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FEIRA LIVRE: DINÂMICAS ESPACIAIS E RELAÇÕES IDENTITÁRIAS
Patricia Teresa Vaz Boechat
Jaqueline Lima dos Santos
Mestrandas do Programa de Pós Graduação em Cultura, Memória
e Desenvolvimento Regional da Universidade
Estadual da Bahia - Campus V.
E-mails:
[email protected] [email protected]Resumo
Desde o seu surgimento, a feira livre é um local de relações econômicas, sociais e culturais,
tornando-a um lugar de construção de espaço e identidade, relacionados intimamente com todos os
seus agentes partícipes. Estas relações modificam o contexto histórico momentâneo e definitivo, bem
como criam sempre algum tipo de relação identitária. A feira livre objeto de análise, está inserida no
centro do município de Santo Antônio de Jesus, estado da Bahia, onde ocorre nos dias de quarta-
feira, sexta-feira e sábado; dias em que centenas de pessoas do local e de outros lugares interagem
comercialmente e culturalmente, tecendo as múltiplas sociabilidades. Este estudo objetiva exercer
uma reflexão sobre o espaço criado e modificado pelas feiras livres e a relação de identidade
existente entre os envolvidos no contexto formativo destes locais. Os procedimentos metodológicos
utilizados foram pesquisas teóricas e a aplicação de questionário entre feirantes e fregueses.
Palavras-chave: feiras livres, espaço, identidade.
Introdução
Uma feira constitui num município um espaço que se caracteriza através de uma
função social que muda a organização espacial urbana, e que, atualmente, representa uma
das mais antigas e resistentes modalidades do comércio varejista. É um espaço com muita
especialidade, cheio de sons, movimentos, coloridos e personagens, que interagem com o
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seu histórico e suas relações de identidade; o que nos leva a imaginar a importância da feira
e como seria cada cidade sem este ícone de história local e de sentimento de pertencimento.
Os participantes sejam os comerciantes ou os fregueses, vindos de variadas
localidades, viajam atravessando fronteiras estaduais, regionais e municipais carregados de
objetos e produtos que serão comercializados na feira. Pessoas de todas as idades advindas
da zona rural, e de outros municípios também se mobilizam para participarem de mais um
dia de feira, proporcionando uma manifestação sócio-econômica e cultural. Todo este
movimento proporciona uma rotatividade de distribuição espacial, fazendo da feira um local
de constante mobilidade comercial e humana.
Mesmo com a importância sociocultural das feiras livres, raros são os trabalhos de
pesquisa nesta área, e quando existem na maioria das vezes possuem um caráter
estritamente mercadológico, perdendo de vista os aspectos sociais, culturais e de identidade.
Este trabalho se propõe a pesquisar e visualizar a dinâmica construtiva do espaço da
feira livre de Santo Antônio de Jesus e a realização de seus agentes sociais nesta
construção, considerando suas relações de identidade, tanto com a feira, como entre si,
formando um conjunto modificador do ambiente. O município de Santo Antonio de Jesus
localiza-se na região Centro-Leste do estado da Bahia, e limita-se com os municípios de
Aratuipe, Dom Macedo Costa, Muniz Ferreira, São Miguel das Matas, Conceição do Almeida,
São Felipe, Varzedo e Laje.
Os métodos de pesquisa utilizados no trabalho que originou este artigo foram
aplicados com feirantes e fregueses, tanto do município como de outras localidades, técnicas
estas suficientes para subsidiar a estrutura do estudo. Os questionários foram direcionados
diferentemente para feirantes e fregueses. Com a finalidade de mensurar dados
comparativos entre os entrevistados, foram aplicados questionários contendo questões
objetivas e dissertativas, as quais foram analisadas comparativamente as destinadas
igualmente aos dois grupos, e individualmente as destinadas a cada público em particular.
Através de uma análise, pode-se verificar a importância da feira livre no cotidiano de
uma comunidade, e como a relação com este espaço torna a feira um local de vivência único
e diversificado em virtude dos diferentes objetivos que direcionam as pessoas para a feira.
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Feiras livres: breve histórico de origem e dinamicidade do espaço
Desde a antiguidade, as feiras têm como principal objeto promover trocas de
mercadorias entre pessoas de diferentes lugares, com diferentes produtos, com a principal
finalidade de suprir as necessidades pessoais de cada indivíduo. A partir da queda do
feudalismo e o surgimento do capitalismo, esse modo de comércio começou um processo de
sistematização e passou a ganhar uma nova importância econômica.
