0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações108 páginas

Lei Orgânica Nova Redação e Atualização

Enviado por

umaotome396
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações108 páginas

Lei Orgânica Nova Redação e Atualização

Enviado por

umaotome396
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
Você está na página 1/ 108

LEI ORGÂNICA

DO MUNICÍPIO

DE CAMPESTRE

2016
EMENDA Nº 018, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2016.
LEI ORGÂNICA MUNICIPAL

EMENDA Nº 018/2016.

PREÂMBULO

A Câmara Municipal de Campestre, sob a proteção de


Deus, atendendo ao disposto nas Constituições da República
e do Estado de Minas Gerais, em sua atribuição de atualizar
a Lei Orgânica deste Município, Lei basilar, autônoma e
democrática, fundada na participação direta da sociedade
civil, tendo por princípio desconcentrar e descentralizar o
Poder Público como forma de garantir ao cidadão
campestrense o controle do exercício político e o acesso de
todos à plena cidadania numa sociedade mais fraterna,
justa, pluralista e sem preconceitos, preservando os
valores morais, culturais e da família, promulga a
seguinte:

EMENDA À LEI ORGÂNICA DO MUNÍCIPIO DE CAMPESTRE


TÍTULO I
ORGANIZAÇÃO MUNICIPAL
MUNICÍPIO
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º - O Município de Campestre, pessoa
Jurídica de direito público interno, é unidade territorial
que integra a organização político-administrativa da
República Federativa do Brasil, dotada de autonomia
política, administrativa, financeira e legislativa nos
termos assegurados pela Constituição da República, pela
Constituição Estadual e por esta Lei Orgânica.

Art. 2º - São Poderes do Município,


independentes e harmônicos entre si, o Legislativo e o
Executivo.
2
Parágrafo único – São símbolos do Município a
Bandeira, o Hino, o Brasão e as suas cores são o Azul e o
Branco, representativos de sua cultura e história.

Art. 3º - O Município integra a divisão


administrativa do Estado.

Art. 4º - A sede do Município dá-lhe o nome e


tem categoria de cidade.

Art. 5º - Fica instituída a obrigatoriedade de


comemoração solene na data da Emancipação Política do
Município, que é o dia 30 de agosto.

Art. 6º - Constituem bens do Município, todas


as coisas móveis e imóveis, direitos e ações que a qualquer
título lhe pertençam.

Parágrafo Único – O Município de Campestre tem


direito à participação no resultado da exploração de
recursos hídricos, para fins de geração de energia
elétrica, assim como de outros recursos minerais explorados
em seu território.

Art. 7º - Todo poder do Município emana de seu


povo e por este é exercido, através dos seus representantes
legalmente constituídos.

Parágrafo Único – O exercício direto do poder


pelo povo do Município se dá na forma desta Lei Orgânica,
mediante:

I – plebiscito;
II – referendo;
III – iniciativa popular;
IV – ação fiscalizadora sobre a administração
pública;
V – cooperação administrativa no planejamento
municipal.

SEÇÃO II
DIVISÃO ADMINISTRATIVA MUNICIPAL

3
Art. 8º - O Município poderá dividir-se, para
fins administrativos, em Distritos a serem criados,
organizados, suprimidos ou fundidos por lei após consulta
plebiscitária à população diretamente interessada,
observada a legislação estadual e o atendimento aos
requisitos do art. 9º desta Lei Orgânica.
§ 1º - A criação do Distrito poderá efetuar-se
mediante fusão de dois ou mais Distritos, que serão
suprimidos, sendo dispensada, nessa hipótese, a verificação
dos requisitos do art. 9º desta Lei Orgânica.
§ 2º - A extinção do Distrito somente se
efetuará mediante consulta plebiscitária.
§ 3º - O Distrito terá o nome da respectiva
sede distrital
Art. 9º - A criação e a redelimitação de
Distritos devem observar os seguintes requisitos:

I – eleitorado não inferior a 200 (duzentos)


eleitores;

II – existência de povoado com, pelo menos 50


(cinquenta) moradias e escola pública;

III – demarcação dos limites, obedecido no que


couber o disposto no Art. 9º da Lei Complementar Estadual
37/2005;

IV – a Lei Municipal que criar, organizar,


redelimitar ou suprimir o Distrito será publicada no Órgão
Oficial do Estado.

Parágrafo Único – A comprovação do atendimento


às exigências enumeradas neste artigo far-se-á mediante:

4
a) declaração, emitida pela Fundação Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística, de estimativa de
população;
b) certidão emitida pelo Tribunal Regional
Eleitoral, certificando o número de eleitores;
c) certidão emitida pelo agente municipal de
estatística, ou pela repartição fiscal do Município,
certificando o número de moradias;
d) certidão do órgão fazendário estadual e
municipal, certificando a arrecadação na respectiva área
territorial;
e) certidão emitida pela Prefeitura ou pelas
Secretarias de Estado da Educação, Saúde e Segurança
Pública, certificando a existência de escola pública, e dos
postos de saúde e policial, na povoação sede.

Art. 10 - Na fixação das divisas distritais,


serão observadas as seguintes normas:

I – evitar-se-ão, tanto quanto possível,


formas assimétricas, estrangulamento e alongamento
exagerados;
II – dar-se-á preferência para a delimitação,
às linhas naturais, facilmente identificáveis;
III – na existência de linhas naturais,
utilizar-se-á a linha reta, cujos extremos, pontos naturais
ou não, sejam facilmente identificáveis e tenham condições
de fixidez;
IV – é vedada a interrupção de continuidade
territorial do Município ou Distrito de origem.

Parágrafo Único – As divisas distritais serão


descritas trecho a trecho, salvo para evitar duplicidade,
nos trechos que coincidirem com os limites municipais.

Art. 11 - A alteração da divisão


administrativa do Município poderá ser feita a qualquer
tempo, desde que se cumpram as Leis que regem a criação de
Distritos no Estado de Minas Gerais.

Art. 12 - A instalação do Distrito se fará


perante o Juiz de Direito da Comarca, na sede do Distrito.

5
CAPÍTULO II
COMPETÊNCIA MUNICIPAL
SEÇÃO I
COMPETÊNCIA PRIVATIVA

Art. 13 - Ao Município de Campestre compete


prover a tudo o quanto diga respeito ao seu peculiar
interesse e ao bem-estar de sua população, cabendo-lhe,
privativamente, dentre outras, as seguintes atribuições:

I – legislar sobre assunto de interesse local;


II – suplementar a legislação federal e
estadual, no que couber;
III – instituir e arrecadar os tributos de sua
competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízos da
obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos
prazos fixados em lei;
IV – elaborar e executar o Plano Diretor de
Desenvolvimento Integrado;
V – criar, organizar e suprimir Distritos,
observada a legislação estadual e esta Lei Orgânica;
VI – organizar e prestar, diretamente ou sob
regime de concessão ou permissão, entre outros, os
seguintes serviços:
a) transporte coletivo urbano e
intermunicipal, que terá caráter essencial;
b) abastecimento de água e esgotos sanitários;
c) mercados, feiras e matadouros locais;
d) cemitérios e serviços funerários;
e) iluminação pública;
f) limpeza pública, coleta domiciliar e
destinação final do lixo;
VII – manter, com a cooperação técnica e
financeira da União e do Estado, programas de educação
infantil e ensino fundamental.
VIII – prestar, com cooperação técnica e
financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à
saúde da população;

6
IX – promover a proteção do patrimônio
histórico, cultural, artístico, turístico, paisagístico
local, observada a legislação e a ação fiscalizadora
federal e estadual.
X – promover a cultura e a recreação;
XI – fomentar a produção agropecuária e demais
atividades econômicas, inclusive artesanal;
XII – preservar a florestas, a fauna e a
flora;
XIII – realizar os serviços de assistência
social, diretamente ou por meio de instituições privadas,
conforme critérios e condições fixados em lei municipal;
XIV – realizar programas de apoio às práticas
desportivas;
XV – realizar programas de alfabetização;
XVI – realizar atividades de defesa civil,
inclusive de combate a incêndios e prevenção de acidentes
naturais, em coordenação com a União e o Estado;
XVII – promover, no que couber, adequado
ordenamento territorial, mediante planejamento e controle
do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;
XVIII – executar obras de:
a) abertura, pavimentação e conservação de
vias;
b) drenagem fluvial;
c) construção e conservação de estradas,
parques, jardins e hortos florestais;
d) construção e conservação de estradas
vicinais;
e) edificação e conservação de prédios públicos
municipais;
XIX – fixar:
a) tarifas dos serviços públicos, inclusive dos
serviços de táxis;
b) horários de funcionamento dos
estabelecimentos industriais, comerciais e
de serviços;
XX – sinalizar as vias públicas urbanas e
rurais:
XXI – regulamentar a utilização de vias e
logradouros públicos;
XXII – conceder licença para:

7
a) localização, instalação e funcionamento de
estabelecimentos industriais, comerciais e
de serviços;
b) afixação de cartazes, letreiros, anúncios,
faixas, emblemas e a utilização de alto-
falantes para fins de publicidade e
propaganda;
c) exercício de comércio eventual e ambulante;
d) realização de jogos, espetáculos e
divertimentos públicos, observadas as
prescrições legais:
e) prestação de serviços de táxi;
XXIII – elaborar o orçamento anual e
plurianual de investimentos;

XXIV – dispor sobre administração, utilização


e alienação dos bens públicos;
XXV – organizar o quadro e estabelecer o
regime jurídico único dos Servidores Municipais;
XXVI – estabelecer normas de edificação, de
loteamento, de arruamento e de zoneamento urbano e rural,
bem como as limitações urbanísticas convenientes à
ordenação de seu território, observada a lei federal;
XXVII – conceder e renovar licença para
localização e funcionamento de estabelecimentos
industriais, comerciais, prestadores de serviço e quaisquer
outros;
XXVIII – cassar a licença que houver concedido
ao estabelecimento que se tornar prejudicial à saúde, à
higiene, ao sossego, à segurança ou aos bons costumes,
fazendo cessar a atividade, ou determinando o fechamento do
estabelecimento.
XXIX – estabelecer servidões administrativas
necessárias à realização de seus serviços, inclusive a dos
seus concessionários;
XXX – adquirir bens, inclusive mediante
desapropriação;
XXXI – regular a disposição, o traçado e as
demais condições dos bens públicos de uso comum;
XXXII – regulamentar a utilização dos
logradouros públicos e, especialmente, no perímetro urbano,

8
determinar os itinerários e os pontos de parada dos
transportes coletivos;
XXXIII – fixar os locais de estacionamento de
táxis e demais veículos;
XXXIV – fixar e sinalizar as zonas de
silêncio, de trânsito e tráfego em condições especiais;
XXXV – disciplinar os serviços de carga e
descarga e fixar a tonelagem máxima permitida à veículos
que circulem em vias públicas municipais;
XXXVI – tornar obrigatória a utilização da
estação rodoviária;
XXXVII – sinalizar as vias urbanas e as
estradas municipais, bem como regulamentar e fiscalizar a
sua utilização;
XXXVIII – prover a limpeza das vias e
logradouros públicos, remoção e destino de lixo domiciliar
e de outros resíduos de qualquer natureza;
XXXIX – prestar assistência médico-hospitalar
de pronto-socorro, por seus próprios serviços ou mediante
convênio com instituições especializadas;
XL – organizar e manter os serviços de
fiscalização necessários ao exercício do seu poder de
polícia administrativa;
XLI – fiscalizar nos locais de vendas, pesos,
medidas e condições sanitárias dos gêneros alimentícios;
XLII – dispor sobre depósito e venda de
animais e mercados apreendidos em decorrência de
transgressão de legislação municipal;
XLIII – dispor sobre registro, vacinação e
captura de animais, com a finalidade precípua de erradicar
as moléstias de que possam ser portadores e transmissores;
XLIV – estabelecer e impor penalidades por
infração de suas leis e regulamentos;
XLV – assegurar a expedição de certidões
requeridas às repartições administrativas municipais, para
defesa de direitos e esclarecimentos de situações,
estabelecendo os prazos de atendimento.

Art. 14 – Além das competências previstas no


artigo anterior, o Município atuará em cooperação com a
União e o Estado para o exercício das competências

9
enumeradas no artigo 23 da Constituição Federal, desde que
as condições sejam de interesse do Município.

SEÇÃO II
COMPETÊNCIA COMUM

Art. 15 - É de competência administrativa


comum do Município, da União e do Estado, observada a lei
complementar federal, o exercício das seguintes medidas:
I – zelar pela guarda da Constituição, das
leis e das instituições democráticas e conservar o
patrimônio público;
II – cuidar da saúde e da assistência pública,
especialmente das pessoas portadoras de deficiência;
III – proteger os documentos, as obras e
outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os
monumentos, os recursos naturais, as paisagens notáveis e
os sítios arqueológicos;
IV – impedir a evasão, a destruição e a
descaracterização de obras de arte e de outros bens de
valor histórico, artístico e cultural;
V – proporcionar os meios de acesso à cultura,
à educação e à ciência;
VI – proteger o meio ambiente e combater a
poluição em qualquer de suas formas;
VII – preservar as florestas, a fauna e a
flora;
VIII – fomentar a produção agropecuária e
organizar o abastecimento alimentar;
IX – promover programas de construção de
moradias e a melhoria das condições habitacionais e de
saneamento básico;
X – combater as causas da pobreza e os fatores
de marginalização, promovendo a integração social dos
setores desfavorecidos;
XI – registrar, acompanhar e fiscalizar as
concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos
hídricos em seus territórios;
XII – estabelecer e implantar políticas de
educação para a segurança no trânsito.
SEÇÃO III
10
COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR

Art. 16 - Ao município compete suplementar a


legislação federal e estadual no que couber e naquilo que
disser respeito a seu peculiar interesse.
Parágrafo Único – A competência a que se
refere este artigo será exercida em relação às legislações
federal e estadual, no que digam respeito a seu peculiar
interesse municipal, visando adaptá-las à realidade local.
CAPÍTULO III
PROIBIÇÕES

Art. 17 – Ao Município é proibido:


I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas,
subvencioná-los, dificultar-lhes o funcionamento ou manter
com eles, ou seus representantes, relações de dependência
ou de aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração
de interesse público;
II – recusar fé aos documentos públicos;
III – criar distinções entre brasileiros ou
preferências entre sí;
IV – subvencionar ou auxiliar, de qualquer
modo, com recursos pertencentes aos cofres públicos, seja
pela imprensa, rádio, televisão, serviço de alto-falantes,
seja por qualquer meio de comunicação, propaganda político-
partidária ou atividades estranhas à administração;
V – manter a publicidade de atos, programas,
obras, serviços em campanha de órgãos públicos que não
tenham caráter educativo, informativo ou de orientação
social, assim como a publicidade da qual constem nomes,
símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de
autoridades ou servidores públicos;
VI – outorgar isenções ou anistias fiscais, ou
permitir a remissão de dívidas, sem interesse público
justificado, sob pena de nulidade dos atos;
VII – exigir ou aumentar tributos sem leis que
os estabeleçam;
VIII – instituir tratamento desigual entre
contribuintes que se encontrem em situação equivalente,
proibida qualquer distinção em razão de ocupação
profissional ou função por eles exercida, independentemente

11
da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou
direitos;
IX – estabelecer diferença tributária entre
bens e serviços de qualquer natureza, em razão de sua
procedência ou destino.
X – cobrar tributos:
a) em relação a fatos geradores ocorridos
antes do início da vigência da lei que os houver instituído
ou aumentado;
b) no mesmo exercício financeiro em que tenha
sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;
XI – utilizar tributos com efeitos de
confisco;
XII – estabelecer limitações ao tráfego de
pessoas ou bens, por meio de tributos, ressalvada a
cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas
pelo Poder Público;
XIII – instituir impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços da União, do
Estado e de outros Municípios;
b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos
políticos, inclusive suas fundações, das entidades
sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e
de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os
requisitos da lei federal;
d) livros, jornais, periódicos e o papel
destinado à sua impressão.
§ 1º - A vedação do inciso XIII é extensiva às
autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder
Público, no que se refere ao patrimônio, à renda, e aos
serviços vinculados às suas finalidades essenciais ou às
delas decorrentes.
§ 2º - As vedações do Inciso XIII e do
parágrafo anterior, não se aplicam ao patrimônio, à renda e
aos serviços relacionados com exploração de atividades
econômicas regidas pelas normas aplicáveis e
empreendimentos privados, ou em que exista contraprestação
de pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera
o promitente comprador da obrigação de pagar impostos
relativamente ao bem imóvel;

12
§ 3º - As vedações expressas no inciso XIII,
alíneas b e c, compreendem somente o patrimônio, a renda e
os serviços relacionados com as finalidades essenciais das
entidades nelas mencionadas;
§ 4º - As vedações expressas nos incisos VII a
XIII serão regulamentadas em lei complementar federal.

TÍTULO II
ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
CAPÍTULO I
PODER LEGISLATIVO
SEÇÃO I
CÂMARA MUNICIPAL

Art. 18 – O Poder Legislativo do Município é


exercido pela Câmara Municipal.
Parágrafo Único – Cada legislatura terá a
duração de quatro anos, compreendendo cada ano uma sessão
legislativa.
Art. 19 – A Câmara Municipal é composta de
Vereadores eleitos, pelo sistema proporcional como
representantes do povo, com mandato de quatro anos.
§ 1º - São condições de elegibilidade, para o
mandato de Vereador, na forma da lei federal:
I – a nacionalidade brasileira;
II – o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária;
VI - a idade mínima de dezoito anos;
VII - ser alfabetizado.

§ 2º - O número de Vereadores será de 11


membros, tendo em vista a população do Município.
Art. 20 – A Câmara Municipal reunir-se-á
anualmente, na sede da Câmara Municipal de Campestre, de 15

13
de fevereiro a 30 de junho e de 01 de agosto a 15 de
dezembro.
§ 1º - As reuniões ordinárias serão realizadas
duas vezes por mês nos dias 15 e 30 de cada mês e serão
transferidas para o primeiro dia útil subseqüente, quando
recaírem em sábados, domingos ou feriados.
§ 2º - A Câmara se reunirá em sessões
ordinárias, extraordinárias ou solenes, conforme dispuser o
seu Regimento Interno.
§ 3º - A convocação extraordinária da Câmara
Municipal far-se-á:
I – pelo Prefeito, quando este a entender
necessário;
II – pelo Presidente da Câmara, para o
compromisso e a posse do Prefeito e do Vice-Prefeito;
III – pelo Presidente da Câmara, ou a
requerimento da maioria dos membros da Casa, em caso de
urgência ou interesse público relevante;
IV – pela Comissão Representativa da Câmara,
conforme previsto nesta Lei Orgânica.
§ 4º - Na sessão legislativa extraordinária, a
Câmara Municipal somente deliberará sobre a matéria para a
qual foi convocada.
Art. 21 – As deliberações da Câmara serão
tomadas por maioria de votos, presente a maioria de seus
membros, salvo disposição em contrário, constante na
Constituição Federal e nesta Lei Orgânica.
Art. 22 – A sessão legislativa ordinária não
será interrompida sem a deliberação sobre o projeto de lei
orçamentária.
Art. 23 – As sessões da Câmara deverão ser
realizadas em recinto destinado ao seu funcionamento,
observado o contido nesta Lei Orgânica.
§ 1º - Comprovada a impossibilidade de acesso
ao recinto da Câmara, ou outra causa que impeça a sua
utilização, as sessões poderão ser realizadas em outro
local designado pelo Presidente.
§ 2º - As sessões solenes poderão ser
realizadas fora do recinto da Câmara.

14
Art. 24 – As sessões serão públicas, salvo
deliberação em contrário, de maioria absoluta dos
Vereadores, adotada em razão de motivo relevante.
Art. 25 – As sessões somente poderão ser
abertas com a presença de, no mínimo, maioria dos membros
da Câmara.
Parágrafo Único – Considerar-se-á presente à
sessão, o Vereador que assinar o livro de presença até o
início da Ordem do Dia, participar dos trabalhos do
Plenário e das votações.

SEÇÃO II
FUNCIONAMENTO DA CÂMARA.
Art. 26 – A Câmara reunir-se-á em sessões
preparatórias, em sua sede na Travessa Ambrosina Ferreira,
136, a partir de 1º de janeiro, no primeiro ano da
legislatura, para dar posse aos Vereadores, eleger sua Mesa
Diretora e dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito.
§ 1º - A posse ocorrerá em sessão solene, que
se realizará independentemente de número, sob a presidência
do Vereador mais idoso dentre os presentes.
§ 2º - O Vereador que não tomar posse na
sessão prevista no parágrafo anterior deverá fazê-lo dentro
do prazo de 15 (quinze) dias do início do funcionamento
normal da Câmara, sob pena de perda de mandato, salvo
motivo justo, aceito pela maioria absoluta dos membros da
Câmara.
§ 3º - Imediatamente após a posse, os
Vereadores reunir-se-ão sob a presidência do Vereador mais
idoso dentre os presentes e, havendo maioria absoluta dos
membros da Câmara, elegerão os componentes da Mesa, que
serão automaticamente empossados, podendo cada Vereador se
candidatar para o cargo que lhe convier, sendo vedado
apenas se candidatar para dois cargos na mesma eleição.
§ 4º - Inexistindo número legal, o Vereador
mais idoso dentre os presentes permanecerá na presidência,
sendo que a eleição da Mesa Diretora se dará na próxima
sessão ordinária subseqüente.
§ 5º - A eleição da Mesa da Câmara será anual,
far-se-á no dia 15 de dezembro de cada legislatura,

15
considerando-se automaticamente empossados os eleitos, a
partir de 1º de janeiro do ano subseqüente.
§ 6º - No ato da posse e ao término do
mandato, os Vereadores deverão fazer declaração de seus
bens, nos termos do § único do artigo 258 da Constituição
Estadual, as quais terão cópias arquivadas na Câmara.
Art. 27 – O mandato da Mesa será de um (01)
ano, sendo permitida a reeleição para o mesmo cargo na
eleição imediatamente subseqüente.

