TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE
Profa. Taiane Rustick
Histórico do conceito
•Categoria nomeada de diversas formas ao longo dos séculos: insanidade moral,
neurose de caráter, psicopatia, etc.
•Popularização do termo "psicopatia", muitas vezes usado incorretamente.
•Kurt Schneider: Importante figura no estudo dos TPs, introduziu o conceito de
"personalidades anormais".
• Schneider e as Personalidades Anormais:
• Classificação de personalidades como
desvios estatísticos.
• Distinção entre anormalidades que
causam sofrimento e as que não
causam.
• Impacto na psiquiatria contemporânea.
Características dos tps de acordo com dsm-5 e cid-11
• Final da adolescência/inicio da vida adulta
• Padrão estável ao longo da vida: o padrão anormal de comportamento, experiências internas e respostas
afetivas e volitivas é persistente e consideravelmente estável, não se limitando a um episódio da vida ou
de transtorno mental associado (como uma fase maníaca ou depressiva, um surto esquizofrênico, etc.).
• Impacto no comportamento e nas relações interpessoais. (mal-adaptativo).
• Diferentes graus de sofrimento (solidão, sensação de fracasso pessoal, dificuldades nos relacionamentos,
vividos com amargura, dor psíquica).
Classificação dos Transtornos
da Personalidade
•Subgrupos do DSM-5:
•Grupo A: Esquisitos e Desconfiados.
•Grupo B: Instáveis e Manipuladores/centro das atenções.
•Grupo C: Ansiosos e Controlados-controladores.
Grupo B: padrão instabilidade
e/ou manipulação
Transtornos do Grupo B são caracterizados por
comportamentos dramáticos, emocionais ou erráticos.
• Principais Transtornos:
• Transtorno da Personalidade Borderline (TPB)
• Transtorno da Personalidade Histriônica (TPH)
• Transtorno da Personalidade Antissocial (TPA)
• Transtorno da Personalidade Narcisista
Transtorno da Personalidade Borderline (TPB)
Prevalência e Populações Impacto na Vida Pessoal e
Fatores Causais:
Atingidas: Social:
• Frequência de 1 a 5% na • Traumas emocionais na • Instabilidade em relações
população geral. infância, negligência, abuso pessoais, autoimagem
• Mais comum em mulheres, físico/sexual, problemas de eacentuada impulsividade.
jovens, populações urbanas e attachment e componente
pobres. genético.
São necessárias pelo menos cinco das seguintes
características para o diagnóstico de TPB (DSM-5):
•1.Esforços excessivos e desesperados para evitar abandono, real ou imaginário; intensa
sensibilidade às menores pistas de possível abandono.
•2.Relacionamentos pessoais intensos, mas muito instáveis, oscilando em períodos de
idealização de uma grande “paixão” ou “amizade-adoração” para outros de
desvalorização, “ódio” e “rancor” profundos.
São necessárias pelo menos cinco das seguintes
características para o diagnóstico de TPB (DSM-5):
•3.Perturbação da identidade: dificuldades graves e instabilidade com relação à
autoimagem, aos objetivos e às preferências pessoais (inclusive as de orientação sexual e
de identidade de gênero).
•4.Impulsividade em pelo menos duas áreas autodestrutivas (p. ex., gastos exagerados,
sexo com desconhecidos, uso de substâncias, compulsão alimentar, dirigir de forma
perigosa/irresponsável). Atos repetitivos de autolesão (p. ex., cortar-se propositalmente).
São necessárias pelo menos cinco das seguintes
características para o diagnóstico de TPB (DSM-5):
•5.Comportamentos, gestos e atos suicidas repetitivos ou comportamentos de automutilação.
•6.Instabilidade emocional intensa, decorrente de acentuada reatividade do humor
(irritabilidade ou ansiedade intensas, de poucas horas, raramente de dias), disforias
episódicas.
•7.Sentimentos crônicos de vazio (sentimentos depressivos com a marca de sentir um vazio
interno).
São necessárias pelo menos cinco das seguintes
características para o diagnóstico de TPB (DSM-5):
•8.Raiva intensa e inapropriada e/ou muita dificuldade em controlá-la (brigas físicas
recorrentes, irritação, raiva, explosões comportamentais).
•9.De forma transitória, podem ocorrer ideias de perseguição, de que se está sendo traído,
perseguido, ameaçado, e/ou sintomas ou episódios dissociativos intensos, decorrentes de
estresses, de situações pessoais difíceis.
