2º Trimestre de 2024
14 de Abril de 2024
LIÇÃO 02
A ESCOLHA ENTRE A
PORTA ESTREITA E A
PORTA LARGA
Está é uma palavra que imperceptivelmente está em toda a Bíblia,
ela aparece cerca de 590 vezes, em praticamente todos os livros da
Bíblia.
Existem portas nos céus, na terra, portas do inferno, das ovelhas,
da cidade, Jesus é a porta (Jo 10.7,9)
Uma maneira prática de ensinar sobre a porta, é ir até a portas
mais próxima e pegando nela perguntar aos alunos o que ela repre-
senta, para o que serve, como usá-la.
Parecem perguntas e exemplos simples e bobos, mas isto traz o
foco e a imaginação dos alunos para o que você está querendo que
eles entendam ou visualizem.
TEXTO ÁUREO
“Porfiai por entrar pela porta es-
treita, porque eu vos digo que muitos pro-
curarão entrar e não poderão.”
Lc 13.24
VERDADE PRÁTICA
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A ESCOLHA ENTRE 1
A PORTA ESTREITA
E A PORTA LARGA
A porta estreita não é uma opção, mas a única alternativa dispo-
nível para o crente entrar no céu.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos o símbolo da porta estreita e da larga,
do caminho apertado e do espaçoso.
Nosso propósito é pontuar algumas razões que nos mostram
porque devemos escolher a porta estreita e, do ponto de vista bíblico,
como entrar pelo caminho apertado.
Nesse sentido, veremos que o início da nossa jornada deve levar
em conta o caminho que nos conduz ao Céu.
I – PORTAS E CAMINHOS
1. A porta Estreita
Como falamos acima, na Bíblia existem muitas portas abertas e
fechadas, também estas portas indicam vários caminhos possíveis.
Em Gn 4.7, o Senhor Deu à Caim sobre uma porta que o con-
duziria ao pecado de homicídio. O sentido desta porta é que ela o
levaria a um caminho perigoso e fora dos planos de Deus para ele,
deixando claro que competia exclusivamente a ele a escolha se andaria
por ela ou não.
“Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti?
E, se não fizeres bem, o pecado jaz à
porta, e para ti será o seu desejo, e sobre
ele dominarás.”
Grifo nosso
Sabemos que a porta é uma entrada existente em um edifício ou
o muro de uma cidade, algo muito comum nos tempos antigos, em
que a cidade era toda murada e, ao redor de todo o edifício, havia uma
porta estreita.
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A PORTA ESTREITA
E A PORTA LARGA
Era por meio dessa porta que todos entravam e saíam da cidade.
Também a porta traz uma ideia de conselho onde os maiorais e
anciões da cidade se reuniam para tomadas de decisões, conforme
Rute 4.
2. O caminho apertado
Este caminho está diretamente ligado à porta escolhida, pois está
ao abrir-se nos direciona a uma experiência única e caso escolhamos
a porta errada devemos parar e retornar.
Nesse sentido, a linguagem figurada do “caminho apertado”,
conforme Mateus 7. aponta para os que desejam a vida eterna. Não
por acaso, a palavra “apertado” vem do verbo grego thlibo que signi-
fica “prensar como uvas, espremer, pressionar com firmeza, caminho
comprimido, contraído; metaforicamente, aborrecer, afligir, angus-
tiar”
Por apertado entendemos que neste caminho não podemos levar
bagagens, ou seja, não passa na porta por ser estreita e não podemos
levar pelo caminho por ser apertado nossa antiga forma de viver, an-
tes precisamos aprender com o Apostolo Paulo a compreender que
tudo o que necessitamos é Cristo.
“Já estou crucificado com Cristo; e
vivo, não mais eu, mas Cristo vive em
mim; e a vida que agora vivo na carne
vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me
amou e se entregou a si mesmo por mim”
Gl 2.20
3. Porta Larga e Caminho Espaçoso
Este é o mais fácil e comum entre os homens.
“Mas umas poucas coisas tenho contra
ti, porque tens lá os que seguem a doutrina
de Balaão, o qual ensinava Balaque a lan-
çar tropeços diante dos filhos de Israel para
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que comessem dos sacrifícios da idolatria e se
prostituíssem.”
