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Resolução CONSAD Nº 4, de 29 de Outubro de 2020-1

A resolução aprova os requisitos e procedimentos para concessão de autorizações para realização de ações de desenvolvimento como licença para capacitação, participação em programas de treinamento e pós-graduação, e estudos no exterior na Universidade Federal do Acre. O documento anexo regulamenta os detalhes dessas ações de desenvolvimento.

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Resolução CONSAD Nº 4, de 29 de Outubro de 2020-1

A resolução aprova os requisitos e procedimentos para concessão de autorizações para realização de ações de desenvolvimento como licença para capacitação, participação em programas de treinamento e pós-graduação, e estudos no exterior na Universidade Federal do Acre. O documento anexo regulamenta os detalhes dessas ações de desenvolvimento.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Resolução nº 4, de 29 de outubro de 2020

Aprova, no âmbito da Universidade


Federal do Acre, os requisitos e
procedimentos a serem
observados para concessão de
autorização para realização das
ações de desenvolvimento.

A Presidente do Conselho de Administração da Universidade Federal do Acre, no uso


das atribuições legais que lhe confere o art. 47 do Regimento Geral da Universidade
Federal do Acre, de acordo com decisão tomada em reunião plenária realizada nesta
data referente ao processo administrativo SEI nº 23107.000389/2020-52, e
considerando

✔ a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990;


✔ a Lei nº 12.772, de 28 de dezembro de 2012;
✔ a Lei nº 11.091, de 12 de janeiro de 2005;
✔ o Decreto nº 9.991, de 28 de agosto de 2019;
✔ a Instrução Normativa nº 201, de 11 de setembro de 2019;
✔ o Decreto nº 10.506, de 2 de outubro de 2020; e
✔ a Nota Técnica SEI nº 7058/2019/ME.

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar, no âmbito da Universidade Federal do Acre, os requisitos e


procedimentos a serem observados para concessão de autorização para realização
das ações de desenvolvimento: licença para capacitação, participação em programa
de treinamento regularmente instituído, participação em programa de pós-graduação
stricto sensu no País e realização de estudo no exterior, de acordo com o anexo
único desta Resolução.
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da presente data, revogando-se as
disposições contrárias.

Resolução CONSAD 4 (0137338) SEI 23107.000389/2020-52 / pg. 1


Registre-se, publique-se, cumpra-se.

Margarida de Aquino Cunha


Presidente

Documento assinado eletronicamente por Margarida de Aquino Cunha,


Reitora, em 04/11/2020, às 10:23, conforme horário oficial de Brasília, com
fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.

A autenticidade do documento pode ser conferida no site


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informando o código verificador 0137338 e o código CRC 5F558CB1.

ANEXO ÚNICO À RESOLUÇÃO CONSAD Nº 4, DE 29 DE OUTUBRO DE 2020

REGULAMENTA OS REQUISITOS E PROCEDIMENTOS PARA CONCESSÃO DE


AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DAS AÇÕES DE DESENVOLVIMENTO:
LICENÇA PARA CAPACITAÇÃO, PARTICIPAÇÃO EM PROGRAMA DE
TREINAMENTO REGULARMENTE INSTITUÍDO, PARTICIPAÇÃO EM
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU NO PAÍS E REALIZAÇÃO
DE ESTUDO NO EXTERIOR.

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1º Esta Resolução disciplina os requisitos e procedimentos a serem


observados, no âmbito da Universidade Federal do Acre (Ufac), para a concessão de
autorização para realização das seguintes ações de desenvolvimento:
I - licença para capacitação;
II - participação em programa de treinamento regularmente instituído;
III - participação em programa de pós-graduação stricto sensu no País; e
IV - realização de estudo no exterior.
§ 1º Para as ações de desenvolvimento previstas nos incisos I, II, III e IV do caput
deste artigo, em que o horário ou o local da ação de desenvolvimento inviabilizar o
cumprimento das atividades previstas ou a jornada semanal de trabalho do servidor,
poderá ser concedido afastamento, conforme previsto no artigo 19 do Decreto nº
9.991, de 28 de agosto de 2019, atendidos os requisitos previstos nesta Resolução.
§ 2º As ações de desenvolvimento, previstas nos incisos II e III do caput deste artigo,
que não necessitarem de afastamento e que ocorrerem durante o horário de jornada
de trabalho do servidor são denominadas de “ação de desenvolvimento em serviço”,
nos termos do §2º do artigo 19 do Decreto nº 9.991, de 28 de agosto de 2019,
combinado com o item 4.1 da Nota Técnica SEI nº 7058/2019/ME.

