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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

PU nº 0222540/2021
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Data 14/05/2021
Subsecretaria de Gestão e Regularização Ambiental Integrada
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PARECER ÚNICO Nº 0222540/2021


INDEXADO AO PROCESSO: PA COPAM: SITUAÇÃO:
Licenciamento Ambiental 00174/1986/014/2014 Sugestão pelo Deferimento
FASE DO Licença prévia, de instalação e
VALIDADE DA LICENÇA: 10 anos
LICENCIAMENTO: operação concomitantes (LAC1)

PROCESSOS VINCULADOS CONCLUÍDOS: PA COPAM: SITUAÇÃO:


Outorga 026680/2017 Deferida
Outorga 026679/2017 Deferida
Outorga 026681/2017 Deferida

EMPREENDEDOR: Companhia Siderúrgica Nacional CPF/CNPJ: 33.042.730/0067-30


EMPREENDIMENTO: Companhia Siderúrgica Nacional CPF/CNPJ: 33.042.730/0067-30
MUNICÍPIO: Arcos ZONA: Rural
COORDENADAS GEOGRÁFICAS (DATUM SIRGAS 2000): LAT 20°19'43,96"S LONG
45°35'26,25"O
LOCALIZADO EM UNIDADE DE CONSERVAÇÃO:
INTEGRAL X ZONA DE AMORTECIMENTO USO SUSTENTÁVEL NÃO
NOME: Estação Ecológica Corumbá
BACIA FEDERAL: Rio São Francisco BACIA ESTADUAL: Rio São Miguel
UPGRH: SF1 – Alto Rio São Francisco SUB-BACIA: Rio Candongas
CÓDIGO: ATIVIDADE OBJETO DO LICENCIAMENTO (DN COPAM 217/17): CLASSE
Lavra a céu aberto - Minerais não metálicos, exceto rochas ornamentais e de
A-02-07-0 4
revestimento.
A-05-01-0 Unidade de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a seco. 5
A-05-02-0 Unidade de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a úmido. 3
CONSULTORIA/Responsáveis pelos estudos: REGISTRO:
Ecosystem Tecnologia Ambiental Ltda. (EIA) CNPJ: 71.088.876/0001-80
Kleber José de Almeida Júnior – Engenheiro de Minas (Coor-
CREA/MG 40.949/D
denação Geral e Diagnóstico do Meio Físico)
Jean Patrick Rodrigues – Biólogo (Supervisão dos Estudos
CRBio 070658/04-D
Ambientais e Diagnóstico do Meio Biótico)
Marcelle Rodrigues Teixeira – Bióloga (Diagnóstico do Meio
CRBio 80001/04-D
Biótico e Elaboração de Programas Ambientais)
Gustavo Oliveira Mendonça – Engenheiro Florestal (Diagnós-
CREA BA 50470/D
tico da Flora e Elaboração do lnventário Florestal)
Humberto Luiz de Carvalho – Biólogo (Execução do lnventário
CRBio 49768/04-D
e Florestal e Elaboração do Plano de Utilização Pretendida)
Tatiane Motta Arantes Amorim – Administradora (Diagnóstico
CRA/MG 32795
Sócio Econômico)
Mateus Santiago da Silva - Técnico Químico/Eng. Ambiental
CRQ/MG 02412535
(Diagnóstico Físico (Clima)

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Carla Daniela Chagas - Técnico Mineração (Diagnóstico Meio


CREA/MG 11.9350TD
Físico e Assistente de Campo
Ana Paula Ramos - Técnica em Meio Ambiente (Diagnóstico
CREA/MG 128423TD
Físico e Produção Gráfica)
Fabrício Gonçalves Muniz (Prospecção espeleológica) ART 14201900000005706148
Fabrício Gonçalves Muniz (Definição da Área de Influência
das Cavidades Naturais Subterrâneas do Entorno da Mina da ART 14201900000005534648
Bocaina)
Fabrício Gonçalves Muniz (Geoespeleologia) ART 14201900000005706195
Fábio LuisBondezan Da Costa (Avaliação de impactos
ambientais, área de influência e indicação de espécies ART 2019/07103
cavernícolas ameaçadas)
Mauri Lopes Ferreira (Avaliação geotécnica e laudo de ART 142019000000005585233
estabilidade da cavidade 131)
Rogério José Archanjo (parecer técnico de segurança da ART 142019000000005719645
cavidade 131)
Evandro Marinho Siqueira - Eng. Florestal (PRAD) CREA MG 91.337/D
Alexandre Ferreira (RIMA) ART 13680/2018
AUTO DE FISCALIZAÇÃO: 62049/2018 DATA: 23/01/2018

EQUIPE INTERDISCIPLINAR MATRÍCULA ASSINATURA


Marielle Fernanda Tavares – Gestora ambiental responsável
1.401.680-2
pelo manejo de fauna
Stela Rocha Martins - Gestora ambiental responsável pela área
1.292.952-7
verde
Camila Porto Andrade – Engenheira de Minas 1.481.987-4
José Augusto Dutra Bueno – Gestor Ambiental (Jurídico) 1.365.118-7
De acordo: Viviane Conrado Quites – Diretora Regional de
1.287.842-7
Regularização Ambiental
De acordo: Márcio Muniz dos Santos - Diretor Regional de
1.396.203-0
Controle Processual

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1. RESUMO
O empreendimento Companhia Siderúrgica Nacional / Rod. Pedreira da Bocaina –
S/N, atua no setor industrial e de mineração, exercendo suas atividades no município
de Arcos - MG. Em 10/12/2014, foi formalizado, na Supram ASF, o processo
administrativo de licenciamento ambiental nº 00174/1986/014/2014, na modalidade de
licença prévia nos moldes da DN 74/2004. Posteriormente o processo foi reorientado
para a modalidade LAC1 – licença prévia, de instalação e operação concomitantes,
conforme art. 8º, §6º da DN 217/2017.
Em 02 de novembro de 2014, foi publicado em jornal de circulação local e regional
a solicitação da licença prévia e, em 12 de maio de 2018, foi publicada a solicitação
de licença prévia concomitante com instalação nos moldes da Deliberação Normativa
COPAM 12/94. Não ocorreu manifestação para realização de audiência pública.
Com a reorientação do processo para LAC1, conforme a DN 217/2017, ocorreu a
publicação no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, de acordo com o documento
SIAM nº 004456/2021, prevendo a possibilidade de realização de audiência, não
havendo manifestação.
Como atividade principal a ser licenciada, o empreendimento pretende ampliar a
lavra a céu aberto e beneficiamento em 1.600.000 t./ano, sendo o beneficiamento
dividido em 900.000 t./ano a seco e 700.000 t./ano a úmido. Com relação à
infraestrutura da empresa, o complexo industrial possui aproximadamente 210 ha, dos
quais 165,3 correspondem à área diretamente afetada do presente processo.
Em 23/01/2018, conforme Auto de Fiscalização nº 62049/2018, houve vistoria
técnica ao empreendimento a fim de subsidiar a análise do processo de licenciamento
ambiental. Cumpre ressaltar que o empreendimento foi autuado conforme Auto de
Infração nº 274811/2021 por não manter os dados atualizados do Cadastro Técnico
Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos
Ambientais e também por causar impacto negativo irreversível em cavidade natural.
A água utilizada pelo empreendimento, destinada ao atendimento do processo
industrial, minerário e ao consumo humano, provém de 4 captações conforme será
discutido ao longo deste parecer.
Essa ampliação não representa incremento significativo dos efluentes a serem
gerados, os quais são objeto de adequado tratamento, sendo o efluente sanitário
destinado a Estação de Tratamento de Esgoto - ETE e o efluente oleoso às Caixas
Separadoras de Água e Óleo – Caixas SAO.
O armazenamento temporário e a destinação final dos resíduos sólidos se
apresentam ajustados às exigências normativas.
As informações prestadas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de
Impacto Ambiental (RIMA), juntamente com a instrução do processo pela
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protocolização das informações complementares e dos esclarecimentos feitos durante


as vistorias e reuniões foram consideradas satisfatórias, com exceção do Programa
de Educação Ambiental (PEA). Entretanto, considerando o atual momento de
pandemia, serão condicionados os ajustes no Diagnóstico Socioeconômico,
Diagnóstico Ambiental Socioparticipativo – DSP e no projeto executivo do PEA.
Desta forma, a Supram ASF sugere o deferimento do pedido de Licença Prévia,
de Instalação e Operação concomitantes do empreendimento Companhia Siderúrgica
Nacional – CSN, pelo prazo de 10 anos.

2. INTRODUÇÃO
2.1. Contexto Histórico
Este Parecer visa subsidiar o julgamento do pedido de Licença Prévia de
Instalação e Operação concomitantes, do empreendimento Companhia Siderúrgica
Nacional, a qual pleiteia lavrar calcário em uma mina a céu aberto em área cárstica
nos processos minerários ANM 004.213/1949, com portaria de lavra nº 33409
publicado em 01/08/1953 e ANM 003.425/1960, com portaria de lavra nº 63302
publicado em 01/10/1968, no município de Arcos, Minas Gerais.
Conforme a Deliberação Normativa 217, de 06 de dezembro de 2017, o
empreendimento é classificado como classe 5, de grande porte e médio potencial
poluidor. Destaca-se que o processo foi reenquadrado na modalidade LAC1, conforme
art. 8º, §6º, da DN 217/2017.
Quanto a sua caracterização, o empreendedor pleiteia licenciar as seguintes
atividades:
Código DN Quantitativo Classe/
Descrição
217/2017 Porte
Lavra a céu aberto - Minerais não metálicos, 1.600.000 4/G
A-02-07-0
exceto rochas ornamentais e de revestimento. t/ano
Unidade de Tratamento de Minerais - UTM, com 700.000 5/M
A-05-02-0
tratamento a úmido. t/ano
Unidade de Tratamento de Minerais - UTM, com 900.000 3/M
A-05-01-0
tratamento a seco. t/ano
A empresa possui declaração da prefeitura de Arcos informando que o tipo de
atividade desenvolvida e o local de instalação do empreendimento estão em
conformidade com as leis e regulamentos ambientais do município.

