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CPAD 2004 - 1ºT A Pessoa e A Obra Do Espírito Santo

Revista EBD
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Lições Bíblicas CPAD

Sumário das Revistas de 2004 — Jovens e Adultos


Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo
Comentarista: Eurico Bergstén

1º Trimestre

Lição 1: Todos os salvos têm o Espírito Santo

Lição 2: Novo nascimento e batismo com o Espírito Santo —


experiências distintas

Lição 3: Todos os salvos precisam ser batizados com o Espírito Santo

Lição 4: O dia de Pentecostes

Lição 5: Que quer isto dizer?

Lição 6: Línguas estranhas como evidência inicial do batismo com o


Espírito Santo

Lição 7: Línguas estranhas — diferença entre o sinal e o dom

Lição 8: Como receber o batismo com o Espírito Santo

Lição 9: O fruto do Espírito Santo

Lição 10: O fruto do Espírito é o amor


Lição 11: O batismo com o Espírito Santo e a obra missionária

Lição 12: A obra do Espírito Santo e a segunda vinda de Jesus

Lição 13: A renovação espiritual do crente

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


JOVENS E ADULTOS

1º Trimestre de 2004

Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo


Comentarista: Eurico Bergstén

Lição 1: Todos os salvos têm o Espírito Santo


Data: 04 de Janeiro de 2004

TEXTO ÁUREO

“E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é

Ele quem segundo Deus intercede pelos santos” (Rm 8.27).

VERDADE PRÁTICA

Deus enviou o Espírito Santo para que este efetue a obra de regeneração

na vida do pecador, e opere a santificação na vida do crente.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — At 5.3.4; 1Jo 5.7


O Espírito Santo é Deus

Terça — Jo 14.16; 1Co 2.12

Deus nos deu o Espírito Santo

Quarta — 1Co 3.16; 6.19; 2Tm 1.14

O Espírito Santo habita em nós

Quinta — Jo 16.13; Rm 8.14

O Espírito Santo é o nosso guia

Sexta — Rm 8.26,27

O Espírito Santo é o nosso intercessor

Sábado — Ef 1.13,14

O penhor da nossa herança

HINOS SUGERIDOS
24, 85 e 358 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 8.1-9,15,16.

1 — Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em

Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.

2 — Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do

pecado e da morte.

3 — Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma

pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do

pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne,

4 — Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos

segundo a carne, mas segundo o Espírito.

5 — Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da

carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito.

6 — Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é

vida e paz.

7 — Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é

sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.

8 — Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.

9 — Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito

de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse

tal não é dele.


15 — Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez,

estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo

qual clamamos: Aba, Pai.

16 — O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de

Deus.

PONTO DE CONTATO

Inicie sua aula conversando com os alunos sobre ação do Espírito

Santo no mundo após a ascensão de Jesus. Quais são seus atributos? Qual

a sua função? Como Ele opera na Igreja? Quais os símbolos pelos quais Ele

é identificado na Bíblia?

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Definir a pessoa do Espírito Santo.
 Identificar a ação do Espírito Santo na vida do pecador.
 Citar as funções do Espírito Santo na vida do salvo.

SÍNTESE TEXTUAL

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade. A Bíblia refere-se a

Ele como uma pessoa. É ele quem aplica a obra de Jesus na vida dos que

creem (Jo 16.14,15). Por isto a presente dispensação é chamada a

dispensação do Espírito Santo.

O Espírito Santo implanta fé no coração, inspira ao arrependimento,

convence o pecador e dá a certeza da salvação.


Sua presença no coração do salvo, confere-lhe santificação e o conduz

a uma íntima comunhão com Cristo. Ele também amplia o conhecimento

dando vida à Palavra. Através de sua operação, o crente, cheio de fervor,

realiza a obra de Deus contribuindo para a expansão do Reino.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Faça uma maratona bíblica com sua turma para que encontre na Bíblia

os versículos que nos comprovam ser o Espírito Santo uma pessoa. Utilize

alguns exemplos da lição e outros como: Ele se entristece (Ef 4.30), tem

ciúmes (Tg 4.5). Uma maneira interessante de desenvolver esta atividade

é mencionar primeiro o versículo, depois o capítulo, e em seguida, o livro.

Anote no quadro-de-giz o nome dos alunos que encontrarem as

referências e marque um “X” ao lado para cada acerto. Ao término, veja

quem foi o vencedor, parabenize-o e, se for possível, dê-lhe um prêmio.

Aproveite para estimular os outros a lerem a Bíblia.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

O batismo com o Espírito Santo é a maior bênção que Deus preparou

para os salvos.

Assim como para os não salvos o mais importante é receber a

salvação; para os que já são salvos, o batismo com o Espírito Santo é a

experiência mais importante.

Nesta primeira lição veremos que todo verdadeiro crente em Jesus

Cristo possui o Espírito Santo; porém, esse mesmo crente é exortado pela
Palavra a buscar o batismo com o Espírito Santo (Lc 24.49; At

1.4,5,13,14).

I. O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA DIVINA

Muitos ignoram que o Espírito Santo é realmente uma pessoa.

Acreditam que seja uma força impessoal, uma influência ou um

sentimento positivo. Todavia o Espírito Santo é uma Pessoa, a terceira

pessoa da Santa Trindade, com todos os atributos divinos, assim como o

Pai Celestial e seu Filho Jesus. A Bíblia afirma que os três, isto é, o Pai, o

Filho e o Espírito Santo são Um, (1Jo 5.7,8).

A Escritura refere-se ao Espírito Santo como uma pessoa. Por exemplo,

dEle está escrito: “Mas, quando vier aquele Espírito da verdade […]” (Jo

16.13a), “Ele me glorificará […]” (Jo 16.14a), “E, quando ele vier,

convencerá o mundo […]” (Jo 16.8a). Jesus, falando do Espírito Santo,

disse que o Pai O enviaria, (Jo 14.16,26). A Bíblia confere ao Espírito Santo

atributos de pessoa: Ele tem vontade (1Co 12.11); conhece (1Co 2.11b);

tem sentimento (Ef 4.30a); ama (Rm 15.30), e também lhe atribui atos de

uma pessoa: fala (Ap 2.7); testifica (Jo 15.26); intercede (Rm 8.26); guia

(Rm 8.14); ensina (1Co 2.13).

II. O ESPÍRITO SANTO OPERA NA SALVAÇÃO DO PECADOR

1. O Espírito Santo desperta o pecador para a necessidade de

salvação. O Espírito Santo opera na pregação da Palavra de Deus (1Ts

1.5), vivificando a Palavra, tornando-a compreensível (Jo 6.63; 2Co 3.6). O

Espírito Santo convence o homem de seu pecado (Jo 16.8-11), fazendo-o


sentir remorso e tristeza (2Co 7.8), e levando-o ao arrependimento (2Co

7.9,10). O Espírito Santo transmite o convite de Jesus ao pecador (Mt

11.28; Ap 22.17).

2. O Espírito Santo opera na regeneração do pecador. Ele

implanta fé no coração do homem (2Co 4.13; Ef 2.8). Aqueles que, apesar

de vivos na carne, estão mortos em ofensas e pecados (Ef 2.1), ao

invocarem o nome do Senhor (Rm 10.13), nascem de novo, não pela

vontade do homem, mas nascem da água e do Espírito (Jo 3.5,6). O

Espírito de vida livra o pecador da lei do pecado e da morte (Rm 8.2), e o

pecador fica lavado, santificado e justificado em nome do Senhor Jesus e

pelo Espírito de nosso Deus (1Co 6.11). Tendo o coração purificado pela fé

(At 15.9), o pecador recebe poder para ser feito filho de Deus (Jo 1.12). O

Espírito Santo dá-lhe certeza da salvação, testificando com o seu espírito

que ele agora é filho de Deus (Rm 8.16).

III. O ESPÍRITO SANTO HABITA NO SALVO

O corpo do salvo passa a ser templo e morada do Espírito Santo que

habita nele proveniente de Deus (Rm 8.9; 1Co 6.19; 2Tm 1.14). O Espírito

Santo confere ao salvo a certeza da presença de Jesus em sua vida (1Jo

3.24), e o propósito do Filho de Deus de manter com ele uma relação

pessoal (Ap 3.20). Se alguém não tem o Espírito de Cristo este tal não é

dele (Rm 8.9). O Espírito Santo é o selo de Deus na vida do salvo, isto é,

aquilo que marca o salvo como propriedade de Deus (2Co 1.21,22; Ef

1.13). Por outro lado, o salvo tem a certeza de que tem este selo, porque

o Espírito testifica com o seu espírito que ele pertence a Deus (Rm 8.16).

O Espírito Santo é também o penhor da sua herança celestial (Ef 1.14),

isto é, a garantia de que receberá a sua herança (Rm 8.17a; 1Pe 1.4).
1. O Espírito Santo santifica o crente. O Espírito Santo efetua no

crente a santificação (2Ts 2.13; 1Pe 1.2). Ele o inclina para as coisas do

Espírito (Rm 8.5,8,9); milita contra a carne (Gl 5.17); manifesta em nós a

vida de Jesus (2Co 4.10,11); promove a manifestação do fruto do Espírito

(Gl 5.22); transforma o crente de glória em glória (2Co 3.18).

2. O Espírito Santo amplia o conhecimento das coisas de

Deus. O Espírito Santo nos guia em toda a verdade (Jo 16.13), e nos faz

lembrar as palavras que Jesus ensinou (Jo 14.26). Ele penetra todas as

coisas, ainda as profundezas de Deus. E nós recebemos o Espírito que

provém de Deus, para podermos conhecer o que nos é dado

gratuitamente por Deus (1Co 2.10-12).

3. O Espírito Santo capacita o crente para ser instrumento de

Deus. Cada crente foi chamado para servir (1Ts 1.9). O Espírito Santo

desperta o crente para entregar-se ao serviço de Deus (Rm 6.13,19,22). O

Espírito eterno que levou Jesus a se oferecer para expiar os nossos

pecados, opera também em nós o propósito de servir ao Deus vivo (Hb

9.14). Se, antes do batismo com o Espírito Santo, o crente sente prazer

em servir ao Senhor, quanto mais depois que “recebe a virtude do Espírito

Santo para ser testemunha!” (At 1.8).

IV. O PRÓPRIO ESPÍRITO DE DEUS DESPERTA O SALVO PARA

BUSCAR O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

A Bíblia ensina que o batismo com o Espírito Santo nos é concedido

como uma dádiva, como um dom, gratuitamente (1Co 2.12; At 2.38)

àqueles que estão sedentos (Is 44.3,4). Esta sede do crente é obra do

Espírito Eterno. A sede impulsiona o crente a orar e a oração abre a porta


para o batismo com o Espírito Santo, pois ele é dado aos que pedem e

buscam (Lc 11.13; At 1.4).

CONCLUSÃO

Ao aceitarmos Jesus como nosso Salvador pessoal, passamos a ter em

nós o Espírito Santo como selo de Deus em nossa vida. Mas devemos

todos, ao mesmo tempo lembrar que temos a divina e venturosa

promessa. Cabe a cada crente apropriar-se dela pela fé e receber a

bênção.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico

“O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Ele

aparece pela primeira vez nas Escrituras em Gênesis 1.2 e, daí em diante,

sua presença é proeminente em ambos os Testamentos. O vocábulo que

dá sentido ao seu nome é o grego pneuma , vindo da raiz hebraica ruach .

Ambos os termos, quando aplicados para dar significação divina e sem

igual, denotam o infinito Espírito de Deus.

O Espírito Santo é o único que pode regenerar a alma mediante seu

toque transformador. Sua presença entre os salvos deve ser contínua e

perpétua, pois assim produz no crente fruto semelhante à natureza moral

positiva de Deus (Gl 5.22,23).

O objetivo principal do fruto do Espírito no crente, bem como de todas

as suas operações na alma, é transformá-lo segundo a imagem de Cristo,

nos termos mais literais possíveis (2Co 3.18). A promessa de Jesus a seus
discípulos foi a presença constante do Espírito em suas vidas. O sucesso,

tanto da Igreja como do crente em particular, tem sido a presença

gloriosa do Espírito Santo.

O Espírito Santo e a Igreja em tudo agem de comum acordo. A Igreja

sem o Espírito seria um corpo sem vida; e o Espírito sem a Igreja, uma

força sem meio de ação. Por esta razão o Espírito e a Igreja são

inseparáveis e sempre dirigidos um para o outro” (A Existência e a

Pessoa do Espírito Santo. CPAD, pp.17,20,21).

GLOSSÁRIO

Dádiva: O que é concedido como presente.

Dom: Dádiva de Deus aos crentes mediante a operação do Espírito Santo

na igreja.

Remorso: Inquietação da consciência por culpa ou crime cometido.

Santificação: Tornar-se digno pela prática de princípios segundo os

padrões bíblicos.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo

Testamento. Stanley M. Horton, CPAD.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.

Atos — E a Igreja se fez Missões. Myer Pearlman, CPAD.

QUESTIONÁRIO

1. Defina a pessoa do Espírito Santo.


R. O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade.

2. Que atributos nos revelam o Espírito Santo como pessoa?

R. Ele tem vontade (1Co 12.11); tem sentimento (Ef 4.30); fala (Ap 2.7);

testifica (Jo 15.26).

3. Cite as duas principais ações do Espírito Santo no mundo:

R. Atua na regeneração do pecador e promove a santificação na vida do

crente.

4. Cite os três aspectos da operação do Espírito Santo na vida do salvo:

R. a) Santifica; b) Esclarece as Escrituras; c) Capacita o crente para o

serviço.

5. O que simboliza o Espírito Santo na vida da pessoa que aceita Jesus

como Salvador.

R. O selo de Deus.

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


JOVENS E ADULTOS

1º Trimestre de 2004

Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo


Comentarista: Eurico Bergstén
Lição 2: Novo nascimento e batismo com o Espírito Santo — Experiências distintas
Data: 11 de Janeiro de 2004

TEXTO ÁUREO

“E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e

falavam línguas e profetizavam” (At 19.6).

VERDADE PRÁTICA

O batismo com o Espírito Santo é uma experiência distinta do novo

nascimento, e está à disposição de todo salvo que crê e busca com

sinceridade.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — At 3.19

O arrependimento é condição prévia para ser batizado com o Espírito

Santo

Terça — At 2.38

A Igreja primitiva e o batismo com o Espírito Santo


Quarta — Jo 20.22

A regeneração dos discípulos ocorreu antes do Pentecostes

Quinta — At 9.18

A experiência de Paulo

Sexta — At 10.44-47

A experiência da família de Cornélio

Sábado — At 19.2-6

O batismo com o Espírito Santo na Igreja de Éfeso

HINOS SUGERIDOS

340, 391 e 511 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 2.37-41; 19.1-6.

Atos 2
37 — E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e

perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões

irmãos?

38 — E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado

em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom

do Espírito Santo.

39 — Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos

os que estão longe; a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.

40 — E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava,

dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.

41 — De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a

sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas.

Atos 19

1 — E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo

passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali

alguns discípulos,

2 — Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles

disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.

3 — Perguntou-lhes então: Em que sois batizados então? E eles disseram:

No batismo de João.

4 — Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do

arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir,

isto é, em Jesus Cristo.

5 — E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.


6 — E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e

falavam línguas e profetizavam.

PONTO DE CONTATO

O batismo com o Espírito Santo é uma experiência distinta da

salvação? O que a Bíblia diz sobre isto? A quem Ele é destinado? Qual o

seu efeito na vida do crente? Devemos fazer alguma coisa para recebê-lo?

Converse com a turma sobre estas questões e outras que possam surgir

em sala de aula. Esclareça sempre consultando o texto bíblico.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Definir novo nascimento e batismo com o Espírito Santo.
 Citar quem recebeu o batismo com o Espírito Santo, segundo o
livro de Atos.
 Indicar para quem é a promessa do batismo.

SÍNTESE TEXTUAL

Salvação e batismo com o Espírito Santo são bênçãos distintas. Os que

foram batizados no dia de Pentecostes já eram salvos. Jesus fez esta

declaração quando disse: “Alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes

escritos nos céus” (Lc 10.20). Além disso, delegou responsabilidades a

eles que são próprias de salvos, tais como: o convite para que o

ajudassem a pregar o evangelho, autoridade para que expulsassem

demônios e curassem enfermos e, a ordem para que aguardassem o


revestimento de poder caracterizado pela descida do Espírito Santo sobre

eles com evidências como outras línguas e fogo.

Todos os relatos de batismo com o Espírito Santo na Bíblia referem-se

sempre aos salvos.

Ao desfazer as obras do diabo e restaurar a comunhão entre Deus e o

homem, Jesus abriu também a porta para a descida do Espírito santo. Esta

é uma promessa para nossos dias e para todos aqueles que creem

mediante o arrependimento e consequente perdão dos pecados.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Escreva no quadro-de-giz SALVAÇÃO x BATISMO COM O ESPÍRITO

SANTO. Pergunte aos seus alunos quais as diferenças entre a Salvação e o

Batismo com o Espírito Santo; e o que é necessário para receber e

conservar estas duas dádivas divinas. Dirija essas questões àqueles que

normalmente não participam da aula. Faça com que se sintam à vontade

para falar, todavia não insista para não constrangê-los. A seguir, faça uma

síntese das ideias apresentadas por cada aluno ou solicite que eles

mesmos realizem este trabalho. O importante é esclarecer que estas duas

experiências são distintas.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Há ainda hoje os que perguntam: O batismo com o Espírito Santo é

uma experiência distinta da conversão ou acontece automaticamente

quando a pessoa experimenta o milagre do novo nascimento? Nesta lição,


veremos que a salvação e o batismo com o Espírito Santo são duas

bênçãos distintas, e que o batismo com o Espírito Santo é uma bênção

preparada por Deus para os que já são salvos.

I. OS BATIZADOS COM O ESPÍRITO SANTO NO DIA DE

PENTECOSTES JÁ ERAM SALVOS

Se a experiência do batismo com o Espírito Santo não se distinguisse

da conversão, os discípulos de Jesus teriam sido salvos a partir do dia de

Pentecostes. Todavia, Jesus referiu-se a eles como salvos antes da

experiência pentecostal. Vejamos:

1. Jesus deixou claro que seus discípulos eram salvos. Jesus lhes

disse: “Eu sou a videira, e vós as varas” (Jo 15.5), e também, “Já estais

limpos pela palavra que vos tenho falado” (Jo 15.3). Falando ao Pai a

respeito deles, disse: “Não são do mundo, como eu do mundo não sou” (Jo

17.14,16). Neste mesmo capítulo, Jesus afirmou que os seus discípulos lhe

foram dados pelo Pai (v.6); Jesus também disse aos seus discípulos
enquanto estava com eles: “Alegrai-vos antes por estarem os vossos

nomes escritos nos céus” (Lc 10.20).

2. Os discípulos ainda necessitavam de uma bênção. Apesar da

experiência da salvação e das bênçãos recebidas na companhia de Jesus,

os discípulos ainda careciam de uma bênção: o batismo com o Espírito

Santo. Em decorrência do batismo, receberiam um conhecimento mais

aprofundado a respeito da união entre o Pai e o Filho, e entre Jesus e seus

discípulos (Jo 14.20). O mesmo Espírito haveria de guiá-los em toda a

verdade (Jo 16.13), lembrando-lhes as palavras que Jesus havia ensinado

(Jo 14.26).
Somente após este revestimento de poder é que os discípulos estariam

equipados para continuar a obra iniciada por Jesus. Foi por isso que Jesus

repetidamente lhes ordenou que “não deixassem Jerusalém até que do

alto fossem revestidos de poder” (Lc 24.49).

II. OS CRENTES ERAM BATIZADOS COM O ESPÍRITO SANTO NO

INÍCIO DA IGREJA

1. Em Jerusalém (At 2.1-5). Aqui, na fundação da Igreja, no dia de

Pentecostes, Jesus batizou com o Espírito Santo os primeiros crentes.

2. Em Samaria (At 8.14-17). As multidões ouvindo e vendo os sinais

que Filipe fazia, enquanto pregava a Cristo (v.6), creram, e foram

batizadas em nome do Senhor Jesus (vv.12,16). Portanto, eram salvos,

descritos como pessoas que haviam recebido a Palavra de Deus (v.14). No

entanto, não haviam recebido o batismo com o Espírito Santo. Isto só

aconteceu quando Pedro e João oraram por aqueles novos crentes para

que recebessem o dom do Espírito Santo (At 8.14,15). Quando, a seguir,


os apóstolos impuseram as mãos sobre eles, “receberam o Espírito Santo”

(At 8.17).

3. Saulo (At 9.1-18). O grande perseguidor quando seguia pela

estrada a caminho de Damasco, já próximo da cidade, foi subitamente

cercado por um resplendor de luz do céu. Saulo caiu por terra, e ouviu

uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Quando

ele perguntou quem era aquele que falava com ele, ouviu a resposta: “Eu

sou Jesus a quem tu persegues”. Saulo levantou-se daquele encontro, e

abrindo os olhos não via a ninguém. Guiado pela mão, entrou em

Damasco. Após três dias em jejum e oração, recebeu a visita de Ananias,

o qual impôs as mãos sobre ele para que ele tornasse a ver, e para que
fosse cheio do Espírito Santo (v.17). Saulo já era salvo, e agora recebia o

batismo com o Espírito Santo.

4. Na casa de Cornélio (At 10.1-48). Estavam reunidos Cornélio,

seus parentes, e amigos mais íntimos (At 10.24). Aqui, pela primeira vez

os gentios receberam a Palavra de Deus. Eles creram (At 15.1-9) e, a

seguir, o Senhor batizou-os com o Espírito Santo. “Caiu o Espírito Santo

sobre todos os que ouviam a palavra” (At 10.44). Na mesma ocasião

foram batizados nas águas (At 10.48).

5. Em Éfeso (At 19.1-7). Quando Paulo chegou a Éfeso encontrou ali

alguns crentes. Sabemos que eram salvos porque o escritor de Atos os

chama de discípulos (v.1), e Paulo lhes perguntou se haviam recebido o

Espírito Santo quando creram (v.2), isto é, quando foram salvos. A

resposta daqueles irmãos foi que não haviam ouvido acerca do Espírito

Santo (v.2). Paulo queria que eles como salvos, também recebessem esta

bênção gloriosa. Assim, depois que aqueles discípulos foram batizados em

nome do Senhor Jesus (v.5), Paulo impôs as mãos sobre eles. Veio então

sobre eles o Espírito Santo, e começaram a falar em línguas e a profetizar

(v.6).

III. O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO É RESULTADO DA MORTE

EXPIATÓRIA DE JESUS

1. “Está consumado!” (Jo 19.30). Jesus veio para desfazer as obras

do Diabo (1Jo 3.8), e restaurar a comunhão entre Deus e os homens, a

qual havia sido interrompida por causa do pecado (Ef 2.12-16). O preço

desta restauração foi muito alto: seu próprio sangue (1Pe 1.18-19; 1Co

6.20). Jesus sofreu morte de maldição na cruz do Calvário (Gl 3.13; Jo

1.29; Is 53.4,5). Quando ele bradou “Está consumado!”, estava concluída


a obra da redenção, e também estava aberta a porta para a descida do

Espírito Santo. Diz Atos 2.33: “De sorte que, exaltado pela destra de Deus,

e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que

vós agora vedes e ouvis”.

2. “Rios de água viva correrão de seu ventre” (Jo 7.3-8). Os rios

de água viva mencionados neste texto, falam do Espírito Santo que

haveriam de receber os que cressem em Jesus (v.39). Vemos, portanto,

que para receber o Espírito Santo é preciso crer e exercitar fé no Senhor

Jesus (Gl 3.2).

A nascente única do rio pentecostal que flui através do crente, está em

Cristo. Somente Ele batiza com o Espírito Santo (At 2.33). O leito em que

flui o Espírito é a Palavra de Deus. “Quem crê em mim como diz a

Escritura, rios d’água viva correrão do seu ventre (Jo 7.38)”. A operação

do Espírito Santo está inteiramente vinculada à obediência à Palavra (At

5.32).

IV. A PROMESSA DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO É PARA OS

NOSSOS DIAS?

A resposta a esta pergunta encontra-se no livro de Atos. Nas cinco

vezes que Atos registra episódios de pessoas sendo batizadas com o

Espírito Santo, estas já eram salvas. Os cinco relatos (Jerusalém, Samaria,

Saulo, Cornélio e Éfeso) constituem-se em um padrão para a experiência

cristã de todos os tempos. E o padrão é: regeneração pela fé, seguida do

recebimento do batismo com o Espírito Santo, também pela fé (“aos que

crerem” Mc 16.17).

O livro de Atos é a continuação do evangelho segundo Lucas. Assim

como o evangelho de Lucas, o livro de Atos constitui-se em ensino


doutrinário que deve servir como regra de fé e de prática (2Tm 3.16,17).

Se o despertamento descrito em Atos não permaneceu ao longo desses

quase dois milênios, é porque os cristãos afastaram-se da sã doutrina e

negligenciaram o precioso batismo (2Tm 4.3).

CONCLUSÃO

Quem presume que já recebeu este batismo juntamente com a

salvação não o busca e fica, portanto, privado deste glorioso revestimento

de poder dado por Deus àqueles que o buscam. Ore a Deus, e Jesus

batizará você com Espírito Santo e com fogo! Aleluia!

