ARLS Acácia do Paraibuna N° 1691
Federada ao Grande Oriente do Brasil – Jurisdicionada ao GOB MG – Oriente de Juiz de Fora – MG
Sessões: Qunta - feira – 20:00 h – Sede própria – Rito Adonhiramita
O SIMBOLISMO DAS VELAS E DAS DOZE
VIBRAÇÕES ARGENTINAS
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LUIZ CARLOS GARCIA MOREIRA – CIM: 234498
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Título do Trabalho
JOSÉ WALTER MOREIRA
O Simbolismo das Velas e das Doze Nome Histórico
Vibrações Argentinas
Data 22/03/2012
Meus AAmad.´.IIrm.´.,
Tudo quanto nos chegue ao saber, longe de admoestar os nossos
sentimentos, eleva a nossa alma e nos proporciona a definir o espírito. Que
este se defina pelo sentir, mas, completando a própria razão do sentimento
analítico e não superficial e suposto. Nesta Peça de Arquitetura, trataremos
do simbolismo das Velas e das Doze Vibrações Argentinas. É importante,
ressaltarmos, entretanto, que as considerações aqui apresentadas
representam apenas o esforço de um estudo realizado sobre o assunto, sem
constituir, no entanto, em uma Verdade Absoluta.
AS VELAS
O uso das Velas na Maçonaria é muito antigo, tanto para iluminar o local
onde realiza os seus trabalhos, como para fins litúrgicos. Atualmente, a
iluminação do templo pode ser classificada como ornamental e litúrgica. A
iluminação ornamental pode ser elétrica, a gás ou de qualquer outra. A
litúrgica deve ser de vela ou de cera, excepcionalmente, outra forma de
energia, desde que os candelabros ou aparelhos de iluminação tenham
feitios litúrgicos. Uma vez que a Maçonaria se caracteriza, dentre outras
coisas, pela verdadeira compreensão dos símbolos, quanto mais pudermos
evitar o uso de símbolos para os símbolos, mais estaremos perto de sua
exata compreensão.
No caso das velas, o elemento de realce, naturalmente é o fogo. Desde o
Homem primitivo, amedrontado pela escuridão da floresta, até os nossos
dias, o fogo tem sido cultuado por todas as civilizações, ora representados
pelo Sol, ora simbolizado por inúmeras divindades. No próprio Cristianismo,
o Cristo é apresentado como a “Luz” do Mundo ou como o “Sol” de justiça.
João Batista disse dele que batizaria não só com a água, como também com
“fogo”.
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JOSÉ WALTER MOREIRA
O Simbolismo das Velas e das Doze Nome Histórico
Vibrações Argentinas
Data 22/03/2012
A Vela, como portadora do fogo, tem também grande importância nas
religiões, como nas escolas de misticismos. Entre os católicos, a vela fria
transformada em calor, convertendo seu corpo puro e simples em fogo,
simboliza a imolação de Cristo ao Pai e a purificação do Homem. Quando no
Altar, simboliza a presença de Deus. Para algumas igrejas protestantes, a
vela e o fogo, representam a presença constante do Espírito Santo a
iluminar e guiar a vida do Homem. A cera é o Pai; o pavio, o Filho e a
chama, o Espírito Santo.
No rosacrucionismo, o fogo tem muitos símbolos: a transmutação do
chumbo em ouro, a pureza do fogo divino, a polarização da luz criadora, um
dos elementos da natureza e outros. Na Maçonaria, todos estes símbolos
são apreciados em conjunto com muitos outros que o iniciado deve buscar,
entretanto, pode-se destacar a iluminação espiritual interior e ainda a
espiritualização das pequenas e grandes luzes da Loja, isto é, o Venerável
Mestre e seus Vigilantes, o Livro Sagrado, o Esquadro e o Compasso.
Dado o simbolismo transcendente das velas na Maçonaria, para que se
mantenha o simbolismo, é necessário que se tome algumas preocupações
para o acendimento e apagamento das velas. Por isso, deve-se usar uma
vela intermediária para se acender as velas, evitando-se assim o uso de
isqueiros, fósforos ou outras substâncias inadequadas, devendo a chama,
como a vela em si mesma, ser considerada “pura”. Para apagar as velas
nunca se deve soprar a chama.
