Apostila Gerenciamento de Residos e Efluentes
Apostila Gerenciamento de Residos e Efluentes
Gerenciamento de
resíduos e efluentes
Profa Vera Lúcia Correia Ornellas
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
SUMÁRIO
Introdução 5
Entulho de Obras 7
Planejamento do Gerenciamento 8
Manejo Integrado 9
Acondicionamento 9
Conceituação 9
Coleta seletiva 9
Reciclagem 10
Tratamento 14
Etapas da compostagem 15
Tempo de compostagem 16
Incineração 16
Legislação 17
Sisnama 18
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
SUMÁRIO
Constituição Federal 1988 21
Disposição Final 26
Aterro Controlado 27
Aterro Sanitário 27
Aterro Industrial _ 28
Resíduos de Saúde 28
Resíduos de saúde 29
Gestão de efluentes 40
Bibliografia 41
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
Neste trabalhos iremos destacar o gerenciamento Foto 01 Lixão de Propriá, cidade do Baixo São Francisco
Fonte Internet acesso12/11/2011
de resíduos ,a classificação ,o condicionamento , trata-
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
entulho de obras.
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
Lixo Doméstico - São os resíduos gerados nas ativi- Em termos de composição, os resíduos da construção
dades diárias em casas, civil são uma mistura de materiais inertes, tais como con-
apartamentos, condomínios e demais edificações resi- creto, argamassa, madeira, plásticos, papelão, vidros,
denciais. metais, cerâmica e terra.
tidade de sua geração e pela importância que sua recu- Concreto e blocos 29,0
peração e reciclagem vem assumindo no cenário nacional. Outros 7,0
Orgânicos 1,0
Entulho de Obras Total 100,0
cursos naturais. Além disso, a construção civil também é Composição média do entulo de
a indústria que mais gera resíduos. No Brasil, a tecnologia Pilhas e Baterias _Apesar da aparência inocente
construtiva normalmente aplicada favorece o desperdício e pequeno porte, as pilhas e baterias de celular são hoje
na execução das novas edificações. um problema ambiental. Classificadas como resíduos pe-
rigosos e compostas de metais pesados altamente tóxicos
Enquanto em países desenvolvidos a média de resíduos
e não-biodegradáveis, como cádmio, chumbo e mercúrio,
proveniente de novas edificações encontra-se abaixo de
depois de utilizadas, a maioria é jogada em lixos comuns
100kg/m2, no Brasil este índice gira em torno de 300kg/
e vai para aterros sanitários ou lixões a céu aberto.
m2 edificado.
Em termos quantitativos, esse material corresponde a A resolução Conama 401 de 2008, Esta Resolução
algo em torno de 50% da quantidade em peso de resídu- estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e
os sólidos urbanos coletada em cidades com mais de 500 mercúrio e os critérios e padrões para o gerenciamento
mil habitantes de diferentes países, inclusive o Brasil. ambientalmente adequado das pilhas e baterias portáteis,
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
Fonte autor
Chumbo Ácido
indústrias, automóveis, filmadoras;
(recarregáveis)
Fatores que influenciam as
Íon de Lítio
(recarregáveis)
Utilizadas em celulares e notebook; características dos resíduos
telefone sem fio, barbeador e • Climáticos (chuvas ,outono, verão)
Níquel-cádmio
outros aparelhos que usam oi-
(recarregáveis) • Épocas especiais (carnaval ,natal, dias das mães
lhas e baterias recarregáveis;
e pais, férias escolares )
Óxido de instrumentos de navegação e • Demográficos ( população urbana )
Mercúrio aparelhos de instrumentação e controle;
• Sócios Ambientais (Nível cultural, Nível educa-
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
e/ou pelas mudanças tecnológicas e/ou de insumos do dia e horários estabelecidos pelo órgão de limpeza urbana
processo. A estratégia de reaproveitamento engloba as para a coleta. A população tem, portanto, participação de-
ações de reutilização, a reciclagem e a recuperação (Valle, cisiva nesta operação.
2001). Observa-se que no reuso o resíduo está pronto A importância do acondicionamento adequado está em:
para ser reutilizado, enquanto a reciclagem exige um pro- evitar acidentes; evitar a proliferação de vetores;minimizar
cesso transformador com emprego de recursos naturais e o impacto visual e olfativo.