Inicialmente o surgimento das feiras foi francamente impulsionado pelas Cruzadas,
visto que, naquela época, era necessária uma forma de atividade comercial que atendesse
às necessidades dos comerciantes e viajantes.
Com o passar do tempo e através da produção excedente e da necessidade de outros
produtos não produzidos, se iniciou o processo de troca de produtos. Esta atividade de troca
é tão antiga como a própria história do homem, e com o seu crescimento, surge o
comerciante, iniciando então a divisão social do trabalho. A feira exerceu papel importante na
implantação do dinheiro, na manutenção do capitalismo e no surgimento das cidades.
Esta atividade comercial começou itinerante, mas com o passar do tempo começou a
surgir uma necessidade natural de um local que promovesse a opção de todos os produtos,
e que estivessem disponíveis para trocas e comércio. Com o tempo, provavelmente o
número de pessoas foi aumentando, e o poder público interveio com o objetivo de disciplinar,
fiscalizar e, é claro, cobrar os impostos.
Desde o tempo da colônia as feiras livres existem no Brasil, e mesmo com os
adventos da modernidade, elas permanecem vivas, sejam em grandes ou pequenas
cidades. Nas pequenas cidades do país elas são o principal e, às vezes, o único local de
comércio da população.
Nos tempos modernos, as feiras têm uma variedade grande de produtos disponíveis,
desde produtos sofisticados até pequenas coisas que a classe mais pobre precisa. As feiras
são a maior e mais completa representação de mercado e até hoje constituem um ponto de
encontro entre compradores e vendedores.
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A dinamicidade do espaço na feira livre
O espaço urbano advém de diferentes relações que começaram no passado e
continuam existindo no presente, sendo este espaço humano, porque o homem o constrói e
o reproduz através de diferentes classes sociais. Este espaço está ligado à produção, pois é
nesta que o processo produtivo social acontece, sendo fragmentado em virtude de cada um
manter relações espaciais entre si e com o todo, o que gera uma movimentação de fluxos de
pessoas, veículos e produtos.
Como definição de espaço, este seria um conjunto de objetos e relações que se
relacionam com os referidos objetos, para os quais eles servem de intermediários (SANTOS,
1988).
Para Raffestin (1993) o espaço é ocupado por pessoas ou agrupamentos que se
colocam ao acaso, regulares ou concentrados, e através de relações variadas, surge um
sistema de malhas, nós e redes, constituindo o território, diferenciando em seu
funcionamento através das ações dos indivíduos. Ainda segundo o autor, os variados
modelos urbanos são praticamente de mesma estrutura, diferenciando-se pelo comando,
originado de diferentes objetivos e ações. Então se entende como as feiras livres são tão
variadas em função do fornecimento de produtos e das relações de trocas e vendas, sendo
dotada de características muito particulares em cada local.
Segundo Harvey (1996), a compreensão do tempo e do espaço, é originada através
de processos materiais que são utilizados pela representação da vida social, logo, cada
sociedade, cada meio, produz sentimentos diferentes, proporcionando o surgimento do
espaço de maneira individualizada de acordo com suas origens, por isso não se pode
entender tempo e espaço separadamente de ação social, pois as relações de poder sempre
estão implícitas nas práticas temporais e espaciais.
A feira de Santo Antônio de Jesus surgiu como a maioria das outras feiras livres,
através de trocas e vendas de produtos de necessidade básica. Porém, com a diversidade
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dos produtos, o espaço ocupado pela feira foi aumentando, e com isso a variedade de
freqüentadores também, modificando a paisagem local e diversificando o conjunto de
produção de trocas e sentimentos.
No contexto de Santos (2000), o espaço tem sua própria história que se origina da
conjunção entre as características da materialidade territorial e das ações; e, é necessária a
promoção da circulação de vários fatores como homens, dinheiro, informações, mercadorias,
etc. Deve-se considerar os chamados subespaços onde existe intensa circulação e outro
com menos intensidade, podemos falar em espaços de fluidez e espaços viscosos.
As horizontalidades e as verticalidades promovem uma nova construção do espaço
com um novo funcionamento. As horizontalidades estão representadas pelos lugares
contíguos, ou seja, vizinhos; e, as verticalidades, seriam relações entre pontos distantes
entre si, ligados por formas e processos sociais, expõe Santos (1998). Baseado nesta
fundamentação pode-se observar uma associação de horizontalidade com a feira livre em
estudo, visto que ela representa para o município um evento de grande importância
comercial, que altera a rotina do meio, tendo como exemplo o grande caos que se torna a
malha viária local nos dias em que a feira acontece. Já em relação às verticalidades, as
pessoas de vários municípios vizinhos e distantes se deslocam para a feira de Santo Antônio
de Jesus com o intuito de comprar ou negociar algum produto.
