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A Avaliação Psicopatológica

A avaliação psicopatológica envolve a entrevista e observação do paciente para obter informações sobre a história do paciente e realizar diagnóstico. A entrevista psiquiátrica tem o objetivo de entender o indivíduo, obter dados diagnósticos e estabelecer uma relação terapêutica.
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A avaliação psicopatológica envolve a entrevista e observação do paciente para obter informações sobre a história do paciente e realizar diagnóstico. A entrevista psiquiátrica tem o objetivo de entender o indivíduo, obter dados diagnósticos e estabelecer uma relação terapêutica.
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Avaliação Psicopatológica

Psicopatologia I
Prof. Roger Machado
Avaliação Psicopatológica
◼ A entrevista e a observação do paciente são os principais
instrumentos de avaliação em psicopatologia;
◼ A entrevista envolve dois aspectos da avaliação: anamnese
e exame psíquico;
◼ Avaliação física de pacientes psiquiátricos:
- Alta frequência de morbidade física;
- Limitações do clínico geral;
- Limitações do psiquiatra;
- Limitações do próprio paciente;
- Efeitos do estigma de louco.
◼ Outras avaliações importantes: neurológica, psicodiagnóstico
e exames complementares
A entrevista com o paciente
◼ A habilidade do entrevistador se revela pelas perguntas que
formula, por aquelas que evita formular e pela decisão de
quando e como falar ou apenas calar.
◼ Importante combinar relação empática e tecnicamente útil.
◼ Não há regra geral quanto à necessidade do profissional falar
muito ou pouco na entrevista. Varia de acordo com: o
paciente; o contexto institucional; os objetivos da entrevista;
a personalidade do entrevistador.
◼ O profissional deve evitar: posturas rígidas, estereotipadas;
atitude excessivamente neutra ou fria; reações
exageradamente emotivas; comentários valorativos; reações
intensas de pena ou compaixão; hostilidade ou agressão;
entrevistas prolixas; fazer muitas anotações.
Rapport

Entrevista
Psiquiátrica

Anamnese Exame Mental


(Biografia) (Alterações
Psicopatológicas)
A Entrevista Psiquiátrica
◼ A habilidade central do entrevistador é a sua capacidade de
comunicação e de observação psicopatológica cuidadosa
do paciente.

◼ A finalidade da entrevista é:
- Obter uma perspectiva histórica sobre a vida do paciente;
- Estabelecer rapport e uma aliança terapêutica;
- Confiança mútua;
- Fazer uma hipótese diagnóstica;
- Estabelecer um plano de tratamento (conduta terapêutica);

A entrevista psiquiátrica nos possibilita estabelecer uma relação


terapêutica desde o primeiro encontro com o paciente.
A Entrevista Psiquiátrica
◼ Principais Objetivos:
1. Entender o indivíduo doente;
2. Obter as informações necessárias para fazer um diagnóstico;
3. Estabelecer uma relação terapêutica com o paciente;
4. Informar sobre a doença, o tratamento e o prognóstico

◼ Recomendações gerais para a entrevista:


a. Colocar o paciente à vontade
b. Se possível a entrevista deve ser feita em local com privacidade
c. Ser cordial e respeitoso com o paciente;
d. Apresentar-se com nome e função;
e. Explicar como será a entrevista e o motivo da mesma.
A Anamnese Psiquiátrica

◼ Roteiro da Anamnese Psiquiátrica:

1. Identificação do Paciente
2. A queixa principal ou o problema atual do paciente
3. O motivo do atendimento
4. Historia da doença atual
5. A história familiar
6. A história pessoal
7. História patológica pregressa

O profissional pode precisar de mais de um encontro para fazer


uma boa anamnese.
O Exame Mental
◼ Oportunidade de observarmos o que o paciente apresenta de sintomatologia.
◼ Orienta na hipótese diagnóstica, no prognóstico e na conduta terapêutica.
◼ Ocorre concomitantemente à anamnese.
◼ No Exame Mental devemos observar as funções psíquicas alteradas e
preservadas.

◼ Roteiro fenomenológico do exame mental:


1. Atitude do paciente
2. Relação com o entrevistador
3. Orientação
4. Consciência
5. Atenção
6. Senso-percepção
7. Afetividade
8. Pensamento
9. Memória
10. Motivação
11. Psicomotricidade
Dificuldades /Desafios
◼ Reações emocionais intensas
◼ Lidar com mecanismos defensivos do paciente
◼ Transferência e contratransferência
◼ Saber o que perguntar e o que não perguntar
◼ Saber calar ou falar
◼ Postura do profissional e julgamentos
◼ Saber como acolher
◼ Jogo de cintura
◼ Raciocínio lógico-matemático do psicólogo
◼ Não envolvimento emocional
◼ Controlar respostas imediatas à fala do paciente
◼ Controlar expressões faciais
◼ Não “deixar passar” informações importantes
◼ Demonstrar serenidade e firmeza com paciente agressivo ou hostil
◼ No caso de informações de terceiros, como saber qual fonte é mais
consistente
◼ Lidar com paciente prolixo
◼ Perspicácia para perceber que falta algo na fala do paciente
◼ Lembrar de todas as informações da entrevista
◼ Não conseguir extrair do paciente informações importantes
◼ Respostas rápidas
◼ Rapport

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