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Digitada p21 Português 5º Ano o Pequeno Polegar

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COLÉGIO 7 DE SETEMBRO Central de

FUNDADOR PROF. EDILSON BRASIL SOÁREZ


Atendimento: 4006.7777
O Colégio que ensina o aluno a estudar.

5o
Ensino
Tarefa de Língua Portuguesa (P21) ( ) Classe ( ) Casa

ALUNO(A):_______________________________________________________ N o: ______ TURMA: ______


Fundamental

TURNO: MANHÃ / TARDE ETAPA: 2a


PROFESSORES: ___________________________________________ DATA: ____/____/______

Leia o conto a seguir.


O Pequeno Polegar
Autor: Charles Perrault

Era uma vez um casal de lenhadores muito, muito pobres, com sete
filhos pequenos. Um deles, o caçula, era magro e fraco, mas esperto e
inteligente; era conhecido como Polegar, por ser muito pequeno ao nascer.
Naquele ano difícil, faltava tudo, praticamente não havia o que comer.
Os dois lenhadores, desesperados com tanta miséria e tantas bocas para
alimentar, encontraram uma triste solução: iriam se livrar dos sete filhos
esfomeados.
Enquanto os filhos dormiam, pai e mãe planejaram como agiriam para
abandonar as crianças.
– Vamos levar as crianças para a floresta – disse o lenhador. – Lá,
enquanto juntam lenha, nós as abandonaremos e fugiremos sem que
percebam.
Quando o pai pronunciou a última palavra, seus olhos e os de sua esposa estavam cheios de
lágrimas.
– Coitadinhos dos meus filhos – disse a mãe, soluçando. – Ficarão sozinhos, sentindo frio,
fome e medo das feras do mato…
– Prefere, então, que morram de fome aqui mesmo conosco, sob nossas vistas? – perguntou o
pai, também chorando.
Não havia solução. As crianças morreriam, em casa ou na floresta. Então, era melhor que
fosse longe, para os pais sofrerem menos. Combinaram o que fariam no dia seguinte e foram dormir.
Pela manhã, o casal chamou os filhos e foram todos para a floresta. Enquanto as crianças
estavam ocupadas em apanhar bastante lenha, os pais foram se afastando, afastando, até ficarem
bem longe.
Quando os sete irmãos perceberam que estavam sozinhos, os seis maiores começaram a
chorar. Mas Polegar não desanimou. Encorajou os irmãos propondo que, juntos, procurassem o
caminho de casa.
Começaram a caminhar pela floresta mas, infelizmente, quanto mais caminhavam, parecia que
estavam mais perdidos e não sabiam que rumo seguir. Chegou a noite, começou a chover e a fazer
muito frio; ao longe, os lobos uivavam. Os seis pequenos estavam desesperados, amedrontados e
desanimados.
Mas Polegar, sempre muito ativo, subiu em uma grande árvore e, lá do alto, viu uma luz brilhar
ao longe. Imaginou que seria a luz de uma casa.
Sem hesitar, o garoto desceu da árvore e, guiando os irmãos, começou a andar na direção
daquela luzinha distante.
Andaram e andaram, até chegar a uma casa imensa e assustadora.
Polegarzinho bateu à porta e uma mulher veio abrir.
– Quem são vocês, crianças, e o que querem?
COLÉGIO TAREFA DE LÍNGUA PORTUGUESA (P21) 2
CE
ARÁ
7 DE SETEMBRO 5o ANO – ENSINO FUNDAMENTAL – MANHÃ/TARDE

