0% acharam este documento útil (0 voto)
36 visualizações21 páginas

TRABALHO AUDITORIA FISCAL OU TRIBUTÁRIA Rita

Enviado por

Cremildo Angelo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
36 visualizações21 páginas

TRABALHO AUDITORIA FISCAL OU TRIBUTÁRIA Rita

Enviado por

Cremildo Angelo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
Você está na página 1/ 21

Índice

CAPITULO I: INTRODUÇÃO..............................................................................................3

1.1. Introdução....................................................................................................................3

1.2. Objectivos....................................................................................................................5

1.2.1. Geral.........................................................................................................................5

1.2.2. Específicos................................................................................................................5

1.3. Metodologia.................................................................................................................5

CAPITULO II: CONCEITUALIZAÇÃO..............................................................................6

2.2. Finalidade da Auditoria Tributária...............................................................................8

2.3. A importância da auditoria para a análise financeira...................................................9

2.4. Tipos de Auditoria Fiscal e Tributaria.......................................................................10

2.5. Fases da auditoria.......................................................................................................10

2.5.1. Planeamento e avaliação do risco...........................................................................10

2.5.2. Execução e resposta aos riscos...............................................................................13

2.5.3. Finalização, conclusões e opinião..........................................................................15

2.6. Benefícios da Auditoria Fiscal e Tributaria...............................................................17

CAPITULO III: CONCLUSORIO.......................................................................................19

3.1. Conclusão...................................................................................................................19

3.2. Referencial Bibliografico...........................................................................................20


CAPITULO I: INTRODUÇÃO

1.1. Introdução

A Auditoria Fiscal também é chamada de Auditoria Tributaria e tem como objectivo


principal analisar se todas as obrigações tributárias estão sendo seguidas correctamente em
uma empresa. É responsável pelo controle e bom andamento dos procedimentos legais que
envolvem diversos processos como pagamento e recuperação de impostos ou quaisquer
outras coisas relacionadas a parte fiscal de uma organização. é um importante instrumento
de gestão administrativa que engloba informações importantes de todos os segmentos de
uma empresa. A auditoria fiscal pode ser apresentada como um exame suportado num
conjunto de procedimentos com o objectivo de analisar a conformidade fiscal para emitir
uma conclusão e consequente opinião sobre as práticas e procedimentos fiscais (ou a sua
falta) aplicados por uma entidade. As práticas e procedimentos percorrem todo o percurso
do imposto, desde o fato que gera a entrega de um tributo futuro e/ou obrigações
declarativas até à respectiva entrega do tributo e/ou declaração ao Estado. A principal
finalidade da auditoria tributária é o de verificar o correto cumprimento das obrigações
fiscais por parte do auditado, esta auditoria subivide-se em três, preventiva, coerciva e
operacional, que para a sua execução seguem 3 fases principais. Neste sentido o presente
trabalho, procura reflectir mais em torno da Auditoria Fiscal e Tributaria
1.2. Abstract

The Tax Audit is also called Tax Audit and its main objective is to analyze whether all tax
Obligations Company. I tis responsible for the control and good progress of legal
procedures such as payment and recovery of taxes or any other things related to the tax part
so any organization. It is an important administrative management tool that encompasses
important information from all segments of a company. The tax audit can be presented as
an examination supported by a set procedures with the objective so analyzing tax
compliance to issue a conclusion and consequent opinion on the practices and procedures
(or lack thereof) applied by an entity. The practices and procedures cover the entire tax
path, from the fact that tax and/or reporting obligations to respective delivery of the tax
and/or declaration to the State. In this sense, the present work seeks to reflect more on the
Tax and Tributary Audit
1.3. Objectivos

1.3.1. Geral
 Abordar sobre a Auditoria Fiscal e Tributaria

1.3.2. Específicos
 Identificar os princípios e conceitos básicos Auditoria Fiscal e Tributaria;
 Analisar as fases de uma Auditoria Fiscal e Tributaria;
 Ilustrar os benefícios e importância da Auditoria Fiscal e Tributaria.