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2.2. Caracterização Do Empreendimento

2.2.1. Localização e vias de acesso


O empreendimento encontra-se localizado na zona rural do município de Arcos/MG,
a uma distância aproximada de 4 km do perímetro urbano, sendo no total 3 matrículas:
10.397, 10.285 e 9.551.
A cidade de Arcos está localizada a sudoeste de Belo Horizonte, a uma distância
total da ordem de 200 km. O acesso, partindo-se de Belo Horizonte, é feito através
das rodovias BR-262 e MG-050 até o trevo com a BR 354, nos limites do município
de Formiga, onde segue-se pela mesma no sentido norte até o entroncamento da MG
170, junto ao Posto Teixerinha, percorrendo-se então aproximadamente 5 Km, no
sentido Boca da Mata/Corumbá, até portaria da CSN.
Importante destacar que a CSN está localizada na zona de amortecimento da
Estação Ecológica de Corumbá, caracterizada por ser uma região cárstica que
apresenta uma morfologia muito específica com a presença de cavernas, dolinas,
uvalas, sumidouros, etc.
O empreendimento está totalmente inserido na Zona de Amortecimento da
Unidade de Conservação Estação Ecológica de Corumbá, definida em seu Plano de
Manejo. Portanto foram requeridos estudos específicos à avaliação de impactos do
empreendimento na UC e sua Zona de Amortecimento. Esses estudos foram
avaliados pelo Instituto Estadual de Florestas que, através do Parecer para
Autorização de Licenciamento Ambiental da E. E. de Corumbá nº: 02/2020, juntado ao
processo, deferiu a solicitação de anuência da Unidade de Conservação Estação
Ecológica Estadual de Corumbá e emitiu a AUTORIZAÇÃO Nº: 01/2020/EECO.

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Figura 1: Localização do empreendimento. Fonte: Estudo de Impacto Ambiental - EIA.

2.2.2. Estruturas de apoio


Conforme informado no EIA e também verificado em vistoria, a empresa possui
vestiários, refeitório, almoxarifado, oficina de máquinas, lavador de veículos, portaria
escritório central, posto de abastecimento, balança rodoviária, laboratório de análises
e ambulatório. Essas estruturas atendem a área de lavra, bem como a parte industrial.
“Para o fornecimento de energia elétrica para a planta de beneficiamento, a CSN
conta com uma subestação de Energia, na área de beneficiamento, que recebe a
carga elétrica provinda na sua totalidade pela concessionária local CEMIG.”
A água utilizada no empreendimento é proveniente de 4 captações, sendo um
barramento, duas cisternas devidamente outorgadas (coordenadas:
438.545/7.753.586 e 438.555/7.753.624) e um captação de água pluvial que é
escoada para o sump da mina.

2.2.3. Características da lavra


Neste processo de ampliação, os depósitos de “bota fora” decorrentes da lavra
seletiva para a produção de minério visando à siderurgia serão recuperados e o
minério será reaproveitado, quando possível, na produção de cimento.
A CSN realiza lavra a céu aberto em bancadas descendentes com bancos de 7 a
15 metros de altura, inclinação de 10º e rampas de 2% nas vias e praças de lavra, de
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acordo com Plano de Aproveito Econômico (PAE), conforme informado no EIA.


O desmonte é por meio de explosivos, sendo utilizado ANFO e emulsão
encartuchada, conforme consta no EIA. Como acessório é utilizado somente linha
silenciosa, o qual é dotado de uma espoleta de retardo com o objetivo de minimizar o
ruído e a vibração durante a sua detonação. A perfuração de rocha é realizada por
perfuratrizes, sendo 3 pneumáticas e 2 hidráulicas.
Após ser desmontado o minério é carregado por carregadeiras e/ou escavadeiras
e transportado até a área de britagem por caminhões fora de estrada e/ou rodoviários
adaptados com caçamba para rocha. Com a presente ampliação, conforme
apresentado no processo, o desmontes de rocha, que hoje ocorre 3 vezes por semana,
passará para 4 vezes e, havendo necessidade, 5 vezes por semana.
A produção atualmente licenciada é 4.400.000 t./ano, sendo 2.200.000 t. através
da LO 010/2012 e 2.200.000t. /ano através da LO 011/2012, que estão em revalidação
através do PA 00174/1986/016/2017, estando automaticamente prorrogadas até a
manifestação do órgão ambiental. Nesta presente licença ambiental não estão
previstos novos desmatamentos de vegetação nativa para o avanço das frentes de
lavra. Destaca-se que com a ampliação do volume produzido de 4,4 Mt./ano para 6,0
Mt./ano a frota de transporte passará de 2 caminhões de 60 toneladas e 5 caminhões
de 30 toneladas para 6 caminhões de 60 toneladas.

2.2.4. Beneficiamento
Conforme consta no EIA, não haverá alterações na planta de beneficiamento atual,
sendo que o processo ocorrerá nas instalações já existentes de britagem e
peneiramento. Para o aumento da produção será implantado um terceiro turno de
trabalho visando à ampliação da produção de minério a ser lavrado.
O sistema de correias é responsável pelo transporte do calcário da UTM até as
pilhas de homogeneização, e dali novamente por correias até o processo industrial de
fabricação de cimento.
O calcário produzido para a siderurgia também passa por uma separação a úmido,
com o material “lavado” sendo preparado para embarque e enviado por via ferroviária
para a Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda.

2.2.5. Pilha de estéril


Conforme consta no EIA, a estocagem do material estéril será nas pilhas já
existentes na área da mineração, assim como o mesmo será utilizado na
recomposição das áreas que não serão mais solicitadas.

2.2.6. Sistema de drenagem


Na cava não serão implantados dispositivos de drenagem, pois a água pluvial será

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escoada por gravidade das cotas superiores até o SUMP, localizado no fundo da cava.
Essa água pluvial armazenada abastece os caminhões pipas que fazem a umectação
das vias de acesso e pátios da empresa. No que se refere à drenagem das unidades
de beneficiamento e vias de acesso são adotados dispositivos de drenagem como
canaletas e bueiros que direcionam a água da chuva para a parte mais baixa do
terreno.

3. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL

3.1. Áreas de Influência


Conforme apresentado no EIA, a área de influência de um empreendimento é
definida como o espaço suscetível a alterações consequentes da sua implantação,
manutenção e operação ao longo da vida útil.

3.1.1. Área Diretamente Afetada – ADA


É aquela necessária à implantação do empreendimento, incluindo estruturas de
apoio, vias de acesso, bem como todas as demais operações unitárias associadas à
atividade.
Para o presente processo, como a ampliação não acarretará em intervenção em
novas áreas, está sendo considerada toda área do empreendimento em si: lavra,
estradas, pilha de estéril, beneficiamento e demais infraestruturas como refeitório,
escritório, oficina, posto de combustível, pontos de captação de água e demais
estruturas necessárias à atividade. Conforme solicitado por informação complementar
a ADA perfaz uma área de 165,3 hectares e está delimitada na figura 2.

3.1.2. Área de Influência Direta - AID


É área que receberá os impactos diretos da operação do empreendimento
proposto. Dessa forma, a empresa assumiu como AID a extensão total das
benfeitorias, propriedades rurais, indústrias de extração e beneficiamento mineral,
além de comunidades vizinhas que sofrerão intervenção direta positiva e ou negativa
com a operação do empreendimento.

3.1.3. Área de Influência Indireta – AII


Considerando que a AII corresponde a área onde são esperados os efeitos
indiretos oriundos das atividades, essa foi demarcada utilizando-se critérios e
parâmetros multidimensionais. Para melhor caracterização da AII foram delimitadas
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áreas de influência distintas para os meios físico/biótico e antrópico.


A seguir apresenta-se o mapa com as delimitações das áreas de influência do
empreendimento:

Figura 2: Áreas de influência

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3.1.4. Área de Influência para o Meio Socioeconômico

Figura 3: Áreas de Influência do Meio Socioeconômico

3.1.5. Área de Influência Direta (AID) para o Meio Socioeconômico

A Área de Influência Direta (AID) corresponde a extensão total das benfeitorias,


propriedades rurais, indústrias de exploração e beneficiamento mineral, além de
comunidades vizinhas que sofrerão intervenção direta positiva e/ou negativa com a
operação do empreendimento.
Considerando que o EIA não trouxe informações específicas sobre as
comunidades e propriedades localizadas na Área de Influência Direta (AID) do
empreendimento, será condicionada a adequação do referido estudo.

3.1.6. Área de Influência Indireta (AII) para o Meio Socioeconômico


Foi considerado neste estudo como a Área de Influência Indireta (AII) o município
de Arcos –MG. Neste município é que será percebida a dinâmica socioeconômica,
advindos dos impactos tais como: geração de impostos, geração de empregos e renda.

3.2. Unidades De Conservação


Conforme já mencionado anteriormente, o processo de ampliação da mina
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Bocaina possui anuência da EECO.

3.3. Recursos Hídricos


A captação de água é fundamental para a atividade, sendo utilizada para
umidificação das vias, consumo humano, lavagem de pátios, máquinas, oficinas e
escritórios, conforme balanço hídrico apresentado nas tabelas a seguir:

Fonte(s) e/ou fornecedor(es) Máximo Médio

Poço Manual 3,410 3,080

61,380 55,440
Lagos, represas etc.: Barragem B2

Quantidade (m³/mês)
Finalidade de consumo Origem
Máxima Média

Processo industrial 60,390 37,627 Barragem B2


Lavagem de pisos e equipamentos 408.8 408.8 Barragem B2
Água pluvial e Barra-
11,682 11,682
Aspersão despoeiramento gem B2

Consumo humano (uso sanitário e


3,410 1,717.98 Poços Manuais
etc.)
Ressalta-se que a empresa possui os seguintes processos de outorga:
• 026680/2017 - Captação de água subterrânea por meio de poço manual
(cisterna) válida até 13/09/2024.
• 026679/2017 - Captação de água subterrânea por meio de poço manual
(cisterna) válida até 13/09/2024.
• 026681/2017 – Captação em barramento com regularização de vazão (área
máxima menor ou igual a 5 há) válida até 13/09/2024.
Há também uma captação de água pluvial no sump da mina, que não requer outorga.
Não será necessário rebaixamento de nível.

3.4. Flora
3.4.1. Área Diretamente Afetada (ADA)
Na área diretamente afetada pelo objeto de estudo sobressaem-se as formações
florestais típicas de Mata Seca, associadas geralmente a áreas mais acidentadas e
de difícil acesso, e também as áreas de Reflorestamento com Leucaena leucocephala,
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em áreas mais aplainadas, onde anteriormente eram depositados os estéreis de


produção.
• Mata Seca
A Mata Seca, tipo de formação presente na ADA do objeto de estudo, se faz
presente em áreas bastante erodidas, com afloramentos calcários escarpados,
resultando no surgimento de maciços isolados, recortados por inúmeros corredores e
abismos.
• Áreas de Reflorestamento (Leucaena leococephala)
Devido à forte pressão antrópica exercida sobre os empreendimentos minerários
durante os anos a Área Diretamente Afetada pelo Empreendimento não apresenta as
mesmas características vegetacionais da área de entorno.
Hoje, espécies introduzidas para revegetação, que por sua vez são indivíduos de
ampla distribuição, na sua maioria exóticas, como é o caso da Leucena (Leucaena
leococephala), espécie originária da América Central, de onde se dispersou para
outras partes do mundo devido a sua versatilidade e potencial de adaptação, ocupam
mais de 90% da área diretamente afetada, principalmente no que tange a área de
desmate proposta para o avanço da lavra.
Para análise da composição florística, na Área Diretamente Afetada, foram
amostrados 1284 indivíduos arbóreos, pertencentes a 11 famílias botânicas. A família
que apresentou o maior número de indivíduos amostrados foi Fabaceae devido a
intervenções antrópicas decorrentes da atividade mineraria.