– Estamos perdidos na mata. Tenha pena de nós, minha senhora. Estamos com fome e
precisamos de um lugar para dormir. Poderia nos abrigar?
– Coitados! Vocês estão sem sorte. Esta é a casa de meu marido, o Gigante, verdadeiro
devorador de criancinhas.
Polegar logo respondeu, sem demonstrar medo:
– Se ficarmos na mata, com certeza seremos devorados pelos lobos. Então, já que estamos
aqui, preferimos ser devorados pelo Gigante. Aliás, quem sabe ele não se comoverá e nos deixará
viver? Já com os lobos, não haverá conversa alguma.
A mulher do Gigante tinha coração mole e se deixou convencer: permitiu que os sete irmãos
entrassem. Mal tinham acabado de entrar, ouviram fortes golpes na porta: era o Gigante que
regressava!
A mulher escondeu as crianças embaixo do armário e correu para abrir a porta.
O Gigante entrou. Era um ser enorme, de aspecto horrível. Logo que passou pela porta,
começou a farejar de um lado e de outro, desconfiado, cheirando com prazer e apetite:
– Cozida ou ensopada. Aqui tem cheiro de deliciosa criançada!
Dizia isso e lambia os beiços.
– Imagine, nada disso! É o cheiro da janta – disse a esposa, tremendo de pavor.
Mas o Gigante não se deixava enganar, pois conhecia bem demais o cheiro da carne humana.
– Assadinhas ou fritinhas. Aqui tem o cheiro de criancinhas!
E lambia os beiços.
Guiando-se pelo faro, foi em direção ao armário e, com as enormes mãos, arrancou de lá os
sete irmãos, um por um, mais mortos do que vivos pelo medo.
– Muito bem! Aqui tem uma ótima refeição para amanhã.
E começou a afiar o facão.
Já tinha agarrado o pescoço do irmão mais velho quando a mulher falou:
– Por que você quer matá-los nesta noite? A janta já está pronta!
– Tem razão, minha velha – resmungou o Gigante.
É melhor economizar, portanto deixá-los-ei para amanhã, é melhor que descansem um pouco.
A mulher do Gigante suspirou aliviada. Levou as crianças para dormir no quarto em que
estavam suas sete filhas, sete meninas muito feias e cruéis, como o pai.
Assim, dormiriam em uma larga cama as sete garotinhas. E em uma cama igual, ao lado, os
sete irmãozinhos. Polegar reparou que as filhas do Gigante usavam suas coroas de ouro mesmo
enquanto dormiam.
Receando que o malvado mudasse de ideia e decidisse matá-los naquela mesma noite, o
pequeno pegou seu gorrinho e os de seus irmãos e os colocou com cuidado na cabeça das garotas
adormecidas, após tirar as coroazinhas de ouro, que colocou na sua cabeça e na dos queridos
irmãos. Estava feita a troca.
A certa altura o Gigante acordou, arrependido por ter adiado a matança. Agarrou o facão e foi
ao quarto das filhas, no escuro.
Tateando, aproximou-se da cama em que dormiam os sete irmãos. Polegar sentiu a enorme
mão do Gigante tocar em seus cabelos e na coroazinha e, em seguida, o horroroso exclamou:
– Meu Deus! O que estava para fazer? Por pouco quase degolei minhas próprias filhotas!
Aproximou-se da outra cama, estendeu a mão, sentiu os gorrinhos de lã rústica e riu.
E, sem dó, cortou de uma vez só as sete gargantas. Depois voltou para a cama, para continuar
o sono interrompido. Bastaram alguns minutos, e já estava roncando forte.
Com muito cuidado, o pequeno Polegar acordou os irmãos e contou-lhes o que acontecera.
Falou da troca dos gorros com as coroas para enganar o Gigante, e concluiu:
– Devemos fugir imediatamente, antes que seja tarde!
Silenciosamente, os coitadinhos saíram daquela casa e foram para a floresta. Andaram a noite
toda, sem saber bem para onde ir. Caminhavam rapidamente, para escapar da fúria do terrível
Gigante.
Na manhã seguinte o Gigante acordou e, antes de mais nada, foi pegar suas vítimas para
cozinhá-las.
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7 DE SETEMBRO 5o ANO – ENSINO FUNDAMENTAL – MANHÃ/TARDE