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico

“Os pentecostais, ao insistirem que a experiência de um batismo

distintivo no Espírito Santo está à disposição dos crentes hoje, não estão

sugerindo que os cristãos que não falam em outras línguas não têm o

Espírito Santo. O batismo no Espírito Santo é apenas uma das várias obras

do Consolador. Convicção, justificação, regeneração, santificação: todas

estas são obras do mesmo Espírito Santo. Cada uma dessas obras é

distintiva, com uma única natureza e propósito. Se o indivíduo

corresponde de modo positivo à obra do Espírito na convicção, ocorrem

então a justificação e a regeneração. Nesse momento, o Espírito Santo

passa a habitar no crente e, daí em diante, é correto dizer que esta

pessoa tem o Espírito. O batismo no Espírito Santo com a evidência inicial

de falar em línguas pode ocorrer neste momento ou em ocasião posterior


— de conformidade com o padrão revelado em Atos dos Apóstolos. Em

qualquer destes casos, a pessoa tem o Espírito habitando nela desde o

momento da regeneração.

A confusão a respeito de se ter ou não o Espírito Santo deve-se à falta

de compreensão de certos termos empregados por Lucas. Ao descrever e

examinar o batismo no Espírito Santo, o autor sagrado emprega certas

terminologias: ‘ficar cheio do Espírito Santo’, ‘receber o Espírito Santo’, o

‘Espírito Santo sendo derramado’, o ‘Espírito Santo caindo sobre’ e o

‘Espírito Santo vindo sobre’. Estes termos não representam contraste,

mas simplesmente tentativas de descrever e enfatizar. Isto é, quando

Lucas emprega estes termos, não está contrastando o batismo no Espírito

Santo com a regeneração como se dissesse que na regeneração o Espírito

Santo não habita no crente. O Espírito Santo realmente vem, é recebido, e

habita no crente já na regeneração (Rm 8.9). Porém, ao empregar os

termos, Lucas está simplesmente dizendo que o batismo é uma

experiência especial onde o crente pode ‘ser cheio’ do Espírito ou ‘recebê-

lo’, ou pela qual o Espírito ‘cai’ ou ‘vem sobre’ as pessoas. ‘Para os

pentecostais, todos os crentes, além de receberem o Espírito Santo no ato

da regeneração, podem receber a plenitude ou o batismo no Espírito

Santo’” (Teologia Sistemática. CPAD, pp.454,455).

GLOSSÁRIO

Agregar: reunir, juntar, acrescentar, congregar.

Bradar: dizer em brados, gritar.

Compunção: pesar por ter cometido pecado ou ação má.

Inestimável: que não se pode estimar ou avaliar; que tem valor

altíssimo.
Súbito: que ocorre ou surge sem ser previsto; repentino.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Comentário Bíblico — Efésios. Elienai Cabral, CPAD.

Teologia Sistemática. Stanley Horton, CPAD.

QUESTIONÁRIO

1. O que caracterizou o início da obra pentecostal nos dias da Igreja

primitiva?

R. O revestimento de poder pelo batismo no Espírito Santo.

2. Descreva os cinco relatos no livro de Atos que descrevem o batismo no

Espírito Santo após a salvação.

R. No dia de Pentecostes, em Samaria, Saulo de Tarso, na casa Cornélio,

em Éfeso.

3. Descreva a ação do Espírito Santo na vida do pecador.

R. Ele convence o homem fazendo-o sentir tristeza e arrependimento por

seus pecados.

4. Cite as funções do Espírito Santo na vida do Salvo.

R. O corpo do salvo passa a ser templo e morada do Espírito Santo e

confere-lhe a certeza da presença de Deus em sua vida.


5. A quem é destinado o batismo no Espírito Santo?

R. A todos os salvos.

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


JOVENS E ADULTOS

1º Trimestre de 2004

Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo


Comentarista: Eurico Bergstén

Lição 3: Todos os salvos precisam ser batizados com o Espírito Santo


Data: 18 de Janeiro de 2004

TEXTO ÁUREO

“Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os

que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At

2.39).

VERDADE PRÁTICA

Ser batizado com o Espírito Santo significa ser imerso na plenitude do

Espírito.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Rm 8.26,27

O Espírito Santo intercede por nós

Terça — At 4.31,33

O Espírito Santo concedia aos discípulos ousadia para anunciarem o

Evangelho

Quarta — At 13.50-52

O Espírito Santo ajuda a enfrentar as perseguições

Quinta — Sl 133.2,3

Onde há o Espírito Santo há vida

Sexta — At 1.8

O Espírito Santo é imprescindível para a expansão do Evangelho

Sábado — Ef 1.3

O Espírito Santo é uma bênção de Deus para seus filhos


HINOS SUGERIDOS

164, 387 e 453 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 1.4-14.

4 — E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de

Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de

mim ouvistes.

5 — Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados

com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.

6 — Aqueles pois que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo:

Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?

7 — E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o

Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.

8 — Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e

ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e

Samaria, e até os confins da terra.

9 — E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma

nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

10 — E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que

junto deles se puseram dois varões vestidos de branco,


11 — Os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando

para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de

vir assim como para o céu o vistes ir.

12 — Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o

qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado.

13 — E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam, Pedro e Tiago,

João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu,

Simão, o zelote, e Judas, e Tiago.

14 — Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas,

com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos.

PONTO DE CONTATO

Converse com seus alunos sobre o significado e o conceito de doutrina.

O que significa para os pentecostais a Doutrina do Espírito Santo? Como

ela é ensinada no Novo Testamento? E no Antigo? O batismo é

imprescindível? O batismo é para todos? Qual a finalidade do batismo no

Espírito Santo?

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Definir a palavra batismo.
 Enumerar as finalidades do batismo no Espírito Santo.
 Citar as expressões usadas por Jesus com relação ao batismo
no Espírito Santo.

SÍNTESE TEXTUAL
Batismo significa mergulho. Passamos a fazer parte do Corpo de Cristo

ao passarmos pelas águas batismais. Da mesma forma, ser batizado no

Espírito Santo significa estar totalmente envolvido, imerso na plenitude do

Espírito e, revestido do poder do alto. Não é mérito. É operação da graça

de Deus na vida daqueles que por esta mesma graça foram salvos. Cristo

é quem batiza com o Espírito Santo, para tornar o crente Sua testemunha.

Esta é a grande finalidade do batismo.

O Espírito Santo atua na vida do crente produzindo alegria, mesmo

diante da tribulação. Ele nos ajuda em nossas fraquezas intercedendo por


nós. O Espírito Santo nos ensina a viver uma vida de submissão e

obediência à vontade de Deus, por isso Jesus orientou os discípulos a

permanecerem em Jerusalém até receber poder. A necessidade hoje é a

mesma.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Reúna sua turma e solicite alguns voluntários para darem seu

depoimento acerca do batismo com o Espírito Santo. Como aconteceu?

Quando? Onde? Quanto tempo perseveraram em buscá-lo? Que mudanças

detectaram em sua vida após o batismo? Que conselhos dariam para os

que ainda não receberam esse revestimento de poder? Escolha no

máximo três alunos e controle o tempo de cada um. Separe a turma em

pequenos grupos e verifique se neles há pelo menos um componente

batizado. Permita compartilharem suas experiências pessoais sobre o

batismo durante alguns minutos. Ore com toda a turma por aqueles que

desejam receber esta bênção de Deus.


COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Jesus foi apresentado por João Batista como aquele que batiza “com o

Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11). Jesus, quando se despedia de seus

discípulos no monte das Oliveiras antes de ser elevado ao céu, prometeu-

lhes que eles seriam batizados com o Espírito Santo não muito depois

daqueles dias (At 1.5). Determinou-lhes que esperassem o cumprimento

da promessa do Pai (At 1.4; Lc 24.49). Esta ordem de Jesus continua

ecoando. Jesus quer que todos os salvos sejam batizados com o Espírito

Santo.

I. A DOUTRINA SOBRE O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO NO

NOVO TESTAMENTO

A palavra batismo vem do grego baptismós e significa mergulho.

Assim, a palavra batismo implica imersão em alguma coisa. Da mesma

forma que o corpo ao ser imerso na água batismal fica totalmente

envolvido pela água, nosso ser fica totalmente revestido de Cristo (Gl

3.26,27). Semelhantemente, ser batizado com o Espírito Santo é ser

totalmente envolvido pelo Espírito Santo, imerso na plenitude do Espírito e

revestido do poder do alto (Lc 24.49). E, à semelhança do que acontece

com a salvação, o batismo com o Espírito Santo é resultado apenas e tão

somente da operação da graça de Deus na vida daqueles que pela graça

foram salvos.

1. João Batista apresentou Jesus como aquele que batiza com o

Espírito Santo, (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.32,33). Depois de


apresentar Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo

1.29), João Batista O apresentou como aquele que batiza com o Espírito

Santo e com fogo (Jo 1.32,33). Esta continua sendo a atuação de Jesus na

vida de quem crê. Primeiro Ele tira os pecados; depois, batiza com o

Espírito Santo e com fogo. Se o batismo com o Espírito Santo não fosse

uma experiência tão importante e, se tê-la ou não, não fizesse diferença,

João Batista, um homem cheio do Espírito Santo, não teria apresentado

Jesus deste modo.

2. O apóstolo Pedro e o batismo com o Espírito Santo (At 2.14-

30). Falando à multidão reunida em Jerusalém no dia de Pentecostes, o

apóstolo Pedro que acabara de ser batizado com o Espírito Santo, com

muita autoridade explicou ao povo que o que havia ocorrido era o

cumprimento das promessas de Deus (Jl 2.28,29). Depois de anunciar ao

povo o caminho da salvação, Pedro exortou-os ao arrependimento, para

terem seus pecados perdoados e receberem a mesma manifestação do

Espírito Santo.

II. PORQUE JESUS QUER BATIZAR TODOS OS CRENTES

1. Ele quer que cada crente experimente plenamente a alegria

do Espírito Santo. “A alegria do Senhor é a vossa força” (Ne 8.10).

“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e

alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). Em Atos 13 está registrada a

história de uma perseguição de que foram alvo Paulo e seus

companheiros em sua primeira viagem missionária, mas o relato termina

dizendo que os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo

(At 13.52).
2. O Espírito Santo é um inestimável auxílio em nossa vida de

oração e serviço. A Bíblia diz que o Espírito ajuda as nossas fraquezas;

porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o

mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele

que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que

segundo Deus intercede pelos santos (Rm 8.26,27).

Jesus considerava este revestimento de poder tão fundamental e

indispensável, que a ordem missionária somente deveria ser executada

após seus discípulos serem batizados com o Espírito Santo (At 1.8). “Se

alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que

em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo” (1Pe 4.11). Que possamos

ser revestidos do poder do Espírito Santo e, a seguir, exclamar como

Isaías: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.8).

3. O batismo com o Espírito Santo proporciona o ambiente

espiritual no qual os dons espirituais se manifestam. O crente

batizado com o Espírito Santo deseja e busca a operação dos dons

espirituais em sua vida. “Procurai com zelo os dons espirituais” (1Co

14.1). Deus confirma a palavra da pregação por meio de sinais e milagres

e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade

(Hb 2.4).

III. DESCRIÇÕES BÍBLICAS DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

1. Expressões usadas por Jesus.

a. A promessa do Pai. O mesmo Pai que enviou Jesus para ser o nosso

Salvador, é quem nos envia o Espírito Santo. Jesus disse: “Rogarei ao Pai e

Ele vos dará outro Consolador” (Jo 14.25), e disse também “Aquele

Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome” (Jo 14.26).
O Pai pôs o Espírito Santo sobre Jesus sem medida porque só Jesus é o

mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5; Jo 3.34; Is 42.1; 61.6; Lc

4.18,19).

b. “A virtude do Espírito Santo há de vir sobre vós” (At 1.8). Através do

batismo com o Espírito Santo ficamos em uma posição de submissão ao

domínio do Espírito Santo. Importa agora viver em obediência a Deus (At

5.32), andando no Espírito (Gl 5.16).

c. “Revestidos de poder” (Lc 24.49). Esta expressão usada por Jesus

leva nossos pensamentos para a história bíblica quando Eliseu pediu a

Elias porção dobrada do Espírito que operava em Elias (2Reis 2.9). Jesus

estava para subir ao céu, e os discípulos dariam continuidade à obra que

Ele havia iniciado. Assim como Eliseu levantou a capa que Elias deixou

cair ao ser arrebatado (2Reis 2.13) e lançou-se a um poderoso ministério,

os discípulos receberiam “revestimento” ou batismo de poder para fazer a

obra de Deus na virtude do Espírito Santo.

2. Outras expressões encontradas em Atos dos Apóstolos. No

livro de Atos, esta manifestação do Espírito Santo aparece como: “cair o

Espírito Santo sobre” (At 10.44; 11.15,16), “receber o Espírito Santo” (At

8.18; 19.2), “descer o Espírito Santo sobre” (At 8.16), “o Espírito Santo ser

derramado” (At 2.33), “ser cheio do Espírito Santo” (At 2.4; 9.17). Todas

estas expressões sugerem que algo repentino e sobrenatural aconteceu.

IV. BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO — UMA BÊNÇÃO QUE DEVE

SER BUSCADA

Muitas bênçãos que acompanham a salvação são recebidas

gradativamente à medida que o salvo prossegue em seguir a Jesus (Hb

6.9). Todavia, quanto à bênção do batismo com o Espírito Santo, Jesus


mesmo orientou seus discípulos a não deixarem Jerusalém, mas que ali

esperassem até que do alto fossem revestidos de poder (Lc 24.49). Havia

portanto o perigo de que outras ocupações desviassem a mente dos

discípulos de buscarem esta bênção. Muitos hoje não são batizados com o

Espírito Santo porque deixaram de buscá-lo.

V. O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO É A MAIOR NECESSIDADE

DO CRISTIANISMO NOS DIAS ATUAIS

A maior necessidade de cada salvo é receber o batismo com o Espírito

Santo, e viver neste poder. Esta bênção é para todos, porque a Palavra de

Deus não mudou. As promessas de Deus são para todos os tempos:

salvação, perdão, resposta às orações, etc, e também o batismo com o

Espírito Santo. “Porque eu, o Senhor, não mudo” (Ml 3.6a). A necessidade

de poder divino continua a mesma, pois o poder do Maligno não mudou,

nem ficou mais brando. Pelo contrário, a Bíblia diz que nos últimos dias o

inimigo “[…] tem grande ira, sabendo que já lhe resta pouco tempo” (Ap
12.12b). Nos tempos do fim, as doutrinas dos demônios teriam mais

adeptos (1Tm 4.1). Os discípulos na igreja primitiva resistiram e venceram

as forças do mal com o poder recebido através do batismo com o Espírito

Santo, e dos dons espirituais que os acompanhavam (At 8.9-12; 13.8-12;

16.17-18; 19.13-17). Os salvos têm hoje a mesma necessidade de poder.

CONCLUSÃO

A bênção do batismo com o Espírito Santo precisa ser buscada. Jesus

orientou os discípulos a permanecerem em Jerusalém até que do alto


fossem revestidos de poder (Lc 24.49). Busquemos com fé, sabendo que

esta oração, que é segundo a vontade de Deus, tem a garantia, pela

Palavra, de que será atendida: “E esta é confiança que temos nele que se

pedirmos alguma coisa segundo sua vontade ele nos ouve. E, se sabemos

que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as

petições que lhe fizemos” (1Jo 5.14,15). Aleluia!

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico

“Nascer do alto não é uma finalidade em si mesma. É apenas o

primeiro passo em direção a um viver no Espírito. A mulher, à beira do

poço, Jesus se apresentou como o Doador da água que se transforma

numa fonte que jorra para a vida eterna (João 4.10,14). Assim, Ele vai

além da promessa de um novo nascimento para a promessa de uma vida

no Espírito, trazendo não somente algumas gotas d'água, mas uma fonte

que flui continuamente porque provém de mananciais eternos.

Embora Jesus não explicasse à mulher samaritana a natureza da água,

o significado fica claro em João 7.37-39. Ali, no último dia da Festa dos

Tabernáculos, Jesus chamou a multidão a chegar-se a Ele e beber da

água. A Festa dos Tabernáculos rememorava os 40 anos que Israel passou

no deserto. Ela tinha o propósito de lembrar aos israelitas que eram tão

dependentes de Deus quanto seus antepassados nos dias em que Jeová

os alimentou com maná e lhes deu água. Como parte das cerimônias, o

Sumo sacerdote derramava água de um cântaro, para simbolizar a água

concedida por Deus. Jesus, porém, chamou a multidão para si mesmo. Ele
tinha o Espírito sem medida (João 3.34). O transbordar do seu Espírito

estava à disposição, para satisfazer a sede das almas.

Durante o ministério de Jesus, os discípulos dependiam diretamente

dele. O Espírito Santo fazia sua obra em e através de Jesus, em prol deles.

Logo, o Espírito Santo estava apenas com os discípulos, mas não dentro

deles (João 14-17). Viviam num período transicional, em que o Espírito

Santo não era oferecido a todos; era a mesma situação do Antigo

Testamento.

[…] Jesus, entretanto, prometeu que o Espírito Santo daria mais do que

uma plenitude interior. Há um fluir para fora, um derramar ao derredor,

além de um derramar sobre. Isso vai além de qualquer experiência do

Antigo Testamento. E não é limitado aos sacerdotes, aos reis, aos profetas

ou às pessoas com capacidades especiais, conforme acontecia tão

frequentemente no Antigo Testamento. A promessa está à disposição de

todo aquele que crê. Precisamos tão somente exercer a nossa fé e tomar

posse do dom prometido” (A Doutrina do Espírito Santo. CPAD,

pp.126,127).

GLOSSÁRIO

Confins: Raias, fronteiras; extremo longínquo.

Inexprimíveis: Não exprimível; encantador, inefável.

Intercessão: Súplica em favor de outrem, tomar como se fosse sua as

dores de outros a fim de rogar por eles.

Ousar: Ser bastante corajoso para; atrever-se; decidir-se a.

Plenitude: Qualidade ou estado de pleno, ou seja, cheio, repleto,

completo, perfeito.
QUESTIONÁRIO

1. Conceitue a palavra batismo.

R. Batismo vem do grego baptismós e significa mergulho.

2. Quais as finalidades do batismo com o Espírito Santo?

R. Fortalecer o crente e revesti-lo com poder para testemunhar e exercer

a obra.

3. Qual é a atuação de Jesus na vida de quem crê?

R. Primeiro Ele tira o pecado; a seguir, batiza com o Espírito Santo.

4. Cite as expressões bíblicas, acerca do batismo, usadas por Jesus.

R. A promessa do Pai, a virtude do Espírito Santo, revestimento de poder.

5. Qual é a maior necessidade de cada salvo?

R. Receber o batismo com o Espírito Santo:

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


JOVENS E ADULTOS

1º Trimestre de 2004

Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo


Comentarista: Eurico Bergstén
Lição 4: O dia de Pentecostes
Data: 25 de Janeiro de 2004

TEXTO ÁUREO

“E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras

línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem” (At 2.4).

VERDADE PRÁTICA

Obediência, perseverança e união são elementos-chave para receber a

promessa do Espírito Santo também nos dias atuais.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Lv 23.15-25

A solenidade do Dia de Pentecostes

Terça — Dt 16.10-12

Festa de Pentecostes — Dia de celebração em família

Quarta — Êx 23.14,16

O Dia de Pentecostes era uma determinação de Deus


Quinta — Dt 16.16; Êx 23.17

Todos os varões israelitas eram obrigados a comparecer à Festa de

Pentecostes

Sexta — Êx 34.20; Dt 16.16,17

Ninguém podia comparecer à festa de mãos vazias

Sábado — Lv 23.17

Pentecostes — Dia de oferecer a Deus as primícias

HINOS SUGERIDOS

24, 155 e 441 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 2.1-12.

1 — E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no

mesmo lugar.
2 — E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e

impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.

3 — E foram vistas por eles línguas repartidas como que de fogo, as quais

pousaram sobre cada um deles.

4 — E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras

línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

5 — E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de

todas as nações que estão debaixo do céu.

6 — E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa,

porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

7 — E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois

quê? Não são galileus todos esses homens que estão falando?

8 — Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que

somos nascidos?

9 — Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e

Judéia, e Capadócia, Ponto e Ásia,

10 — E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e

forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,

11 — Cretenses e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias

línguas falar das grandezas de Deus.

12 — E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os

outros: Que quer isto dizer?

PONTO DE CONTATO
Existem critérios para receber o Batismo no Espírito Santo? Reflita com

seus alunos sobre as ordens de Jesus, dadas aos discípulos, antes de sua

ascensão. Quais os pré-requisitos estabelecidos por Ele? É necessária

alguma preparação? Como deve comportar-se o crente que o almeja? O

que a Bíblia diz sobre isto?

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Definir a palavra pentecostes.
 Citar os diversos símbolos que representam o Espírito Santo.
 Conferir as formas de operação do Espírito Santo como vento.

SÍNTESE TEXTUAL

O que aconteceu no dia de Pentecostes continua a ocorrer em nossos

dias. Os discípulos aguardaram a promessa cheios de confiança e de

esperança. Unanimidade, perseverança, convicção e fé são palavras-

chave para alcançá-la. Este batismo é obra de Deus. O oficiante dele é

Jesus. O que Deus prometeu, cumpriu.

No dia de Pentecostes, o Espírito Santo foi percebido como um vento.

“A palavra grega pneuma tem um alcance semântico quase idêntico ao

de ruach (hebraico). O vento, como símbolo, fala da natureza invisível do

Espírito Santo, conforme revela João 3.8. Podemos ver e sentir os efeitos

do vento, mas ele próprio não é visto. Atos 2.2 emprega poderosamente o

vento como figura de linguagem, para descrever a vinda do Espírito Santo

no dia de Pentecostes”.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Pesquise em revistas, jornais e livros e recorte as figuras que

correspondam aos símbolos do Espírito Santo expostos na Bíblia.

Exemplos: pomba, vento, fogo, água, selo, óleo. Divida a turma em grupos

proporcionais ao número de símbolos encontrados. Entregue um símbolo

para cada um. Eles deverão procurar referências bíblicas sobre esses

símbolos e explicar porque tipificam o Espírito Santo. Ex: Selo é uma

espécie de identificação. Nós somos identificados por Deus através do

Espírito Santo que habita em nós. Cada grupo deverá se apresentar e

sumariar as ideias no quadro-de-giz. Auxilie aqueles que tiverem


dificuldades.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Hoje estudaremos o que aconteceu no dia de Pentecostes. O primeiro

derramamento do Espírito Santo naquele dia foi um acontecimento

histórico. O Espírito Santo veio a este mundo, inaugurando uma nova

dispensação, chamada também de ministério do Espírito (2Co 3.6-8).

Cada crente pode ter da parte de Deus o seu Dia de Pentecostes. Aleluia!

I. OS DISCÍPULOS SUBIRAM PARA O CENÁCULO

Eles estavam cheios de alegria (Lc 24.52). Haviam visto Jesus subir ao

céu com a suas mãos estendidas para os abençoar (Lc 24.50,51). Dois

anjos haviam aparecido falando-lhes que Jesus voltaria assim como para o
céu Ele havia subido. A ordem de Jesus de que deveriam esperar em

Jerusalém a promessa do Pai, continuava soando em seus ouvidos.

As características da oração daqueles discípulos, segundo o texto

sagrado, muito nos ensina.

1. Oração perseverante, At 1.14. O firme propósito daqueles 120

crentes reunidos no cenáculo era ficar ali até receberem a bênção. Veja

também Is 40.31; Is 62.6,7; Os 10.12.

2. Oração unânime, At 1.14. É preciso haver união entre os que

oram. Onde há união, o Senhor ordena a bênção, (Sl 133). Desunião e

inimizade impedem a resposta às orações (Mt 5.24; Mc 11.25). A

concordância na oração tem promessa especial (Mt 18.19).

3. Oração definida. O assunto daquela oração era um só: o

cumprimento da promessa do Pai conforme Atos 1.4,5,8. Pouco antes

foram tentados a dispersar a atenção, especulando acerca de tempos

futuros (At 1.7). Todavia nada deve desviar a nossa mente do propósito da

oração.

4. Oração com fé. Não ficaram ocupados com discussões estéreis

sobre se Jesus realmente batizava, ou não, nem se esta bênção era

realmente para aquele tempo ou se para um outro. A promessa de Jesus

ocupava suas mentes e corações. E enquanto oravam, a fé era fortalecida

(Rm 4.20,21). E é pela fé que se recebe o batismo com o Espírito Santo (Gl

3.14).

II. DIA DE PENTECOSTES — DEUS CUMPRIU SUA PROMESSA

Pentecostes era uma das três grandes festas sagradas celebradas em

Israel (Dt 16.16; Lv 23.16-22). Acontecia 50 dias após a Páscoa, daí o

nome Pentecostes que quer dizer quinquagésimo. Era também chamada a


festa das semanas (sete semanas após a Páscoa), dia das primícias, festa

da colheita. Esta festa assinalava o término da colheita da cevada (Lv

23.16) e era um dia de júbilo e de gratidão ao Senhor pelas bênçãos da

colheita.