Resolução CONSAD 4 (0137338) SEI 23107.000389/2020-52 / pg. 2


§ 3º A concessão de “ação de desenvolvimento em serviço” permite a dispensa da
carga horária semanal do servidor, no percentual previsto nesta Resolução,
dispensada a compensação de horário, considerando-se em efetivo exercício do
cargo para todos os efeitos legais.
Art. 2º Para fins de interpretação e aplicação desta Resolução, aplicam-se os
seguintes conceitos:
I - servidor: pessoa legalmente investida em qualquer um dos cargos públicos de
provimento efetivo dos quadros desta Ifes;
II - interesse da Administração: aquele relacionado ao exercício das atribuições
inerentes aos cargos ou à unidade de lotação;
III - capacitação: processo permanente e deliberado de aprendizagem que utiliza
ações de aperfeiçoamento e qualificação com o propósito de contribuir para o
desenvolvimento de competências institucionais por meio do desenvolvimento de
competências individuais;
IV - ações de desenvolvimento ou capacitação: toda e qualquer ação voltada para o
desenvolvimento de competências, organizada de maneira formal, realizada de modo
individual ou coletivo, presencial ou à distância, com supervisão, orientação ou
tutoria;
V - competências transversais: competências comuns a servidores em exercício em
diferentes órgãos ou entidades no âmbito do Sistema de Pessoal Civil da
Administração Federal – Sipec;
VI - afastamento: dispensa temporária do servidor do exercício integral das
atividades inerentes ao seu cargo para participar de ações de desenvolvimento ou
capacitação;
VII - concessão: ato ou efeito de conceder autorização para realização da ação de
desenvolvimento ou capacitação;
VIII - treinamento regularmente instituído: qualquer ação de desenvolvimento
promovida ou apoiada pela Ufac;
IX - Mestrado Interinstitucional (Minter): turma de mestrado acadêmico conduzida
por programa de pós-graduação stricto sensu, no âmbito de Instituição distinta
daquela a qual o programa promotor pertence. A Instituição a qual pertence este
programa será denominada de Instituição Promotora, e a Instituição onde as
atividades da turma de Minter serão desenvolvidas é denominada Instituição
Receptora;
X - Doutorado Interinstitucional (Dinter): turma de doutorado acadêmico conduzida
por programa de pós-graduação stricto sensu, no âmbito de Instituição distinta
daquela a qual o programa promotor pertence. A Instituição a qual pertence este
programa será denominada de Instituição Promotora, e a Instituição onde as
atividades da turma de Dinter serão desenvolvidas é denominada Instituição
Receptora; e
XI - Turma Fora de Sede: refere-se às turmas de mestrado ou de doutorado
profissionais, as quais devem ser conduzidas por programa de pós-graduação stricto
sensu profissional, no âmbito de Instituição distinta daquela a qual o programa
promotor pertence. A Instituição a qual pertence este programa será denominada de
Instituição Promotora, e a Instituição onde as atividades da Turma Fora de Sede
serão desenvolvidas é denominada Instituição Receptora.
Art. 3º Os afastamentos de que trata o art. 1º poderão ser concedidos, entre
outros critérios, quando a ação de desenvolvimento:

Resolução CONSAD 4 (0137338) SEI 23107.000389/2020-52 / pg. 3


I - estiver prevista no Plano de Desenvolvimento de Pessoas (PDP) a ser elaborado
anualmente por esta Ifes;
II - estiver alinhada ao desenvolvimento do servidor nas competências relativas:
a) ao seu órgão de exercício ou de lotação;
b) à sua carreira ou cargo efetivo; ou
c) ao seu cargo em comissão ou à sua função de confiança; e
III - o horário ou o local da ação de desenvolvimento inviabilizar o cumprimento das
atividades previstas ou a jornada semanal de trabalho do servidor.
§ 1º Os pedidos de afastamento formulados pelos servidores somente poderão ser
processados a partir da data de aprovação do PDP.
§ 2º A Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), por meio da
Diretoria de Desempenho e Desenvolvimento (DDD), é responsável pela coordenação
da elaboração, execução, monitoramento e avaliação do PDP.
Art. 4º O afastamento pode envolver os seguintes encargos:
I - com ônus: hipótese na qual há a manutenção do vencimento e demais vantagens
do cargo ou função e financiamento da viagem, com concessão de diárias e/ou
passagens, ou outra forma de auxílio oficial;
II - com ônus limitado: hipótese na qual estão garantidos somente a remuneração e
demais vantagens permanentes do cargo;
III - sem ônus: hipótese que implica suspensão total da remuneração e demais
vantagens do cargo, função ou emprego, e não acarreta qualquer despesa para a
Administração.
Art. 5º Ao servidor afastado, nos termos desta Resolução, fica assegurada a sua
remuneração nos termos da legislação vigente.
§ 1º Nos afastamentos superiores a 30 (trinta) dias consecutivos, o servidor:
I - requererá, conforme o caso, a exoneração ou a dispensa do cargo em comissão
ou função de confiança eventualmente ocupado, a contar da data de início do
afastamento; e
II - terá suspenso, sem implicar na dispensa da concessão, o pagamento das
parcelas referentes às gratificações e aos adicionais vinculados à atividade ou ao local
de trabalho e que não façam parte da estrutura remuneratória básica do seu cargo
efetivo, contado da data de início do afastamento.
§ 2º O disposto no inciso II do § 1º não se aplica às parcelas legalmente vinculadas ao
desempenho individual do cargo efetivo ou ao desempenho institucional.
Art. 6º Os processos relativos aos afastamentos devem ser protocolados na
unidade de lotação do servidor e encaminhados à Prodgep/DDD, instruídos com a
seguinte documentação, sem prejuízo da juntada de documentação específica
mencionada em outros dispositivos desta Resolução:
I - as seguintes informações sobre a ação de desenvolvimento:
a) local em que será realizada;
b) carga horária prevista;
c) período do afastamento previsto, incluído o período de trânsito, se houver, sendo
dispensada a apresentação prévia de documentos comprobatórios;
d) instituição promotora, quando houver;