Imaginem só como ficou, ao perceber que havia degolado suas amadas filhinhas e que os sete
guris tinham desaparecido!
Cego de raiva, calçou suas botas mágicas, que a cada passo alcançavam sete léguas, e partiu
para a perseguição. Dali a pouco já estava bem próximo dos fugitivos.
Polegarzinho, sempre alerta, viu que ele estava chegando e, sem perder a calma, mandou os
irmãos se esconderem em uma caverna ali pertinho.
E lá vinha o Gigante, cada vez mais perto dos indefesos meninos.
Andara muito, e já começava a se cansar. Precisou, então, parar e resolveu dar uma
cochiladinha. E sabem onde? Bem na frente da caverna em que estavam escondidos os irmãos.
Polegar pensou rápido e, aproveitando o sono do inimigo, mandou os outros seis fugirem.
Depois, aproximou-se do Gigante e, com muito cuidado para não acordar o guloso, descalçou-lhe as
botas mágicas.
Eram imensos, aqueles calçados do Gigante, mas por serem mágicos logo se ajustaram aos
pés pequenininhos do novo dono.
– Agora sim! – disse decidido. – Andarei pelo mundo até encontrar um modo de melhorar
nossas vidas.
Partiu, calçado com as botas que, a cada passo, percorriam sete léguas. Andou muito, muito
mesmo, mais que o próprio Gigante. Após algumas horas, chegou a um reino distante, que estava
em guerra.
Logo soube que o rei dali recompensaria com uma fortuna a pessoa que lhe trouxesse
qualquer informação sobre as tropas e as batalhas. Esperto como era, Polegar foi para a região do
combate, auxiliado pelas botas velozes.
Quando retornou, levou excelentes informações para o rei que, muito satisfeito, pagou-lhe o
combinado. E ainda lhe deu mais algumas centenas de moedas.
No dia seguinte, Polegarzinho, calçou de novo as botas mágicas e, em um piscar de olhos,
alcançou a cabana dos pais, onde foi acolhido com enorme alegria por todos, inclusive pelos seus
irmãos, que tinham conseguido voltar.
Assim, graças ao pequeno e inteligente Polegar, todos viveram felizes desde aquele dia, com
muita fartura.
Pesquisado em https://www.google.com.br/#hl=pt-BR&tbo=d&output=search&sclient=psy-ab&q=Conto+O+Pequeno+Polegar e adaptado para fins didáticos.

01. Responda às questões a seguir sobre o texto O Pequeno Polegar.

(A) Por que a personagem principal se chamava Pequeno Polegar?

(B) Na situação inicial do conto, a família de Polegar toma uma difícil decisão. Escreva qual foi?

(C) Você acha que os pais de Polegar tomaram a melhor decisão? Comente.

(D) Depois de vagarem pela floresta as crianças foram parar na casa do gigante. Que
argumento Polegar usou para convencer a esposa do Gigante de que podiam ficar na
casa deles?
COLÉGIO TAREFA DE LÍNGUA PORTUGUESA (P21) 4
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7 DE SETEMBRO 5o ANO – ENSINO FUNDAMENTAL – MANHÃ/TARDE

(E) Que grande ideia Polegar teve, antes de dormir, para escapar das garras do terrível
Gigante?

(F) Reveja o trecho:


“Na manhã seguinte o Gigante acordou e, antes de mais nada, foi pegar suas vítimas
para cozinhá-las.”.
 O Gigante conseguiu cumprir o seu desejo? Por quê?

(G) Explique como o Pequeno Polegar conseguiu as botas mágicas citadas no trecho abaixo?
“Eram imensos, aqueles calçados do Gigante, mas por serem mágicos logo se
ajustaram aos pés pequenininhos do novo dono.”

(H) A história do Pequeno Polegar tem um final feliz? Por quê?

02. Ainda sobre o conto, responda.


2.1. Observe a linguagem empregada no conto. Assinale o tipo de linguagem predominante.
( ) Linguagem padrão
( ) Linguagem informal

2.2. Que fatos do conto só poderiam acontecer no mundo da fantasia? Cite dois.

2.3. Localize no texto a expressão que indica quando aconteceu a e história.

03. Analise o trecho abaixo e responda as questões que se seguem:

“A mulher do Gigante suspirou aliviada. Levou as crianças para dormir no quarto em que
estavam suas sete filhas, sete meninas muito feias e cruéis, como o pai.”
COLÉGIO TAREFA DE LÍNGUA PORTUGUESA (P21) 5
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7 DE SETEMBRO 5o ANO – ENSINO FUNDAMENTAL – MANHÃ/TARDE

(A) Qual a classe gramatical dos vocábulos sublinhados e a quem se refere?

(B) A palavra negritada no trecho acima é um substantivo próprio ou comum. Justifique sua
resposta.

3.1. Retire do trecho um verbo irregular.

Bom estudo!

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