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O Impacto Das Redes Sociais Na Saúde Mental Dos Jovens

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Jefferson Romão
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O Impacto das Redes Sociais na Saúde Mental dos Jovens

As redes sociais desempenham um papel central na vida dos jovens de hoje, proporcionando
uma maneira de se conectar com amigos, compartilhar experiências e expressar opiniões. No
entanto, seu impacto na saúde mental tem gerado preocupações entre especialistas.

Estudos indicam que o uso excessivo de redes sociais pode contribuir para problemas como
ansiedade, depressão e baixa autoestima. A constante comparação com os outros, os padrões
irreais de beleza e sucesso, e a pressão por aprovação em forma de curtidas e comentários são
fatores que podem afetar negativamente a saúde mental.

Por outro lado, as redes sociais também têm aspectos positivos. Elas permitem que os jovens
se conectem com pessoas de diferentes culturas e interesses, além de oferecerem uma
plataforma para apoio emocional e grupos de apoio online.

É essencial que os jovens desenvolvam uma relação equilibrada com as redes sociais, fazendo
uso consciente e saudável dessas plataformas para evitar impactos negativos.

Precisamos agir pela saúde mental dos nossos jovens

por Instituto Cactus

25 de julho de 2022

3 min de leitura

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O Instituto Cactus participou da audiência pública “Evidências científicas para qualificação das
políticas públicas de prevenção de transtornos mentais entre jovens”, realizada no dia
11/07/2022, a partir do requerimento da deputada Tabata Amaral.

Luciana Barrancos, nossa gerente executiva, representou o Instituto apresentando dados que
revelam a urgência de cuidarmos dos adolescentes hoje e perspectivas de caminhos de
prevenção, que também colaboram com a educação e com o desenvolvimento social e
econômico.
“Precisamos olhar agora para a saúde mental dos adolescentes, pois no Brasil temos um bônus
demográfico de jovens, que estão adoecidos e em sua maioria sem cuidado. Não cuidar agora
sai mais caro para todos”, afirma Luciana.

Como exemplo, Luciana trouxe os múltiplos benefícios de trabalhar a relação da saúde mental
e da educação. As pesquisas apontam que a evasão escolar é maior quando há condições de
saúde mental e que investir em saúde mental nas escolas gera grandes retornos financeiros.

Hoje temos a maior população jovem da história e é urgente criar oportunidades para
qualificar esses jovens, e garantir que eles tenham pleno desenvolvimento. Muitos jovens
estão lidando com ansiedade, depressão e violência, mas não têm acesso a suporte qualificado
suficiente para atravessar isso.
Recentemente a Piauí destacou que as “internações de brasileiros entre 10 e 14 anos por
lesões autoprovocadas cresceram 34% em um ano; em 2021, Ministério da Saúde classificou
suicídio como problema de saúde pública crescente entre os mais jovens”.

Diante desses casos cada vez mais graves, é fundamental fortalecer o trabalho com prevenção
para proteger tanto as vidas atuais dos jovens, quanto também o futuro e as próximas
gerações.

Luciana destacou em sua apresentação alguns caminhos de atuação para transformarmos esse
cenário e garantirmos que os adolescentes recebam a atenção e o cuidado necessários em
todas as esferas que impactam suas vivências, salientando que o trabalho de prevenção
precisa ser multifacetado e intersetorial.

Como eixos de prevenção, ela trouxe o olhar para as relações parentais, as relações entre
pares e os ambientes de aprendizado. Com relação a este último, algumas das boas práticas
apontadas foram: garantir a existência de ambientes seguros e acolhedores com atenção
individualizada, trabalhar a adaptação à cultura e linguagem local, praticar um olhar “global”
para a escola e comunidade escolar, e a intersetorialidade.

Por fim, Luciana apresentou alguns pontos da “Agenda Mais Sus: Evidências e Caminhos para
Fortalecer a Saúde Pública no Brasil”, documento realizado pelo IEPS e pela Umane, com apoio
temático do Instituto Cactus, que oferece evidências e propostas inéditas como subsídio para o
aprimoramento do SUS.

Dentre as propostas para a saúde mental de adolescentes, ela destacou: a compreensão da


saúde mental como um fenômeno multicausal; a priorização de crianças e adolescentes na
sistematização do monitoramento, devendo ser priorizadas na integração à vigilância

epidemiológica, idealmente integrada a outros setores; o monitoramento e inclusão do


público infanto-juvenil na formulação de políticas públicas; e o PL 3383/2021, que institui a
Política Nacional de Atenção Psicossocial nas Comunidades Escolares.

Confira a apresentação do Instituto Cactus clicando aqui!

Parceiro do Instituto Cactus no seu processo de advocacy no tema, o IEPS também participou
da audiência pública, tendo como representante o pesquisador Matías Mrejen que mostrou
que os casos de depressão entre jovens de 18 a 24 anos quase dobraram antes mesmo da
pandemia.

“Nossas pesquisas reafirmam a importância e a urgência desse debate, que mostrou que já há
um consenso que a saúde mental de crianças, adolescentes e jovens deve ser uma prioridade
para as políticas de saúde no Brasil”, afirmou Matías.

As diferentes falas na audiência evidenciaram que, mais do que ser um período de importantes
transformações, a adolescência é chave para trabalharmos a prevenção em saúde mental e
garantirmos um cuidado efetivo para todos.

Assista a audiência na íntegra aqui!

Além de Luciana Barrancos, representando o Instituto Cactus, estiveram presentes: Matías


Mrejen (IEPS), Laura dos Santos Boeira (Instituto Veredas) e Carolina Campos (Vozes da
Educação).

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