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e) custos previstos relacionados diretamente com a ação, se houver; e
f) custos previstos com diárias e passagens, se houver.
II - manifestação da unidade pela chefia imediata do servidor técnico-administrativo
em educação ou em assembleia, no caso de servidor docente, indicando sua
concordância e aprovação justificada quanto à solicitação;
III – manifestação da Prodgep/DDD, que avaliará a relevância da ação de
desenvolvimento para a Instituição e o cumprimento dos requisitos necessários à
concessão; e
IV - pedido de exoneração do cargo em comissão ou dispensa da função de
confiança, nos casos do art. 18 do Decreto nº 9.991, de 28 de agosto de 2019.
§ 1º A Prodgep/DDD juntará ao processo:
a) cópia do trecho do PDP onde está indicada aquela necessidade de
desenvolvimento;
b) mapa de tempo de serviço;
c) relatório de afastamentos; e
d) resultado do processo seletivo para concessão de afastamento para participação
em programa de pós-graduação stricto sensu, se necessário.
Art. 7º O servidor somente poderá se afastar após a publicação da portaria de
afastamento.
Art. 8º O afastamento poderá ser interrompido a qualquer tempo, a pedido do
servidor ou no interesse da Administração, condicionado à edição de ato pela
Reitoria.
§ 1º A interrupção do afastamento a pedido do servidor, motivada por caso fortuito
ou força maior, não implicará ressarcimento ao erário, desde que comprovada a
efetiva participação ou aproveitamento da ação de desenvolvimento no período
transcorrido da data de início do afastamento até a data do pedido de interrupção.
§ 2º As justificativas e a comprovação da participação ou do aproveitamento dos dias
de afastamento, na hipótese do § 1º, serão avaliadas pela Prodgep/DDD.
§ 3º O servidor que abandonar ou não concluir a ação de desenvolvimento ressarcirá
o gasto com seu afastamento na forma da legislação vigente, ressalvado o disposto
nos §§ 1º e 2º deste artigo.
Art. 9º Os afastamentos para participar de ações de desenvolvimento observarão
os seguintes prazos:
I - licença para capacitação: até 3 (três) meses;
II - participação em programa de treinamento regularmente instituído: prazo da
atividade a ser desenvolvida;
III - participação em programa de pós-graduação stricto sensu no País:
a) mestrado: até 24 (vinte e quatro) meses;
b) doutorado: até 48 (quarenta e oito) meses;
c) doutorado direto: até 60 (sessenta) meses;
d) pós-doutorado: até 12 (doze meses); e
IV - estudo no exterior: até 48 (quarenta e oito) meses.
§ 1º O prazo máximo de afastamento, incluídas as prorrogações, não pode

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ultrapassar o limite máximo mencionado neste artigo.
§ 2º No caso de doutorado direto, o servidor deverá ter sua aprovação em processo
avaliativo de passagem direta do mestrado para o doutorado, conforme normativa
específica da Capes.
Art. 10 Excepcionalmente, a Reitoria poderá deferir o reembolso da inscrição e da
mensalidade pagas pelo servidor em ações de desenvolvimento, atendidas as
seguintes condições:
I - existência de disponibilidade financeira e orçamentária;
II - atendimento das condições para a realização da ação de desenvolvimento; e
III - existência de justificativa do requerente, com a concordância desta Ifes, sobre a
imprescindibilidade da ação de desenvolvimento para os objetivos organizacionais
desta Ifes.
Art. 11 O servidor afastado ficará vinculado à sua unidade de lotação, devendo
todos os requerimentos e solicitações de direitos previstos na legislação serem
solicitados junto à sua unidade de lotação, exceto requerimentos relativos aos
afastamentos concedidos, que devem ser protocolados junto à DDD.

CAPÍTULO II
DA LICENÇA PARA CAPACITAÇÃO

Art. 12 Após cada quinquênio de efetivo exercício, o servidor poderá solicitar licença
remunerada, por até 3 (três) meses, para:
I - ações de desenvolvimento presenciais ou à distância;
II - elaboração de monografia, trabalho de conclusão de curso, dissertação de
mestrado, tese de doutorado, de livre-docência ou estágio pós-doutoral;
III - participação em curso presencial ou intercâmbio para aprendizado de língua
estrangeira, quando recomendável ao exercício de suas atividades, conforme
atestado pela chefia imediata; ou
IV - curso conjugado com:
a) atividades práticas em posto de trabalho, em órgão ou entidade da administração
pública direta ou indireta dos entes federativos, dos Poderes da União ou de outros
países ou em organismos internacionais; ou,
b) realização de atividade voluntária em entidade que preste serviços dessa natureza
no País.
§ 1º Considera-se período aquisitivo aquele correspondente a 05 (cinco) anos
ininterruptos de efetivo exercício em cargos da administração pública federal, sem
quebra de vínculo.
§ 2º Os períodos de licença não são acumuláveis.
§ 3º O início do afastamento deverá ocorrer até o último dia anterior ao fechamento
do quinquênio em vigor.
§ 4º Se a data de início da licença for próxima ao vencimento do quinquênio em vigor,
de modo que seu usufruto adentre no quinquênio subsequente, a licença será
gozada em parcela única.
§ 5º Na hipótese do parágrafo anterior, caso o servidor opte por não utilizar todo o