possibilidade de geração de resíduos, embora possa estar
sendo produzido um bem de maior valor agregado. Coleta seletiva
Por último, têm-se as ações de tratamento e disposição É a atividade de separar o lixo, para que ele seja en-
final, que buscam assegurar características mais adequa- viado para reciclagem. Separar o lixo é não misturar os
das ao lançamento dos resíduos no ambiente .As ações materiais passíveis de serem reaproveitados ou recicla-
de gerenciamento podem ser promovidas presentes em dos (usualmente plásticos, vidros, papéis, metais) com o
políticas de gestão. resto do lixo (restos de alimentos, papéis sujos, lixo do
banheiro) . A coleta seletiva tanto pode ser realizada por
Manejo Integrado uma pessoa sozinha, que esteja preocupada com o mon-
Acondicionamento tante de lixo que estamos gerando (desde que ela planeje
com antecedência para onde vai encaminhar o material
Conceituação
separado) , quanto por um grupo de pessoas (condomí-
Acondicionar os resíduos sólidos domiciliares significa nio, escola, cidade, etc.)
prepará-los para a coleta de forma sanitariamente adequada,
como ainda compatível com o tipo e a quantidade de resíduos. • Para implantar a coleta seletiva devemos seguir
a resolução Conama 275 que define as cores
A importância do acondicionamento dos recipientes.
adequado Que estabelece o código de cores para os diferentes ti-
A qualidade da operação de coleta e transporte de lixo pos de resíduos a serem adotados na identificação de coletor
depende da forma adequada do seu acondicionamento, e transportadores bem como nas campanhas informativos
armazenamento e da disposição dos recipientes no local, para coleta seletiva.
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
• REUTILIZAR - Reaproveitar o material em outra função. Ex: usar os potes de vidro com tampa para guardar
miudezas (botões, pregos, etc.).
• RECICLAR - Transformar materiais já usados, por meio de processo artesanal ou industrial ,em novos produtos.
jornais e revistas
n etiquetas adesivas
n folhas de caderno n papel carbono e celofane
n formulários de computador n fita crepe
n caixas em geral n papéis sanitários
n aparas de papel n papéis metalizados
n fotocópias n papéis parafinados
n envelopes n papéis plastificados
n rascunhos n guardanapos
n cartazes velhos n bitucas de cigarro
n papel de fax n fotografias
n folha-de-flandres n clips
n tampinha de garrafa n grampos
n latas de óleo, leite em pó e conservas n esponjas de aço
n latas de refrigerante, cerveja e suco n tachinhas
n alumínio n pregos
n embalagens metálicas de congelados n canos
n canos e tubos
n sacos
n CDs
n disquetes n cabos de panela
n embalagens de margarina e produtos de n tomadas
limpeza
n embalagens PET: refrigerante, suco e óleo de
cozinha
n plásticos em geral
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
• Quantidade diária do lixo gerado (pode ser em peso ou número de sacos de lixo);
• De quais tipos de resíduos o lixo é composto e porcentagens de cada um (papel, alumínio, plástico, vidro, or-
gânicos, infectante, etc.);
• O caminho do lixo: desde onde é gerado até onde é acumulado para a coleta municipal;
• Identificar se alguns materiais já são coletados separadamente e, em caso positivo, para onde são encaminhados.
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
• Instalações físicas (local para armazenagem, lo- Esta parte é fundamental para o programa dar certo:
cais intermediários); integra todas as atividades de informação, sensibilização
e mobilização de todos os envolvidos
• Recursos materiais existentes (tambores, latões e
outros que possam ser reutilizados); Segunda Etapa _ Implantação
• como será o recolhimento dos materiais, inclusive • Prolonga a vida útil dos aterros sanitários
freqüência
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
• Possibilita a reciclagem de materiais que iriam ou eliminar a poluição do ar provocada por gases produzi-
para o lixo dos durante a queima do lixo.
Existem vários tratamentos como a incineração . com- A compostagem é o resultado da degradação bio-
postagem e reciclagem. A incineração do lixo é também um lógica da matéria orgânica, em presença de oxigênio do
tratamento eficaz para reduzir o seu volume, tornando o re- ar, sob condições controladas pelo homem. Os produtos
síduo absolutamente inerte em pouco tempo, se realizada de do processo de decomposição são: gás carbônico, calor,
forma adequada. água e a matéria orgânica “compostada”.
Mas sua instalação e funcionamento são geralmente O composto possui nutrientes minerais tais como ni-
dispendiosos, principalmente em razão da necessidade de trogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre que
filtros e implementos tecnológicos sofisticados para diminuir são assimilados em maior quantidade pelas raízes além
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
Etapas da compostagem
Fonte: www.cm-seixal.pt 1ª Fase: Conhecida como fase da decomposição, pois
Para podermos entender a os processos da Compos- nela ocorre a decomposição da matéria orgânica facilmen-
tagem devemos em primeiro lugar saber o tipo de resíduo te degradável.
pode fazer parte da compostagem. A temperatura pode chegar naturalmente a 65-70ºC.