Parágrafo Único – O vereador que ocupar cargo


da Mesa duas eleições consecutivas fica impedido de ocupar
cargos da Mesa na eleição subsequente aos dois anos.
Art. 28 – A Mesa da Câmara se compõe de
Presidente, Vice Presidente, 1º Secretário, 2º Secretário e
1º Tesoureiro e 2º Tesoureiro, os quais se substituirão
nessa ordem.
§ 1º - Na constituição da Mesa é assegurada,
tanto quanto possível, a representação proporcional dos
partidos ou blocos parlamentares que participem da Casa.
§ 2º - Na ausência dos membros da Mesa, o
Vereador mais idoso assumirá a presidência.
§ 3º - Qualquer componente da Mesa poderá ser
destituído pelo voto de 2/3 (dois terços) dos membros da
Câmara, quanto faltoso, omisso, indecoroso ou ineficiente
no desempenho de suas funções regimentais, elegendo-se
outro Vereador para a complementação do mandato.
Art. 29 – A Câmara terá comissões permanentes
e especiais.
§ 1º - Às comissões permanentes, em razão da
matéria de sua competência cabe:

I – discutir e votar projetos de lei que


dispensar a competência do Plenário, na forma do Regimento
Interno, salvo se houver recurso de 1/10 (um décimo) dos
membros da Casa;
II – realizar audiências públicas com
entidades da sociedade civil;

16
III – convocar Secretários Municipais ou
Diretores equivalentes, para prestar informações sobre
assuntos inerentes a suas atribuições;
IV – receber petições, reclamações,
representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou
omissões das autoridades ou entidades públicas;
V – solicitar depoimento de qualquer
autoridade ou cidadão;
VI – exercer, no âmbito de sua competência, a
fiscalização dos atos do Executivo e da Administração
Indireta.
§ 2º - As Comissões Especiais, criadas por
deliberação do Plenário, serão destinadas ao estudo de
assuntos específicos e a representação da Câmara em
congressos, solenidades e outros atos públicos.
§ 3º - Na formação das comissões, assegurar-
se-á, tanto quanto possível, a representação proporcional
dos partidos ou dos blocos parlamentares que participem da
Câmara.
§ 4º - As comissões parlamentares de
inquérito, que terão poderes de investigação próprios das
autoridades judiciais, além de outros previstos no
Regimento Interno da Casa, serão criadas pela Câmara
Municipal mediante requerimento de 1/3 (um terço) de seus
membros, para a apuração de fato determinado e por prazo
certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas
ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade
civil ou criminal dos infratores.
Art. 30 – A maioria, a minoria, as
representações partidárias e os blocos parlamentares terão
Líder e Vice-Líder.
§ 1º - A indicação dos Líderes será feita à
Mesa, em documento subscrito pelos Membros das
representações majoritárias, minoritárias, blocos
parlamentares ou partidos políticos, nas quarenta e oito
horas que se seguirem à instalação do primeiro período
legislativo anual.
§ 2º - Os líderes indicarão os respectivos
Vice-Líderes, dando conhecimento à Mesa da Câmara dessa
designação.

17
Art. 31 – À Câmara Municipal, observando o
disposto nesta Lei Orgânica, compete elaborar seu Regimento
Interno, dispondo sobre sua organização, política e
provimento de cargos de seus serviços e, especialmente,
sobre:
I – sua instalação e funcionamento;
II – posse de seus membros;
III – eleição da Mesa Diretora, sua composição
e suas atribuições;
IV – número de reuniões mensais;
V - comissões;
VI – sessões;
VII – deliberações;
VIII – todo e qualquer assunto de sua
administração interna.
Art. 32 – Por deliberação da maioria de seus
membros, a Câmara poderá convocar os Secretários Municipais
ou Diretores equivalentes para, pessoalmente, prestarem
informações acerca de assuntos previamente estabelecidos.
Parágrafo Único - A Câmara ou qualquer de suas
comissões, a requerimento da maioria simples de seus
membros, poderá convocar os Secretários Municipais ou
quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados ao
Poder Executivo ou da Administração Indireta para
prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto
previamente determinado, importando crime de
responsabilidade o não comparecimento sem a devida
justificativa comprovada.

Art. 33 – A Mesa da Câmara poderá, por


iniciativa própria, ou a requerimento de qualquer vereador,
aprovado por maioria simples do Plenário, encaminhar
pedidos escritos de informações a Secretários Municipais ou
quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados ao
Poder Executivo ou da Administração Indireta. A recusa o
não atendimento, sem justificativa comprovada, no prazo de
10 (dez) dias, bem como prestação de informações falsas,
constitui infração administrativa e crime de
responsabilidade, nos termos do Decreto-Lei 201/67.

18
Art. 34 – O Secretário Municipal ou Diretor
equivalente, a seu pedido, poderá comparecer perante o
Plenário ou qualquer comissão da Câmara, para expor assunto
e discutir projeto de lei ou qualquer outro assunto
normativo, relacionado com seu serviço administrativo.
Art. 35 – À Mesa, dentre outras atribuições
compete:
I – tomar todas as medidas necessárias às
regularidade dos trabalhos legislativos;
II – propor projetos que criem ou extingam
cargos nos serviços da Câmara e fixem os respectivos
vencimentos;
III – apresentar projetos de lei dispondo
sobre a abertura de créditos suplementares ou especiais,
através do aproveitamento total ou parcial das consignações
orçamentárias da Câmara;
IV – promulgar a Lei Orgânica e suas emendas;
V - representar, junto ao Executivo, sobre
necessidades de economia interna;
VI – contratar, na forma da lei, por tempo
determinado, para atender a necessidade temporária, de
excepcional interesse público.

Art. 36 – Dentre outras atribuições, compete


ao Presidente da Câmara:
I – representar a Câmara em juízo e fora dele;
II – dirigir, executar e disciplinar os
trabalhos legislativos e administrativos da Câmara;
III – interpretar e fazer cumprir o Regimento
Interno;
IV – promulgar as resoluções e decretos
legislativos;
V – promulgar as leis com sanção tácita, ou
cujo veto tenha sido rejeitado pelo Plenário, desde que não
aceita esta decisão, em tempo hábil pelo Prefeito;
VI – fazer publicar os atos da Mesa, as
resoluções, os decretos legislativos e as leis que vier a
promulgar;
VII – autorizar as despesas da Câmara;
VIII – representar, por decisão da Câmara, sobre a
inconstitucionalidade de lei ou ato municipal;

19
IX – solicitar, por decisão de 2/3 (dois
terços) da Câmara, a intervenção do Município, nos casos
admitidos pelas Constituições Federal e Estadual;
X – manter a ordem no recinto da Câmara,
podendo solicitar a força ou proteção necessária a este
fim;
XI – encaminhar, para parecer prévio, a
prestação de contas do Município, ao Tribunal de Contas do
Estado ou órgão a que for atribuída tal competência.
SEÇÃO III
ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL
Art. 37 – Compete à Câmara Municipal, com
sanção do Prefeito, dispor sobre todas as matérias de
competência do Município e, especialmente:
I – instituir e arrecadar os tributos de sua
competência, bem como aplicar sua rendas;
II – autorizar isenções e anistias fiscais e a
remissão de dívidas, observadas a Lei complementar
101/2000;
III – votar orçamento anual e plurianual de
investimentos, bem como autorizar a abertura de créditos
suplementares e especiais;
IV – deliberar sobre a obtenção e concessão de
empréstimos e operações de créditos, bem como a fórmula e
os meios de pagamentos;
V – autorizar a concessão de auxílios e
subvenções;
VI – autorizar a concessão de serviços
públicos;
VII – autorizar a concessão do direito real de
uso de bens municipais;
VIII – autorizar a concessão administrativa de
bens municipais;
IX – autorizar a alienação de bens imóveis;
X – autorizar a aquisição de bens imóveis,
salvo quando se tratar de doação sem encargo;
XI – criar, transformar e extinguir cargos,
empregos e funções públicas, e fixar os respectivos
vencimentos;

20
XII – criar, estruturar e conferir atribuições
a Secretários ou Diretores equivalentes de órgãos da
administração pública;
XIII – aprovar o Plano Diretor de
Desenvolvimento Integrado;
XIV – autorizar convênios com entidades
públicas ou particulares e consórcios com outros
Municípios;
XV – delimitar o perímetro urbano;
XVI – alterar a denominação de próprios, vias
e logradouros públicos;
a) O Município não poderá dar nome de pessoas
vivas a logradouros, bens e serviços públicos de qualquer
natureza.
b) Para os fins deste artigo, somente após
seis meses do falecimento poderá ser homenageada qualquer
pessoa.
c) As designações limitar-se-ão a nomes de, no
máximo, três palavras.
d) A denominação de rua com mais de 10 anos,
somente poderá ser alterada com maioria qualificada, ou
seja, 2/3 dos membros da Câmara Municipal;

XVII – estabelecer normas urbanísticas,


particularmente as relativas a parcelamento e zoneamento.
XVIII – fixar, observado o que dispõe os
artigos 29, V, 37, XI, 39, § 4º, 57, 150, II, 153, III, e
153, § 2º, I, da Constituição Federal, no final do mês de
junho em cada legislatura para a subseqüente, a remuneração
do Prefeito, do Vice-Prefeito e Secretários Municipais ou
Diretores equivalentes, sobre os quais incidirão o imposto
sobre rendas e proventos de qualquer natureza;

Art. 38 – Dentre outras atribuições compete


privativamente à Câmara Municipal, exercer as seguintes
atribuições:

I – eleger sua Mesa;


II – elaborar e atualizar o Regimento Interno,
pelo voto da maioria qualificada de seus membros;

21
III – organizar os serviços administrativos
internos e prover os cargos respectivos;
IV – propor a criação ou a extinção dos cargos
dos serviços administrativos internos a fixação dos
respectivos vencimentos, bem como aumentos e reajustes de
seus servidores;
V – conceder licença ao Prefeito, ao Vice-
Prefeito e aos Vereadores;
VI – autorizar o Prefeito e ausentar-se do
Município, por mais de quinze dias ininterruptos, ou vinte
dias alternados durante o mês, por necessidade do serviço;
VII – tomar e julgar as contas do Prefeito,
deliberando sobre o Parecer do Tribunal de contas do
Estado, no prazo máximo de 120 (cento e vinte) dias de seu
recebimento, observados os seguintes preceitos:
a) o parecer do Tribunal somente deixará de
prevalecer por decisão de 2/3 (dois terços) dos membros da
Câmara;
b) decorrido o prazo de 120 (cento e vinte)
dias, sem deliberação pela Câmara, as contas serão
consideradas aprovadas ou rejeitadas, de acordo com a
conclusão do parecer do Tribunal de Contas;
c) rejeitadas as contas, serão estas,
imediatamente, remetidas para o Ministério Público, para os
fins de direito.
VIII – decretar a perda de mandato do Prefeito
e dos Vereadores, nos casos indicados na Constituição
Federal, nesta Lei Orgânica e na Constituição Estadual;
IX – autorizar a realização de empréstimos,
operações ou acordos externos de qualquer natureza, de
interesse do Município;
X - proceder à tomada de contas do Prefeito,
através de comissão especial, quando não apresentadas à
Câmara, dentro de 60 (sessenta) dias após a abertura sessão
legislativa;
XI - aprovar convênios, acordos ou quaisquer
outros instrumentos celebrados pelo Município com a União,
o Estado, outra pessoa jurídica de direito público interno
ou entidades assistenciais ou culturais;
XII - estabelecer e mudar temporariamente o
local de realização de suas reuniões;

22
XIII – convocar o Prefeito e os Secretários
Municipais ou Diretores equivalentes, para prestar
esclarecimentos, aprazando dia e hora para o
comparecimento;
XIV - deliberar sobre o adiamento e a
suspensão de suas reuniões;
XV - criar comissão parlamentar de inquérito
sobre fatos determinados e prazo certo, mediante
requerimento de 1/3 de seus membros;
XVI - conceder título de cidadão honorário ou
conferir homenagem a pessoas que reconhecidamente tenham
prestado relevantes serviços ao Município ou nele se
destacaram pela atuação exemplar na vida particular e
pública, mediante proposta pelo voto de 2/3 (dois terços)
dos membros da Câmara;
XVII – solicitar a intervenção do Estado no
Município;
XVIII – julgar o Prefeito, o Vice-Prefeito e
os Vereadores, nos casos previstos em lei federal;
XIX - fiscalizar e controlar os atos do Poder
Executivo, incluídos os da Administração Indireta;
XX – fixar, observado o que dispõe os artigos
29, VI e VII, 29 A, 39, § 4º, 57, § 7º, 150, II, 153, III,
e 153, III, e 153 § 2º, I, da Constituição Federal, até o
final do mês de agosto, em cada legislatura para a
subseqüente, os subsídios dos vereadores.
§ 1º - a resolução fixará também os subsídios
incidentes sobre as reuniões extraordinárias da Câmara
Municipal, desde que convocadas pelo Prefeito, os quais
serão proporcionais, não podendo ultrapassar o subsídio
mensal percebidos pelos vereadores;
§ 2º - a resolução fixará também sobre o
subsídio diferenciado do Presidente da Câmara, face à
representatividade do cargo, não podendo ser superior a
cinqüenta por cento do subsídio fixado para o vereador.

Art. 39 – Ao término de cada sessão


legislativa, se necessário, a Câmara elegerá dentre os seus
membros, em votação secreta, uma Comissão Representativa,
cuja composição reproduzirá, tanto quanto possível, a
proporcionalidade da representação partidária, ou dos
blocos parlamentares da Casa, que funcionará nos

23
interregnos das sessões legislativas ordinárias, com as
seguintes atribuições:

I – reunir-se ordinariamente uma vez por


semana e extraordinariamente sempre que convocada pelo
Presidente;
II - zelar pelas prerrogativas do Poder
Legislativo;
III - zelar pela observância da Lei Orgânica e
dos direitos e garantias individuais;
IV - autorizar o Prefeito a se ausentar do
Município por mais de 20 (vinte) dias;
V - convocar extraordinariamente a Câmara em
caso de urgência ou interesse público relevante.

Parágrafo único - A Comissão Representativa,


constituída por número ímpar de Vereadores, será presidida
pelo Presidente da Câmara.

SEÇÃO IV
VEREADORES
Art. 40 - Os Vereadores são invioláveis no
exercício do mandato e na circunscrição do Município por
suas opiniões, palavras e votos.
Art. 41 – É vedado ao Vereador:
I – desde a expedição do diploma:
a) firmar ou manter contratos com o Município,
com suas autarquias, fundações, empresas públicas,
sociedades de economia mista ou com suas empresas
concessionárias de serviço público, salvo quando o contrato
obedecer a cláusulas uniformes;
b) aceitar cargos, empregos ou funções na
Administração Pública Direta ou Indireta municipal, salvo
mediante aprovação em concurso público e observado o
contido na Constituição Federal e nesta Lei Orgânica.
II – desde a posse:

24
a) ocupar cargos, funções ou empregos na
Administração Pública Direta ou Indireta do Município, de
que seja exonerável “ad nutum”, salvo o cargo de Secretário
Municipal ou Diretor equivalente, desde que se licencie do
exercício do mandato;
b) exercer outro cargo eletivo federal,
estadual ou municipal;
c) ser proprietário, controlador ou diretor de
empresas que gozem de favores decorrentes de contratos com
pessoas jurídicas de direito público do Município, ou nelas
exercer função remunerada;
d) patrocinar causas junto ao Município em que
seja interessada qualquer das entidades a que se refere a
alínea “a” do inciso I.
Art. 42 – Perderá o mandato o Vereador:
I – que atingir qualquer das proibições
estabelecidas no artigo anterior;
II – cujo procedimento for declarado
incompatível com o decoro parlamentar ou atentatório às
instituições vigentes;
III – que se utilizar do mandato para a
prática de atos de corrupção ou de improbidade
administrativa;
IV – que deixar de comparecer, em cada sessão
legislativa anual, à terça parte das sessões ordinárias da
Câmara, salvo por doença comprovada, licença ou missão
autorizada pela edilidade;
V – que fixar residência fora do Município;
VI – que perder ou tiver suspensos os direitos
políticos.
§ 1º - Além de outros casos definidos no
Regimento Interno da Câmara Municipal, considerar-se-á
incompatível com o decoro parlamentar o abuso das
prerrogativas asseguradas ao Vereador ou a percepção de
vantagens ilícitas ou imorais.
§ 2º - Nos casos dos incisos I e II a perda do
mandato será declarada pela Câmara por voto secreto e
maioria absoluta, mediante denúncia da Mesa ou de Partido
Político representado na Casa, assegurada ampla defesa.
§ 3º - Nos casos previstos nos incisos III a
IV, a perda será declarada pela Mesa da Câmara, de ofício
25
ou mediante provocação dos seus membros ou de Partido
Político representado na Casa, assegurada ampla defesa.
Art. 43 – O Vereador poderá licenciar-se:
I – por motivo de doença;
II – para tratar, sem remuneração, de
interesse particular, desde que o afastamento não
ultrapasse a 120 (cento e vinte) dias por sessão
legislativa;
III – para desempenhar missões temporárias, de
caráter cultural e de interesse do Município.
§ 1º - Não perderá o mandato, considerando-se
automaticamente licenciado, o Vereador investido no cargo
de Secretário Municipal ou Diretor equivalente, conforme
previsto nesta Lei Orgânica.
§ 2º - Ao Vereador licenciado, nos termos dos
incisos I e III, a Câmara poderá determinar o pagamento, no
valor que estabelecer e na forma que especificar, de
auxílio-doença ou auxílio especial.
a) no caso de licença por motivo de doença, a
Câmara Municipal se responsabilizará pelo pagamento do
subsídio referente aos 15 (quinze) primeiros dias da
licença, sendo de responsabilidade do INSS o pagamento dos
dias subseqüentes.
b) o auxílio especial poderá ser fixado no
curso da legislatura e não poderá ser computado para efeito
de cálculo de remuneração dos Vereadores.
§ 3º - A licença para tratar de interesses
particulares não será inferior a trinta (30) dias e o
Vereador não poderá reassumir o exercício do mandato antes
do término da licença.
§ 4º - Independentemente de requerimento,
considerar-se-á como licença o não comparecimento às
reuniões de Vereador privado, temporariamente, de sua
liberdade em virtude de processo criminal em curso.
§ 5º - Na hipótese do parágrafo primeiro, o
Vereador poderá optar pela remuneração do mandato.

Art. 44 – Dar-se-á a convocação do Suplente de


Vereadores nos casos da vaga ou de licença.

26
§ 1º - O Suplente convocado deverá tomar posse
no prazo de 15 (quinze) dias, contados da data da
convocação, salvo justo motivo aceito pela Câmara, quando
se prorrogará o prazo.
§ 2º - Enquanto a vaga a que se refere o
parágrafo anterior não for preenchida, calcular-se-á o
“quorum” em função dos Vereadores remanescentes.
SEÇÃO V
PROCESSO LEGISLATIVO

Art. 45 – O processo legislativo municipal


compreende a elaboração de:
I – emendas à Lei Orgânica Municipal;
II – leis complementares;
III – leis ordinárias;
IV – leis delegadas;
V – medidas provisórias;
VI – resoluções;
VII – decretos legislativos.
Art. 46 – A Lei Orgânica Municipal poderá ser
emendada e revisada mediante proposta:
I – de um terço, no mínimo, dos membros da
Câmara Municipal;
II – do Prefeito Municipal.
§ 1º - A proposta será votada em dois turnos,
com interstício mínimo de dez dias, e aprovado por dois
terços dos membros da Câmara Municipal.
§ 2º - A emenda à Lei Orgânica Municipal será
promulgada pela Mesa da Câmara Municipal, com o respectivo
número de ordem.
§ 3º - A Lei Orgânica não poderá ser emendada
na vigência de estado de sítio ou de intervenção do
Município.
§ 4º - A matéria constante de proposta de
emenda rejeitada ou prejudicada não poderá ser objeto de
nova proposta na mesma sessão legislativa.
Art. 47 – A iniciativa das leis cabe a
qualquer Vereador, ao Prefeito e ao eleitorado que a
exercerá sob a forma de moção articulada, subscrita, no
27
mínimo, por cinco por cento do total do número de eleitores
do Município.

Art. 48 – As leis complementares somente serão


aprovadas se obtiverem maioria absoluta dos votos dos
membros da Câmara Municipal, observados os demais termos de
votação das leis ordinárias.
Parágrafo Único – Serão leis complementares,
dentre outras previstas nesta Lei Orgânica:
I – Código Tributário do Município;
II – Código de Obras;
III – Plano Diretor de Desenvolvimento
Integrado;
IV – Código de Posturas;
V – Estatuto do Magistério Público Municipal;
VI – Estatuto dos Servidores Públicos
Municipais de Campestre;
VII – Lei instituidora do Regime Único dos
Servidores Municipais;
VIII – Lei instituidora da Guarda Municipal;
IX – Lei de criação de cargos, funções ou
empregos públicos;
X – Lei de parcelamento, ocupação e uso do
solo;
XI – Lei de organização administrativa
municipal.
Art. 49 – São de iniciativa exclusiva do
Prefeito as leis que disponham sobre:
I – criação, transformação ou extinção de
cargos, funções ou empregos públicos na Administração
Direta e Autárquica ou aumento de sua remuneração;
II – servidores públicos, seu regime jurídico,
provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria;
III – criação, estruturação e atribuições das
Secretarias ou Departamentos equivalentes e órgãos da
Administração Pública;
IV – matérias orçamentárias e as que autorizem
a abertura de crédito ou concedam auxílios ou subvenções.