1.4. Metodologia
Para a prossecução dos objectivos acima mencionados, a respectiva informação será obtida
em documentos em formato electrónico do tipo PDF, e artigos recuperados da internet.
CAPITULO II: CONCEITUALIZAÇÃO

2.1. Definição de Auditoria Fiscal ou Tributária


Auditoria fiscal ou tributária é o ramo da auditoria voltado para a análise do correto
cumprimento das obrigações tributárias pelos contribuintes.
Em linhas gerais, a auditoria tributária tem como objectivo examinar os procedimentos
fiscais dos contribuintes e propiciar condições legais para o planeamento fiscal e tributário.
Portanto, o profissional terá que avaliar, como em todo trabalho de auditoria, a eficiência e
eficácia dos procedimentos e controles internos que permeiam as operações do ente
auditado.
A análise dos controles internos permitirá ao auditor avaliar a dimensão dos testes a serem
feitos no que diz respeito aos pagamentos efetuados, a recuperação de impostos,
contribuições, taxas e demais bónus de natureza fisco-tributária, inclusive multas pela não
apresentação de declarações e juros e multas sobre o não recolhimento de tributos nos
prazos previstos na legislação.
A Auditoria Tributaria e Fiscal visa a fiscalização eficiente e eficaz de pagamentos e
recuperação de impostos, taxas e quaisquer ónus de natureza fisco-tributária que incida nas
operações, bens e documentos do contribuinte, e só pode ser realizada por servidor público
empregado no ente tributante.
A auditoria fiscal pode ser apresentada como um exame suportado num conjunto de
procedimentos com o objectivo de analisar a conformidade fiscal para emitir uma
conclusão e consequente opinião sobre as práticas e procedimentos fiscais (ou a sua falta)
aplicados por uma entidade. As práticas e procedimentos percorrem todo o percurso do
imposto, desde o fato que gera a entrega de um tributo futuro e/ou obrigações declarativas
até à respectiva entrega do tributo e/ou declaração ao Estado.
A noção acima apresentada é uma perspectiva do autor. A definição de auditoria fiscal não
se configura simples em poucas palavras. Nesse sentido, de seguida são citadas algumas
definições apresentadas por outros autores que, com diferentes perspectivas e objectivos,
nos seus escritos apresentam o seu olhar sobre a disciplina. Para Gonçalves e Soares (1994)
citados por Gonçalves (2010, p. 9):
“(…) podemos considerar a Auditoria Fiscal como uma parte autónoma da Auditoria
Financeira, realizada quer pela empresa quer pelo Estado, e que apresenta como principal
objectivo certificar-se de que as Demonstrações Financeiras foram preparadas em estreita
observância aos princípios contabilísticos geralmente aceites (PCGA) e de que não
enfermam de erros que de algum modo possam vir a deturpar o seu resultado,
influenciando negativamente o resultado fiscal e consequentemente o imposto devido ao
Estado.”
No mesmo trabalho, Gonçalves (2010, p. 16) refere que:
“(…) a Auditoria Fiscal constitui um importante instrumento ao serviço da gestão das
empresas e um indispensável mecanismo para acautelar os interesses do Estado na
presença de situações irregulares do ponto de vista da arrecadação de impostos.”
No que respeita aos procedimentos utilizados pelo auditor, Amorim (2016, p. 4) salienta
que:
“Toda a auditoria fiscal requer a execução de procedimentos próprios destinados a
averiguar a fiabilidade e credibilidade das informações financeiras divulgadas pelos
sujeitos passivos de IRC [Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Relatório de Estágio
em Auditoria Fiscal Colectivas] e assim prevenir e combater eventuais situações de evasão
e fraude fiscais.”
Para Lourenço (2000 p. 66) o objectivo da auditoria fiscal é o exame da:
“(…) situação fiscal da empresa, tendo em vista o controlo da regularidade fiscal, assim
como o conhecimento dos erros e dos riscos que decorrem da prática desses erros de
forma a contribuir para uma maior eficiência fiscal.”
Também Guimarães (2001, p. 351), citado em Amorim (2016, p. 4), salienta que a auditoria
fiscal:
“(…) visa essencialmente a verificação do cumprimento da legislação fiscal por parte do
sujeito passivo e do seu correspondente relato nas demonstrações financeiras.”
As definições apresentadas expõem diferentes ângulos de olhar a auditoria fiscal.
Gonçalves (2010) e Amorim (2016) detêm um olhar mais “Estadista” e social da auditoria
fiscal, ao expressarem um interesse do Estado na arrecadação de receitas e de prevenção e
combate a situações eventuais de evasão e fraude fiscal. Ambas as definições abordam em
grande medida o ponto de vista da inspecção tributária cujo procedimento de inspecção
tributária visa a observação das realidades tributárias, a verificação do cumprimento das
obrigações tributárias e a prevenção das infracções tributárias (n.º 1 do artigo 2º do Regime
Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária e Aduaneira4). Contudo, importa `
`11realçar que os trabalhos divulgados pelos autores não se cingem apenas
ao papel do inspector tributário na auditoria fiscal, mas também focam o olhar não colector
do auditor e consultor fiscal.
Por outro lado, a definição avançada por Lourenço (2000) tem em conta, essencialmente, os
interesses da empresa. Um planeamento fiscal eficiente e, na maioria das situações, pouco
susceptível de litígios com a Autoridade Tributária e Aduaneira (ATA) será certamente o
que os empresários e órgãos de gestão esperam quando recorrem aos serviços
especializados de auditores e consultores fiscais.
Note-se que esta perspectiva da empresa ou do sujeito passivo dos impostos não deve ser
confundida com a de quem procura subterfúgios na lei para escapar ao imposto, da elisão
fiscal ou mesmo da fraude e evasão fiscal. Estas situações menos claras, que procuram
evitar ou defraudar a lei fiscal, não se enquadram nos serviços de auditoria ou consultoria
fiscal, que por sua vez assentam numa correta aplicação e utilização da lei fiscal, onde o
sujeito passivo do imposto se deve “mobilizar”. A eficiência fiscal faz parte desse intervalo
de “movimento” uma vez que se o legislador criou benefícios e vantagens fiscais terá sido
com o propósito social de alavancar ou proteger alguma actividade produtiva, acção social
ou ambiental ou pessoas com determinadas “especificidades”