No quadro abaixo podermos verificar quais resíduos não Com esta temperatura por um período de 15 dias é possí-
podem passar por este processo. vel eliminar os microorganismos patogênicos.
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
cias húmicas, pode aparecer no composto a presença de tratamento com o objetivo de tornar o resíduos menos
minhocas. O aspecto do composto é próximo a de terra volumoso, menos tóxico ou se possível eliminá-lo
vegetal. O intervalo da temperatura diminui para 25-30°C.
A Incineração consiste em um processo de destruição
Fatores que interferem na compostagem térmica realizado sob alta temperatura - 900 a 1200 ºC
Microorganismos, temperatura, umidade ,aeração , gra- com tempo de residência controlada - e utilizado para o
nulometria, relação carbono /hidrogênio. Ph tratamento de resíduos de alta periculosidade, ou que
necessitam de destruição completa e segura.
Tempo de compostagem
A incineração normalmente ocorre em 4 etapas
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
• Câmara multiplicas
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente. sancionada pelo Presidente da República. Nos seus artigos
SISEPRA – RS – Sistema Estadual de Proteção 9 e 10 estipula a necessidade de Licenciamento Ambiental:
Ambiental Art 9º São Instrumentos da Política Nacional do Meio
CONSEMA – RS – Conselho Estadual do Meio Ambiente (citamos alguns):
Ambiente. III - a avaliação de impactos ambientais;
MUNICÍPIO – Conselho Municipal de Meio Ambiente IV - o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou
potencialmente poluidoras.
Sisnama
Instituído pela Lei n.º 6.938, de 31 de agosto de 1981, Art 10- A construção, instalação, ampliação e funciona-
regulamentado pelo Decreto n.º 99.274, de 06 de junho mento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de re-
de 1990. Constituído pelos órgãos e entidades da União, cursos ambientais, considerados efetiva ou potencialmen-
dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e pelas te poluidores, bem como os capazes sob qualquer forma,
Fundações instituídas pelo Poder Público responsáveis de causar degradação ambiental, dependerão de prévio
pela proteção e melhoria da qualidade ambiental. A licenciamento por órgão estadual competente, integrante
estrutura original é composta por: do SISNAMA, sem prejuízo de outras licenças exigíveis.
VI - Órgãos Locais: os órgãos ou entidades municipais c) identificação, análise e previsão dos impactos sig-
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
RIMA, devidamente fundamentado,será acessível ao pú- Parágrafo único. Cumpridas as obrigações assumidas
blico. pelo infrator, a multa será reduzida em até noventa por
4 - Resguardado o sigilo industrial, os pedidos de licen- cento
ciamento, em qualquer das suas modalidades, sua reno-
vação e a respectiva concessão da licença serão objeto de CONAMA
publicação resumida, paga pelo interessado, no jornal ofi-
cial do Estado e em um periódico de grande circulação, re- O Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, ins-
gional ou local, conforme modelo aprovado pelo CONAMA tituído pela Lei 6.938/81, que dispõe sobre a Política Na-
cional do Meio Ambiente, regulamentada pelo Decreto no
Art 19 99.274/90, é o órgão consultivo e deliberativo do Sistema
Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA.
O Poder Público, no exercício de sua competência de
controle, expedirá as seguintes licenças: O CONAMA é composto de Plenário, Câmaras Técnicas
e Grupos de Trabalho. É presidido pelo Ministro do Meio
I. Licença Prévia (LP), na fase preliminar do planeja- Ambiente. A Secretaria Executiva do CONAMA é exercida
mento de atividade, contendo requisitos básicos a serem pelo Secretário Executivo do MMA.
atendidos nas fases de localização, instalação e operação,
observados os planos municipais, estaduais ou federais de O Conselho é um colegiado, representativo dos atores
uso do solo; sociais interessados na área ambiental, seja dos 3 níveis
II. Licença de Instalação (LI), autorizando o início da de sociedade.
implantação, de acordo com as especificações constantes
do Projeto Executivo aprovado; e Cada uma das 11 Câmaras Técnicas é composta de 07
III. Licença de Operação (LO), autorizando, após as Conselheiros, que elegem um Presidente e um Relator. Os
verificações necessárias, o início da atividade licenciada Grupos de Trabalho são criados por tempo determinado
e o funcionamento de seus equipamentos de controle de para discutir tecnicamente as matérias em tramitação no
poluição, de acordo com o previsto nas Licenças Prévia e Conselho e propor o texto das Resoluções a serem
de Instalação. levadas às Câmaras
1º. Os prazos para a concessão das licenças serão fixados
pelo CONAMA, observada a natureza técnica da atividade. Técnicas.