28
Parágrafo Único – Não será permitido aumento
da despesa prevista nos projetos de iniciativa exclusiva do
Prefeito Municipal, ressalvado o disposto no inciso IV, ou
a comprovação da existência de receita.
Art. 50 – É de competência exclusiva da Mesa
da Câmara as leis que disponham sobre:
I – autorização para abertura de créditos
suplementares ou especiais, através do aproveitamento total
ou parcial das consignações orçamentárias da Câmara;
II – organização dos serviços administrativos
da Câmara, criação, transformação ou extinção de seus
cargos, empregos ou funções e fixação da respectiva
remuneração, inclusive aumento e reajustes de seus
servidores.
Parágrafo Único – Nos projetos de competência
exclusiva da Mesa da Câmara não serão admitidas emendas que
aumentem a despesa prevista, ressalvado o disposto na parte
final do inciso, desde que assinada pela maioria dos
Vereadores.
Art. 51 – O Prefeito poderá solicitar urgência
para a apreciação de projetos de sua iniciativa.
§ 1º - Solicitada a urgência, a Câmara deverá
se manifestar em até 45 (quarenta e cinco) dias sobre a
proposição, contados da data em que for feita a
solicitação.
§ 2º - Esgotado o prazo previsto no parágrafo
anterior, sem deliberação da Câmara, será a proposição
incluída na Ordem do Dia, sobrestando-se as demais
proposições, para que se ultime a votação.
§ 3º - O prazo do parágrafo primeiro não corre
no período de recesso da Câmara nem se aplica aos projetos
de Lei Complementar.
Art. 52 - Aprovado o projeto de lei, será este
enviado ao Prefeito, que no prazo máximo de 15 (quinze)
dias úteis, da data de seu recebimento poderá:
I - aquiescer, sancionando-o, remetendo à
Câmara cópia da lei respectiva, no prazo de 48 horas, sob
pena de responsabilidade.

29
II - se considerar o projeto, no todo ou em
parte, inconstitucional ou contrário aos interesses
púbicos, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de 15
(quinze dias) úteis, contados da data do recebimento.
§ 1º - O veto parcial somente abrangerá texto
integral de artigo, parágrafo, de inciso ou alínea.
§ 2º - Decorrido o prazo do caput, o silêncio
do Prefeito importará sanção.
§ 3º - A Câmara Municipal, no prazo máximo de
30 (trinta) dias contados do recebimento da comunicação do
veto, sobre ele decidirá, em escrutínio secreto e sua
rejeição ocorrerá pelo voto de maioria qualificada, ou
seja, 2/3 dos membros da Câmara Municipal.
§ 4º - Esgotado o prazo sem deliberação pela
Câmara, o veto, será colocado na Ordem do dia da sessão
imediata, sobrestadas as demais proposições, até a sua
votação final, ressalvadas as matérias de que trata o
artigo 48 desta Lei Orgânica.
§ 5º - Rejeitado o veto, será o projeto
enviado para o Prefeito que o promulgará, no prazo de 48
(quarenta e oito), da data do recebimento.
§ 6º - A não promulgação da lei no prazo de
quarenta e oito horas pelo Prefeito, nos casos dos
parágrafos 2º e 5º criará para o Presidente da Câmara a
obrigação de fazê-lo em igual prazo.
Art. 53 – As leis delegadas serão elaboradas
pelo Prefeito, que deverá solicitar a delegação à Câmara
Municipal.
§ 1º - Os atos de competência privativa da
Câmara, a matéria reservada à lei complementar e os planos
plurianuais e orçamentos não serão objeto de delegação.
§ 2º - A delegação para o Prefeito será
efetuada sob a forma de decreto legislativo, que
especificará o seu conteúdo e os termos de seu exercício.
§ 3º - O decreto legislativo poderá determinar
a apreciação de projeto pela Câmara, que o fará em votação
única, vedada a apresentação de emenda.
Art. 54 – Os projetos de resolução disporão de
matéria de interesse interno da Câmara e os projetos de
decreto legislativo sobre os demais casos de sua
competência privativa.

30
Parágrafo Único – Nos casos de projeto de
resolução e projeto de decreto legislativo, considerar-se-á
encerrada com a votação final a elaboração da norma
jurídica, que será promulgada pelo Presidente da Câmara.
Art. 55 – A matéria constante do projeto de
lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo
projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da
maioria absoluta dos membros da Câmara.
Art. 56 – O Presidente da Câmara e,
igualmente, seu substituto, votarão apenas:
I – quando da eleição da Mesa;
II – quando a matéria exigir, para a sua
aprovação, o voto favorável de dois terços dos membros da
Câmara;
III – quando houver empate em qualquer votação
do Plenário.
§ 1º - O voto será sempre público nas
deliberações da Câmara, salvo nos seguintes casos:
a) no julgamento dos Vereadores, do Prefeito e
do Vice-Prefeito, quando lhe couber;
b) na eleição dos membros da Mesa e dos
substitutos, bem como no preenchimento de qualquer vaga;
c) na votação de decretos legislativos
voltados à concessão de títulos honorários.
§ 2º - O Regimento Interno da Câmara
estabelecerá os critérios e situações em que o Presidente,
ou seu Substituto, divulgará o seu voto no desempate, nunca
depois de 24 (vinte e quatro) horas após o encerramento da
votação.

SEÇÃO VI

FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

Art. 57 – A fiscalização contábil, financeira


e orçamentária do Município será exercida pela Câmara
Municipal, mediante controle externo e pelos sistemas de
controle interno do Executivo, instituídos em lei.

31
§ 1º - O controle externo da Câmara será
exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado ou
órgão estadual a que for atribuída essa incumbência e
compreenderá a apreciação das Contas do Prefeito e do
Presidente da Câmara, o acompanhamento das atividades
financeiras e orçamentárias do Município, o desempenho das
funções de auditoria financeira e orçamentária, bem como o
julgamento das contas dos administradores e demais
responsáveis por bens e valores públicos.
§ 2º - As contas do Prefeito e da Câmara
Municipal, prestadas anualmente, serão julgadas pela Câmara
dentro de 120 (cento e vinte) dias após o recebimento do
parecer prévio do Tribunal de Contas ou órgãos estadual a
que for atribuída essa incumbência, considerando-se
julgadas nos termos das conclusões desse parecer, se não
houver deliberação dentro desse prazo.
§ 3º - Somente por decisão de dois terços dos
membros da Câmara Municipal deixará de prevalecer o parecer
emitido pelo Tribunal de Contas do Estado ou órgão estadual
incumbido dessa missão.
§ 4º - As contas relativas a aplicação dos
recursos transferidos pela União e Estado serão prestadas
na forma da legislação federal e estadual em vigor, podendo
o Município suplementar essas contas, sem prejuízo de sua
inclusão na prestação anual de contas.

Art. 58 – O Executivo e o Legislativo manterão


sistema de controle interno, a fim de:

I – criar condições indispensáveis para


assegurar a eficácia ao controle externo e regularidade à
realização da receita e despesa;
II – acompanhar as execuções de programas de
trabalho e do orçamento;
III – avaliar os resultados alcançados pelos
administradores;
IV – verificar a execução dos contratos.

Art. 59 – As contas anuais do Município, nelas


incluídas as contas da Câmara Municipal, ficarão, durante
90 (noventa) dias, anualmente, á disposição de qualquer

32
contribuinte municipal, para exame e apreciação, o qual
poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei.

CAPÍTULO II
PODER EXECUTIVO
SEÇÃO I
PREFEITO E VICE-PREFEITO

Art. 60 – O Poder Executivo Municipal é


exercido pelo Prefeito, auxiliado pelos Secretários
Municipais ou Diretores equivalentes.
Parágrafo Único – Aplica-se à elegibilidade
para Prefeito e Vice-Prefeito, o disposto do artigo 19, §
1º, desta Lei Orgânica exceto a idade mínima, que será de
vinte e um anos.
Art. 61 – A eleição do Prefeito e do Vice-
Prefeito será realizada na forma e termos da Constituição
Federal e Legislação Eleitoral, as quais estabelecerão as
suas condições se eleitos.
§ 1º - A eleição do Prefeito importará a do
Vice-Prefeito com ele registrado.
§ 2º – Proclamado oficialmente o resultado da
eleição municipal, o Prefeito eleito poderá indicar uma
Comissão de Transição, destinada a proceder ao levantamento
das condições administrativas do Município.

Art. 62 – O Prefeito e Vice-Prefeito tomarão


posse em conformidade com a Legislação Federal, e em seu
silêncio no dia 1º de janeiro do ano subseqüente à eleição,
em sessão da Câmara Municipal, prestando compromisso de
manter, defender e cumprir a Lei Orgânica, observar as leis
da União, do Estado e do Município, promover o bem geral
dos munícipes e, exercer o cargo sob a inspiração da
democracia, da legitimidade, da legalidade, da
impessoalidade e da razoabilidade.

Parágrafo Único – Decorridos dez (10) dias da


data fixada para a posse, se o Prefeito ou Vice-Prefeito,
salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo,
este será declarado vago.
33
Art. 63 – Substituirá o Prefeito, no caso de
impedimento e, suceder-lhe-á, no caso de vaga, o Vice-
Prefeito.

§ 1º - O Vice-Prefeito não poderá se recusar a


substituir o Prefeito, sob pena de extinção do mandato.
§ 2º - O Vice-Prefeito, além de outras
atribuições que lhe forem conferidas em lei, auxiliará o
Prefeito, sempre que por ele for convocado para missões
especiais.
Art. 64 – Em caso de impedimento do Prefeito e
do Vice-Prefeito, ou vacância do cargo, assumirá a
administração municipal o Presidente da Câmara, o qual
recusando-se a assumir o cargo, perderá o cargo de
dirigente do legislativo, procedendo-se então na forma do
artigo 28.

Art. 65 – Vagando o cargo de Prefeito e


inexistindo Vice-Prefeito, observar-se-á o seguinte:
I - ocorrendo à vacância nos três primeiros
anos do mandato, far-se-á eleição noventa dias após a sua
abertura, cabendo aos eleitos completar o período de seus
antecessores.
II – ocorrendo vacância no último ano de
mandato, assumirá o Presidente da Câmara que completará o
período.

§ 2º - Em qualquer dos casos, os eleitos


deverão completar o período de seus antecessores.

Art. 66 – O mandato do Prefeito é de quatro


(04) anos e terá início em primeiro de janeiro do ano
seguinte ao da sua eleição, ou conforme Constituição
Federal e Lei Eleitoral, caso haja mudanças, permitindo-se
a reeleição para um único período subseqüente.

Art. 67 – O Prefeito e o Vice-Prefeito, quando


do exercício do cargo, não poderão, sem licença da Câmara
Municipal, ausentar-se do Município por período superior a
quinze (15) dias, sob pena de perda do cargo ou de mandato.

34
§ 1º - Os pedidos de licença serão submetidos
à apreciação da Câmara Municipal, a qual deliberará sobre a
concessão, negativa ou redução do prazo solicitado,
inclusive quanto ao subsídio, salvo motivo de doença
comprovada.
§ 2º - O Prefeito regularmente licenciado,
terá direito a perceber a remuneração quando:
I – impossibilitado de exercer o cargo, por
motivo de doença devidamente comprovada;
a) no caso previsto no inciso I, o Município
fica obrigado pelo pagamento do subsídio referente aos 15
(quinze) primeiros dias de licença, cabendo ao INSS o
pagamento dos dias restantes da licença.
II – em gozo de férias;
III – a serviço ou em missão de representação
do Município.
§ 3º - O Prefeito gozará de férias anuais de
trinta (30) dias, sem prejuízo da remuneração, ficando a
seu critério a época para usufruir do descanso.
§ 4º - A remuneração do Prefeito será
estipulada na forma do inciso XVIII do artigo 37 desta Lei
Orgânica.
Art. 68 – Na ocasião da posse e ao término do
mandato, o Prefeito e o Vice-Prefeito farão declaração de
seus bens, as quais ficarão arquivadas na Câmara Municipal,
constando das respectivas atas o seu resumo.

SEÇÃO II
ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO
Art. 69 – Ao Prefeito, como chefe da
Administração, compete dar cumprimento às deliberações da
Câmara, dirigir, fiscalizar e defender os interesses do
Município, bem como adotar, de acordo com a lei, todas as
medidas administrativas de utilidade pública, sem exceder
as verbas orçamentárias.
Art. 70 – Compete ao Prefeito, entre outras
atribuições:
I – a iniciativa das leis, nas formas e casos
previstos nesta Lei Orgânica;
35
II – representar o Município em Juízo e fora
dele;
III – sancionar, promulgar e fazer publicar as
leis aprovadas pela Câmara e expedir os regulamentos para
sua fiel execução;
IV – vetar, no todo ou em parte, os projetos
da lei aprovados pela Câmara;
V – decretar, nos termos da lei, a
desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por
interesse social;
VI – expedir decretos, portarias e outros atos
administrativos;
VII – permitir ou autorizar o uso de bens
municipais, por terceiros;
VIII – permitir ou autorizar a execução dos
serviços públicos, por terceiros;
IX – celebrar convênios com entidades Públicas
e Privadas para a realização de objetivos de interesse do
Município.
X – prover os cargos públicos e expedir os
demais atos referentes a situação funcional dos servidores;
XI – enviar à Câmara os projetos de lei
relativos ao orçamento anual e plano plurianual do
Município e de suas autarquias;
XII – encaminhar à Câmara, até 30 de março, a
prestação de contas, bem como os balanços do exercício
findo, acompanhados das respectivas notas de empenho e
notas fiscais, sob pena de responsabilidade;
XIII – encaminhar aos órgãos competentes os
planos de aplicação e as prestações de contas exigidas em
lei;
XIV – fazer publicar os atos oficiais;
XV – prestar à Câmara, dentro de quinze (15)
dias, as informações por ela solicitadas, salvo por
prorrogação, a seu pedido e por prazo determinado, em face
da complexibilidade das matérias ou das dificuldades de
obtenção nas respectivas fontes, dos dados pleiteados;
XVI – prover os serviços e obras da
administração pública;
XVII – superintender a arrecadação dos
tributos, bem como a guarda e aplicação da receita,
autorizando as despesas e pagamentos dentro das

36
disponibilidades orçamentárias ou dos créditos votados pela
Câmara;
XVIII – colocar à disposição da Câmara, dentro
de 10 (dez dias) de sua requisição, as quantias que devam
ser despendidas de uma só vez, e até o dia 20 de cada mês,
os recursos correspondentes ao duodécimo de suas dotações
orçamentárias, compreendendo os créditos suplementares e
especiais;
XIX – aplicar multas previstas em leis e
contratos, bem como revê-las quando impostas
irregularmente;
XX – resolver sobre requerimentos, reclamações
ou representações que lhe forem dirigidas;
XXI – oficializar, obedecidas às normas
urbanísticas aplicáveis, as vias e logradouros púbicos,
mediante denominação aprovada pela Câmara;
XXII – convocar extraordinariamente a Câmara,
quando o interesse da administração o exigir;
XXIII – aprovar projetos de edificações,
planos de loteamento, arruamento e zoneamento urbano ou
para fins urbanos;
XXIV – apresentar, anualmente, à Câmara,
relatório circunstanciado sobre o estado das obras e dos
serviços municipais, bem assim o programa da administração
para o ano seguinte;
XXV – organizar os serviços internos das
repartições criadas por lei, sem exceder as verbas para tal
destinadas;
XXVI – contrair empréstimos e realizar
operações de crédito, mediante prévia autorização da
Câmara;
XXVII – providenciar sobre a administração dos
bens do Município e sua alienação, na forma da lei;
XVIII – organizar e dirigir, nos termos da
lei, os serviços relativos às terras do Município;
XXIX – desenvolver o sistema viário do
Município;
XXX – conceder empréstimos, prêmios e
subvenções, nos limites das respectivas verbas
orçamentárias e do plano de distribuição, prévia e
anualmente aprovado pela Câmara.

37
XXXI - providências sobre o incremento do
ensino;
XXXII – estabelecer a divisão administrativa
do Município, de acordo com a lei;
XXXII – solicitar o auxilio das autoridades
policiais do Estado para garantia do cumprimento de seus
atos;
XXXIV – solicitar, obrigatoriamente,
autorização à Câmara para ausentar-se do Município por
tempo superior a quinze (15) dias;
XXXV – adotar providências para a conservação
e salvaguarda do patrimônio municipal;
XXXVI – publicar, até trinta (30) dias após o
encerramento de cada mês, relatório resumido da execução
orçamentária e remetendo à Câmara cópia do mesmo,
juntamente com os balancetes contábeis e cópias dos
respectivos documentos que deram origem às operações
escrituradas no mês imediatamente anterior.

Art. 71 – O Prefeito poderá delegar, por


decreto, a seus auxiliares, as funções administrativas
previstas nos incisos X, XVI e XXV do artigo anterior.

SEÇÃO III
PERDA E EXTINÇÃO DO MANDATO

Art. 72 – É vedado ao Prefeito assumir outro


cargo ou função na Administração Pública direta ou
indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público
e observado o disposto no art. 85, I, IV e V desta Lei
Orgânica.
§ 1º - É igualmente vedado ao Prefeito e ao
Vice-Prefeito desempenhar funções de administração em
qualquer empresa privada.
§ 2º - A infringência ao disposto neste artigo
e em seu § 1º importará em perda de mandato.

Art. 73 - As incompatibilidades declaradas no


artigo 41 e seus incisos e letras desta Lei Orgânica,
estendem-se, quando forem aplicáveis, ao Prefeito e aos
Secretários Municipais ou Diretores equivalentes.

38
Art. 74 – São crimes de responsabilidade do
Prefeito os previstos em lei federal.
Parágrafo Único – O Prefeito será julgado,
pela prática do crime de responsabilidade, perante o
Tribunal de Justiça do Estado, na conformidade da lei.

Art. 75 – São infrações político-


administrativas do Prefeito sujeitas a julgamento pela
Câmara Municipal, observado o rito estabelecido em lei
federal.
I – impedir o funcionamento regular da Câmara
Municipal, inclusive pelo não repasse dos recursos em
duodécimos previstos no orçamento, até o dia (20), de cada
mês conforme previsto no artigo 70, XVIII, desta lei
orgânica;
II – impedir o exame de livros, folhas de
pagamento e demais documentos que devam constar dos
arquivos da Prefeitura, bem como a verificação de obras e
serviços municipais por comissão de investigação da Câmara
ou auditoria, regularmente instituída;
III – desatender, ou fazê-lo de forma
imprecisa ou genérica, sem motivo justo, as convocações ou
pedidos de informações da Câmara, quando feitos a tempo e
em forma regular;
IV – retardar a publicação ou deixar de
publicar as leis e atos sujeitos a essa formalidade;
V – deixar de apresentar à Câmara, no devido
tempo, e em forma regular, a proposta orçamentária, bem
como outras proposições de sua exclusiva competência,
previstas e na forma da lei;
VI – descumprir o orçamento aprovado para o
exercício financeiro;
VII – praticar, contra expressa disposição
legal, ato de sua competência ou omitir-se na sua prática;
VIII – omitir-se ou negligenciar na defesa de
bens, rendas, direitos ou interesses do Município, sujeitos
a administração da Prefeitura, inclusive por não atualizar
o Cadastro Patrimonial, na conformidade do estabelecido no
artigo desta Lei;
IX – ausentar-se do Município, por tempo
superior ao permitido em lei, ou afastar-se da Prefeitura,
sem autorização da Câmara de Vereadores;
39
X – proceder de modo incompatível com a
dignidade e o decoro do cargo;
XI – constranger, ainda que na forma tentada,
qualquer vereador no livre exercício de suas funções ou
prerrogativas;
XII – constranger servidor municipal, no
exercício regular de suas atribuições, obrigando-o a
praticar atos ou deixar de fazê-los em desacordo com a lei,
a moral e os bons costumes;
XIII – não encaminhar à Câmara Municipal, no
prazo de 48 (quarenta e oito) horas, cópias das Leis
Municipais sancionadas, Decretos, Portarias e demais atos
sujeitos à fiscalização da Câmara Municipal, após registro
e certificado de publicidade, quando de obrigatoriedade
legal;
XIV – recusar o recebimento e protocolo de
todo e qualquer documento público ou particular dirigido à
administração pública, de conformidade com a lei municipal;
Parágrafo Único – São também infrações
político-administrativas as previstas em Lei Federal.
Art. 76 – Será declarado vago, pela Câmara
Municipal, o cargo de Prefeito quando:
I – ocorrer falecimento, renúncia ou
condenação por crime funcional ou eleitoral;
II – deixar de tomar posse, sem motivo justo
aceito pela Câmara, dentro do prazo de dez (10) dias;
III – infringir as normas dos artigos 66 e 72
desta Lei Orgânica;
IV – perder ou tiver suspensos os direitos
políticos.