Ap 2.14
A história de Balaão todos conhecemos (Nm 22-24), que foi con-
tratado por Balaque para amaldiçoar o povo de Deus mas não conse-
guia e por fim ensinou a como derrotar Israel.
Ele somente indicou o caminho já conhecido, deixar os homens
(gênero) que deixem suas vontades de desejos livres, simples assim.
O caminho espaçoso e aporta larga não põem impedimentos ou
barreiras às vontades e o Apostolo Paulo deixa isto muito claro em
Rm 1.28-32.
Nestes versículos o Apostolo deixa claro o que há no coração do
homem e sua constante rebelião contra Deus, levando-o ao caminho
da perdição.
E por refletir o coração e pensamento dos homens sem regras
ou freios, estes cada vez chegam mais longe neste caminho.
II – POR QUE ESTRAR PELA PORTA ESTREITA É DI-
FÍCIL
1. Uma porta aberta, porém, difícil
Ao abrirmos nossa Bíblia em Lc 18.18-32, encontramos a Histó-
ria do Jovem rico ou Mancebo de Qualidades, creio que ele sincera-
mente desejava seguir a Cristo, mas ele tinha um porém, seu coração
não estava cheio de desejos dos Céus, estava cheio de sua fortuna.
Ele não somente conhecia, mas praticava as Escrituras em sua
vida comum, havia nele um desejo de seguir a Cristo, porém seu co-
ração já tinha um senhor e ele não desejava tirá-lo do trono.
“Ninguém pode servir a dois senho-
res, pois odiará um e amará o outro, ou se
dedicará a um e desprezará o outro. Vocês
não podem servir a Deus e ao dinheiro”
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A PORTA ESTREITA
E A PORTA LARGA
Mt 6.21 NVI
A porta é difícil, pois fala de renúncia, nosso Senhor ensinou que
para tomar o caminho do céu é preciso negar a si mesmo, deixar mor-
rer o que somos para viver a vida com Ele a fim de que resulte uma
glória progressiva e indizível (Mt 16.24; Rm 6.6; Gl 5.24).
2. As Oportunidades da Porta Largam são Atraentes.
“Porque Demas me desamparou,
amando o presente século,”
IITm 4.10
“Porque Acã, filho de Carmi, filho
de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá,
tomou do anátema”
Js 7.1
“Quando vi entre os despojos uma
boa capa babilônica, e duzentos siclos de
prata e, uma cunha de ouro do peso de cin-
qüenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis
que estão escondidos na terra, no meio da
minha tenda, e a prata, debaixo dela.”
Js 7.21
“Só se vive uma vez”, “Eu posso não estar vivo amanhã”, “A
vida passa muito rápida”, etc, etc.
Oportunidade, está é apalavra da porta larga.
Temos muitos e vários exemplos na Palavra que nos mostram
quantas oportunidade homens e mulheres de Deus tiveram de come-
ter pecados, uns sucumbiram outros resistiram.
Como falamos anteriormente, temos uma inclinação a fazer o
que desagrada ao Senhor, a tomar o caminho mais fácil, porém isso
pode nos levar a destruição e afastamento de Deus.
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É um caminho de apego prazeroso ao mundo e de desprezo a
Deus (1 Jo 2.15,16). Tragicamente, todos os que amam o mundo não
terão direito a entrar nos céus (1 Co 6.9,10; Gl 5.19-21).
Por isso, o cristão comprometido com o Evangelho de Cristo
sabe que “o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz
a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2.17).
3. As Razões das Exigências
Diferentemente da porta larga e do caminho espaçoso, a porta
estreita e o caminho apertado requerem uma transformação interior,
uma decisão pessoal e uma disposição em seguir na contramão da
maioria.
Só começa a trilhar pelo caminho da porta estreita quem se reco-
nhece em Cristo como um pecador (2 Co 12.9) e com disposição de
viver uma vida dirigida por Ele como um novo começo (2 Co 5.17).
A partir dessa jornada, o Evangelho nos faz caminhar em santi-
dade, seguir os passos de Cristo e andar como Ele andou (1 Jo 2.6).