2.2. Finalidade da Auditoria Tributária


A principal finalidade da auditoria tributária é o de verificar o correto cumprimento das
obrigações fiscais por parte do auditado
Naturalmente, as obrigações fiscais vão muito além do pagamento dos impostos. Elas
abrangem, também, o cumprimento das obrigações acessórias, materializadas pela
apresentação de declarações.
Como se isso não bastasse, hoje as empresas têm mais uma obrigação: apresentar o Sped,
fiscal e contábil. Portanto, temos aí mais um ramo de atuação da auditoria tributária.
A auditoria tributária também tem uma função extremamente nobre, que é a de actuar como
agente preventivo e inibidor contra fraudes. Por conseguinte, ao realizar os trabalhos, o
auditor deve estar atento para a possibilidade de fraudes e/ou actividades ilegais nos
registos
Objecto de análise que podem pôr em risco a “saúde tributária” da empresa, porquanto a
fiscalização costuma ser rigorosa com tais actos.
Cuidados também devem ser direccionados para eventuais erros que, embora, não se
caracterizem como fraude, acarretam penalidades severas às empresas infractoras.

2.3. A importância da auditoria para a análise financeira


A análise financeira está relacionada de forma decisiva com a auditoria. A auditoria
financeira (e a fiscal num tópico mais restrito) tem como objectivo a garantia de confiança
nas demonstrações financeiras e que as mesmas transmitem a posição financeira e o
desempenho da entidade de acordo com os normativos em vigor. Desta forma, a auditoria
às contas é muito importante para a confiança dos analistas financeiros e do mercado em
geral na respectiva Certificação Legal das Contas (CLC) (Neves, 2015).
A análise financeira é o exame de documentos contabilísticos financeiros históricos com o
intuito de “examinar a evolução da situação financeira e da rendibilidade da empresa, com
vista a detectar tendências futuras e a dar recomendações sintonizadas com a estratégia da
organização” (Neves, 2015, p.31).
A análise económica e financeira resulta de dados resultantes das actividades reais
escriturados e mensurados economicamente. A análise financeira realizada por analistas
dos mercados financeiros, por especialistas em finanças empresariais, por avaliadores de
empresas, e por tantos outros profissionais tem, na sua maioria das vezes, como base
informação recolhida pela contabilidade e sintetizada nos reportes elaborados pelos órgãos
de gestão. Por conseguinte, poder-se-á afirmar que a contabilidade, o resultado da sua
aplicação e conclusão apresentada nos Relatórios e Contas é muito do que é o suporte para
a maioria das opções tomadas pelos investidores, analistas financeiros, entre outros.
Estando a análise financeira tão dependente da informação contabilística, e não sendo os
órgãos de gestão entidades isentas na informação prestadas aos utentes, é importante que
uma terceira entidade, independente e tecnicamente capaz, certifique o que é transmitido
aos interessados nas demonstrações financeiras. Essa certificação é emitida pelos Revisores
Oficiais de Contas que dão a sua opinião sobre o Relatório e Contas na CLC.
A auditoria é, portanto, essencial para a análise financeira na medida em que confere
fiabilidade e credibilidade ao input necessário. A auditoria exerce essa função através da
análise, teste ou verificação à conformidade da contabilidade e de outros factos relevantes
da entidade que resultaram nas demonstrações financeiras.