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período de licença a que tem direito, perderá o tempo não usufruído.
§ 6º Havendo a necessidade devidamente justificada de prorrogação dos prazos de
afastamento previstos para pós-graduação stricto sensu e estudo no exterior, o
servidor poderá utilizar a licença para capacitação.
§ 7º Na hipótese do parágrafo anterior, o servidor poderá utilizar a licença para
capacitação, desde que respeitado o limite máximo de afastamento de até 04
(quatro) anos consecutivos.
Art. 13 Para fins de concessão da licença com fundamento na alínea a do inciso IV
do art. 12, faz-se necessária a juntada da seguinte documentação:
I - Acordo de Cooperação Técnica assinado pelos órgãos ou entidades envolvidas ou
instrumento aplicável; e
II - Plano de Trabalho elaborado pelo servidor, contendo, no mínimo, a descrição de:
a) objetivos da ação na perspectiva de desenvolvimento para o servidor;
b) resultados a serem apresentados ao órgão ou entidade onde será realizada a
ação;
c) período de duração da ação;
d) carga horária semanal; e
e) cargo e nome do responsável pelo acompanhamento do servidor no órgão ou
entidade de exercício e no órgão ou entidade onde será realizada a ação.
Art. 14 A utilização da licença para capacitação com fundamento na alínea b do
inciso IV do art. 12 poderá ser realizada em:
I - órgãos da administração pública federal direta, autárquica e fundacional que
tenham programa de voluntariado vigente; ou
II - instituições públicas ou privadas de qualquer natureza, na forma de que trata o
Decreto nº 9.906, de 9 de julho de 2019 (decreto que instituiu o programa nacional
de incentivo ao voluntariado).
Parágrafo único. Na hipótese prevista no caput, faz-se necessária a juntada de
declaração da instituição onde será realizada a atividade voluntária informando:
I - a natureza da instituição;
II - a descrição das atividades de voluntariado a serem desenvolvidas;
III - a programação das atividades;
IV - a carga horária semanal e total; e
V - o período e o local de realização.
Art. 15 A licença para capacitação somente será concedida quando a carga horária
total da ação de desenvolvimento ou do conjunto de ações seja igual ou superior a 30
(trinta) horas semanais.
Parágrafo único. Na hipótese do art. 12, II, para fins do disposto no caput, o
servidor deverá juntar declaração de seu orientador/supervisor, informando a
quantidade de horas semanais necessárias e o total de dias em que o servidor deverá
se dedicar exclusivamente à elaboração da atividade.
Art. 16 A licença para capacitação poderá ser parcelada em até 6 (seis) períodos,
sendo que o menor deles não poderá ser inferior a 15 (quinze) dias.
Parágrafo único. Havendo o parcelamento, deverá ser observado o interstício
mínimo de 60 (sessenta) dias entre quaisquer períodos de licença para capacitação.
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Art. 17 Os processos relativos à licença para capacitação devem ser protocolados
com, no mínimo, 60 (sessenta) dias de antecedência da data pretendida para o início
do afastamento.
§ 1º No caso dos servidores que estiverem requisitados ou cedidos a outros órgãos,
deverão requerer a licença capacitação diretamente no órgão ou entidade em que
estiverem em exercício com antecedência mínima de 90 (noventa) dias.
§ 2º Para efeito da contagem do prazo de antecedência do pedido, será considerada
a data em que o requerimento for devidamente protocolado.
§ 3º Poderá a Prodgep/DDD, no caso de servidor técnico-administrativo em
educação, ou à assembleia, no caso de servidor docente, autorizar o
prosseguimento da análise do requerimento intempestivo, desde que o interessado
apresente justificativa formal e fundamentada, que será avaliada tendo em vista a
razoabilidade do prazo e os termos da justificativa.
Art. 18 A concessão da licença para capacitação não implica obrigatoriedade de
substituição de força de trabalho na unidade de lotação do servidor.
Art. 19 Não se incluem, nessa licença, os cursos de Educação Formal regularmente
instituídos no âmbito das Instituições de Ensino Superior, exceto os casos previstos
nesta Resolução.
Art. 20 O prazo para a decisão final sobre o pedido e a publicação do eventual
deferimento é de 30 (trinta) dias, contado da data de apresentação dos documentos
necessários.
Art. 21 Não será concedida licença para capacitação a servidor em estágio
probatório, ainda que ele seja estável em cargo ocupado anteriormente na
Administração Pública Federal.
Art. 22 Compete à Reitoria a concessão de licença para capacitação, permitida a
delegação aos dois níveis hierárquicos imediatos, com competência sobre a área de
gestão de pessoas, vedada a subdelegação.
§ 1º Na análise do processo, a Prodgep/DDD deverá considerar:
I - se o afastamento do servidor inviabilizará o funcionamento do órgão ou da
entidade; e
II - os períodos de maior demanda de força de trabalho.
§ 2º Para fins do disposto no parágrafo anterior, constarão no processo as
seguintes manifestações:
I - da chefia imediata do servidor, que avaliará a compatibilidade entre a solicitação e o
planejamento dos afastamentos de toda força de trabalho da unidade; e
II - da Prodgep/DDD, que avaliará a relevância da ação de desenvolvimento para a
Instituição e o cumprimento dos requisitos necessários à concessão, oportunidade
na qual deverá fazer constar no processo e levar em conta para a manifestação
informações acerca:
a) do tempo de efetivo exercício;
b) da existência de períodos de afastamento por licença para tratar de assuntos
particulares;
c) de períodos de gozo de licença para capacitação; e
d) de afastamentos para participação em programa de pós-graduação stricto sensu
no País ou realização de estudo no exterior.

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Art. 23 O total de servidores afastados não poderá ser superior a 5% (cinco por
cento) do total de servidores técnico-administrativos e docentes em exercício nesta
Ifes, computando-se o total separadamente por categoria.
Art. 24 A fim de comprovar a participação efetiva na ação que gerou o afastamento,
o servidor deverá encaminhar à DDD, no prazo de 30 (trinta) dias a partir do seu
retorno, os seguintes documentos comprobatórios:
I - certificado ou documento equivalente que comprove a participação;
II - relatório de atividades desenvolvidas; e,
III - cópia de trabalho de conclusão, monografia, dissertação ou tese, com assinatura
do orientador, quando for o caso.
Parágrafo único. A não apresentação dos documentos de que trata este artigo no
prazo previsto sujeitará ao servidor o ressarcimento dos gastos com seu
afastamento, na forma da legislação vigente.
Art. 25 O servidor que gozar de licença para capacitação não poderá usufruir de
afastamento para pós-graduação pelo prazo de 2 (dois) anos, contados do término
daquela.

CAPÍTULO III
DA PARTICIPAÇÃO EM PROGRAMA DE TREINAMENTO REGULARMENTE
INSTITUÍDO

Seção I
Normas Gerais

Art. 26 Somente serão autorizados os afastamentos para treinamento regularmente


instituído quando o horário ou o local da ação de desenvolvimento inviabilizar o
cumprimento das atividades previstas ou a jornada semanal de trabalho do servidor.
Art. 27 Verificada a promoção ou apoio pela Administração à ação referente ao
treinamento regularmente instituído, estando esta prevista no PDP, o servidor deverá
abrir processo solicitando sua participação no evento, com a documentação prevista
no artigo 6º desta Resolução.
Art. 28 A concessão será deferida por meio de portaria, devendo a chefia imediata
acompanhar e registrar os eventos específicos na folha de frequência do servidor,
com o seguinte código: 03-130 (Participação em Programa de Treinamento, art. 102,
Inciso IV, Lei nº 8112, de 11 de dezembro de 1990).

