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2 Coríntios 5-6 - A Esperança Da Ressurreição e A Vida em Cristo

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2 CORÍNTIOS - A ESPERANÇA DA RESSURREIÇÃO E A VIDA

EM CRISTO - CAP. 5-6


Lição 3
INTRODUÇÃO
Em 2 Coríntios, Paulo escreve para responder às críticas
sobre sua autoridade e ministério, além de encorajar os
crentes em Corinto a permanecerem firmes na fé e na missão
de Cristo, abordando questões de sofrimento, esperança e a
promessa de ressurreição. Nos capítulos 5 e 6, ele aborda a
perspectiva eterna, a nova identidade em Cristo, a
reconciliação com Deus e o chamado à pureza, explorando o
poder da esperança cristã, a transformação através da nova
pessoa em Cristo e o chamado à reconciliação e pureza.

A Certeza da Vida Eterna e a Esperança da


Ressurreição (2 Coríntios 5:1-10)
“Sabemos que, se a temporária habitação terrena em que
vivemos for destruída, temos da parte de Deus um edifício,
uma casa eterna nos céus, não construída por mãos
humanas.” (v.1)
Paulo compara nosso corpo físico a uma "habitação",
destacando sua natureza temporária em contraste com
nossa "morada eterna" com Deus. Ele assegura que, embora
estejamos "no corpo" e, portanto, separados fisicamente do
Senhor, temos a certeza de que, ao deixar o corpo, estaremos
"com o Senhor" (v. 8). Ele reconhece que vivemos por fé e não
por vista (v. 7), enfatizando uma confiança no que não é
visível, mas é certo. Vemos que Paulo tem a preocupação de
que os filhos de Deus entendam a verdadeira esperança na
qual devemos almejar, em Romanos 8:18-25 ele também fala
sobre a redenção do corpo e a glória futura, reforçando a
perspectiva da ressurreição como fonte de esperança.
N.T. Wright, em Surpreendido pela Esperança, explica que a
ressurreição é o ponto central da esperança cristã. Ele
destaca que nossa expectativa não é um escape do mundo
físico, mas uma redenção completa e gloriosa.
Nós cristãos somos chamados a viver com uma visão da
eternidade, onde a certeza da ressurreição venham a
impactar nossas decisões e atitudes.

1
A Nova Criação em Cristo (2 Coríntios 5:17)
Um dos versiculos mais conhecidos do Novo Testamento: "Se
alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas velhas já
passaram; eis que se fizeram novas." (v.17). Paulo declara
que, ao aceitar Cristo, somos transformados em uma “nova
criação”, com uma identidade renovada e afastada de nosso
antigo "eu". A frase “está em Cristo” representa a nossa união
com Ele, que nos transforma de dentro para fora. Como nova
criação, nossas prioridades e valores mudam radicalmente,
abandonando o pecado e a velha natureza (5:17). O termo
"nova criatura" sugere uma recriação e renovação que vai
além de uma simples mudança superficial; é uma
transformação espiritual profunda!
No livro Cristianismo Puro e Simples, C.S. Lewis descreve
essa transformação como um renascimento, onde nos
tornamos novos e diferentes por meio de Cristo, um
processo contínuo em direção à santidade. Devemos nos
examinar e refletir sobre como nossa vida demonstra nossa
identidade como nova criação em Cristo.

O Ministério da Reconciliação (2 Coríntios 5:18-20)


Paulo explica que, por meio de Cristo, Deus reconciliou o
mundo consigo e deu aos crentes o ministério da
reconciliação. Somos, assim, embaixadores de Cristo,
chamados a representar a mensagem de paz e reconciliação.
Essa reconciliação é central para o Evangelho. Paulo destaca
que é Deus quem age primeiro na reconciliação, eliminando
a barreira do pecado através de Cristo. Ao reconciliar-se com
o mundo, Deus não leva em conta os pecados, mas oferece
salvação (v. 19). O apóstolo considera o ministério da
reconciliação como o "ofício" confiado aos crentes,
chamando-os a serem embaixadores de Cristo (v. 20). Sermos
embaixadores de Cristo, é buscar reconciliar os outros com
Deus através de nosso exemplo e testemunho.

