto
quanto as que serão utilizadas posteriormente” (p. 59)

“Finalmente, o Cronograma deve indicar a duração prevista de todas as etapas da pesquisa,


incluindo não só a coleta de dados, mas também o levantamento bibliográfico complementar,
o planejamento detalhado do trabalho de campo, a análise de dados e a relação do “relatório
de pesquisa”, neste caso, a própria dissertação de mestrado ou tese de doutorado.” (p. 59)

2.2 Processo de construção do projeto de pesquisa (p. 60 – 61)


GONDIM, Linda M.P. e LIMA, Jacob Carlos. A Pesquisa Como Artesanato Intelectual –
Considerações sobre método e bom senso.

““ Segundo Pinto (1992, p. 4), a formulação do problema da pesquisa” é a cruz dos


pesquisadores, sobretudo quando se iniciam na difícil prática da produção do conhecimento”.
[...] uma vez que envolve um conhecimento prévio mínimo daquilo que se investigar – por
isso, a própria elaboração do projeto requer uma investigação exploratória.” (p. 60 -61)

2.3 Critérios para escolha do tema e do objeto de pesquisa (p. 61 – 70)


GONDIM, Linda M.P. e LIMA, Jacob Carlos. A Pesquisa Como Artesanato Intelectual –
Considerações sobre método e bom senso.

“Assim, a escolha do tema não deve ser ditada por modismo intelectuais, nem por imposição
de professores ou de fontes de financiamento.” (p. 62)

“A escolha da perspectiva empírica e teórica que orientará a delimitação do tema deve


apresentar um grau de flexibilidade suficiente para adequar a definição de um objeto a
circunstâncias variadas.” (p. 62)

“O segundo critério a ser considerado é a relevância do objeto de investigação. Isso depende,


antes de tudo, da forma como é construído o problema, pois, mesmo que o tema em si seja
importante social e politicamente, nem toda pesquisa sobre ele será necessariamente
relevante.” (p.63)

“Outro critério norteador para a escolha do objeto é a viabilidade do estudo, tanto do ponto
de vista dos recursos quanto do tempo disponível para sua realização.” (p.63)

“Ainda dentro desse critério, é preciso escolher adequadamente a população a ser estudada,
considerando a viabilidade de acesso a ela.” (p.64)

“Tratando-se de pesquisas na área de Ciências Sociais, impõem-se, ainda, outros critérios: que
o problema escolhido seja de natureza social, isto é, que não se limite a idiossincrasias
individuais e que seja referido a uma realidade empiricamente observável.” (p. 66)

“Ressalta-se que o objeto de estudo não deve ser uma questão para qual o pesquisador já
tenha explicação definitiva, o que transformaria a pesquisa em um mero exercício para
confirmar o que ele já sabe, ou seja, em uma explicação de um conhecimento pré-
construído.” (p. 68)
“Não se trata de buscar a neutralidade preconizada pelos positivistas, uma vez que é
impossível abordar a realidade sem a intermediação do sujeito que, por estar situado social e
historicamente, jamais conseguirá desvencilhar-se da teia de significados e de valores em que
seu objeto também está inserido (GEERTZ, 1978).” (p.69)

“De acordo com a perspectiva de Santos, explicitar a própria posição constitui, para o
cientista social, não um obstáculo, mas uma condição para tornar possível a objetividade.
(p.70)

2.4 A etapa exploratória de pesquisa e a organização dos dados (p. 70 – 78)


GONDIM, Linda M.P. e LIMA, Jacob Carlos. A Pesquisa Como Artesanato Intelectual –
Considerações sobre método e bom senso.

“Por isso, antes que se proceda a investigação de modo mais sistemático e aprofundado,
impõe-se a realização de estudos exploratórios para subsidiar a elaboração de estudos
exploratórios para subsidiar a elaboração de todos os componentes do projeto de pesquisa:”
(p.71)

“É essencial intercalar as leituras com reflexões pessoais, organização de notas e discussões


com colegas ou pessoas experientes. [...] é conveniente pedir especialistas indicações de
leituras básicas, [...].” (p. 72-73)

”Nesse sentido, a participação em congressos e seminários é uma oportunidade relevante


para o pesquisador iniciante, pois este deve estar atento ás possibilidades de contatos diretos
ou por meio de correspondência, inclusive pelo correio eletrônico.” (p. 75)

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