Seção II
Da Ação de Desenvolvimento em Serviço para Participação em Programa
de Pós-Graduação Stricto Sensu no País

Art. 29 Será permitido ao servidor, no interesse da Administração, sem prejuízo para


o desenvolvimento das atividades do seu setor de lotação, a dispensa parcial da
jornada de trabalho, para fins de participação em programa de pós-graduação stricto
sensu no País, por meio da concessão para participação em “ação de
desenvolvimento em serviço”, nos termos do item 4.1 da Nota Técnica SEI nº
Resolução CONSAD 4 (0137338) SEI 23107.000389/2020-52 / pg. 9
7058/2019/ME.
Parágrafo único. A concessão de “ação de desenvolvimento em serviço” fica
condicionada à comprovação da impossibilidade de realização do curso concomitante
ao horário de trabalho e não se justificar um afastamento, bem como ao atendimento
do previsto no artigo 3º desta Resolução.
Art. 30 A “ação de desenvolvimento em serviço” não ensejará redução ou
impedimento de concessão de direitos, tais como vencimentos, pagamento e
usufruto de férias, gratificações, participação em eventos de curta duração, licenças
para tratamento de saúde, diárias e passagens, sendo considerada efetivo exercício
para todos os efeitos.
Parágrafo único. Servidores ocupantes de cargos de direção (CD), função
gratificada (FG) ou função de coordenação de curso (FUC) deverão solicitar
exoneração ou dispensa, conforme o caso, para usufruírem da concessão de “ação
de desenvolvimento em serviço”, nos termos do inciso I, do § 1º artigo 18 do
Decreto nº 9.991, de 28 de agosto de 2019, do artigo 19 da Lei 8.112, de 11 de
dezembro de 1990 e do artigo 1º do Decreto nº 1.590, de 10 de agosto de 1995.
Art. 31 Não haverá contratação de substituto do docente que estiver usufruindo da
concessão de “ação de desenvolvimento em serviço”.
Art. 32 Aos servidores matriculados em cursos regulares presenciais ou
semipresenciais de pós-graduação stricto sensu ou pós-doutorado, poderão ser
concedidas, por meio de “ação de desenvolvimento em serviço”:
I - até 20 (vinte) horas semanais para o docente em regime de trabalho de 40
(quarenta) horas semanais com ou sem Dedicação Exclusiva; e
II - até 20 (vinte) horas semanais ao técnico-administrativo em educação em regime
de trabalho de 40 (quarenta) horas semanais.
§ 1º. Ao servidor com horário flexibilizado não será concedida “ação de
desenvolvimento em serviço”.
§ 2º. Excepcionalmente e especificamente para a realização de curso de pós-
graduação na modalidade Minter, Dinter ou Turma Fora de Sede, o servidor poderá
ser dispensado de toda a sua jornada de trabalho no período relativo à ministração
das disciplinas.

CAPÍTULO IV
DA PARTICIPAÇÃO EM PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU
NO PAÍS

Seção I
Do Afastamento
Art. 33 Será permitido ao servidor, no interesse da Administração, o afastamento da
jornada de trabalho para fins de realização de:
I - cursos de pós-graduação stricto sensu no País; e
II - pós-doutorado;
Parágrafo único. O afastamento no País somente poderá ser concedido para
realização de cursos recomendados pela Capes.

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Art. 34 Define-se "afastamento", para as finalidades de que trata o artigo 18 do
Decreto nº 9.991/2019, quando este ocorrer na forma integral, ou seja, quando o
horário ou o local da ação de desenvolvimento inviabilizar o cumprimento das
atividades previstas ou a jornada semanal de trabalho do servidor.
§ 1º Considera-se inviabilidade de cumprimento da jornada semanal do servidor a
impossibilidade de cumprimento de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) da
jornada regular do servidor, ressalvado o previsto no § 2º do artigo 32 desta
Resolução.
§ 2º O que não se enquadrar como afastamento poderá ser considerado como "ação
de desenvolvimento em serviço".
Art. 35 Para concessão de afastamento, o servidor deve ser aprovado previamente
em processo seletivo de afastamento.

Seção II
Da concessão

Art. 36 Para fins desta Resolução, consideram-se como atividades do curso que
deverão ser consideradas na concessão do afastamento:
I - aulas teóricas;
II - aulas práticas e de campo;
III - estágios;
IV - atividades de pesquisa, coleta de dados, análise, escrita da dissertação/tese ou
confecção de trabalho de pós-doutorado;
V - qualificação e defesa perante banca; e
VI - demais atividades obrigatórias exigidas pelo Programa.
§ 1º Cumpre ao requerente juntar documentação comprobatória da atividade a ser
desenvolvida.
§ 2º O afastamento poderá ser fracionado e concedido em momentos distintos para
a realização das atividades previstas neste artigo, não podendo a somatória dos
períodos de afastamento ultrapassar o prazo máximo de afastamento para cada
modalidade.
§ 3º Para fins de cumprimento do disposto no § 4º do artigo 96-A da Lei nº 8112, de
11 de dezembro de 1990, considera-se a somatória de todos os períodos
concedidos, contando-se o período de quarentena a partir do prazo final do último
afastamento deferido para a realização da última atividade do curso.
Art. 37 Para fins de concessão de afastamento, considera-se a:
I - inviabilidade de realização do curso simultaneamente ao exercício do cargo;
II - realização de curso em localidade que inviabilize o exercício do cargo
simultaneamente à realização do curso;
III - inviabilidade do cumprimento da jornada semanal de trabalho do servidor,
conforme disposto no artigo 34 desta Resolução; e
IV - impossibilidade de realização do curso por meio de concessão de “ação de
desenvolvimento em serviço”.
§ 1º Para realização de curso regular da Ufac ou em instituições sediadas no Estado
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do Acre, poderá ser concedido ao servidor dispensa do cumprimento da jornada de
trabalho para participação no curso por meio de “ação de desenvolvimento em
serviço”.