Deus escolheu o dia em que os judeus celebravam a festa de

Pentecostes para cumprir o que estava prometido por instrumentalidade

de seus profetas. No dia em que Jesus batizou os primeiros crentes com o

Espírito Santo, estavam em Jerusalém para a festa muitos judeus e muitos

convertidos ao judaísmo (prosélitos) procedentes de muitas nações.

1. Jesus derramou o Espírito Santo sobre todos no dia de

Pentecostes (At 2.1-3). Cumprindo-se o dia, veio de repente do céu um

som como de um vento veemente, e todos foram batizados com o Espírito

Santo. Este batismo é uma obra de Deus. O oficiante deste batismo é

Jesus. Dele disse João Batista: “Ele vos batizará […]” (Mt 3.11). O que

Deus promete com a sua boca, Ele faz com as suas mãos. Ele estendeu as

suas mãos abençoadoras e “raios brilhantes saíram da sua mão” (Hc 3.4).

No dia de Pentecostes o Espírito Santo foi percebido como um vento.

Este símbolo do Espírito Santo foi empregado por Jesus, e contém ensinos

sobre a forma de operar do Espírito Santo.

a. O vento é soberano. Jesus disse: “o vento assopra para onde quer

[…]”, (Jo 3.8a). O vento não pode ser dirigido pelos homens. Estes

aprendem as leis da natureza que regem os ventos, e tiram proveito da

sua força, mas nunca podem dirigi-lo.

b. O vento é invisível. Pode-se ouvir o seu ruído, observar os efeitos de

seu movimento e senti-lo soprar, mas “não sabemos donde vem nem para

onde vai” (Jó 4.15; Jo 3.8).


O vento é importante para a polinização e consequente fecundação

das flores, tendo como resultado a frutificação. Assim também o Espírito

vivifica (Jo 6.63; Gl 5.22).

III. DIA DE PENTECOSTES — DIA DE RESPOSTA DIVINA

No batismo com o Espírito Santo a única participação do homem é

receber, estendendo a Deus as suas mãos através da oração. Os

discípulos haviam ficado em oração durante 10 dias, aguardando o

cumprimento da promessa de Jesus. E de repente veio a resposta. Que

alegria!

É importante destacar que pelo fato de os discípulos terem

permanecido durante dez dias em oração, não os tornou merecedores

desta bênção. Nem tampouco a oração era necessária para convencer a

Deus da necessidade de batizá-los, pois Deus sempre deseja batizar seus

servos. A oração era necessária para preparar o coração dos discípulos. O

caminho para a bênção foi preparado com oração.

IV. DIA DE PENTECOSTES — DIA DE LÍNGUAS DE FOGO

1. Deus se manifesta em fogo! (Êx 19.17,18; Hb 12.29). Deus se

manifestou a Moisés em uma chama de fogo no meio de uma sarça, a

qual ardia no fogo, mas não se consumia (Êx 3.2). Daniel viu o trono de

Deus em chama de fogo (Dn 7.9,10). Malaquias o descreveu como o fogo

do ourives, o qual purificará os filhos de Levi como ouro e como a prata; o

fogo de Deus queimando todas as escórias (Ml 3.2,3). João viu a Jesus

glorificado com olhos como chama de fogo (Ap 1.14,15).


2. O Espírito Santo veio com línguas repartidas como que de

fogo (At 2.3). O batismo com o Espírito Santo é batismo de fogo

(combustão que emite luz e calor). Os 120 crentes reunidos no cenáculo

foram queimados pelo fogo de Deus; foram cheios do poder de Deus, e

foram transformados em testemunhas. E que testemunhas! Saíram do

cenáculo para abalar o mundo! Somente no primeiro dia quase três mil

pessoas aceitaram a Cristo. O fogo tem a característica de propagar-se. O

Espírito Santo nestes últimos dias produziu um ardor bendito que se

difundiu por toda parte, irradiando-se pelo mundo. Perseguições e mortes

não puderam deter a expansão desta chama. Quando o crente recebe o

batismo de fogo, ele se torna uma luz intensa (Sl 104.4; Hb 1.7).

V. DIA DE PENTECOSTES — DIA DE REVESTIMENTO DE PODER

1. “Todos foram cheios do Espírito Santo” (At 2.4). Receberam a

vida abundante de que Jesus havia falado (Jo 10.10). Foram cheios da

glória de Deus. Assim como no passado aconteceu com o Tabernáculo (Êx

40.34) e com o Templo (2Cr 7.1,2), o “tabernáculo terrestre” (2Co 5.1)

daqueles discípulos foi cheio da glória e da presença de Deus.

2. A maior necessidade dos discípulos era o poder de Deus. Era

isto que lhes faltava, e que foi a causa de terem fracassado. Todos

fugiram quando Jesus foi preso (Mt 26.56). Deixaram-no só. Pedro negou

seu Mestre (Mt 26.69-75). Após a morte de Jesus reuniram-se a portas

fechadas, com medo dos judeus (Jo 20.19). Com a experiência do batismo

com o Espírito Santo receberam o poder que necessitavam. Esta é a

essência do batismo! Este poder transforma o modo de viver. As portas

cerradas abriram-se, o medo acabou e foi substituído por uma ousadia

invencível (At 4.13). Alegria e coragem dominavam os discípulos. Mas em


si mesmos sentiam-se fracos e dependentes de Deus, sabendo que o

poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza (2Co 12.9,10). Cada discípulo

podia testificar pessoalmente: “a sua eficácia opera em mim

poderosamente” (Cl 1.29). Os 120 crentes batizados com o Espírito Santo

glorificavam a Deus em alta voz e, em outras línguas, falavam das

grandezas de Deus (At 2.11).

CONCLUSÃO

Ainda hoje, quando o Espírito Santo encontra plena liberdade para

operar na vida dos salvos, o Pentecostes se repete e acontece o

despertamento pentecostal com as mesmas características daquele

relatado no livro de Atos, para honra e glória do nome de Jesus, e para

salvação de muitos.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico

“Observe a posição da comemoração de Pentecostes no calendário das

festas. Em primeiro lugar festejava-se a Páscoa. Nela se comemorava a

libertação de Israel no Egito. Celebravam a noite em que o anjo da morte

alcançou os primogênitos egípcios, enquanto o povo de Deus comia o

cordeiro em casas marcadas com sangue. Esta festa tipifica a morte de

Cristo, o Cordeiro de Deus, cujo sangue nos protege do juízo divino.

No Sábado, após a noite de Páscoa, os sacerdotes colhiam o molho de

cevada, previamente selecionado. Eram as primícias da colheita, que

deviam ser oferecidas ao Senhor. Cumprido isto, o restante da colheita


podia ser ceifado. A festa tipifica Cristo, ‘as primícias dos que dormem’

(1Co 15.20). O Senhor foi o primeiro ceifado dos campos da morte para

subir ao Pai e nunca mais morrer. Sendo as primícias, é a garantia de que

todos quantos nele creem segui-lo-ão pela ressurreição, entrando na vida

eterna.

Quarenta e nove dias eram contados após o oferecimento do pequeno

feixe movido diante do Senhor. E no quinquagésimo dia — o Pentecostes

— eram movidos diante de Deus dois pães. Os primeiros feitos da ceifa do

trigo. Não se podia preparar e comer nenhum pão antes de oferecer os

dois primeiros a Deus. Isto mostrava que se aceitava sua soberania sobre

o mundo. Depois, outros pães podiam ser assados e comidos. O

significado típico é que os 120 discípulos no cenáculo eram as primícias

da igreja cristã, oferecidas diante do Senhor por meio do Espírito Santo,

50 dias após a ressurreição de Cristo. Era a primeira das inúmeras igrejas

estabelecidas após durante os últimos dezenove séculos.

O Pentecostes foi a evidência da glorificação de Cristo. A descida do

Espírito era como um ‘telegrama’ sobrenatural informando a chegada de

Cristo à mão direita de Deus. Também testemunhava que o sacrifício de

Cristo fora aceito no céu. ‘Havia chegado a hora de proclamar sua obra

consumada’ (Comentário Bíblico — Atos. CPAD, pp.18,19).

GLOSSÁRIO

Abundância: Grande quantidade, fartura; riqueza, abastança.

Combustão: Ação de queimar; estado de um corpo que arde produzindo

calor ou calor e luz.

Júbilo: Grande contentamento; alegria íntima.


Polinização: Transporte do grão de pólen. É o que vai permitir à planta

reproduzir-se, pois o grão de pólen fecunda o óvulo.

Prosélito: Indivíduo convertido a uma doutrina, ideia ou sistema.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editado por

French L. Arrington e Roger Stronstad, CPAD.

QUESTIONÁRIO

1. Defina a palavra Pentecostes.

R. Quinquagésimo.

2. O que significava a festa de Pentecostes?

R. Era uma das três grandes festas sagradas celebradas em Israel.

Acontecia 50 dias após a Páscoa.

3. Cite o símbolo do Espírito Santo descrito nesta lição.

R. Vento.

4. Descreva a operação do Espírito Santo como vento.

R. É soberano: sopra onde quer. É invisível: não sabemos sua

procedência.

5. Como era a oração dos discípulos?


R. Perseverante, unânime, definida, com fé.

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


JOVENS E ADULTOS

1º Trimestre de 2004

Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo


Comentarista: Eurico Bergstén

Lição 5: Que quer isto dizer?


Data: 01 de Fevereiro de 2004

TEXTO ÁUREO

“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei

sobre toda a carne” (At 2.17).

VERDADE PRÁTICA

Deus promete estar presente no meio do Seu povo até à consumação dos

séculos.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Jl 2.28,29
A profecia de Joel

Terça — At 2.6

Línguas humanas

Quarta — 1Co 13.1

Línguas desconhecidas na terra

Quinta — At 10.45,46

Evidência do batismo com o Espírito Santo

Sexta — 1Co 14.2,4,26

Propósito do falar em línguas

Sábado — 1Co 14.27-40

Normas para falar em línguas em voz alta na Igreja

HINOS SUGERIDOS
24, 65 e 85 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 2.12-21,32,33.

12 — E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os

outros: Que quer isto dizer?

13 — E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.

14 — Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-

lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto

notório, e escutai as minhas palavras.

15 — Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo

esta a terceira hora do dia.

16 — Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel:

17 — E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito

derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas

profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão

sonhos;

18 — E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e

minhas servas, naqueles dias, e profetizarão;

19 — E farei aparecer prodígios em cima no céu e sinais embaixo na

terra: sangue, fogo e vapor de fumaça.

20 — O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes de chegar

o grande e glorioso Dia do Senhor;


21 — e acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será

salvo.

32 — Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos

testemunhas.

33 — De sorte que, exaltado pela destra de Deus e tendo recebido do Pai

a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis.

PONTO DE CONTATO

Esclareça os alunos sobre o cumprimento de profecias preditas no

Antigo Testamento acerca do derramamento de poder espiritual nos

últimos dias. Fale sobre o significado da plenitude do Espírito.

O que significa plenitude? Quando se deu seu cumprimento? Quem

tem direito a ela? Qual a sua utilidade?

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Definir a expressão “últimos dias”.
 Enumerar os inimigos do crente.
 Identificar, segundo a lição, pessoas que desprezaram a
atuação do Espírito Santo.

SÍNTESE TEXTUAL

No dia de Pentecostes, os discípulos apresentaram-se alegres em nada

parecendo com aqueles que haviam se reunido em oculto com medo de

represálias dos judeus. Ousadia e autoridade concedidas pelo Espírito


Santo foram a marca após o derramamento de poder. O dom de Deus não

depende de grau social ou cultural. É gratuito e depende apenas de um

coração puro e de fé em Deus.

Em lugar de duvidar e prolongar estéreis discussões acerca do batismo

no Espírito, o crente deverá, antes, buscar com fé e insistência esta

bênção tão necessária a todos os que creem em Jesus.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Divida a turma em cinco grupos. Escreva em folhas de papel, profecias

bíblicas distintas que já se cumpriram ou ainda vão se cumprir. Ex:

Nascimento e morte de Cristo, destruição de Jerusalém por Babilônia,

proclamação do Estado de Israel, Derramamento do Espírito Santo e

Arrebatamento da Igreja. Distribua para cada representante de grupo.

Eles terão que buscar na Bíblia as referências sobre as profecias e seu

cumprimento ou não. Dê cinco minutos para executarem essa tarefa.

Ajude-os no que for necessário. Um componente deve apresentar à turma

o trabalho. Escreva no quadro um resumo das principais informações.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Uma grande multidão ajuntou-se para ver e ouvir os discípulos que, ao

serem batizados com o Espírito Santo, glorificavam a Deus em outras

línguas. Todos se admiravam de ouvir aqueles galileus falando em

idiomas desconhecidos por eles. Uns, maravilhados, perguntavam o que


aquilo queria dizer, enquanto outros zombavam dizendo que os discípulos

estavam cheios de mosto, isto é, embriagados.

I. O QUE FOI DITO PELO PROFETA (At 2.16-18)

1. “E nos últimos dias acontecerá, diz Deus” (At 2.17; Jl

2.28,29). O derramamento do Espírito aconteceria nos últimos dias. A

expressão “últimos dias” abrange o tempo desde a vinda de Cristo ao

mundo (Hb 1.2; 1Jo 2.18) até o fim dos tempos. Dentro deste longo

período acontecerá o “dia de Jesus Cristo” (Fp 1.6; 1Co 1.8; etc.) que é o

dia do arrebatamento da igreja, o “Dia do Senhor” (1Ts 5.2), que é o

tempo da grande tribulação, e a segunda fase da segunda vinda de Cristo.

Para os nossos dias, que são dias trabalhosos e difíceis (2Tm 3.1), Deus

tem nos proporcionado o Consolador, o Espírito Santo.

2. “[…] que do meu Espírito derramarei” (At 2.17). O profeta fala

de uma manifestação abundante do Espírito, pois usa a expressão

“derramarei”. Da mesma abundância escreveu o profeta Isaías (Is 44.3;

58.11) e o próprio Jesus falou do Espírito que haveria de vir como rios de

água (Jo 7.38,39). No dia de Pentecostes, haviam-se cumprido todas estas

profecias.

3. “[…] sobre toda a carne” (At 2.17). Esta bênção está disponível,

pela graça de Deus, a todos os que creem em Jesus. No pacto do Antigo

Testamento, um número limitado de pessoas teve suas experiências de

relacionamento com o Espírito Santo. Agora, porém, o Espírito passou a

ser concedido a todos. Nenhuma igreja pode jamais dizer que tem o

monopólio desta bênção, pois ela é para todos quantos Deus nosso

Senhor chamar (At 2.39). No dia de Pentecostes teve início esse

derramamento universal do Espírito Santo.


II. A PLATAFORMA PARA A MANIFESTAÇÃO DOS DONS E OUTRAS

MARAVILHAS DO ESPÍRITO SANTO

A profecia de Joel diz que os vossos filhos e as vossas filhas

profetizarão. Outras manifestações do Espírito Santo seguir-se-iam a este

derramamento inicial. Também Jesus falou dos sinais que seguiriam os

que cressem (Mc 16.17,18). Os dons espirituais seguem ao batismo com o

Espírito Santo.

“Falavam línguas e profetizavam”, e não ao contrário disso (At 19.6;

2.17,18).

Mediante a operação do Espírito em nós, somos transformados de

glória em glória (2Co 3.17,18). Na obediência absoluta à direção do

Espírito, podemos experimentar o seu poder (At 5.32). Muitos só desejam

a alegria transbordante da presença do Senhor e a sensação de falar em

línguas estranhas. Todavia se não houver submissão à doutrina do Senhor

e à direção do Espírito Santo, Ele se entristece (Ef 4.30) e o crente fica


sem poder.

III. O REVESTIMENTO DO ESPÍRITO É O SEGREDO DA NOSSA

VITÓRIA

O crente necessita sempre ter vitória sobre a carne (Rm 6.12,13,16),

sobre o mundo (1Jo 2.15-17) e sobre o Diabo (1Pe 5.8; Tg 4.7). Por Cristo

temos a vitória (1Co 15.57; Rm 8.37-39; Fp 4.13). O batismo com o

Espírito Santo é o ponto inicial de uma vida de profunda comunhão com

Jesus. Assim como o povo de Israel, após ter passado o Jordão, não parou
às margens do rio, mas avançou passo a passo para conquistar a terra,

assim aquele que recebeu o poder do Espírito Santo ao ser batizado no

Espírito deve avançar para uma vida cada vez mais consagrada, em

sujeição absoluta ao Espírito Santo. Nisto está a completa vitória! E

somente a conseguiremos se vivermos sob o derramar contínuo do

Espírito Santo sobre nós! “Enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18). Literalmente,

a redação desta expressão é: “Continuai enchendo-vos do Espírito”.

IV. É A PROVISÃO DE DEUS PARA OS ÚLTIMOS DIAS

Quando o poder de Deus opera em nós, podemos resistir no dia mau

(Ef 6.13). O ataque do inimigo contra a fé (Lc 18.7), contra a esperança

(2Pe 3.1-3) e contra o amor (Mt 24.12). Mas o Espírito ajuda! Quando o

Espírito opera no crente, isso aumenta a nossa fé (2Co 4.13). O Espírito,

ao operar em nós, enche-nos de esperança (Rm 15.13). O Espírito

também opera como Espírito de amor (2Tm 1.7) derramando o amor de

Deus em nossos corações (Rm 5.5).

A igreja necessita deste poder. Somente assim exercerá autoridade

espiritual e influência cristã neste mundo e, finalmente, estará vitoriosa

de pé diante de Jesus (Lc 21.36).

1. Estão cheios de mosto (At 2.13). Através dos tempos sempre

tem havido pessoas que se fazem juízes das manifestações de Deus. É

que o homem natural não entende as coisas de Deus (1Co 2.14). A atitude

de quebrantamento de Ana foi mal interpretada pelo sacerdote Eli (1Sm

1.13,14); Mical desprezou Davi que se alegrava diante de Deus (2Sm 6.14-

20); Jesus foi considerado como fora de si, pela mãe e por seus irmãos (Mc

3.21). Ainda hoje a experiência do batismo com o Espírito Santo é descrita


em termos pejorativos, por alguns. Nesse caso, podemos calmamente

dizer como Pedro: “não estão embriagados, como vós pensais […]”.

2. “São homens sem letras[…]” (At 4.13). Era uma forma de

menosprezar o movimento pentecostal que se seguiu ao derramamento

do Espírito Santo.

Dizendo que os discípulos eram homens sem letras, era como se

dissessem que se tivessem estudado não fariam parte daquele

movimento. Interessante é que disseram o mesmo de Jesus (Jo 7.15).

Entre os crentes da igreja primitiva havia pessoas de todas as camadas

sociais, exercendo as mais diferentes profissões. Havia pescadores,

funcionários públicos (Mt 9.9,10), membro do Sinédrio (a corte de justiça

de Israel, Lc 23.50), médico (Cl 4.14), etc. O dom de Deus independe de

grau social ou cultural. Depende apenas de um coração puro e de fé em

Deus. Quando hoje alguns dizem que o Pentecostes só acontece no meio

de gente pobre e analfabeta, isso é tão somente uma repetição dos

tempos antigos. Por outro lado, louvamos a Deus porque Ele não faz

acepção de pessoas (Rm 2.11; 3.22; Ef 6.9; Cl 3.25).

3. “O batismo com o Espírito Santo vem de fonte impura”. Não

convém dar exemplos das muitas expressões negativas usadas para

depreciar a obra do Espírito Santo como é ensinada e experimentada

entre os crentes pentecostais. Algumas destas expressões são

verdadeiras blasfêmias, expressando de várias formas que o batismo que

os crentes pentecostais experimentam vem de fonte impura. Queremos

somente dizer que nós estamos em boa companhia, porque também Jesus

foi considerado pelos religiosos de seu tempo como tendo demônio (Jo

10.21; Mc 3.22, Mt 9.34). Paulo foi considerado louco (At 26.24) e

blasfemaram contra ele (At 13.45). Sem intenção de acusar quem quer

que seja, queremos somente dizer que é melhor calar do que expressar-se
precipitadamente contra a obra do Espírito Santo usando palavras muitas

vezes muito pesadas, para que não aconteça que alguém venha a

blasfemar contra o Espírito Santo (Mt 12.31,32). Mas graças a Deus, do

alto descem dons perfeitos (Tg 1.17), e do alto recebemos o glorioso

batismo com o Espírito Santo. Os oponentes de hoje deviam tomar o

conselho de Gamaliel, em At 5.34,35,38,39.

4. Ficamos ao lado de Pedro na defesa desta grande bênção

(At 2.14-36; 3.12-26). Em lugar de duvidar do batismo com o Espírito

Santo ou ficar em estéreis discussões acerca dele, melhor é dar crédito à

Palavra de Deus e começar a buscar esta bênção. Quem busca acha (Mt

7.7,8). Ore com fé e você receberá (Lc 11.13). Você será batizado com o

Espírito Santo.

CONCLUSÃO

Tendo a sua própria experiência você dará o seu testemunho de que

Jesus verdadeiramente batiza com o Espírito Santo. Saberá então que os

argumentos errôneos acerca do batismo com o Espírito Santo vêm dos

que não tiveram esta experiência. Seu testemunho poderá servir de

incentivo a outros, que assim começarão a buscar, recebendo eles

mesmos também esta gloriosa bênção, a qual é a grande necessidade de

todos os que creem em Jesus.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Doutrinário
“A era do Espírito Santo foi predita há muito tempo pelos profetas: Isto

é o que foi dito pelo profeta Joel (v.16). No Antigo Testamento, só algumas

pessoas experimentaram o Espírito. Do dia de Pentecostes em diante,

Deus torna disponível a todos os seus filhos a plenitude do Espírito. O

poder carismático do Espírito já não está limitado aos líderes do povo de

Deus. Fundamentando sua mensagem na profecia de Joel, Pedro promete

que o derramamento do Espírito é para ‘toda a carne’. É de escopo

universal — sobre jovens e velhos, sobre filhas e filhos, até sobre os de

posição social menos favorecida, tanto homens quanto mulheres.

Ao receber o batismo no Espírito Santo, as pessoas devem profetizar.

Línguas que acompanham a experiência de imersão no Espírito têm o

caráter de fala profética, e Pedro liga o poder do Espírito à explosão

universal de profecia […].

O cumprimento inicial da promessa de Joel no dia de Pentecostes

batiza os discípulos para um ministério profético de dar testemunho da

obra salvadora de Cristo. O propósito deste derramamento do Espírito é

preparar o povo de Deus para a chegada do ‘grande e glorioso Dia do

Senhor’. ‘A era vindoura tornou-se realidade na vida do povo de Deus’”

(Comentário Bíblico Pentecostal. French L. Arrington e Roger

Stronstad, CPAD).

GLOSSÁRIO

Doutrina: Conjunto de princípios que servem de base a um sistema

religioso; credo, declaração de fé, dogma; exposição sistemática e lógica

das verdades extraídas da Bíblia.

Monopólio: Exploração, posse, direito de privilégio exclusivos.

Mosto: Sumo de uvas antes de terminada a fermentação.


Pejorativo: De sentido torpe, obsceno, ou desagradável.

Revestimento: Tornar a vestir, por uma cobertura; munir-se, encher-se.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Comentário Bíblico — Efésios. Elienai Cabral. CPAD.

Atos — E a Igreja se fez missões. Myer Pearlman, CPAD.

QUESTIONÁRIO

1. Qual a extensão da expressão “últimos dias”?

R. Abrange o tempo desde a vinda de Cristo até o fim dos tempos.

2. Quais são os inimigos do crente?

R. A carne, o mundo e o pecado.

3. O que é necessário para experimentar o poder de Deus?

R. Obediência absoluta à direção do Espírito Santo.

4. Quem falou sobre o derramamento do Espírito em profusão.

R. Joel, Isaías e Jesus.

5. Qual era a forma de menosprezar o movimento pentecostal?

R. Considerando seus seguidores analfabetos.

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


JOVENS E ADULTOS
1º Trimestre de 2004

Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo


Comentarista: Eurico Bergstén

Lição 6: Línguas estranhas como evidência inicial do batismo com o Espírito Santo
Data: 08 de Fevereiro de 2004

TEXTO ÁUREO

“E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras

línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4).

VERDADE PRÁTICA

O falar em outras línguas é um sinal da parte de Deus aos homens para

evidenciar o batismo com o Espírito Santo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — At 2.4

As línguas estranhas são concedidas pelo Espírito Santo


Terça — At 2.6,11

As línguas estranhas são uma manifestação sobrenatural

Quarta — At 2.7-13

O falar em línguas estranhas causou admiração e zombaria

Quinta — 1Co 14.22

Um sinal para os infiéis

Sexta — At 10.45,46; 19.6

A evidência do batismo com o Espírito Santo

Sábado — 1Co 14.5

Paulo almejava que os irmãos de Corinto falassem em línguas estranhas

HINOS SUGERIDOS

100, 101 e 122 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Atos 10.38-48; 11.15.

Atos 10

38 — Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com Espírito Santo e com

virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do

diabo, porque Deus era com ele.

39 — E nós somos testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra

da Judeia como em Jerusalém; ao qual mataram, pendurando-o no

madeiro.