Distorções Cognitivas no TPB
Tendência a tomar Dificuldade em interpretar
Atribuições monocausais
decisões precipitadas e e reagir adequadamente
e paranoides.
arriscadas. ao feedback.
Chegada a conclusões
inadequadas de forma
rápida.
Transtorno da Personalidade
Histriônica (TPH)
• Prevalência e Populações Atingidas:
• Frequência de 2% na população
geral.
• Busca constante ou em excesso por
chamar atenção.
As principais características para o diagnóstico do TPH
(DSM-5) são pelo menos cinco das seguintes:
•1.O indivíduo sente desconforto em situações em que não é o centro das atenções. Há
busca contínua de atenção e apreciação por parte dos outros; quer ser o centro das
atenções.
•2.A interação com as pessoas com frequência é caracterizada por comportamento
sexualmente sedutor, inadequado e provocativo.
As principais características para o diagnóstico do TPH
(DSM-5) são pelo menos cinco das seguintes:
•3.O indivíduo apresenta mudanças rápidas das emoções e expressão superficial delas.
A afetividade tende, assim, a ser superficial, pueril e lábil.
•4.Usa de modo reiterado a aparência física para atrair atenção para si.
•5.Tem um estilo de falar, um discurso carente de detalhes e de exatidão, com um
caráter impressionista, meio vago.
As principais características para o diagnóstico do TPH
(DSM-5) são pelo menos cinco das seguintes:
•6.O indivíduo utiliza dramatização e autodramatização, teatralidade, expressão
exagerada das emoções.
•7.Há sugestionabilidade aumentada; o indivíduo é facilmente influenciado por outros
ou pelas circunstâncias.
•8.Considera as relações pessoais mais íntimas do que na realidade são.
•No TPH, também pode ser notada
certa infantilidade, ou seja, tendência
a apresentar reações infantis,
regredidas, com pouca tolerância à
frustração.
Transtorno da Personalidade Antissocial (TPA)
Prevalência e Populações Atingidas:
Mais comum em homens, jovens adultos, áreas urbanas e níveis socioeconômicos
baixos.
Com frequência, não têm
Apresentam muita dificuldade consideração ou compaixão
em ter uma interação afetiva pelas outras pessoas; mentem,
recíproca, respeitosa e enganam, trapaceiam,
duradoura. prejudicam os outros, mesmo
a quem nunca lhes fez nada.
Para o diagnóstico de TPA, deve haver pelo menos três das
seguintes características (DSM-5):
•1.Fracasso em ajustar-se às normas sociais relativas a comportamentos legais.
Repetição de atos que podem constituir motivos de detenção.
•2.Tendência à falsidade, a mentir repetidamente, a praticar a falsidade, falsificar nomes,
documentos, trapacear para ganho pessoal ou por prazer.
Para o diagnóstico de TPA, deve haver pelo menos três das
seguintes características (DSM-5):
• 3.Impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro. No sentido da impulsividade e da
inconstância, pode haver incapacidade de manter relacionamentos, embora não haja dificuldade
em iniciá-los.
• 4.Irritabilidade e agressividade, envolvimento frequente em brigas, lutas e agressões verbais e
físicas. Hostilidade em muitos contextos. Nesse sentido, também é comum haver baixa tolerância a
frustrações e baixo limiar para descarga de agressão, inclusive violência.
• 5.Descaso pela segurança de si e dos outros.
Para o diagnóstico de TPA, deve haver pelo menos três das
seguintes características (DSM-5):
• 6.Irresponsabilidade reiterada, indicada por falha em manter conduta consistente no trabalho ou
em honrar obrigações financeiras (p. ex., pagar contas). Dessa forma, esses indivíduos apresentam
irresponsabilidade e desrespeito por normas, regras e obrigações sociais.
• 7.Ausência de remorso, verificada pela indiferença ou racionalização em relação a ter ferido,
maltratado, prejudicado gravemente ou roubado outras pessoas. Assim, verifica-se muitas vezes
incapacidade de experimentar culpa e de aprender com a experiência, particularmente com a
punição.
Transtorno da
Personalidade Narcisista
•Prevalência:
•Necessidade excessiva de admiração,
grandiosidade e falta de empatia.
São necessárias pelo menos cinco das seguintes
características para o diagnóstico:
•1.O indivíduo apresenta senso grandioso (e irreal) da própria importância. Julga ter talentos
especiais e espera ser reconhecido como superior sem que tenha feito algo concreto para isso.
•2.É muito voltado para fantasias de grande sucesso pessoal, de poder, brilho, beleza ou de um
amor ideal.
