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40 - Pontos Riscados Na Quimbanda Brasileira - Desvendando A Força e Os Mistérios

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Pontos Riscados na

Quimbanda Brasileira –
Desvendando a força e os
mistérios
Antes de iniciarmos o assunto principal –Pontos Riscados-
devemos nos atentar aos significados e às leituras advindas
do passado a fim de compreender como os povos antigos
enxergavam o uso de símbolos em suas culturas.

Significados de Símbolo:

“O termo símbolo, com origem no grego (sýmbolon), designa


um elemento representativo que está (realidade visível) em
lugar de algo (realidade invisível) que tanto pode ser um
objeto como um conceito ou ideia, determinada quantidade
ou qualidade. O “símbolo” é um elemento essencial no
processo de comunicação, encontrando-se difundido pelo
cotidiano e pelas mais variadas vertentes do saber humano.
Embora existam símbolos que são reconhecidos
internacionalmente, outros só são compreendidos dentro de
um determinado grupo ou contexto (religioso, cultural, etc.).
Ele intensifica a relação com o transcendente.” (Fonte:
dicionarioinformal.com.br)
Considera-se geralmente como origem etimológica da palavra
símbolo o grego syn-bállein, que significa “colocar junto”, o
que dá uma ideia de aproximação, de ajuntamento ou de
encaixamento, como também de comparação de senha e
contra senha.

(ASLAN, Nicola. Estudos Maçônicos sobre Simbolismo. Editora


Grande Oriente do Brasil. RJ- 1969).

“O Simbolismo transforma os fenômenos visíveis em uma


ideia, e a ideia em imagem, mas de tal forma que a ideia
continua a agir na imagem, e permanece, contudo,
inacessível; e mesmo se for expressa em todas as línguas, ela
permanece inexprimível. Já a Alegoria, transforma os
fenômenos visíveis em conceito, o conceito em imagem, mas
de tal maneira, que esse conceito continua sempre limitado
pela imagem, capaz de ser inteiramente apreendido e
possuído por ela, e inteiramente exprimido por essa
imagem.” (Goethe)

A representação especifica para cada símbolo pode surgir


como resultado de um processo natural ou ser convencionada
de maneira que o receptor (uma pessoa ou um grupo
especifico de pessoas) consiga fazer a interpretação do seu
significado implícito e atribuir-lhe determinada conotação.
Também está relacionada fisicamente com um objeto ou ideia
que representa; podendo extrapolar a representação gráfica
ou tridimensional e assumir força sonora ou até mesmo
gestual.

O princípio do pensamento simbólico está fincado em uma


época anterior à história, nos fins do período paleolítico. Os
mestres da humanidade primitiva, podem ser facilmente
localizados, através de estudos sobre gravações epigráficas.
Símbolos gravados há mais de 60 mil anos em cascas de ovo
de avestruz podem evidenciar o mais antigo sistema de
representação simbólica usado por humanos modernos. Os
sinais repetitivos e padronizados foram encontrados
em HOWLESONS POORT, na África do Sul e foram destacados
em artigos na revista PROCEEDINGS OF THE NATIONAL
ACADEMY OF SCIENCES (PNAS) ARTE RUPESTRE.
Gravuras encontradas na Pedra do Inga

A arte rupestre é o termo que denomina as representações


artísticas préhistóricas realizadas nas paredes, tetos e outras
superfícies rochosas. A arte rupestre divide-se em dois tipos:
a pintura rupestre – composições realizadas com pigmentos e
a gravura rupestre – imagens gravadas em incisões na própria
rocha.

Em geral, trazem representações de animais, plantas,


pessoas e sinais gráficos abstratos, as vezes usados em
combinação. Sua interpretação é difícil e repleta de
controvérsia, mas pensa-se correntemente que possam
ilustrar cenas de caça, ritual, cotidiano, ter caráter mágico e
expressar uma espécie de linguagem visual, conceitos,
símbolos, valores e crenças.

A Evolução dos Símbolos


dentro do Contexto Religioso
O homem é o único animal capaz de criar um símbolo. Os
símbolos marcam o passado, o presente e apontam para o
futuro. Dentro do conceito religioso, um símbolo é uma
expressão, um código que possibilita a comunicação dos
humanos com suas deidades. Desde as eras primitivas a
humanidade passou por inúmeras transformações que
possibilitaram um intercâmbio cultural manifesto claramente
em toda simbologia religiosa, como por exemplo, a
transformação de símbolos pagãos em cristãos.
Religiosamente os símbolos dão sentido às buscas espirituais
e são pontos-de-força capazes de carregarem histórias,
lendas, Tradições, ancestralidade e todas as características de
um credo. Símbolos religiosos são pontes para o Sagrado.

