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FACULDADE ESTÁCIO DO AMAZONAS

CURSO DE PSICOLOGIA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO BÁSICO I EM PSICOLOGIA

Manaus-AM 2024/2

2
Victoria da Silva Rodrigues

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO BÁSICO I EM PSICOLOGIA

Relatório de Estágio Supervisionado


Básico I em Psicologia, apresentado
ao Curso de Psicologia da Faculdade
Estácio do Amazonas –3° semestre,
como requisito para obtenção de nota
final da disciplina de Estágio.
Orientador Acadêmico: Prof. Esp.
Bruno Reis de Queiroz.

Manaus-AM 2024/2
1

Sumário

1. INTRODUÇAÕ .................................................................................................. 4
2. MISSÃO DE SERVIÇO ESCOLA DE PSICOLOGIA ......................................... 5
3. VISÃO DO SERVIÇO ESCOLA DE PSICOLOGIA ........................................... 5
4. VALORES DO SERVIÇO ESCOLA DE PSICOLOGIA ..................................... 6
5. OBJETIVO DO ESTÁGIO ................................................................................ 6
5.1 OBJETIVO GERAL .....................................................................................
6
5.2 OBJETIVO ESPECÍFICO ............................................................................
6
6. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO .............................................. 7
7. ATIVIDADES DE SENVOLVIDAS NO LOCAL DO ESTÁGIO ..........................
8
8. REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................ 9
8.1 ECA (ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE) ..........................
9
8.2 PSICOLOGIA JURÍDICA .......................................................................... 10
8.3 PSICOLOGIA CLÍNICA ............................................................................11
8.4 PSICOLOGIA DO TRABALHO .................................................................
13
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................ 16
10. REFERÊNCIAS BINLIOGRÁFICAS .............................................................. 17
11. ANEXOS ......................................................................................................... 18
4

1 INTRODUÇÃO

A aprendizagem adquirida na graduação é sem dúvida base para a


formação profissional e conhecimento do aluno.

Neste relatório estão descritas as atividades desenvolvidas no dia 4 de


setembro de 2024 ás 18:30h, na SEP – Serviço de Escola de Psicologia da
Faculdade Estácio Amazonas, onde foi feita a visita técnica e no dia 14/08/24
onde durante a aula, o professor e uma aluna realizaram uma simulação de
atendimento psicológico

O objetivo geral do estágio é contribuir para maior aprendizado e


conhecimento dos alunos em conhecer e familiarizar-se com a prática o futuro
ambiente de trabalho. Neste
relatório, apresentarei uma descrição detalhada das atividades desenvolvidas,
as competências adquiridas, os desafios enfrentados e as reflexões sobre a
importância do estágio para meu desenvolvimento pessoal e profissional.

O relatório consiste em mostrar pontos objetivos nas quais eu apresento


inicialmente a SEP e exponho a minha percepção sobre a vivência do estágio e
trago as considerações finais.
5

2 MISSÃO DO SERVIÇO ESCOLA DE PSICOLOGIA

Atender e acompanhar, gratuitamente, pessoas da comunidade interna e


externa da instituição, funcionando como um elemento importante para o curso,
mas também trazendo benefícios para a instituição e prestando um serviço
essencial para quem está envolvido com ele.

3 VISÃO DO SERVIÇO ESCOLA DE PSICOLOGIA

Visa oferecer aos discentes uma preparação completa e profunda para o


mercado de trabalho, oportunizando aos graduandos o espaço ideal para o seu
desenvolvimento profissional

4. VALORES DO SERVIÇO ESCOLA DE PSICOLOGIA

• Foco no Aluno: o aluno é nossa razão de ser.

• Gente e Meritocracia: valorizamos e reconhecemos o mérito do maior


ativo que possuímos.

• Excelência: perseguimos a excelência na prestação de serviços dentro e


fora da sala de aula.

• Hospitalidade: tratamos as pessoas como gostamos de ser tratados.

• Simplicidade: devemos ser simples para sermos ágeis e austeros.

• Inovação: devemos criar e ousar sempre.