SEÇÃO IV
AUXILIARES DIRETOS DO PREFEITO

Art. 77 – São auxiliares diretos do Prefeito:


I – Secretários Municipais;
II – Assessores de Governo;
III – Diretores de Departamento;
IV – Chefes de Setor;
V – Diretores e Vice Diretores das escolas
municipais;
40
VI – Subprefeitos Distritais.

§ 1º - Os cargos em comissão são aqueles


declarados em lei de livre nomeação e exoneração.
§ 2º – As funções de confiança, poderão ser
exercidas por servidores ocupantes de cargos efetivos e os
cargos em comissão a serem preenchidos por servidores de
carreira nos casos, condições e percentuais mínimos
previstos em lei e destinam-se apenas às atribuições de
direção, chefia e assessoramento.
Art. 78 – A lei municipal estabelecerá as
atribuições dos auxiliares diretos do Prefeito, definindo-
lhes a competência, deveres e responsabilidades.
Parágrafo Único – Aplicam-se aos responsáveis
por autarquias ou serviços autônomos do Município as
prerrogativas, atribuições e obrigações dos Secretários
Municipais ou Diretores equivalentes.
Art. 79 – São condições essenciais para
investidura no cargo de Secretário ou Diretor equivalente:
I – ser brasileiro;
II – estar no exercício dos direitos
políticos;
III – ser maior de vinte e um anos.

Art. 80 – É vedada a nomeação para cargo em


comissão e ou de confiança, inclusive nepotismo cruzado,
dos Poderes Executivo e Legislativo de cônjuge,
companheiro, parente em linha reta ou colateral até o
terceiro grau, inclusive adotivo, de quaisquer dos agentes
políticos detentores de mandato eletivo.

Parágrafo único – O disposto no caput não se


aplica ao servidor estável titular de cargo efetivo.

Art. 81 – Além das atribuições fixadas em lei,


compete aos Secretários ou Diretores:

I – subscrever atos e regulamentos referentes


aos seus órgãos;
41
II – expedir instruções para a boa execução
das leis, decretos e regulamentos;
III – apresentar ao Prefeito relatório anual
dos serviços realizados por suas repartições;
IV – comparecer à Câmara Municipal, sempre que
convocados, para a prestação de esclarecimentos oficiais.
§ 1º - Os decretos, atos e regulamentos
referentes aos serviços autônomos ou autárquicos serão
referendados pelo Secretário ou Diretores da Administração.
§ 2º - A infringência do inciso IV deste
artigo, sem justificação, importa em crime de
responsabilidade.
Art. 82 – Os Secretários ou Diretores são
solidariamente responsáveis com o Prefeito pelos atos que
assinarem, ordenarem ou praticarem.
Art. 83 – Os auxiliares diretos do Prefeito
farão declarações de bens no ato da posse e no término do
exercício do cargo.

SEÇÃO V
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Art. 84 – A administração pública direta e
indireta, de qualquer dos Poderes do Município, obedecerá
aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e, também, ao seguinte:

I – os cargos, empregos e funções públicas são


acessíveis aos brasileiros que preencherem os requisitos
estabelecidos em lei;
II – a investidura em cargo ou emprego público
depende de aprovação prévia em concurso público de provas
ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para
cargos em comissão declarados em lei, de livre nomeação e
exoneração;
III – o prazo de validade do concurso público
será de até dois anos, prorrogável uma vez por igual
período;

42
IV – durante o prazo improrrogável previsto no
edital de convocação, aquele aprovado em concurso público
de provas ou de provas e títulos será convocado com
prioridade sobre novos concursados para assumir o cargo ou
emprego, na carreira;
V – os cargos em comissão e as funções de
confiança serão exercidas, preferencialmente, por
servidores ocupantes de cargo de carreira técnica ou
profissional, nos casos e condições previstas em lei;
VI – é garantido aos servidores públicos o
direito à livre associação sindical;
VII – o direito de greve será exercido nos
termos e nos limites definidos em lei complementar federal;
VIII – a lei reservará percentual dos cargos e
empregos públicos para as pessoas portadoras de
deficiências e definirá os critérios de sua admissão;
IX – a lei estabelecerá os casos de
contratação por tempo determinado para atender a
necessidade temporária de excepcional interesse público;
X – a remuneração dos servidores públicos e os
subsídios do Prefeito, Vice-Prefeito, Vereadores,
Secretários Municipais ou equivalentes somente poderão ser
fixados ou alterados por norma específica, observada a
iniciativa privativa de cada caso, assegurada a revisão
geral anual no mês de março;
XI – a lei fixará o limite máximo e a relação
de valores entre a maior e a menor remuneração dos
servidores públicos, observados, como limite máximo no
município, os valores percebidos como remuneração, em
espécie, pelo Prefeito;
XII – os vencimentos dos cargos do Poder
Legislativo não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder
Executivo;
XIII – é vedada a vinculação ou equiparação de
vencimentos, para efeito de remuneração de pessoal do
serviço público;
XIV – os acréscimos pecuniários percebidos por
servidor público não serão computados nem acumulados, para
fins de concessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo
título ou idêntico fundamento;
XV – os vencimentos dos servidores públicos
são irredutíveis e a remuneração observará o que dispõem os

43
artigos 37-XI, XII; 150-II; 153-III; e 153 § 2º-I, da
Constituição Federal;
XVI – é vedada a acumulação remunerada de
cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de
horários:

a) a de dois cargos de professor;


b) a de um cargo de professor com outro técnico
ou científico;
c) a de dois cargos privativos de médico;

XVII – a proibição de acumular estende-se a


empregos e funções e abrange autarquias, empresas públicas,
sociedades de economia mista e suas subsidiárias,
fundações, e as sociedades controladas, diretamente ou
indiretamente, mantidas pelo Poder Público;
XVIII – a administração fazendária e seus
servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de
competência e jurisdição, precedência sobre os demais
setores administrativos, na forma da lei,
XIX – somente por lei específica poderão ser
criadas empresa pública, sociedade de economia mista,
autarquia ou fundação pública;
XX – depende de autorização legislativa, em
cada caso, a criação de subsidiárias das entidades
mencionadas no inciso anterior, assim como a participação
de qualquer delas em empresa privada;
XXI – ressalvados os casos específicos na
legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão
contratados mediante processo de licitação pública que
assegure igualdade de condições a todos os concorrentes,
com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento,
mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da
lei, exigindo-se a qualificação técnico-econômica
indispensável á garantia do cumprimento das obrigações.

§ 1º - A publicidade dos atos, receitas,


programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos
deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação
social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens
que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou
servidores públicos.

44
§ 2º
- A não observância do disposto nos incisos
II e III implicará a nulidade do ato e a punição da
autoridade responsável, nos termos da lei.
§ 3º - A lei disciplinará as formas de
participação do usuário na administração pública direta e
indireta, regulando especialmente:
a) – as reclamações relativas à prestação dos
serviços em geral, asseguradas a manutenção de serviços de
atendimento ao usuário e avaliação periódica, externa e
interna, na qualidade dos serviços;
b) – o acesso dos usuários a registros
administrativos e as informações sobre atos de governo,
observado o disposto no art. 5º, inciso X e XXXIII da
Constituição Federal;
c) – a disciplina da representação contra o
exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função
na administração pública;
§ 4º - Os atos de improbidade administrativa
importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da
função pública, a indisponibilidade dos bens e o
ressarcimento ao erário, na forma e gradação prevista em
lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
§ 5º- A lei federal estabelecerá os prazos de
prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente,
servidor ou não, que causem prejuízos ao erário,
ressalvados as respectivas ações de ressarcimento.
§ 6º - As pessoas jurídicas de direito público
e as de direito privado, prestadoras de serviços públicos,
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade,
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso
contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
§ 7º - A lei disporá sobre os requisitos e as
restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração
direta e indireta que possibilite o acesso a informações
privilegiadas.
§ 8º - A autonomia gerencial, orçamentária e
financeira dos órgãos e entidades da administração direta e
indireta poderá ser ampliada mediante contrato a ser
firmado entre seus administradores e o poder público que
tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o
órgão ou entidade, cabendo a lei dispor sobre:

45
a) – o prazo de duração do contrato;
b) – os controles e critérios de avaliação
desempenho, direitos e obrigações e responsabilidade dos
dirigentes;
c) – remuneração do pessoal;
§ 9º - O disposto no inciso XI aplica-se as
empresas públicas e as sociedades de economia mista, e suas
subsidiárias, que recebem recursos da União, dos Estados do
Distrito Federal ou dos municípios para pagamento de
despesas de pessoal ou o custeio em geral.
Art. 85 – Ao servidor público da administração
direta, autárquica e fundacional no exercício de mandato
eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:
I – tratando-se de mandato eletivo federal ou
estadual, ficará afastado do cargo, emprego ou função;
II – investido no cargo de Prefeito, será
afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado
optar pela sua remuneração;
III – investido no mandato de Vereador,
havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens
de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da
remuneração do cargo eletivo, e, não havendo
compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;
IV – em qualquer caso que exija o afastamento
para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço
será contado para todos os efeitos legais, exceto para
promoção por merecimento;
V – para efeito de benefício previdenciário,
no caso de afastamento, os valores serão determinados pelo
INSS, Previdência Oficial.

SEÇÃO VI
SERVIDORES PÚBLICOS

Art. 86 – O regime jurídico único, será o


adotado pelo Município, bem como se observará o que
determina o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de
Campestre, no que diz respeito aos seus servidores, ou na
sua falta ou omissão aplicar-se-á, o Estatuto dos
Funcionários Públicos do Estado de Minas Gerais, Lei
Estadual 869/52 e suas posteriores alterações, sendo que
ainda instituirá planos de carreira para os servidores da
46
administração pública direta, das autarquias e das
fundações públicas.
§ 1º - Afixação dos padrões de vencimentos e
os demais componentes do sistema remuneratório observarão:
I – a natureza jurídica, o grau de
responsabilidade e complexidade dos cargos componentes de
cada carreira;
II – os requisitos para a investidura;
III – as peculiaridades dos cargos;
§ 2º - Aplicam-se aos servidores, ocupantes de
cargo público o disposto no artigo 7º, IV, VII, VIII, IX,
XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII, XXX da
Constituição Federal, podendo a lei estabelecer requisitos
diferenciados de admissão quando a natureza do cargo
exigir.
§ 3º - O membro de poder, o detentor de
mandato eletivo, os secretários municipais ou diretores
equivalentes serão remunerados exclusivamente por subsídio
fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer
gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de
representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em
qualquer caso o disposto no art. 37, X e XI da Constituição
Federal, salvo se servidor efetivo, que poderá optar pela
remuneração do cargo que ocupa na administração municipal.
§ 4º Lei Municipal poderá estabelecer a
relação entre maior e a menor remuneração dos servidores
públicos, obedecidos em qualquer caso, o disposto no artigo
37, XI da Constituição Federal.
§ 5º - Os Poderes Executivo e Legislativo
publicarão anualmente os valores do subsídio e da
remuneração dos cargos e empregos públicos.
§ 6º - Lei Municipal disciplinará a aplicação
de recursos orçamentários provenientes da economia com
despesas correntes em cada órgão, autarquia e fundação,
para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade
e produtividade, treinamento e desenvolvimento,
modernização, reaparelhamento e racionalização do serviço
público, inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de
produtividade.

47
§ 7º - A remuneração dos servidores públicos
organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do §
4º.
§ 8º - O servidor público efetivo terá direito
a férias prêmio de acordo com o previsto no Estatuto do
Servidor Público Municipal ou em sua falta no Estatuto dos
Funcionários Públicos de Minas Gerais, bem como terá
direito a quinquenios a cada período de cinco (05) anos de
efetivo exercício com o adicional de 10% (dez por cento)
sobre seu vencimento básico.
§ 9º - O Servidor que não solicitar suas
férias prêmio a casa período aquisitivo, poderá acumulá-las
e gozá-las antes de sua aposentadoria.

§ 10 – O Município deverá criar Plano de Saúde


para os Servidores Municipais em parceria com empresas de
Plano de Saúde privadas.

Art. 87 – O servidor público municipal será


amparado, pelo Regime Geral de Previdência Social, cujos
benefícios, bem como aposentadorias, seguirão os previstos
na legislação previdenciária.
Parágrafo único – O benefício da pensão por
morte do servidor também será o estabelecido pelo Regime
Geral de Previdência Social.
Art. 88 – São estáveis após três anos de
efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de
provimento efetivo em virtude de concurso público.
§ 1º - O servidor público estável só perderá o
cargo:
I – em virtude de sentença judicial transitada
em julgado;
II – mediante processo administrativo em que
lhe seja assegurada a ampla defesa;
III – mediante procedimento de avaliação
periódica de desempenho, na forma da lei complementar,
assegurada a ampla defesa.
§ 2º - Invalidada por sentença judicial a
demissão do servidor estável, será ele reintegrado e o
eventual ocupante da vaga se estável, reconduzido ao cargo
de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro

48
cargo ou posto em disponibilidade com remuneração
proporcional ao tempo de serviço.
§ 3º - Extinto o cargo ou declarada a sua
desnecessidade, o servidor estável ficará em
disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de
serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.
§ 4º - Como condição para a aquisição da
estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de
desempenho por comissão instituída para essa finalidade.

SEÇÃO VII
SEGURANÇA PÚBLICA
Art. 89 – O município poderá construir guarda
municipal, força auxiliar destinada à proteção de seus
bens, serviços e instalações, nos termos da lei
complementar municipal.
§ 1º - A Lei complementar de criação da guarda
municipal disporá sobre acesso, direitos, deveres,
vantagens e regime de trabalho, com base na hierarquia e
disciplina.
§ 2º- A investidura nos cargos da guarda
municipal far-se-á mediante concurso público de provas ou
de provas e títulos.

TÍTULO III
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA MUNICIPAL
CAPÍTULO I
ESTRUTURA ADMINISTRATIVA
Art. 90 – A administração municipal é
constituída dos órgãos interessados na estrutura
administrativa da Prefeitura e de entidades dotadas de
personalidade jurídica própria, obedecendo aos princípios
mencionados no art. 86 desta Lei.
§ 1º - Os órgãos da administração direta que
compõem a estrutura administrativa da Prefeitura se
organizam e se coordenam, atendendo aos princípios técnicos
recomendáveis ao bom desempenho de suas atribuições.

49
§ 2º - Os princípios mencionados no caput
deste artigo serão apurados para os fins de controle e
invalidação dos atos administrativos, em face dos dados
objetivos de cada caso.
§ 3º - Os atos da administração pública
deverão ser motivados, devendo o agente público do qual
emanar explicar seus fundamentos e finalidades.

Art. 91 – Compõem a Administração Pública


Indireta:

I – autarquia – o serviço autônomo, criado por


lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita
próprios, para executar atividades típicas da administração
pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento,
gestão administrativa e financeira descentralizadas:
II – empresa pública – a entidade dotada de
personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio e
capital do Município, criado por lei, para exploração de
atividades econômicas que o Município seja levado a
exercer, por força de contingência ou conveniência
administrativa, podendo revestir-se de qualquer das formas
admitidas em direito;
III – sociedade de economia mista – a entidade
dotadas de personalidade jurídica de direito privado,
criado por lei, para exploração de atividades econômicas,
sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a
voto pertençam, em sua maioria, ao Município ou a entidade
da Administração Indireta;
IV – fundação pública – a entidade dotada de
personalidade jurídica de direito privado, criada em
virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento
de atividades que não exijam execução por órgão ou
entidades de direito público, com autonomia administrativa,
patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos da
direção, e funcionamento custeado por recursos do Município
e de outras fontes.
Parágrafo único - A entidade de que trata o
inciso IV adquire personalidade jurídica com a transcrição
da escritura pública de sua constituição no Registro Civil
de Pessoas Jurídicas, não se lhe aplicando as demais
disposições do Código Civil concernentes às fundações.

50
Art. 92 – Somente por lei específica o
Município poderá:
I – criar ou extinguir autarquias;
II – autorizar a instituição ou a extinção de
empresa pública, sociedade de economia mista e fundação;
III – criar subsidiária das entidades
mencionadas nos incisos anteriores, bem como sua
participação em empresa privada;
IV – alienar ações que garantam, nas
sociedades de economia mista, o seu controle acionário pelo
Município.
Parágrafo único – Ao Município é permitido
instituir ou manter fundação com a natureza de pessoa
jurídica de direito público e fundação com a natureza de
pessoa jurídica de direito privado, reconhecidas como
entidades filantrópicas.

CAPÍTULO II
ATOS MUNICIPAIS
SEÇÃO I
PUBLICIDADE DOS ATOS MUNICIPAIS

Art. 93 – A publicação das leis e atos


municipais far-se-á em órgãos da imprensa local ou regional
ou por afixação na sede da Prefeitura ou da Câmara
Municipal, conforme o caso.
§ 1º - A escolha do órgão de imprensa para a
divulgação das leis e atos administrativos far-se-á através
de licitação, em que levarão em conta não só as condições
de preços, como as circunstâncias de freqüência, horários,
tiragens e distribuição.
§ 2º - Nenhum ato, que disso depender,
produzirá efeito antes de sua publicação.
§ 3º - A publicação dos atos não normativos,
pela imprensa, poderá ser resumida.
§ 4º - A publicação poderá também ser por meio
eletrônico nos termos da lei.

Art. 94 – O Prefeito fará publicar:

51
I – diariamente, por edital, o movimento de
caixa do dia anterior;
II – mensalmente, o balancete resumido das
receitas, com os montantes de cada um dos tributos
arrecadados e os recursos recebidos, os recursos
provenientes de prestação de serviços, das transferências
constitucionais, dos repasses de convênios e qualquer outra
fonte de recursos financeiros, bem como as despesas
especificadas por grupos e subgrupos;
III – semestralmente, os demonstrativos de
numerário, explicitando a movimentação financeira, de todas
as entradas e saídas, inclusive as aplicações e de qualquer
movimentação financeira, identificadas pelas respectivas
agências e contas bancárias;
IV – anualmente, até o dia 31 de março, pelo
órgão oficial do Estado, as contas da administração,
constituídas do balanço financeiro, do balanço patrimonial,
do balanço orçamentário e demonstração das variações
patrimoniais, na forma sintética.
§ 1º - As publicações do disposto nos incisos
I, II e III deste artigo dar-se-ão no Quadro de Avisos e
Publicações da Prefeitura Municipal, sob pena de
responsabilidade.
§ 2º - As disposições deste artigo se aplicam,
no que couber, ao Presidente da Câmara em relação aos
recursos que gerir e as despesas que executar.

SEÇÃO II
LIVROS
Art. 95 – O Município manterá os livros que
forem necessários ao registro de seus serviços.

§ 1º - Os livros serão abertos, rubricados e


encerrados pelo Prefeito ou pelo Presidente da Câmara,
conforme o caso, ou por funcionários designados para tal
fim.
§ 2º - Os livros referidos neste artigo
poderão ser substituídos por fichas, arquivos ou outro
sistema, convenientemente autenticados.

SEÇÃO III

52
ATOS ADMINISTRATIVOS
Art. 96 – Os atos administrativos de
competência do Prefeito serão expedidos com obediência às
seguintes normas:

I – Decreto, numerado em ordem cronológica,


nos seguintes casos:
a) regulamentação de lei;
b) instituição, modificação ou extinção de
atribuições não constantes de lei;
c) regulamentação interna dos órgãos que forem
criados na administração municipal;
d) abertura de créditos especiais e
suplementares, até o limite autorizado por lei, assim como
de créditos extraordinários;
e) declaração de utilidade pública ou
necessidade social, para fins de desapropriação ou de
servidão administrativa;
f) aprovação de regulamento ou de regime das
entidades que compõem a administração municipal;
g) medidas executórias do Plano Diretor de
Desenvolvimento Integrado;
h) permissão de uso dos bens municipais;
i) normas e efeitos externos, não privativos
da lei;
j) fixação e alteração de preços, taxas ou
tarifas.
II – Portaria, nos seguintes casos:
a) provimento e vacância dos cargos públicos e
demais atos e efeitos individuais;
b) lotação e relotação nos quadros de pessoal;
c) abertura de sindicância e processos
administrativos, aplicação de penalidade e demais atos
individuais de efeitos internos;
d) outros casos determinados em lei ou
decreto.
III – Contrato - nos seguintes casos:

53
a) admissão de servidores para serviços de
caráter temporário, nos termos do art. 84, IX, desta Lei
Orgânica;
b) execução de obras e serviços municipais,
nos termos da lei.

Parágrafo Único – Os atos constantes dos itens


II e III deste artigo, poderão ser delegados.

SEÇÃO IV
PROIBIÇÕES

Art. 97 – O Prefeito, o Vice-Prefeito, os


Vereadores e os servidores municipais, bem como as pessoas
ligadas a qualquer deles por matrimônio ou parentesco, afim
ou consangüíneo, até o terceiro grau, ou por adoção, não
poderão contratar com o Município, subsistindo a proibição
até seis (06) meses após findadas as respectivas funções.
Parágrafo Único – Não se incluem nesta
proibição os contratos cujas cláusulas e condições sejam
uniformes para todos os interessados.
Art. 98 – A pessoa jurídica ou física em
débito com os cofres públicos municipais e com o sistema de
seguridade social, como estabelecido em lei federal, não
poderá contratar com o Poder Público Municipal nem dele
receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.
SEÇÃO V
CERTIDÕES

Art. 99 – A Prefeitura e a Câmara são


obrigadas a fornecer a qualquer interessado, no prazo
máximo de quinze (15) dias, certidões dos atos, contratos e
decisões, desde que requeridas para fim de direito
determinado, sob pena de responsabilidade de autoridade ou
do servidor que negar ou retardar a sua expedição. No mesmo
prazo deverão atender às requisições judiciais se outro não
for fixado pelo juiz.