40 — A este ressuscitou Deus ao terceiro dia, e fez que se manifestasse,

41 — Não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus antes ordenara;

a nós, que comemos e bebemos juntamente com ele, depois que

ressuscitou dos mortos.

42 — E nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus

foi constituído juiz dos vivos e dos mortos.

43 — A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele

creem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.

44 — E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre

todos os que ouviam a palavra.

45 — E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com

Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse

também sobre os gentios.

46 — Porque os ouviam falar em línguas, e magnificar a Deus.


47 — Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água,

para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o

Espírito Santo?

48 — E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então

rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.

Atos 11

15 — E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como

também sobre nós ao princípio.

PONTO DE CONTATO

Converse com seus alunos sobre Efésios 5.18. Quais as razões por que

devemos estar cheios do Espírito?

Por que é uma ordem? Ela aplica-se a quem? Ao corpo de Cristo como

um todo? Como esta ordem é executada? Através de uma obediência tal

que nada possa impedir que o Espírito nos encha? Quando isto deve

acontecer? Continuamente?

O corpo de Cristo precisa de uma constante renovação que se torna

possível somente pela atuação diária do Espírito Santo. Ser cheio do

Espírito é mais do que um privilégio; é um dever. “Enchei-vos do Espírito”.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Descrever a evidência do batismo.
 Indicar os lugares onde os crentes receberam o Espírito Santo
no começo.
 Descrever as funções do falar em outras línguas.

SÍNTESE TEXTUAL

Falar em outras línguas não foi um fato isolado no histórico dia de

Pentecostes. Continua sendo evidência do poder de Deus, ainda hoje,

como diz Sua Palavra.

Pessoas, de vários lugares do mundo de então, testemunharam os

discípulos falando no idioma de cada uma delas, comprovando o resultado

da operação do Espírito Santo em suas vidas. Estas línguas não eram

resultado de esforço intelectual. Eram o milagre que lhes serviu de sinal

de que haviam recebido a promessa. A evidente comprovação de

recebimento do batismo no Espírito Santo é, sem dúvida, falar em outras

línguas. Nada, nem mesmo o zelo, a alegria e a dedicação com que

servimos ao Senhor, pode comprovar este milagre. Todos os casos

registrados na Bíblia falam de pessoas salvas, convictas e cheias de

alegria, mas que não haviam experimentado, ainda, a plenitude do

Espírito Santo. Foi assim em Samaria, em Éfeso, na casa de Cornélio e

com Saulo logo após seu encontro com Cristo. Orar em outras línguas é

expressar-se com palavras que o Espírito concede que sejam faladas. É

ele quem nos ajuda a orar como convém.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Divida a turma em pequenos grupos. Escreva em tiras de papel frases

em diferentes idiomas (inglês, francês, italiano, espanhol, alemão,

japonês, dialetos tribais, grego, hebraico) e entregue a cada grupo.

Consiga o maior número de frases possíveis. Cada grupo deve pronunciar

uma frase em um idioma distinto. Dê dois minutos para os alunos


ensaiarem. Ao seu sinal todos deverão falar simultaneamente suas frases.

Não se preocupe com a pronúncia correta. O objetivo é que seus alunos

tenham uma sensação semelhante a da multidão que estava em

Jerusalém no dia de Pentecostes.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos que o falar em línguas estranhas não foi somente

um milagre isolado que aconteceu naquele dia histórico, mas que

continua sendo a evidência do recebimento desta dádiva de Deus,

conforme mostra a sua Palavra.

I. FALAR EM OUTRAS LÍNGUAS É SEMPRE A EVIDÊNCIA INICIAL DO

BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

Há quem afirme que a evidência do batismo com o Espírito Santo não

precisa ser as línguas estranhas, mas pode ser alegria, amor, maior

compreensão da Palavra de Deus, maior zelo para ganhar almas para

Jesus, etc. É evidente que nenhuma das outras “evidências” acima

mencionadas teria dado aos discípulos plena certeza de que haviam

recebido o batismo com o Espírito Santo. Vejamos:

1. Alegria. Não teria sido uma evidência convincente, pois muitas

vezes antes já haviam sentido grande alegria (Lc 10.17). Certa ocasião a

alegria que sentiam fê-los louvar a Deus em alta voz (Lc 19.37). Depois

que Jesus retornou ao céu, os discípulos retornaram com grande júbilo

para Jerusalém (Lc 24.52). Alegria não teria sido, portanto, uma evidência
especial do batismo com o Espírito Santo, embora depois do Pentecostes

a alegria tivesse redobrado.

2. Amor. Também não teria sido uma evidência muito convincente,

pois antes do Pentecostes haviam experimentado e demonstrado amor.

Jesus sempre lhes havia mostrado o seu grande amor, e todos os

discípulos amavam a Jesus a ponto de dizerem que queriam dar a sua vida

por Ele (Mt 26.35). Precisavam de uma outra evidência, embora o Espírito

Santo opere amor no coração dos salvos (Rm 5.5).

3. Maior compreensão da Palavra de Deus. Haviam por três anos

recebido o ensinamento de Jesus, e em uma das últimas vezes que Jesus

esteve com eles, “abriu-lhes o entendimento para compreenderem as

Escrituras” (Lc 24.45).

4. Zelo para ganhar almas para Jesus. Não teria sido uma

novidade, porque eles vinham se dedicando a ganhar almas, pregando e

batizando (Jo 4.2). Com o batismo com o Espírito Santo passaram a

trabalhar com maior inspiração e capacidade renovadas (At 4.33), mas

zelo não poderia ter sido a evidência.

II. REGISTROS NO LIVRO DE ATOS

1. Em Samaria. Quando os crentes receberam o batismo com o

Espírito Santo, (At 8.17), aconteceu algo concreto que fez com que Simão

visse que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito

Santo (At 8.18). O que ele viu? Alegria? Não, porque já antes “havia

grande alegria naquela cidade” (At 8.8). Certamente observou que

começaram a falar noutras línguas.

2. Saulo. Logo após a sua conversão na estrada de Damasco, Saulo

recebeu a visita de Ananias, que orou por ele para que ele recebesse o
Espírito Santo (At 9.17). Paulo afirmou mais tarde que falava mais línguas

que os demais (1Co 14.18). Quando falou línguas estranhas pela primeira

vez? Certamente quando foi batizado com o Espírito Santo naquela

ocasião.

3. Na casa de Cornélio. Depois que Deus purificou os corações

daqueles que haviam se reunido na casa de Cornélio, caiu sobre todos o

Espírito Santo, e começaram a falar em línguas estranhas (At 10.44-46).

Pedro disse mais tarde que “caiu sobre eles o Espírito Santo como

também sobre nós ao princípio” (At 11.15). Como foi isso? Ver o modelo

em At 2.4. “E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham

vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se

derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar em línguas,

e magnificar a Deus” (At 10.45).

4. Em Éfeso. Os crentes foram cheios do Espírito Santo e começaram

a falar em línguas e a profetizar (At 19.6).

Esse padrão bíblico continua sendo o mesmo em nossos dias.

III. QUAL A FINALIDADE DAS LÍNGUAS ESTRANHAS?

1. A língua estranha é uma fala dirigida a Deus. A língua

estranha tem uma finalidade muito além daquela que é ser um sinal do

recebimento do batismo com o Espírito Santo. Conforme 1 Coríntios 14.2 o

que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus, e em espírito

fala de mistérios. Assim, embora aquele que fala não entenda o que está

falando, o seu espírito está falando de mistérios com Deus, isto é, a língua

estranha torna-se um modo de comunicação com Deus.


Orando em línguas, o crente expressa a Deus palavras que o Espírito

concede que ele fale. O Espírito ajuda nas nossas fraquezas porque não

sabemos o que havemos de pedir como convém (Rm 8.26)

2. O que fala em língua estranha edifica-se a si mesmo (1Co

14.4). Em línguas, o crente batizado com o Espírito Santo adora a Deus

em mistérios e é edificado. Que riqueza gloriosa Deus coloca à disposição

de seus filhos!

O Espírito Santo é derramado sobre vidas verdadeiramente

regeneradas, purificadas pelo sangue de Jesus, e é unicamente Jesus

quem concede o batismo com o Espírito Santo, acompanhado de línguas

estranhas, àqueles que com coração sincero e quebrantado (Sl 51.17)

buscam a promessa com fé e paciência (Hb 6.12).

CONCLUSÃO

O grande objetivo do batismo com o Espírito Santo é suprir os crentes

de poder do alto para serem testemunhas do Senhor. O objetivo do

batismo não é em primeiro lugar o falar em línguas. As línguas são um

sinal, mas um sinal cheio de bênção.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico

“Pode-se indagar se o falar em línguas serve apenas como evidência

do batismo no Espírito Santo. A resposta é não, pois o fenômeno das

línguas tem pelo menos duas outras importantes funções.


As línguas pessoais, ou seja, o dom de falar em línguas desconhecidas,

têm, nas devoções particulares, o valor de edificar quem estiver ocupado

na oração. Orar em uma língua desconhecida é forma exaltada de

adoração (1Co 14.4). Orar em línguas é uma prática útil, e deveria ser

cultivada na vida diária do crente, pois assim a pessoa é edificada em sua

fé e na vida espiritual. Paulo parece tomar como automático em suas

epístolas o fato de que os crentes eram normalmente batizados no

Espírito e que as línguas eram parte comum de sua experiência diária. Ele

mesmo falava em línguas mais do que os crentes coríntios, embora o

fizesse em particular (1Co 14.18,19).

Há também outro uso para as línguas. Embora seja o mesmo em

essência, o dom de línguas empregado nos cultos públicos visa um

propósito distinto. As línguas mencionadas no livro de Atos são evidenciais

e privadas; as mencionadas nas epístolas são públicas e visam a

edificação geral. As línguas particulares não precisam ser interpretadas,

visto que o indivíduo é edificado mesmo à parte de seu entendimento.

Não obstante, as disciplinas acerca do emprego das línguas em reuniões

públicas enfatizam a necessidade de interpretação, para que o culto seja

abençoado (1Co 14.2-20)” (Doutrinas Bíblicas — Uma perspectiva

Pentecostal. CPAD, pp.145,146).

GLOSSÁRIO

Apostatar: Abandonar de forma premeditada e consciente a fé cristã.

Circuncisão: Remoção da pele que cobre a glande peniana. Através da

circuncisão o indivíduo habilitava-se a fazer parte do povo eleito.

Contradizer: Contrariar, desmentir.


Gentio: Todo aquele nascido fora da comunidade de Israel, e estranho às

alianças que o Senhor Deus estabeleceu a com o seu povo.

Ungir: Dar posse a, investir de autoridade por meio de unção ou

consagração.

QUESTIONÁRIO

1. Qual o padrão bíblico para a evidência do batismo no Espírito Santo?

R. Falar em outras línguas.

2. O que representaram as línguas estranhas para os discípulos?

R. Foi um milagre que serviu de sinal de que haviam recebido a

promessa.

3. Cite as outras ocorrências do batismo com a evidência do falar em

outras línguas?

R. Em Samaria, Saulo logo após sua conversão. Na casa de Cornélio, em

Éfeso.

4. Como deve ser visto o batismo com o Espírito santo em nossos dias?

R. O padrão continua sendo o mesmo: falar em outras línguas.

5. Quais as finalidades da língua estranha?

R. Glorificar a Deus e edificar-se a si mesmo.

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


JOVENS E ADULTOS
1º Trimestre de 2004

Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo


Comentarista: Eurico Bergstén

Lição 7: Línguas estranhas — Diferença entre o sinal e o dom


Data: 15 de Fevereiro de 2004

TEXTO ÁUREO

“Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo

particularmente a cada um como quer” (1Co 12.11).

VERDADE PRÁTICA

O dom de línguas é concedido pelo Espírito Santo conforme sua vontade,

soberania e propósito, já o sinal, é dado a todos os que receberem o

revestimento do seu poder.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — 1Co 14.12-17

A importância de buscar o dom de interpretação de línguas


Terça — 1Co 14.26

O propósito principal dos dons espirituais

Quarta — 1Co 14.4

A diferença entre a finalidade das línguas estranhas e da profecia

Quinta — 1Co 12.11,30

O Espírito Santo concede os dons conforme sua soberana vontade

Sexta — 1Co 14.1; 12.31

Buscando os dons com zelo

Sábado — At 20.28

O Espírito Santo é quem constitui o dirigente de igreja

HINOS SUGERIDOS

177, 232 e 437 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


1 Coríntios 12.7-11,28-31; 14.26,27.

1 Coríntios 12

7 — Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.

8 — Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro,

pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;

9 — E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito,

os dons de curar;

10 — E a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro,

o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a

outro, a interpretação das línguas.

11 — Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo

particularmente a cada um como quer.

28 — E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo

lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de

curar, socorros, governos, variedades de línguas.

29 — Porventura, são todos apóstolos? São todos profetas? São todos

doutores? São todos operadores de milagres?

30 — Têm todos o dom de curar? Falam todos diversas línguas?

Interpretam todos?

31 — Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei

um caminho ainda mais excelente.

1 Coríntios 14
26 — Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem

salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-

se tudo para edificação.

27 — E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando

muito, três, e por sua vez, e haja intérprete.

PONTO DE CONTATO

Reflita com sua turma sobre a diferença entre sinal e dom. Leia 1Co

12.8-10. Analise os dons ali enumerados e sua aplicação na Igreja.

Considere que é improcedente procurar as línguas por si só. O objetivo do

crente deve ser buscar a pessoa do Espírito Santo, e o sinal será

acrescentado.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Definir a palavra dons.
 Estabelecer a diferença entre dons espirituais e dons
ministeriais.
 Relacionar os dons expostos em 1 Coríntios 12.8-10.

SÍNTESE TEXTUAL

Dom corresponde em grego à palavra charis que quer dizer graça. O

que recebemos de Deus não provém de mérito ou capacidade humana. É

concedido para edificação do Corpo de Cristo e deve ser utilizado segundo

a orientação e direção dadas por Ele.


As línguas, para aquele que fala é um sinal da presença de Deus nele.

Para o incrédulo, um sinal do poder sobrenatural, mesmo que não seja

compreendido. E, quando compreendido, uma confirmação da Palavra

para crentes e incrédulos.

“É errôneo pensar que o Espírito Santo torna o crente sem pecado,

perfeito ou algo parecido. A verdade bíblica é a de que, em seguida ao

batismo com o Espírito, haja uma grande porcentagem de santificação

pessoal ainda necessária no crente, e isso se processa à medida que os

filhos de Deus agora continuem a andar em Espírito. O batismo com o

Espírito Santo é concedido sob o arrependimento e a remissão dos

pecados. O propósito do batismo é o poder para testemunhar (At 1.8),

concedido de várias formas pelo Espírito”.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Leve para a sala de aula lápis e folhas de papel. Distribua estes

materiais entre seus alunos. Relacione todos os dons espirituais no

quadro-de-giz e faça as seguintes perguntas: Você possui algum dom?

Qual? Qual você gostaria de ter? Por quê? Em que esse dom poderia ser

útil à igreja? Dê aos alunos alguns minutos para responderem. Eles

deverão formar duplas e trocar suas folhas. Solicite alguns voluntários,

para lerem a resposta de seu companheiro, se este não se importar, é

claro. Conclua com uma oração, cada irmão orará pelo seu par. Oriente a

turma de forma que ninguém fique sem companheiro. Atente para os

mais tímidos e forme uma dupla com alguém, caso necessário.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO

Na lição anterior, vimos que o falar em línguas estranhas é um sinal

dado por Deus a todos os que recebem o batismo com o Espírito Santo,

como uma evidência inicial e objetiva do recebimento desta bênção. Mas

a Bíblia também fala de línguas estranhas como um dom do Espírito.

Veremos nesta lição a diferença entre estas duas modalidades de língua

estranha, isto é, a língua estranha como evidência do recebimento do

batismo com o Espírito Santo, e o dom espiritual de línguas.

I. DEUS CONCEDEU À SUA IGREJA DONS DO ESPÍRITO

Os dons espirituais são meios pelos quais o Espírito Santo revela o

poder e a sabedoria de Deus, através de instrumentos humanos que os

recebem e que os usam para o que for útil (1Co 12.7,11). A palavra dons

corresponde à palavra grega charismata (plural), derivada da

palavra charis que quer dizer graça. São, portanto, dons pela graça de

Deus.

Assim como o batismo com o Espírito Santo, os dons espirituais são

dádivas da graça de Deus, distribuídas conforme a vontade do Espírito

(1Co 12.11) aos que já receberam o batismo com o Espírito Santo. Não se

trata de uma manifestação de capacidade humana natural, de dotes ou

talentos naturais aperfeiçoados pela operação do Espírito Santo, ou do

resultado de um esforço pessoal. Não envolve qualquer merecimento

humano. Mas os dons são dados como uma manifestação da graça de

Deus. Os dons manifestam a presença de Deus na Igreja (1Co 14.25). Eles

são dados para edificação, exortação e consolação da Igreja (1Co 14.3-

5,12,26) visando ao aperfeiçoamento dos crentes. Os dons não são dados


para serem usados quando e como o portador do dom achar necessário,

oportuno e conveniente, mas para serem usados conforme a vontade e a

direção de Jesus, a cabeça da Igreja (Ef 1.22).

Os dons relacionados em 1 Coríntios 12.8-10 são os seguintes: dom da

palavra da sabedoria, dom da palavra da ciência ou do conhecimento,

dom da fé, dons de curar, dom de operação de maravilhas, dom de

profecia, dom de discernir os espíritos, dom de variedade de línguas, e

dom de interpretação de línguas. Todos os dons são de grande valor, e

merecem um cuidadoso estudo. Todavia, nesta lição, estudaremos apenas

o dom de variedade de línguas, comparando-o com o falar em línguas

estranhas como sinal do recebimento do batismo como Espírito Santo.

II. SEMELHANÇA ENTRE LÍNGUAS COMO SINAL E COMO DOM

Tanto as línguas estranhas como sinal do batismo com o Espírito

Santo, como o dom de variedades de línguas, são operações miraculosas

da graça de Deus. Em ambos os casos a pessoa fala uma língua que

nunca aprendeu, nunca estudou, não conhece e que geralmente não é

compreendida por quem fala nem por quem ouve. Pode ser uma língua

dos homens (isto é, uma língua falada por algum grupamento humano),

ou dos anjos (1Co 13.1).

III. DIFERENÇAS ENTRE LÍNGUAS COMO SINAL E COMO DOM

ESPIRITUAL

1. Diferença no recebimento. Enquanto as línguas como sinal são

concedidas a todos os que são batizados com o Espírito Santo (At 2.4;
10.46; 19.6), o dom de variedade de línguas não é dado a todos os que

são batizados; tudo depende da soberania, do propósito e da vontade do

Espírito Santo (1Co 12.11) e em resposta à busca zelosa do crente (1Co

12.31; 14.1). A Bíblia pergunta: “falam todos diversas línguas?” (1Co

12.30). Ora, sabendo nós que a vontade de Deus é que todos os crentes

sejam batizados com o Espírito Santo, esta pergunta só pode referir-se ao

dom de variedade de línguas.

2. Diferença na finalidade. As línguas estranhas como sinal não são

dirigidas aos homens, isto é, não são dirigidas à Igreja, mas tão somente a

Deus (1Co 14.2). A manifestação do dom de variedades de línguas é

direcionada à Igreja. Por este motivo deve este dom sempre ser

acompanhado de interpretação, quer seja esta dada pela própria pessoa

que entregou a mensagem em línguas estranhas, quer seja dada por uma

outra pessoa, para que a igreja receba edificação. “Mas, se não houver

intérprete, esteja calado na Igreja e fale consigo mesmo e com Deus”

(1Co 14.28).

As línguas estranhas como sinal podem ser usadas de modo ilimitado

quando o crente estiver dirigindo-se a Deus, seja em seus momentos a

sós com Deus, seja quando estiver com outros crentes para culto e

adoração. Já o uso do dom de variedade de línguas deve ser disciplinado.

A Bíblia diz: “E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou,

quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete” (1Co 14.27). Aqui se

trata do dom de variedade de línguas. Há crentes que não se submetem a

esta ordem da Palavra, pois dizem que o poder de Deus opera neles tão

poderosamente que não têm condições de se conter, de modo que muitos

deles falam línguas ao mesmo tempo e sem que haja intérprete. Mas não

é isto o que a Bíblia ensina. “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos

profetas” (1Co 14.32). É portanto um sinal de meninice, de falta de


maturidade espiritual quando durante o culto ouvem-se línguas estranhas

em alta voz, sem que haja interpretação, seja a partir do púlpito, seja

entre a congregação. Esses que ignoram o ensino da Bíblia, inclusive

obreiros, logo colherão os resultados negativos disso. Geralmente os

crentes que assim fazem têm também desgoverno noutras áreas da vida.

Também não é sinal de grande espiritualidade gritar em línguas

estranhas durante um culto. A Bíblia diz: “fale consigo mesmo e com

Deus” (1Co 14.28). Como foi dito acima, a Palavra de Deus não endossa o

argumento de alguns, de que o poder é tão grande que não é possível

controlar-se. As línguas estranhas não são resultado de um êxtase, mas

da operação do Espírito de Deus em conjunto com o espírito do homem. E,

acima de tudo, deve-se obedecer a Palavra de Deus. Portanto, se não

houver intérprete, deve o crente estar calado na igreja, falando apenas

consigo e com Deus (1Co 14.28). “Doutra maneira, se tu bendisseres com

o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto o Amém sobre a tua

ação de graças, visto que não sabe o que dizes?” (1Co 14.16). A única

exceção dá-se quando Deus quer usar um crente para entregar uma

mensagem em língua estranha para alguém que esteja presente no culto

e que entenda aquela língua sem necessidade de intérprete, como

aconteceu no dia de Pentecostes; neste caso, Deus orientará o crente

para que o seu propósito se cumpra.

3. Diferença das línguas estranhas na sua finalidade. Vimos na

lição anterior as bênçãos de falar em línguas estranhas no batismo com o

Espírito Santo. Essas línguas estranhas como sinal são para a edificação

do crente o qual se dirige a Deus em mistérios (1Co 14.2). O dom de

variedade de línguas é sempre para proveito da congregação e para a

edificação da igreja. Por isso, Paulo dizia que falava mais línguas que

todos os demais (1Co 14.18), mas preferia falar na igreja cinco palavras
em sua própria inteligência e assim poder instruir os outros, do que dez

mil palavras em língua desconhecida (1Co 14.19). Paulo queria sempre a

edificação da igreja e sabia que ela não seria edificada se não houvesse

interpretação.

O dom de variedade de línguas acompanhado do dom de interpretação

de línguas é equivalente a uma profecia (1Co 14.5), transmitindo para a

igreja edificação, exortação e consolação. O que fala em línguas estranhas

deve orar para que possa interpretá-la (1Co 14.13). O dom de variedade

de línguas é um sinal para os infiéis (1Co 14.22). Quando um descrente

ouve uma mensagem em uma língua que é estranha para quem está

entregando a mensagem, mas conhecida para aquela pessoa, e a seguir

ouve a correta interpretação dada por uma pessoa que não conhece a

língua que está interpretando, glorifica a Deus reconhecendo tratar-se de

um grande milagre. Numerosos fatos ocorridos nesse particular poderiam

ser relatados ilustrando o que acaba de ser dito.

IV. O DOM DE VARIEDADE DE LÍNGUAS DEVE SER JULGADO

“E falem dois ou três profetas e os outros julguem” (1Co 14.29). Deus

ordena que as mensagens entregues à igreja sejam provadas à luz da

Palavra de Deus a fim de evitar que pessoas carnais venham a imitar os

dons e trazer mensagens falsas, causando transtorno no meio da igreja. A

igreja deve provar “se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos

profetas se têm levantado no mundo” (1Jo 4.1).

CONCLUSÃO
Devemos ser zelosos na busca tanto do batismo com o Espírito Santo

(Ef 5.18), como na busca dos dons espirituais (1Co 12.31; 14.1,39) para o

fortalecimento de nossas vidas individualmente e para o fortalecimento

da igreja.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico

“No dia de Pentecostes, os discípulos estão orando e esperando,

prontos para serem batizados com o Espírito. Uma de suas caraterísticas

surpreendentes é a unidade. Lucas já descreveu que eles estão unidos em

oração, sugerindo que eles têm uma mente e propósito (At 1.14). O dia de

Pentecostes começa com eles todos reunidos no mesmo lugar (At 2.1) —

muito provavelmente no templo onde se reuniam diariamente (Lc 24.53;

At 2.46; 5.42). Devido ao contexto, eles não estão meramente no mesmo

lugar, mas estão em comunhão uns com os outros. Seu verdadeiro senso

de comunidade centraliza-se no conhecimento pessoal que têm do Cristo

ressurreto e da devoção para com Ele.

Quando o dia de Pentecostes desponta, o tempo de orar e esperar

terminou para estes cento e vinte discípulos. A princípio, há um som

sobrenatural vindo do céu, como um vento violento. À medida que o som

enche a casa (o templo) onde eles estão sentados, línguas como fogo

pousam sobre os presentes. Sinais milagrosos introduzem o dia de

Pentecostes como no monte Sinai (Êx 19.18,19), em Belém (Mt 27.51-53;

Lc 23.44). O vento e o fogo enfatizam a grandeza da ocasião e são

evidências audíveis e visíveis da presença do Espírito — o som do vento

poderoso significa que o Espírito Santo está com os discípulos, e as


chamas de fogo em forma de línguas que pousam em cada um deles são

a manifestação da glória de Deus, acrescentando esplendor à ocasião.

