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Limite de Atuação Do Técnico em Segurança Do Trabalho

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07/05/2021 Versão para impressão

Segurança do trabalho

Limite na atuação do técnico em


segurança do trabalho com relação aos
primeiros socorros
O exercício da profissão de técnico de segurança do trabalho tem como
principal premissa a preservação da saúde ocupacional e a prevenção de
riscos de acidentes no local do trabalho. Entretanto, devemos entender toda a
gestão em segurança e saúde no trabalho como uma grande máquina, que
funciona com o auxílio de várias engrenagens.

Atualmente, ainda é muito comum que as organizações enxerguem


apenas o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina
do Trabalho (SESMT) e os seus profissionais como os únicos responsáveis
pelas questões ligadas à segurança do ambiente de trabalho, não
compreendo o contexto da “grande máquina em funcionamento”, na qual cada
um deve cumprir com suas responsabilidades, fazendo o papel de
engrenagens nesse funcionamento.

Por vezes, porém, a sistemática do funcionamento da gestão de saúde e


segurança no trabalho (SST) apresenta falhas e, infelizmente, alguns
acidentes ocorrem, gerando lesões nos trabalhadores dentro da própria
empresa, o que causa grande transtorno e ansiedade para os profissionais do
SESMT, o acidentado e os colegas de trabalho.

Outro ponto que também cabe ser ressaltado é o de que alguns


trabalhadores já podem ter predisposição a eventuais emergências médicas
se forem, por exemplo, hipertensos, cardíacos, epiléticos ou sentirem

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vertigens etc.

Em situações como essa, surge o questionamento sobre qual é o limite


de atuação do profissional técnico de segurança do trabalho em casos
de atendimento pré-hospitalar (APH/Primeiros Socorros).

Para responder a esse questionamento, inicialmente precisamos


entender no que consiste o atendimento pré-hospitalar (APH). Segundo a
Fiocruz (2003), o APH pode ser definido como os cuidados essenciais que
devem ser aplicados imediatamente em uma pessoa que tenha sofrido um
acidente ou um mal súbito, e cuja vida esteja em perigo. O principal objetivo é
manter os sinais vitais dessa pessoa, para a estabilização de suas condições,
utilizando recomendações e intervenções até a chegada do socorro
especializado.

Diante disso, a realização do primeiro atendimento, em tese, poderia ser


aplicado por qualquer pessoa que tenha noções de técnicas básicas a serem
utilizadas no momento de uma ocorrência que inspire cuidados imediatos à
vítima de algum trauma ou mal súbito.

Porém, apesar de sua extrema importância, os conhecimentos ligados


aos primeiros socorros ainda são pouco disseminados em nosso país,
tornando assim o desconhecimento sobre o tema uma triste realidade da
população. Boa parte dos atendimentos às vítimas é feita por impulso,
utilizando unicamente a emoção em vez da razão, o que ocasiona, muitas
vezes, danos irreparáveis às vítimas de trauma e até mesmo, dependendo da
segurança da cena, ao “socorrista” despreparado.

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O papel do técnico em segurança do trabalho


no primeiro atendimento
Quanto à aplicação dos primeiros socorros pelos profissionais de
segurança do trabalho, cabe ressaltar que, apesar de estes serem treinados e
orientados, tecnicamente são considerados como “profissionais não médicos”
e, portanto, atuam dentro de seus limites de conhecimentos técnicos, físicos e
emocionais, mantendo a vítima viva até que o socorro especializado chegue
ao local.

A seguir, apresentamos algumas recomendações a serem aplicadas pelo


técnico em segurança do trabalho em caso de primeiro atendimento,
lembrando qual a função de quem está gerindo a situação de emergência:

Providenciar, imediatamente, a solicitação de socorro


especializado (SAMU, bombeiros etc.)

Fazer o necessário e de forma correta, objetivando sempre:

a. Salvar uma vida

b. Prezar pela qualidade de vida da vítima pós-ocorrência

Manter viva a vítima até a chegada do socorro

Inspirar confiança à vítima e aos demais, demonstrando sempre


calma e tranquilidade

Aplicar os conhecimentos de primeiros socorros

Não permitir que outras pessoas toquem ou removam a vítima,


evitando assim o chamado “segundo trauma”

Ser o responsável por manter claras e objetivas as informações


junto ao socorro especializado

Agir somente até o ponto em que se sentir confiante sobre as


técnicas a serem aplicadas e jamais tentar medicar a vítima

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Assim, o técnico em segurança do trabalho pode prestar esse


atendimento à vítima, mas antes de executar qualquer ação é imprescindível
verificar a cena: verificar se existem fios soltos, vazamentos de produtos
inflamáveis, gases tóxicos, entre outros. Em seguida, atente-se em manter
manter a vítima estável até que ela receba atendimento médico adequado.

Dependendo do tipo de atividade que a empresa desenvolve, como


trabalho em altura, trabalho em espaço confinado, caldeiras e vasos de
pressão, as próprias legislações que regulamentam o exercício destes
trabalhadores já preveem carga horária de treinamento para que os
trabalhadores autorizados estejam aptos a executar o resgate e prestar
primeiros socorros a acidentados, especialmente por meio de reanimação
cardiorrespiratória.

Cabe citar que é importante que quem vá prestar atendimento à vítima


também atente para a sua própria segurança, pois o impulso de ajudar a
outras pessoas não justifica a tomada de atitudes inconsequentes, que
acabem o transformando em mais uma vítima. Desta forma, a seriedade, o
respeito, o zelo e principalmente saber identificar o que você é capaz – tem
competência e conhecimento – de fazer para prestar os primeiros socorros
são fundamentais ao tomar uma decisão ou ação em uma situação ou
realidade.

Os primeiros socorros são procedimentos de urgência, iniciais, prestados


a uma vítima que sofreu algum tipo de acidente, logo, é fundamental chamar o
socorro especializado, isolar a área, atentar-se para os sinais vitais, imobilizar,
conter hemorragias, entre outros procedimentos não invasivos apresentados
ao longo desta UC.

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