• Resultado: perseguimos resultados extraordinários com paixão e


método, agindo sempre como “donos”.
• Ética: não toleramos desvio de conduta.
6

5 OBJETIVO DO ESTÁGIO

5.1 GERAL
 Propiciar oportunidade de reflexão crítica da realidade e de efetiva relação
entre a teoria aprendida e a prática vivenciada da Psicologia e, com isso,
aprimorar a formação acadêmica, adequando-a ao perfil desejado dos
egressos.

5.2ESPECÍFICO

 Desenvolver as seguintes habilidades e competências:


o Trazer a prática e o desenvolvimento de competências
profissionais para momentos tempranos do curso, sinalizando a
importância de que prática e teoria não sejam vistas como
momentos estanques nem separados na estrutura curricular
o Formular questões investigativas pertinentes ao campo da
psicologia;
o Realizar pesquisa bibliográfica e documental, eletrônica e
impressa;
o Escolher e utilizar instrumentos e procedimentos de coleta de
dados, como protocolos de observação, técnicas de entrevistas,
inventários e questionários, testes, entre outros;
o Realizar observação em contextos diversos; o Realizar
diagnósticos de problemas de ordem cognitiva, comportamental e
afetiva, a partir de diferentes contextos;
o Realizar leituras de problemáticas diversas (psicológicas e
psicossociais), nos contextos individual, grupal, organizacional e
comunitário, além de uma leitura crítica das diferentes
concepções de saúde embutidas nas ações nas quais o psicólogo
estiver atuando.
7

6 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO

O SEP – Serviço de Escola de Psicologia da Faculdade Estácio do


Amazonas conta com salas apropriadas para o atendimento de psicoterapia. O
SEP é uma iniciativa que oferece serviços de atendimentos psicológicos á
população, além de funcionar como espaço de aprendizagem prática para os
alunos do curso de psicologia da faculdade.

O SEP oferece atendimentos gratuitos e presenciais à população com o


propósito de incentivar a população com o cuidado à saúde mental. A iniciativa
proporciona aos alunos da instituição e a população externa que necessita do
serviço de atendimento psicológico.

O Serviço de Escola de Psicologia (SEP) oferece atendimentos


individuais e em grupos, além de apoio em situações de calamidade:

Atendimento individual: adaptado para cada fase da vida, para crianças,


adultos e idosos.

Atendimento em grupo: focado em temáticas específicas, com espaço de


troca e apoio coletivo.

E em situações de calamidade o SEP atua com escolas e defensoria


pública.

O local conta com recepção, sala de coordenação, sala de arquivos,


onde é armazenado todos os documentos, sala de estagiários e cinco salas de
atendimento, sendo três salas de atendimento individual, todas pintadas de
cores neutras para trazer sensação de conforto, contendo um sofá para melhor
acomodar o paciente, quadros de parede, e uma mesa com uma cadeira para o
profissional de psicologia sentar-se.

Uma sala de atendimento infantil, contendo uma mesa redonda com


cadeiras à altura da criança, e uma mesa repleta de brinquedos e artigos para
auxiliar no atendimento de forma mais lúdica com crianças.
E também uma sala de atendimento em grupo, contendo uma ampla sala
com várias cadeiras (em torno de 6 cadeiras), e uma mesa com uma cadeira
para o profissional de psicologia sentar-se e realizar o atendimento.
8

7 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO LOCAL DO ESTÁGIO.

No dia 04/09/24

Conhecimento do local apresentação do professor e alunos. Leitura da


ementa e definições de como são realizadas as supervisões, avaliações,
conteúdos desenvolvidos e atividades relacionados ao estágio.

Foi feita a visita técnica dos grupos de alunos ( que foram separados em
3 turmas de 16 alunos), e apresentada as respectivas salas, sala da
coordenação, onde abriga o coordenador que supervisionará os alunos no
decorrer das atividades, sala de arquivo, onde é armazenado todos os tipos de
documentos, como: relatórios de estágios dos alunos, ficha de anamnese de
pacientes, e ficha de acompanhamento do paciente; também foi apresentada a
sala de estagiários, onde abriga os alunos estagiários, e as salas de
atendimentos individuais, grupais e infantil.

Foi explicado e esclarecido dúvidas relacionadas ao padrão estrutural


das salas para cada tipo de abordagem, como eram utilizados os materiais para
atendimento infantil, e como preencher ficha de anamnese do paciente.