Os relatos posteriores de enchimento com o Espírito em Atos não

sugerem que o som do vento e as línguas de fogo ocorrem de novo. Estes

sinais são introdutórios, somente para aquela ocasião. O sinal constante e

recorrente da plenitude do Espírito em Atos é falar em outras línguas (At

10.46; 19.6). Pedro declara que Cristo derramou o que as pessoas vêm e

ouvem (At 2.33). Falar em outras línguas — um sinal externo, visível e

audível — marca a dotação dos discípulos com poder sobrenatural”

(Comentário Bíblico Pentecostal — French L. Arrington e Roger

Stronstad).

GLOSSÁRIO

Endossar: Passar para a responsabilidade de outrem; defender; apoiar.

Exceção: Desvio da regra geral.

Exortação: Ministração de palavras de ânimo e encorajamento;

aconselhamento, persuasão.

Êxtase: Admiração de coisas sobrenaturais; pasmo, assombro;

arrebatamento íntimo, enlevo, encanto.

Indouto: Não instruído, iletrado, inculto.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Comentário Bíblico — Efésios. Elienai Cabral, CPAD.

Nos Domínios do Espírito. Estevam Ângelo de Souza, CPAD.

Títulos e Dons do Ministério. Estevam Ângelo de Souza, CPAD.


1 e 2 Coríntios. Stanley M. Horton, CPAD.

QUESTIONÁRIO

1. O que significa a palavra charismata?

R. Dons concedidos pela graça.

2. Qual a finalidade dos dons espirituais?

R. São meios pelos quais o Espírito Santo revela o poder e a sabedoria de

Deus.

3. Relacione os dons espirituais de acordo com 1 Coríntios 12.

R. Dom da palavra da sabedoria; dom da palavra da ciência ou do

conhecimento; dom da fé; dons de curar; dom de operação de

maravilhas; dom de profecia; dom de discernir os espíritos; dom de

variedade de línguas e dom de interpretação de línguas.

4. Qual a semelhança entre línguas como sinal e línguas como dom?

R. Em ambos os casos, a pessoa que fala nunca aprendeu e, quem ouve,

geralmente, não compreende.

5. Como deve ser exercido o dom de variedade de línguas?

R. Quando houver interpretação.

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


JOVENS E ADULTOS
1º Trimestre de 2004

Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo


Comentarista: Eurico Bergstén

Lição 8: Como receber o batismo com o Espírito Santo


Data: 22 de Fevereiro de 2004

TEXTO ÁUREO

“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo

para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At

2.38).

VERDADE PRÁTICA

O arrependimento dos pecados é condição prévia para receber o batismo

com o Espírito Santo, que deve ser buscado com perseverança em oração

por todos os salvos.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — At 3.19; 2.38

Arrependendo-se dos pecados


Terça — At 5.32

Obedecendo a Deus

Quarta — At 2.39

A promessa é para todos

Quinta — At 4.31; 8.14-17

Buscando em oração

Sexta — At 1.4,5

Esperando a promessa

Sábado — 1Jo 5.14,15

Deus ouve a nossa oração

HINOS SUGERIDOS

440, 450 e 470 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Gálatas 3.1-5,13,14.

1 — Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à

verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado

como crucificado?

2 — Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei

ou pela pregação da fé?

3 — Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis

agora pela carne?

4 — Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi

em vão.

5 — Aquele, pois, que vos dá o Espírito e que opera maravilhas entre vós

o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?

13 — Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por

nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no

madeiro;

14 — para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo

e para que, pela fé, nós recebamos a promessa do Espírito.

PONTO DE CONTATO

O batismo com o Espírito Santo está à disposição de todos os que

perseverarem em buscá-lo. Entretanto para o recebermos, alguns

aspectos devem ser levados em consideração. Entre eles está a oração e

a fé. Faça uma reflexão com seus alunos sobre as seguintes perguntas:
Como está sua vida de oração? O batismo com o Espírito Santo está

incluído em seus pedidos diários? Você realmente almeja receber esse

presente de Deus? É uma prioridade em sua vida espiritual? Tem

perseverado em buscá-lo? Está confiante que vai recebê-lo?

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Mostrar a razão porque devemos pedir o batismo no Espírito
Santo.
 Indicar as condições do crente para receber o batismo.

SÍNTESE TEXTUAL

O batismo com o Espírito Santo não é concedido por merecimento, por

isso nenhum crente deve procurar justificativas em si mesmo para recebê-

lo ou sentir-se indigno de aceitá-lo. Esse revestimento de poder é uma das

maravilhosas dádivas divinas que estão à nossa disposição. O

arrependimento é condição prévia para recebê-lo, ou seja, qualquer

pessoa que não tenha reconhecido seu estado de pecador e sua

necessidade de salvação, e confessado Jesus como seu único e suficiente

salvador, não pode ser batizada com o Espírito Santo. Também é

necessário buscá-lo com fervor, esperar e crer que sua oração será

atendida. É imprescindível manter uma vida de santidade para que esta

graça seja conservada em sua vida.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Escreva em uma tira de papel a seguinte pergunta: Por que algumas

pessoas não são batizadas com o Espírito Santo? e em outra tira, esta

questão: Como devemos buscar o batismo com o Espírito Santo? Dobre-

as. Divida a turma em grupos 1 e 2. Cada um deve ter o seu

representante, o qual irá escolher uma tira de papel. Um componente do

grupo 1 abrirá o papel e lerá a pergunta em voz audível para o grupo 2,

que debaterá entre si e escreverá no quadro-de-giz sua resposta. Feito

isso, um integrante deste mesmo grupo lerá a outra pergunta para o

grupo 1 responder. Conclua fazendo um resumo das respostas

apresentadas.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Se a promessa do batismo com o Espírito Santo é para todos, por que

tantos não são batizados? O que se deve fazer para receber o batismo

com o Espírito Santo? Qual a nossa parte, e qual a de Deus? Estaremos

respondendo estas perguntas nesta lição.

I. POR QUE TANTOS NÃO SÃO BATIZADOS?

1. Muitos não ouviram falar desta bênção. Foi o caso dos crentes

em Éfeso (At 19.1-6). Isso ainda acontece hoje. Pode haver falha no

ensino ministrado na igreja e este tão importante tema não ser assunto de

pregação. A fé vem pelo ouvir. Mas pode ser que a falha esteja no crente

que não vai ao culto de doutrina. Domingo à noite, geralmente, as

mensagens são evangelísticas. Mas a falha pode ser também da própria


igreja que não enfatiza o culto de doutrina. Meu irmão, assista aos cultos

de doutrina, conheça qual é a sua herança (Ef 1.17,18). Não seja como o

irmão mais velho do filho pródigo que, embora estivesse na casa do pai,

não sabia o que lhe pertencia (Lc 15.31). O batismo com o Espírito Santo

lhe pertence. É seu! Glória a Deus!

2. Muitos não recebem o batismo por negligência. Alguns se

acomodaram com a sua situação, alegram-se na salvação, mas não

sentem necessidade de buscar o batismo com o Espírito Santo. Mas a

Bíblia adverte: “[…] não vos façais negligentes […]” (Hb 6.12). Cuidado

com a preguiça espiritual! Muitas vezes o crente está tão ocupado com as

coisas da vida material, que não tem tempo para buscar a Deus. A vida

espiritual merece melhor atenção! Tenha prazer na lei do Senhor! Não

esqueça nenhum de seus benefícios (Sl 103.1,2). Obedeça ao Senhor que

ordena: “[…] enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).

3. Muitos não buscam o batismo porque acham que não

merecem esta bênção. Buscaram algumas vezes e, porque não

receberam, o Inimigo fez-lhes acreditar que não receberam porque não

mereciam. Há até os que dizem que o batismo é somente para aqueles

que são predestinados. Todavia, a predestinação é universal. Todos são

predestinados para, em Cristo, alcançarem tudo o que Deus preparou pelo

seu beneplácito (Ef 1.3-5). Não há uma única pessoa que seja merecedora

das bênçãos de Deus. Tudo é pela graça (Ef 2.5-8). Se dependesse de

merecimento não haveria uma única pessoa batizada com o Espírito

Santo. Jesus quer com o batismo fortalecer a sua noiva e capacitá-la

porque a ama!

II. COMO RECEBER O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO


1. É preciso ter um coração puro.

a. O Espírito é santo (Ef 4.30). Para receber a plenitude do Espírito é

preciso estar em harmonia com Ele. “Sede santos, porque eu sou santo”

(1Pe 1.16). O pecado entristece o Espírito Santo (Ef 4.30).

b. Precisamos ser totalmente purificados do pecado. Foi o que

aconteceu na casa de Cornélio. Os que ouviram a Palavra tiveram seus

corações purificados pela fé (At 15.9), receberam o batismo com o Espírito

Santo exatamente como aconteceu no dia de Pentecostes (At 15.8).

Tenha certeza de que seu pecado está perdoado, porque a Palavra o

garante (1Jo 1.7,9). Devemos ter a nossa vida livre de desobediência

diante de Deus, porque o Espírito Santo é dado aos que lhe obedecem (At

5.32).

c. A Bíblia mostra que pureza e recebimento do Espírito Santo estão

vinculados (Ez 36.25-27). Fala primeiro da purificação, depois do Espírito

Santo. O texto de Eclesiastes 9.8 fala primeiro das vestes que em todo

tempo devem estar alvas para, em seguida, falar do óleo que não deve

faltar sobre as nossas cabeças. Quando o texto de Levítico 14.17 relata a

cerimônia de purificação, vemos que o azeite era colocado em cima do

sangue da expiação da culpa. Primeiro a purificação, depois a unção!

2. Concentre seus pensamentos em Jesus.

a. Jesus é aquele que batiza com o Espírito Santo. Mais importante que

a dádiva é o doador. Muitos ficam tão empolgados com a perspectiva da

dádiva que é o batismo com o Espírito Santo, que se esquecem de Jesus, o

doador. Devemos concentrar os nossos pensamentos em Jesus. “Ele vos

batizará com Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11). Clame por Jesus!

b. Jesus conquistou na cruz esta bênção para nós. Ele se fez maldição

por nós (Gl 3.13) para que pela fé recebêssemos a promessa do Espírito

(Gl 3.14). Importa observar isto. Paulo leva os gálatas a lembrarem-se de


que receberam o Espírito pela fé (Gl 3.2), a qual brotou em seus corações

quando Jesus Cristo foi representado como crucificado perante seus olhos

(Gl 3.1).

c. Chegue-se a Jesus, e Ele se chegará a você (Tg 4.8). O Senhor está

perto daqueles que o invocam (Sl 145.18). Há orações que não

aproximam a pessoa de Deus (Is 29.13). Pense em Jesus, pois nele estão

as bênçãos (Ef 1.3). Os olhos do Senhor passam por toda a terra, para

mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele

(2Cr 16.9). Ele trabalha a favor daqueles que nele esperam (Is 64.4).

Quando Eliseu viu Elias sendo arrebatado, clamou e recebeu a porção

dobrada do Espírito conforme havia pedido (2Rs 2.10-15). Olhe para Jesus,

clame por Jesus e receberá a bênção.

3. Devemos pedir em oração que Jesus nos batize.

a. Foi assim que Jesus ensinou. Ele disse que o Pai daria o Espírito

Santo àqueles que lhe pedissem (Lc 11.13). Ele ordenou a seus discípulos

que em Jerusalém aguardassem a bênção.

b. Devemos orar considerando que a promessa é para nós (At

2.39). Desta maneira o batismo com o Espírito Santo é uma bênção que já

nos pertence (Ef 1.3). Importa buscá-la em oração. Jesus quer que você

seja batizado (1Jo 5.14,15).

c. Na atmosfera da oração o Espírito Santo se manifesta. Viva em

oração. Concentre-se em torno de seu pedido. Jesus pediu três vezes a

mesma coisa (Mt 26.44). Elias orou sete vezes até vir a chuva (1Rs 18.42-

44). Paulo orou três vezes para ser liberto de um espinho na carne (2Co

12.8). Peça você também até receber a resposta. Ore com alegria.

Deleite-se no Senhor, e Ele concederá o que deseja o seu coração (Sl

37.4). Ore em nome de Jesus, que é o nome daquele que batiza com o

Espírito Santo (Jo 14.26).


4. O batismo com o Espírito Santo é recebido pela fé.

a. Os crentes da Galácia receberam o Espírito Santo pela fé. Haviam

ouvido a pregação da palavra da fé (Gl 3.2). A Palavra pregada produziu fé

em seus corações, pois a fé é pelo ouvir a palavra de Deus (Rm 10.17).

Puderam então pela fé receber a promessa do Espírito (Gl 3.14).

b. A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das

coisas que se não veem (Hb 11.1). Você que está esperando o batismo

com o Espírito Santo, ainda não o viu, não é mesmo? Mas pela fé você

tem a prova, a evidência, a certeza, de que o batismo com o Espírito

Santo já é seu. É promessa de Deus, e não podemos fazê-lo mentiroso

com a nossa dúvida, com a nossa incredulidade (1Jo 5.10). Fé significa

convicção de que Deus é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6). Creia

que Deus o recompensará quando você pedir segundo a Sua palavra (1Jo

5.14-15). Se você crer, verá a glória de Deus (Jo 11.40).

c. A fé se firma nas promessas de Deus. Abraão foi fortificado na fé

dando glória a Deus, certíssimo de que aquilo que Deus havia prometido

também era poderoso para realizar (Rm 4.20,21). Se o inimigo falar em

seu ouvido que você não será batizado, não creia, porque Jesus disse

exatamente o contrário. Satanás é mentiroso, e pai da mentira (Jo 8.44).

Jesus é a verdade (Jo 14.6). Dê glória a Jesus porque o dom é seu.

5. O que crer deve agir pela fé.

a. A fé se mostra pelas obras (Tg 2.18). Quando a mulher que estava

enferma queria obter a cura de Jesus, disse para si mesma: “Se tão

somente tocar” (Mc 5.28). E ao fazer isto, sentiu o poder de Jesus e ficou

sã, e por acréscimo, salva (Mc 5.29-34). A fé se expressou em uma ação.

Certo irmão disse ao seu pastor: — Vinte anos tenho orado, pedindo o

batismo com o Espírito Santo e ainda não recebi! O pastor respondeu: —

Vinte anos Jesus tem estado ao seu lado dizendo: Receba o batismo com o
Espírito Santo! Aquela palavra despertou a fé do irmão que voltou a orar,

e no mesmo dia Jesus o batizou.

b. Pela fé recebemos a promessa do Espírito. No batismo nas águas, o

candidato entra no batistério e sabe que em seguida será batizado. Faça o

mesmo. Jesus, aquele que batiza com o Espírito Santo, o espera.

Entregue-se nos braços de Jesus e espere. Ele te batizará com Espírito

Santo e com fogo.

CONCLUSÃO

O batismo com o Espírito Santo não é algo que vem pelo nosso esforço,

mas, porque Jesus nos ama. Pela sua morte, consumou para nós uma

perfeita salvação, a qual abrange também o direito de sermos batizados

com o Espírito Santo.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico

“As Escrituras são o nosso guia infalível para uma compreensão melhor

de seus caminhos e, para os crentes ansiosos pelo batismo com o Espírito

Santo, dizemos sempre em primeiro lugar que cumpram as condições de

Atos 2.38.

Arrependimento: o ponto essencial num arrependimento verdadeiro é

de fato uma voluntariedade, uma determinação para relacionar-se com

Deus, corrigir-se, provar sinceridade na busca de Deus, através de frutos

verdadeiros numa vida transformada. ‘E sejam batizados’ — sem tirar um

jota da força de aplicação literal desse mandamento na imersão dos


crentes, cremos nele de todo o coração; também queremos ver por trás

desse mandamento o princípio perfeito da obediência a toda e qualquer

coisa que Deus possa determinar. O Senhor muitas vezes pode provar

nossa voluntariedade na obediência, testando-nos apenas em um

pequenino ponto — um simples detalhe da vida, mas que revele

infalivelmente o propósito do coração.

A exigência seguinte que colocaríamos diante daqueles que buscam o

batismo é a fé nas promessas referentes a esse assunto…

[…] Não se chegue a Deus para receber o batismo apenas porque

alguém mais obteve essa grande bênção e você gostaria de ser tão feliz e

cheio do Espírito Santo quanto esses que o obtiveram. ‘Confie que o

batismo com o Espírito Santo é a herança de todos os verdadeiros crentes

[…]’” (Como receber o batismo no Espírito Santo. CPAD, pp.33-35).

GLOSSÁRIO

Convicção: Efeito de convencer; certeza adquirida por demonstração;

persuasão íntima.

Deleitar: Sentir ou receber grande prazer; deliciar-se; ter uma sensação

muito agradável.

Doutrina: Exposição sistemática e lógica das verdades extraídas da

Bíblia, visando o aperfeiçoamento do crente.

Galardoador: Aquele que confere prêmio ou galardão por algum serviço

ou merecimento.

Negligência: Desleixo; descuido; desprezo.

QUESTIONÁRIO
1. Por que muitos não são batizados com o Espírito Santo?

R. Porque não ouviram falar desta bênção, por negligência e por acharem

que não a merecem.

2. Por que ninguém merece ser batizado?

R. Porque o batismo com o Espírito Santo é pela graça.

3. O que é preciso para receber o batismo com o Espírito Santo?

R. Ter um coração puro, concentrar os pensamentos em Jesus, pedi-lo em

oração e recebê-lo pela fé.

4. Quem nos batiza com o Espírito Santo?

R. Jesus.

5. Para quem é a promessa do batismo?

R. Para todos os que crerem e buscá-lo em oração.

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


JOVENS E ADULTOS

1º Trimestre de 2004

Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo


Comentarista: Eurico Bergstén
Lição 9: O fruto do Espírito Santo
Data: 29 de Fevereiro de 2004

TEXTO ÁUREO

“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade,

bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5.22).

VERDADE PRÁTICA

O fruto do Espírito é uma realidade na vida daquele que está em

comunhão com o Espírito Santo e deve ser a identidade espiritual do

crente neste mundo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Jo 15.16

Escolhido para dar fruto

Terça — Mt 7.17-20; Mt 12.33

Conhecido pelo fruto

Quarta — Lc 13.6-9

A punição do crente infrutífero


Quinta — Tg 2.17

A inutilidade da fé sem obras

Sexta — Fp 1.6,9-11; Cl 1.6-11

Progresso espiritual

Sábado — Gl 6.7-9

Ceifando a vida eterna

HINOS SUGERIDOS

239, 408 e 437 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 15.1-6; Gálatas 5.22-23.

João 15

1 — Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.

2 — Toda a vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que

dá fruto, para que dê mais fruto.


3 — Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.

4 — Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar

fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em

mim.

5 — Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este

dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer.

6 — Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e

secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.

Gálatas 5

22 — Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade,

benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

23 — Contra essas coisas não há lei.

PONTO DE CONTATO

Você sabe para que serve o caule de uma árvore? Para conduzir a

seiva (líquido que contém vários nutrientes indispensáveis à sobrevivência

da planta), sustentar as folhas e através do seu crescimento permitir que

elas recebam luz e ventilação. O que acontece com um galho que não

está na árvore? Morre de inanição. O mesmo sucede ao crente que não

está na Videira Verdadeira. É imprescindível estar em comunhão com

Cristo porque Ele é a fonte de vida, que transmite força e graça aos seus

filhos, sustenta-os com sua mão poderosa e os ilumina. E como

produziremos fruto se não estivermos nEle? Sem Jesus, nada podemos

fazer (Jo 15.5b). Pense nisso.


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Conceituar a expressão fruto do Espírito.
 Descrever a importância de andar no Espírito.
 Explicar o que significa produzir fruto do Espírito.

SÍNTESE TEXTUAL

À medida que o crente permite o Espírito Santo controlar a sua vida,

passa a produzir progressivamente o fruto do Espírito. São virtudes que

ele precisa manifestar através de sua vida, porque pelos frutos somos

conhecidos: fruto bom, árvore boa; fruto ruim, árvore ruim. O fruto indica

como está o nosso relacionamento com o Pai. Se você o tem gerado, isso

denota que tem andado no espírito, em caso contrário, demonstra que

está vivendo de acordo com as suas concupiscências. O desenvolvimento

do fruto do Espírito é bastante árduo; exige renúncia, consagração e

oração. Para viver e gerar fruto, é preciso que a vara permaneça ligada à

videira, ou seja, que o servo de Deus esteja em comunhão com Cristo. Nós

dependemos da Videira Verdadeira; sem ela, nada podemos fazer. O

batismo com o Espírito Santo é muito importante para a Igreja, contudo, o

fruto é um imperativo porque é o que nos diferencia do mundo, onde as

pessoas são controladas por sua natureza pecaminosa. Se preciso for,

busque-o com lágrimas. É fundamental que reflitamos o caráter de Jesus,

porque uma vida frutífera é mais convincente do que qualquer argumento

e atrai as pessoas ao Evangelho.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Escreva em algumas tiras de papel as seguintes referências: Gn 50.19-

21; Nm 12.3-7; Rt 3.10,11; 2Sm 9.1-7; At 13.52; Rm 5.5; Rm 8.6; Rm

15.30; Ef 3.17-21; Tg 3.17,18. Divida a turma em 10 grupos. Distribua os

papéis entre os grupos. As referências correspondem às virtudes do fruto,

que deverão ser enumeradas no quadro. Eles deverão identificá-las no

texto. Reflita com sua turma sobre a seguinte questão: Que virtudes você

encontra dificuldade de produzir? Fale sobre a importância da intervenção

do Espírito Santo nas áreas onde residem nossas fraquezas.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Deus emprega na sua Palavra, figuras extraídas da vida cotidiana para

que possamos entender profundas verdades espirituais que, de outro

modo, não conseguiríamos compreender. É um modo de dar um nome,

um conceito, um símbolo, a uma realidade espiritual, tornando esta

realidade compreensível para a mente humana; comparando coisas

terrestres e coisas celestiais (Jo 3.12).

I. LIÇÕES ESPIRITUAIS DO CONCEITO DE FRUTO

1. A primeira citação bíblica do termo fruto está em Gn 1.11,

onde vamos extrair uma lição para a nossa vida espiritual. “E disse

Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera

que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a

terra. E assim foi”. Deus se preocupou com a perpetuação das espécies

vegetais que ele criara, mas teve mais um propósito, como vemos adiante
em Gênesis 1.29: “E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá

semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há

fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento”.

Nenhuma erva ou árvore frutífera se alimenta de seu próprio fruto.

Produzir frutos garante a perpetuação da própria espécie, isto é, a

germinação das sementes faz brotar outros exemplares de plantas

daquela mesma espécie. Servem os frutos também para fornecer

alimento para as espécies animais. O crente produz fruto para que as

pessoas vejam as características divinas manifestadas em sua vida, e se

convertam ao Deus vivo, garantindo a “perpetuação da espécie”.

Igualmente, o fruto do Espírito que se manifesta na vida do crente,

quando visto pelo não crente, faz com que a pessoa seja atraída para

Deus.

No reino vegetal, o aparecimento do fruto é resultado de um longo

processo de crescimento e desenvolvimento da árvore. Também na vida

espiritual, o Espírito de Deus opera de modo progressivo, aperfeiçoando

gradativamente a obra iniciada no momento da conversão (Fp 1.6). “Mas

a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais

até ser dia perfeito” (Pv 4.18).

2. Nós somos destinados a produzir fruto (Jo 15.16). Produzir

fruto não está reservado somente para alguns crentes especialmente

dotados, mas é para todos uma questão de sobrevivência, e a condição

necessária para permanecer na vida espiritual (Jo 15.2).

II. CONCEITO DE FRUTO DO ESPÍRITO

O fruto do Espírito é a manifestação das virtudes de Deus na vida do

crente, conforme o grau de entrega desse crente como servo ao Senhor. É


uma obra do Espírito Santo, transmitindo ao homem toda a plenitude de

Deus (Ef 3.16-19).

Ele nada mais é que a expressão do amor de Deus na vida do crente

produzida pelo Espírito Santo. Como cada virtude é a expressão de um só

e único amor, a Bíblia fala de fruto do Espírito, e não de frutos do Espírito.

O fruto é o amor de Deus, mas cada uma das virtudes mencionadas em

Gálatas 5.22 são expressões desse amor.

1. A manifestação da natureza de Cristo. Essa manifestação se dá

através do fruto do Espírito produzido no crente.

a. O alvo da salvação é restaurar o homem à imagem de Cristo (Rm

8.29; Cl 3.10). Por causa do pecado, o homem perdeu a glória da imagem

de Deus (Rm 3.23) e ficou escravizado debaixo do poder da natureza

carnal, a qual se manifesta pelas obras da carne (Gl 5.19-21). A carne

afasta o homem da vontade de Deus (Rm 8.5-8), e o faz obedecer ao

inimigo (Ef 2.3). A salvação faz o homem participante da natureza divina

(2Pe 1.4).

b. O fruto do Espírito faz aparecer na vida do crente com progressiva

nitidez a imagem de Cristo. Quando há abundância da operação do

Espírito, os frutos infalivelmente aparecem (Jr 17.8; Sl 1.3). Que se

cumpra em nós, o que Jesus disse, em Jo 15.5: “Quem está em mim, e eu

nele, este dá muito fruto” (Jo 15.5).