Então, estaremos prontos para criar raízes e enfrentam os obstáculos
de nossa jornada crista (Lc 8.13,14).
A vida e o caminho de santidade é a única forma de vermos ao
Senhor (Hb 12.14), desta forma é necessário entendermos o tamanho
de esforço exigido para se manter nele.
Temos caos como Judas e Demas que estavam no caminho e
mudaram para o outro caminho, trazendo tristeza e desgraça a suas
vidas. Porém temos inúmeros exemplos na Palavra de pessoas que
estavam afundadas no mundo e ao se encontrarem com Cristo, larga-
ram tudo para segui-Lo.
Ou seja, as exigências do Caminho é a garantia que ele nos levará
à presença do Senhor.
III – ENTRANDO PELA PORTA E PELO CAMINHO
DO CÉU
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1. Arrependimento de Pecados
No Antigo Testamento temos duas aparições da palavra arre-
pendimento em Jr 31.19 e Os 13.14 e outras 40 vezes aprecem suas
variações.
(נֹחַ םno'-kham)
1 arrependimento pesar
Já no Novo Testamento temos 57 aparições desta palavra
μετάνοια (met-an'-oy-ah)
1 como acontece a alguem que se arrepende mudança de mente de
um proposito que se tinha ou de algo que se fez
Em ambos os Testamentos a ideia principal é uma mudança de
rota, atitude ou posicionamento.
Acontece quando uma pessoa ao entrar em contato com a ver-
dades do Evangelho toma a decisão de uma mudança completa de
todas as suas ações.
Podemos usar como exemplo Zaqueu e o Apostolo Paulo, am-
bos viviam vidas incompatíveis com as exigências da Palavra, mas
quando confrontados por Ela tudo mudou.
2. Confissão de Pecados
Para João Batista, o batismo e a confissão somente não seriam as
provas verdadeiras da mudança de vida. Era preciso apresentar frutos
na vida como a marca de um arrependimento sincero.
Em Lucas, podemos contemplar frutos concretos que João Ba-
tista esperava de quem se arrependesse: honestidade, misericórdia,
respeito às autoridades, dentre outros (Lc 3.11-14).
Isso era a prova de que a natureza da pessoa havia sido verdadei-
ramente transformada. Portanto, uma pessoa que teve um encontro
verdadeiro com Jesus produzirá frutos dignos de arrependimento,
uma nova forma de pensar e agir, um novo estilo de vida (Mt 3.2;
21.29; Mc 1.15).
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3. Produzido Frutos dignos de Arrependimento
É o resultado visível e prático na vida de alguém que, genuina-
mente, se arrependeu de seus pecados em busca de redenção. Trata-
se de uma mudança de mentalidade e conduta sinceras.
Fala sobre uma mudança de direção que leva ao arrependido ao
se afastar, gradualmente, do pecado em direção a Cristo, com hu-
mildade e um coração sincero.
O fruto do arrependimento não se confunde com tristeza pelo
pecado.
Isto é, o simples fato de ficarmos tristes com uma conduta pe-
caminosa não necessariamente significa que nos arrependemos dela.
No entanto, um coração quebrantado é parte do processo que leva
alguém a produzir o verdadeiro fruto de arrependimento.
Em IICo 7, o apóstolo Paulo fala sobre dois tipos de tristeza,
sendo uma a que leva à morte e outra a que leva ao arrependimento
que produz salvação.
Portanto, os frutos do arrependimento envolvem atitudes de
abandono do pecado e uma prática baseada na Palavra de Deus de
forma diária, testemunhando a santidade de Cristo através de suas
ações.
CONCLUSÃO
No momento que inicia sua jornada com Cristo, o cristão deve
ter a consciência de que escolheu o caminho estreito e a porta aper-
tada para trilhar o caminho do céu.
Isso significa que precisamos renunciar ao eu, nossos pensamen-
tos e desejos, para que Cristo apareça (2 Co 5.17). Isso só é possível
por meio de um verdadeiro arrependimento, confissão de pecados e
a experiência do perdão.
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Deus abençoe muito.
No amor do Amado
Pr Emerson Santos
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calcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque
com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”.
Lucas 6.38
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