Os símbolos maçônicos recomendam esmagá-las com o malhete ou
extingui-las com um apagador de velas. Estes pequenos pormenores
evidenciam o respeito pelo Grande Arquiteto do Universo, representado pelo
fogo, não sendo um mero detalhe ritualístico.
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JOSÉ WALTER MOREIRA
O Simbolismo das Velas e das Doze Nome Histórico
Vibrações Argentinas
Data 22/03/2012
O SIMBOLISMO DAS DOZE VIBRAÇÕES ARGENTINAS
As doze vibrações argentinas simbolizam no culto de Zoroastro o Início e o
término dos trabalhos. A Maçonaria Especulativa herdou essa passagem
ritualística do fundador do Madeismo que tinha por base a filosofia indiana.
Zoroastro, pois em prática o Mazdeismo na Pérsia, depois penetrou na
Caldéia e em seguida deu nascimento aos Mistérios Egípcios. Zoroastro fez
os seus primeiros adeptos em Bectriana, pregando a supremacia absoluta
de um DEUS do Bem, ORMUZD, o Criador do Mundo, que personifica a
Retidão, a Pureza e a Luz. O culto era muito simples, tão simples que não
possuía templos e ensinava que quem cultivava o trigo, cultivava a Retidão.
Muito superior aos cultos politeístas da Mesopotâmia, o zoroastrismo
demonstrava um nível moral elevado o que explicava: só é bom aquele que
não faz a outro o que não for bem para si mesmo e ia longe quando
afirmava uma série de recomendações sobre a Caridade e o uso da
Riqueza. Zoroastro, junto com seus adeptos, dava início aos trabalhos
precisamente ao Meio Dia e terminava à Meia Noite; logo em seguida ao
término era servido um ágape fraterno a todos os que participavam da
Sessão naquelas 12: 00 horas.
O número DOZE é formado pelo número UM e pelo número DOIS, sendo
que, o número UM está à esquerda do número DOIS. Isto significa que o
número UM, antecedendo ao número DOIS, exerce seu poder moderador
sobre este, que é o número dos contrários, dos opostos. O poder
simbolizador do número UM é o poder da Unidade do Absoluto e este poder,
controlando os efeitos do número DOIS, dá o equilíbrio.
Temos que ao Meio Dia o Sol está no seu Zeníte, que é considerada hora
neutra, a Meia Noite é o fim de um dia e início de outro, ou seja, às 24:00
horas, hora passiva e às 00:00 horas, hora ativa.
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Data 22/03/2012
No instante em que são dadas as doze vibrações argentinas, tanto as que
correspondem as do Meio Dia com as que correspondem as da Meia Noite,
deve haver na Ofic.´. um profundo silêncio e nenhum movimento por parte
dos OObreir.´. porque se trata do momento em que uma Força esotérica
muito forte percorre todo o volume do ambiente Sagrado.
A abertura do L.´.da L.´., a Offic.´. se transforma em Loj.´.. Isto tanto é
verdade que quando o L.´. da L.´. está aberto, tem sobre si o Comp.´.e o
Esq.´. dispostos conforme o grau em que a sessão está funcionando.
O L.´. da L.´., o Comp.´. e o Esq.´., juntos, formam as três GGrand.´. LLuz.´.
da Maçonaria Universal. As doze vibrações argentinas são usadas no Rito
Adonhiramita para dar sinal do Meio Dia e da Meia Noite; entretanto, nos
outros ritos, os trabalhos começam também ao Meio Dia e encerram a Meia
Noite, porém sem as doze vibrações argentinas, isto pelo menos nos três
primeiros graus simbólicos.
CONCLUSÃO
Meus AAmad.´.IIrm.´.,
Cumpre ao homem, já para nutrir a própria inteligência, nada ignorar no
quanto esteja ao seu alcance. O maçom é qual ao campônio a recolher
migalhas ao longo dos caminhos, das suas existências. Podemos concluir
que as velas e as doze Vibrações Argentinas não são simplesmente
símbolos; elas constituem a própria “essência” das coisas; são entidades
reais que, por meio de combinações entre si, dão a beleza a tudo o que
existe em uma sessão maçônica adonhiramita.
BIBLIOGRAFIA
Revista Trolha – Reflexões colhidas nos Sedimentos
Acumulados – Livro do Tempo.
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