2. O fruto do Espírito produz santificação. O Espírito Santo ajuda o

crente a entregar-se inteiramente ao Senhor para, assim, dominar sua

velha natureza (Gl 5.16,17). Então, o fruto do Espírito se manifesta

livremente para que todo o espírito, alma, e corpo, sejam plenamente

conservados irrepreensíveis […] (1Ts 5.23). “Não são as boas obras que

fazem o homem ser bom, mas o homem bom faz boas obras” (Martinho
Lutero). O Senhor espera ver fruto em nossa vida! Gálatas 5.18 mostra

que isto só é possível se formos guiados pelo Espírito.

III. COMO PRODUZIR O FRUTO DO ESPÍRITO (Gl 5.16-22)

1. Se andarmos no Espírito, daremos o fruto do

Espírito. Devemos observar que o texto diz: “Andai em Espírito”, isto é,

andar continuamente; uma ação que se repete sempre. Produzir o fruto

do Espírito não é, portanto, uma experiência singular, única,

momentânea, mas é algo contínuo, que deve ter regularidade e

estabilidade.

2. O batismo com o Espírito Santo e o andar no Espírito.

a. Os primeiros cristãos experimentaram esta bênção. Atos 8.29: “E

disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro”. O Espírito

habitava em Filipe, e orientou-o naquela missão evangelística. Ainda, Atos

13.2 diz: “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo:

Apartai-me a Barnabé e a Saulo […]”. E no versículo 4 completa: “E assim

estes, enviados pelo Espírito Santo […]”. Atos 16.6,7 fala de um

impedimento pelo Espírito Santo. Uma direção segura, consciente,

sensata, é possível quando andamos no Espírito.

b. “Enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18). A grande pergunta não é se

alguma vez tivemos uma experiência espiritual profunda; se já tivemos

algum dia uma gloriosa experiência de batismo com o Espírito Santo; mas,

se o Espírito Santo continua no controle das nossas vidas. Nós é que

decidimos se o Espírito vai nos reger plenamente e nos dirigir (e isto

significa andar em Espírito); ou se a nossa carne, a nossa velha natureza,

vai estar no controle dos nossos atos, e somente vamos recorrer ao

Espírito quando estivermos em aflição por causa das nossas escolhas


erradas. “Andai em Espírito e não cumprireis as concupiscências da

carne” (Gl 5.16).

CONCLUSÃO

Que todos estejamos tão intimamente ligados à Videira, e que o fruto

do Espírito se manifeste abundantemente em nossas vidas, até

chegarmos a ser varões perfeitos, à medida da estatura completa de

Cristo (Ef 4.13).

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico

“Andar no Espírito e ser guiado pelo Espírito significa, portanto, algo

mais do que milagres. Significa vitória sobre os desejos e os impulsos

carnais. Significa cultivar o fruto do Espírito, o melhor antídoto às

concupiscências carnais.

A bússola, portanto, acha-se em Gálatas 5.16,18. Mas Paulo nunca

deixou seus leitores apenas com princípios gerais. Declarou exatamente o

que queria dizer sobre as obras da carne que provém dos impulsos,

desejos, ou das concupiscências da carne. Identificou com clareza o fruto

que brotaria na vida dos que fossem guiados pelo Espírito. Paulo não

pretendia que essa relação (Gálatas 5.19-23) fosse exaustiva. (Note a

expressão tais coisas nos vv.21,23). Mas é suficientemente completa para

esclarecer o que ele desejava ensinar.

Observemos o fruto do Espírito relacionado com as concupiscências da

carne, para verificarmos se estamos no Espírito ou não. Para Paulo, não


existe terreno neutro nesse assunto. As obras da carne não se

manifestam se somos dirigidos pelo Espírito. Se aparecerem tais

manifestações, significa que deixamos de viver pelo Espírito, e nos

afastamos de sua orientação. Isso não significa que o Espírito nos deixou,

mas que estamos dando oportunidade à carne, ao invés de dar

oportunidade a Ele. ‘Aqueles, porém, que praticam (continuam fazendo)

tais coisas, não herdará o reino de Deus (Gálatas 5.21)’” (A Doutrina do

Espírito Santo. CPAD, p.191).

“Os dons e os frutos estão cuidadosamente intercalados entre si.


Quando os dons são enfatizados ao custo do abandono do fruto, a perda é

grande demais! O caráter cristão, o viver santo e os relacionamentos com

os irmãos na fé são deixados de lado com a fraca desculpa de que Deus

nos abençoa com poder. Assim, dilui-se a obra do Espírito Santo. Não

devemos nos desvencilhar do poder da santidade. Deus nos purifica para

nos transformar em vasos de bênçãos. Os cristãos cuja vida é consistente

e livre dos grilhões da carnalidade ficarão livres da condenação. Terão

uma boa reputação. Serão poderosos” (Teologia Sistemática — Stanley

M. Horton, CPAD, pp.492,493).

GLOSSÁRIO

Germinação: Início de desenvolvimento, a partir do embrião da semente

(na planta) ou de um esporo (célula reprodutora).

Leviandade: Imprudência; que procede sem seriedade ou

precipitadamente.

Perpetuação: Tornar perpétuo; fazer durar para sempre, ou por muito

tempo, um esporo (célula reprodutora).


Singular: Único, particular, individual.

Videira: Cultivada no mundo inteiro por seus deliciosos frutos, as uvas,

frutos carnosos ricos em açúcares, razão por que fermentam com

facilidade, dando o vinho.

Virtude: Disposição firme e constante para a prática do bem; força moral;

valor.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Comentário Bíblico — Efésios. Elienai Cabral, CPAD.

As Grandes Doutrinas da Bíblia. Raimundo de Oliveira, CPAD.

A Caminho da Maturidade. Ismael dos Santos, CPAD.

De Volta Para a Palavra. Thomas E. Trask e Waide I. Goodall. CPAD.

QUESTIONÁRIO

1. Que lição espiritual aprendemos em Gênesis 1.11?

R. O crente produz fruto para que as pessoas vejam as características

divinas manifestadas em sua vida, e, se convertam ao Deus vivo,

garantindo a “perpetuação da espécie”.

2. Que é o fruto do Espírito?

R. O fruto do Espírito é a manifestação das virtudes de Deus na vida do

crente, conforme o grau de entrega desse crente como servo ao Senhor.

3. Quais são as virtudes do fruto do Espírito?


R. Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão

e temperança.

4. O que o fruto do Espírito produz em nós?

R. O fruto do Espírito produz santificação.

5. Como produzir o fruto do Espírito?

R. Se andarmos no Espírito, daremos o fruto do Espírito.

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


JOVENS E ADULTOS

1º Trimestre de 2004

Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo


Comentarista: Eurico Bergstén

Lição 10: O fruto do Espírito é o amor


Data: 07 de Março de 2004

TEXTO ÁUREO

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três; mas

a maior destas é a caridade” (1Co 13.13).

VERDADE PRÁTICA
O evangelho de Jesus Cristo está sintetizado na prática do amor a Deus e

ao próximo, o amor é a maior virtude do fruto do Espírito e imprescindível

à vida do crente.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — 1Jo 4.7-12

Deus é amor

Terça — Rm 8.5-7

A inclinação da carne e do Espírito

Quarta — Cl 3.5-10,12-15

Santidade e amor fraternal

Quinta — Rm 13.8-10; Gl 5.14

O cumprimento da lei

Sexta — Ef 4.22-32; 5.1-4,8-11


O andar em Espírito

Sábado — Jo 13.35

A marca distintiva do crente

HINOS SUGERIDOS

290, 358 e 441 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gálatas 5.16-25.

16 — Digo, porém: Andai em Espírito e não cumpríreis a concupiscência

da carne.

17 — Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne;

e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis.

18 — Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.

19 — Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição,

impureza, lascívia,

20 — Idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas,

dissensões, heresias,

21 — Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a

estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que

cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.


22 — Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade,

benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

23 — Contra essas coisas não há lei.

24 — E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e

concupiscências.

25 — Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.

PONTO DE CONTATO

Reproduza no quadro-de-giz ou numa cartolina o gráfico abaixo. Leia

algumas passagens bíblicas para que seus alunos comprovem que o amor

sempre deve ser seguido de ação.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Citar as razões porque o amor deve ser cultivado pelo cristão.
 Descrever as diferentes propriedades do fruto do Espírito.

SÍNTESE TEXTUAL

O amor é a essência de Deus e nele estão fundamentadas todas as

outras virtudes do fruto do Espírito. Esse amor é sublime porque não

busca proveito próprio em detrimento de outrem. É condescendente, é

generoso, não é imprudente ou precipitado, sente prazer na felicidade

alheia, não é instável, é digno, tem prazer na justiça e na verdade, é

longânimo, suporta as situações adversas, é obediente, pacífico, espera e


confia. O Criador deseja que cada um de nós busque esse amor porque foi

assim que Ele nos amou. Não havia razão, nem merecimento, nem dívida

dEle para conosco; Ele simplesmente nos amou. Esse amor, assim como

todos os outros “gomos” do fruto do Espírito, deve ser o ideal de todos os

crentes em Cristo, que romperam definitivamente com a carne e agora

têm seus passos dirigidos pelo Espírito Santo.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Reproduza o gráfico abaixo numa cartolina ou no quadro-de-giz. Leve

alguns dicionários para a sala de aula e distribua entre os alunos. Eles

deverão encontrar o significado das palavras abaixo. Solicite alguns

voluntários para escreverem a resposta no quadro e faça uma

comparação entre o caráter do crente que anda em Espírito e o que não

anda. Se você puder fazer o cartaz, pendure-o no mural da sala após o

término da aula.
COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, fé, mansidão,

temperança! Que bom seria todo crente possuir todas estas virtudes, e
viver em um ambiente onde elas predominassem! Seria o céu aqui na

terra. Mas, é exatamente isto que o Espírito quer produzir em nós;

trabalhando o nosso caráter para que nos tornemos cada vez mais

semelhantes a Jesus, em cuja personalidade pura e maravilhosa, o fruto

do Espírito se manifestava de modo pleno.

I. O FRUTO DO ESPÍRITO É O AMOR

1. O amor é a essência da natureza de Deus. Deus é amor, e o

amor é de Deus (1Jo 4.7,8). O amor de Deus é: universal, infinitamente

abrangente (Jo 3.16); sacrificial (1Jo 4.9,10; Ef 5.2); imerecido (Rm 5.8);
misericordioso (Ef 2.4-5); perene (Rm 8.35); fortalecedor (Rm 8.37);

incompreensível (Ef 3.19). O amor de Deus nos corrige (Hb 12.6), nos

prova (Tg 1.12), nos atrai (Jr 31.3).

2. O amor do homem para com Deus tem que resultar de uma

escolha (Mt 6.24). Esse amor tem sua origem na experiência do perdão

dos pecados (Lc 7.42-47). É sério, como o compromisso de uma noiva

frente a seu noivo (2Co 11.2), e se expressa através da obediência (Jo

14.15,21). O nosso amor se evidencia quando amamos o próximo;

também, é através do amor que Deus é visto em nós (1Jo 4.11,12).

Mateus 5.43-48 nos mostra que devemos amar como Deus ama. Como

Deus ama? Ele faz com que o sol se levante sobre maus e bons, e que a

chuva desça sobre justos e injustos. Devemos ter uma atitude positiva,

uma atitude de boa vontade para com todos, inclusive para com os

oponentes, desejando a todos o melhor, e orar por todos. Devemos nos

alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram. Não se trata

de sentimentalismo humano. É uma forma de viver como filhos do Pai que

está nos céus.

3. O amor ao próximo se demonstra com ações. Tudo o que

somos e fazemos deve estar saturado de amor (1Co 16.14) . O amor

promove o crescimento do corpo de Cristo (Ef 4.16). Os que servem na

obra de Deus devem servir em amor (2Co 12.15). O amor na vida do

crente deve ser exemplar (1Tm 4.12; 2Tm 3.10). O amor deve dominar o

sentimento dos crentes em relação àqueles que presidem sobre eles (1Ts

5.12,13).

II. AS DIFERENTES PROPRIEDADES DO FRUTO DO ESPÍRITO


1. Amor. É a fonte divina de onde emanam todas as virtudes

espirituais. Deus é amor (1Jo 4.8). Nós o amamos porque Ele derramou o

seu amor em nossos corações (Rm 5.5). Este amor deve sempre aumentar

(1Ts 3.12; 1Ts 4.9,10; Hb 13.1). O amor é a evidência da salvação (1Jo

3.14; 1Jo 4.7). Pela operação do Espírito, este amor aparece como fruto

em nossas vidas. Por amor ao Senhor, queremos fazer a sua vontade (Jo

14.15,23; 15.10,14; 1Jo 5.2,3); cumprir a lei da liberdade (Tg 1.25; Rm 8.4;

13.7-10); agradar a Deus em tudo (2Co 5.9; Rm 14.18). O amor é o elo

que determina o aperfeiçoamento dos crentes (Cl 3.14; 2.2), e ajuda-os a

amar até seus inimigos e orar por eles (Lc 23.34; At 7.60; Lc 6.27-30; Rm

12.20).

2. Alegria. Faz parte da perfeição divina. O reino de Deus é alegria

(Rm 14.17). Jesus se alegrou (Lc 10.21; Hb 12.2) e foi ungido com o óleo

da alegria porque amou a justiça e aborreceu a iniquidade (Hb 1.9). Esta

alegria nasce no crente como uma obra da graça (2Co 8.1,2). O

evangelho, a mensagem do amor de Deus, é uma mensagem de alegria

(Lc 2.10). A mensagem da salvação produz alegria (At 13.47,48).

Alegria e Espírito Santo andam juntos (At 13.52; 1Ts 1.6; Sl 16.11). A

íntima comunhão com Jesus torna este gozo completo (Jo 15.11).

3. Paz. “Os ímpios não têm paz” (Is 48.22), mas nós, os que temos

crido, temos paz como um rio (Is 48.18). Deus é Deus de paz (Fp 4.9; 2Ts

3.16). O Espírito vivifica em nós a obra de Jesus, o Príncipe da paz, que

pagou por esta paz a própria vida (Is 53.5; Ef 2.14; Cl 1.19,20). Podemos

desfrutar a paz em três dimensões:

a. Paz com Deus. O sangue da cruz de Cristo preparou a paz (Cl 1.20).

A paz de Deus deve dominar em nossos corações (Cl 3.15). O reino de

Deus é paz (Rm 14.17). Se andarmos em Espírito, a paz com Deus será

constante.
b. Paz com o próximo. O crente pode viver em paz com todos os

homens (Rm 12.18; 1Ts 5.13; Hb 12.14), pois ele é dominado pela paz (Cl

3.15). Deus derribou o muro de separação, […] fazendo a paz (Ef 2.14,15).

O crente dominado pela paz de Deus, cheio do fruto do Espírito, é um

pacificador (Mt 5.9; Pv 15.18; 16.14).

c. Paz interior. A paz de Deus guarda os nossos corações e os nossos

sentimentos em Cristo Jesus (Fp 4.7).

4. Longanimidade. É ter “ânimo longo”, ao invés de “ânimo

precipitado” (Pv 14.29). Noutras palavras: muita e contínua paciência.

Deus é longânimo (Nm 14.18), e Deus é também chamado Deus de

paciência (Rm 15.5). Longanimidade é uma característica de Deus (Rm

2.4; Rm 9.22). Longanimidade é também tolerância. Paulo reconhecia que

foi salvo por causa da paciência de Jesus Cristo (1Tm 1.16). A paciência

ajuda o crente nas suas relações com seus irmãos (Ef 4.2), e no seu

serviço para Deus (2Co 6.6; 2Tm 4.2). Muitos de nós somos facilmente

irritáveis quando encontramos oposição ou maldade, mas o Espírito quer

vencer esta fraqueza em nosso temperamento.

5. Benignidade. É uma virtude que nos dá condições de tratarmos os

outros com carinho e meiguice. É a característica de uma pessoa boa,

amável, que não quer magoar ou causar dor a outrem. Lucas 6.35 fala do

Pai que é benigno até para com os ingratos e maus e que, como seus

filhos, devemos proceder igualmente.

Agrada a Deus que nos nossos relacionamentos a benignidade seja

percebida pelos outros como favos de mel (Pv 16.24).

6. Bondade. É a prática do bem. Uma coisa é querer o bem, desejá-lo;

outra, é realizá-lo. Deus é a fonte da bondade porque Ele é bom (Sl 106.1;

Ed 3.11), e dele procede toda boa dádiva (Tg 1.17). Barnabé, cheio do

Espírito Santo, nos deixou um brilhante exemplo ao conduzir o recém-


convertido Paulo à igreja, quando outros ainda desconfiavam dele (At

9.25,26). Quem possui esta característica em sua vida é feliz (Pv 14.14); é

uma bênção para outros (Rm 15.14), e alcança o favor de Deus (Pv 12.2).

Na eternidade ficará manifesto que Deus dá valor à bondade (Mt 25.23).

7. Fé. Fé não é só crer e confiar firmemente. É também lealdade,

fidelidade. Deus é fiel, (1Co 1.9; 1Ts 5.24; 2Co 1.18), Jesus é fiel (Ap

19.11). A sua fidelidade permanece para sempre (2Tm 2.13): na chamada

(1Co 1.9), no perdão (1Jo 1.9), quando somos tentados (1Co 10.13), e na

santificação (1Ts 5.23,24). A fidelidade é uma força em nossas relações

com Deus e diante da sua Palavra (At 5.29; Jo 14.23). Sejamos fiéis em

tudo e receberemos a coroa da vida (Ap 2.10).

8. Mansidão. É uma virtude amorosa, pela qual temos condições de

nos conservarmos pacíficos, com serenidade e brandura, sem alterações,

quando nos deparamos com coisas adversas, irritantes, perturbadoras,

malevolentes, desagradáveis. Fala de uma força invencível, mas sob

controle. É como um cavalo cheio de força e de energia, mas totalmente

sob controle do cavaleiro. Até poderíamos lutar pelos nossos direitos, mas

entregamos nossa causa nas mãos do Senhor. E há também aqueles que

só veem seus “direitos”, e nunca seus deveres. “Bem-aventurados os

mansos, porque eles herdarão a terra“ (Mt 5.5). A Bíblia fala da mansidão

de Cristo (2Co 10.1). Os profetas falaram da sua mansidão (Is 53.7; Zc

9.9; Mt 21.5). Ele se conservou manso diante de seu traidor (Mt 26.50), e

curou a orelha do servo do sumo sacerdote que integrava o bando que

tinha ido prendê-lo (Lc 22.51). Jesus disse: “Aprendei de mim, que sou

manso” (Mt 11.29). Ele ensinou mansidão (Lc 6.27-29). No serviço para

Deus a mansidão é um aspecto muito importante (2Tm 2.25; Tt 3.2; Ef

4.2; Gl 6.1; 1Pe 3.15).


9. Temperança, domínio próprio, autocontrole. Serve de freio no

momento da tentação quando o nosso velho homem quer ceder à

tentação, às paixões, às coisas ilícitas (Tg 1.14,15). O fruto do Espírito nos

dá o domínio para refrearmos a nossa inclinação carnal. A vontade de

Deus pode às vezes significar que precisamos nos privar de algo, e o

domínio próprio aceita a privação — a vontade de Deus é mais importante

(Mt 10.37-39). Quando o Espírito flui do crente o domínio próprio, a carne,

o mau humor ou as concupiscências não determinam o que ele faz ou que

deixa de fazer, mas ele tem vitória sobre todas estas coisas.

CONCLUSÃO

Contra estas coisas não há lei. (Gl 5.23), isto é, nada na lei fala contra

amor, paz, alegria, etc. Por isso se andarmos em Espírito estamos livres

da lei. Nesta atmosfera de liberdade é maravilhoso viver. E o fruto do

Espírito em nossa vida serve de bênção para as pessoas que nos cercam.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico

“O tema principal de Gálatas não é a justificação pela fé, embora

pareça predominar. O fato é que o propósito da justificação pela fé é o

andar no Espírito […].

[…] A palavra grega ágape é mais frequentemente usada no tocante

ao amor (‘caridade’) com grande lealdade, visto no seu grau mais elevado

como uma revelação da própria natureza de Deus. É o amor inabalável,

concedido livre e gratuitamente. O amor é o âmago em cada um desses


textos bíblicos (Rm 12.9-21; 1Co 13; Ef 4.25—5.2). Realmente, o amor é o

princípio ético, a força motivadora e a metodologia correta para todos os

ministérios. Sem o amor, há pouco benefício ao próximo e nenhum para

quem exerce o dom. Os desentendimentos surgem, e a Igreja fica

dividida; as pessoas saem magoadas. O amor forma o alicerce para o

ministério com os dons e o contexto em que estes devem ser recebidos e

entendidos […].

[…] A maturidade espiritual ajuda-nos a ter bons relacionamentos com

as pessoas. Passamos a compreendê-las melhor e a reconhecer a melhor

maneira de ministrar a elas. Devemos esforçar-nos para alcançar a união.

As pessoas, ao observarem o nosso caráter e conduta, passarão a ter

confiança em nós. A Igreja Primitiva escolheu seus sete primeiros

diáconos com base na sua ‘boa reputação’ (At 6.3). Uma boa reputação

confirmada pelo próximo é crucial à plena liberação do Espírito no

ministério aos outros e ao crescimento da Igreja.

O fruto é a maneira de se exercer os dons. Cada fruto vem

acondicionado no amor, e qualquer dom, mesmo na sua mais plena

manifestação, nada é sem o amor. ‘Por outro lado, a plenitude genuína do

Espírito Santo forçosamente produzirá também frutos, por causa da vida

renovada e enriquecida da comunhão com Cristo’. Conhecer o amor,

poder e graça de Deus, inspiradores de reverente temor, deve fazer de

nós vasos de bênçãos cheios de ternura. Não merecemos os dons. Nem

por isso Deus se nega a nos revestir de poder. E passamos a ser obreiros

do Reino, prontos para trazer a colheita. Subimos a um novo domínio”

(Teologia Sistemática — Stanley M. Horton. CPAD, pp.488,493).

GLOSSÁRIO
Essência: Aquilo que constitui a natureza das coisas; substância.

Ilícita: Proibido pela lei; ilegítimo; contrário à moral e/ou ao direito.

Perene: Que não acaba; perpétuo, imperecível, eterno.

Presidir: Dirigir como presidente; exercer funções de presidente; reger,

governar.

Serenidade: Brandura; paz, tranquilidade.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

A Existência e a Pessoa do Espírito Santo. Severino Pedro da Silva,

CPAD.

A Caminho da Maturidade. Ismael dos Santos, CPAD.

A Doutrina do Espírito Santo. Stanley M. Horton, CPAD.

Comentário Bíblico — Efésios. Elienai Cabral, CPAD.

QUESTIONÁRIO

1. Mencione quatro características do amor de Deus.

R. Universal, sacrificial, imerecido e misericordioso.

2. O que fazemos por amor ao Senhor?

R. Por amor ao Senhor, queremos fazer a sua vontade, cumprir a lei da

liberdade e agradá-lo em tudo.

3. Cite as três dimensões da paz que podemos desfrutar.

R. Paz com Deus e com o próximo, e paz interior.


4. O que é mansidão?

R. É uma virtude amorosa, pela qual temos condições de nos

conservarmos pacíficos, com serenidade e brandura, sem alterações,

quando nos deparamos com situações adversas.

5. Em que situações a temperança pode ser útil?

R. Serve de freio no momento da tentação quando o nosso velho homem

quer ceder à tentação, às paixões e às coisas ilícitas.

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


JOVENS E ADULTOS

1º Trimestre de 2004

Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo


Comentarista: Eurico Bergstén

Lição 11: O batismo com o Espírito Santo e a obra missionária


Data: 14 de Marco de 2004

TEXTO ÁUREO

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e

ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e

Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).


VERDADE PRÁTICA

Para que o servo de Deus possa obter êxito na obra missionária ante as

perseguições e tribulações, é fundamental estar cheio do Espírito Santo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — At 2.37-41; 4.31,33

O efeito do Pentecostes

Terça — At 6.8-10,55

O mártir Estêvão

Quarta — At 8.14-17

O evangelho em Samaria

Quinta — At 11.22-24

O evangelho em Antioquia
Sexta — At 16.6-10

O Espírito Santo e a obra missionária

Sábado — At 20.20-27; 1Ts 1.5

O Espírito Santo na vida do apóstolo Paulo

HINOS SUGERIDOS

155, 391 e 453 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 1.6-8; Romanos 1.14-17.

Atos 1

6 — Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo:

Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?

7 — E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o

Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.

8 — Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e

ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e

Samaria e até aos confins da terra.

Romanos 1
14 — Eu sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios

como a ignorantes.

15 — E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos

anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma.

16 — Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder

de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e

também do grego.

17 — Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está

escrito: Mas o justo viverá da fé.