No dia 14/08/24 durante a aula, o professor e uma aluna realizaram uma


simulação de atendimento psicológico, onde o professor atuou como psicólogo
e a aluna como paciente. A simulação permitiu explorar técnicas de entrevista,
escuta ativa e empática, e abordagem terapêutica.

A simulação demonstrou a importância da empatia, da criação de um


ambiente seguro e da utilização de técnicas específicas para estabelecer uma
9

relação terapêutica eficaz. Os alunos puderam observar e aprender sobre o


processo de atendimento psicológico de forma prática e interativa.

8 REFERENCIAL TEÓRICO

8.1 ECA (ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE)

O estatuto da Criança e do Adolescente é a Lei nº 8.069, de 13 de julho de


1990, sua principal determinação é a de que toda criança e adolescente tem
seus direitos defendidos de forma integral, conforme descrito no art. 1º do
Estatuto “Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao
adolescente”, o comentário de Murillo José Digiácomo e Ildeara de Amorim
Digiácomo apresentado na atualização do E.C.A. de 2010 nos dá uma ótima
noção de o que expressa à determinação deste 1º e fundamental artigo dentro
do Estatuto:

Vide arts. 6º e 227, da CF e art. 100, par. único, incisos II e IV, do ECA. O
enunciado deste dispositivo é um reflexo direto da “Doutrina da Proteção
Integral à Criança e ao Adolescente”, adotada pela Constituição Federal de
1988 (arts. 227 e 228) e pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em
20/11/1989, por intermédio da “Convenção das Nações Unidas Sobre
Direitos da
Criança” (Resolução XLIV). No Brasil este texto foi aprovado pelo Dec.
Legislativo nº 28/1990, de 14/07/1990 e promulgado pelo Decreto nº
99.710/1990, de 21/11/1990 (passando assim, por força do disposto no art. 5º,
§2º, da CF, a ter plena vigência no País). O Estatuto da Criança e do
Adolescente, portanto, vem em resposta à nova orientação constitucional e à
normativa internacional relativa à matéria, deixando claro, desde logo, seu
objetivo fundamental: a proteção integral de crianças e adolescentes. Daí
porque a análise conjunta do contido neste e nos arts. 3º, 4º, 5º, 6º e 100, par.
único (notadamente seu inciso II), do ECA, nos leva à conclusão lógica (e
teleológica) de que nenhuma disposição estatutária pode ser interpretada e
muito menos aplicada em prejuízo de crianças e adolescentes, servindo sim
para exigir da família, da sociedade e, acima de tudo, do Poder Público, o
efetivo respeito a seus direitos relacionados neste e em outros Diplomas
Legais, inclusive sob pena de responsabilidade (cf. arts. 5º, 208 e 216, do
ECA). Ainda sobre a matéria, vide o contido na “Declaração dos Direitos da
Criança”, adotada pela Assembleia das Nações Unidas de 20/11/1959 e
ratificada pelo Brasil. Nunca esquecer, ademais, que quando se fala em
“direitos da criança”, estamos falando de direitos humanos, razão pela qual é
de se ter também em conta o disposto na “Declaração Universal dos Direitos
Humanos”, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em
10/12/1948, assim como o Decreto nº
1.904/1996, de 13/05/1996, que institui o Programa Nacional de Direitos
Humanos – PNDH (DIGIÁCOMO apud E.C.A. 2010)
1

O PAPEL DO PSICÓLOGO NO E.C.A.