54
Parágrafo Único – As certidões relativas ao
Poder Executivo serão fornecidas pelo Secretário Municipal
a que se referir, exceto as declaratórias de efetivo
exercício do cargo de Prefeito, que serão fornecidas pelo
Presidente da Câmara.

CAPÍTULO III
BENS MUNICIPAIS

Art. 100 – Cabe ao Prefeito e administração


dos bens municipais, respeitada a competência da Câmara
quanto àqueles utilizados em seus serviços.

Art. 101 – Todos os bens municipais deverão


ser cadastrados, com a identificação respectiva, numerando-
se móveis segundo o que for estabelecido em regulamento, os
quais ficarão sob a responsabilidade do chefe da Secretaria
ou Diretoria a que forem distribuídos.

Art. 102 – Os bens patrimoniais do Município


deverão ser classificados:

I – pela sua natureza;


II – em relação a cada serviço.

Parágrafo Único – Deverá ser feita,


anualmente, a conferência da escrituração patrimonial com
os bens existentes, e, na prestação de contas da cada
exercício, será incluído o inventário de todos os bens
municipais, destacando-se os incorporados e os
desincorporados no exercício anterior.

Art. 103 – A alienação de bens municipais,


subordinada à existência de interesse público devidamente
justificado, será sempre precedida de avaliação e obedecerá
às seguintes normas:

I – quando imóveis, dependerá de autorização


legislativa e concorrência pública, dispensada a
concorrência nos casos de doação, dação em pagamento e
permuta;
II – quando móveis, dependerá de autorização
legislativa e de concorrência pública, nos termos da Lei

55
8.666/93, dispensada nos casos de doação, que será
permitida exclusivamente para fins assistenciais ou quando
houver interesse público relevante, justificado pelo
Executivo.

Art. 104 – O Município, preferencialmente à


venda ou doação de seus bens imóveis, outorgará concessão
de direito real de uso, mediante prévia autorização
legislativa e concorrência pública.
§ 1º - A concorrência poderá ser dispensada,
por lei, quando o uso se destinar à concessionária de
serviço público, a entidades assistenciais, ou quando
houver relevante interesse público, devidamente
justificado.
§ 2º - A venda aos proprietários de imóveis
lindeiros de áreas urbanas remanescentes e inaproveitáveis
para edificações, resultante de obras públicas, dependerá
apenas de prévia avaliação, desde que essa não ultrapasse a
50% (cinqüenta por cento) do valor constante da alínea “a”
do inciso II do art. 23 da Lei 8.666/93 e autorização
legislativa, dispensada a licitação. As áreas resultantes
de modificações de alinhamento serão alienadas nas mesmas
condições, quer sejam aproveitáveis ou não.

Art. 105 - A aquisição de bens imóveis, por


compra ou permuta, dependerá de prévia avaliação e
autorização legislativa.

Art. 106 – É proibida a doação, venda ou


concessão de uso de qualquer fração dos parques, praças,
jardins ou largos públicos, salvo pequenos espaços
destinados à venda de jornais e revistas.

Art. 107 – O uso de bens municipais, por


terceiros, só poderá ser feito mediante concessão, ou
permissão a título precário e por tempo determinado,
conforme o interesse público o exigir.
§ 1º - A concessão de uso de bens públicos de
uso especial e dominicais dependerá de lei e concorrência e
será feita mediante contrato, sob pena de nulidade do ato,
ressalvada a hipótese do § 1º do art. 104, desta Lei
Orgânica.

56
§ 2º - A concessão administrativa de bens
públicos de uso comum somente poderá ser outorgada para
finalidades escolares, de assistência social, turística,
cultural ou artística, mediante autorização legislativa.
§ 3º - A permissão de uso, que poderá incidir
sobre qualquer bem público, será feita, à título precário,
por ato unilateral do Prefeito, através de decreto.
§ 4º – Os cemitérios, no Município, terão
sempre caráter secular, e serão fiscalizados pela
autoridade municipal, podendo as associações religiosas e
os particulares, na forma da lei, manter cemitérios
próprios.

Art. 108 – Poderão ser cedidos a particulares,


entidades comunitárias e cooperativas, para serviços
transitórios, máquinas e operadores da Prefeitura, desde
que não haja prejuízos para os trabalhos do Município, e o
interessado recolha, previamente, os valores fixados em lei
ordinária e assine termo de responsabilidade pela
conservação e devolução dos bens cedidos.

Art. 109 – A utilização e administração dos


bens públicos de uso especial, como mercados, matadouros,
estações, recintos de espetáculos e praças de esportes,
serão feitas na forma da lei e regulamentos respectivos.

CAPÍTULO IV
OBRAS E SERVIÇOS MUNICIPAIS

Art. 110 – Nenhum empreendimento de obras e


serviços do Município poderá ter início sem prévia
elaboração do plano respectivo, do qual, obrigatoriamente,
conste:
I – a viabilidade do empreendimento, sua
conveniência e oportunidade para o interesse comum;
II – os pormenores para a execução;
III – os recursos para o atendimento das
respectivas despesas;
IV – os prazos para o seu início, conclusão e
cronogramas acompanhados da respectiva justificação.

57
§ 1º - Nenhuma obra, serviço ou melhoramento,
salvo em caso de emergência ou calamidade pública, serão
executados sem prévio orçamento de seu custo.

§ 2º - As obras públicas poderão ser


executadas pela Prefeitura, por suas autarquias e demais
entidades da administração indireta e por terceiros,
mediante licitação.
Art. 111 – A permissão de serviço público a
título precário, será outorgada por decreto do Prefeito,
procedendo-se às licitações com estrita observância da
legislação federal e estadual pertinentes, sendo que será
precedida de justificativa e autorização legislativa.
§ 1º - Serão nulas de pleno direito as
permissões, as concessões, bem como outros ajustes feitos
em desacordo com estabelecido neste artigo.
§ 2º - Os serviços permitidos ou concedidos
ficarão sempre sujeitos à regulamentação e a fiscalização
do Município, incumbindo, aos que executem, sua permanente
utilização e adequação as necessidades do usuário.
§ 3º - O Município poderá retomar, sem
indenização, os serviços permitidos ou concedidos, desde
que executados em desconformidade com o ato ou contrato,
bem como aqueles que se revelem insuficientes para o
atendimento do usuário.
§ 4º - As concorrências para a concessão de
serviço público deverão ser precedidas de ampla
publicidade, em jornais e rádios locais, inclusive órgão da
imprensa da capital do Estado, mediante edital ou
comunicado resumido.

Art. 112 – As tarifas dos serviços públicos


deverão ser fixadas pelo Executivo, visto a justa
remuneração, após ouvido o Legislativo.

Art. 113 – Nos serviços, obras e concessões do


Município, bem como nas compras e alienações, será adotada
a licitação, nos termos da lei.

Art. 114 – O Município poderá realizar obras e


serviços de interesse comum, mediante convênio com o
Estado, a União ou entidades particulares, bem como assim,

58
através de consórcio, com outros Municípios, após
autorização legislativa.

CAPÍTULO V
ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA E FINANCEIRA
SEÇÃO I
TRIBUTOS MUNICIPAIS

Art. 115 – São tributos municipais os


impostos, as taxas e as contribuições de melhoria,
decorrentes de obras públicas, instituídos por lei
municipal, atendidos os princípios estabelecidos na
Constituição Federal e nas normas gerais do direito
tributário.

Art. 116 – São de competência do Município, os


impostos sobre:
I – propriedade predial e territorial urbana;
II – transmissão “inter vivos”, a qualquer
título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou
acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto
os de garantia, bem como cessão de direitos à sua
aquisição;
III – serviços de qualquer natureza, não
compreendidos na competência do Estado, definidos na lei
complementar prevista no art. 155, II da Constituição
Federal.
§ 1º - Sem prejuízo na progressividade no
tempo a que se refere o art. 182, § 4º, inciso II, da
Constituição Federal, o imposto previsto no inciso I,
poderá ser progressivo em razão do valor do imóvel e ter
alíquotas diferenciadas de acordo com a localização do
imóvel.
§ 2º - O imposto previsto no inciso II não
incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados
ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital,
nem sobre a transmissão de bens decorrentes de fusão,
incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo
se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente
for a compra e venda desses bens ou direitos, locação de
bens imóveis ou arrendamento mercantil.
59
§ 3º - A lei determinará medidas para que os
consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos
previstos nos incisos III.

Art. 117 – As taxas só poderão ser instituídas


por lei, em razão do exercício do Poder de Polícia ou pela
utilização efetiva ou potencial de serviços públicos,
específicos ou divisíveis, prestados ao contribuinte ou
postos à disposição pelo Município.
Art. 118 – A contribuição de melhoria poderá
ser cobrada dos proprietários dos imóveis valorizados por
obras públicas municipais, tendo como limite total a
despesa realizada e como limite individual o acréscimo do
valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado.

Art. 119 – Sempre que possível os impostos


terão caráter pessoal e serão graduados segundo a
capacidade econômica do contribuinte, facultado à
administração municipal, especialmente para conferir
efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os
direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os
rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.

Parágrafo Único – As taxas não poderão ter


base de cálculo própria de impostos.

Art. 120 – O Município poderá instituir


contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio,
em benefício destes, de sistemas de previdência e
assistência social.

SEÇÃO II
RECEITA E DESPESA
Art. 121 – A receita municipal constituir-se-á
da arrecadação dos tributos municipais, da participação em
tributos da União e do Estado, dos recursos resultantes do
Fundo de Participação dos Municípios e da utilização de
seus bens, serviços, atividades e de outros ingressos.

Art. 122 – Pertencem ao Município:

60
I – o produto da arrecadação do imposto da
União sobre rendas e proventos de qualquer natureza
incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer
título, pela administração direta, autarquia e fundações
municipais;
II – cinqüenta por cento do produto da
arrecadação do imposto da União sobre a propriedade
territorial rural, relativamente aos imóveis situados no
Município, cabendo a sua totalidade na hipótese da opção a
que se refere o art. 153, § 4º, III, da Constituição
Federal;
III – cinqüenta por cento do produto da
arrecadação do imposto do Estado sobre a propriedade de
veículos automotores licenciados no território municipal;
IV – vinte e cinco por cento do produto da
arrecadação do imposto do Estado sobre operações relativas
à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços
de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação;

Parágrafo Único – As parcelas referidas no


inciso IV serão creditadas conforme os seguintes critérios:
I – três quartos, no mínimo, na proporção do
valor adicionado nas operações relativas à circulação de
mercadorias e nas prestações de serviços, realizadas em
seus territórios;
II – até um quarto, de acordo com o que
dispuser lei estadual;

Art. 123 – Nenhum contribuinte será obrigado


ao pagamento de qualquer tributo lançado pela Prefeitura,
sem prévia notificação.
§ 1º - Considera-se notificação a entrega do
aviso de lançamento no domicílio fiscal do contribuinte,
nos termos da legislação federal pertinente.
§ 2º - Do lançamento do tributo cabe recurso
ao Prefeito, assegurado para sua interposição o prazo de 15
(quinze) dias, contados na notificação.

Art. 124 – A fixação dos preços públicos,


devidos pela utilização de bens, serviços e atividades

61
municipais, será feita pelo Prefeito mediante edição e
decreto.
Parágrafo Único – As tarifas dos serviços
públicos deverão cobrir os seus custos, sendo reajustáveis
quando se tornarem deficientes ou excedentes.

Art. 125 – A despesa pública atenderá aos


princípios estabelecidos na Constituição Federal e às
normas do direito financeiro.

Art. 126 – Nenhuma despesa será ordenada ou


satisfeita sem que exista recurso disponível e crédito
votado pela Câmara, salvo a que correr por conta de crédito
extraordinário.

Art. 127 – Nenhuma lei que crie ou aumente


despesa será executada sem que dela conste a indicação do
recurso para atendimento do correspondente encargo.

Art. 128 – Os tributos, as receitas


decorrentes de prestação de serviço, as contribuições, as
doações e toda e qualquer outra fonte de receita serão
pagos e recolhidos exclusivamente através de agência
bancária credenciada.
§ 1º - A seleção e credenciamento previstos no
caput dar-se-á através de licitação pública;
§ 2º - As disponibilidades de Caixa dos
Poderes Executivo e Legislativo, das autarquias, das
fundações que constituir e das empresas por ele
controladas, bem como Fundos Municipais, serão depositadas
e aplicadas, em Banco Oficial, ou a ele equiparado, sendo
necessário que se tenha agência local;
§ 3º - O chefe dos Poderes Executivo e
Legislativo, o Diretor e o Presidente das entidades
referidas manterão atualizadas as publicações, informando
sobre as agências bancárias credenciadas e sobre as contas
financeiras dos recursos que gerenciarem;
SEÇÃO III

ORÇAMENTO
Art. 129 – A elaboração e a execução da lei
orçamentária anual e plurianual de investimentos obedecerá

62
às regras estabelecidas na Constituição Federal, na
Constituição do Estado, nas normas de Direito Financeiro e
nos preceitos desta Lei Orgânica.
§ 1º – O Poder Executivo publicará, até trinta
dias após o encerramento de cada bimestre, relatório
resumido da execução orçamentária.
§ 2º - O Município deverá adotar o Orçamento
Participativo, de acordo com o que determinam as normas
legais em vigor.

Art. 130 – Até a entrada em vigor da lei


complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II da
Constituição Federal, os prazos para encaminhamento dos
Projetos de Lei Orçamentária do Município, serão os
seguintes:
§ 1º - O Projeto de Lei de Diretrizes
Orçamentárias será encaminhado pelo Executivo ao
Legislativo até o dia 15 de abril do ano antes do
encerramento do exercício financeiro e devolvido pelo
Legislativo para sanção até o dia 30 do mês de julho também
antes do encerramento do exercício financeiro;
§ 2º - O Projeto de Lei do Plano Plurianual,
com vigência até o final do primeiro exercício financeiro
do mandato subseqüente, será encaminhado até dia 31 de
agosto do primeiro ano do mandato do Executivo e devolvido
para sanção pelo Legislativo até 31 de dezembro do mesmo
exercício financeiro;
§ 3º - O Projeto de Lei Orçamentária, até 31
de agosto antes do encerramento do exercício financeiro e
devolvido para sanção até o dia 31 de dezembro do mesmo
exercício financeiro;

§ 4º – Se o prazo para encaminhamento dos


Projetos de Lei Diretrizes Orçamentárias, Lei Orçamentária
e Plano Plurianual se encerrarem em sábados, domingos e
feriados, o projetos terão seu prazo antecipado para o
último útil antes do vencimento.
Art. 131 – Os projetos de lei relativos ao
plano plurianual, às diretrizes orçamentárias e ao
orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados
pela Comissão Permanente de Orçamento e Finanças, à qual
caberá:

63
I – examinar e emitir parecer sobre os
projetos e as contas apresentadas anualmente pelo Prefeito
Municipal;
II – examinar e emitir parecer sobre os planos
e programas de investimentos e exercer o acompanhamento e a
fiscalização orçamentária, sem prejuízo de atuação das
demais comissões da Câmara.
Parágrafo único - As emendas serão
apresentadas na comissão, que sobre elas emitirá parecer, e
apreciadas na forma regimental.

Art. 132 - As emendas ao projeto de lei do


orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem, somente
podem ser aprovadas caso:
I – sejam compatíveis com o plano plurianual;
II – indiquem os recursos necessários,
admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa,
excluídas as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviços de dívida; ou

III – sejam relacionados:


a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto do projeto de
lei.

Parágrafo único - Os recursos que, em


decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei
orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes
poderão ser utilizadas, conforme o caso, mediante créditos
especiais ou suplementares, com prévia e específica
autorização legislativa.

Art. 133 – A lei orçamentária anual


compreenderá:
I – o orçamento fiscal referente aos poderes
do Município, seu fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta;
II – o orçamento de investimento das empresas
em que o Município, direta ou indiretamente, detenha a
maioria do capital social com o direito a voto;
III – o orçamento de seguridade social,
abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da

64
administração direta e indireta, bem como, os fundos
instituídos pelo Poder Público.

Art. 134 – Caso o Prefeito não envie à Câmara,


no prazo consignado no art. 130, § 3º a proposta de
orçamento anual do Município para o exercício seguinte,
implicará a elaboração pela Câmara, independentemente do
envio da proposta, da competente Lei de Meios, tomando por
base a lei orçamentária em vigor.

Art. 135 - O Prefeito poderá enviar mensagem à


Câmara, para propor a modificação do projeto de lei
orçamentária, enquanto não iniciada a votação da parte que
deseja alterar.

Art. 136 – A Câmara não enviando, no prazo


consignado no art. 130, § 3º, o projeto da lei orçamentária
à sanção, será promulgada como lei, pelo Prefeito, o
projeto originário do Executivo.

Art. 137 – Rejeitado pela Câmara o projeto de


lei orçamentária anual, prevalecerá, para o ano seguinte, o
orçamento do exercício em curso, aplicando-se-lhe a
atualização dos valores.

Art. 138 – Aplicam-se ao projeto de lei


orçamentária, no que não contrariar o disposto nesta seção,
as regras do processo legislativo.

Art. 139 – O Município, para execução de


projetos, programas, obras, serviços ou despesas cuja
execução se prolongue além de um exercício financeiro,
deverá elaborar orçamentos plurianuais de investimentos.

Parágrafo Único – As dotações anuais dos


orçamentos plurianuais deverão ser incluídas no orçamento
de cada exercício, para utilização do respectivo crédito.
Art. 140 – O orçamento será uno, incorporando-
se obrigatoriamente, na receita, todos os tributos, rendas
e suprimentos de fundos, e incluindo-se, discriminadamente,
na despesa, as dotações necessárias ao custeio de todos os
serviços municipais.

65
Art. 141 – O orçamento não conterá dispositivo
estranho à previsão da receita, nem à fixação da despesa
anteriormente autorizada. Não se incluem nesta proibição a:
I – autorização para abertura de créditos
suplementares;
II – contratação de operações de crédito,
ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

Art. 142 – São vedados:

I – o início de programas ou projetos não


incluídos na lei orçamentária anual;
II – a realização de despesa ou a assunção de
obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou
adicionais;
III – a realização de operações de créditos
que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas
as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais
com finalidade precisa, aprovados pela Câmara, por maioria
absoluta;
IV – a vinculação de receita de impostos a
órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do
produto da arrecadação dos impostos a que se referem os
arts. 158 e 159 da Constituição Federal, a destinação de
recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino, e a
prestação de garantias às operações de crédito por
antecipação de receita, prevista no art. 141, II, desta Lei
Orgânica;
V – A abertura de crédito suplementar ou
especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação
dos recursos correspondentes;
VI – a transposição, o remanejamento ou a
transferência de recursos de uma categoria de programação
para outra ou de um órgão para outro, sem prévia
autorização legislativa;
VII – a concessão ou utilização de créditos
ilimitados;
VIII – a utilização, sem autorização
legislativa especifica, de recursos do orçamento fiscal e
da seguridade social, para suprir necessidade ou cobrir
déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive dos
mencionados no art. 133 desta Lei Orgânica;

66
IX – a instituição de fundos de qualquer
natureza, sem prévia autorização legislativa.
§ 1º - Nenhum investimento cuja execução
ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem
prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que
autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade.
§ 2º - Os créditos especiais e extraordinários
terão vigência no exercício financeiro em que forem
autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado
nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que,
reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao
orçamento do exercício financeiro subseqüente.
§ 3º - A abertura de crédito extraordinário
somente será admitida para entender a despesas
imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de calamidade
pública.

Art. 143 – Os recursos correspondentes às


dotações orçamentárias, compreendidos os créditos
suplementares e especiais, destinados a Câmara Municipal,
ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês.

Art. 144 – A despesa com pessoal ativo e


inativo do Município não poderá exceder os limites
estabelecidos em lei complementar.
Parágrafo Único – A concessão de qualquer
vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos ou
alteração de estrutura de carreira, bem como a admissão de
pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da
administração direta e indireta, só poderão ser feitas se
houver prévia dotação orçamentária, suficiente para atender
às projeções de despesas de pessoal e aos acréscimos dela
decorrentes.

TÍTULO IV
DO PLANEJAMENTO MUNICIPAL
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 145 – O Governo Municipal manterá
processo permanente de planejamento, visando a promover o

67
desenvolvimento do Município, o bem-estar da população e a
melhoria da prestação dos serviços públicos municipais.
Parágrafo único – O desenvolvimento do
Município terá por objetivo a realização plena de seu
potencial econômico e a redução da desigualdade sociais no
acesso aos bens e serviços, respeitadas as vocações as
peculiaridades e a cultura local, preservando-se o
patrimônio ambiental, natural e construído.

Art. 146 – O processo de planejamento


municipal deverá considerar os aspectos técnicos e
políticos envolvidos na fixação de objetivos, diretrizes e
metas estabelecidos no Plano Diretor, propiciando que
autoridades, técnicos de planejamento, executores e
representantes da sociedade civil participem do debate
sobre os problemas locais e procurem alternativas para o
seu enfrentamento, buscando conciliar interesses e
solucionar conflitos.

