9. Qual o foco de estudos na primeira fase?
Nessa fase, a análise começava da frase e se estendia para o texto, buscando
identificar as relações entre as frases que formavam uma unidade de sentido.
Durante o período conhecido como análise transfrástica, a prioridade nas pesquisas
era dada aos recursos de coesão textual, que também abrangiam a coerência,
considerada, naquela época, como uma propriedade ou característica do texto.
10. Explique o fenômeno do “múltiplo referenciamento”
O fenômeno do "múltiplo referenciamento" refere-se à capacidade que algumas
palavras ou expressões têm de referenciar diferentes objetos ou conceitos em
diferentes contextos linguísticos. Por exemplo, a palavra "banco" pode se referir a
uma instituição financeira, a um assento para pessoas sentarem, ou até mesmo a
um local onde peixes são reunidos.
11. O que caracterizou o segundo momento da LT?
Essa fase foi fortemente influenciada pelo Gerativismo, que argumenta que os
falantes nativos internalizam regras linguísticas, formando a base de sua
competência linguística.
Nesse período, a abordagem ascendente, partindo da frase para o texto, foi
substituída pela abordagem descendente, começando pelo texto como a unidade
hierarquicamente superior e descendo para unidades menores. Nessa perspectiva,
entende-se que o texto não pode ser definido apenas como uma sequência de
frases significativas, mas também como o resultado de regras específicas de uma
gramática textual.
12. Qual o método de análise em contraste com a primeira fase?
Em contraste com a primeira fase, em que a análise ascendente era predominante
(partindo da frase para o texto), na segunda fase, o método de análise era
descendente. Isso significa que, ao invés de começar com as unidades menores,
como frases individuais, a análise começava com o texto como um todo e depois se
desdobrava para identificar as unidades menores e suas relações dentro do
contexto textual.
13. Segundo Charolles, quais as 3 capacidades textuais básicas de qualquer
falante?
De acordo com Charolles (1989), todo falante nativo possui três habilidades textuais
fundamentais: formativa, transformativa e qualificativa.
A habilidade formativa capacita o indivíduo a compreender textos inéditos e avaliar a
qualidade de um texto, determinando se ele está bem ou mal elaborado.
A habilidade transformativa permite ao falante parafrasear, resumir e adaptar
atividades para se adequarem a um texto específico.
A habilidade qualificativa possibilita ao falante distinguir entre diferentes tipos de
texto (como narrativos, descritivos, entre outros) e também produzir textos de
diversos tipos.