Vemos um importante papel dos psicólogos nas instituições vinculadas a ECA,


o papel central do psicólogo nas entidades é oferecer saúde preventiva,
educação sexual, terapia em grupo, prestar aconselhamento a os pais além de
assumir um importante papel em oferecer tratamento a crianças vítimas de
abuso e visitas familiares as mesmas; Infelizmente há uma grande falta desses
profissionais nas instituições vinculadas a ECA, seja por falta de investimento
do governo ou pela falta de espaço físico para atuação desses profissionais,
uma pergunta frequente feita pelos pais é, “Tem psicólogo na instituição”
quando a resposta é positiva vemos uma segurança maior por parte dos pais e
consequentemente a uma aceitação melhor a determinados tratamentos; Um
fator importante é a dificuldade dos psicólogos enfrentada nessas instituições
podemos classificá-las em 3, uma delas é a falta de espaço físico já
mencionado no texto acima onde encontramos uma falta de investimento na
infraestrutura das entidades vinculadas a ECA, a segunda é a descontinuidade
por parte da clientela, ou seja, o não comparecimento das crianças e
adolescentes devido às causas individuais e familiares e a questão financeira
por parte das entidades, e a terceira o baixo investimento do governo na
contratação de novos psicólogos desse medo a uma sobrecarga
nos profissionais atuantes; O observado ainda uma cobrança por parte da
ECA a os psicólogos atuantes, a ECA espera que o Profissional de Psicologia
que trabalha nas entidades que atendem crianças e adolescentes em situação
de risco deve entender e atuar sob a perspectiva de que a criança e o
adolescente são sujeitos que precisam das políticas sociais básicas a fim de ter
garantida a proteção integral, fundamental para o seu desenvolvimento
(ALBERTO apud Pepsic, 2012).

8.2 PSICOLOGIA JURÍDICA

A psicologia jurídica, é uma vertente de estudo da psicologia, consistente na


aplicação dos conhecimentos psicológicos aos assuntos relacionados ao
Direito, principalmente quanto à saúde mental, quanto aos estudos sócio
jurídicos dos crimes e quanto a personalidade da Pessoa Natural e seus
embates subjetivos. Por esta razão, a Psicologia Forense tem se dividido em
outros ramos de estudo, de acordo com as matérias a que se referirem.

A Psicologia Jurídica tem diversas ramificações: vai desde o cuidado da saúde


mental de funcionários de um tribunal ou fórum até casos de verificação de
abuso infantil. Apesar de ser uma área muito ampla, são poucos os psicólogos
que se dedicam a ela – o que significa mais possibilidades de carreira para
quem busca essa qualificação.

Este ramo da Psicologia dedica-se às situações que se apresentam sobretudo


nos tribunais e que envolvem o contexto das leis. Desse modo, na Psicologia
Jurídica, são tratados todos os casos psicológicos que podem surgir em
contexto de tribunal. Dedica-se, por exemplo, ao estudo do comportamento
criminoso, ao estudo das doenças envolventes de situações familiares e de
separação civil.
1

Clinicamente, tenta construir o percurso de vida dos indivíduos no dia-a-dia na


sociedade em constantes relações jurídicas e todos os processos psicológicos
que possam conduzido a doenças do Consumidor, de estrutura familiar e do
Trabalho. A Psicologia jurídica não se confunde com a psicologia forense,
posto que o Psicólogo Forense, tenta descobrir a raiz do problema, uma vez
que só assim se pode partir à descoberta da solução. Descobrindo as causas
das desordens, sejam elas mentais e/ou comportamentais, também se pode
determinar um processo justo, tendo em conta que estes casos são muito
particulares e assim devem ser tratados em tribunal.

O primeiro ramo da psicologia Forense a surgir foi a psicologia criminal, pois


realiza estudos psicológicos de alguns dos tipos mais comuns de delinquentes
e criminosos em geral, como, por exemplo, os psicopatas. De facto, a
investigação psicológica desta subárea apresenta, sobretudo, trabalhos sobre
homicídios e crimes sexuais, talvez devido à sua índole grave.

A psicologia forense também tem relações com a psicanálise e em especial a


psicanálise forense e a sexologia forense, traçando as causas psíquicas que
levam certos indivíduos à sexualidade doentia.

A demanda por esses profissionais tem sido cada vez maior por conta aos altos
índices de violência e de encarceramento de pessoas no país. Eles são cada
vez mais necessários nos quadros das equipes interdisciplinares dos tribunais,
defensorias e varas da Infância, da Juventude e do Idoso.

8.3 PSICOLOGIA CLÍNICA

Podemos dizer que da Psicologia Clínica, sabemos muito sobre aquilo que ela
não é, mas muito pouco sobre aquilo que é ou se torna, uma vez que esta
disciplina, apesar de seus cem anos de existência é recente e, como a própria
Psicologia, está em construção. Parece, entretanto que estar em construção
significa estar em crise, estar inserido no caos que é característico da pós-
modernidade em que vivemos. O caos, portanto, não é visto como negativo,
mas sim como tendência a uma evolução contínua, que vai criando rupturas
nas estruturas existentes e produzindo novas diferenciações e paradigmas,
como resultado de uma sociedade complexa, rápida e ansiosa por mudanças.