Art. 147 – O planejamento municipal deverá


orientar-se pelos seguintes princípios básicos:

I – democracia e transparência no acesso às


informações disponíveis;
II – eficiência e eficácia na utilização dos
recursos financeiros, técnicos e humanos disponíveis;
III – complementariedade e integração de
políticas, planos e programas setoriais;
IV – viabilidade técnica e econômica das
proposições, avaliadas a partir do interesse social da
solução e dos benefícios públicos;
V – respeito à adequação à realidade local e
regional e consonância com os planos e programas estaduais
e federais existentes;
VI – proteção, preservação e recuperação do
meio ambiente, do patrimônio histórico, cultural e
arqueológico;
VII – garantia do acesso adequado ao portador
de deficiência aos bens e serviços coletivos, logradouros e
edifícios públicos, bem como as edificações destinadas ao
uso industrial, comercial e de serviços e residencial
multi-familiar.

68
Art. 148 – A elaboração e a execução dos
planos e programas de Governo Municipal terão
acompanhamento e avaliação permanente de modo a garantir o
seu êxito e assegurar sua continuidade no tempo necessário,
salvo motivo justificado.

Art. 149 – O planejamento das atividades do


Governo Municipal obedecerá às diretrizes deste capítulo e
será feito por meio de elaboração e manutenção atualizada,
dentre outros, dos seguintes instrumentos:
I – plano diretor;
II – plano de governo;
III – lei de diretrizes orçamentárias;
IV – orçamento anual;
V – plano plurianual;
VI – plano de desenvolvimento rural.

Art. 150 – Os instrumentos de planejamento


municipal mencionado no artigo anterior deverão incorporar
as propostas constantes dos planos e dos programas
setoriais do Município, dadas as suas implicações para o
desenvolvimento local.

SEÇÃO II
CAPÍTULO I
DA COOPERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES NO PLANEJAMENTO
MUNICIPAL
Art. 151 – O Município buscará, por todos os
meios ao seu alcance, a cooperação das associações
representativas no planejamento municipal
Parágrafo único – Para fins deste artigo,
entende-se como associação representativa qualquer grupo
organizado, de fins lícitos, sem fins lucrativos, que tenha
legitimidade para representar seus filiados, independente
de seus objetivos e natureza jurídica.

Art. 152 – A convocação das entidades


mencionadas neste capítulo, far-se-á por todos os meios à
disposição do Governo Municipal.

69
CAPÍTULO II

DA ASSISTÊNCIA SOCIAL E PREVIDÊNCIA

Art. 153 – A assistência social, direito do


cidadão e dever o Estado, é Política de Seguridade Sócia
não contributiva, que provê os mínimos sociais, realizada
através de um conjunto integrado de ações de iniciativa
pública e da sociedade, para garantir o atendimento às
necessidades básicas.

Parágrafo Único – A assistência social


será prestada a quem dele necessitar.

Art. 154 – A assistência social tem por


objetivos:

I – a proteção social, que visa à garantia da


vida, à redução de danos e à prevenção da incidência de
riscos, especialmente:

a) a proteção à família, à maternidade, à


infância, à adolescência e à velhice;

b) o amparo às crianças e aos adolescentes


carentes:

c) a promoção da integração ao mercado de


trabalho;

d) a habilitação e reabilitação das pessoas


com deficiência e a promoção de sua integração à vida
comunitária.

II – a vigilância socioassistencial, que visa


analisar territorialmente a capacidade protetiva das
famílias e nela a ocorrência de vulnerabilidade, de
ameaças, de vitimizações e danos.

III – a defesa dos direitos, que visa a


garantir o pleno acesso aos direitos no conjunto das
provisões socioassistenciais.

70
Art. 155 – A assistência social rege-se pelos
seguintes princípios:

I – a supremacia do atendimento às
necessidades sociais sobre as exigências de rentabilidade
econômica;

II – universalização dos direitos sociais, a


fim de tornar o destinatário da ação assistencial
alcançável pelas demais políticas públicas;

III – respeito à dignidade do cidadão, à sua


autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços de
qualidade, bem como à convivência familiar e comunitária,
vedando-se qualquer comprovação vexatória de necessidade;

IV – igualdade de direitos no acesso ao


atendimento, sem discriminação de qualquer natureza
garantindo-se equivalência às populações urbanas e rurais;

V – divulgação ampla dos benefícios, serviços,


programas e projetos assistenciais, bem como dos recursos
oferecidos pelo Poder Público e dos critérios para sua
concessão;

VI – promoção e emancipação do usuário,


visando sua independência da assistência social.

Art. 156 – A gestão das ações na área de


assistência social fica organizada sob a forma de sistema
descentralizado e participativo, denominado Sistema Único
de Assistência Social (SUAS).

Parágrafo Único – A coordenação da Assistência


Social no município será exercida pela Secretaria Municipal
de Assistência Social.

Art. 157 – Consideram-se entidades e


organizações de assistência social aqueles sem fins
lucrativos que, isolada ou cumulativamente, prestam
atendimento e assessoramento aos beneficiários abrangidos

71
por esta Lei, bem como as que atuam na defesa e garantia de
direitos.

§ 1º - São de atendimento aquelas entidades


que, de forma continuada, permanente e planejada, prestam
serviços, executam programas ou projetos e concedem
benefícios de prestação social básica ou especial,
dirigidos às famílias e indivíduos em situações de
vulnerabilidade ou risco social e pessoal, nos termos desta
Lei, e respeitadas as deliberações do Conselho Nacional de
Assistência Social (CNAS), Conselho Estadual de Assistência
Social (CEAS) e Conselho Municipal de Assistência Social
(CMAS).

§ 2º - São de assessoramento aquelas que, de


forma continuada, permanente e planejada, prestam serviços
e executam programas e projetos voltados prioritariamente
para o fortalecimento dos movimentos sociais e das
organizações de usuários, formação e capacitação de
lideranças, dirigidos ao publico da política de assistência
social, nos termos desta Lei, e respeitadas as deliberações
do CNAS< CEAS e CMAS.

§ 3º - São de defesa e garantia de direitos


aquelas que, de forma continuada, permanente e planejada,
prestam serviços e executam programas e projetos voltados
prioritariamente para a defesa e efetivação dos direitos
socioassistenciais, construção de novos direitos, promoção
da cidadania, enfrentamento das desigualdades sociais,
articulação com órgãos públicos de defesa de direitos,
dirigidos ao público da política de assistência social, nos
termos desta Lei, e respeitadas as deliberações do CNAS,
CEAS e CMAS.

Art. 158 – A assistência social organiza-se


pelos seguintes tipos de proteção:

I – proteção social básica: conjunto de


serviços, programas, projetos e benefícios da assistência
social que visa a prevenir situações de vulnerabilidade e
risco social por meio do desenvolvimento de potencialidades

72
e aquisições e do fortalecimento de vínculos familiares e
comunitários;

II – proteção social especial: conjunto de


serviços, programas e projetos que tem por objetivo
contribuir para a reconstrução de vínculos familiares e
comunitários, a defesa de direito, o fortalecimento das
potencialidades e aquisições e a proteção de famílias e
indivíduos para o enfrentamento das situações de violação
de direitos.

Parágrafo Único – A vigilância


socioassistencial é um dos instrumentos das proteções da
assistência social que identifica e previne as situações de
risco e vulnerabilidade social e seus agravos no
território.

Art. 159 – As proteções sociais básica e


especial serão ofertadas pela rede socioassistencial, de
forma integrada, diretamente pelos entes públicos e/ou
pelas entidades e organizações de assistência social
vinculadas ao SUAS, respeitadas as especificidades de cada
ação.

§ 1º - A vinculação ao SUAS é o reconhecimento


pela Secretaria Municipal de Assistência Social de que a
entidade de assistência social integra a rede
socioassistencial.
§ 2º - Para o reconhecimento referido no § 1º,
a entidade deverá cumprir os seguintes requisitos:

I – constituir-se em conformidade com o


disposto no Art. 158;

II – inscrever-se no Conselho Municipal de


Assistência Social;

III – integrar o sistema de cadastro nacional


de entidades (CNEAS);

§ 3º - As entidades e organizações de
assistência social vinculadas ao SUAS celebrarão convênios,

73
contratos, acordos ou ajustes com o Poder Público para a
execução, garantindo financiamento integral ou parcial pelo
município, de serviços, programas, projetos e ações de
assistência social, nos limites da capacidade instalada,
aos beneficiários abrangidos por esta Lei, observando-se as
disponibilidades orçamentárias.

§ 4º - O cumprimento do disposto no § 3º será


informado a Secretaria Municipal de Assistência Social, que
deverá comunicar e apresentar os convênios, contratos,
acordos ou ajustes e prestar contas ao CMAS.

Art. 160 – As proteções sociais, básica e


especial, serão ofertadas precipuamente no Centro de
Referencia de Assistência Social (CRAS) e no Centro de
Referência Especializado de Assistência Social (CREAS),
respectivamente, e pelas entidades sem fins lucrativos de
assistência social de que trata o Art. 158 desta Lei.

§ 1º - o CRAS é a unidade pública municipal,


de base territorial, localizada em áreas com maiores
índices de vulnerabilidade e risco social, destinada à
prestação de serviços, programas e projetos
socioassistenciais de proteção social básica às famílias.

§ 2º - O CREAS e a unidade pública de


abrangência e gestão municipal, destinada à prestação de
serviços a indivíduos e famílias que se encontram em
situação de risco pessoal ou social, por violação de
direito ou contingência, que demandam intervenções
especializadas da proteção social especial.

§ 3º - Os CRAS e os CREAS são unidade públicas


estatais instituídas no âmbito do SUAS, que possuem
interface com as demais políticas públicas e articulam,
coordenam e ofertam os serviços, programas, projetos e
benefícios da assistência social.

§ 4º - As instalações dos CRAS e dos CREAS


devem ser compatíveis com os serviços neles ofertados, com
espaços para trabalhos em grupo e ambientes específicos
para recepção e atendimento reservado das famílias e

74
indivíduos, assegurada a acessibilidade às pessoas idosas e
com deficiência.

Art. 161 – A formação das equipes de


referência deverá considerar o número de famílias e
indivíduos referenciados, os tipos e modalidades de
atendimento e as aquisições que devem ser garantidas aos
usuários, conforme deliberações do CNAS e NOB/RH SUAS.

Art. 162 – O município, observados os


princípios e diretrizes estabelecidos nesta Lei,
respeitando a legislação federal, fixará a sua respectiva
Política Municipal de Assistência Social.

Art. 163 – O município instituirá o Conselho


Municipal de Assistência Social, cuja a sua composição e
funções serão definidas em Lei.

Art. 164 – O Conselho Municipal de Assistência


Social está vinculado ao órgão gestor da assistência
social, que deve prover a infraestrutura necessária ao seu
funcionamento, garantindo recursos materiais, humanos e
financeiros, inclusive com despesas referentes a passagens
e diárias de conselheiros representantes do governo ou da
sociedade civil, quando estiverem no exercício de suas
atribuições.

Art. 165 – O município regulamentará os


benefícios eventuais.

Parágrafo Único – Entendem-se por benefícios


eventuais as provisões suplementares e provisórias que
integram organicamente as garantias do SUAS e são prestadas
aos cidadãos e às famílias em virtude de nascimento, morte,
situações de vulnerabilidade temporária e de calamidade
pública.

Art. 166 – O município regulamentará os


serviços socioassistenciais.

Parágrafo Único – Entende-se por serviços


socioassistenciais as atividades continuadas que visem à

75
melhoria de vida da população e cujas ações, voltadas para
as necessidades básicas, observem os objetivos e princípios
estabelecidos nesta Lei.

167 – Os programas de assistência social


compreendem ações integradas e complementares com
objetivos, tempo e área de abrangência definidos para
qualificar, incentivar e melhorar os benefícios e os
serviços assistenciais.

Parágrafo Único – Os programas de que trata


este artigo serão definidos pelo respectivo Conselho
Municipal de Assistência Social, obedecidos os objetivos e
princípios que regem esta Lei.

Art. 168 – O município instituirá o FMAS


(Fundo Municipal de Assistência Social), bem como a sua
regulamentação.

Art. 169 – O Plano de Previdência Social


Municipal está vinculado à Previdência Oficial, competindo
ao Município suplementar, se for o caso, os planos de
previdência social, segundo ditames da Constituição Federal
e leis complementares.

CAPÍTULO III

DA POLÍTICA ECONÔMICA

Art. 170 – O município promoverá o seu


desenvolvimento econômico, agindo de modo que as atividades
econômicas realizadas em seu território contribuam para
elevar o nível de vida e o bem estar da população local,
bem como valorizar o trabalho humano.
Parágrafo único – Para a consecução do
objetivo mencionado neste artigo, o Município atuará de
forma exclusiva ou em articulação com a União ou com o
Estado.
Art. 171 – Na promoção do desenvolvimento
econômico, o Município agirá, sem prejuízo de outras
iniciativas, no sentido de:
I – fomentar a livre iniciativa;

76
II – privilegiar a geração de emprego;
III – utilizar tecnologia de uso intensivo de
mão-de-obra;
IV – racionalizar a utilização de recursos
naturais;
V – proteger o meio ambiente;
VI – proteger os direitos dos usuários dos
serviços públicos e dos consumidores;
VII – dar trabalho diferenciado à pequena
produção artesanal ou mercantil, às microempresas e às
pequenas empresas locais, considerando sua contribuição
para a democratização de oportunidades econômicas,
inclusive para os grupos sociais mais carentes;
VIII – estimular o associativismo, o
cooperativismo e as microempresas;
IX – eliminar entraves burocráticos que possam
limitar o exercício da atividade econômica;
X – desenvolver ação direta ou reivindicativa
junto a outras esferas de Governo, de modo a que sejam,
dentre outros efetivados:
a) assistência técnica;
b) crédito especializado ou subsidiado;
c) estímulos fiscais e financeiros;
d) serviço de suporte informativo ou de
mercado.

Art. 172 – É de responsabilidade do Município,


no campo de sua competência, a realização de investimentos
para formar e manter a infra-estrutura básica capaz de
atrair, apoiar ou incentivar o desenvolvimento de
atividades produtivas, seja diretamente ou mediante
delegação ao setor privado para esse fim.
Parágrafo único – A atuação do Município dar-
se-á, inclusive no meio rural, para a fixação de
contingentes populacionais, possibilitando-lhes acesso aos
meios de produção e geração de renda e estabelecendo infra-
estrutura destinada a viabilizar esse propósito.

Art. 173 – O Município desenvolverá esforços


para proteger o consumidor através de:
I – orientação e gratuidade de assistência
jurídica aos menos favorecidos;

77
II – criação no âmbito da Prefeitura para
defesa do consumidor
III – atuação coordenada com a União e o
Estado.

Art. 174 – O Município dispensará tratamento


jurídico diferenciado à microempresa e a empresa de pequeno
porte, assim definidas em legislação municipal.

Art. 175 – O município, em caráter precário e


por prazo limitado definido em ato do Prefeito, permitirá
às microempresas se estabelecerem na residência de seus
titulares, desde que não prejudiquem as normas ambientais,
de segurança, de silêncio, de trânsito e de saúde pública.

SEÇÃO IV
POLÍTICA RURAL
Art. 176 – O Município adotará programas de
desenvolvimento rural destinado a fomentar a produção
agropecuária, organizar abastecimento alimentar, promovendo
o bem-estar do homem que vive do trabalho na terra e fixá-
lo no campo, compatibilizando com a política agrícola e com
plano de reforma agrária estabelecidos pela União e pelo
Estado.
Parágrafo único – Para a consecução dos
objetivos indicados neste artigo, será assegurada, no
planejamento e na execução da política rural, na forma da
lei, a participação dos setores de produção, envolvendo
produtores e trabalhadores rurais e setores de produção,
comercialização, armazenamento, transporte e abastecimento,
levando-se em conta, especialmente:
I – os instrumentos fiscais;
II – o incentivo à pesquisa tecnológica e
científica e a difusão de seus resultados;
III – a assistência técnica e a extensão
rural;
IV – o cooperativismo;
V – a eletrificação rural e a irrigação;

Art. 177 – O Município incluirá no Plano


Municipal de Desenvolvimento Econômico as diretrizes de sua

78
política rural, observadas as peculiaridades locais,
garantindo a fixação do homem no campo, asseguradas as
seguintes medidas:
I – implantação e manutenção de cursos
gratuitos em área específica;
II – o incentivo de serviços de preservação e
controle da saúde animal;
III – divulgação de dados técnicos relevantes
na área rural;
IV – oferta, pelo Poder Público de sistema
viário adequado ao escoamento da produção;
V – exigência de receituário agronômico para
comercialização de agrotóxicos;
VI – colaboração com Estado na repressão ao
uso de anabolizantes e ao uso indiscriminado de
agrotóxicos;
VII – incentivo com a participação do Estado
da agricultura familiar;
VIII – estímulo à organização participativa da
população rural;
IX – auxilio na preservação do meio ambiente;
X – incentivo ao uso de tecnologias adequadas
ao manejo do solo;
XI – celebração de convênios, visando:
a) fornecimento de insumos básicos;
b) serviços de mecanização agrícola;
c) programa de controle de erosão, manutenção
de fertilidade dos solos degradados;
d) assistência técnica e extensão rural com
atendimento gratuito aos pequenos produtores e suas formas
associativas;
XII – prioridade para o abastecimento interno
notadamente no que diz respeito ao apoio aos produtores de
gêneros alimentícios;
XIII – apoio às iniciativas de comercialização
direta entre pequenos produtores rurais e consumidores;
XIV – fazer o serviço necessário, dentro das
necessidades dos produtores rurais e através de Lei
especifica.

Art. 178 – A Política Agrícola Municipal, que


visa o desenvolvimento rural, nos termos dos artigos

79
anteriores, poderá ser estabelecida por um Conselho
Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a ser
criado por Lei.

Art. 179 – O Município poderá consorciar-se


com outras municipalidades com vista ao desenvolvimento de
atividades econômicas de interesse comum, bem como
integrar-se em programas de desenvolvimento regional a
cargo de outras esferas do Governo.

CAPITULO V
POLÍTICA URBANA
Art. 180 – A política urbana, a ser formulada
no âmbito do processo de planejamento municipal, terá por
objetivo o pleno desenvolvimento das funções sociais da
cidade, o bem estar dos seus habitantes, em consonância com
as políticas sociais e econômicas do Município, observado o
Estatuto das Cidades.
§ 1º As funções sociais da cidade dependem do
acesso de todos os cidadãos aos bens e aos serviços
urbanos, assegurando-se-lhes condições de vida e moradia
compatíveis com o estágio de desenvolvimento do Município.
§ 2º As desapropriações de imóveis urbanos
serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro.

Art. 181 – O direito à propriedade é inerente


à natureza do homem, dependendo de seus limites e seu uso
da conveniência social.
§ 1º - O Município poderá, mediante lei
específica, para área incluída no plano diretor, exigir,
nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano
não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova
seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente de:
I – parcelamento ou edificação compulsória;
II – imposto sobre a propriedade predial e
territorial urbana progressivo no tempo;
III – desapropriação, com pagamento mediante
título da dívida pública de emissão previamente aprovada
pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos,
em parcelas anuais, iguais ou sucessivas, assegurados o
valor real da indenização e os juros legais;

80
Iv - exigência dos munícipes, proprietários de
terrenos com residência ou sem, que a propriedade seja
murada e limpa, podendo ser aplicada multa no IPTU em caso
de descumprimento.
§ 2º - Poderá também o Município organizar
fazendas coletivas, orientadas ou administradas pelo Poder
Público, destinadas à formação de elementos aptos a
atividades agrícolas.
§ 3º - Serão fixados através da Lei os
critérios que assegurem a função social da propriedade,
cujo uso e a ocupação deverão respeitar a legislação
urbanística, a proteção do patrimônio ambiental natural e o
interesse da coletividade.

Art. 182 – Para assegurar as funções sociais


da propriedade, o Poder Executivo deverá utilizar os
instrumentos jurídicos, tributários, financeiros e de
controle urbanísticos à disposição do Município.

Art. 183 – O Município promoverá, em


consonância com a sua política urbana, programa de
habitação popular destinados a melhorar as condições de
moradia da população carente do Município.
§ 1º - A ação do Município deverá orientar-se
para:
I – ampliar o acesso a lotes mínimos dotados
de infra-estrutura básica e serviço de transporte coletivo;
II – estimular e assistir, tecnicamente,
projetos comunitários e associativos de construção de
habitação e serviços;
III – urbanizar, regularizar e titular as
áreas ocupadas por população de baixa renda, passíveis de
urbanização;
IV – estimular a iniciativa privada na
realização e execução de projetos voltados à habitação.
§ 2º - Na promoção de seus programas de
habitação popular, o Município deverá articular-se com os
órgãos estaduais, regionais e federais competentes e,
quando couber, estimular a iniciativa privada a contribuir
para aumentar a oferta de moradias adequadas e compatíveis
com a capacidade econômica da população;

81
Art. 184 – O Município, em consonância com a
sua política urbana, deverá promover programas de
saneamento básico destinados a melhorar as condições
sanitárias e ambientais das áreas urbanas e os níveis de
saúde da população.
Parágrafo único – A ação do Município deverá
orientar-se para:
I – ampliar progressivamente a
responsabilidade local para prestação de serviços de
saneamento básico;
II – executar programas de saneamento em áreas
pobres, atendendo à população de baixa renda, com soluções
adequadas e de baixo custo para o abastecimento de água e
esgoto sanitário;
III – executar programas de educação sanitária
e melhorar o nível de participação da comunidade na solução
de seus problemas de saneamento;
Art. 185 – Compete ao Poder Público, ainda
formular e executar na política de saneamento, constantes
nos planos plurianuais, assegurando entre outros, o
seguinte:
I – o abastecimento de água para a adequada
higiene, conforto e qualidade compatível com os padrões de
potabilidade;
II – a coleta e disposição dos esgotos
sanitários, resíduos sólidos e drenagem das águas pluviais,
de forma a preservar o equilíbrio ecológico e prevenir
ações danosas à saúde;
III – controle de vetores.

