3.
Regime de Câmbio Fixo com Mobilidade Imperfeita de Capital (Grande
Economia)
Para o estudo do caso, é essencial compreender o equilíbrio inicial de
uma economia com regime de câmbio fixo e mobilidade imperfeita de capitais.
Nesse regime, a taxa de câmbio é mantida constante pelo governo ou banco
central, atrelando o valor da moeda nacional a uma moeda estrangeira e
garantindo estabilidade cambial.
Por outro lado, a mobilidade imperfeita de capitais implica a existência
de barreiras que limitam a livre movimentação de capitais entre países, como
controles de capital e regulamentações governamentais.
No contexto atual, a isenção tributária emerge como uma medida de
política fiscal expansionista, com o objetivo de estimular a economia por meio da
redução da carga tributária. Ao eliminar ou reduzir impostos sobre
determinados bens, serviços ou grupos, o governo busca promover um aumento
no consumo e no investimento, contribuindo para o crescimento conômicos.
Compreender essas dinâmicas é fundamental para analisar as implicações das
isenções tributárias na academia.
No modelo IS-LM-BP, utilizado para analisar economias com câmbio
fixo e mobilidade imperfeita de capitais, cada curva representa uma interação
distinta.
A curva IS, inclinada para baixo, mostra a relação inversa entre a taxa
de juros e a demanda agregada. A curva LM, inclinada para cima, reflete que,
com aumento da renda, a demanda por moeda também cresce. Já a curva BP
sugere um cenário em que as taxas de juros mais baixas são necessárias para
atrair ou manter capital, relfetindo a interação entre política monetária e os
fluxos de capital.
Em geral, o ponto de equilíbrio é determinado pela interseção das três
curvas, o que reflete a interdependência entre os mercados de bens, monetário e
de capitais, de modo a assegurar a estabilidade econômica.
Gráfixo X – Economia com Mobilidade Imperfeita de Capitais e Taxa de
Câmbio Fixo
Fonte: Elaborado pelos autores.
A política fiscal expansionista, frequentemente adotada em contextos de
desaceleração econômica, tem como objetivo aumentar a demanda agregada por meio
do incremento nos gastos públicos (G). Quando o governo opta por aumentar seus
gastos, ocorre um deslocamento da curva IS para a direita, refletindo um aumento na
renda e na taxa de juros. Esse movimento se dá pela elevação da demanda agregada,
que, por sua vez, gera um novo ponto de equilíbrio entre as curvas IS e LM.
Gráfixo X – Economia com Mobilidade Imperfeita de Capitais e Taxa de
Câmbio Fixo (deslocamento curva IS)
Fonte: Elaborado pelos autores.
No cenário descrito, o cruzamento das curvas IS’ e LM sinaliza que tanto
o mercado de bens quanto o mercado monetário alcançaram um novo equilíbrio.
Contudo, essa expansão de renda pode resultar em um aumento nas importações,
levando a uma deterioração na conta corrente. Apesar desse efeito negativo, a
elevação das taxas de juros provoca uma entrada líquida de capitais suficiente para
compensar a piora da conta corrente, resultando em um superávit no balanço de
pagamentos (BP > 0). Essa situação implica uma oferta de moeda estrangeira superior
à demanda no mercado de câmbio.
Se não houver intervenção do Banco Central, essa dinâmica tenderia a
valorizar a moeda nacional. Entretanto, em um regime de câmbio fixo, o Banco
Central é obrigado a comprar reservas internacionais, aumentando a oferta de moeda
nacional no mercado monetário e, consequentemente, deslocando a curva LM para
LM’. Este deslocamento gera uma nova rodada de expansão do produto agregado da
economia, indicando a eficácia de políticas adotadas.
Gráfixo X – Economia com Mobilidade Imperfeita de Capitais e Taxa de
Câmbio Fixo (deslocamento curva LM)
Fonte: Elaborado pelos autores.
Neste contexto, a isenção tributária emerge como uma estratégia de política
fiscal expansionista alternativa. Ao eliminar ou reduzir a carga tributária sobre
determinados bens, serviços ou grupos, o governo visa estimular o consumo e o
investimento, promovendo o crescimento econômico. A redução de impostos resulta
em um aumento da renda disponível para as famílias e empresas, estimulando o
consumo e incentivando o investimento privado.
Em geral, a isenção tributária pode ser vista como uma estratégia
alternativa de políticas fiscal expansionista. Ao eliminar ou reduzir a carga
tributária, o governo visa não apenas estimular o consumo, mas também
aumentar a renda disponível das famílias e das empresas. Esse aumento na
renda, por sua vez, incentiva o consumo e o investimento privado, criando um
ciclo de crescimento econômico. Dessa forma, a análise das isenções tributárias
deve considerar suas repercussões na renda disponível e na interdependência
entre consumo e investimento.
Em conclusão, a política de aumento da isenção tributária funciona
como instrumento de política fiscal expansionista, com potencial para deslocar
as curvas IS e LM e, assim, estimular a economia. A compreensão dessas
interações é fundamental para a análise das implicações das políticas fiscais
sobre o equilíbrio econômico e o bem-estar social.