O CONAMA reúne-se ordinariamente a cada 3 meses
Art 33 Constitui infração, para os efeitos deste decre- no Distrito Federal, podendo realizar Reuniões Extraordi-
to, toda ação ou omissão que importe na inobservância nárias fora do Distrito Federal, quando necessário. É da
determinações de caráter normativo dos órgãos ou das do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
como às entidades privadas, informações, notadamente as Qualidade Ambiental, previsto no inciso X do art. 9 o da
indispensáveis à apreciação de Estudos Prévios de Impac- Lei n o 6.938, de 1981;
to Ambiental e respectivos Relatórios, no caso de obras
• estabelecer sistema de divulgação de seus trabalhos;
ou atividades de significativa degradação ambiental, em
especial nas áreas consideradas patrimônio nacional; • promover a integração dos órgãos colegiados de
decidir, após o parecer do Comitê de Integração de Polí- meio ambiente;
ticas Ambientais, em última instância administrativa, em • elaborar, aprovar e acompanhar a implementação
grau de recurso, mediante depósito prévio, sobre as mul- da Agenda Nacional do
tas e outras penalidades impostas pelo IBAMA; determi-
nar, mediante representação do IBAMA, a perda ou res- Meio Ambiente, a ser proposta aos órgãos e às entida-
trição de benefícios fiscais concedidos pelo Poder Público, des do SISNAMA, sob a forma de recomendação;
em caráter geral ou condicional, e a perda ou suspensão
de participação em linhas de financiamento em estabele- • deliberar, sob a forma de resoluções, proposições,
cimentos oficiais de crédito; estabelecer, privativamente, recomendações emoções, visando o cumprimen-
normas e padrões nacionais de controle da poluição cau- to dos objetivos da Política Nacional de Meio Am-
sada por veículos automotores, aeronaves e embarcações, biente;
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
Um terceiro decreto assinado aprovou a reestruturação do próprio ministério. Instituiu as Secretarias de Mudanças
Climáticas e Qualidade Ambiental, de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, de Extrativismo e Desenvolvimento Rural
Sustentável e de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental.
Determinou ainda a nova estrutura organizacional da Secretaria-Executiva do MMA e da Secretaria de Biodiversidade e Florestas.
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
Estabelece diretrizes, critérios e procedimento para Art.2º Para fins desta Resolução entende-se
gestão dos resíduos da construção civil.
que:
Art. 1º Estabelecer diretrizes, critérios e procedimentos
para a gestão dos resíduos da construção civil, disciplinando I - resíduo sólido industrial: é todo o resíduo que resul-
as ações necessárias de forma a minimizar os impactos te de atividades industriais e que se encontre nos
ambientais. estados sólido, semi-sólido, gasoso - quando conti-
Art. 2º Para efeito desta Resolução, são adotadas as do, e líquido - cujas particularidades tornem inviável
seguintes definições (citamos apenas duas): o seu lançamento na rede pública de esgoto ou em
corpos d`água, ou exijam para isso soluções técni-
I - Resíduos da construção civil: são os provenientes ca ou economicamente inviáveis em face da melhor
de construções, reformas, reparos e demolições de obras tecnologia disponível. Ficam incluídos nesta defini-
de construção civil, e os resultantes da preparação e da ção os lodos provenientes de sistemas de tratamen-
escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâ- to de água e aqueles gerados em equipamentos e
micos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, instalações de controle de poluição.
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
II - Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais: termos do Anexo I, sem prejuízo de outras licenças legal-
é o conjunto de informações sobre a geração, caracterís- mente exigíveis.
ticas, armazenamento, transporte, tratamento, reutiliza-
ção, reciclagem, recuperação e disposição final dos resídu- Resolução CONAMA Nº 362 de 23 de
os sólidos gerados pelas indústrias do país. junho de 2005
Dispõe sobre o Rerrefino de Óleo Lubrificante.
Art. 4º As indústrias das tipologias previstas na Clas-
sificação Nacional de Atividades Econômicas do IBGE,
abaixo discriminadas, deverão, no prazo máximo de um
Resolução CONAMA Nº 401, de 05 de
ano após a publicação desta Resolução, ou de acordo novembro de 2008
com o estabelecido pelo órgão estadual de meio ambien- Estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio
te, apresentar a este, informações sobre geração, carac- e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas no
terísticas, armazenamento, transporte e destinação de território nacional e os critérios e padrões para o seu
seus resíduos sólidos, de acordo com os Anexos de I a III: gerenciamento ambientalmente adequado, e dá outras
providências
I - preparação de couros e fabricação de artefatos de (Revoga 257/99)
couro, artigos de viagem e calçados (Divisão 19);
Resolução CONAMA Nº 416, de 30 de setembro de 2009
II - fabricação de coque, refino de petróleo, elabora-
Dispõe sobre degradação ambiental causada por pneus in-
ção de combustíveis nucleares e produção de álco-
servíveis e sobre sua destinação ambientalmente adequa-
ol (Divisão 23);
da (Revoga 258/1999).