Figura 4: Número de indivíduos amostrados por família

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Figura 5: Espécies identificadas na ADA

Cabe ressaltar que a grande população da Espécie se deve a um projeto de


revegetação que foi realizado pela CSN há alguns anos em parceria com o IEF, onde
foram revegetadas áreas degradadas com sementes de Leucena, que se adaptou
bem ao clima e solo da região onde foi inserida e se estabeleceu com sucesso no
nicho, sendo hoje do ponto de vista ambiental, prejudicial para o ecossistema local,
pois compete desigualmente por recursos com as espécies nativas da região.

3.4.2. Área de Influência Direta (AID)


Na região avaliada, as formações vegetais têm sofrido muitas modificações devido
às atividades agropecuárias e minerárias existentes na região. Assim, extensos
campos de pastagens para a criação de gado, campos de cultivo agrícola, como por
exemplo, milho, e áreas de reflorestamento com eucaliptos (Eucalyptus sp.), além das
grandes mineradoras e Industrias de Cimento que se estabelecem na AID do
Empreendimento, vêm substituindo a vegetação primitiva e modificando a paisagem
local. Em alguns locais, a cobertura vegetal se encontra em um adiantado estado de
regeneração, com formação de vegetação secundária denominada capoeira. Os
remanescentes florestais estão representados por fragmentos da floresta estacional
semidecidual (mata seca), que na maioria das vezes são dispostas sobre afloramento
rochosos ou em fragmentos isolados.
Na área de entorno do objeto de estudos, as áreas destinadas ao cultivo e
pastagens se fazem presentes e são recortados por estradas e trilhas feitas pela
locomoção de gado por toda a extensão da região amostrada, auxiliando na
compactação do solo e a disseminação de sementes de gramíneas.
A topografia do terreno é extremamente acidentada, ocorrendo afloramento de
rochas calcarias por toda a área amostrada. Na maioria das áreas o solo é recoberto
por herbáceas e sob os afloramentos estão presentes algumas bromeliáceas e

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pteridófitas (samambaias e avencas), epífitas (bromeliáceas e cactáceas) e


trepadeiras (cipós).
Para a caracterização da flora existente na AID do empreendimento foi realizada
análise e avaliação da cobertura vegetal através do levantamento das formações
ocorrentes, das espécies mais frequentes existentes na área do empreendimento,
documentação fotográfica e coleta de material botânico, que foi herborizado para
posterior identificação.
O diagnóstico foi complementado com informações de moradores locais e
levantamento bibliográfico. Tais informações, portanto, devem ser compreendidas
como uma indicação da composição e estrutura vegetacional da área.
Os diagnósticos fitofisionômico e florístico na área diretamente afetada basearam-
se nas informações obtidas durante os trabalhos de campo. Para isso, os dados para
caracterização foram coletados com base no levantamento fitossociológico realizado
por meio de inventário florestal para as áreas objeto de supressão vegetal para
ampliação da Mina Bocaina, complementado com as caminhadas realizadas nos
transectos delimitados, sendo realizada a identificação das espécies, que se refere ao
objeto de interesse deste estudo. A vegetação arbustiva e herbácea foi registrada por
meio de fotografias para posterior identificação.
A identificação das plantas conhecidas que se encontram com flores ou frutos
ocorreu durante as visitas na área, sendo coletados apenas fragmentos das espécies
desconhecidas, ou de identificação duvidosa para compará-las com a bibliografia
(LORENZI, 1992; LORENZI, 1998, SOUZA E LORENZI, 2005).
A listagem de espécies vegetais, apresentada adiante, foi elaborada com base no
levantamento realizado em campo. Para cada táxon, procurou-se referenciar o
hábito/forma de vida, os ambientes de ocorrência e as formas de uso conhecidas.
Foram ainda tomadas observações acerca dos nomes populares, estes últimos
obtidos com base em bibliografia. Cabe destacar que alguns nomes populares
aplicados às espécies podem variar conforme a localidade, sendo aqui fornecidos
somente a título de ilustração.

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Figura 6: Lista de espécies arbustivas levantadas na AID

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Figura 7: Lista de espécies arbóreas levantadas na AID.

3.4.3. Área de Influência Indireta (AII)

A vegetação da área de estudo pertence ao domínio dos cerrados, o tipo de


fisionomia nuclear do Planalto Central brasileiro. O domínio do Cerrado compreende
diversas formações vegetais advindas de ambientes distintos dentro do bioma, cada
uma ganhando denominação diferente: campos limpos, campos sujos, carrascos,
campo cerrado, cerrado senso estrito, cerradão, campos rupestres, buritizeiros etc.
Estes ambientes fazem referência à enorme heterogeneidade na distribuição de
espécies vegetais (Ratter & Dargie 1992; Felfili & Silva-Júnior 1993).
O principal destaque da região de Arcos vem de sua fisionomia vegetacional que
em meio à matriz de Cerrado (já bastante antropizado por décadas de alteração,
principalmente agropecuária), há a Mata Seca, uma das formações florestais do
Cerrado. É uma floresta decídua e como tal, caracteriza-se por apresentar diversos
níveis de caducifolia durante a estação seca. Adota, na região, um aspecto ainda mais
singular, pois ocupa áreas rochosas de origem calcária, recebendo a denominação de
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“Mata Seca em solo calcário” ou “Mata Calcária” (que na região ganha a denominação
particular de “Mata de Pains”). Ocorre em relevo bastante acidentado sem associação
direta com cursos d’água, mas em solo rico em nutrientes. Possui composição
florística própria e suas copas não necessariamente se tocam, podendo ter dossel
contínuo ou descontínuo e fornece uma cobertura arbórea de 50 a 70% na estação
chuvosa. A queda de folhas na época do estio contribui para o aumento de matéria
orgânica no solo (Ribeiro & Walter, 1998).
Biogeograficamente, a formação representa uma área disjunta, que segundo
vários autores, pode ser comparada às Matas Deciduais do domínio das Caatingas
ou “Caatinga Arbórea”. Caatinga é uma expressão de origem indígena que caracteriza
uma vegetação xerófita, de fisionomia e florística variadas, cuja maior identidade é
dada pela completa caducifolia da grande maioria de seus componentes. Tem como
traço marcante a deficiência hídrica do ambiente. É um grande domínio paisagístico
brasileiro e ocupa a maior parte do Nordeste. Em seus limites mais ao sul,
compreende o norte do estado de Minas Gerais (Andrade-Lima, 1981; Rodal et al.,
1992). Formações vegetais que vão desde a Caatinga do nordeste brasileiro à região
dos Chacos ao norte da Argentina, passando pelo Cerrado do Brasil Central, são
chamadas de “Diagonal de formações abertas” ou “Corredor de savana”. No entanto,
a ligação florística Caatinga - Cerrado- Chaco é tida como fraca. Além disso, não há
espécies da Caatinga e do Chaco nas formações savânicas e campestres do Cerrado.
No entanto em áreas calcárias, disjuntas (sem continuidade), cujos solos são mais
ricos, muitas espécies são compartilhadas pelos três Biomas. As plantas dessas
florestas (as “matas Secas”) dependem primordialmente de solos mais férteis e
obedecem a este arco nordeste-sudeste para espécies calcífilas decíduas (Prado &
Gibbs, 1993; Oliveira Filho & Ratter, 1995).
Tal descrição enquadra a área de estudo como um enclave vegetacional
semelhante à Caatinga, em meio ao Cerrado e sua origem pode estar ligada às
grandes pulsações climáticas do Pleistoceno. Com o retorno do clima mais úmido e
quente nos últimos 12000 anos, aproximadamente, as florestas úmidas passaram a
se expandir e as florestas secas acabaram restringidas a pontos isolados, tornando-
se “enclaves” em meio à vegetação de outro tipo (Prado & Gibbs, 1993; Salgado-
Laboriou 1994).

3.5. Fauna
Segundo informado nos estudos, os levantamentos de campo foram realizados
nas duas campanhas sazonais. O primeiro período de estudo foi realizado nos meses
de setembro e outubro de 2011, caracterizando o período de estação seca. O segundo
período foi realizado no mês de março de 2012, caracterizando o período de estação
chuvosa.
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Herpetofauna
Os métodos de inventariamento faunísticos empregados para os anfíbios foram:
observação direta; procura auditiva de anuros em atividade de vocalização; procura
por sítios reprodutivos e entrevistas realizadas com moradores locais.
Segundo os autores, o esforço amostral despendido para o grupo dos anfíbios foi
de 30 horas.
Conforme apresentado, os resultados para os levantamentos primários de anfíbios
anuros apontaram para o registro de 07 espécies. As espécies avistadas foram
Rhinella crucifer, Rhinella granulosa, Leptodactylus ocellatus e Hypsiboas
albopuctatus. As demais espécies foram identificadas pelo método auditivo, as quais
se citam Physalaemus cuvieri e Leptodactylus fuscus através da vocalização de
machos anuros.
As espécies de anfíbios foram distribuídas em 03 (três) famílias, sendo as com
maior riqueza de espécies pertencente às famílias Leptodactylidae (n = 3 espécies ou
42,86%) e Bufonidae (n = 3 ou 42,86 %), enquanto que foi registrado apenas um
representante da família Hylidae (n = 1 espécie ou 14,28 %), conforme representado
no gráfico abaixo:

Figura 8: Distribuição das espécies de anfíbios (anuros) registrados por família. Fonte:
Retirado dos estudos apresentados pelo empreendimento.
Segundo os autores, durante os estudos não foram detectadas espécies
endêmicas ou ameaçadas a nível global (IUCN, 2016), federal (MMA 444, 2014) e
nem mesmo estadual (DN 147 do COPAM, 2010).
Das espécies registradas, a rã (Leptodactylus ocellatus) foi a única considerada
cinegética, uma vez que sua carne é usualmente utilizada como alimento, por isso,
esta espécie é caçada pela população.
Em relação aos répteis, foram realizadas buscas dentro dos transectos delimitados
para investigação de lacertídeos e principalmente ofídios. Desta forma, foram
realizadas procuras de espécimes no folhiço, tocas escavadas, troncos mortos no solo,
falhas entre as rochas e propriamente nos blocos de rochas desprendidos e que
compõem o maciço. Também se utilizou a metodologia de entrevistas.