Ao falarmos em crise na Psicologia, não podemos esquecer que desde o seu


nascimento como ciência independente, a Psicologia, ao lado de outras
ciências humanas, vive uma crise permanente. Figueiredo (1991) considera
que a crise da Psicologia se deve a extraordinária diversidade de posturas
metodológicas e teóricas em irredutível e interminável oposição.

As reiteradas tentativas de unificar a Psicologia, a fim de lhe dar o status de


verdadeira ciência, têm se mostrado frustradas e acabam por revelar lacunas
epistemológicas, legítimos vazios acerca do processo histórico e da
constituição da Psicologia como uma ciência que se propõe a relativizar o
conhecimento e, portanto, aberta à interdisciplinaridade do saber.
13

Da mesma forma que a Psicologia, a Psicologia Clínica sofre distorções em


seus fundamentos epistemológicos e vem sendo a disciplina que mais se
presta a alterações, confusões, falsificações, ou ainda, ignorâncias acerca de
seu verdadeiro papel dentro da ciência Psicologia. Pensamos, portanto, que
para resgatar a Psicologia Clínica do lugar em que ela se encontra, é
necessário conhecermos a sua história, a fim de identificar que razões levaram
a clínica a se limitar a uma área de atuação, a uma técnica ou a um modelo
teórico.

O nascimento da Psicologia Clínica

A expressão Psicologia Clínica foi usada pela primeira vez em 1896, por
Witmer ao se referir a procedimentos de avaliação empregados com crianças
retardadas e fisicamente deficientes. É, portanto, no século XIX que ocorre a
gestação do espaço psicológico, como menciona Figueiredo (1995).

Conforme este autor, a configuração cultural contemporânea impôs à


Psicologia Clínica o lugar de escuta dos excluídos, do dejeto, do não-positivo.
Este fenômeno ocorreu devido ao Zeitgeist da época na qual três polos de
forças dominavam o campo do saber, das artes, da cultura, da sociedade em
geral.

O primeiro polo, chamado de liberalismo, continha a ideia de proporcionar


meios de representação e interação do excluído, de forma a ampliar o seu
autodomínio e sua autonomia. Esse ideal fortemente vinculado aos princípios
da Revolução Francesa, pregava que todos os homens eram livres e iguais em
seus direitos. O segundo polo, o romantismo, encontrou sua maior expressão
no campo da filosofia e das artes (em todos os gêneros, a diferença ganha o
reconhecimento e a expressão do eu, do singular e da subjetividade passa a
ser a meta a ser alcançada). Nesse sentido, o romantismo objetivava dar vias
de expressão ao excluído.

O terceiro polo - as práticas disciplinares - construíram-se, a partir da


fracassada visão de homem construída pelo liberalismo e romantismo, ou seja,
a ilusão de um homem livre, fraterno, com direitos inafiançáveis à diferença, à
singularidade, à privacidade e à propriedade, cai por terra com as guerras e
transformações do século XIX, fazendo com que o que fosse outrora exaltado,
agora fosse o expurgo. É exatamente neste cenário que se descobre a
possibilidade de avaliar, controlar, normatizar o homem a fim de ajustá-lo em
prol da sociedade. Assim, o polo disciplinar visava reduzir o excluído, isto é,
curar seus sintomas.

Outro fato histórico iria marcar fortemente a Psicologia Clínica. Após a Segunda
Guerra Mundial, a Psicologia conhece sua época de maior avanço. Os contatos
com a medicina ocorreram quase que na totalidade e as atividades de
psicodiagnóstico ganham lugar de destaque na sociedade (Stubbe &
Langenbach, 1988).