PONTO DE CONTATO

As nações estão enfermas, com fome e sede de Deus. E você sabe

quem pode sanar essas necessidades? A Igreja de Jesus Cristo. Nós temos

o remédio para curar a enfermidade dos povos que ainda não conhecem

Deus. Você já parou para pensar que existem milhões de pessoas que

nunca ouviram o nome de Jesus? Não conhecem a sua linda história de

amor e jamais tiveram a oportunidade de ler sequer um versículo da Bíblia

Sagrada? Isso não lhe traz um pesar? Você não se entristece pelo fato de

que hoje, uma alma foi para o inferno sem saber que o Filho de Deus

morreu por ela? Deus nos confiou uma grande missão. Todavia, o Senhor

enviou o Espírito Santo para que estivesse conosco. Ele nos capacita e nos

reveste para cumprirmos o ide de Cristo. Pense nisso.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Estabelecer a correlação entre fruto do Espírito e obra
missionária.
 Enumerar os motivos que impulsionaram Paulo a realizar a
obra missionária.
 Descrever como o Espírito Santo se manifesta na vida do
crente.

SÍNTESE TEXTUAL

O batismo com o Espírito Santo possui outro propósito além da

edificação da Igreja; trata-se de um revestimento de poder para

testemunhar e servir na obra de Deus. No início da Era Cristã foi

necessário conceder aos discípulos uma capacitação sobrenatural para

que pudessem expandir o Evangelho. Cada capítulo de Atos sobre o

crescimento da Igreja primitiva, os milagres feitos pelos apóstolos e a

autoridade com que anunciavam o Evangelho, pressupõe a presença

poderosa do Espírito Santo em suas vidas. Homens que outrora negavam

a Cristo, após o Pentecostes, pregavam com intrepidez a Palavra de Deus

mesmo sob forte perseguição. A convicção da salvação e do ide de Jesus,

a compaixão diante da necessidade dos povos que desconhecem a Deus e

a responsabilidade pessoal com o seu Reino, nos constrangem a levar

adiante a obra missionária. Para cumprir tão árdua missão é indispensável

estar cheio do Espírito Santo.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Leve um mapa-múndi e alguns alfinetes coloridos para a sala de aula.

Você poderá realizar uma grande pesquisa com sua turma, a fim de que

eles possam conhecer a real necessidade de pregar o evangelho aos


povos não alcançados. Procure em bibliotecas ou na internet, dados e

estatísticas sobre esses povos. Separe a turma em grupos e distribua o

material, cada grupo pesquisará sobre um país distinto. Os alunos devem

identificar no mapa o país que estão representando e marcar com um

alfinete, sintetizar as principais informações num papel e apresentá-las

diante da turma. Solicite que um componente escreva no quadro-de-giz o

que está sendo dito. Parabenize o grupo que melhor se apresentar. Se for

possível, deixe os trabalhos e o mapa no mural da classe durante algum

tempo. Recomende seus alunos para orarem durante a semana pelo país

que representaram.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

O Senhor da seara continua chamando trabalhadores ainda na

undécima hora (Mt 20.6). A vinda de Jesus se aproxima com rapidez, e

estamos diante da última oportunidade missionária. O Espírito Santo

continua incentivando: “Amplia o lugar da tua tenda, e as cortinas das

tuas habitações se estendam; não o impeças; alonga as tuas cordas e

firma bem as tuas estacas” (Is 54.2). Jesus vinculou a sua ordem

missionária à operação do Espírito Santo (Lc 24.47,49; At 1.4,5,8). A maior

necessidade da obra missionária continua sendo pessoas cheias do

Espírito Santo.

I. MOTIVOS QUE LEVARAM PAULO A REALIZAR A OBRA

MISSIONÁRIA
1. A convicção de que Jesus é o único meio de salvação (Jo

14.6; At 4.12). A Bíblia diz que a graça de Deus se há manifestado

trazendo salvação a todos os homens (Tt 2.11), e esta universalidade da

salvação em Jesus Cristo foi um dos ensinos mais destacados no

ministério de Paulo. Escrevendo a Timóteo, Paulo disse: “Porque há um só

Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”

(1Tm 2.5).

2. O impacto da realidade de que os gentios não conhecem a

Deus. Paulo tinha o coração quebrantado para com a necessidade dos

povos sem salvação (Rm 3.17; Ef 2.12).

Os que não conhecem a Deus, servem aos que por natureza não são

deuses (Gl 4.8). Servem a deuses feitos por mãos de homens (Sl 115.4-8).

Há os que defendem que os gentios devam continuar professando suas

religiões pagãs, porque a religião faz parte de suas culturas, e as culturas

devem ser preservadas. O apóstolo Paulo jamais compartilhou desta ideia.

Jesus nunca mandou pregar cultura, e sim, o evangelho. Um dos mais

terríveis aspectos do paganismo é que as coisas que os gentios

sacrificam, sacrificam-nas aos demônios e não a Deus (1Co 10.20).

“Passa à Macedônia e ajuda-nos!”. Este clamor dos perdidos é um forte

motivo para realizarmos a obra missionária.

3. A certeza de que Jesus ordenou: “Ide por todo o mundo”. O

terceiro e mais forte argumento que constrangia o apóstolo Paulo para a

obra missionária, era que o próprio Jesus havia ordenado “Ide por todo o

mundo, pregai o evangelho a toda a criatura” (Mc 16.15). O próprio Paulo

exclamou: “Ai de mim se não anunciar o evangelho” (1Co 9.16). Os

seguidores de Jesus deveriam ir a todas as nações (Mt 28.19) a pregar o

arrependimento e a remissão dos pecados no nome de Jesus (Lc 24.47). O

novo cântico de salvação deve ser entoado por todos os povos (Sl 96.1-3).
Jesus, pela sua cruz, derribou a parede que separava judeus de gentios, os

quais agora podem reconciliar-se com Deus em um só corpo.

4. A convicção da responsabilidade pessoal de anunciar o

evangelho. Esta era a quarta causa de a chama missionária manter-se

acesa durante toda a vida de Paulo. Ele era dominado por esta

responsabilidade: “[…] me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não

anunciar o evangelho!” (1Co 9.16).

II. PAULO, O GRANDE MISSIONÁRIO

A história da vida de Paulo como missionário é um exemplo

excepcional. Nele vemos uma pessoa que pela operação do Espírito Santo

dedicou-se inteiramente à causa do Senhor. Veremos as manifestações do

Espírito Santo na vida de Paulo como missionário enviado pelo Senhor.

1. O Espírito Santo encheu Paulo do amor de Deus. O Espírito

Santo é Espírito de amor (2Tm 1.7). O amor de Deus é a expressão da

vida de Jesus em nós (Cl 3.4). Este amor torna o crente disposto a

entregar a própria vida pelas almas perdidas (1Jo 3.16), pois o verdadeiro

amor se expressa não somente em palavras, mas em obras (1Jo 3.18). O

amor sente compaixão pelos perdidos (Mt 9.36), e procura fazer de tudo

para ganhá-los (1Co 9.22). Paulo era dominado por esta visão, paixão e

sentimento (2Co 12.15). Ele estava sempre disposto a, de boa vontade,

deixar-se gastar para ganhar as almas.

2. O Espírito Santo capacitou Paulo para dar sua vida em

sacrifício vivo a Deus. Ele chegou à situação de poder dizer “e vivo, não

mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20). Para Paulo, a sua vida era

Cristo, e seu intenso desejo era que Cristo fosse engrandecido no seu

corpo, fosse pela vida, fosse pela morte (Fp 1.20-21). Ele pôde testificar
aos companheiros de naufrágio: “O anjo de Deus, de quem eu sou e a

quem sirvo […]” (At 27.23). Que testemunho maravilhoso! Ver também

Atos 20.24: a suma da sua vida missionária, feita por ele.

3. O Espírito Santo, Espírito de poder, operou poderosamente

na vida de Paulo. Além do poder que Paulo recebeu ao ser batizado com

o Espírito Santo, vários dons do Espírito operavam nele: dons de sabedoria

e ciência, de discernimento, fé, operação de maravilhas, dons de curar. O

poder de Deus operava por meio do ministério de Paulo como um arado,

abrindo profundos sulcos no coração do povo, preparando os corações

para receberem a semeadura da Palavra.

4. O Espírito Santo operou na vida de Paulo uma total

dependência de Deus. Paulo entendia que tudo o que havia sido feito

através de seu ministério era uma operação da graça divina (1Co 15.10).

Ele conhecia a sua grande limitação a ponto de dizer “Não que sejamos

capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a

nossa capacidade vem de Deus, o qual nos fez também capazes der ser

ministros […]” (2Co 3.5,6).

5. O Espírito Santo deu a Paulo a visão da vitória que sempre

acompanha o evangelho. Ele pregava com muita ousadia o evangelho

de Cristo, que é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Rm

1.16). Apesar de dizer que para ele o viver é Cristo e o morrer é ganho (Fp

1.21), ele preferia ficar neste mundo, para que disto resultasse algum

fruto na sua obra (Fp 1.21-25). Esta sede de ganhar almas para o Senhor

o impelia sempre.

III. O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO DÁ VISÃO E CAPACITAÇÃO

MISSIONÁRIA
1. A despedida de Jesus e seu assunto central. O assunto que

ocupou a despedida de Jesus ao retornar ao céu, foi a expansão mundial

ao evangelho. Jesus disse aos seus discípulos que eles receberiam poder

para serem suas testemunhas até os confins da terra, e enquanto dizia

isto foi elevado às alturas (At 1.9). Assim, as últimas palavras de Jesus

aqui na terra foi “[…] até aos confins da terra”. A profecia de Jesus

continua a ter seu cumprimento, porque o evangelho de poder continua a

se expandir para locais onde ainda não foi pregado (Rm 15.21; 2Co

10.16). E assim continuará até o fim.

2. O Espírito Santo conferiu aos discípulos a visão

missionária. Gradativamente o Espírito Santo foi revelando aos

discípulos o plano de Deus, e a expansão do evangelho prosseguiu na

sequência predita por Jesus. O livro de Atos conta como foi o início desta

expansão. Os sete primeiros capítulos relatam como o evangelho

penetrou em Jerusalém. Os capítulos 8 e 9, contam como o evangelho

chegou a toda a Judeia e Samaria, e a partir do capítulo 10, vemos o

evangelho pregado aos gentios até os confins da terra. Importa ouvir e

receber a visão missionária.

IV. O ESPÍRITO SANTO CONTINUA CHAMANDO CRENTES PARA A

OBRA MISSIONÁRIA

1. Quando a igreja orava, o Espírito falava (At 13.1-4). O Espírito

Santo ordenou que Paulo e Barnabé fossem separados para a obra. O

Espírito ainda fala! Quem há de ir por nós? (Is 6.8) Quem tem ouvidos

ouça o que o Espírito diz às igrejas (Ap 2.7).

2. O Espírito Santo move o crente a entregar-se inteiramente

na mão do Senhor para fazer a Sua obra. Coloque sua vida no altar
de Deus (Rm 12.1). O amor de Cristo, que o Espírito derrama no coração

do crente, constrange-o a entregar a sua vida pela salvação dos perdidos

(2Co 5.14). O crente passa a sentir-se um devedor (Rm 1.14), e seja para

a vida, seja para a morte, esse crente quer que Cristo seja engrandecido

(Fp 1.20). Passa a sentir que só deste modo a vida tem valor (At 20.24).

V. O ESPÍRITO SANTO CONFIRMA O TRABALHO DE SEUS SERVOS

O Espírito Santo comunica poder à palavra pregada (1Ts 1.5). Ele se

manifesta pelos dons espirituais e esta manifestação dos dons tem aberto

as portas do evangelho em muitos lugares. Hebreus 2.4 diz que Deus

testificou com eles por sinais e milagres e várias maravilhas e dons do

Espírito, distribuídos por sua vontade.

CONCLUSÃO

A maior necessidade do trabalho missionário atual é que os que

trabalham nesta obra sejam revestidos de poder do alto. É por isto que a

Bíblia orienta que oremos pelos servos do Senhor (Cl 4.3,4; 2Ts 3.1; Ef

6.18-20; Rm 15.28-31).

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Missiológico

“Se a salvação e seu consequente compromisso com uma vida de

discipulado radical formam o alicerce do serviço cristão, o batismo no


Espírito Santo provê o poder para esse serviço. A maioria dos cristãos

concordaria que uma infusão do poder do Espírito é fundamental para

uma vida de serviço. A contribuição pentecostal é a ênfase em que essa

capacitação é subsequente à salvação, que o crente é batizado com o

Espírito Santo depois de ter sido salvo. A ordem de Cristo em Atos 1.4,5 é

compreendida como normativa para toda a Igreja até a sua volta […].

[…] Essa concessão de poder é uma capacitação de poder sobrenatural

para cumprir a comissão de Cristo de discipular as nações. Essa tem de

ser a agenda da Igreja até a volta de Cristo. Isso é mostrado pelo

desenvolvimento do pensamento de revestimento/ nações/ retorno, que

está em Atos 1.8-10 […].

[…] Em termos práticos, isso significa que o missionário pentecostal

realiza a tarefa confiante de que o poder (do grego dúnamis) do Espírito

Santo, recebido quando alguém é batizado com o Espírito Santo, será

adequado para cada desafio. Não existe a necessidade de hesitar no

testemunho pessoal, na pregação pública, no exercício dos dons

espirituais, ou na confrontação direta com os poderes das trevas.

A confiança do missionário pentecostal descansa primeiramente sobre

o poder concedido no momento de ser batizado com o Espírito Santo.

Neste sentido, tem caráter fundamental a declaração de Jesus

relacionando o poder pentecostal com o exercício do testemunho mundial

(At 1.8). Junto com as habilidades naturais e os dons que foram

descobertos no curso do ministério, o missionário pentecostal também

deseja ‘os melhores dons’ (1Co 12.31), sabendo que existe capacitação

divina abundante para aqueles que buscam em obediência a vontade de

Deus (1Co 12.11; Ef 4.7). ‘Naturalmente, segue-se que o missionário

pentecostal espera operar no campo do sobrenatural’” (Missões na Era

do Espírito Santo. CPAD, pp.191,193,194).


GLOSSÁRIO

Arado: Instrumento para lavrar a terra.

Compaixão: Piedade, pena, dó, condolência.

Expandir: Tornar amplo; estender, alargar, dilatar; abrir, ampliar.

Sulco: Valão aberto pelo arado ou pela charrua; ruga, prega, dobra.

Universalidade: Qualidade do que envolve toda a Terra ou do que é

comum a todos os homens; mundial.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Comentário Bíblico — Efésios. Elienai Cabral, CPAD.

Missões na Era do Espírito Santo. John V. York, CPAD.

… E Samaria. Severino Pedro da Silva, CPAD.

O Que Você Pode Fazer na Plenitude do Espírito. Walter Brunelli,

CPAD.

QUESTIONÁRIO

1. Cite dois motivos que levaram Paulo a realizar a obra missionária.

R. A convicção de que Jesus é o único meio de salvação e o impacto da

realidade de que os gentios não conhecem a Deus.

2. Qual a ordem enfática dada por Jesus aos discípulos em Marcos 16.15?

R. Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura.


3. Mencione três manifestações do Espírito Santo na vida de Paulo como

missionário.

R. O Espírito Santo encheu Paulo do amor de Deus, operou na sua vida

uma total dependência de Deus e capacitou-o para dar sua vida em

sacrifício vivo a Deus.

4. O que faltava aos discípulos para que pregassem o evangelho, que foi

conferido pelo Espírito Santo?

R. A visão missionária.

5. Como o Espírito Santo confirma o trabalho de seus servos?

R. O Espírito Santo comunica poder à palavra pregada.

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


JOVENS E ADULTOS

1º Trimestre de 2004

Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo


Comentarista: Eurico Bergstén

Lição 12: A obra do Espírito e a segunda vinda de Jesus


Data: 21 de Março de 2004

TEXTO ÁUREO
“E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam

preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta” (Mt

25.10).

VERDADE PRÁTICA

O crente deve zelar pela sua vida espiritual, mantendo-se em comunhão

com o Espírito Santo e perseverando na fé para que não seja surpreendido

na volta de Jesus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — 2Pe 3.8-14

A promessa infalível

Terça — Ef 5.27

Como a noiva de Cristo deve aguardá-lo

Quarta — Tt 2.13; Fp 3.20,21

A esperança do crente

Quinta — Ap 3.11-13,20-22
A advertência do Espírito Santo às Igrejas

Sexta — Ap 5.17,20

O clamor do Espírito

Sábado — Ap 21.7,8; 22.14,15

Os vencedores e os vencidos

HINOS SUGERIDOS

102, 349 e 511 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 25.1-13.

1 — Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando

as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.

2 — E cinco delas eram prudentes, e cinco, loucas.

3 — As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.

4 — Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas

lâmpadas.

5 — E, tardando o esposo, tosquenejaram todas e adormeceram.


6 — Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao

encontro!

7 — Então, todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas

lâmpadas.

8 — E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque

as nossas lâmpadas se apagam.

9 — Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte

a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós.

10 — E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam

preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

11 — E, depois, chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor,

senhor, abre-nos a porta!

12 — E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não

conheço.

13 — Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do

homem há de vir.

PONTO DE CONTATO

Jesus costumava ensinar através de parábolas. O significado básico

desse recurso literário é: “comparação de duas coisas diferentes”. Ela

consiste de duas partes: uma de ficção, que corresponde à imaginação do

autor e portanto, não deve ter seus elementos questionados; e uma parte

real. Numa parábola, você deve focar sempre a questão principal e não se

ater a detalhes, que muitas vezes podem causar confusão e divergências.

É extremamente interessante este método de ensino, porque atrai a

atenção das pessoas e facilita a compreensão de um princípio bíblico


difícil. Identificar as personagens fundamentais e prestar atenção ao que

ocorre no final, são fatores que ajudam interpretá-la. Não esqueça: o

objetivo da parábola é ensinar uma verdade.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Relacionar a obra do Espírito Santo e a segunda vinda de
Cristo.
 Descrever as mensagens de despertamento que os apóstolos
escreveram.
 Citar as manifestações do caráter santo do Espírito.

SÍNTESE TEXTUAL

Durante o sermão profético de Jesus no monte das Oliveiras, ele

exortou a multidão sobre a necessidade de vigilância e fidelidade até que

ele voltasse e para isso usou a parábola das dez virgens. Os crentes são

como elas que aguardavam o noivo. Alguns estão preparados, são

prudentes; outros, estão completamente despreparados, são

imprudentes. A Bíblia ensina que o Mestre voltará à hora que ninguém

imagina, portanto todos os que desejam participar das “bodas” devem

estar apercebidos e conservar o óleo em suas lâmpadas. Assim como,

naquela época, a lâmpada necessitava de óleo para se manter acesa, hoje

nossa vida precisa do Espírito Santo para conservar a comunhão com

Deus. Somente aqueles que forem fiéis e vigilantes, e perseverarem até o

fim, alcançarão a vida eterna. O crente que possui o azeite em sua

lâmpada não se atemoriza ante a expectativa daquele Grande Dia, mas

ama e aguarda precavido a vinda do Filho do Homem.


ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Faça uma rápida encenação no estilo pantomima (arte ou ato de

expressão por meio de gestos; mímica) sobre a parábola das dez virgens.

Separe cinco alunas para serem as prudentes, cinco imprudentes. Escolha

um aluno para fazer a leitura enquanto elas encenam. É importante

enfatizar que na pantomima não se deve mexer os lábios, toda a

expressão é feita através do corpo. O narrador deve ser alguém que tenha

uma voz bastante expressiva e audível. Explore a criatividade de seus

alunos. No final agradeça aos participantes e parabenize-os. Solicite

opiniões, comentários ou até mesmo observações sobre a parábola em si

e a encenação.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

O Espírito Santo quer avivar no meio do povo de Deus uma das

doutrinas mais importantes do Novo Testamento: a doutrina acerca da

segunda vinda de Jesus. O Espírito Santo, como Espírito de esperança,

quer renovar a esperança dos crentes, incentivando-os a esperar este

grande acontecimento.

I. A MENSAGEM DOS APÓSTOLOS SOBRE A VINDA DE JESUS

1. Paulo. Ele escreveu acerca da vinda de Jesus umas cinquenta

vezes: 1Ts 4.13-18; Fp 3.20,21; Tt 2.13; etc. Ele queria apresentar a igreja
como uma virgem pura ao seu marido, Cristo (2Co 11.2). Ele afirma que

Cristo amou a igreja e se entregou por ela, para apresentar a si mesmo

igreja gloriosa, sem mácula, sem ruga, mas santa e irrepreensível (Ef

5.25-27). Ele mostra que é tempo de despertarmos do sono, pois o dia é

chegado (Rm 13.11,12).

2. Pedro. Ele procura despertar os crentes com admoestações, a fim

de que eles tenham uma ampla entrada no reino eterno de nosso Senhor

e Salvador Jesus Cristo (2Pe 1.11-15). Ele adverte os crentes contra

aqueles que zombam da vinda do Senhor (2Pe 3.4).

3. João. No seu livro, o Apocalipse, temos de Deus a revelação das

últimas coisas que estão para acontecer, a partir da vida de Jesus. Ele nos

exorta a permanecermos em Jesus, para que não sejamos confundidos por

Ele na sua vinda (1Jo 2.28). Fala também do que vai ocorrer quando Jesus

se manifestar (1Jo 3.2).

4. Judas. Fala que Deus é poderoso para nos guardar de tropeçar e

apresentar-nos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória (v.24).

5. Tiago. Exorta-nos a sermos pacientes até a vinda do Senhor, como

o lavrador espera o fruto da terra (Tg 5.7,8).

Diante de todos esses apelos, a Igreja de Cristo deve sempre com

grande entusiasmo falar acerca da Segunda Vinda de Jesus. Devemos nos

lembrar sempre de que a Vinda de Jesus está próxima, e que devemos

estar preparados.

II. O ESPÍRITO SANTO MANTÉM NOSSA LÂMPADA ACESA

Na Antiga Aliança, o sumo sacerdote era encarregado de cada manhã

pôr em ordem as lâmpadas, mantendo-as sempre acesas (Êx 30.7,8). Na

Nova Aliança, Jesus é o nosso grande sumo sacerdote (Hb 4.14; 6.20;
7.21,25), e quando mantemos íntima comunhão com Ele, o fogo que se

acendeu no momento da salvação mantém-se.

1. Precisamos estar abertos para a operação do Espírito. A

vitória sobre a carne vem da operação do Espírito na nossa vida (Gl

5.16,17; Gl 2.20).

Primeiro vem a purificação, depois o óleo de Deus (Ec 9.8). Quando

mantemos a íntima comunhão com o Deus, o nosso ser interior se renova

de dia em dia (2Co 4.16; Tt 3.5).

2. O crente cuja lâmpada está acesa.

a) É uma vida na expectativa do clamor da meia-noite (Mt 25.6).

b) É uma vida que sabe orar conforme a última oração registrada na

Bíblia: “Ora, vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20).

c) É uma vida que espera (Lc 12.36) e ama (2Tm 4.8) a vinda de Jesus.

III. QUANDO A NOSSA LÂMPADA ESTÁ ACESA

1. Evidências da nossa lâmpada acesa.

a) A chama do Espírito Santo é chama de santidade. Quando o fogo do

Espírito está em ação, somos levados a buscar a santificação, isto é, a nos

afastarmos daquilo que não agrada a Deus (2Co 6.14,15; 7.1), desejando

sempre fazer o bem, e procurando nos tornar cada vez mais semelhantes

a Jesus.

Quando estas coisas estiverem em falta na nossa vida, é tempo de

buscarmos o óleo do Espírito.

b. A chama do Espírito é chama de amor. Amor é um dos atributos do

Espírito. Experimentamos esse amor no momento da salvação, e no

batismo com o Espírito Santo este amor é aumentado (Rm 5.5). Vejamos

as manifestações deste amor.


— Amamos a Deus (Mc 12.30), amamos a Jesus, o nosso Noivo, que

nos aguarda. Clamamos Maranata (1Co 16.22).

— Amamos a sua Palavra; seus mandamentos não são pesados (1Jo

5.3). Queremos obedecer a Palavra (1Jo 2.5).

— Amamos as almas perdidas e nos empenhamos em ganhá-las para

Deus.

Quando Deus é apenas alguém que buscamos porque estamos em

aperto; quando encaramos a Palavra de Deus com tédio e, quando não

nos preocupamos com a salvação dos perdidos, é tempo de renovação do

Espírito.

c. A chama do Espírito é chama de esperança. Fomos gerados de novo

para uma viva esperança (1Pe 1.3). O Espírito Santo aviva a nossa

esperança (Rm 15.13). Por causa da nossa viva esperança, amamos a sua

vinda (2Tm 4.8), e desejamos a sua vinda (Rm 8.23). Se a vinda de Jesus

não significa nada para nós , é tempo de alimentar a chama do Espírito.

d. A chama do Espírito é chama de fé. Ele é o Espírito de fé (2Co 4.13).

A fé tem Jesus como fundamento (At 3.16), e o mistério da fé é guardado

em uma pura consciência (1Tm 3.9). Vivemos pela fé (Rm 1.17),

vencemos pela fé (1Jo 5.4,5), e pela fé podemos ver a operação

sobrenatural do poder de Deus (Mc 11.22-24).