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Segundo os autores, o esforço amostral despendido para o grupo dos répteis foi
de 70 horas.
Os resultados das buscas nos transectos apontaram para o registro de apenas 01
(uma) espécie por meio de observação direta, sendo da espécie Tropidurus torquatus,
onde foram efetuados 06 (seis) avistamentos em diferentes pontos da área de estudo.
Outra espécie detectada foi Tupinambis merianae, com único registro o qual
ocorreu através da metodologia de armadilhas fotográficas, utilizada para diagnóstico
da mastofauna. Dentre as espécies relatadas nas entrevistas, foram citadas: cascavel,
(Crotalus durissus); cobra-verde (Philodryas sp.), cobra-cipó (Chironius sp.); jararaca
(Bothrops jararaca). Quanto ao grupo dos lacertílios, apenas Tupinambis sp. foi
relatada por 03 (três) entrevistados.
Os autores relataram que, durante os estudos de inventariamento não foi
detectada nenhuma espécie de répteis ameaçada de extinção.
Dentre as espécies consideradas cinegéticas destacam-se: o teiú (Tupinambis
merianae) pelo comércio de sua pele; as espécies Bothrops jararaca (jararaca) e
cascavel (Crotalusdurissus) com potencial na produção de fármacos com
componentes oriundos das toxinas presentes no veneno das serpentes.
Avifauna
Segundo os autores dos estudos, foram aplicadas as seguintes metodologias
específicas para o grupo da Avifauna: observação direta por meio do uso de binóculos;
identificação de vestígios como penas, ninhos, pegadas, fezes, marcas, carcaças e
restos mortais; técnica auditiva; entrevista com moradores e trabalhadores locais e
por dados secundários.
Segundo informado nos estudos, foram selecionados pontos amostrais com
distância mínima de 200 metros entre cada ponto, de acordo com a topografia,
heterogeneidade do ambiente e para evitar a superamostragem de indivíduos. O
tempo de observação em cada ponto era de 10 a 15 minutos, para o registro direto
das espécies de aves na área.
Conforme citado nos estudos, o esforço amostral total para a Avifauna foi de 70
horas.
Conforme resultados apresentados nos estudos, em conjunto com as espécies
compiladas dos dados secundários, foram catalogadas no total 103 (cento e três)
espécies, das quais 87, ou seja, 84,46% deste total estão representados por espécies
registradas durante os trabalhos de campo, sendo o restante incluído a partir de dados
secundários.
Segundos os autores, na borda da vegetação cárstica e de fragmentos isolados
de mata semi-decídua foram registradas espécies como alma-de-gato (Piaya cayana),

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trinca-ferro-verdadeiro (Saltator similis), bem-te-vis (Pitangus sulfuratus, Megarynchus


pitangua), o sanhaço-cinza (Thraupis sayaca), a juriti (Leptotila verreauxi), a pomba
asa branca (Patagioenas picazuro), juriti gemedeira (Leptotila rufaxilla). Na vegetação
com árvores mais esparsas e predominância de herbáceas (gramíneas),
características de ambientes de cerrado e campos sujos sobressaíram principalmente
espécies generalistas como o anu-preto (Crotophaga ani) e o anu-branco (Guira guira),
o tico-tico (Zonotrichia capensis), o joão-de-barro (Furnarius rufus), além da
tesourinha (Tyrannus savana).
Os resultados do diagnóstico apontaram para uma predominância de aves com
hábito generalista, com 67% da riqueza de espécies levantadas na área de influência,
conforme gráfico abaixo.

Figura 3: Hábitos das espécies encontradas em campo. Fonte: Retirado dos estudos
apresentados pelo empreendimento.
Segundos os autores dos estudos, durante o levantamento da Avifauna não foi
detectada nenhuma espécie ameaçada de extinção.
As espécies cinegéticas registradas na área de estudo como, Inhambu-chororó,
Irerê, Pato-do-mato, Saracura-três-potes, Saracura-do-mato, Jaçanã, Frango-d'água
comum, Frango-d'água-azul, Seriema, são espécies que constantemente sofrem com
a atividade de caça, devido ao consumo de suas carnes na alimentação.
Também foram consideradas como cinegéticas as espécies: Periquitão-maracanã,
Periquito-rei, Tuim, Maitaca-verde, Tucanuçu, Sabiá-laranjeira, Sabiá-barranco,
Sabiá-poca, Sabiá-do-campo, Saíandorinha, Saí-azul, Tiê-sangue, Tico-tico, Tico-tico-
do-campo, Canário-da-terraverdadeiro, Papa-capim-de-costas-cinzas, Coleirinho,
Bico-de-veludo, Trinca-ferroverdadeiro, Graúna, Guaxe, Corrupião, pelo fato de serem
espécies alvo de comercialização por meio de contrabando ilegal, geralmente por
apresentarem padrões de vocalização ou fenologia que se destacam como atrativo
para criadores.
Mastofauna
Segundo o estudo apresentado, o diagnóstico efetuado para este grupo baseou-
se nas metodologias: registro por evidências indiretas como presença do animal na
área, tais como pêlos, fezes, carcaças, ossadas, rastros, zoofonia e odores; registro
por evidências direta considerando os encontros ocasionais; registro por armadilhas
fotográficas e entrevistas com moradores locais sobre a ocorrência de espécies.
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Conforme informado, o esforço amostral total para o grupo da Mastofauna foi de


80 horas.
Quanto aos resultados para os registros durante as buscas, foi apontado um total
de 12 (doze) espécies, das quais 05 (cinco) foram por meio de armadilha fotográfica,
02 (duas) por registro indireto (vestígio) e 05 (cinco) através das entrevistas.
As espécies registradas pelo método de armadilhas fotográficas: Didelphis
albiventris (gambá-de-orelha-branca), Conepatus semistriatus (jaratataca), Leopardus
pardalis (jaguatirica), Nasua nasua (quati) e Procyon cancrivorus (mão pelada).
Dentre as espécies identificadas durante os estudos, Myrmecophaga tridactyla
(tamanduá-bandeira), Chrysocyon brachyurus (lobo-guará), Leopardus pardalis
(jaguatirica), são classificadas como VULNERÁVEIS segundo a DELIBERAÇÃO
NORMATIVA COPAM nº 147, de 30 de abril de 2010.
Em relação às espécies cinegéticas, Cuniculus paca (Paca), Cavia aperea (Preá),
Dasypus novemcicntus (Tatu-galinha), Euphractus sexcinctus (Tatu-peba),
Myrmecophaga tridactyla (Tamanduá-bandeira), Sylvilagus brasiliensis (Tapeti), são
os principais alvos de caçadores ilegais uma vez suas carnes são usualmente
utilizadas como alimento.

3.6. Espeleologia
Após vistoria realizada no empreendimento em janeiro de 2018 e as constatações
em campo, foi solicitado por informação complementar o mapa de potencial
espeleológico em escala local e o estudo de prospecção espeleológica na ADA e em
seu entorno de 250m.

3.6.1. Prospecção espeleológica


A área está inserida no Supergrupo São Francisco, Grupo Bambuí, Subgrupo
Paraopebas, Formação Sete Lagoas, constituída por calcilutito e predominantemente
por calcário calcítico. Nesta formação ocorrem rochas carbonáticas em lentes de
origem marítima de várias dimensões e intercalações margosas e peliticas. A área de
estudo é composta por um grande maciço calcário parcialmente minerado cercado
por áreas rebaixadas e aplainadas.
Com base em mapas litológicos e altimétricos, informações geomorfológicas da
área, hidrografia, imagens de satélite, ocorrências de cavidades naturais subterrâneas
cadastradas e seguindo o item 5.2.1 da Instrução de Serviço Sisema 08/2017, foi
apresentado o mapa de potencial espeleológico em escala local representado na
figura a seguir:

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Figura 4: Mapa de potencial espeleológico em escala local


FONTE: Relatório de prospecção espeleológica da mina Bocaina. (Informações
complementares).

A partir do mapa de potencial espeleológico foram realizadas campanhas de

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campo entre os dias 3/05 a 19/05/2018, sendo caminhados 186,23 km de busca ativa
por cavidades naturais subterrâneas em uma área de 438,40 hectares, conforme
ilustrado no mapa a seguir:

Figura 51: Caminhamentos na área de estudo.


FONTE: Relatório de prospecção espeleológica da mina Bocaina. (Informações
complementares).
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Importante destacar que foram observadas feições típicas do exocarste, como


torres, lapiás e diaclases profundas formadas pela dissolução da rocha por águas
meteóricas. Esse aspecto do terreno dificultou a tarefa de busca ativa das cavidades,
uma vez que regiões de campos de lapiás repletos de fendas profundas geram risco
a integridade física das equipes em campo. Assim, algumas áreas que apresentavam
essas características não puderam ser submetidas ao caminhamento espeleológico
conforme demonstrado na figura a seguir.

Figura 12: Áreas de difícil acesso que não foram prospectadas.


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FONTE: Relatório de prospecção espeleológica da mina Bocaina. (Informações


complementares).
Ao final da prospecção foram registradas 151 feições cársticas na área e seu
entorno de 250m, incluindo as cavidades já registradas no CANIE e em estudos
anteriores. Das 151 feições cársticas, 5 (cinco) são abismos, 20 (vinte) são abrigos,
110 (cento e dez) são cavernas e 16 (dezesseis) são reentrâncias. A figura 14 mostra
a localização aproximada das cavidades e a tabela a seguir suas informações
preliminares.
Conforme consta no “Diagnóstico de Geoespeleologia da Mina de Bocaina – CSN
Arcos”, 31 dessas feições se enquadraram no art. 12 da Instrução Normativa do
Ministério do Meio Ambiente nº 2, de 2017, por possuírem: desenvolvimento linear
inferior a 5 m, ausência de zona afótica, ausência de destacada relevância histórica-
cultural ou religiosa, ausência de depósitos químicos, clásticos ou biogênicos de
significativo valor cênico, científico ou ecológico e ausência de função hidrológica
expressiva para o sistema cárstico. Assim, estas 31 não foram consideradas em
cálculos espeleométricos.

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Figura 63: Feições Cársticas subterrâneas existentes na área de estudo.


FONTE: Relatório de prospecção espeleológica da mina Bocaina. (Informações
complementares).
Tabela 1: Cavidades de Estudos Anteriores
UTM Altitude
Cavidade UTM (N) Tipologia
(E) (m)

Abrigo da CSN 1 437687 7752137 753 Abrigo

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Abrigo da CSN 2 437702 7752100 770 Abrigo

Abrigo do Forninho 437531 7752685 719 Abrigo

Abrigo do Grande
437460 7752957 724 Abrigo
Arco
Abrigo do Grande
437449 7752956 718 Abrigo
Arco II
Caverna da Passa-
437626 7752267 770 Caverna
gem Simétrica
Caverna dos 3 Paleo-
437635 7752291 784 Caverna
pisos
Caverna Toca do Pi-
439091 7751958 713 Caverna
ton

CRH289 438948 7752630 759 Caverna

CRH405 438931 7752626 755 Caverna

Gruta da Salitreira 438201 7753553 759 Caverna

Passagem D’El Tigre 437387 7753268 753 Caverna

Gruta dos Espinhos 437603 7752678 749 Caverna

Labirinto da CSN 437655 7753727 752 Caverna

Loca da CSN 2 437711 7752104 776 Caverna

Represas e Cortinas
437511 7752900 731 Caverna
do Grande Arco

Gruta da CSN 437978 7753609 759 Caverna


FONTE: GEODO Meio Ambiente e Espeleologia, 2019.
Tabela 2: Cavidades naturais subterrâneas cadastradas na Área de Estudo.