•3.Acha-se excepcionalmente “especial” e “único”, acreditando que só pessoas ou instituições
também excepcionalmente especiais ou únicas podem estar a sua altura.
São necessárias pelo menos cinco das seguintes
características para o diagnóstico:
•4.Requer admiração excessiva.
•5.Apresenta expectativas irracionais de tratamento especial, sentimentos de ter “direitos”, ou
de que as pessoas estejam de acordo com suas expectativas.
•6.Tende a ser “explorador” nas relações interpessoais, buscando vantagens sobre os outros
para atingir seu fim ou sucesso pessoal.
São necessárias pelo menos cinco das seguintes
características para o diagnóstico:
•7.Sem empatia pelos outros, reluta em reconhecer os sentimentos e as necessidades das
pessoas ou em se identificar com elas em tais sentimentos e necessidades.
•8.Frequentemente invejoso dos outros ou do sucesso alheio; acha sempre que os outros têm
inveja dele.
•9.É frequentemente arrogante nos seus comportamentos e atitudes.
Grupo A: padrão “esquisitice e/ou
desconfiança” (ou “estranhos”, “excêntricos”)
•Principais Transtornos:
• Transtorno da Personalidade Esquizoide
• Transtorno da Personalidade Paranoide
• Transtorno da Personalidade Esquizotípica
transtorno da personalidade
esquizoide
•O indivíduo apresenta capacidade limitada
para expressar sentimentos calorosos, ternos
ou raiva para com os outros.
•Distanciamento das relações sociais.
Para o diagnóstico, deve haver, pelo menos quatro ou mais
das características apresentadas a seguir:
O indivíduo com transtorno da personalidade esquizoide:
•1.não deseja nem desfruta de relações íntimas, inclusive ser parte de uma família;
•2.tem preferência quase invariável por atividades solitárias;
•3.demonstra pouco interesse em ter experiências sexuais com outras pessoas;
Para o diagnóstico, deve haver, pelo menos quatro ou mais
das características apresentadas a seguir:
4.realiza poucas atividades que produzem prazer;
5.não tem amigos próximos nem pessoas confidentes, a não ser familiares de primeiro grau;
6.mostra indiferença aparente a elogios ou críticas;
7.demonstra frieza emocional, apresenta distanciamento ou embotamento afetivo.
transtorno da personalidade
paranoide
• Pessoas que têm uma estrutura de personalidade na qual
domina um padrão de desconfiança difusa das outras
pessoas; elas sentem a suspeita de que os outros estão
sempre contra elas ou têm motivações negativas, destrutivas,
invejosas em relação a sua pessoa.
Para o diagnóstico, é necessário quatro ou mais das
seguintes características:
•1.Suspeitas recorrentes, sem base na realidade, de estar sendo enganado, maltratado
ou explorado pelos outros.
•2.O indivíduo se preocupa sem justificativas ou embasamento real e tem dúvidas
sobre a lealdade ou a confiabilidade de amigos e sócios.
•3.Porque pensa ou conclui que as informações serão usadas negativamente contra si,
reluta em confiar nas outras pessoas e tem medo infundado da ação delas.
Para o diagnóstico, é necessário quatro ou mais das
seguintes características:
•4.Tende a perceber significados ocultos humilhantes ou ameaçadores em comentários ou
acontecimentos benignos ou indiferentes.
• 5.Guarda rancor de forma persistente (p. ex., não perdoa desprezo, insultos ou injúrias).
• 6.Tende a perceber ataques a sua reputação ou a seu caráter que não são percebidos pelos outros,
reage com raiva e contra-ataca rapidamente.
• 7.Tem suspeitas recorrentes, sem justificativa, com respeito à fidelidade do cônjuge ou parceiro sexual.
•Pessoas com TP paranoide têm sensibilidade excessiva
a rejeições e contratempos, desconfiança excessiva e
tendência exagerada a distorcer as experiências por
interpretar erroneamente as ações dos outros.
transtorno da
personalidade
esquizotípica • As pessoas com TP esquizotípica apresentam um padrão, ao
longo da vida, de aspectos da personalidade em que há
desconforto em relacionamentos pessoais, sobretudo à
medida em que a intimidade aumenta.
• Excentricidade no comportamento.
Para o diagnóstico, é necessário cinco ou mais das seguintes
características:
• 1.Ideias de referência (com exclusão de delírios de referência), ou seja, têm a tendência a interpretar os eventos
que acontecem ao seu redor, no seu local de moradia, de trabalho ou lazer, como relacionados especificamente
consigo, geralmente com sentido negativo (tudo se refere à pessoa de forma negativa, pejorativa).