III - fabricação de produtos químicos (Divisão 24);
IV - metalurgia básica (Divisão 27); Art.1o Os fabricantes e os importadores de pneus
V - fabricação de produtos de metal, exclusive máqui- novos, com peso unitário superior a 2,0 kg (dois quilos),
nas e equipamentos ficam obrigados a coletar e dar destinação adequada aos
pneus inservíveis existentes no território nacional, na
VII - fabricação de máquinas para escritório e equipa-
proporção definida nesta
mentos de informática (Divisão 30);
VIII - fabricação e montagem de veículos automotores,
reboques e carrocerias Resolução.
(Divisão 34); § 1o Os distribuidores, os revendedores, os destinado-
res, os consumidores finais de pneus e o Poder Público de-
IX - fabricação de outros equipamentos de transporte
verão, em articulação com os fabricantes e importadores,
(Divisão 35).
implementar os procedimentos para a coleta dos pneus
inservíveis existentes no País, previstos nesta Resolução.
Resolução CONAMA Nº 334, de 3 de
§ 2o Para fins desta resolução, reforma de pneu não é
abril de 2003 considerada fabricação ou destinação adequada.
Dispõe sobre os procedimentos de licenciamento am-
biental de estabelecimentos destinados ao recebimento de Resolução CONAMA Nº 264, de 26 de
embalagens vazias de agrotóxicos. agosto de 1999
Art. 3º A localização, construção, instalação, modifi-
cação e operação de posto e central de recebimento de Dispõe sobre o Licenciamento ambiental para o co-
embalagens vazias de agrotóxicos e afins dependerão de processamento de resíduos em fornos rotativos de clínquer,
prévio licenciamento do órgão ambiental competente, nos para fabricação de cimento.
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
Art. 1o Esta Resolução aplica-se ao licenciamento de Em agosto de 2010 foi, finalmente, sancionada a Lei
fornos rotativos de produção de clínquer para atividades 12.305 que estabelece a Política Nacional de Resíduos
de co-processamento de resíduos, excetuando-se os Sólidos. Esta política se constituiu na base legal para o
resíduos: domiciliares brutos, os resíduos. estabelecimento do gerenciamento dos resíduos sólidos
no Brasil. Representa um avanço neste aspecto.
Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a
Lei de serviços de saúde, os radioativos, explosivos, orga-
Art. 1o Esta Lei institui a Política Nacional de
noclorados, agrotóxicos
Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princí-
pios, objetivos e instrumentos, bem como sobre
Resolução CONAMA Nº 357/2005 de 17
as diretrizes relativas à gestão integrada e ao
de março de 2005 gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os
perigosos, às responsabilidades dos geradores
Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e di-
e do poder público e aos instrumentos econômi-
retrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como
cos aplicáveis
estabelece as condições e padrões de lançamento de
efluentes, e dá outras providências.
A política traz algumas inovações interessantes, como
a responsabilidade compartilhada e gestão integrada, ou
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
quando os resíduos forem reaproveitados em produtos, A política formaliza as proibições sobre o descar-
na forma de novos insumos, em seu ciclo ou em outros te inadequado de resíduos e a importação de resíduos
ciclos produtivos. que possam trazer impacto ao meio ambiente e à saúde.
Toda a ação inadequada está sujeita às sanções e en-
XVII - responsabilidade compartilhada pelo quadramento na lei 9605/98 (Lei dos Crimes Ambientais).
ciclo de vida dos produtos: conjunto de atribui- A instituição da Política Nacional de Resíduos Sólidos é
ções individualizadas e encadeadas dos fabrican- importante para ir ao encontro de uma solução para atual
tes, importadores, distribuidores e comerciantes, situação dos resíduos buscando uma melhoria eco-
dos consumidores e dos titulares dos serviços nômica social e ambiental atendendo assim as metas
públicos de limpeza urbana e de manejo dos re- para o desenvolvimento sustentável.
síduos sólidos, para minimizar o volume de resí-
duos sólidos e rejeitos gerados, bem como para
reduzir os impactos causados à saúde humana XIII - padrões sustentáveis de produção
e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de e consumo: produção e consumo de bens e
vida dos produtos, nos termos desta Lei; serviços de forma a atender as necessidades das
atuais gerações e permitir melhores condições de
Para que o resíduo faça o caminho de volta (logística vida, sem comprometer a qualidade ambiental e
reversa) é importante a adoção de um sistema de pro- o atendimento das necessidades das gerações
dução circular de tal forma, que essas estratégias sejam futuras
previstas desde o momento da concepção do produto. A
segregação dos resíduos também é importante para evi-
tar a contaminação dos mesmos.