§ 1º - As ações do saneamento básico serão


precedidas de planejamento, que incluirá campanhas
educativas e atenderá aos critérios de avaliação do quadro
sanitário da área a ser beneficiada, objetivando a reversão
e melhoria do perfil epidemiológico.
§ 2º - O Poder Público desenvolverá mecanismos
institucionais que compatibilizem as ações de saneamento
básico, habitação, desenvolvimento urbano, preservação do
meio ambiente e gestão dos recursos hídricos, buscando
integração com outros municípios nos casos em que exigirem
ações conjuntas.

82
Art. 186 – O Município manterá sistema de
limpeza urbana, coleta, tratamento e destinação final do
lixo.
§ 1º - A coleta de lixo deverá ser seletiva.
§ 2º - Os resíduos recicláveis devem ser
acondicionados de modo a serem reintroduzidos no ciclo do
sistema ecológico.
§ 3º - Os resíduos não recicláveis devem ser
condicionados de maneira a minimizar o impacto ambiental.
§ 4º - A comercialização dos materiais
recicláveis será realizada pelo Poder Público, de acordo
com que dispuser a Lei.

Art. 187 – As ações comunitárias de saneamento


básico serão executadas diretamente ou por meio de
concessão ou permissão, visando o atendimento adequado á
população.

Art. 188 – O Município deverá manter


articulação permanente com os demais municípios de sua
região e com o Estado, visando a racionalização da
utilização de recursos hídricos e das bacias hidrográficas,
respeitada as diretrizes estabelecidas pela União.

Art. 189 – O Município, na prestação de


serviços de transporte público, observará o art. 24 do CTB
e fará obedecer aos seguintes princípios básicos:
I – segurança e conforto dos passageiros,
garantindo, em especial, às pessoas portadoras de
deficiência física;
II – prioridade a pedestres e usuários dos
serviços;
III – tarifa social, assegurada a gratuidade
aos maiores de 60 (sessenta) anos;
IV – proteção ambiental contra a poluição
atmosférica e sonora;
V – integração entre sistemas e meios de
transporte e racionalização de itinerários;
VI – participação das entidades
representativas da comunidade no planejamento e na
fiscalização dos serviços.

83
Art. 190 – A lei municipal disporá sobre a
organização, funcionamento e fiscalização dos serviços e
tarifas de transporte coletivo e de táxi, devendo ser
fixadas diretrizes de caracterização precisa e proteção
eficaz do interesse público e dos direitos dos usuários.
§ 1º - Comprovado que o proprietário não
exerce a profissão de motorista de táxi, a placa de sua
propriedade reverterá ao patrimônio público.
§ 2º - O município somente poderá conceder
licença para a aquisição de placa de táxis, após a devida
autorização legislativa.

Art. 191 – O transporte escolar, será


fornecido de forma gratuita e poderá ser prestado
diretamente pelo Poder Público ou sob o regime de
concessão, respeitando a Lei Federal no que diz respeito à
licitação;

Art. 192 – O Município, em consonância com a


política urbana, deverá promover planos e programas
setoriais destinados a melhorar as condições do transporte
público, da circulação de veículos e da segurança do
trânsito.

CAPÍTULO VI

MEIO AMBIENTE

Art. 193 – Todos tem direito ao meio ambiente


ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial a sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder
Público Municipal e a coletividade o dever de defendê-lo e
preservá-lo para as gerações presentes e futuras.
§ 1º - Para assegurar a efetividade desse
direito, incumbe ao Poder Público Municipal, entre outras
atribuições:
I – preservar e restaurar os processos
ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das
espécies e ecossistemas;
II – preservar a diversidade e a integridade
do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades;

84
III – prevenir e controlar a poluição, o
desmatamento, a erosão, o assoreamento e outras formas de
degradação ambiental;
IV – preservar as florestas, a fauna, a flora
e também controlar a extração, captura, produção,
comercialização, transporte e consumo de seus espécimes e
subprodutos, vedadas as práticas que coloquem em risco sua
função ecológica, provoquem extinção de espécie ou submetam
os animais a crueldade;
V - criar parques, reservas, estações
ecológicas e outras unidades de conservação, mantê-los sob
especial proteção e dotá-los da infra-estrutura
indispensável às suas finalidades;
VI – estimular e promover o reflorestamento
com espécies nativas, objetivando especialmente a proteção
de encostas e estradas e dos recursos hídricos;
VII – fiscalizar a produção, a comercialização
e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que importem
riscos para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente,
bem como o transporte e o armazenamento dessas substâncias
no território municipal;
VIII – registrar, acompanhar e fiscalizar as
concessões de direito de pesquisa e exploração de recursos
hídricos e minerais;
IX – sujeitar à prévia anuência do Órgão
Municipal de Controle e Política Ambiental o licenciamento
para início, ampliação ou desenvolvimento de quaisquer
atividades, construção, reforma e loteamentos, capazes de
causar a degradação do meio ambiente, sem prejuízo de
outras exigências legais;
X – estimular a pesquisa, o desenvolvimento e
a utilização de fontes de energia alternativa não
poluentes, bem como de tecnologia poupadoras de energia;
XI – implantar e manter hortos florestais que
visem á recomposição da flora nativa e a produção de
espécies diversas, destinadas à arborização dos logradouros
públicos e à distribuição de mudas;
XII – promover ampla arborização dos
logradouros públicos da área urbana, bem como a reposição
dos espécimes em processo de deterioração ou extinção.
XIII - o plantio de eucalipto no Município
deverá respeita 100 (cem) metros das nascentes de água;

85
XIV – a irrigação por bombeamento deve,
obrigatoriamente, ter laudo de impacto ambiental da Polícia
Florestal ou Órgão competente.
§ 2º - O licenciamento de que trata o inciso
IX do parágrafo anterior dependerá, no caso de atividade ou
obra potencialmente causadora de significativa degradação
do meio ambiente, de prévio relatório de impacto ambiental,
seguido de audiências públicas para informação e discussão
sobre o projeto.
§ 3º - Aquele que explorar recursos minerais
fica obrigado, desde o início da atividade, a recuperar o
meio ambiente degradado, de acordo com a solução técnica
previamente indicada pelo Órgão Municipal de Controle e
Política Ambiental.
§ 4º - O ato lesivo ao meio ambiente sujeitará
o infrator, pessoa física ou jurídica, à interdição
temporária ou definitiva das atividades, sem prejuízo das
demais sanções administrativas e penais, bem como a
obrigação de reparar os danos causados.

Art. 194 – São vedados no território


municipal:
I – a produção, distribuição e venda de
aerossóis que contenham clorofluorcarbono;
II – o armazenamento e a eliminação inadequada
de resíduos tóxicos;
III – a caça profissional, amadora e
esportiva;
IV – a pesca no período de desova, conforme
lei federal;
V – a dragagem de córregos, ribeirões e rios
do Município em nascentes de água ou área de preservação
ambiental;
VI – plantação que utilize qualquer tipo de
agrotóxico, nas margens dos rios, nascentes d’água e
cabeceiras dos rios, principalmente nas águas que servem ao
Município.
VIII – autorização para o funcionamento de
rinha;
IX – armazenamento de lixo atômico em qualquer
ponto de seu território;

86
X – permissão para a instalação de usinas
nucleares;
XI – a autorização para instalação de torre de
telefonia celular, em áreas residenciais ou a menos de 50
(cinquenta) metros de escolas, hospitais, clínicas e
laboratórios.

Art. 195 – Cabe ao Poder Público:


I – reduzir ao máximo a aquisição e utilização
de material não reciclável e não biodegradável, além de
divulgar os malefícios desses materiais para o meio
ambiente;
II – controlar a emissão de poluentes por
veículos automotores e estimular a implantação de medidas e
uso de tecnologias que venham a minimizar seus impactos;
III – implantar medidas preventivas e
corretivas para a recuperação dos recursos hídricos;
IV – estimular a adoção de alternativas de
pavimentação, como forma de garantir menor impacto à
impermeabilização do solo;
V – implantar e manter áreas verdes de
preservação permanente, em proporção nunca inferior a dez
metros quadrados por habitante, distribuídos
eqüitativamente;
VI – estimular a adequação do perfil
industrial do Município, incentivando indústrias de menor
impacto ambiental;
VII – o Município criará projeto ou programa
de recuperação e conservação de nascentes, com fornecimento
de arame farpado para o fechamento do local, ficando o
proprietário responsável pelo seu zelo;
VIII – promover a educação ambiental em todos
os níveis de ensino e disseminar em forma de lei as
informações necessárias a conscientização pública para
preservação do meio ambiente.
Art. 196 - A lei regulará a composição,
funcionamento e as atribuições do Conselho Municipal do
Meio Ambiente.

CAPÍTULO VII

TURISMO
87
Art. 197 – O Município, colaborando com os
segmentos do setor, apoiará e incentivará o turismo como
atividade econômica, reconhecendo-o como forma de promoção
e desenvolvimento social e cultural.

Art. 198 – Cabe ao Município, obedecida a


legislação federal e estadual, definir a política municipal
de turismo e as diretrizes e ações, devendo:

I – adotar, por meio de lei, plano integrado e


permanente de desenvolvimento ao turismo em seu território;
II – desenvolver efetiva infra-estrutura
turística;
III – estimular e apoiar a produção artesanal
local, as feiras, exposições, eventos turísticos e
programas de orientação e divulgação de projetos
municipais, bem como elaborar o calendário de eventos;
IV – regulamentar o uso, ocupação e fruição de
bens naturais e culturais de interesse turístico, proteger
o patrimônio ecológico e histórico-cultural e incentivar o
turismo social.
V – promover a conscientização do público para
a preservação e difusão dos recursos naturais e do turismo
como atividade econômica e fator de desenvolvimento;
VI – incentivar a formação de pessoal
especializado para o atendimento das atividades turísticas.

§ 1º - O Município consignará no orçamento


recursos necessários a efetiva execução da política de
desenvolvimento e turismo.
§ 2º - O Município destinará obrigatoriamente
área para instalação, em caráter provisório, de circos,
feiras, exposições, rodeios e parques de vida transitória.

TÍTULO V
ORDEM SOCIAL
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÃO GERAL

88
Art. 199 – A ordem social tem como base o
primado do trabalho, e como objetivo o bem-estar e a
justiça sociais.

CAPÍTULO II
DA SAÚDE

Art. 200 – A saúde é direito de todos os


munícipes e dever do Poder Público, assegurados mediante
políticas sociais, econômicas, ambientais e outras que
visem à eliminação do risco de doenças e outros agravos e
ao acesso universal e igualitário às ações e aos serviços
para a sua promoção, proteção e recuperação.

Art. 201 - Para atingir os objetivos


estabelecidos no artigo anterior, o Município promoverá por
todos os meios ao se alcance:
I – condições dignas de trabalho, renda,
moradia, alimentação, educação, lazer e saneamento;
II – respeito ao meio ambiente e controle da
poluição ambiental;
III – acesso universal, igualitário e gratuito
de todos habitantes do Município às ações e aos serviços de
promoção, proteção e recuperação da saúde, sem qualquer
discriminação;
IV – direito a obtenção de informações e
esclarecimentos de interesse para a saúde coletiva e
individual, obrigando o Poder Público a manter população
informada sobre riscos e danos à saúde, e sobre medidas de
prevenção e controle bem como as atividades desenvolvidas
pelo sistema;
Art. 202 – As ações de saúde são de relevância
pública, devendo sua execução ser feita preferencialmente
através de serviços públicos e, complementarmente, de
serviços de terceiros.
Parágrafo único – é vedado ao Município cobrar
do usuário pela prestação de serviço de assistência à saúde
mantidos pelo Poder Público e contrato por terceiros.

Art. 203 – São atribuições do Município, no


âmbito do Sistema Único de Saúde:

89
I – planejar, organizar, gerir, controlar e
avaliar as ações e os serviços de saúde;
II – planejar, programar e organizar a rede
regionalizada e hierarquizada do SUS, em articulação com a
sua direção estadual;
III – gerir, executar, controlar e avaliar as
ações referentes às condições e aos ambientes de trabalho.
IV – executar serviços de:
a) vigilância epidemiológica;
b) vigilância sanitária;
c) alimentação e nutrição;
V – planejar e executar a política de
saneamento básico em articulação com o Estado e a União;
VI – executar a política de insumos e
equipamentos para a saúde;
VII – fiscalizar as agressões ao meio ambiente
que tenham repercussão sobre a saúde humana e atuar, junto
aos órgãos estaduais e federais competentes, para controlá-
las ou inibi-las.
VIII – formar e participar de consórcios
intermunicipais de saúde;
IX – gerir laboratórios públicos de saúde e
hemocentros;
X – avaliar e controlar a execução de
convênios e contratos celebrados pelo Município com
entidades privadas, prestadoras de serviços de saúde;
XI – autorizar a instalação de serviço privado
de saúde e fiscalizar-lhes o funcionamento;
XII – oferecimento aos cidadãos, por meio de
equipes multiprofissionais e de recursos de apoio, de todas
as formas de assistência à saúde e tratamento, necessários
e adequados, incluindo formas alternativas reconhecidas;
XIII – promoção de condições necessárias ao
atendimento público de urgência, emergência, doenças
transmissíveis e contagiosas e de pacientes com distúrbios
mentais;
XIV – fiscalizar bebidas e águas para o
consumo humano quanto à qualidade, validade e conservação;
XV – promover programas de prevenção e
tratamento à dependentes de drogas, através de campanhas
educativas, fomento às instituições de recuperação de
dependentes e outras ações;

90
XVI – executar ação de vigilância sanitária em
creches, asilos, comércio, hotéis, hospitais, escolas
visando verificar o fiel cumprimento da legislação federal,
estadual e municipal através de órgão competente;
XVII – oferecimento para população de serviços
odontológicos;
XIX – o Município fica obrigado a adotar
política de fiscalização e controle de epidemias e de
infecção hospitalar com cooperação do Estado e da União.
XX – garantia da implantação, acompanhamento e
fiscalização da política de assistência integral à saúde da
mulher em todas as fases de sua vida, como pré-natal, parto
e incentivo ao aleitamento materno, assistência no caso de
aborto, inclusive psicológico, atendimento à mulher vítima
de violência, e prevenção do câncer de colo de útero,
podendo se for preciso, celebrar convênios com terceiros;
XXI – O Poder Público promoverá com
participação do Estado e da União, programas de assistência
ao diabético, ao portador de hanseníase, do vírus HIV, e
outras doenças infecto-contagiosas, inclusive com
acompanhamento psicológico.
XXII – Garantia da implantação, acompanhamento
e fiscalização da política de assistência integral à saúde
do homem;
XXIII – integração entre as secretarias da
Saúde, Educação, Assistência Social e Meio Ambiente com
reuniões periódicas, no mínimo uma vez por ano.

Art. 204 – As Ações e os serviços de saúde


realizados pelo Município integram uma rede regionalizada e
hierarquizada constituindo o Sistema único de Saúde no
âmbito do Município, organizado de acordo com as seguintes
diretrizes:
I – comando único exercido pela Secretaria
Municipal de Saúde conjuntamente com o Conselho Municipal
de Saúde;
II – integridade na prestação das ações de
saúde;
III – direito do indivíduo de obter
informações e esclarecimentos sobre assuntos pertinentes à
promoção, à proteção e a recuperação de sua saúde e
coletividade.

91
Art. 205 – A Lei disporá sobre a organização e
o funcionamento do Conselho Municipal de Saúde, que terá as
seguintes atribuições:
I – formular a política municipal de saúde;
II – planejar e fiscalizar a distribuição dos
recursos destinados à saúde;
III – aprovar a instalação e o funcionamento
de novos serviços públicos ou privados de saúde.

Art. 206 – As instituições privadas, através


de processos licitatórios, poderão participar de forma
complementar do Sistema Único de Saúde, mediante contrato
de direito público ou convênio, tendo preferência as
entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.

Art. 207 – O Sistema Único de Saúde no âmbito


do Município será financiado com recursos do orçamento do
Município, do Estado, da União e da seguridade social, além
de outras fontes.
§ 1º - os recursos destinados às ações e aos
serviços de saúde no Município, constituirão o Fundo
Municipal de Saúde, conforme dispuser a Lei.
§ 2º - é vedada a destinação de recursos
públicos para auxílios ou subvenções às instituições
privadas com fins lucrativos.

CAPÍTULO III
DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO E DO
LAZER.
Art. 208 – A educação, direito de todos, dever
do Poder Público e da família, tem por objetivo o pleno
desenvolvimento do cidadão, tornando-o capaz de refletir
criticamente sobre a realidade e qualificando-o para o
trabalho.
§ 1º - É obrigação do Município promover
prioritariamente o atendimento completo em creches,
educação infantil e o ensino fundamental, além de expandir
o acesso ao Ensino Médio, com a participação da sociedade e
a cooperação técnica e financeira da União e do Estado.

92
§ 2º - Cumprindo plena e comprovadamente, em
todos os aspectos e necessidades, o atendimento previsto no
parágrafo anterior, o Município poderá estender suas
atribuições educacionais ao ensino profissionalizante e
ensino superior, e somente nessas condições prosperará a
implantação desses níveis de ensino, dentro das
possibilidades orçamentárias.

Art. 209 – O ensino será ministrado com base


nos seguintes princípios:
I – igualdade de condições para o acesso e
freqüência à escola, e permanência nela;
II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar
e de divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III – pluralismo de idéias e de condições
filosóficas, políticas, estéticas, religiosas e
pedagógicas, que conduzam o educando à formação de uma
postura ética e social próprias;
IV – preservação de valores educacionais
locais;
V – gratuidade do ensino público fundamental;
VI – valorização dos profissionais do ensino,
garantidos, na forma da lei, planos de carreira para o
magistério público, com piso salarial nacional e ingresso
exclusivamente por concurso público de provas e títulos;
VII – gestão democrática do ensino público, na
forma da lei;
VIII – garantia do padrão de qualidade,
mediante:
a) aperfeiçoamento periódico dos profissionais
da educação;
b) instituir o sistema de avaliação e
desempenho, seguindo o Estatuto do
Magistério, com intuito de aprimoramento dos
métodos de gestão, melhorias de qualidade no
ensino e valorização do servidor da educação
por mérito;
c) funcionamento de biblioteca e outros
equipamentos pedagógicos próprios, com rede
adequada ao ensino ministrado, e
profissional especializado para a função de

93
bibliotecário e na falta deste profissional,
outro qualificado.
d) avaliação do ensino através de modo
sistêmico.

Art. 210 – A obrigação do Município, com a


Educação, será efetivado mediante a garantia de:
I – educação infantil e ensino médio
fundamental obrigatório e gratuito;
II – gratuidade do ensino médio com cooperação
do Estado e da União;
III – atendimento educacional especializado
aos alunos especiais sem limite de idade, preferencialmente
na rede regular de ensino, e em escola próxima a sua
residência;
IV – expansão e manutenção da rede municipal
de ensino, dotada de infra-estrutura física e equipamentos
adequados;
V – atendimento em creche e educação infantil
às crianças de zero a cinco anos de idade, em horário
integral e com garantia de acesso ao ensino fundamental.
VI – acesso aos níveis mais elevados do
ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;
VII – oferta de ensino fundamental noturno
regular, adequado às condições do educando;
VIII – atendimento ao educando, no ensino
fundamental, através de programas próprios de material
didático-escolar, transporte, com segurança, com inspeção
de órgãos competentes e alimentação;
IX – supervisão educacional em todos os níveis
e modalidades de ensino nas escolas municipais, exercidas
por profissionais habilitados, psicólogos educacionais e
assistentes sociais;
§ 1º - Compete ao Poder Público recensear os
educandos em idade de escolarização obrigatória e zelar
pela freqüência escolar;
§ 2º - O atendimento aos alunos especiais
poderá ser oferecido no ensino regular e estabelecimentos
especializados conforme Lei de Inclusão.
§ 3º - Criar um Plano Municipal de Interação.

94
Art. 211 – O município elaborará o Plano
Decenal de Educação, visando a ampliação e melhoria do
atendimento de suas obrigações para com a oferta de ensino
público e gratuito, de acordo com as leis que regulam a
matéria.
§ 1º - A proposta do plano será de elaboração
do Poder Executivo, através da Secretaria Municipal de
Educação, com a participação dos profissionais de educação
e da sociedade civil, e encaminhada para aprovação da
Câmara Municipal.
§ 2º - Uma vez aprovado, o plano poderá ser
modificado por iniciativa do Executivo, obrigatório sempre
um parecer dos membros do Fórum Municipal de Educação.
§ 3º - O Plano Decenal de Educação deverá ter
como meta prioritária o seguinte:
a) erradicação do analfabetismo;
b) universalização do atendimento escolar;
c) superação das desigualdades educacionais, com
ênfase na promoção da cidadania e na
erradicação de todas as formas de
discriminação;
d) melhoria da qualidade da educação;
e) formação para o trabalho e para a cidadania,
com ênfase nos valores morais e éticos em que
se fundamenta a sociedade;
f) promoção do principio da gestão democrática
da educação pública;
g) promoção humanística, científica, cultural e
tecnológica no país;
h) melhoria do atendimento do ensino infantil;
i) melhoria do Transporte Escolar e garantia que
a frota de Transporte Escolar do Município
trabalhará exclusivamente para o setor de
educação;

Art. 212 – O currículo escolar da Rede


Municipal seguirá as diretrizes da Base Nacional Curricular
Comum – BNCC.