• 2.Ideias e crenças estranhas, tendendo a apresentar pensamento mágico, ideias essas que são inconsistentes com
as normas subculturais (de sua família, de seu grupo religioso, de seu grupo de amigos, da escola ou trabalho).
• 3.Experiências perceptivas incomuns, inclusive ilusões corporais.
Para o diagnóstico, é necessário cinco ou mais das seguintes
características:
• 4.Pensamento e discurso incomuns, estranhos – por exemplo, pensamento vago, exageradamente
metafórico, hiperelaborado ou estereotipado (parece tratar-se de ideias filosóficas, mas é vago,
inconsistente e mesmo bastante confuso).
• 5.Ideação paranoide, indivíduo muito desconfiado.
• 6.Afetos inapropriados ou muito reduzidos.
Para o diagnóstico, é necessário cinco ou mais das seguintes
características:
• 7.Comportamento e/ou aparência física (inclusive vestimenta, adornos corporais, cabelos, etc.) muito
estranhos; os pacientes parecem demasiadamente excêntricos ou muito peculiares.
• 8.Ausência de amigos íntimos ou confidentes além dos parentes de primeiro grau.
• 9.Ansiedade excessiva em situações sociais, que não diminui com a familiaridade em relação a tal situação
ou é colorida com ideação paranoide.
Grupo C: padrão “ansiedade e/ou controle
e/ou insegurança” (ou “ansiosos”, “medrosos”)
•Principais Transtornos:
• Transtorno da Personalidade obsessivo-compulsiva
• Transtorno da Personalidade dependente
• Transtorno da Personalidade evitativa
transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva
Esse é um TP relativamente frequente, com
Esse TP tende a ser mais frequente em
prevalência mediana de 1,7% na população
pessoas com maior escolaridade, casadas e
em geral, sendo que os homens têm uma
empregadas.
taxa cinco vezes maior do que as mulheres.
transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva
Envolve um padrão exagerado por
ordem, perfeccionismo e controle.
Para o diagnóstico, é necessária a presença de pelo menos
quatro destas características:
• 1.Preocupação excessiva com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou esquemas a ponto de o
objetivo principal da atividade que realiza ser perdido.
• 2.Perfeccionismo que interfere na conclusão de tarefas e preocupação indevida com detalhes da vida.
• 3.Dedicação excessiva ao trabalho e à produtividade em detrimento de ocupar-se com amizades, lazer,
relações pessoais (não explicada por dificuldades financeiras).
Para o diagnóstico, é necessária a presença de pelo menos
quatro destas características:
• 4.Excesso de escrúpulos e inflexibilidade em relação a assuntos de moralidade, ética ou valores (não
explicado por questões religiosas ou culturais).
• 5.Incapacidade de jogar fora objetos usados ou sem valor, mesmo quando não têm valor sentimental.
• 6.O indivíduo reluta em delegar tarefas ou trabalhar com outras pessoas a menos que elas se
submetam ao seu modo exato de fazer as coisas. Insistência incomum para que os outros se
submetam exatamente a sua maneira de fazer as coisas.
Para o diagnóstico, é necessária a presença de pelo menos
quatro destas características:
• 7.Estilo mesquinho para lidar com gastos, com o dinheiro, mesmo que isso não se justifique
por carência econômica.
• 8.Tendência a rigidez e teimosia.
• Esse padrão de personalidade se caracteriza pela
rigidez e controle, pela dificuldade em relaxar e
ter prazer na vida, nas relações interpessoais,
sobretudo quando tal prazer depende de
“desligar um pouco” e deixar as coisas
acontecerem.
transtorno da personalidade dependente
Os indivíduos que apresentam esse TP são, São indivíduos que se percebem como
de modo geral, muito dependentes de outras incapazes, sem habilidades pessoais, até para
Temem intensamente a separação dessa(s)
pessoas (com frequência de uma pessoa tomar decisões na vida diária, como o que
pessoa(s).
principal); como consequência, acabam por se vestir, com quem devem ter amizade, o que
submeter de forma intensa a elas. fazer no trabalho, etc.
Para o diagnóstico desse TP, é necessária a presença de pelo
menos cinco das seguintes características:
• 1.Subordinação das próprias necessidades e desejos àqueles dos outros dos quais é dependente.