Feições Cársticas Cadastradas Neste Estudo

Alti- Desenvolvi-
UTM UTM Erro
Cavidade tude Tipologia mento
(N) (E) (m)
(m) Linear (m)

CSNBO_0001 438219 7753384 717 12 Caverna 30

CSNBO_0002 438227 7753380 728 11 Caverna 30

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CSNBO_0003 438120 7753598 771 12 Caverna 15

CSNBO_0004 438115 7753600 776 11 Caverna 10

CSNBO_0005 438094 7753563 792 11 Caverna 8

CSNBO_0006 438034 7753630 782 12 Caverna 30

CSNBO_0007 438036 7753559 798 10 Caverna 40

CSNBO_0008 438037 7753563 796 12 Abismo 30

CSNBO_0009 438044 7753578 796 12 Caverna 15

CSNBO_0010 437950 7753667 777 11 Caverna 40

CSNBO_0013 437417 7753303 768 12 Abismo 30

CSNBO_0041 438635 7752971 731 10 Caverna 18

CSNBO_0042 438638 7752961 734 12 Caverna 10

CSNBO_0043 438685 7752868 735 10 Caverna 40

CSNBO_0045 438725 7752878 739 12 Abrigo 5

CSNBO_0046 438742 7752875 736 9 Caverna 12

CSNBO_0047 438754 7752883 739 10 Caverna 7

CSNBO_0048 438760 7752901 745 11 Abrigo 3.5

CSNBO_0049 438790 7752902 751 12 Abrigo 5

CSNBO_0050 438824 7752799 759 10 Caverna 14

CSNBO_0051 438854 7752767 768 9 Caverna 10

CSNBO_0052 438859 7752760 771 9 Caverna 20

CSNBO_0053 438863 7752758 771 10 Caverna 15

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CSNBO_0054 438870 7752738 770 12 Caverna 30

CSNBO_0065 437554 7752224 728 10 Abrigo 10

CSNBO_0066 437652 7752078 755 9 Caverna 11

CSNBO_0067 437655 7752074 753 10 Caverna 20

CSNBO_0068 437659 7752052 753 11 Caverna 35

CSNBO_0069 437650 7752054 753 12 Caverna 15

CSNBO_0070 437682 7752056 755 9 Caverna 15

CSNBO_0071 438950 7751999 733 10 Caverna 10

CSNBO_0072 439123 7752164 787 11 Caverna 10

CSNBO_0073 437606 7752066 752 12 Caverna 35

CSNBO_0074 437562 7752031 734 10 Abismo 60

CSNBO_0075 439035 7751937 754 8 Abrigo 9

CSNBO_0076 439035 7751937 754 8 Caverna 6

CSNBO_0077 439068 7751963 768 9 Caverna 15

CSNBO_0078 439134 7751969 756 10 Caverna 10

CSNBO_0079 439152 7751949 764 12 Caverna 10

CSNBO_0080 439147 7751983 773 11 Abrigo 5

CSNBO_0081 439138 7751996 781 11 Caverna 20

CSNBO_0082 439144 7752007 782 12 Caverna 6

CSNBO_0083 439094 7752036 791 12 Caverna 20

CSNBO_0084 438805 7752467 742 9 Caverna 5

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CSNBO_0085 438835 7752445 743 8 Caverna 5

CSNBO_0086 438903 7752315 783 9 Caverna 10

CSNBO 103 437477 7752272 752 8 Reentrância 4.08

CSNBO 104 437596 7752237 748 9 Reentrância 4.65

CSNBO 105 437569 7752260 749 6 Caverna 5.86

CSNBO 106 437551 7752294 755 6 Caverna 8.77

CSNBO 107 437526 7752308 770 7 Caverna 39.5

CSNBO 108 437526 7752308 770 7 Caverna 12

CSNBO 109 438645 7751647 750 10 Caverna 10

CSNBO 110 438590 7751652 787 7 Caverna 5.64

CSNBO 111 438590 7751652 787 7 Abrigo 2.45

CSNBO 112 438601 7751640 783 3 Abrigo 1.7

CSNBO 113 438580 7751648 784 10 Reentrância 3.06

CSNBO 114 438567 7751645 792 3 Reentrância 3.6

CSNBO 115 438570 7751642 792 7 Caverna 5.42

CSNBO 116 438556 7751628 782 1 Reentrância 1.97

CSNBO 117 438549 7751612 775 1 Reentrância 2.05

CSNBO 118 438488 7751562 778 7 Reentrância 2.5

CSNBO 119 438485 7751559 772 3 Abrigo 8.4

CSNBO 120 438520 7751528 789 11 Caverna 31.3

CSNBO 131 438299 7751851 812 7 Caverna 170

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CSNBO 132 438347 7751906 811 2 Caverna 9.48

CSNBO 133 438335 7751896 812 4 Caverna 13

CSNBO 134 437800 7752530 802 4 Caverna 8.9

CSNBO 135 437756 7752556 792 5 Caverna 19.9

CSNBO 136 437740 7752610 794 2 Caverna 15

CSNBO 137 437740 7752610 794 2 Abrigo 5.8

CSNBO 138 437740 7752610 794 2 Caverna 14.4

CSNBO 176 438091 7753338 786 6 Caverna 72

CSNBO 177 438098 7753305 775 7 Caverna 11.06

CSNBO 178 438107 7753331 779 7 Caverna 19.1

CSNBO 179 438105 7753324 788 2 Caverna 7.82

CSNBO 180 438121 7753330 790 6 Caverna 94

CSNBO 181 438133 7753324 785 4 Abismo 8

CSNBO 182 438146 7753325 779 2 Caverna 18.17

CSNBO 183 438162 7753345 785 2 Caverna 18

CSNBO 184 438162 7753345 785 2 Caverna 18.83

CSNBO 189 438181 7753505 787 10 Caverna 20

CSNBO 207 438093 7751823 850 6 Caverna 21.1

CSNBO 208 438102 7751835 842 6 Caverna 12.1

CSNBO 209 438251 7751746 844 6 Caverna 41.3

CSNBO 437640 7753164 820 3 Caverna 3.11

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CSNBO 213 437637 7753169 789 7 Abrigo 2.57

CSNBO 214 437622 7753152 783 7 Caverna 12.08

CSNBO 215 437622 7753152 783 7 Reentrância 2.75

CSNBO 216 437619 7753147 786 7 Reentrância 1.73

CSNBO 217 437572 7753173 802 7 Reentrância 3.11

CSNBO 218 437572 7753173 802 7 Reentrância 0

CSNBO 219 437556 7753182 794 7 Caverna 9.7

CSNBO 220 437562 7753175 797 6 Reentrância 3.64

CSNBO 221 437562 7753175 797 7 Caverna 8.04

CSNBO 222 437559 7753154 792 7 Caverna 11.5

CSNBO 223 437553 7753150 788 8 Caverna 13.1

CSNBO 224 437553 7753150 788 8 Caverna 8.23

CSNBO 226 437623 7753133 717 11 Reentrância 4.46

CSNBO 227 437623 7753133 717 11 Reentrância 3.2

CSNBO 228/229 437623 7753133 717 11 Caverna 33.78

CSNBO 230 437802 7752549 804 3 Reentrância 4.97

CSNBO 231 437841 7752566 809 6 Caverna 16.16

CSNBO 232 437841 7752566 809 6 Caverna 27.61

CSNBO 233 437841 7752566 809 6 Caverna 18.79

CSNBO 234 437858 7752608 733 6 Caverna 10.3

CSNBO 235 437869 7752608 733 6 Caverna 20

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CSNBO 236 437967 7753359 801 4 Caverna 13.18

CSNBO 237 438019 7753358 796 6 Caverna 27.13

CSNBO 238 438003 7753349 797 6 Caverna 18.49

CSNBO 239 438019 7753358 796 6 Caverna 10.38

CSNBO 240 438005 7753354 807 8 Abrigo 3.76

CSNBO 241 438022 7753348 805 8 Caverna 5.41

CSNBO 242 438028 7753339 800 8 Caverna 7.18

CSNBO 243 438035 7753337 794 8 Abrigo 3.24

CSNBO 244 438035 7753337 794 8 Caverna 5.06

CSNBO 245 438035 7753337 794 8 Caverna 23.91

CSNBO 248 438288 7753666 724 8 Caverna 6.02

CSNBO 249 438288 7753666 724 8 Abismo 9.7

CSNBO 256 438201 7753553 735 8 Caverna 12

CSNGEO 07 438085 7753569 781 4 Abrigo 4.9

CSNGEO 08 438085 7753569 781 4 Caverna 8.23

CSNGEO 09 438080 7753589 787 4 Caverna 6

CSNGEO 10 438050 7753604 779 4 Caverna 10.12

CSNGEO 11 437953 7753664 759 4 Caverna 12.75

CSNGEO 12 437952 7753664 758 4 Abrigo 4.67

CSNGEO 14 437575 7752692 742 4 Caverna 8

CSNGEO 15 437575 7752692 742 4 Caverna 8

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CSNGEO 16 437575 7752692 742 4 Caverna 20

CSNGEO 18 438030 7753618 764 4 Reentrância 3

CSNGEO 19 437639 7752050 730 4 Caverna 5.23

CSNGEO 23 437594 7751960 732 4 Caverna 28.19

CSNGEO 24 437812 7753707 732 4 Caverna 7.37

CSNGEO 25 437830 7753735 739 4 Caverna 6.23


FONTE: GEODO Meio Ambiente e Espeleologia, 2019.

Seguindo as diretrizes da Instrução de Serviço 08/2017 - revisão 1, após a


prospecção espeleológica e identificação de cavidades na área deve ser realizada a
avaliação dos impactos da atividade ou do empreendimento sobre o patrimônio
espeleológico, o que foi solicitado como informação complementar e será discutido a
seguir.