2.4. Tipos de Auditoria Fiscal e Tributaria


A auditoria fiscal e tributaria está segregada em:
 Preventiva: revisar os últimos 5 anos das obrigações principais e acessórias,
objectivando adequar os procedimentos fiscais à legislação vigente, e precaver a
empresa de eventuais fiscalizações.
 Correctiva: revisar mensalmente as obrigações principais e acessórias com base em
apurações realizadas e documentações apresentadas pela empresa, ou referentes a
um determinado período solicitado.
 Operacional: apurar mensalmente as obrigações principais, confeccionar guias de
recolhimento, elaborar e enviar declarações acessórias, recuperação e actualização
de créditos tributários, levantamento e revisão de contingências fiscais.

2.5. Fases da auditoria


A auditoria fiscal, tal como a auditoria financeira, deve estar assente em três fases:
1.ª fase: Planeamento e avaliação do risco;
2.ª: fase: Execução e resposta aos riscos;
3.ª: fase: Finalização, conclusões e opinião.
Não serão expostos detalhadamente os procedimentos de cada fase de auditoria, sendo
apenas desenvolvidos os pontos que se distinguem e são mais relevantes numa auditoria
fiscal.

2.5.1. Planeamento e avaliação do risco


A fase do planeamento tem como principal objectivo a percepção das áreas importantes a
analisar, antecipar, identificar e localizar problemas e/ou potenciais riscos para a entidade
auditada e para a própria auditoria. Nesta fase deverá ficar definida a metodologia e
estratégia de trabalho, os procedimentos a realizar e quem os irá efectuar. O impacto do
planeamento acontecerá aquando da realização dos procedimentos de auditoria na recolha
de prova, nas análises às áreas operacionais e financeiras. Estes tenderão a ser mais eficazes
e eficientes se existir um planeamento que consiga detectar as áreas de riscos e os
procedimentos de auditoria necessários para os testar e obter uma opinião final sobre o
objecto da auditoria, seja de objecto fiscal, financeiro ou outro.
Assim, uma das primeiras tarefas a realizar na fase do planeamento é o correto
conhecimento da entidade a auditar e compreensão de toda a sua envolvente.
De facto, o panorama fiscal não se extingue numa aplicação taxativa de leis tributárias a
realidades fixas. Torna-se imperioso a interpretação e adaptação da legislação à realidade
do sujeito passivo e do ato gerador, podendo a objectividade e/ou subjectividade ditar
situações de sujeição, não sujeição ou isenção. Nesse sentido, é muito relevante para o
auditor fiscal que, na fase de planeamento, se compreenda a estrutura da sociedade a
auditar, a sua actividade e forma de a exercer, e os diplomas legais que abrangem a
sociedade e a sua actividade. Esta panóplia de informação, que poderá ser mais vasta do
que a anteriormente referida, servirá para a compreensão da entidade e um correto
enquadramento do ponto de vista fiscal.
O conhecimento e contexto da sociedade a auditar permitem avaliar os riscos fiscais a que a
sociedade e a sua actividade poderão estar sujeitas e, por sua vez, as áreas fiscais sobre as
quais a auditoria deverá ter análises mais profundas e de maior detalhe.
Neste processo (contínuo) de obtenção de compreensão do seu cliente e da sua envolvente,
o auditor terá, logo na fase de planeamento, de aplicar alguns procedimentos de auditoria,
tais como indagações, inquéritos, procedimentos analíticos e ainda observações e
inspecções.
Os primeiros intervenientes no processo a indagar devem ser os órgãos de gestão para
perceber a sua percepção sobre os procedimentos definidos (ou não) da organização. O
objectivo passa nomeadamente por adquirir conhecimento que permita avaliar o
funcionamento do controlo interno no que respeita a questões com relevância fiscal. Assim,
o auditor deverá questionar as chefias e os funcionários que procedem ao tratamento
documental, preenchem e submetem declarações que terão impacto fiscal. Será de toda a
importância perceber como as diversas áreas da organização trabalham, se relacionam,
produzem, documentam os diferentes processos (e.g. recepção de materiais, valorização dos
produtos, folhas de despesas, emissão de facturas, aceitação de facturas, emissão e
aceitação de notas de débito e de crédito). Os procedimentos de compreensão da entidade
em todo a sua “cadeia de produção” e organizativa (avaliação dos controlos) poderão
permitir identificar riscos fiscais que só com a observação e inspecção documental não
seriam possíveis.
Os procedimentos analíticos são também uma importante ferramenta para a percepção da
entidade e dos seus riscos. Por exemplo, é possível analisar os impostos suportados pela
empresa com as suas vendas e/ou aquisições, entre outros rácios relacionados com os
impostos. Os rácios deverão ser comparados com empresas do mesmo sector dentro da
mesma jurisdição uma vez que devem incidir sobre elas as mesmas normas fiscais. Caso
contrário, estar-se-á a comparar tributos de empresas cujo normativo fiscal a pesar sobre
elas não é igual, não sendo, portanto, realidades comparáveis atendendo ao objectivo da
auditoria em análise.
Por fim, os procedimentos de observação e inspecção de documentos (certidões, escrituras,
etc.) são extremamente importantes para a formação de uma opinião detalhada dos aspectos
fiscais da entidade.
Com base na informação adquirida da sociedade e da sua informação financeira histórica
dever-se-á ter a capacidade para identificar as características do trabalho a realizar com
maior pormenor, conhecer os procedimentos e controlos da entidade, perceber a extensão
dos trabalhos, planear a tempestividade da auditoria, entre outras componentes que poderão
ser do julgamento profissional do auditor/consultor/inspetor fiscal.
Na fase do planeamento, deverá ainda ter-se em conta a independência de toda a equipa de
auditores.
Também a materialidade13 é definida na fase de planeamento, sendo esta uma matéria de
julgamento profissional14 e deverá ser adequada à dimensão da entidade e ao risco fiscal15
inerente.