Decreto N 7.404,DE 23 DE DEZEMBRO
DE 2010
Regulamenta a Lei no 12.305, de 2 de agosto
XII - logística reversa: instrumento de desen-
de 2010, que institui a Política Nacional de Re-
volvimento econômico e social caracterizado por
um conjunto de ações, procedimentos e meios síduos Sólidos, cria o Comitê Interministerial da
dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para tê Orientador para a Implantação dos Sistemas
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
comerciantes de certos produtos (agrotóxicos e suas embalagens, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes
e suas embalagens, lâmpadas fluorescentes e produtos eletroeletrônicos) passaram a ter a obrigação de im-
plantação de procedimento para retorno de tais produtos, com a conseqüente e indispensável destinação final
ambientalmente adequada.
Sendo assim tanto o fabricante como o consumidor são responsáveis pelo descarte correto dos resíduos por-
tanto devemos procurar diminuir e nossa produção de resíduos através de práticas sustentáveis como por exemplo
utilização do programa dos 3Rs já citados anteriormente.
Disposição Final
Disposição Final dos resíduos
O processo recomendado para a disposição adequada do lixo domiciliar é o aterro, existindo dois tipos: os aterros sa-
nitários e os aterros controlados.
A diferença básica entre um aterro sanitário e um aterro controlado é que este último prescinde da coleta e tratamento
do chorume, assim como da drenagem e queima do biogás.
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
A seguir será apresentado, de forma detalhada, o pro- da área de disposição é minimizada. Porém, geralmente
cesso para se selecionar uma área de destino final, assim não dispõe de impermeabilização de base (comprometen-
como será descrita, passo a passo, a metodologia para se do a qualidade das águas subterrâneas), nem sistemas
projetar, licenciar, implantar e operar um aterro. de tratamento de chorume ou de dispersão dos gases
gerados. Este método é preferível ao lixão, mas, devido
Um enfoque mais detido será dado ao aterro sanitário, aos problemas ambientais que causa e aos seus custos
já que esta solução é a tecnicamente mais indicada para a de operação, a qualidade é inferior ao aterro sanitário.
disposição final dos resíduos sólidos.
Na fase de operação, realiza-se uma impermeabilização do
Disposição dos resíduos domiciliares local, de modo a minimizar riscos de poluição, e a prove-
niência dos resíduos é devidamente controlada. O biogás
O processo recomendado para a disposição adequada do é extraído e as águas lixiviantes são tratadas. A deposição
lixo domiciliar é o aterro, existindo dois tipos: os aterros faz-se por células que uma vez preenchidas são devida-
sanitários e os aterros controlados. mente seladas e tapadas. A cobertura dos resíduos faz-
-se diariamente. Uma vez esgotado o tempo de vida útil
A diferença básica entre um aterro sanitário e um aterro
do aterro, este é selado, efetuando-se o recobrimento da
controlado é que este último prescinde da coleta e tratamento
massa de resíduos com uma camada de terras com 1,0 a
do chorume, assim como da drenagem e queima do biogás.
1,5 metro de espessura. Posteriormente, a área pode ser
utilizada para ocupações “leves” (zonas verdes, campos
A seguir será apresentado, de forma detalhada, o pro-
de jogos, etc.).
cesso para se selecionar uma área de destino final, assim
como será descrita, passo a passo, a metodologia para se Agora com a lei de política nacional de resíduos está
projetar, licenciar, implantar e operar um aterro. proibido o uso de lixões em todo território nacional
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
30
Gerenciamento de resíduos e efluentes
PGRSS, obedecendo a critérios técnicos, legislação • Quando a formação profissional não abranger os co-
ambiental, normas de coleta e transporte dos serviços nhecimentos necessários, este poderá ser assesso-
locais de limpeza urbana e outras orientações contidas rado por equipe de trabalho que detenha as qualifi-
cações correspondentes.
neste Regulamento.
• Os serviços que geram rejeitos radioativos devem
• – Caso o estabelecimento seja composto por mais de contar com profissional devidamente registrado pela
um serviço com Alvarás Sanitários individualizados, o CNEN nas áreas de atuação correspondentes, con-
PGRSS deverá ser único e contemplar todos os ser- forme a Norma NE 6.01 ou NE 3.03 da CNEN.
viços existentes, sob a Responsabilidade Técnica do • Os dirigentes ou responsáveis técnicos dos serviços
estabelecimento. de saúde podem ser responsáveis pelo PGRSS,
desde que atendam aos requisitos acima descritos.
• Manter cópia do PGRSS disponível para consulta
sob solicitação da autoridade sanitária ou ambiental Plano de gerenciamento de resíduos
competente, dos funcionários, dos pacientes e do de serviço de saúde do PGRSS
público em geral.