2. Quatro bênçãos de uma lâmpada espiritual acesa.

a. As trevas se dissipam. A luz da lâmpada acesa não aniquila as

trevas, mas elas têm de se afastar. Isso significa vitória sobre as

tentações. Sabemos que “e só estarás em cima e não debaixo” (Dt 28.13).

Podemos constatar que as trevas não têm poder sobre nós (Mt 16.18).

Rejeitamos as obras das trevas (Rm 13.12). Queremos andar na luz (1Jo

1.7). As trevas não podem nos alcançar (Jo 12.35). Mas se as tentações
chegam cada vez mais perto, e começarmos a nos afastar da luz,

precisamos de óleo novo.

b) Nossa vida é diferente. Resplandecemos como astros no mundo em

meio a uma geração corrompida e perversa (Fp 2.15). Os ímpios acham

estranho que não corremos com eles no mesmo desenfreamento de

dissolução e, por isso, blasfemam de nós (1Pe 4.4).

Se o crente passar a viver como o mundo vive; se deixar de confessar

o nome de Jesus; e, se em seu redor ninguém nota que ele é um crente,

está na hora de buscar óleo novo (Sl 92.10).

c. Temos clara visão das belezas de Cristo. Vemos todo o bem que

temos por Cristo Jesus (Fm v.6). Vemos o grande valor da Palavra. Lemos

a Palavra, amamos a Palavra (Sl 119.97,159), sim, amamo-la

extremamente (Sl 119.167). Vemos também o grande valor da comunhão

com nossos irmãos na fé; temos imenso prazer em estar na casa de Deus

(Sl 122.1; 84.10). Mas se o crente não tiver mais prazer em ler a Palavra

de Deus, nem sentir mais necessidade de orar, se ir aos cultos, passa a

ser uma obrigação e se a vida cristã começar a parecer algo monótono, é

tempo de buscar óleo novo.

d. Passamos a ser uma bênção para os outros. Outros podem se

alegrar com a nossa luz (Jo 5.35). Mas se o crente ficar indiferente, sem se

importar com a salvação das almas, é tempo de buscar novo óleo.

IV. COMO PODEMOS TER O ÓLEO DO ESPÍRITO RENOVADO

Uma vida de comunhão com Deus garante a renovação espiritual

diária, e a lâmpada se mantém acesa. Se esta comunhão diária for

negligenciada, é necessário uma renovação do óleo da lâmpada. Temos


na Palavra de Deus uma “receita” que é confirmada pelo Espírito Santo (Ef

5.12-14).

1. A luz tudo manifesta (Ef 5.13). Precisamos andar na luz, como

Ele na luz está (1Jo 1.7). Assim como cada crente deve examinar-se a si

mesmo ante a ceia do Senhor (1Co 11.28), devemos nos examinar a nós

mesmos ante a vinda do Senhor. A renovação espiritual é uma

necessidade constante para o crente não envelhecer espiritualmente (Sl

103.5).

2. Desperta tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos (Ef

5.14). Deus quer nos livrar de toda negligência e das suas

consequências. Levanta-te dentre os mortos! Precisamos eliminar a

letargia causada pelo descuido espiritual, e desprender-nos dos laços do

Diabo (2Tm 2.26). Precisamos renovar a nossa entrega a Deus (Rm 6.13),

e receber total perdão por toda a nossa negligência.

3. E Cristo te esclarecerá (Ef 5.14). Na renovada comunhão com

Cristo, acende-se novamente a lâmpada que se apagara. Tudo se faz novo

(2Co 5.17).

CONCLUSÃO

Jesus está às portas. Devemos viver de modo que nossas lâmpadas

estejam bem acesas no momento do arrebatamento da igreja.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Teológico
“[…] As virgens prudentes representam aqueles crentes que,

reconhecendo possível demora do Noivo, não somente o aguardam

pacientemente, como conservam-se diligentemente num estado espiritual

apropriado a qualquer chamada repentina. Estão cientes de que algumas

emoções não bastarão para levá-los ao triunfo, mas que precisam ser

fortalecidos, reavivados e purificados pelo contato ininterrupto do Espírito

de Deus. Por isso, zelam pela sua vida espiritual. Crentes ‘prudentes’ têm

previdência, sinceridade e profundidade na fé. Os ‘loucos’ que professam

a fé não têm consideração nem sinceridade e são superficiais.

A vida cristã consiste em contínua dependência de Deus. Necessárias

são, no entanto, as reservas de forças espirituais. Não se pode discernir,

mediante análise superficial, a diferença entre o crente que possui

profunda experiência espiritual e aquele cuja profissão de fé não vai além

da superfície. Um teste repentino, porém, mostrará a diferença: pegos de

surpresa, não temos como preparar-nos. A súbita tentação, tristeza,

decepção ou apelo inesperado revelam a profundidade do caráter e o

alcance do preparo espiritual. A revelação da força ou fraqueza espiritual

pode ser repentina, mas o processo que leva até esse ponto é paulatino.

Em outras palavras, as crises revelam a quantidade das nossas

reservas espirituais. Aplica-se isto à vida diária e não somente à vinda de

nosso Senhor. Durante a emergência, revela-se o líder, mas suas

qualidades não foram adquiridas num repente; são resultado de longos

anos de disciplina e oração. Enquanto outros descansavam ou dormiam,

dedicava-se ele ao estudo e trabalho. A revelação da sua capacidade foi

repentina; o preparo, demorado.

Preparemo-nos hoje para as exigências, possibilidades e oportunidades

futuras. ‘A reserva de poder é resultado de disciplina diária’”

(Mateus — O Evangelho do Grande Rei. CPAD, pp.194,195).


GLOSSÁRIO

Expectativa: Esperança fundada em supostos direitos, probabilidades ou

promessas.

Letargia: Estado patológico caracterizado por um sono profundo e

duradouro do qual só com dificuldade, e temporariamente, pode o

paciente despertar.

Mácula: Nódoa, mancha.

Tédio: Aborrecimento, fastio, nojo, desgosto.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Mateus — O Evangelho do Grande Rei. Myer Pearlman, CPAD.

Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

QUESTIONÁRIO

1. Quais apóstolos mencionaram a Vinda de Jesus em seus livros?

R. Paulo, Pedro, João, Judas e Tiago.

2. Quem é o sumo sacerdote na Nova Aliança?

R. Jesus.

3. Como vive o crente cuja lâmpada está acesa?

R. Vive na expectativa do clamor da meia-noite, espera e ama a vinda de

Jesus.
4. Mencione as três manifestações do amor comunicado pelo Espírito

Santo?

R. Amamos a Deus, a sua Palavra e as almas perdidas.

5. Cite as quatro bênçãos de uma lâmpada espiritual acesa.

R. As trevas se dissipam, a nossa vida é diferente, temos clara visão das

belezas de Cristo e passamos a ser uma bênção para os outros.

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD


JOVENS E ADULTOS

1º Trimestre de 2004

Título: A pessoa e a obra do Espírito Santo


Comentarista: Eurico Bergstén

Lição 13: A renovação espiritual do crente


Data: 28 de Março de 2004

TEXTO ÁUREO

“Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se

corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia” (2Co 4.16).

VERDADE PRÁTICA
O crente necessita de uma renovação espiritual diária para que possa

superar as adversidades e obstáculos da caminhada cristã.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Sl 51.10-12

O desejo sincero de ser renovado

Terça — Ez 11.19,20; 36.26,27

Um coração renovado

Quarta — Fp 4.8; Cl 3.2

Uma mente renovada

Quinta — Ef 6.18; 1Ts 5.17

Orando em todo tempo

Sexta — Is 1.8; Sl 1.2

A necessidade de meditação diária na Palavra


Sábado — 1Pe 1.15,16

Uma vida em plena santidade

HINOS SUGERIDOS

122, 155 e 387 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Levítico 6.13; Romanos 12.1,2,11; 2 Coríntios 4.16; Efésios 4.30;

Tito 3.5.

Levítico 6

13 — O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.

Romanos 12

1 — Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o

vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso

culto racional.

2 — E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela

renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a

boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

11 — Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito,

servindo o Senhor.
2 Coríntios 4

16 — Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior

se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.

Efésios 4

30 — E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados

para o Dia da redenção.

Tito 3

5 — Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a

sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da

renovação do Espírito Santo.

PONTO DE CONTATO

O texto nos fala sobre a renovação da mente. O que é isto? Em que

uma mente renovada pensa? A Bíblia nos ensina sobre isso: tudo que é

verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama, de boa qualidade

moral e se há algum louvor, nisso pensai (Fp 4.8). Para que você pense

em coisas boas, é necessário selecionar as informações que serão

enviadas para sua mente através dos sentidos. Portanto, devemos nos

preocupar com o que vemos, ouvimos e contatamos. O que tem

preenchido a sua mente? Com o que você tem se ocupado? Que livros

você tem lido? Para que você usa a internet? O que você tem visto na

televisão? Você costuma ler a Bíblia? Pense nisso.


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Entender o significado de renovação espiritual.
 Identificar o símbolo da renovação espiritual.
 Explicar todas as circunstâncias que envolvem a operação do
Espírito Santo.

SÍNTESE TEXTUAL

O crente possui liberdade espiritual porque não mais pertence ao


Diabo e agora o pecado não tem mais domínio sobre ele. Somos livres

para servir a Deus e oferecer-lhe “sacrifícios espirituais”, que são um

coração sincero e contrito, e um andar em santidade e obediência. A

desobediência e a vida impura tiram a liberdade do Espírito. Esta

liberdade só pode ser conservada se a chama do nosso altar estiver

acesa, ou seja, mediante a presença do Espírito Santo em nós. E para isso,

é necessário meditação diária na Bíblia e oração em todo tempo. Quando

damos liberdade para o Espírito atuar em nossa vida, começamos a viver

sob sua influência e não há mais espaço para o velho homem e seu

comportamento.

O crente deve tomar extremo cuidado para não entristecer o Espírito

Santo, porque isso poderá levá-lo a resisti-lo, depois a extingui-lo e por fim

a blasfemá-lo.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Como esta é a última aula, você poderá realizar uma competição entre

os alunos utilizando as perguntas do questionário desta revista. Selecione


quinze perguntas de todo o trimestre, escreva em tiras de papel e dobre-

as. Divida a turma em três grupos. Cada grupo deve ter o seu

representante que escolherá uma pergunta para o grupo responder. Cada

resposta certa vale cinco pontos. Se o grupo errar, ou não souber a

resposta, passe para o grupo seguinte e assim sucessivamente até que

alguém responda. Se ninguém souber responder, dê a resposta. No final,

contabilize o total de pontos dos grupos e parabenize o vencedor. Esta

atividade é muito interessante porque ajuda você a avaliar o nível de

aprendizado da turma durante o trimestre.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

A Palavra de Deus nos exorta a mantermos o fervor do Espírito em

nossas vidas. O Espírito Santo repousava sobre Jesus (Jo 1.33). Permita

Deus que enquanto estudamos esta lição o fogo do Espírito seja renovado

em nossas vidas.

I. A RENOVAÇÃO ESPIRITUAL NA VIDA DO CRENTE

No Antigo Testamento os sacerdotes eram responsáveis por manter o

fogo aceso na Casa do Senhor, no Tabernáculo. Aquele fogo simbolizava a

presença de Deus (Lv 9.24). Nosso Deus se manifesta com fogo (Êx 3.2,6;

Ap 4.5). Na Nova Aliança todos somos sacerdotes (1Pe 2.9; Ap 1.6), e

temos a responsabilidade de manter aceso o fogo do céu no altar da

nossa vida.
1. O fogo deve arder continuamente no altar. Foi essa a ordem de

Deus para seu povo Israel.

a. O fogo no altar de holocaustos. No altar de holocaustos a cinza

deveria ser retirada cada dia (Lv 6.10). A cinza simboliza o resíduo de

experiências passadas. Paulo disse que se esquecia das coisas que atrás

ficaram, e prosseguia […] (Fp 3.13,14). Se Deus nos abençoou, e

abençoou o nosso trabalho para Ele, tiremos a cinza do nosso altar, e

clamemos para que Deus faça coisas ainda maiores. Nova lenha deveria

ser colocada no altar cada manhã (Lv 6.12). A lenha simboliza as tarefas

que assumimos na obra de Deus de acordo a sua orientação, através das

quais nós nos apresentamos a Deus como sacrifícios vivos. Ver 1Co 15.31;

2Co 4.10,11. Novos holocaustos deveriam ser oferecidos (Êx 29.38,39; Lv

9.22-24; Sl 118.27); comparar com Fp 2.17; 2Tm 4.6.

b. O fogo no altar do incenso. No altar de incenso o fogo deveria ser

mantido; novo incenso deveria ser colocado diariamente (Êx 30.7,8). A

queima do incenso simboliza nossa vida de oração. As nossas orações

devem subir continuamente diante de Deus como cheiro suave. Comparar

Sl 141.2; Jd v.20.

c. A luz no candeeiro. No candeeiro a luz deveria arder continuamente

através do abastecimento diário de novo azeite de oliveira (Êx 27.20,21).

Jesus, nosso sumo sacerdote, anda no meio dos castiçais (Ap 1.13). Ele

renova nossas forças espirituais (Is 40.31). Comparar Mt 5.16.

2. Como manter aceso o fogo do Espírito em nós? Evitando tudo

o que diminui e por fim apaga esse santo fogo.

a. A desobediência faz com que o fogo se apague. O Espírito Santo

retirou-se de Saul quando este O desobedeceu (1Sm 16.14).

b. O pecado faz com que o fogo se apague. Sansão pecou, o Senhor

retirou-se dele, e ele foi derrotado de modo humilhante (Jz 16.19,20).


c. Tomar para si a honra que só pertence a Deus (Gl 5.25,26). O

Espírito glorifica tão somente a Jesus (Jo 16.14).

É preciso renunciar a tudo o que extingue o fogo. Antes de o fogo cair

no monte Carmelo, Elias reparou o altar do Senhor que estava quebrado

(1Rs 18.30). Antes de Isaías experimentar a renovação no seu ministério

profético, ele precisou ter seus lábios tocados por uma brasa do altar (Is

6.5-8).

II. O ESPÍRITO SANTO OPERA EM NÓS A RENOVAÇÃO DIÁRIA

1. O Espírito Santo nos alimenta mediante a Palavra de

Deus. Em Israel o maná caía cada manhã, e somente a porção de cada

dia deveria ser colhida. Assim devemos alimentar a nossa alma com o Pão

do céu cada dia. Deus tem reservado uma porção diária especial para nós

na sua Palavra. E quando abrimos as Escrituras com um coração desejoso

de ouvir a voz de Deus, o Espírito Santo aplica a Palavra aos nossos

corações. É o modo de crescer na graça e no conhecimento de Deus (2Pe

3.18). Sempre que possível, devemos reservar um tempo certo, cedo de

manhã, para que antes de ouvirmos qualquer outra voz, ouçamos a voz

de Deus através da sua Palavra.

2. O Espírito nos leva a buscar a Deus em oração. “Os que de

madrugada me buscam me acharão” (Pv 8.17). A oração de madrugada é

uma fonte de bênção (Sl 88.13; Sl 63.1; Jó 8.5). Jesus, como homem,

aproveitava as horas da madrugada para orar (Mc 1.35). Mas não é

apenas de madrugada que o crente deve orar. A Bíblia recomenda que

devemos orar sem cessar (1Ts 5.17), perseverar em oração (Cl 4.2), orar

em todo o tempo (Ef 6.18). A oração nos leva pelo novo e vivo caminho
até o trono da graça onde recebemos ajuda em tempo oportuno, a fim de

sermos vitoriosos (Hb 10.19,20; 4.16).

III. QUALQUER RESISTÊNCIA AO ESPÍRITO SANTO IMPEDE A SUA

OPERAÇÃO

1. Resistir ao Espírito (At 7.51). Trata-se de uma atitude de

oposição à voz do Espírito (Ne 9.30). Esta atitude caracterizava os

religiosos do tempo de Estêvão, os quais se levantaram contra ele apesar

de reconhecerem a inspiração das suas palavras (At 6.9-15). Tal atitude

expressa rebeldia contra Deus e entristece o Espírito Santo (Is 63.10).

2. Entristecer o Espírito (Ef 4.30). Quando o crente deixa a carne

dominar sua vida, comete o que a Bíblia chama de obras da carne: furto,

mentira, invejas, ira, arrogância, presunção, etc. Tudo isto entristece o

Espírito Santo (Ef 4.31). Se cometermos estes pecados, temos um

advogado (1Jo 2.1), e o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado

(1Jo 1.7,9), mediante nosso arrependimento e confissão.


3. Extinguir o Espírito (1Ts 5.19). Os crentes de Tessalônica,

preocupados em disciplinar o uso dos dons espirituais, cometeram

exageros e receberam a exortação de não extinguir o Espírito. Essa

recomendação é útil nos nossos dias, quando por causa de meninices,

abusos e inovações no exercício dos dons espirituais, muitos tendem a

rejeitar toda operação sobrenatural do Espírito.

4. Blasfêmia contra o Espírito (Mt 12.31,32). É um pecado

diferente dos demais, pois para ele não existe perdão. Não se trata de

blasfêmia contra a Palavra de Deus, contra Deus, ou contra um servo de

Deus, pois para tudo isto existe perdão (1Tm 1.13-15; Mt 12.32). Foi o

pecado cometido pelos fariseus quando queriam afastar o povo de seguir


a Jesus, e afirmaram que Jesus havia expulsado demônios pelo espírito de

Belzebu (Mt 12.24).

IV. O ESPÍRITO SANTO OPERA COM PODER ONDE HÁ LIBERDADE

Precisamos dar liberdade ao Espírito para operar em nós (2Co 3.17). O

Espírito é uma pessoa e, como tal, pode se entristecer (Ef 4.30), e se

retirar (Rm 8.9), como aconteceu no tempo do Antigo Testamento (Ez

11.22,23).

Repousa sobre nós o Espírito de Deus? (2Rs 2.15). Vejamos três

aspectos para os quais devemos estar atentos se queremos conservar o

Espírito Santo na nossa vida.

1. Pureza (Jó 17.9). O Espírito Santo atua na regeneração e na

santificação. Em virtude de sua natureza santa, exige de nós santidade

(1Pe 1.15). Impureza e imundícia da carne e do espírito interrompem a

comunhão com Deus. No Antigo Testamento há exemplos de o Espírito

retirar-se por causa do pecado (1Sm 4.1-11; Jz 16.19,20). “[…] Serei

santificado naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de

todo o povo” (Lv 10.3).

2. Obediência à Palavra de Deus (At 5.32).

a. Obediência à Palavra significa seguir a orientação da Bíblia em

assuntos espirituais. Deus nos deu sua Palavra para que a sigamos (Sl

119.4). Devemos em tudo seguir o modelo das sãs palavras (2Tm 1.13;

2Tm 3.14; Rm 6.17). Jesus elogiou a igreja de Filadélfia por ter guardado a

Palavra (Ap 3.10).

b. Obediência à Palavra de Deus significa que rejeitamos diretivas

humanas como regra de fé e prática de vida, contrárias à Palavra de Deus


(At 5.29). Caso contrário, incorreríamos no pecado da rebeldia que Deus

com veemência condena (Is 30.1; Is 63.10).

c. Obedecendo à Palavra de Deus honramos a Deus. Quando Moisés

desobedeceu a Deus no incidente de Meribá, Deus disse que Moisés tinha

deixado de santificá-lo perante o povo (Nm 20.7-14).

3. Humildade (2Co 12.9,10). Não é por força nem por violência, mas

pelo Espírito do Senhor (Zc 4.6). Quando Moisés quis livrar o povo de

Israel com a própria força, fracassou (Êx 2.11-15). Mas quando Deus o

encontrou quebrantado, em fraqueza própria (Êx 4.10), a força de Deus se

manifestou através dele, operando grandes maravilhas (Êx 15.2). A

excelência do poder de Deus se manifesta em vasos de barro (2Co 4.7). A

verdadeira humildade gera uma dependência absoluta de Deus. Jesus

quando entre nós, repetidamente expressou sua absoluta dependência do

Pai (Jo 5.19,30; Jo 8.28; Jo 14.10).

CONCLUSÃO

Busquemos sempre Deus para que Ele nos renove. “Aviva, ó Senhor, a

tua obra no meio dos anos!” (Hc 3.2). Seja esta a nossa oração

intercessória, profunda, constante, como expressão do nosso zelo santo

pela causa do Senhor. Amém!

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES

Subsídio Devocional

“Em vez de acreditar que a santificação é um processo para toda a

vida ou que a maturidade espiritual requer ‘tempo’ (Hb 5.12) e ‘prática’


(Hb 5.14), alguns cristãos tentam encontrar atalhos para se tornarem

espiritualmente maduros. O pensamento atual promove a visão do

imediatismo. Os anúncios modernos têm ensinado às pessoas que elas

devem querer tudo o que se coloca diante delas de maneira imediata. As

virtudes do autocontrole e da paciência para postergar a gratificação, com

o objetivo de alcançar um prêmio mais elevado ou um valor mais alto,

raramente são consideradas como opções no pensamento atual. Os

métodos rápidos de se obter a maturidade espiritual são ineficientes e

inevitavelmente desapontadores. Dallas Willard faz uma observação

correta: ‘A lição que aprendemos de todas as fontes disponíveis é que não

existe um reparo rápido para a condição humana’. A inteireza só pode ser

alcançada pela humanidade através de um processo longo e difícil, que

envolve o máximo de todas as nossas forças, durante uma experiência de

longa duração. Nós não gostamos de ouvir isso. De alguma maneira,

somos enganados pelos relatórios de experiências de diversos grandes

líderes espirituais e associamos sua grandeza a esses grandes momentos

em que viveram, negligenciando os anos de lento progresso que eles

enfrentaram.

Métodos instantâneos para obter maturidade certamente falharão, do

mesmo modo que dietas radicais podem trazer rápida perda de peso, mas

fracassam em alcançar resultados permanentes. As pessoas conscientes

que se submetem a dietas precisam seguir um plano adequado de

alimentação e exercício que possa ajudá-las a alcançar boa saúde e perda

de peso duradoura. Os cristãos precisam seguir o plano bíblico de

capacitação do Espírito, nutrição espiritual da Palavra e prática nas

disciplinas bíblicas para obter a maturidade espiritual (Hb 5.12—6.1)” (O

Poder da Santificação. Henry Holloman, pp.77,78).


Subsídio Bibliológico

“A blasfêmia contra o Espírito Santo é a rejeição contínua e deliberada

do testemunho que o Espírito Santo dá de Cristo, da sua Palavra e da sua

obra de convencer o homem, do pecado (cf. Jo 16.7-11). Aquele que

rejeita a voz do Espírito e se opõe a ela, afasta de si mesmo o único

recurso que pode levá-lo ao perdão — o Espírito Santo.

Os passos que levam à blasfêmia contra o Espírito:

(1) entristecer o Espírito. Se isto for contínuo, levará à resistência ao

Espírito (Ef 4.30);

(2) resistir ao Espírito leva ao apagamento do Espírito dentro da pessoa

(1Ts 5.19);

(3) apagar o Espírito leva ao endurecimento do coração (Hb 3.8-13);

(4) o endurecimento do coração leva a uma mente réproba e

depravada, a ponto de chamar o bem de mal e o mal de bem (Rm 1.28; Is

5.20). Quando o endurecimento do coração atinge certa intensidade que

somente Deus conhece, o Espírito já não contenderá para levar aquela

pessoa ao arrependimento. ‘Quanto àqueles que se preocupam pensando

que já cometeram o pecado imperdoável, a sua disposição de se

arrependerem e quererem o perdão, é evidência de que não cometeram o

tal pecado’” (Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD, p.1411).

GLOSSÁRIO

Adversidade: Contrariedade, aborrecimento; infelicidade, infortúnio,

revés.
Diretiva: Conjunto de instruções ou indicações para se tratar e levar a

termo um plano, uma ação, um negócio.

Extinguir: Aniquilar, destruir; exterminar inteiramente.

Incorrer: Ficar incluído, implicado ou comprometido; incidir.

Veemência: Impetuosidade; grande energia; vigor; intensidade,

atividade, vivacidade.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Comentário Bíblico — Efésios. Elienai Cabral, CPAD.

Mente Renovada por Deus. Kimball Hodge, CPAD.

O Poder da Santificação. Henry Holloman, CPAD.

QUESTIONÁRIO

1. O que representa a queima do incenso?

R. Simboliza a vida de oração do crente.

2. Como manter aceso o fogo do Espírito em nós?

R. Evitando tudo o que diminui e por fim apaga esse santo fogo: a

desobediência e o pecado.

3. De que forma o Espírito Santo nos renova diariamente?

R. Alimentando-nos mediante a Palavra e levando-nos a buscar a Deus

em oração.
4. De que maneira podemos impedir a operação do Espírito Santo?

R. Resistindo, entristecendo, extinguindo e blasfemando contra o Espírito.

5. Cite os três aspectos para os quais devemos estar atentos se queremos

conservar o Espírito Santo em nossa vida.

R. Pureza, obediência à Palavra de Deus e humildade.

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