3.6.2. Avaliação de impactos


Ressalta-se que foi solicitada a avaliação considerando todos os impactos reais e
potenciais sobre todas as cavidades identificadas na ADA e no seu entorno de 250m,
bem como sobre suas respectivas áreas de influência, considerando-se, nesta etapa,
a área de influência inicial das cavidades (250 m), conforme os conceitos
estabelecidos nos itens 4.17 a 4.18 da Instrução de Serviço Sisema 08/2017.
Considerando as disposições da referida IS, a avaliação de impactos se deu
observando o mapa de potencial espeleológico, a prospecção espeleológica, o
registro e caracterização das cavidades, o mapeamento e caracterização dos
impactos potencias, a indicação dos impactos irreversíveis e, por fim, a proposição de
medidas mitigadores e monitoramento.
Conforme trazido no estudo, por se tratar de um empreendimento já instalado e
em operação, não foi realizada avaliação de impactos para a “fase de instalação”, mas
sim uma análise dos impactos negativos irreversíveis nas cavidades, ou em sua área
de influência, se disso decorrer impacto também sobre a cavidade. Outro ponto
importante, é que a avaliação de impactos aqui discutida não contemplou a atividade
de todo o complexo industrial da CSN, tampouco de outras empresas de mineração
próximas, apenas as atividades constantes nos processos de licenciamento
00174/1986/014/2014 e 00174/1986/016/2017.
Destaca-se que foi apresentado estudo com definição da área de influência das
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cavidades localizada na ADA e em seu entorno de 250m, como atendimento ao item


18 do ofício de informações complementares. A proposta conta com 10 áreas de
influência (AICs), cada uma abrangendo um conjunto de cavidades cujas áreas de
influência individuais se sobrepõem ou estão muito próximas. Assim, a análise de
impactos levou em consideração as 10 AICs, realizando a avaliação conjuntamente
para cada bloco.
Conforme já mencionado nesse parecer, foram registradas 31 cavidades menores
que 5 m que se enquadraram no art. 12 da IN MMA 02/2017, sendo, portanto, todas
elas consideradas de baixa relevância. Parte dessas cavidades está a menos de 50
m da área de lavra e foram consideradas como sujeitas a impactos irreversíveis
decorrentes das atividades de mineração, quais sejam: CSNBO 133, CSNBO 134,
CSNBO 215, CSNBO216, CSNBO 227 e CSNBO 240, conforme figura a seguir.

Figura 74: Indicação das cavidades naturais subterrâneas de baixa relevância sujeitas a impac-
tos irreversíveis. Fonte: Avaliação dos Impactos Ambientais da Mina da Bocaina - CSN Arcos
sobre Cavidades Naturais Subterrâneas (Processos PA00174/1986/014/2014 e
PA00174/1986/016/2017).

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Considerando a IS 08/2017, bem como o Decreto Federal nº 99.556/1990, em caso


de impactos negativos irreversíveis sobre cavidade natural subterrânea classificada
com grau de relevância baixo, o empreendedor não está obrigado a adotar medidas e
ações de compensação espeleológica ficando, portanto, autorizados os impactos
irreversíveis sobre as cavidades CSNBO 133, CSNBO 134, CSNBO 215, CSNBO216,
CSNBO 227 nos termos do Decreto Federal nº 99.556/1990.
Em relação à CSNBO 240, não está autorizado nenhum impacto negativo
irreversível na referida cavidade, considerando que se localiza no interior de
unidade de conversação de uso sustentável, a RPPN CSN. A presente medida
deve ser estritamente observada pela empresa para que não haja afetação de seu
empreendimento à referida UC, sobretudo, porque o contrário enseja a prévia e
obrigatória autorização do Órgão responsável pela criação da mesma, consoante o
art. 1º da Resolução Conama n. 428/2010.
• Danos Identificados sobre o patrimônio espeleológico
Abre-se aqui a discussão sobre 6 cavidades, que não haviam sido identificadas na
prospecção espeleológica anterior (SETE 2010), e que no estudo atual foram
verificados impactos irreversíveis com indicação de dano. As cavidades CSNBO 131,
CSNBO 132, CSNBO 214, CSNBO 234, CSNBO 235 e CSNBO 236, possuem danos
que foram atribuídos à atividade de mineração, pela proximidade com a mina.
A tabela a seguir indica os danos apontados em cada uma das cavidades.

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Figura 85: Relação dos impactos irreversíveis com indicação de danos ocorridos nas cavidades
do entorno da Mina da Bocaina – CSN Arcos. Fonte: Avaliação dos Impactos Ambientais da Mina
da Bocaina - CSN Arcos sobre Cavidades Naturais Subterrâneas (Processos
PA00174/1986/014/2014 e PA00174/1986/016/2017).

Seguindo o que traz a IS 08/2017 em seu item 5.2.7, a empresa não apresentou
análise de impacto ou previsão de medidas mitigadoras ou compensatórias para as
cavidades onde foram identificados danos.
Observe-se que as cavidades naturais subterrâneas que tenham sofrido
intervenção que importe em sua total extinção ou em alteração que não permita
controle, mitigação, recuperação ou restauração do ecossistema cavernícola,
com comprometimento de sua integridade e preservação, são consideradas
como suprimidas (ver item 4.27); nestes casos, não há que se falar em análise
de impacto, classificação de grau de relevância e estabelecimento de medidas
compensatórias ou mitigadoras no âmbito do licenciamento ambiental.

Para estas cavidades deverá ser elaborado relatório técnico específico referente à
aplicação do Decreto Estadual nº 47.041/2016, onde será definido valor indenizatório,
bem como a adoção de compensação espeleológica, os quais serão alvo de
assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), conforme disposto no artigo
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5º da referida norma.

Figura 96: Indicação das 6 cavidades naturais subterrâneas onde ocorreram danos. Fonte:
Avaliação dos Impactos Ambientais da Mina da Bocaina - CSN Arcos sobre Cavidades Naturais
Subterrâneas (Processos PA00174/1986/014/2014 e PA00174/1986/016/2017).
Para as cavidades que sofreram danos, percebe-se que a área de influência
também foi impactada pela atividade de mineração, conforme descrito a seguir:
 CSNBO 131: 12,6% da sua AIC dentro da ADA (área impactada de 0,51 ha
de 4,04 ha);
 CSNBO 132: 54,8% da sua AIC dentro da ADA (área impactada de 0,51 ha
de 0,93 ha);
 CSNBO 214: 31,3% da sua AIC dentro da ADA (área impactada de 0,30 ha
de 0,96 ha);
 CSNBO 234: 12,6% da sua AIC dentro da ADA (área impactada de 0,53 ha
de 0,99 ha);
 CSNBO 235: 53,5% da sua AIC dentro da ADA (área impactada de 0,43 ha
de 0,92 ha);
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 CSNBO 236: 27,2% da sua AIC dentro da ADA (área impactada de 0,61 ha
de 2,24 ha);
Importante destacar a cavidade CSNBO 131, onde foi observada pela equipe de
campo uma situação de instabilidade que levou, inclusive, à paralisação dos
trabalhados com afastamento dos empregados da área de risco.
Encontram-se acostados aos autos a Avaliação Geotécnica e Laudo de
Estabilidade da Cavidade 131, bem como o Parecer Técnico Cavidade 131 –
Segurança do Trabalho. Conforme consta nos estudos, “... a caracterização
geomecânica da cavidade 131, a partir dos dados e observações de campo, pode-se
afirmar que a mesma apresenta uma condição geomecânica diferenciada de todas as
outras vistoriadas, devido a uma situação anômala no que respeita à presença de
estruturas geológicas desfavoráveis em sua região de entorno, que determinaram a
ocorrência de processos instabilizatórios pretéritos, com comprometimento de
capacidade de resistência do maciço, reativação significativa de estruturas geológicas
e instauração de quebras mecânicas, que alteraram o regime hídrico local, com
aceleração de processos intempéricos, e finalmente, como consequência, uma
condição atual de risco potencial elevado para acesso e realização de qualquer
atividade em seu interior, sendo recomendável a sua descaracterização e isolamento
de imediato.”
Com base no monitoramento microssísmico, verificou-se que a lavra e desmonte
por explosivos não interferiram nas condições geomecânicas no entorno da cavidade
131, demonstrando que os processos instabilizatórios ocorreram em momentos
anteriores.
A avaliação de impactos ao patrimônio espeleológico teve como premissa legal,
entre outras normas, a Resolução CONAMA nº 347/2004, que dispõe sobre a proteção
do patrimônio espeleológico. Conforme determinado no artigo 5º da referida norma, o
órgão licenciador considerará, entre outros aspectos, a intensidade, a temporalidade,
a reversibilidade e a sinergia dos referidos impactos. Ainda no mesmo artigo, define-
se que a avaliação de impactos ao patrimônio espeleológico deverá considerar, entre
outros aspectos:
I – suas dimensões, morfologia e valores paisagísticos;
II – suas peculiaridades geológicas, geomorfológicas e mineralógicas;
III – a ocorrência de vestígios arqueológicos e paleontológicos;
IV – recursos hídricos;
V – ecossistemas frágeis ou espécies endêmicas, raras ou ameaçadas de
extinção;
VI – a diversidade biológica;
VII – sua relevância histórico-cultural ou socioeconômica na região.
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As etapas do processo de avaliação serão discutidas a seguir:


• Definição da área de estudo
Etapa de definição da abrangência territorial onde será realizado o Estudo de
Prospecção Espeleológica, sendo considerada a área diretamente afetada pelas
atividades de mineração e a projeção horizontal de 250m em forma de poligonal
convexa, conforme já apresentado neste parecer.
• Identificação do patrimônio espeleológico
Etapa de levantamentos de campo para registro e caracterização das cavidades
naturais subterrâneas, conforme apresentado no estudo de prospecção espeleológica
e já discutido neste parecer.
Conforme já mencionado a avaliação de impactos se deu de maneira conjunta para
as 10 áreas de influência definidas em estudo apresentado neste processo de
licenciamento, descritas a seguir:
 AIC 01: cavidades CSNBO 109, CSNBO 117, e CSNBO 120;
 AIC 02: cavidades CSNBO 131, CSNBO 132, CSNBO 207, CSNBO 208, e
CSNBO 209;

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Figura 17: Mapa com a indicação das Áreas de Influência de Cavidades AIC-01 e AIC-02. Fonte:
Avaliação dos Impactos Ambientais da Mina da Bocaina - CSN Arcos sobre Cavidades Naturais
Subterrâneas (Processos PA00174/1986/014/2014 e PA00174/1986/016/2017).

 AIC 03: cavidades CSNBO 066, CSNBO 068 (Abrigo da Caneleira I/II),
CSNBO 069, CSNBO 070, CSNBO 073, CSNBO 074, CSNGEO 019,
CSNGEO 023, e Loca da CSN 2;
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Figura 18: Mapa com a indicação da Área de Influência de Cavidades AIC-03. Fonte: Avaliação
dos Impactos Ambientais da Mina da Bocaina - CSN Arcos sobre Cavidades Naturais Subterrâ-
neas (Processos PA00174/1986/014/2014 e PA00174/1986/016/2017).