Materiais
perfurocortantes ou
Resíduos contendo
escarificantes, tais
substâncias químicas Quaisquer materiais
como: Lâminas de
que podem apresentar resultantes de
barbear, agulhas,
risco à saúde pública ou atividades humanas
escalpes, ampolas
ao meio ambiente, que contenham Resíduos que não
de vidro, brocas,
dependendo de radionuclídeos em apresentem risco
GRUPO A1 limas endodônticas,
suas características quantidades biológico, químico
GRUPO A2 pontas diamantadas,
de inflamabilidade, superiores aos ou radiológico à
GRUPO A3 lâminas de
corrosividade, limites de isenção saúde ou ao meio
GRUPOA4 bisturi, lancetas; tubos
reatividade e toxicidade. especificados ambiente, podendo
GRUPOA5 capilares; micropipetas;
- Produtos hormonais e nas normas do ser equiparados
lâminas e lamínulas;
produtos antimicrobianos; CNEN e para aos resíduos
espátulas; e todos os
citostáticos; os quais a domiciliares.
utensílios de vidro
antineoplásicos; reutilização é
quebrados no
imunossupressores; imprópria ou
laboratório (pipetas,
digitálicos; não prevista
tubos de coleta
imunomoduladores;
sanguínea e placas de
Petri) e outros similares
31
Gerenciamento de resíduos e efluentes
32
Gerenciamento de resíduos e efluentes
Passo 04 Passo 06
• Diagnóstico da situação dos RSS
• Dados referente ao estabelecimento
• Levantar atividades
• Descrever as rotinas operacionais
• Identificar os tipos de resíduos gerados
• Integração das rotinas internas (CIPA, etcs)
• Avaliar as etapas atuais do processo de GRSS
• Treinamento necessários
• Tipo de segregação em uso
• Saúde Ocupacional
• Tipo de condicionamento
• NR7,NR9, NR32
• Tipo de embalagem
• Controle de insetos e roedores
Passo 05
Passo 08
• Identificação dos problemas financeiros
• Definir estratégica de acompanhamento
• Definição de metas a serem atingidas
• Construir indicadores
• Práticas de minimização de geração
• Avaliar resultados
• Tecnologias Limpas
• Discussão coma equipe
plantação
33
Gerenciamento de resíduos e efluentes
34
Gerenciamento de resíduos e efluentes
R.G.:
FORMULÁRIO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE Profissão:
– PGRSS
Registro no Conselho:
C.N.P.J. / C.P.F.:
Endereço:
Área Construída (m²):
Bairro:
Área do Terreno (m²):
Classificação Fiscal:
Atividade desenvolvida:
Nome:
Cargo ou função Quantidade
R.G.:
Profissão:
Registro no Conselho:
35
Gerenciamento de resíduos e efluentes
Quantidade Forma de
Descrever os Empresa de coleta e
Grupo Tipo (kg/dia acondiciona- Frequência
resíduos gerados Local de destinação final
ou l/dia) mento de Coleta
Resíduo Infectante
ou Biológico
A
Resíduo Químico
ou Farmacêutico
B
Resíduo Radioativo
Resíduo
Comum (lixo doméstico)
Materiais Perfurocor-
tantes
Apresentar planta ou croquis do empreendimento, representando o mesmo em relação ao lote através de medidas
e indicando:
- o fluxo de resíduo;
36
Gerenciamento de resíduos e efluentes
ABRIGO EXTERNO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE atenção à saúde constantes na portaria 372/06, anexo I,
(INFECTANTES e PERFUROCORTANTES) – GRUPOS A e E independentemente da complexidade.
Os geradores de resíduos da construção civil são os
Existe abrigo externo de resíduos ou está prevista a responsáveis pelo gerenciamento destes resíduos, desde
implantação deste abrigo? sua geração até a correta destinação final, conforme dis-
posto na referida Resolução.
• Não
1. Identificação do empreendimento :
Informar como os resíduos são coletados
Informar os dados referentes à localização do empre-
pela empresa responsável
endimento.
• Sim
2. Identificação do responsável pela elaboração do
O abrigo externo deve ser instalado ou ade- Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saú-
quado de forma a atender ao estabelecido pela de - PGRSS:
RDC 306 ANVISA, conforme descrito nas instru- Informar os dados referentes ao profissional que ela-
ções de preenchimento. borou o PGRSS.
Elaboração do PGRSS
Informar os dados referentes ao profissional respon-
sável pela implantação e operação do plano, que entre
Anexo XX/IT. 07-02-02/00 outras ações deve acompanhar se os resíduos estão sendo
dispostos corretamente, de acordo com o plano apresen-
tado e conforme as normas vigentes.
INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO -
PGRSS 4. Caracterização do empreendimento
Informar a área construída ou a ser construída (m²), a
Este roteiro tem como objetivo fornecer as orientações área do terreno (m²), a atividade desenvolvida, bem como
básicas para a elaboração do Plano de Gerenciamento as especialidades exercidas (se houverem).
de Resíduos de Serviços de Saúde, em atendimento à Informar também o número de pacientes atendidos por
Resolução CONAMA 358/05 e a RDC nº 306 da ANVISA. dia e o quadro de funcionários, por cargo/função e total de
funcionários. filme do samuel
O Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços
de Saúde, é um documento que deve ser apresentado no 5. Caracterização dos resíduos.
processo de Licenciamento Ambiental, para os pedidos
de licença prévia e de instalação em conjunto ou apenas Informar a classificação, a descrição, a quantificação,
para a fase da licença de instalação, para as atividades de o acondicionamento temporário dos resíduos (saco de lixo
37
Gerenciamento de resíduos e efluentes
branco, descarpack, etc.), a freqüência de coleta, a em- saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos
presa responsável pela coleta e o destino final. resíduos domiciliares.
Caso a empresa responsável pela coleta, não seja o Ex: sobras de alimentos e do preparo de alimentos,
SEMASA, informar qual a empresa responsável por este resíduos das áreas administrativas, resíduos de varrição,
serviço, anexando uma cópia do Cadri desta empresa e flores, podas e jardins.
a licença da CETESB para o tratamento e o destino final
dos resíduos. GRUPO E (PERFUROCORTANTES) Materiais perfu-
rantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear,
seringas, agulhas, ampolas, frasco-ampolas, lâminas de
Informamos que o SEMASA não coleta resíduos do
bisturi, instrumentais quebrados, etc.
grupo B.
Estas informações podem ser apresentadas em forma
Para classificação dos resíduos, utilizar as informações
de quadro, conforme o exemplo.
abaixo:
GRUPO D (RESÍDUOS COMUNS) Resíduos que Indicar no croquis o local externo onde todos
não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à os resíduos de serviços de saúde ficam armaze-
38
Gerenciamento de resíduos e efluentes
nados até que sejam coletados pela empresa res- Assinatura do responsável pela elaboração do
ponsável; PGRSS e assinatura do interessado
Indicar no croquis o caminho percorrido pelos a) Resolução CONAMA 358/05RDC 306 – ANVISA
resíduos, desde sua coleta em cada comparti-
mento até o armazenamento interno e/ou externo, 8.8-Tratamento dos resíduos de saúde
se for o caso, e a coleta final pela empresa res-
ponsável. Diversas são as tecnologias disponíveis para o trata-
mento dos
Abrigo externo de resíduos de serviços de saúde Resíduos de Serviços de Saúde,visto que esses resí-
ou infectantes duos necessitam urgentemente de tratamento antes de
serem disponibilizados no meio ambiente, justamente
Informar se há abrigo externo ou há a previsão para a por possuírem características peculiares de toxidade e
sua implantação, no estabelecimento. patogenicidade.
Os métodos podem ser divididos em dois grandes
No caso negativo, descrever onde e como os resíduos grupos
ficam armazenados até seu recolhimento pela empresa
responsável (se em local protegido, identificado, com fácil • Processos térmicos _ são os métodos que utili-
acesso, tanto para a coleta final como para o armazena- zam do aumento da temperatura para destruição
mento temporário dos resíduos, etc.). ou inativação de microorganismos patogênicos
(embora a incineração compreenda uma reação
No caso positivo, o abrigo deve/deverá atender ao de oxidação química exotérmica, esta é incluída
estabelecido na RDC 306 – ANVISA, conforme segue: neste grupo)
39
Gerenciamento de resíduos e efluentes
• Água (98%)
• Menor tempo de duração; e
• Sólidos (2%)
• Maior capacidade de absorção, com o mínimo de
• Sólidos Suspensos recursos em instalações e operação, e melhor
qualidade do efluente lançado.
40
Gerenciamento de resíduos e efluentes
Classificação do sistema basicamente, em 2 grupos: tec- Conceito de carga orgânica C.O. (kg/d) = H (hab)x
nologias de sistemas simplificados e sistemas mecanizados; CpcDBO,DQO (g/habxd)
– C.O. (kg/d) = Q (m3/dia) x Concentração (mg/L) x
Objetivo dos tratamentos: remoção dos principais
0,001
poluentes presentes nas águas residuárias.
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Gerenciamento de resíduos e efluentes
MONTEIRO, J. H. P. Manual de Gerenciamento Integra- RJ: Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvi-
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