Seção III
Afastamento para Qualificação

Art. 38 Os afastamentos para qualificação compreendem:


I - afastamento para mestrado;
II - afastamento para doutorado; e
III - afastamento para doutorado direto.

Seção IV
Afastamento para Curso de Pós-Graduação Stricto Sensu em Geral

Art. 39 O servidor poderá afastar-se do exercício do cargo efetivo para participar de


programa de pós-graduação stricto sensu em Instituição de Ensino Superior no País.
Art. 40 Os casos de afastamento para cursar pós-graduação no exterior
obedecerão aos mesmos critérios e procedimentos adotados para o afastamento no
País, e serão concedidos como afastamento para realização de estudo no exterior.

Subseção V
Do Afastamento para cursar Minter, Dinter e Turma Fora de Sede

Art. 41 O servidor ficará afastado do exercício do cargo efetivo durante as fases de


curso realizadas na IES promotora.
Parágrafo único. Os cursos de Minter, Dinter ou Turma Fora de Sede que possuem
a Ufac como Instituição Receptora preenchem automaticamente o requisito exigido
no inciso II do artigo 3º desta Resolução.
Art. 42 O servidor, nas fases do curso de pós-graduação stricto sensu realizadas na
Ufac ou em instituições sediadas no Estado do Acre, ficará dispensado das atividades
do cargo durante a realização das disciplinas, considerando-se, para todos os
efeitos, como “ação de desenvolvimento em serviço”.
Art. 43 Serão concedidos, no máximo, 15 (quinze) dias de afastamento para os
processos de qualificação e de defesa de dissertação ou tese.
Art. 44 O servidor docente que estiver participando de Programa Minter, Dinter e
Turma Fora de Sede poderá, no interesse da instituição, ministrar disciplinas
condensadas enquanto perdurar a duração do curso.

Seção VI
Do Afastamento para Pós-Doutorado

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Art. 45 O servidor poderá afastar-se do exercício do cargo efetivo para realizar pós-
doutorado.
Art. 46 Para ter o afastamento deferido, o servidor deve:
I - ter título de doutor;
II - não ter se afastado por licença para tratar de assuntos particulares ou para
cursar pós-graduação stricto sensu (mestrado, doutorado ou pós-doutorado), nos
quatro anos anteriores à data da solicitação de afastamento; e
III - preencher os demais requisitos do art. 56, exceto as alíneas a, b, c e g do inciso
II.
Art. 47 Aplicam-se ao servidor afastado para pós-doutorado, no que couber, os
mesmos requisitos e trâmites previstos para o servidor afastado para cursar pós-
graduação stricto sensu no País, descritos nesta Resolução.

Seção VII
Do Processo Seletivo

Art. 48 O afastamento para participar de programas de pós-graduação stricto sensu


serão precedidos de processo seletivo conduzido pela Prodgep/DDD, com critérios
de elegibilidade isonômicos e transparentes.
§ 1º O processo seletivo considerará, quando houver:
I - a nota da avaliação de desempenho individual; e
II - o alcance das metas de desempenho individual.
Art. 49 O processo seletivo será realizado anualmente, por uma comissão formada
por membros dos seguintes setores: Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de
Pessoas (Prodgep); Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg), Pró-Reitoria
de Graduação (Prograd), Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD) e
Diretores de Centro/Colégio de Aplicação.
Art. 50 A aprovação do servidor no processo seletivo é um dos requisitos
necessários à concessão de afastamento, mas não garante o afastamento
automático, sendo necessária, posteriormente, a abertura de processo para análise
dos demais requisitos para a concessão.
Art. 51 No processo seletivo, cada categoria de servidores concorrerá entre si.
Art. 52 O processo seletivo conterá a quantidade de vagas disponíveis para cada
modalidade de afastamento.
§ 1º Para os servidores docentes, as vagas serão distribuídas por Centro ou Colégio
de Aplicação, e considerará o percentual disponível para afastamento, considerando
o banco equivalente, bem como a quantidade de docentes já afastados para
participação em programas de pós-graduação stricto sensu, não ultrapassando 15%
do total do quadro de pessoal da categoria.
§ 2º Para os servidores técnico-administrativos em educação, poderão ser afastados
até 15% do total do quadro da categoria, computando-se os já afastados para
participação em programas de pós-graduação stricto sensu.
§ 3º As vagas serão distribuídas entre cada modalidade de afastamento, da seguinte
forma:
I – Inicialmente, levanta-se a quantidade de vagas disponíveis para a categoria;
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II - Posteriormente, no caso da categoria docente, levanta-se a quantidade de vagas
por Centro ou Colégio de Aplicação; e
III - Após:
a) para servidores docentes, será encaminhada aos Centros ou Colégio de Aplicação
a quantidade de vagas disponíveis para o processo seletivo, devendo os mesmos
aprovarem em assembleia a distribuição das referidas vagas entre as modalidades de
afastamento (mestrado, doutorado e pós-doutorado); e
b) para servidores técnico-administrativos em educação, as vagas serão distribuídas
proporcionalmente de acordo com o quantitativo de servidores aptos a pleiteá-las
(mestrado, doutorado e pós-doutorado).
Art. 53 Demais normas do processo seletivo serão disciplinadas em Edital.
Art. 54 A classificação resultante do edital valerá por 1 (um) ano para as vagas
ofertadas.
§ 1º Surgindo novas vagas, estás serão destinadas aos selecionados em lista de
espera.
§ 2º Havendo desistência formal de candidato aprovado no processo seletivo, a vaga
será destinada aos classificados na lista de espera, respeitando-se a classificação.
§ 3º É vedada a migração de vaga de um Centro para outro, mesmo que não haja
candidatos aprovados.
§ 4º No processo de classificação durante o processo seletivo, é permitida a
migração de vagas de uma categoria de afastamento para outra (mestrado,
doutorado e pós-doutorado) dentro do mesmo Centro/Colégio de Aplicação, desde
que não haja aprovados para a referida categoria, obedecida a seguinte ordem de
prioridade:
I - havendo vagas disponíveis de mestrado, estas devem ser remanejadas para a
categoria doutorado e pós-doutorado, nesta ordem;
II - havendo vagas disponíveis de doutorado, estas devem ser remanejadas para a
categoria mestrado e pós-doutorado, nesta ordem; e
III - havendo vagas disponíveis de pós-doutorado, estas devem ser remanejadas para
a categoria mestrado e doutorado, nesta ordem.
Art. 55 Poderá ser autorizado o afastamento de docentes além do limite
estabelecido no artigo 52, desde que não haja necessidade de contratação de
substitutos durante todo o período de afastamento e cumpridos os seguintes
requisitos:
I - esteja classificado no edital de afastamento, independentemente da ordem de
classificação;
II - esteja aprovado em programa de qualificação stricto sensu;
III - não seja necessária a contratação de docente substituto da área no período de
afastamento, conforme manifestação do diretor de Centro ou Colégio Aplicação; e
IV - não prejudique as atividades de ensino, pesquisa e extensão em execução dos
outros docentes da área afetados pela redistribuição da carga horária, que deverão
se manifestar favoravelmente no processo de concessão de afastamento.
Parágrafo único. Quando houver mais de um docente do mesmo Centro ou Colégio
de Aplicação classificado no Edital, terá prioridade aquele que estiver melhor
classificado.