Numa auditoria fiscal, o cálculo da materialidade não tem de seguir os mesmos critérios da
auditoria financeira, no entanto tenderá a seguir. Se os trabalhos ocorrerem no âmbito de
uma auditoria financeira, fará sentido a materialidade ser calculada com a finalidade de
aumentar o grau de confiança dos destinatários das demonstrações financeiras16. Sendo
exclusivamente uma auditoria fiscal, a materialidade deve ser adequada exclusivamente à
componente tributária. Assim, o cálculo da materialidade para trabalhos de índole fiscal
deverá ter em consideração as especificidades fiscais da entidade (e.g. tributos específicos
de um determinado sector com cálculos complexos, entidades com ramificações em
diversas geografias com legislação fiscal diversa, actos geradores diversificados cuja
tributação se pode enquadrar em diversos diplomas legais).

2.5.2. Execução e resposta aos riscos


Nesta fase da auditoria, dever-se-á obter prova suficiente e apropriada para suportar a
opinião a ser emitida pela CLC ou pelo Relatório de Auditoria Financeira ou Fiscal (seja
este emitido auditores internos, por consultores ou por órgãos públicos). Nesta senda, o
parágrafo A1 da ISA 500 – Prova de Auditoria realça que a “prova de auditoria é necessária
para suportar a opinião e o relatório do auditor”. No seguimento, o parágrafo A2 da mesma
norma refere que a maior parte do trabalho do auditor na formação da sua opinião consiste
em obter e avaliar prova de auditoria. Os procedimentos de auditoria para obter prova
podem incluir, além de indagação, a inspecção, a observação, a confirmação, o recálculo, a
ré expressão e procedimentos analíticos23, muitas vezes nalguma combinação.

Na fase de execução dos trabalhos de auditoria realizam-se essencialmente testes de