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 AIC 04: cavidades Caverna Toca da Piton, CSNBO 071, CSNBO 072,
CSNBO 075, CSNBO 077, CSNBO 078, CSNBO 079, CSNBO 0081,
CSNBO 0082, e CSNBO 0083;
 AIC 10: cavidades CSNBO 084 e CSNBO 086.

Figura 10:Mapa com a indicação das Áreas de Influência de Cavidades AIC-04 e AIC-10. Fonte:
Avaliação dos Impactos Ambientais da Mina da Bocaina - CSN Arcos sobre Cavidades Naturais
Subterrâneas (Processos PA00174/1986/014/2014 e PA00174/1986/016/2017).

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 AIC 05: cavidades Caverna da Passagem Simetrica, Caverna dos 3


Paleopisos, CSNBO 104, CSNBO 106, CSNBO 107, e CSNBO 108;
 AIC 06: cavidades CSNBO 135, CSNBO 136, CSNBO 137, CSNBO 138,
CSNBO 230, CSNBO 231, CSNBO 232, CSNBO 233, CSNBO 234, CSNBO
235 e Gruta dos Espinhos;

Figura 110: Mapa com a indicação das Áreas de Influência de Cavidades AIC-05 e AIC-06.
Fonte: Avaliação dos Impactos Ambientais da Mina da Bocaina - CSN Arcos sobre Cavidades
Naturais Subterrâneas (Processos PA00174/1986/014/2014 e PA00174/1986/016/2017).

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 AIC 07: cavidades CSNBO 041, CSNBO 042, CSNBO 043, CSNBO 045,
CSNBO 046, CSNBO 048, CSNBO 049, CSNBO 050, CSNBO 052, e
CSNBO 053;

Figura 121: Mapa com a indicação da Área de Influência de Cavidades AIC-07. Fonte: Avaliação
dos Impactos Ambientais da Mina da Bocaina - CSN Arcos sobre Cavidades Naturais Subterrâ-
neas (Processos PA00174/1986/014/2014 e PA00174/1986/016/2017).

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 AIC 08: cavidades Abrigo do Grande Arco II, CSNBO 013, CSNBO 214,
CSNBO 219, CSNBO 220, CSNBO 221, CSNBO 222, CSNBO 223, CSNBO
224, CSNBO 226, CSNBO 228/229, CSNGEO 015, CSNGEO 016,
Passagem d’El Tigre, e Represas e Cortinas do Grande Arco;

Figura 132:Mapa com a indicação da Área de Influência de Cavidades AIC-08. Fonte: Avaliação
dos Impactos Ambientais da Mina da Bocaina - CSN Arcos sobre Cavidades Naturais Subterrâ-
neas (Processos PA00174/1986/014/2014 e PA00174/1986/016/2017).

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 AIC 09: cavidades CSNBO 001, CSNBO 002, CSNBO 003,CSNBO 004,
CSNBO 005, CSNBO 006, CSNBO 008, CSNBO 009, CSNBO 010, CSNBO
176, CSNBO 177, CSNBO 178, CSNBO 179, CSNBO 180, CSNBO 181,
CSNBO 182, CSNBO 183, CSNBO 184, CSNBO 189, CSNBO 236, CSNBO
237, CSNBO 238, CSNBO 239, CSNBO 241, CSNBO 243, CSNBO 244,
CSNBO 245, CSNBO 256, CSNGEO-08, CSNGEO-09, CSNGEO-12,
CSNGEO-18, CSNGEO-24, Gruta da CSN, e Labirinto da CSN;

Figura 143: Mapa com a indicação da Área de Influência de Cavidades AIC-09. Fonte: Avaliação
dos Impactos Ambientais da Mina da Bocaina - CSN Arcos sobre Cavidades Naturais Subterrâ-
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• Mapeamento dos impactos potenciais


Etapa onde todos os potenciais efeitos da atividade de mineração são listados.
Aqui, foi definido o conjunto de impactos potenciais que podem ser atribuídos ao
empreendimento, sendo utilizada como base a Matriz de Leopold (LEOPOLD, et al.
1971). Listaremos a seguir os potenciais impactos ambientais irreversíveis e
reversíveis incidentes sobre o patrimônio espeleológico considerados neste estudo.
Adaptado de (SBE 2016) e (CECAV; ICMBIO).
Impactos Irreversíveis
 i1 - Supressão parcial ou total da cavidade - perda irreversível de áreas de
cavidades;
 i2 - Alteração física / comprometimento do ambiente cavernícola;
 i3 - Soterramento / entulhamento de cavidades;
 i4 - Rachaduras e desplacamentos (instabilidade);
 i5 - Aceleração ou indução de processos de dinâmica cárstica (e.g.
Dolinamento);
 i6 - Perda (ruptura ou quebra) de espeleotemas;
 i7 - Alteração da dinâmica hídrica da cavidade;
 i8 - Supressão parcial ou total da Área de Influência de Cavidades (AIC)
com comprometimento do ecossistema cavernícola;
 i9 - Comprometimento / redução das populações de espécies endêmicas,
raras ou ameaçadas de extinção;
 i10 - Perda da biodiversidade por supressão de habitats cavernícolas;
 i11 - Perda de fosseis;
 i12 - Perda de material arqueológico;
 i13 - Descontextualização de sítios arqueológicos;
 i14 - Comprometimento de cavidade com uso para visitação pública (regular
/ autorizada);
 i15 - Comprometimento de cavidade de relevância histórico-cultural ou
religiosa;
 i16 - Degradação da cavidade por vandalismo;
Impactos Reversíveis
 r1 - Alteração da dinâmica sedimentar / processos erosivos direcionados p/
cavidades;
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 r2 - Alteração da qualidade do ar na cavidade;


 r3 - Deposição de material particulado na cavidade;
 r4 - Degradação do ambiente sonoro na cavidade;
 r5 - Degradação da qualidade da agua de lago ou drenagem subterrânea;
 r6 - Degradação / comprometimento de habitat aquático presente em
cavidade;
 r7 - Perda ou fragmentação de habitats naturais no exocarste relacionados
com o ecossistema cavernícola;
 r8 - Recomposição ou conexão de habitats no exocarste relacionados com
o ecossistema cavernícola;
 r9 - Comprometimento / redução de população da quiropterofauna;
 r10 - Comprometimento / redução de população da fauna de troglófilos;
 r11 - Comprometimento / redução de população da fauna de troglóbios;
 r12 - Perturbação da fauna relacionada a cavidades;
 r13 - Comprometimento / redução na disponibilidade de abrigos e recursos
alimentares;
 r14 - Aumento na disponibilidade de abrigos e recursos alimentares;
 r15 - Comprometimento / redução na qualidade dos substratos orgânicos e
dos micro-habitats;
 r16 - Aumento na qualidade dos substratos orgânicos e dos micro-habitats;
 r17 - Degradação da cavidade por lixo;
Quando se trata dos impactos decorrentes do desmonte de rochas por explosivos
e vibrações oriundas de trânsito de máquinas e equipamentos, foi utilizado o “Estudo
de Sismografia Aplicada ao Patrimônio Espeleológico – CSN Arcos” (MLF 2019), que
traz o relatório do monitoramento microssísmico no período de 11/ 2018 a 07/ 2019.
As conclusões do estudo demonstram que os processos de dissipação de energia
ocorrem em um raio de 30bm, onde os valores de velocidade de vibração reduzem
drasticamente, permitindo afirmar que as detonações deverão obedecer a uma
distância mínima de 30bm das cavidades. Foi recomendado, com base nos dados e
informações do monitoramento microssísmico, que se adote, com confortáveis
condições de segurança técnica raios de influência e exclusão em torno destas
cavidades, com 50 m de distância para as detonações.
Partindo-se dos 50m proposto no estudo de sismografia, algumas cavidades que
se encontram em distância inferior ao limite da cava podem vir a apresentar impactos
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irreversíveis decorrentes do desmonte de rocha, quais sejam: CSNBO 232 e CSNBO


233 (AIC 06); CSNBO 237, CSNBO 238, CSNBO 239, CSNBO 243 e CSNBO 244
(AIC 09); e CSNBO 228-229 (AIC 08), que se encontra a aproximadamente 50 m de
distância dos limites da ADA. Nesse caso, conforme proposto na avaliação de
impactos, deverão ser adotadas “zonas de restrição para os desmontes”.
Assim, recomenda-se que a empresa não realize desmontes de rocha nas áreas
que estão a 50 m ou menos das cavidades naturais subterrâneas, sendo sua total
responsabilidade quaisquer danos que as vibrações puderem causar nas cavidades
mencionadas.
Ressalta-se que a manutenção da distância mínima de segurança, conforme
consta na matriz de avaliação de ocorrência de impactos irreversíveis, leva a
classificação de impacto potencial “crítico” para impacto efetivo “insignificante”.
• Caracterização dos impactos
Aqui é realizada uma avaliação dos impactos em relação aos critérios descritivos
estabelecidos para o estudo (impacto potencial/real).
- Natureza do efeito: positivo ou negativo;
- Temporalidade (duração) do impacto: temporários ou permanentes;
- Reversibilidade do impacto: reversíveis ou irreversíveis;
- Sinergia (cumulatividade) do impacto: cumulativos ou não cumulativos;
- Intensidade do impacto: desprezível, pouco significativa, significativa ou critica. A
intensidade do impacto é classificada de acordo com a combinação das variáveis
magnitude e severidade, conforme demonstrado a seguir:

• Avaliação dos impactos reversíveis nas cavidades do bloco AIC 01


Nesse bloco estão inseridas três cavidades, conforme já discutido anteriormente,
e nenhuma delas se encontra a menos de 50m dos limites da ADA.
O estudo traz que praticamente não há interação da Mina da Bocaina com as
cavidades inseridas nesse bloco, sendo prevista a manutenção das condições atuais
com as atividades que estão sendo licenciadas no presente processo.
A seguir consta a matriz de avaliação dos potenciais impactos reversíveis sobre as
cavidades inseridas nesse bloco.

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Figura 154: Matriz de Avaliação dos Impactos para o bloco AIC 01.

• Avaliação dos impactos reversíveis nas cavidades do bloco AIC 02


Nesse bloco estão inseridas cinco cavidades, sendo que duas delas apresentam
danos em consequência da atividade e serão objeto de indenização, bem como a
adoção de compensação espeleológica, conforme já discutido anteriormente. As
demais cavidades estão localizadas a distâncias superiores a 50 m de distância dos
limites da ADA da Mina da Bocaina.
De maneira similar ao bloco AIC 01, as cavidades do bloco AIC 02 tem pouca
interação com a mina e, por estarem um pouco mais próximas das frentes de lavra,
foi considerado um pequeno incremento do potencial de impacto decorrente das
emissões atmosféricas e ruído.
A seguir consta a matriz de avaliação dos potenciais impactos reversíveis sobre as
cavidades inseridas nesse bloco.