Partindo deste raciocínio, entendemos que a Psicologia Clínica veio ocupar um


lugar determinado, não por ela, mas pela configuração cultural de uma época.
Entretanto, o que isto representou num primeiro momento (autoafirmação e
1

pretensa independência), acarretou para a Psicologia Clínica uma trajetória de


distorções e uma complicada definição do que seja seu campo de
conhecimento.
Em 1935, uma declaração do American Psychological Association anunciava
que a Psicologia Clínica tinha como finalidade:
"definir capacidades e características de comportamento de um
indivíduo através de testes de medição, análise e observação e,
integrando esses resultados e dados recebidos de exames físicos e
histórico social, fornecer sugestões e recomendações, tendo em vista
o ajustamento apropriado do indivíduo" (Meiras, 1987, p.186).

8.4 PSICOLOGIA DO TRABALHO

A psicologia do trabalho é uma subdisciplina da psicologia, tendo como seus


precursores Walter Scott e Hugo Münsterberg, ela se dedica ao estudo e na
concepção das atividades no trabalho, e tem como objetivo fazer com que o
ambiente de trabalho seja agradável aos trabalhadores, garantindo boas
condições para o desempenho das atividades.

O estudo da conexão entre uma pessoa e seu ambiente de trabalho e todas as


conexões que resultam desse contexto é o principal objeto de análise da
psicologia do trabalho, sempre com o objetivo de melhorar a relação dos
trabalhadores com suas funções.

Com a melhora dessa relação, o trabalhador se mantém com a saúde mental


em dia, mais produtivo, tem melhores relações com seus colegas, se mantém e
em consequência disso, mais seguro.

O ponto mais importante da psicologia do trabalho é a manutenção da saúde


mental dos colaboradores. Os números de distúrbios mentais relacionados ao
trabalho aumentam cada vez mais, reduzi-los é essencial e para isso nos
aliamos à psicologia. Empresas que têm essa atenção com o psicológico dos
funcionários, conseguem ter funcionários melhores em diversas áreas, um
trabalhador alegre, saudável e seguro, é um trabalhador que irá produzir, não
irá se ausentar muito, estará atento o suficiente para seguir regras de
segurança e será um trabalhador satisfeito com a empresa.

Além disso a psicologia do trabalho traz benefícios, como:

Engajamento e motivação

Ao incluir o colaborador como elemento central nas estratégias da empresa, ele


se sente em um ambiente agradável onde seu bem-estar é priorizado. Com
isso, esse colaborador se sente motivado pelos valores da empresa e mais
comprometido em entregar resultados relevantes.
15

Atração e retenção

Outra consequência de um ambiente voltado para o bem-estar dos


colaboradores é a redução do turnover motivado pela retenção orgânica. Ao ser
valorizado e ter as ferramentas para tal, mantém-se ligado aos valores e ideais
da sociedade. Também por isso, aumentam as chances de atração orgânica,
tornando a instituição um reduto de bons profissionais.

Redução do Absenteísmo

Parte da redução do absenteísmo é reflexo de um ambiente engajado e


produtivo. Além da identificação com a empresa e consequente motivação para
fazer parte dela, as estratégias baseadas no indivíduo proporcionam um
ambiente em que a segurança no trabalho é constantemente promovida. O
resultado é uma equipe mais saudável e presente.

A diferença para a psicologia organizacional

A Psicologia do Trabalho concentra-se no indivíduo dentro do contexto laboral.


Seu foco principal é entender como o ambiente de trabalho afeta o indivíduo e
vice-versa. Esta disciplina busca criar estratégias que atendam às
necessidades emocionais, cognitivas e comportamentais dos colaboradores,
garantindo um ambiente seguro e favorável ao desenvolvimento pessoal e
profissional. Ela se preocupa com questões como satisfação no trabalho,
motivação, saúde mental e desempenho individual.

Por outro lado, a Psicologia Organizacional está voltada para a estrutura e o


funcionamento das organizações em si. Seu foco principal é a empresa como
um todo, analisando questões como estrutura organizacional, processos de
recrutamento, seleção, treinamento, cultura organizacional e clima laboral. Esta
área visa aprimorar a eficiência da organização, buscando melhorar processos,
relações e resultados, considerando a interação entre indivíduos e estrutura
organizacional.

Portanto, enquanto a Psicologia do Trabalho prioriza o bem-estar e o


desenvolvimento individual dos colaboradores, a Psicologia Organizacional visa
otimizar o funcionamento e o desempenho geral da empresa.