conformidade ou de controlo e testes substantivos ou de detalhe.
O risco de controlo (risco de a empresa falhar na prevenção ou detecção de uma distorção
material) será maior ou menor consoante existam procedimentos de controlo interno por
parte da entidade auditada. Por controlo interno ou ambiente de controlo entende-se, de
acordo com a ISA 315 - Identificar e avaliar os riscos de distorção material através do
conhecimento da entidade e do seu ambiente, o “processo concebido, implementado e
mantido pelos encarregados da governação, gerência e outro pessoal para proporcionar
segurança razoável acerca da consecução dos objectivos de uma entidade com respeito à
fiabilidade do relato financeiro, eficácia e eficiência das operações e cumprimento das leis e
regulamentos aplicáveis.”. Ao auditor cabe testar os controlos24 que são relevantes para
obter prova das asserções para as áreas de risco das demonstrações financeiras. Por
conseguinte, a prova de auditoria nos testes aos controlos (quando estes forem considerados
relevantes para as asserções financeiras a testar nas áreas de riscos) deverá ser adaptada aos
controlos existentes na entidade. A prova poderá ser obtida através da indagação à
administração e pessoal, inspecção documental, observação dos procedimentos, entre
outros.
Tendo em conta que a maioria do tecido empresarial português são pequenas e médias
empresas, não havendo segregações de funções e procedimentos formalmente
estabelecidos, muitas vezes não são realizados um grande número de testes aos controlos
(uma vez que os mesmos não existem). A existirem, o auditor deverá tê-los em
consideração na sua análise uma vez que para entidades de grande dimensão poderá ser a
única forma de conseguir prova de auditoria adequada dado volume imenso de
documentação.
Numa auditoria com finalidades especificamente fiscais, os exames realizados aos
controlos das entidades deverão ter em conta, nomeadamente, o tratamento fiscal da
emissão e recepção de facturas ao nível do registo e da capacidade de manter o controlo ao
longo do ano da documentação para efeitos do imposto sobre o rendimento (e.g. gastos
aceites ou não para o cálculo da matéria colectável) e relativamente ao IVA (e.g. tratamento
do reverse charge, não aceitação da dedução de determinada aquisição). Os testes aos
controlos devem percorrer todo o ciclo dos impostos em análise. Depois da recepção da
factura dever-se-á seguir o percurso do imposto até à sua entrega ao Estado, se for caso
disso. Ao longo de todo o processo da “vida” do imposto dever-se-á recolher sempre
evidência de quem fez o quê, de quem deu determinadas permissões, como e quando. No
fim de recolhida toda a informação sobre o tratamento dos impostos e dos procedimentos
efectivos utilizados pela entidade serão verificados o cumprimento da legislação fiscal e
contabilística em vigor e se o sistema controlo preconizado está a ser cumprido e é o
adequado.
Uma vez que a auditoria fiscal deverá incidir sobre a obtenção de prova do cumprimento
(ou não) dos normativos fiscais, a prova mais relevante a obter será a documental e o
recálculo dos tributos que a entidade considerou que afectam o período em análise.
Na análise documental poder-se-ão considerar pertinentes diversos documentos tais como
declarações fiscais (Modelo 22, Declarações do IVA, etc.), documentos emitidos pelos
fornecedores (facturas, guias de remessa, etc.), documentos emitidos pela entidade
(facturas, guias de remessa, notas de encomenda, etc.), documentos alfandegários,
processos judiciais do foro fiscal em curso ou decisões no exercício em análise.
Relativamente ao recálculo, este prende-se na maioria dos trabalhos com os cálculos dos
pagamentos por conta, pagamentos especiais por conta, pagamentos adicionais por conta,
com a estimativa de IRC do exercício em análise e recálculo do apuramento do IVA mensal
com base na documentação que consta da contabilidade e/ou do software de facturação.
Apesar dos procedimentos de auditoria para a obtenção de prova considerados como os
mais relevantes para auditoria fiscal serem a prova documental e o recálculo, os outros
procedimentos não deixarão de ter utilidade em casos específicos.
A fiscalidade exige formalidades documentais (e.g. declarações fiscais) e de prazos, cuja
compreensão e aplicação são essenciais para se poder operar com eficiência fiscal. Neste
sentido, as indagações ao órgão de gestão e restantes colaboradores e os procedimentos
analíticos podem fornecer informação que, do ponto de vista dos testes substantivos,
levariam o auditor a uma percepção errada sobre a aplicação das leis ficais realizadas. Por
conseguinte, ao longo de todo o percurso de auditoria devem ser inquiridos os funcionários
e a gestão sobre a percepção e o que está estabelecido em cada análise realizada.

2.5.3. Finalização, conclusões e opinião


A finalização e conclusões nos trabalhos de auditoria fiscal deverão ser o exame de todas as
análises e procedimentos realizados no planeamento e execução. Nesta fase também
deverão ser analisados os eventos subsequentes relacionados com os aspectos fiscais. Os
eventos subsequentes são acontecimentos que ocorrem entre a data das demonstrações
financeiras (ou a que se refere a análise fiscal) e a data em que o relatório de auditoria é
emitido. Dentro dos acontecimentos subsequentes também se incluem os factos de que o
auditor toma conhecimento após a data do seu relatório.
As declarações de dívida / não dívida da ATA e da Segurança Social (SS) deverão ser
requeridas no sentido de verificar se algum tributo estará em dívida sem que a entidade
tenha conhecimento ou, caso o tenha, alertar para os procedimentos a realizar e quais as
consequências da manutenção da dívida. Deverão também ser analisadas as atas, certidões e
outros documentos de índole societária, contabilística, fiscal, legal e da atividade da
entidade após a data de referência da auditoria que possam revelar algum facto relevante
que seja evidenciado no relatório de auditoria.
As conclusões do trabalho deverão ficar explanadas num memorando de auditoria, seja ele
relacionado com uma auditoria financeira ou uma auditoria fiscal. O memorando deverá
conter as conclusões mais relevantes no que respeita a cada rúbrica. Nesse sentido, as
conclusões das análises realizadas pela equipa de Tax no suporte às matérias tributárias,
devem estar explanadas no memorando.
No caso de o relatório ser no âmbito de uma auditoria exclusivamente fiscal, o memorando
de auditoria será mais alargado no que diz respeito às conclusões tributárias. O documento
deverá ter detalhe dos tributos analisados, das conclusões relacionadas com cada tributo,
das irregularidades encontradas, das ineficiências fiscais identificadas e das oportunidades
não aproveitadas.
No âmbito de uma revisão legal de contas, a conclusão e opinião do ROC é expressa
através da CLC26, onde a opinião é emitida com uma das seguintes opiniões27:
 Com reservas;
 Uma opinião adversa; e,
 Uma escusa de opinião.