As Tribulações de Paulo (2 Coríntios 6:1-13)


Paulo compreendam que o chamado de seguir a Cristo inclui
dificuldades, mas que elas não devem afastá-nos de Deus.
Ele descreve as dificuldades que enfrenta por amor ao
Evangelho, como uma forma de inspirar os cristãos a
2 perseverarem na fé.
Paulo detalha como ele se esforça para não dar “motivo de
escândalo em coisa alguma” (v. 3) e as virtudes que o
sustentam em meio a essas dificuldades: “pureza,
conhecimento, longanimidade, bondade, no Espírito Santo,
no amor não fingido. Na palavra da verdade, no poder de
Deus; pelas armas da justiça” (v. 6 e 7).
Vivendo os paradoxos dos versos de 8 a 10 (“sendo
enganados, mas sempre dizendo a verdade...") Paulo tras luz
a como ele vivia em total oposição aos valores do mundo. Ele
experimentava perdas temporais, mas estava imerso nas
riquezas espirituais que vêm de Cristo (Ler Filipenses 3:8-10).
As tribulações enfrentadas por Paulo revelam a realidade de
um cristianismo que exige sacrifício, mas também traz
profundas recompensas espirituais. Como Paulo, somos
chamados a viver de maneira radicalmente diferente do
mundo, encontrando em Cristo força e alegria, mesmo nas
situações mais difíceis. Ao olharmos para os exemplos de
sofrimento e fé da Biblia, somos desafiados a responder com
fidelidade e compromisso, não importando as tribulações
que enfrentemos.

Apelo de Paulo à Pureza e Separação do Mal


(2 Coríntios 6:14-18)
Nesses versiculos, Paulo adverte contra a comunhão com o
mal, enfatizando a necessidade de pureza.
Ele apresenta a vida cristã como uma vida separada,
comprometida com a justiça e santidade. Paulo usa várias
perguntas retóricas para demonstrar a qualidade entre os
valores do mundo e os do Reino de Deus (v. 14-15). Ele
destaca que os crentes são o “templo do Deus vivo”, um
motivo pelo qual devem se separar das práticas que
contrariam a santidade (v. 16). Esse chamado à pureza é uma
resposta à presença de Deus em nós.
Paulo, que nunca foi homem de pedidos vagos, explicou bem
o que deveria ser feito: os coríntios precisavam abandonar
suas associações pagãs (6.14 – 7.4). Só assim eles alcançariam
o que Paulo considerava o objetivo do seu ministério,
maturidade em santidade no temor de Deus. A lista de
práticas deploráveis em 12.20-21 demonstra que a exortação
de Paulo neste parágrafo é uma parte integral da sua
epístola.
3
Jerry Bridges, em A Busca da Santidade, aborda o chamado à
santidade como um compromisso contínuo e uma separação
do pecado, entendendo que a santidade é uma resposta à
nossa nova vida em Cristo. É primordial todos os dias fazer
um autoexame para identificar áreas onde talvez estamos
comprometendo nossa pureza, e buscar viver de acordo com
a santidade exigida de nós.

CONCLUSÃO
A certeza da vida eterna e a esperança da ressurreição nos
dão coragem, a nova criação nos dá identidade transformada,
a reconciliação nos dá missão e nos chama a sermos
embaixadores de Cristo, a separação do mal refletem nosso
compromisso com a pureza e santidade. Assim podemos
refletir:
Como a esperança da ressurreição impacta minhas
prioridades?
Em que aspectos da vida eu sou uma “nova criação”?
Onde posso viver mais ativamente o ministério da
reconciliação?
Quais áreas de minha vida precisam ser alinhadas com o
chamado à pureza?
Esses pontos nos encoraja a refletir sobre a transformação
que o Evangelho realiza em nós, tanto em nossa visão de
futuro quanto em nossa vida cotidiana.

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