O objetivo central desse texto, além de fornecer os conceitos


básicos de que símbolo é um objeto, uma ideia, uma emoção
ou um ato usado para representar um outro objeto ou uma
outra ideia, deseja esclarecer a inserção dos sinais gráficos
(símbolos) dentro do contexto da Quimbanda Brasileira.
Entendemos que todo grupo de símbolos forma um Ponto e
esse possui forma e significado próprio. A forma é seu
componente objetivo, material e perceptivo; já o significado
está conectado ao fator inconsciente, conceptual e emocional.
Forma e significado exercem em um Ponto (grupo de símbolos
pré-codificados) força e energia para agir externa e
internamente (corpo e alma, consciência e subconsciência,
vivos e mortos).

Para a Quimbanda Brasileira os Pontos Riscados são


ferramentas magísticas de extrema importância. Sem esses
códigos seria impossível a plena comunicação espiritual entre
os adeptos e seus Mestres Poderosos Mortos, afinal, os
símbolos são compreendidos em ambos os planos.

Nossa Tradição visa integrar diversos conhecimentos para o


esclarecimento de um ‘Ponto Riscado’, pois dessa forma não
limita ou restringe a amplitude energética do mesmo. Os
“Pontos de Exu ou Pombagira” são complexas ‘assinaturas’
que tem por objetivo criar uma intensa vibração que age no
subconsciente dos adeptos e na própria estrutura astral. Cada
vez que um Ponto de Exu/Pombagira é riscado, abre-se um
portal entre os diversos planos que possibilita a vinda e
manifestação (no plano material) desse espírito. Dentro da
ritualística de incorporação abre determinadas “portas
subconscientes” (também conhecidas como portas “corta-
fogo”) que facilitam a “simbiose espiritual” entre os espíritos
e os adeptos.

Cada linha, círculo, garfo/tridente, estrela, etc. que


encontramos nos Pontos Riscados de Exu e Pombagira tem
uma explicação, um ‘porquê’, uma finalidade especifica.
Quando os primeiros espíritos se manifestaram na Terra dos
vivos materialmente, foram deixando um legado para que os
verdadeiros decodificadores pudessem compreender a
natureza e a forma de manifestação desses Mestres (as).
A Classificação dos Pontos Riscados

 Ponto Riscado da Tradição:

Ocorre quando os adeptos ou dirigentes fazem uso de “Pontos


Riscados” que já são parte da Tradição do culto da
Quimbanda.

 Ponto Riscado Inspirado:

Ocorre quando o dirigente ou adepto recebe a grafia do


“Ponto Riscado” através uma inspiração emanada pelos
planos espirituais.

 Ponto Riscado Montado:

Ocorre quando o dirigente ou adepto usa de seus


conhecimentos exotéricos e esotéricos para produzir um
campo de manifestação de forças. Como a Quimbanda é uma
vertente espiritual que “engole e absorve” outras formas de
desenvolvimento gnóstico, os “Pontos de Exu” podem
apresentar símbolos gráficos contidos em Sigilos Esotéricos
de outras Tradições, tais como relações planetárias,
elementais, alquímicas além de um forte apelo
numerológico.

Quando o “Ponto Riscado” é motivado através das ritualísticas


é aberto um poderoso vórtice que flui na forma de uma
‘coluna’. Para que a energia seja canalizada corretamente, o
“Ponto Riscado” deve ter um círculo externo. Esse círculo
delimita o espaço energético de manifestação garantindo que
a energia não se expanda de forma aleatória.

Analisando um Ponto Riscado


Para que o adepto compreenda a ação de um Exu/Pomba Gira
deve observar atentamente o “Ponto Riscado” e identificar
sua ação nos planos materiais e espirituais. Exemplificaremos
a interpretação dos sinais gráficos através do “Ponto Riscado
da Tradição” do Mestre Exu Caveira.
Ao observarmos esse Ponto Riscado, a primeira situação que
analisamos é o eixo central e o eixo lateral que formam
simetricamente um sinal de equilíbrio.
Esse sinal significa:

1. Os quatro pontos cardeais;


2. Os quatro elementos;
3. Masculino e feminino;
4. O espiritual e o físico.

Portanto, temos como referência todos esses aspectos para


determinarmos a amplitude dos poderes desse Exu.

Seguindo a linha de raciocínio, abordaremos as diferenças


entre os garfos (tridentes) e suas localizações. Antes, porém,
faremos uma explanação sobre o sincretismo que agregou o
tridente aos poderes de Exu.

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