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Fundacoes e Associacoes Diferencas-4

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2.2.

Funcionamento
Uma vez constituídas e registradas legalmente, o funcionamento das fundações é regido pelo estatuto que rege
os direitos e deveres da instituição. O estatuto somente poderá ser alterado por maioria absoluta (artigo 68 do
Código Civil), mas as alterações não podem desvirtuar a finalidade essencial da fundação e devem ter aprovação
do Ministério Público.

O funcionamento das fundações é regulado pelo Ministério Público, nele há um órgão responsável pela
fiscalização das fundações, promotoria ou curadoria de fundações, que tem por atribuições a aprovação dos
estatutos fundacionais, deferimento das contas relativas aos exercidos financeiros, análise da gestão dos
administradores, realização de auditorias, entre outras incluídas na atribuição Constitucional de velar pelas
fundações.

2.3. Extinção
A extinção das fundações pode ocorrer por decurso do prazo de sua existência, quando está previsto no
estatuto, ou por decisão judicial. Outra hipótese é a extinção por ilicitude de seu funcionamento, impossibilidade
ou inutilidade da sua finalidade. Uma vez decretada a extinção por sentença, deve-se definir uma destinação
para o patrimônio. De acordo com a lei, a vontade do instituidor é prioritária e deve ser obedecida. Na ausência
de uma indicação descrita no seu ato constitutivo ou em seu estatuto, depois de liquidado os passivos
existentes, os bens serão incorporados a outra fundação com fins idênticos ou semelhantes. Inexistindo outra
fundação com finalidade semelhante, os bens serão destinados à Fazenda Estadual.

OUTRAS DENOMINAÇÕES

Sob a visão jurídica, as organizações do Terceiro Setor são classificadas como associações ou fundações, mas os
profissionais da área costumam usar jargões para denominá-las, mas que não correspondem às formas jurídicas
existentes. Algumas expressões indicam um posicionamento técnico/ideológico ou simplesmente um nome
“fantasia”, devidamente mencionado no estatuto. Entre eles estão: instituto, entidade, organização de base
comunitária, organização sem fins lucrativos, ONG e centro de pesquisa. Outras se referem a títulos e
qualificações, conferidos pelo Poder Público: Utilidade Pública, Organização Social de Interesse Público (Oscip),
Organização Filantrópica, entre outros. Assim, uma associação pode ser definida como um instituto sem fins de
lucrativos e ter a qualificação de utilidade pública ou, ainda, pode ser uma Organização da Sociedade Civil de
Interesse Público.

Em geral, as fundações familiares recebem o nome da família ou de um patriarca/matriarca. O investimento


social privado é orientado pelo legado que a entidade familiar quer deixar à sociedade e definido pela finalidade
essencial descrita no ato constitutivo. As fundações e institutos empresariais são organizações criadas por
empresas, em que, geralmente, o core business da companhia fundadora influencia ou orienta o investimento
social privado.

QUALIFICAÇÃO E TITULAÇÃO

Após constituídas e registradas legalmente, as associações e fundações devem buscar qualificações e titulações
e obter incentivos fiscais e imunidades tributárias. Há duas opções a seguir: o primeiro visa a qualificação como
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e o segundo procura a titulação de Declaração de
Utilidade Pública Federal. Não é permitido ter a qualificação de OSCIP e de Utilidade Pública Federal ao mesmo
tempo.
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