Art. 213 – O ensino é livre à iniciativa


privada, atendidas as seguintes condições:

95
I – cumprimento das normas gerais da educação
nacional;
II – autorização, acompanhamento e avaliação
de qualidade pelos órgãos competentes;

Art. 214 – O Município auxiliará, pelos meios


ao seu alcance, as organizações beneficentes, culturais e
amadoristas, nos termos da lei, que terão prioridade no uso
de estádios, campos e instalações de propriedade do
Município.

Art. 215 – As leis dos Conselhos regularão a


composição, funcionamento e as atribuições dos Conselhos
Municipais de Educação, Cultura e Patrimônio Histórico.

Art. 216 – O Município aplicará recursos na


Educação conforme disposto em Lei Federal, e informará e
fornecerá à Câmara e aos interessados, os demonstrativos de
aplicação de verbas, especificando sua destinação, sob pena
de responsabilidade.

Art. 217 – O Município estimulará o


desenvolvimento das ciências, das artes, das letras e da
cultura em geral, observado o disposto na Constituição
Federal.
§ 1º - Compete ao Município seguir o Sistema
Municipal de Cultura e suplementar quando necessário, a
legislação federal e a estadual dispondo sobre a cultura,
patrimônio histórico inclusive constituição, atribuição,
composição e competência de seus Conselhos.
§ 2º - Criar um calendário anual com todos os
eventos sempre com parecer do Conselho Municipal de
Cultura;
§ 3º - As datas comemorativas de alta
significação para o Município e seus respectivos feriados,
serão determinadas por decreto do Executivo.

Art. 218 – Constituem patrimônio cultural do


Município os bens de natureza material e imaterial, tomados
individualmente ou em conjunto, que contenham referência a
identidade, a ação e a memória dos diferentes grupos
formadores do povo campestrense, entre os quais se incluem:

96
I – as formas de expressão;
II – os modos de criar, fazer e viver;
III – as criações tecnológicas, científicas e
artísticas;
IV – as obras, objetos, documentos,
edificações e demais espaços destinados e manifestações
artísticas e culturais;
V- os sítios de valor histórico, paisagístico,
arqueológico, ambiental, ecológico, científico e
paleontológico.

§ 1º - O teatro de rua, a música, por suas


múltiplas formas e instrumentos, a dança, a expressão
corporal, o folclore, as artes plásticas, entre outras, são
consideradas manifestações culturais, como também o são o
caiapó, congada, folia de reis, festa da cidade, bem como o
Cine Imperador.

Art. 219 – Ao Poder Público cumpre proteger os


documentos, as obras e outros bens de valor histórico,
artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais
notáveis e os sítios arqueológicos.

Art. 220 – As áreas públicas, especialmente


parques e jardins, são abertas à manifestações culturais.

Art. 221 – É de competência comum da União, do


Estado e do Município proporcionar meios de acesso à
cultura, à educação e a ciência, através do Sistema
Municipal de Cultura.

Art. 222 – O Município promoverá, estimulará e


apoiará a prática do desporto e da educação física,
inclusive por meio de:
I – destinação de recursos públicos na forma
da Lei;
II – autorização obrigatória do fornecimento
de transporte e alimentação aos atletas e comissão técnica
em todas as modalidades do esporte amador, de quadra ou de
campo, quando estiverem representando o município em
competições oficiais além de suas divisas;

97
III – incentivo e proteção às manifestações
desportivas e preservação das áreas a elas destinadas;
Parágrafo único – A Lei disporá sobre
instituição do Conselho Municipal do Esporte.

CAPÍTULO IV

DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO

IDOSO E DO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA.

Art. 223 – O Município, na formulação e


aplicação de suas políticas sociais, visará nos limites de
sua competência e em colaboração com a União e o Estado,
dar à família condições para a realização de suas
relevantes funções sociais.
Parágrafo único – Fundado nos princípios da
dignidade humana e da paternidade e maternidade
responsáveis, o planejamento familiar é de livre decisão do
casal, competindo ao Município, por meio de recursos
educacionais e científicos, colaborar com a União e o
Estado para assegurar o exercício deste direito, vedada
qualquer forma coercitiva por parte das Instituições
Públicas.
Art. 224 – O Município dispensará proteção
especial ao casamento e assegurará condições morais,
físicas e sociais indispensáveis ao desenvolvimento,
segurança e estabilidade da família, reconhecida também a
união estável na forma da lei.
Parágrafo único – serão proporcionadas aos
interessados todas as facilidades para a celebração do
casamento.

Art. 225 – É dever da família, da sociedade e


do Poder Público, o fiel cumprimento do Estatuto da Criança
e do Adolescente, assegurando à criança e ao adolescente,
com absoluta prioridade, o direto à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à
cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à
convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a
salvo de toda a forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão.

98
§ 1º - A garantia de absoluta prioridade
compreende:
I – a primazia de receber proteção e socorro
em qualquer circunstância;
II – a precedência de atendimento em serviço
de relevância pública em órgão público;
III – preferência na formulação e na execução
das políticas em órgãos públicos;
IV – o aquinhoamento privilegiado de recursos
públicos nas áreas relacionadas com proteção à infância e a
juventude, notadamente no que disser respeito a tóxicos e
afins.
Art. 226 – O Município, em conjunto com a
sociedade, com cooperação do Estado e União, criará e
manterá programas sócio-educativos destinados ao
atendimento de criança e adolescente privados das condições
necessárias ao seu pleno desenvolvimento e incentivará,
ainda, os programas de iniciativa das comunidades, mediante
apoio técnico e financeiro, vinculados ao orçamento, de
forma a garantir o completo atendimento dos direitos
constantes na Lei Orgânica, no Estatuto da Criança e do
Adolescente e demais leis pertinentes à matéria.
§ 1º - As ações do Município de proteção à
infância e a adolescência serão organizadas na forma da
lei, com base nas seguintes diretrizes:
I – descentralização do atendimento;
II – priorização dos vínculos familiares e
comunitários como medida preferencial para a integração
social de crianças e adolescente;
III – participação da sociedade civil na
formulação de políticas e programas assim como implantação,
acompanhamento, controle e fiscalização de sua execução;
§ 2º - Programas de defesa e vigilância dos
direitos da criança e do adolescente, geridos pela
sociedade civil preverão:
I – estímulo à criação de conselhos tutelares
de defesa dos direitos da criança e do adolescente;
II – recebimento e encaminhamento pelo Poder
Público, de denúncias de violência contra crianças e
adolescente;

99
Art. 227 – A lei disporá sobre as condições
que assegurem o amparo e assistência à pessoa idosa, no que
diz respeito a sua dignidade ao seu bem estar, devendo
estas, quando possível, serem prestadas em seus lares.
§ 1º - Poderá o Poder Público firmar convênio
com entidades sem fins lucrativos, para acolhimento do
idoso, quando o idoso necessitar de auxílio;
§ 2º - O Poder Público estimulará toda e
qualquer ação voltada para o idoso, a fiscalização do
cumprimento de seu Estatuto, proporcionando melhores
condições de vida, principalmente o acesso ao lazer, a
cultura, a saúde, esporte, buscando e resgatando sua
dignidade e respeito.
§ 3º - O Município poderá constituir Conselho,
por lei específica, que funcionará na defesa dos direitos
do Idoso, para discussão, avaliação, fiscalização,
encaminhamento de denúncia de maus tratos e participação na
formulação da política do idoso.
Art. 228 – Ficam isentos do pagamento do IPTU
– imposto predial e territorial urbano, todos os
aposentados, com mais de 65 anos de idade, residentes na
cidade de Campestre.
§ 1º - Fica estendido aos viúvos ou viúvas os
benefícios previstos no caput deste artigo;
§ 2º - A isenção do IPTU prevalecerá somente
sobre a residência do aposentado, devendo o imposto incidir
sobre os demais bens pertencentes ao mesmo.

Art. 229 – O Município garantirá na forma da


lei, o amparo e o bem estar ao portador de deficiência
física, bem como, assegurando o direito a saúde, ao lazer,
a educação, a sua inserção no mercado de trabalho a sua
locomoção, construindo rampas nas principais vias do
Município e estabelecendo adaptação para veículos de
transporte coletivo.
§ 1º - O Poder Público estimulará o
investimento de pessoas físicas e jurídicas na contratação
profissional dos trabalhadores portadores de deficiência,
conforme dispuser a lei.
§ 2º - Os veículos de transporte coletivo
deverão ser equipados com condições técnicas que permitam o
acesso adequado ao portador de deficiência.

100
§ 3º - Ao servidor público que passe a
condição de deficiente, no exercício de cargo ou função
pública, o Município assegurará assistência médica e
hospitalar, medicamentos, aparelhos e equipamentos
necessários ao tratamento e a sua adaptação às novas
condições de vida.

TÍTULO VI
DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS:

Art. 230 – Incumbe ao Município:

I - auscultar, permanentemente, a opinião


pública, sempre que o interesse público não aconselhar o
contrário, sendo que, para tanto, o Legislativo e o
Executivo poderão divulgar com a devida antecedência, as
proposições para o recebimento de sugestões;
II – adotar medidas para assegurar a
celeridade na tramitação e solução dos expedientes
administrativos, punindo, disciplinarmente, na forma da
lei, os servidores faltosos;
III – sempre que houver mudanças em normas na
esfera Estadual e Federal, que estejam contidas nesta Lei
Orgânica, deverá ela ser revisada, adequadamente, e,
posteriormente, aprovada por maioria qualificada dos
membros desta Casa de Leis;
Art. 231 - É lícito a qualquer cidadão, desde
que por escrito e justificado, obter informações e
certidões referentes à administração municipal;

Art. 232 – Qualquer cidadão será parte


legítima para pleitear a declaração de nulidade ou anulação
de atos lesivos ao patrimônio municipal;

Art. 233 – Toda e qualquer arrecadação


municipal, tais como impostos, taxas e contribuições, será
feita através de sistema bancário devidamente autorizado
pelo Banco Central do Brasil, prioritariamente pelos bancos
oficiais, ficando expressamente vedada a manutenção de
quaisquer disponibilidades de caixa na Prefeitura
Municipal.

101
Art. 234 – Todos os Conselhos, constantes
dessa Lei Orgânica, são órgãos de consulta e deliberação do
Executivo, e por essa razão de sua iniciativa.

Art. 235 – Fica concedido o prazo de 180


(cento e oitenta dias), ao Executivo Municipal, para a
criação do Departamento Municipal de Meio Ambiente,
inclusive com setor de comunicação ambiental.

Art. 236 - O Poder Legislativo mandará


imprimir esta Lei para arquivo e distribuição gratuita nas
escolas, bibliotecas, entidades representativas da
comunidade, de modo que se faça ampla divulgação de seu
conteúdo.

Art. 237 – Esta Lei Orgânica, aprovada e


assinada pelos integrantes da Câmara Municipal, será
promulgada pela Mesa e entrará em vigor na data de sua
publicação, revogadas as disposições em contrário.

Campestre, 22 de novembro de 2016.

Fernando Luiz Franco


Presidente

Dr. Leandro Antônio Borges


Vice Presidente

Geraldo Franco Filho


Secretário

Maria Helena do Lago Franco


Tesoureira

102
Vereadores:

Prof. Márcio Aurélio Messias Franco

Florindo Gois

Sebastião Gonçalves Cassiano

Osmar José da Silva

Saulo Francisco de Paula

Divino Delgado

Joaquim dos Reis Teixeira

103
AGRADECIMENTOS ESPECIAIS

Neste momento histórico para o Município de


Campestre, quando reformulamos a nossa Lei Orgânica
Municipal, gostaríamos de levar os mais sinceros
agradecimentos aos Servidores da Câmara Municipal, que de
uma forma ou de outra, deram o seu quinhão de
contribuição para que este momento se tornasse realidade.

Neste instante é necessário que agradeçamos também a


todos aqueles cidadãos que apresentaram suas propostas
para esta Lei, seja individualmente ou através de
entidades que se fazem presentes em Campestre.

Merecem também o reconhecimento dos campestrenses o


senhor Valdevino Felisberto dos Reis, prefeito municipal
de Campestre que junto com o senhor João Batista Vilhena,
vice-prefeito da cidade, pessoas que vem conduzindo os
destinos de Campestre com amor, dedicação e trabalho.

A todos eles, o nosso respeito e a nossa admiração pelo


desempenho, trabalho e dedicação ao povo campestrense e
para este importante momento da história de nossa terra.

Campestre, 22 de novembro de 2016.

104
CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO

HISTÓRICO

A historiografia oficial data de 1.830 para fundação de


Campestre. A fundação deste lugar é atribuída a dois irmãos:
Francisco José e Manoel José Muniz, que aqui tinham as suas
fazendas e que desejam criar um povoado junto delas. O primeiro
construiu um cemitério, o segundo uma igreja que, Francisco Muniz
também auxiliou; o leito da morte e a fonte a vida espiritual
eram, no pensar dos dois irmãos, o começo de uma povoação, que não
tardou a se desenvolver, à qual deram o preciso patrimônio, que
era de 12 alqueires, havendo ainda grandes espaços para
edificações.
No registro da Diocese de São Paulo, consta a provisão de
fundação da Capela original que foi obtida por atendimento dos
povos da “Boa Vista do Campestre”, Termo da Freguesia de Cabo
Verde do Bispado de São Paulo.
Esta capela, que serviu de núcleo a formação do Arraial “O
Campestre”, tendo a invocação de Nossa Senhora do Carmo, teve
provisão de ereção em 04.04.1.832. Esta provisão foi concedida na
cidade de São Paulo por Dom Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade.
Em 1.835, os moradores do contorno da Capela do Campestre,
existente dentro dos limites da Freguesia de Cabo Verde, através
do procurador Manoel José Muniz, em um abaixo assinado pedem a
“Regalia de uma Capela Curada e de um Capelão, revestido de toda
Jurisdição Paroquial”. E no mesmo documento pedem também: “a
benção do Adro da mencionada Capela para nela se sepultar os
corpos dos fiéis defuntos”. Tais pedidos foram atendidos e dando à
elevação Curato em 02.07.1835. O Curato de Campestre da Freguesia
de Cabo Verde do município de Jacuí, foi elevado a distrito de paz
pela lei provincial de nº 120, de 12 de março de 1.839. O Artigo
I, parágrafo V da Lei nº 184, de 3 de abril de 1.840, elevou o
Curato à categoria de Paróquia, passando a Freguesia,
desmembrando-se de Cabo Verde. O Artigo II da Lei nº 452 de 20 de
outubro de 1.849, incorporou à Paróquia do município de Caldas.
O território de Campestre foi incorporado ao município de
Caldas pela Lei nº 558 de 11.10.1.851.
Sua emancipação política aconteceu em 30 de agosto de 1.911
sob a Lei nº 556, promulgada pelo governador do estado Cel. Júlio
Bueno Brandão.
Campestre oficialmente já tinha este nome, no entanto, a Lei
nº 843 de 7 de setembro de 1.923, determinou que o distrito de
Nossa Senhora do Carmo de Campestre, passasse a denominar-se
Campestre.

105
A sede do município de Campestre, até então com categoria de
vila, foi elevada a cidade pela lei nº 893 de 10 de setembro de
1.925. Em publicações oficiais de 31 de dezembro de 1.936 e 31 de
dezembro de 1.937, e de acordo ainda com o quadro anexo ao Decreto
lei estadual nº 88, de 30 de março de 1.938, passou o termo de
Campestre a pertencer à Comarca de Machado, situação essa que se
manteve até ser elevado à comarca, por força do Artigo 25, do Ato
das Disposições Constitucionais Transitórias do Estado de Minas
Gerais, de 14 de julho de 1.947, sendo a mesma instalada a 15 de
novembro do ano seguinte. Finalmente, pela Lei nº 336 de 27 de
novembro de 1.948, que estabeleceu novo quadro da divisão
territorial do Estado, a vigorar no qüinqüênio 1.949-1.953, foi
criado um novo distrito com sede em Bandeira, nome esse mudado
para Bandeira do Sul, de acordo com a Lei nº 1.039, de 12 de
dezembro de 1.953. O município passou a partir daquela data, a
constituir-se de dois distritos: Campestre e Bandeira do Sul”.
Até 30 de Dezembro de 1.962, pela Lei nº 2.724 deu-se o
desmembramento da Bandeira do Sul.
Em homenagem a Lei de 30 de agosto de 1.911, vem-se
comemorando no dia 30 de agosto o aniversário da cidade de
Campestre.
As principais correntes migratórias foram as datadas de 1.740
com a vinda dos primeiros portugueses e seus escravos; de 1.880,
imigrantes europeus, principalmente italianos e portugueses; de
1.890, constituída pelos sírio-libaneses.

INFORMAÇÕES BÁSICAS SOBRE O MUNICÍPIO

LOCALIZAÇÃO: O município de Campestre encontra-se localizado na


região administrativa do Sul de Minas Gerais e faz parte da micro-
regional do Alto do Rio Pardo.

ÁREA: 571 Km2

LIMITES: Bandeira do Sul, Botelhos, Serrania, Divisa Nova,


Machado, Poço Fundo, Caldas, Santa Rita de Caldas, Ipuiuna,

RELEVO: Composto por colinas e campos, com altitudes variando


entre 1.000 e 1.300 metros. Característica: ondulado

CLIMA: De acordo com a classificação de Koppen, é do tipo


Mesotérmico Médio, caracterizado por invernos secos e verões
brandos e chuvosos, com temperatura mínima de – 4º C, médias de
26º C e máxima de 30º C. O período seco vai de abril a setembro,
ocorrendo nos meses de junho e julho as mais baixas temperaturas e
o fenômeno da geada. A estação chuvosa estende-se de outubro a
março, sendo o mês de janeiro o mais chuvoso e a média
106
pluviométrica anual de 2.000 mm. O clima devido à localização pode
também ser chamado de tropical de altitude.

HIDROGRAFIA: A rede hidrográfica é formada por mananciais,


córregos e ribeirões, tributários dos rios maiores que atravessam
o município: Rio Pardo, Rio Machado e Rio do Peixe, pertencentes à
Bacia Hidrográfica do Rio Grande.

OCORRÊNCIAS MINERAIS EXPLORADAS: areia, argila e rochas


graníticas.

DISTÂNCIA DO MUNICÍPIO À CAPITAL DO ESTADO: 450 Km2.

DIVISÃO ADMINISTRATIVA: Distrito Sede: Campestre.

SISTEMA DE TRANSPORTE – VIAS DE ACESSO:

A principal via de acesso é a BR - 267, que liga Campestre às


cidades vizinhas, perfazendo um tempo médio de percurso de 30 a 40
minutos. Serve também de escoamento para mercadorias e produtos
locais, desembocando na rodovia Federal Fernão Dias, cujo acesso
leva à capital, Belo Horizonte, num total aproximado de 7 horas.
O município conta com meios de transporte coletivos, como
ônibus, microônibus, Kombi e outros que transportam a população às
cidades vizinhas, os alunos às escolas municipais e os
trabalhadores rurais até à zona rural, sendo utilizados caminhões
para o transporte da produção local.

Diversas estradas vicinais que ligam a sede do município às sedes


dos bairros rurais;

Número de linhas intermunicipais: 05 linhas ligando Campestre à


Belo Horizonte, Machado, Poços de Caldas, São Paulo e Campinas,
entre outras cidades.

CARACTERÍSTICAS SÓCIO-ECONÔMICAS DO MUNICÍPIO

SISTEMA ECONÔMICO

A economia é basicamente fundamentada no setor agropecuário.


Na agricultura destacam-se o café, grãos em geral (milho,
arroz), batata, fumo. O café tipo exportação e a batata são
destinados aos grandes centros de São Paulo, Belo Horizonte e Rio
de Janeiro. A horticultura e demais produtos são explorados em
menor escala, por micro-produtores que destinam suas mercadorias
aos CEASAS e à subsistência local.
A pecuária é bastante expressiva, praticada de forma intensa
com predomínio da produção de gado leiteiro e de suínos.

107
O município conta com indústrias de móveis, confecções,
destilarias, torrefações e indústrias artesanais.

EMPREGOS:

A maior parte da população apta à produção efetiva desenvolve


atividades de trabalho na zona rural, nos serviços relacionados à
agricultura e pecuária. Um contingente menor trabalha na sede
municipal em indústrias de móveis, confecções e no comércio local.
O déficit de empregos, entretanto, é alto, o que favorece o êxodo
tanto rural, dos bairros para a cidade, dos bairros para outras
cidades e do município para grandes centros urbanos.

ESTRUTURA FUNDIÁRIA:

O município está dividido em vários minifúndios, num total


aproximado de 2.814 propriedades rurais produtivas.

COMÉRCIO:

O comércio local é pequeno, porém ativo, restrito à sede


municipal em estabelecimentos pequenos e tradicionais. Somam-se
mais de 1.800 estabelecimentos comerciais urbanos e rurais. O
município conta com quatro agências bancárias e uma cooperativa de
crédito rural.

“Se queremos progredir, não devemos


repetir a história, mas fazer uma
história nova”.

108

Você também pode gostar