“O trabalho interno, os valores internos e as dificuldades e fricções internas são


muitas vezes desconhecidos para aqueles que decidem por uma vocação, e eles são
incapazes de correlacionar esses fatores essenciais da vocação de vida com toda
aquela natureza por herança, e a sociedade pelo ambiente e pelo treinamento, foram
plantados e desenvolvidos em suas mentes.” (Hugo Mustemberg, psychology and
industrial efficiency (1913) p.33)
1

A Psicologia do Trabalho concentra-se no indivíduo dentro do contexto laboral.


Seu foco principal é entender como o ambiente de trabalho afeta o indivíduo e
vice-versa. Esta disciplina busca criar estratégias que atendam às
necessidades emocionais, cognitivas e comportamentais dos colaboradores,
garantindo um ambiente seguro e favorável ao desenvolvimento pessoal e
profissional. Ela se preocupa com questões como satisfação no trabalho,
motivação, saúde mental e desempenho individual.

Por outro lado, a Psicologia Organizacional está voltada para a estrutura e o


funcionamento das organizações em si. Seu foco principal é a empresa como
um todo, analisando questões como estrutura organizacional, processos de
recrutamento, seleção, treinamento, cultura organizacional e clima laboral. Esta
área visa aprimorar a eficiência da organização, buscando melhorar processos,
relações e resultados, considerando a interação entre indivíduos e estrutura
organizacional.

Portanto, enquanto a Psicologia do Trabalho prioriza o bem-estar e o


desenvolvimento individual dos colaboradores, a Psicologia Organizacional visa
otimizar o funcionamento e o desempenho geral da empresa.
17

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente relatório teve como objetivo apresentar as experiências e


aprendizados adquiridos durante a visita técnica no Serviço de Escola de
Psicologia da Faculdade Estácio do Amazonas, SEP, que ocorreu no dia
04/09/24. Esta oportunidade foi fundamental para o meu desenvolvimento
profissional e pessoal, permitindo conhecimento prático e conhecimentos
teóricos adquiridos ao longo das aulas de Estágio Supervisionado Básico 1 em
Psicologia.

Durante a visita técnica no SEP, tive a chance de conhecer todo o ambiente


desde a sala de arquivos, coordenação, as salas de atendimentos, podendo me
familiarizar com o futuro ambiente de trabalho, e também tirar todas a dúvidas
com o orientador que ainda tinha sobre ambiente de atendimento. Essas
experiências me proporcionaram um entendimento mais profundo sobre
atendimento individual, atendimento grupal, e atendimento infantil, como eram
utilizados os brinquedos e jogos Montessori no atendimento infantil, além de
aprimorar habilidades essenciais, como trabalho em equipe, comunicação e
resolução de problemas.

Acredito que o estágio não só ampliou minhas competências técnicas, mas


também me preparou para enfrentar novos desafios com mais segurança e
proatividade. Espero poder aplicar tudo o que aprendi em futuras oportunidades
profissionais.

10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

https://opsicologohenrique.com.br/psicologia-no-estatuto-da-crianca-e-do-
adolescente/
1

https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/psicologia/a-importancia-psicologia-
juridica.htm#:~:text=A%20psicologia%20jur%C3%ADdica%2C%20%C3%A9%2
0uma,Natural%20e%20seus%20embates%20subjetivos.

https://www.scielo.br/j/paideia/a/r8GDmq76Sfs9hdvZntH4BJg/

https://onsafety.com.br/psicologia-do-trabalho-como-aplicar-e-qual-a-sua-
importancia/

https://blog.empregare.com/psicologia-no- trabalho/#:~:text=A%20principal%20fun
%C3%A7%C3%A3o%20da%20Psicologia,do %20indiv%C3%ADduo%20ao
%20contexto%20profissional.