Em Raffestin (1993), a formação do território não surgiu baseada em traços
geométricos, mas sim em relações de poder. Isso indica que o espaço representado não é
mais reconhecido como espaço, mas como a imagem do espaço visto e/ou vivido. O espaço
construído da feira livre adquiriu com o tempo e com as agregações da história local,
características próprias que promoveram o surgimento das rugosidades, que se caracterizam
por espaço construído e o tempo da história que se modificou desenhando uma paisagem,
que se agrupou aos espaços; sendo, portanto, o espaço, a testemunha de um instante
produtivo pela lembrança do espaço construído, complementando com Santos (1978).
Como resultado das pesquisas de campo com fregueses, podemos observar no
Gráfico 1, as principais vantagens de comprar na feira livre, e 38% dos entrevistados
concordam que é uma grande vantagem a oferta de produtos frescos, seguido pelos 29% da
vantagem dos preços mais baixos.
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Vantagem de comprar na feira livre
12%
Oferta de produto fresco
21%
Preço baixo
38% Variedade de produto
Qualidade do produto
29%
Gráfico 1 - Vantagem de comprar na feira livre de Santo Antônio de Jesus-BA.
Fonte: Dados da pesquisa - 2009
O espaço geográfico está em constante transformação, pois em função de suas
especificidades, sendo cada lugar representante de uma parte de total, que reproduz em um
determinado momento e em uma determinada sociedade as relações existentes (COSTA,
2003).
As relações de identidade
Todos têm uma história de identidade e origem, e junto com esta tem inserido algum
momento de lembrança em que a feira estava relacionada, seja no âmbito alimentar, no de
lazer, ou no de historicidade local. A feira livre tem esse caráter diversificado, onde circulam
por ela vendedores, compradores, transeuntes, personagens e outros participantes variados.
Estas pessoas circulam muito, examinam, pechincham ou simplesmente estão à procura do
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que desejam, sendo que outras já têm seus feirantes preferidos, conhecem estes de longa
data e às vezes criam laços de afetividade mais profundos tornando-se mais amigos do que
fregueses. No meio de toda esta distribuição, surgem os ambulantes, os transportadores, os
contadores de histórias, gerando assim um verdadeiro “tumulto” perfeitamente arranjado
onde acaba funcionando de maneira certa e atendendo a todos em seus anseios.
As feiras consistem em um local de relação social, um espaço de trocas de saberes e
de hábitos culturais, como expressa Bourdieu (1989), onde os envolvidos enriquecem o seu
capital cultural, através de trocas, aprendizagens e obtenção de novos saberes e
experiências vividas pelo outro. O freguês, colaborando com o seu saber da cidade para
trocar com o feirante, enquanto este oferece um saber do rural, através do contato com a
natureza e dos processos naturais produtivos.
Para Ribeiro (2007) os feirantes amanhecem na cidade transportando os produtos
para vender, comprar, barganhar, trocar e participar do grande acontecimento da sociedade
que é a feira. Sendo as feiras sonoras, sendo dissolvidas na paisagem local, realizam um
movimento considerado pequeno, e como atendem uma parcela restrita e geram um
movimento que dilui na economia informal, raramente são incluídas em programas de
geração de renda e desenvolvimento. As feiras livres têm uma atenção pequena se
comparada ao movimento econômico que promovem, visto que as feiras geram ocupação de
renda e identidade regional. Geralmente se expandem ao invés de se reduzirem, pois
alimentam essa cultura territorializada que passa a se tornar um espaço de manifestação de
identidade. Os lavradores-feirantes são favorecidos, pois comercializam produtos de difícil
inserção em outros mercados, sendo sua prioridade de produção baseada na cultura
alimentar local, associada a um abastecimento dos alimentos com maior qualidade.
Conforme a pesquisa que norteia este trabalho, observamos no Gráfico 2 que a
grande maioria afirma que a maior mudança ocorrida nos dias de feira livre é na dinâmica do
trânsito, com um percentual de 40%, seguido pelos 32% de pessoas de outras localidades, o
que aumenta as relações de identidade com pessoas de realidades diferentes.
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Mudanças ocorridas nos dias que acontecem a feira
32% Trânsito
Nº de transeutes
Mais opções de produtos no
10% 40% mercado
Pessoas de outras
localidades
18%
Gráfico 2 - Mudanças ocorridas nos dias que acontecem a feira de Santo Antônio de Jesus-BA.