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Seção VIII
Do Processo de Afastamento

Subseção I
Requisitos Gerais

Art. 56 O afastamento do servidor obedecerá aos seguintes requisitos:


I - Da Unidade de Lotação:
a) aprovação do afastamento do servidor no PDP;
b) aprovação do afastamento do servidor em assembleia, no caso de servidor
docente; e
c) manifestação da chefia imediata, nos termos do artigo 59 desta Resolução.
II - Do Servidor:
a) ter sido aprovado no estágio probatório;
b) possuir 3 (três) anos de efetivo exercício na Instituição, no caso de liberação para
Mestrado, e 4 (quatro) anos no caso de liberação para Doutorado;
c) não ter realizado qualificação para o mesmo nível solicitado;
d) apresentar documento comprobatório de aceite da Instituição para o qual pleiteia o
afastamento;
e) possuir tempo igual ou superior ao do período de afastamento para exercer suas
atividades na Instituição antes da aposentadoria compulsória;
f) apresentar projeto de pesquisa ou plano de trabalho;
g) não ter se afastado por licença para tratar de assuntos particulares ou para gozo
de licença capacitação ou para cursar pós-graduação stricto sensu nos 2 (dois) anos
anteriores à data da solicitação de afastamento;
h) ter sido aprovado em processo seletivo da Ufac para concessão de afastamento;
i) não estar respondendo a Sindicância ou Processo Administrativo Disciplinar; e
j) demais requisitos exigidos pela legislação.
Parágrafo único. Para o servidor docente não são necessários os requisitos
constantes nas alíneas a e b do inciso II.

Subseção II
Documentação Necessária

Art. 57 O processo de afastamento deve estar instruído com os documentos


mencionados no art. 6 desta Resolução, acrescido do projeto de pesquisa.
§ 1º Compete à chefia imediata do servidor, antes de instruir o processo, realizar a
conferência da documentação apresentada.
§ 2º No caso de afastamento que se dê de forma parcelada, somente será
necessária a apresentação da referida documentação na apreciação do primeiro

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afastamento.
§ 3º Para emissão de portaria para as demais parcelas do afastamento mencionado
no parágrafo anterior, o servidor deverá solicitar o desarquivamento dos autos,
emitindo-se portaria para o novo período de afastamento, nos próprios autos.
§ 4º A Prodgep/DDD poderá solicitar documentação adicional para instruir a análise
do pedido.

Subseção III
Tramitação do Processo

Art. 58 O processo para concessão de afastamento segue o fluxo descrito a seguir:


I - requerente protocola o pedido na unidade de lotação, com, no mínimo, 60
(sessenta) dias de antecedência para a data do início do afastamento;
II – unidade de lotação deverá aprovar e encaminhar à Prodgep/DDD, em no máximo
15 (quinze) dias consecutivos, a contar da data do protocolo; e
III - após manifestação favorável da Prodgep/DDD, o processo será encaminhado à
Reitoria, para fins de deferimento ou indeferimento do pedido.
§ 1º No caso de servidor docente, após a manifestação favorável da Prodgep/DDD,
prevista no inciso II deste artigo, o processo será encaminhado à Prograd, e após, à
CPPD, e, posteriormente, à Reitoria.
§ 2º Para o servidor docente, a aprovação prevista no inciso II deste artigo deverá
ser realizada em assembleia.

Subseção IV
Das Competências

Art. 59 Compete ao gestor da unidade de lotação do servidor:


I - emitir parecer opinativo sobre:
a) a viabilidade do afastamento, indicando os eventuais benefícios e prejuízos à
unidade, decorrentes do afastamento e com sua concordância quanto à solicitação,
observado, no caso de servidor docente, percentual de servidores afastados,
conforme disponibilidade no banco equivalente; e
b) o interesse institucional, considerando a relevância da qualificação para a unidade,
com base no PDP, considerando se o curso para o qual o servidor pleiteia
afastamento está alinhado ao desenvolvimento do servidor nas competências
relativas: ao órgão de exercício ou de lotação, à sua carreira ou cargo efetivo e ao
seu cargo em comissão ou à sua função de confiança.
II - conferir a documentação apresentada pelo servidor, somente instruindo o
processo que estiver com toda documentação, conforme exigido nesta Resolução,
salvo casos excepcionais, devidamente justificados; e
III - no caso de servidor docente, submeter o afastamento à assembleia para
aprovação.
Art. 60 Compete à Prodgep/DDD:

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I - verificar a instrução do processo e emitir parecer de conformidade com a
legislação vigente; e
II - realizar o acompanhamento dos servidores afastados, nas obrigações relativas ao
afastamento concedido.
Art. 61 Compete à Prograd:
I - verificar o impacto da liberação do docente nas atividades de ensino; e
II - verificar a vaga para professor substituto no banco equivalente, caso seja
necessário, e que o Centro não tenha extrapolado o percentual permitido para
afastamentos nos termos desta Resolução.
Art. 62 Compete à CPPD a emissão de parecer sobre o processo de afastamento de
servidor docente, conforme legislação vigente, abordando, entre outros aspectos:
a) viabilidade do afastamento;
b) interesse institucional, com base no PDP; e
c) detalhamento da correlação entre o curso objeto do afastamento, as atribuições
do cargo e as atividades laborais do servidor.
Art. 63 Compete à Reitoria autorizar a concessão do afastamento, permitida a
delegação aos dois níveis hierárquicos imediatos, com competência sobre a área de
gestão de pessoas, vedada a subdelegação.

Subseção V
Do Acompanhamento

Art. 64 O acompanhamento do servidor afastado é responsabilidade da


Prodgep/DDD.
Art. 65 O servidor afastado deverá apresentar à Prodgep/DDD, nos prazos
estabelecidos abaixo:
I - semestral ou anualmente, conforme período letivo da Instituição promotora:
a) comprovante de matrícula;
b) histórico escolar; e
c) relatório de atividades assinado pelo orientador e pelo servidor afastado.
II - ao término do afastamento, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após o retorno
às atividades:
a) cópia do diploma/certificado ou documento equivalente que comprove a
participação;
b) relatório final; e
c) versão da dissertação ou tese em formato digital com assinatura do orientador e
do servidor.
§ 1º A qualquer momento poderão ser solicitados ao servidor afastado documentos
adicionais.
§ 2º A não apresentação da documentação de que trata este artigo sujeitará o
servidor ao ressarcimento dos gastos com seu afastamento à Ufac, na forma da
legislação vigente.

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Subseção VI
Da Revogação, Suspensão e Cancelamento do Afastamento

Art. 66 São razões para revogação da concessão do afastamento:


I - reprovação por inassiduidade ou trancamento de matrícula sem justificativa;
II - abandono de curso;
III - trancamento geral de matrícula e interrupção do curso, salvo nos casos
previstos nesta Resolução;
IV - desligamento do curso;
V - rendimento insatisfatório; e
VI - descumprimento das normas desta Resolução ou da legislação.
Parágrafo único. A revogação do afastamento por quaisquer dos motivos
elencados neste artigo implicará impedimento do servidor em pleitear novo
afastamento por um período de 2 (dois) anos, a contar do prazo final do período de
quarentena, nos termos do § 4º do artigo 96-A da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro
de 1990, bem como demais penalidades previstas em lei.
Art. 67 No caso de concessão de licenças a gestante e adotante, por motivo de
doença em pessoa da família, atividade política, tratamento de saúde, acidente em
serviço ou outros casos previstos em lei, o servidor poderá solicitar à Prodgep/DDD a
suspensão temporária do afastamento.
Parágrafo único. Os impedimentos por motivo de doença, tratamento de saúde e
acidente em serviço deverão ser comprovados por atestado médico homologado
pela Junta Médica Oficial, quando for o caso.
Art. 68 O servidor deverá comunicar à Prodgep/DDD a paralisação das atividades de
qualificação quando este ocorrer por motivo de greve ou qualquer outro motivo não
previsto nesta Resolução.
Art. 69 A suspensão temporária do afastamento implica a imediata apresentação do
servidor à unidade de lotação para reassumir suas atividades laborais, exceto se
estiver usufruindo de licença.
Art. 70 Cessando o motivo da suspensão, o servidor deverá protocolar comunicado
junto à Prodgep/DDD, informando a data da retomada do afastamento.

CAPÍTULO V
DA REALIZAÇÃO DE ESTUDO NO EXTERIOR

Art. 71 O servidor poderá, no interesse da Administração, afastar-se do exercício do


cargo efetivo, com a respectiva remuneração, para realizar estudo no exterior.
Parágrafo único. A ausência não excederá a 4 (quatro) anos, e somente depois de
decorrido igual período, será permitida nova ausência.
Art. 72 No afastamento para o exterior para cursar pós-graduação stricto sensu ou
pós-doutorado, o requerente deve atender a todos os requisitos e trâmites previstos
para o afastamento para cursar pós-graduação stricto sensu ou pós-doutorado no
País, no que couber, conforme descritos nesta Resolução.
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CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 73 O servidor afastado nos termos desta Resolução deverá se apresentar à


unidade de lotação em até 3 (três) dias úteis após o término do afastamento.
Art. 74 O servidor afastado que durante o afastamento gerar produto passível de
registro ou proteção deverá obedecer às normas emanadas do Núcleo de Gestão do
Conhecimento e da Tecnologia (NGCTEC).
Art. 75 A Prodgep/DDD disponibilizará formulários específicos para que o servidor
possa solicitar afastamento, prorrogação, suspensão, bem como encaminhar
relatórios previstos na presente Resolução.
Art. 76 No período de 30 (trinta) dias após a publicação da presente Resolução, a
Propeg realizará a transferência da documentação e controle dos servidores
afastados para a Prodgep/DDD, para fins de cumprimento do disposto no artigo 64
desta Resolução.
Art. 77 A presente Resolução aplica-se aos servidores já afastados, no que couber.
Art. 78 Os casos omissos serão apreciados pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento e
Gestão de Pessoas.

Margarida de Aquino Cunha


Presidente

Referência: Processo nº 23107.000389/2020-52 SEI nº 0137338

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