De notar que, caso o ROC considere que a continuidade da entidade seja de dificuldade
relevante (ou mesmo material) deverá ser considerada na CLC uma “incerteza material
relacionada com a continuidade”. De acordo com a alínea f) do n.º 2 do artigoº 45.º do
EOROC e da Guia de Aplicação Técnica n.º 1 (Revisto) – Aplicação das Normas
Internacionais de Auditoria (ISA) – Novos modelos de Certificação Legal das
Contas/Relatórios de Auditoria, a CLC é elaborada por escrito e deve incluir uma
declaração sobre qualquer incerteza material relacionada com acontecimentos ou condições
que possam suscitar dúvidas significativas sobre a capacidade da entidade para dar
continuidade às suas actividades.
Ao contrário da CLC, um relatório de auditoria fiscal, ou seja, de uma auditoria do foro
fiscal não tem de se reger por um modelo definido por lei ou por normas de instituições
nacionais ou internacionais. A auditoria/consultoria fiscal conclui-se assim com um
relatório final a entregar ao cliente, no qual responda aos objectivos específicos contratados
entre os intervenientes (e.g. auditoria genérica à eficiência fiscal da entidade ou auditoria a
determinado imposto ou a determinado procedimento da entidade, facto gerador de um
imposto).
2.6. Benefícios da Auditoria Fiscal e Tributaria
Prevenir e corrigir problemas e riscos tributários

O profissional responsável pela auditoria fiscal realizará uma avaliação minuciosa sobre o
pagamento dos impostos e taxas. Esse trabalho, quando realizado de forma periódica, é
considerado preventivo para evitar falhas e fraudes.

Após a análise e revisão detalhada dos documentos apresentados pela empresa, será emitido
um relatório que indicará possíveis processos que podem corrigir os erros apontados. O
auditor informará não só em que momento ocorreu a falha, mas também os motivos que o
levaram a ser considerado uma falha, além de, claro, a solução do problema.

É importante evidenciar que esse procedimento é capaz de evitar possíveis irregularidades


no pagamento de impostos, assim como multas por descumprimento da legislação.

Recuperação de Impostos

Um outro benefício bem significativo ocasionado com a prática da auditoria fiscal é a


recuperação de valores originários de impostos. Afinal, não são raras as vezes que vemos
empresários realizando recolhimento de tributos num valor maior do que o devido.
Vale destacar que o pagamento de valores maiores que o necessário, muitas vezes acontece
devido à falhas na apuração dos impostos. Também é comum a escolha inadequada do
regime tributário da empresa, o que seria facilmente resolvido com uma análise minuciosa
do caso concreto por um profissional especializado.
Controle de Processos Legais

Esse também é um dos principais benefícios ocasionados às empresas que optam por
realizar a auditoria fiscal. Porque manter o controle e o bom andamento dos processos
legais da empresa é essencial para encaminhar adequadamente e evitar eventuais problemas
que podem comprometer não só o tempo do gestor, como também o facturamento da
empresa.
Bom, dentre os inúmeros benefícios aqui citados, a realização da auditoria fiscal contribui
para um melhor planeamento da empresa, de modo geral. Mantendo os sócios, directores e
investidores actualizados sobre as principais ferramentas que podem auxiliar no
desenvolvimento da área contábil do negócio.
CAPITULO III: CONCLUSORIO