Fonte: Dados da pesquisa - 2009
É o uso do território, e não o território propriamente dito que faz dele um elemento de
estudo social. O território é constituído de formas, mas o utilizado são objetos e ações que
igualam a um espaço humano, ou seja, habitado, é o que expressa Santos (1998). O espaço
tem sua forma, porém sem a ação vivida pelo homem ele deixa de ser utilizado, e
consequentemente deixa de ser construído.
A feira livre constitui-se também numa espécie de reprodução social, constantemente
descartada como tema de estudo pela ciência econômica, se configura um local de troca de
saberes, onde os envolvidos enriquecem o seu capital cultural, através da aprendizagem,
somando e adquirindo novos conhecimentos e experiências vividas pelo outro. Nesse ínterim
ocorrem as trocas de saberes e conhecimentos entre o consumidor e o feirante, cada um
com sua bagagem individual de seu mundo de origem e vivência.
A feira se configura mais que um ponto comercial da agricultura familiar, pois nesse
meio circulam bens, culturas e pessoas, sendo uma partilha entre economia e cultura, sendo
formadas representações de sociedades rurais, onde ocorrem encontros e articulações
políticas. Os feirantes promovem trocas que se baseiam na particularidade, na solidariedade,
na complementariedade e informalidade que resultam na consolidação histórica dessas
relações sociais. Para consolidar um nome no mercado, o produtor precisa ter uma boa
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relação com os vizinhos, consumidores, poder público; o que nos mostra ser um real retrato
da sociedade rural (RIBEIRO, 2007).
Em um ambiente tão diferenciado como a feira livre, a relação solidária, geralmente
liga indivíduos ou grupos, que mesmo sendo diferentes, em várias instâncias, sejam
culturais, de poder ou recursos, é a situação objetiva que determina o grau de relação
desenvolvida entre os envolvidos, quem presta solidariedade e quem a recebe.
Castells (2005), afirma que as ”redes constituem a nova morfologia social de nossas
sociedades, e a difusão da lógica de redes modifica de forma substancial a operação e os
resultados dos processos produtivos e da experiência, poder e cultura”.
Na feira existe uma característica organizacional entre os vendedores, é o seu elevado
espírito de grupo, bem como o alto nível de confiança existente, quer seja entre os próprios
feirantes, entre os consumidores e feirantes e vice versa, promovendo assim um processo de
troca mútua de bons sentimentos. É perceptível também que não existe o mesmo sentimento
de concorrência e individualismo existente no comércio lojista.
Em questionamento feito sobre a troca de saberes e cultura entre feirantes e
fregueses, 39% reconhecem que têm uma relação de identidade quando trocam receitas e
hábitos alimentares; 26% afirmam que existem as relações de sentimentos; sendo ambas as
opções interligadas e promotoras de ligações íntimas e identitárias.
Troca de saberes e cultura entre feirantes e fregueses
26%
Receitas de comidas, chás,
etc.
Histórias e casos
Utilização dos produtos
39%
24% Relações de sentimentos
11%
Gráfico 3 - Troca de saberes e cultura entre feirantes e fregueses em Santo Antônio de Jesus-BA.
Fonte: Dados da pesquisa - 2009
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Considerações preliminares
Os resultados obtidos através da análise dos questionários e da observação da feira
livre de Santo Antônio de Jesus nos mostram que ela é muito freqüentada em todos os dias
de seu funcionamento por variados interesses; e, onde pessoas de lugares, culturas, idades,
religiões, interesses e classes sociais diferentes se encontram, modificando o espaço através
da dinâmica local e interagindo culturalmente, seja por relações comerciais, afetivas ou
identitárias.
O espaço em que se realizam as feiras é muito importante, pois ali ocorrem relações
sociais que passam de geração para geração, assim como pela sobrevivência desta prática
comercial tão antiga, que resiste até hoje, e permite que os pequenos produtores ou
comerciantes ambulantes e informais negociem seus produtos. Nos dias de quarta-feira,
sexta-feira e sábado, quando ocorrem as feiras tradicionais, o fluxo de veículos é tão intenso
que a malha viária interna fica congestionada alterando a estrutura da cidade nos dias de
funcionamento, momento em que a cidade vira um verdadeiro “burburinho” de pessoas, com
sons e movimentos, agitação e confusão.
As relações de identidade entre os participantes variam de acordo com cada indivíduo,
alguns vão exclusivamente ou tradicionalmente comprar, outros se divertirem, passearem,
encontrarem, e vários outros interesses que cabem perfeitamente no contexto da feira, em
virtude desta ser um local diversificado humanamente, e sujeito às variadas sociabilidades,
as quais promovem as enriquecedoras trocas de saberes.
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