• 2.Dificuldades para tomar decisões cotidianas e solicitação constante de que outros (dos quais
depende) tomem as decisões diárias e importantes em sua vida. Esses indivíduos pedem
frequentemente reasseguramentos e conselhos dos outros.
• 3.Necessidade de que o(s) outro(s) assuma(m) responsabilidade na maior parte dos assuntos de
sua vida.
Para o diagnóstico desse TP, é necessária a presença de pelo
menos cinco das seguintes características:
• 4.Dificuldades em manifestar desacordo em decorrência do medo que têm de perder o apoio ou a
aprovação.
• 5.Dificuldades em iniciar projetos, em fazer coisas por conta própria, por falta de confiança em si,
nas suas capacidades ou julgamentos (não se trata de falta de motivação ou energia, mas de falta
de autoconfiança).
• 6.Tais pessoas podem ir a extremos para obter apoio, aprovação e carinho dos outros, a ponto de se
voluntariar para fazer coisas desagradáveis.
Para o diagnóstico desse TP, é necessária a presença de pelo
menos cinco das seguintes características:
• 7.Sentimento de desamparo e desconforto significativo quando sozinho por causa de medo
exagerado de ser incapaz de se cuidar.
• 8.Logo após o término de um relacionamento íntimo, tais pessoas buscam intensamente, com
urgência, outro relacionamento para obter fonte de cuidado e apoio.
• 9.Preocupações e/ou medo importante de ser abandonado à própria sorte.
transtorno da
personalidade evitativa
• Há, nesse TP, um padrão importante de
inibição social, sentimentos marcantes de
inadequação e uma sensibilidade muito
acentuada diante da possibilidade de
receber avaliações negativas das outras
pessoas.
Para o diagnóstico desse tipo de TP, deve haver quatro ou
mais das seguintes características:
•1.Evitação de atividades profissionais ou estudantis que impliquem contato interpessoal
significativo, pois o indivíduo tem muito medo de críticas, desaprovação ou rejeição.
•2.Falta de disposição para se envolver com outras pessoas.
•3.Reserva e evitação de relacionamentos íntimos, decorrentes do medo de passar
vergonha ou ser ridicularizado.
Para o diagnóstico desse tipo de TP, deve haver quatro ou
mais das seguintes características:
•4.Muita preocupação com possíveis críticas ou rejeição em situações sociais.
•5.Inibição para interações, decorrente dos sentimentos de inadequação.
•6.Tendência a ver a si mesmo como socialmente incapaz, sem atrativos pessoais ou
inferior aos outros.
•7.Relutância em assumir riscos pessoais ou em se envolver em atividades ou situações
novas por medo de constrangimentos.
Sinais de suspeita de um possível transtorno de
personalidade:
• Consistentemente tem uma opinião sobre si mesma e sobre os outros de maneiras que não
correspondem à realidade
• Descreve um padrão de pensamentos ou comportamentos inadequados que ela não muda
apesar das consequências negativas
• Seu comportamento e/ou suas consequências lhe causam angústia, ou não ela não consegue
funcionar adequadamente devido ao seu comportamento
TRATAMENTO
Psicoterapia - a mais indicada da linha TCC Medicação para quando apresentam sintomas físicos
(ansiedade, deprimida, comorbidades: fobia social)
Algumas pessoas com um transtorno de personalidade ficam angustiadas com seu
próprio comportamento e ativamente buscam tratamento. Outras pessoas não
conseguem reconhecer que há um problema com seu próprio comportamento.
tratamento
Quando uma pessoa com transtorno de personalidade procura ajuda, é provável
que o motivo seja porque ela quer ajuda com outros transtornos de saúde mental
como ansiedade, depressão ou abuso de substâncias ou com os problemas criados
pelo seu transtorno de personalidade, tais como divórcio, desemprego ou solidão, e
não devido ao próprio transtorno.
tratamento
Ainda que os tratamentos variem de acordo com o tipo de transtorno de personalidade, o tratamento em geral tenta:
Reduzir a angústia
Ajudar a pessoa a entender que os seus problemas são internos (e não causados por outras pessoas ou situações)
Diminuir o comportamento mal adaptativo e socialmente indesejável
Modificar os traços de personalidade que estão causando dificuldades
Referências:
•AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Rio de Janeiro: ArtMed, 2014.
•BARLOW, David H. Manual clínico dos transtornos psicológicos: tratamento passo a passo. 5. ed. Cap. 10, Porto Alegre: ArtMed, 2016.
•DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 3. ed. Cap. 25, Porto Alegre: ArtMed, 2018.