11. ANEXOS

FOTO 1: Sala de arquivos, sala da coordenação

FOTO 2: Brinquedos e jogos utilizados no atendimento infantil


19
21

ATIVIDADES REALIZADAS NO ESTÁGIO – FACULDADE


ESTÁCIO
Curso: Psicologia Turno: Noite Semestre: 2024.02
Professora(o) orientadora(or): Bruno Reis de Queiroz
Estagiária(o): Victoria da Silva Rodrigues
Disciplina: Estagio Supervisionado Básico I em Psicologia
Horário Conteúdo Professora(o)
DATA
Entrada Saída CH Programático Orientadora(or)
Tema 1: Comunicação Bruno Reis de
07/ 08 /2024 18:00h 22:00h 4h humana Queiroz
Demonstração Bruno Reis de
14/ 08 /2024 18:00h 22:00h 4h entrevista psicológica Queiroz
Leitura do conteúdo Bruno Reis de
15/ 08 /2024 09:00h 13:00h 4h acadêmico Queiroz
Psicologia e a Bruno Reis de
21/ 08 /2024 18:00h 22:00h 4h adversidade Queiroz
Tema1:A comunicação Bruno Reis de
28/ 08 /2024 18:00h 22:00h 4h humana (cont) Queiroz
Bruno Reis de
04/ 09 /2024 18:00h 22:00h 4h 1° visita tecnica SEP Queiroz
Bruno Reis de
05/ 09 /2024 15:00h 17:00h 2h Confecção do relatório Queiroz
Leitura do conteúdo Bruno Reis de
10/ 09 /2024 09:00h 13:00h 4h acadêmico Queiroz
Bruno Reis de
11/ 09 /2024 18:00h 22:00h 4h Orientação do relatório Queiroz
Tema3: Campo de Bruno Reis de
18/ 09 /2024 18:00h 22:00h 4h atuação Queiroz
Leitura do conteúdo Bruno Reis de
19/ 09 /2024 08:00h 12:00h 4h acadêmico Queiroz
Leitura do conteúdo Bruno Reis de
23/ 09 /2024 14:00h 16:00h 4h acadêmico Queiroz
Bruno Reis de
24/ 09 /2024 15:00h 17:00h 2h Confecção do relatório Queiroz
Bruno Reis de
25/ 09 /2024 18:00h 22:00h 4h Orientação do relatório Queiroz
Leitura do conteúdo Bruno Reis de
26/ 09 /2024 11:00h 15:00h 4h acadêmico Queiroz

Total de Horas Aula: 56h

___________________________ _________________________
Professora(or) Orientadora(or) Estagiária(o)
Faculdade Estácio Amazonas
22

ATIVIDADES REALIZADAS NO ESTÁGIO –


FACULDADE
ESTÁCIO

___________________________ _________________________
Professora(or) Orientadora(or) Estagiária(o) Faculdade Estácio Amazonas
23

AVALIAÇÃO E AUTOAVALIAÇÃO
Curso: Psicologia Turno: Noturno Semestre: 2024.2
Professora(o) orientadora(or): Bruno Reis de Queiroz
Estagiária(o): Victoria da Silva Rodrigues
Disciplina: Estágio Supervisionado Básico 1 em Psicologia

PROFESSORA(OR) ORIENTADORA(OR) AVALIANDO A(O) ALUNA(O)


N° CRITÉRIOS 10,0 9,0 8,0 7,0 6,0 5,0
01 Pontualidade
02 Assiduidade
03 Relações Interpessoais
04 Postura ética
05 Responsabilidade
06 Desempenho
07 Eficiência
08 Disciplina
09 Idoneidade Moral
10 Compromisso

Média:____ Assinatura

ALUNA(O) SE AUTOVALIANDO
N° CRITÉRIOS 10,0 9,0 8,0 7,0 6,0 5,0
01 Pontualidade X
02 Assiduidade X
03 Relações Interpessoais X
04 Postura ética X
05 Responsabilidade X
06 Desempenho X
07 Eficiência X
08 Disciplina X
09 Idoneidade Moral X
10 Compromisso X

Média:
Assinatura

Média Final:
24

DECLARAÇÃO

Declaro para os devidos fins de cumprimento de estágio curricular obrigatório


que a(o) aluna(o) Victoria da Silva Rodrigues da Faculdade Estácio do
Amazonas, cumpriu a etapa especificada nos documentos em anexo de
Estágio
Supervisionado nesta instituição, tendo sido orientada(o) no período de
07/08/2024 a 30/10/2024 pela(o) supervisora(or) Psicóloga(o) Bruno Reis de
Queiroz. Por ser verdade, firmo o presente para efeitos legais e de direito.

Assinatura e Carimbo da(o) Psicóloga(o)


24

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