3.1. Conclusão
Feito o trabalho, chega-se a conclusão de que, Auditoria fiscal ou tributária é o ramo da
auditoria voltado para a análise do correto cumprimento das obrigações tributárias pelos
contribuintes. Com o objectivo examinar os procedimentos fiscais dos contribuintes e
propiciar condições legais para o planeamento fiscal e tributário. Portanto, o profissional
terá que avaliar, como em todo trabalho de auditoria, a eficiência e eficácia dos
procedimentos e controles internos que permeiam as operações do ente auditado. Este
processo pode trazer como beneficio, evitar possíveis irregularidades no pagamento de
impostos, assim como multas por descumprimento da legislação, recuperação de valores
originários de impostos, a realização da auditoria fiscal contribui para um melhor
planejamento da empresa, de modo geral. Mantendo os sócios, directores e investidores
actualizados sobre as principais ferramentas que podem auxiliar no desenvolvimento da
área contábil do negócio.
Para a realização destas auditorias seguem-se três fases, fase de Planeamento e avaliação do
risco A fase do planeamento tem como principal objectivo a percepção das áreas
importantes a analisar, antecipar, identificar e localizar problemas e/ou potenciais riscos
para a entidade auditada e para a própria auditoria. Nesta fase deverá ficar definida a
metodologia e estratégia de trabalho, os procedimentos a realizar e quem os irá efectuar. O
impacto do planeamento acontecerá aquando da realização dos procedimentos de auditoria
na recolha de prova, nas análises às áreas operacionais e financeiras. Execução e resposta
aos riscos Nesta fase da auditoria, dever-se-á obter prova suficiente e apropriada para
suportar a opinião a ser emitida pela CLC ou pelo Relatório de Auditoria Financeira ou
Fiscal (seja este emitido auditores internos, por consultores ou por órgãos públicos). Nesta
senda, o parágrafo A1 da ISA 500 – Prova de Auditoria realça que a “prova de auditoria é
necessária para suportar a opinião e o relatório do auditor”. E por fim a Finalização,
conclusões e opinião A finalização e conclusões nos trabalhos de auditoria fiscal deverão
ser o exame de todas as análises e procedimentos realizados no planeamento e execução.
Nesta fase também deverão ser analisados os eventos subsequentes relacionados com os
aspectos fiscais.

3.2. Referencial Bibliografico


Almeida, B. (2017). Manual de Auditoria Financeira: uma análise integrada baseada no
risco (2ª Edição). Escolar Editora.
Alves, G. & Costa, C. B. (2013). Contabilidade Financeira. Rei dos Livros. 8ª Edição.
Alves, N., Pereira, A. & Silva, E. (2016). O Recurso a Procedimentos de Auditoria
Financeira no Combate à Fraude e Evasão Fiscais. Revista de Contabilidade & Finanças. Nº
124.
Amorim, J. C. (2016). Aplicação dos procedimentos de auditoria fiscal às áreas da
contabilidade: considerações gerais. XVI CICA de 2017. Disponível em
https://www.occ.pt/dtrab/trabalhos/xviicica/finais_site/248.pdf
Arnaldo, A. (2017). O Regime de Recuperação de IVA de Créditos de Cobrança Duvidosa
ou Incobráveis: Balanço Crítico. Cadernos IVA 2017. Almedina.
Autoridade Tributária e Aduaneira (2014). Ofício Circulado n.º 30161/2014. Disponível
em http://info.portaldasfinancas.gov.pt/pt/informacao_fiscal/legislacao/instrucoes_ad
ministrativas/Documents/IVA-of%20circ%2030161.pdf
Autoridade Tributária e Aduaneira (2016). Processo n.º 10516, por despacho de 14-06-
2016, do SDG do IVA, por delegação do Diretor Geral da Autoridade Tributária e
Aduaneira – AT. Disponível em:
http://info.portaldasfinancas.gov.pt/pt/informacao_fiscal/informacoes_vinculativa
s/despesa/civa/Documents/Informacao_10516.pdf
Aviso n.º 8256/2015, 27 de julho. Diário da República n.º 146/2015, Série II. Ministério
das Finanças - Secretaria-Geral. Lisboa.
Bastos, R. (2004). Auditoria Tributária: Uma abordagem Conceptual. X Congresso de
Contabilidade.
International Federation of Accountants (2009). Norma Internacional de Auditoria (ISA)
315 – Identificar e avaliar os riscos de distorção material através do conhecimento da
entidade e do seu ambiente. In: International Auditing and Assurance Standards Board
(2015). Manual das Normas Internacionais de Controlo de Qualidade, Auditoria, Revisão,
Outros Trabalhos de Garantia de Fiabilidade e Serviços Relacionados (traduzido e
republicado pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas).

Você também pode gostar