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Figura 165: Matriz de Avaliação dos Impactos para o bloco AIC 02.

• Avaliação dos impactos reversíveis nas cavidades do bloco AIC 03


Nesse bloco estão inseridas nove cavidades, conforme já discutido anteriormente,
e nenhuma delas se encontra a menos de 50m dos limites da ADA.
O estudo traz que a proximidade com a cava eleva o potencial de impacto sobre a
qualidade do ar, além do ruído decorrente do desmonte de rocha, com reflexos na
perturbação da fauna. Outro ponto discutido refere-se às cavidades voltadas para a
área externa da CSN, o que resulta em potencial de visitação não controlada e
presença de lixo nas cavidades.
Considerando mais de 50% da área do bloco AIC 03 está inserida na RPPN CSN,
observam-se impactos positivos da conexão dos ambientes do exocarste, bem como
aumento da disponibilidade de recursos, abrigos e micro-habitat. Esses e outros
pontos estão representados na matriz de avaliação dos potenciais impactos a seguir:

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Figura 176: Matriz de Avaliação dos Impactos para o bloco AIC 03.

• Avaliação dos impactos reversíveis nas cavidades do bloco AIC 04


Nesse bloco estão inseridas dez cavidades, conforme já discutido anteriormente,
e nenhuma delas se encontra a menos de 50m dos limites da ADA. Está localizado
em área limítrofe à pilha de estéril da mina bocaina.
A seguir consta a matriz de avaliação dos potenciais impactos reversíveis sobre as
cavidades inseridas nesse bloco.

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Figura 187: Matriz de Avaliação dos Impactos para o bloco AIC 04.

• Avaliação dos impactos nas cavidades do bloco AIC 05


Nesse bloco estão inseridas seis cavidades, conforme já discutido anteriormente,
e nenhuma delas se encontra a menos de 50m dos limites da ADA.
De maneira similar ao bloco AIC 03, a proximidade com a cava eleva o potencial
de impacto sobre a qualidade do ar, o ruído decorrente do desmonte de rocha, com
reflexos na perturbação da fauna, além do potencial de visitação não controlada e
presença de lixo nas cavidades, embora para a AIC 05 o acesso às cavidades é mais
difícil, conforme apresentado.
Considerando que a AIC 05 também possui mais de 50% da área inserida na
RPPN CSN, observam-se impactos positivos da conexão dos ambientes do exocarste,
bem como aumento da disponibilidade de recursos, abrigos e micro-habitat. Esses e
outros pontos estão representados na matriz de avaliação dos potenciais impactos a
seguir:

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Figura 198: Matriz de Avaliação dos Impactos para o bloco AIC 05.

• Avaliação dos impactos nas cavidades do bloco AIC 06


Nesse bloco estão inseridas onze cavidades, sendo que duas delas (CSNBO 234
e CSNBO 235) apresentam danos em consequência da atividade e serão objeto de
indenização, bem como a adoção de compensação espeleológica, conforme já
discutido anteriormente. Duas cavidades (CSNBO 232 e CSNBO 233) estão a menos
de 50 metros do pit da cava e para essas deverão ser adotadas as “zonas de restrição
para desmontes com explosivos”. As demais cavidades estão localizadas a distâncias
superiores a 50 m de distância dos limites da ADA da Mina da Bocaina.
A proximidade das frentes de lavra indica um potencial de impacto sobre a
qualidade do ar e sonoro, decorrente das detonações, com reflexos na perturbação
da fauna, que demandará um maior controle das medidas de mitigação sugeridas.
A seguir consta a matriz de avaliação dos potenciais impactos reversíveis sobre as
cavidades inseridas nesse bloco.

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Figura 20: Matriz de Avaliação dos Impactos para o bloco AIC 06.

• Avaliação dos impactos nas cavidades do bloco AIC 07


Nesse bloco estão inseridas dez cavidades, conforme já discutido anteriormente,
e nenhuma delas se encontra a menos de 50m dos limites da ADA. Estão mais
próximas do Green Lake e beneficiamento (áreas de britagem, classificação e
transporte) gerando impacto potencial sobre a qualidade do ar, sendo necessário
observar as medidas de mitigação.
O estudo traz uma ressalva sobre tais cavidades se encontrarem muito próximas
à mina (área de lavra) da empresa vizinha.
A seguir consta a matriz de avaliação dos potenciais impactos reversíveis sobre as
cavidades inseridas nesse bloco.

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Figura 210: Matriz de Avaliação dos Impactos para o bloco AIC 07.

• Avaliação dos impactos reversíveis nas cavidades do bloco AIC 08


Nesse bloco estão inseridas quinze cavidades, sendo que uma delas (CSNBO
214) encontra-se impactada irreversivelmente como consequência da atividade e será
objeto de indenização, bem como a adoção de compensação espeleológica, conforme
já discutido anteriormente. A cavidade (CSNBO 228-229) está a aproximadamente 50
metros do pit da cava, devendo ser adotadas a “zona de restrição para desmontes
com explosivos”. As demais cavidades estão localizadas a distâncias superiores a 50
m de distância dos limites da ADA.
A proximidade das frentes de lavra indica um potencial de impacto sobre a
qualidade do ar e sonoro, decorrente das detonações, com reflexos na perturbação
da fauna, que demandará um maior controle das medidas de mitigação para evitar
impactos dessa natureza sobre as cavidades ali situadas.
Assim como a AIC 03 e AIC 05, possui mais de 50% da área inserida na RPPN
CSN, observam-se impactos positivos da conexão dos ambientes do exocarste, bem

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como aumento da disponibilidade de recursos, abrigos e micro-habitat. Esses e outros


pontos estão representados na matriz de avaliação dos potenciais impactos a seguir:

Figura 221: Matriz de Avaliação dos Impactos para o bloco AIC 08.

• Avaliação dos impactos reversíveis nas cavidades do bloco AIC 09


Nesse bloco estão inseridas trinta e cinco cavidades, sendo que uma delas
(CSNBO 236) encontra-se impactada irreversivelmente como consequência da
atividade e será objeto de indenização, bem como a adoção de compensação
espeleológica, conforme já discutido anteriormente. As cavidades (CSNBO 237,
CSNBO 238, CSNBO 239, CSNBO 243 e CSNBO 244) estão a menos de 50 metros
do pit da cava, devendo ser adotadas as “zonas de restrição para desmontes com
explosivos”. As demais cavidades estão localizadas a distâncias superiores a 50 m de
distância dos limites da ADA.

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De maneira similar aos blocos AIC 03 e AIC 05, a proximidade com a cava eleva o
potencial de impacto sobre a qualidade do ar, o ruído decorrente do desmonte de
rocha, com reflexos na perturbação da fauna, além do potencial de visitação não
controlada e presença de lixo nas cavidades, conforme indicado nos relatórios de
monitoramento.
Por outro lado, por estar grande parte inserida na RPPN CSN, apresenta o impacto
positivo da conexão dos ambientes do exocarste, já citado para outros blocos em
situação similar.
A seguir consta a matriz de avaliação dos potenciais impactos reversíveis sobre as
cavidades inseridas nesse bloco.

Figura 23: Matriz de Avaliação dos Impactos para o bloco AIC 09.

• Avaliação dos impactos nas cavidades do bloco AIC 10


Nesse bloco estão inseridas duas cavidades, conforme já discutido anteriormente,
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e nenhuma delas se encontra a menos de 50m dos limites da ADA. Ressalta-se que
é uma área localizada parcialmente fora da propriedade da CSN, e relativamente
próxima à área da empresa vizinha.
Assim como o bloco AIC 07, as cavidades estão mais próximas do Green Lake e
beneficiamento (áreas de britagem, classificação e transporte) gerando impacto
potencial sobre a qualidade do ar, sendo necessário observar as medidas de
mitigação.
A seguir consta a matriz de avaliação dos potenciais impactos reversíveis sobre as
cavidades inseridas nesse bloco.

Figura 243: Matriz de Avaliação dos Impactos para o bloco AIC 10.

• Impactos sobre o meio biótico


Considerando que a presente licença não prevê intervenção em vegetação nativa
e, considerando ainda, conforme consta no Estudo de Avaliação de Impactos, os
potenciais impactos sobre o meio biótico estariam relacionados com alterações nas
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coberturas florestais das Áreas de Influência das Cavidades.


Considerando que os potencias impactos causados pelos desmontes de rocha,
que causam perturbações à fauna, podem ser mitigados, conforme já discutido no
presente parecer.
Considerando que o estudo “Avaliação dos Impactos Ambientais da Mina da
Bocaina – CSN Arcos sobre Cavidades Naturais Subterrâneas” traz:
• Ausência de troglóbios raros, ou de populações de espécies com
características troglomórficas nas cavidades da área (pág. 88);
• Ausência de espécies ameaçadas de extinção conforme lista oficial, raras
ou relictas (pág. 88);
• Ausência populações de espécies troglomórficas em condições de risco de
impacto que possa levar a sua inviabilidade (pág. 89);
• Ausência de impactos sobre a cobertura vegetal existente nas AICs (pág.
89).
“...não há nenhuma indicação que o desenvolvimento das atividades previstas no
âmbito do processo de licenciamento PA 00174/1986/014/2014 possa levar a uma
condição de comprometimento da fauna presente nos ecossistemas cavernícolas,
principalmente devido ao fato de não haver alteração dos limites do pit de lavra nem
supressão da vegetação do entorno das cavidades.”
Destaca-se também que o Relatório Técnico “PARECER SOBRE A OCORRÊNCIA
DE ESPÉCIES AMEAÇADAS E RELEVANTES NO CONTEXTO
BIOESPELEOLÓGICO DA ADA ATUAL MAIS 250 METROS – PROJETO CSN,
MUNICÍPIO DE ARCOS/MG”, sob responsabilidade do Biólogo Dr. Fábio Luís
Bondezan da Costa, CRBio 62.660/04-D, conclui que: “Dentre os vertebrados e
invertebrados observados e identificados até o nível específico, nenhuma das
espécies encontra-se relacionada na lista de espécies ameaçadas de extinção
denominada "Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de
Extinção", em observância aos arts. 6º e 7º, da Portaria no 444, de 31 de janeiro
de 2014 e nem na lista estadual “Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção da
Fauna do Estado de Minas Gerais”, Deliberação Normativa COPAM Nº 147, de 30
de abril de 2010. As possíveis espécies novas encontram-se nas mãos de
especialistas, que aprofundarão os estudos dos exemplares e descrevendo as
espécies quando comprovado seu ineditismo” (grifo nosso).
• Identificação e descrição das medidas mitigadoras
Aqui serão listadas as medidas mitigadoras ou potencializadoras dos impactos
reversíveis (negativos /positivos, respectivamente);

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- Manter a distância de segurança das cavidades de 50m, recomendada pelo


estudo sismológico: definição de Zona de Restrição para o desmonte de explosivos
dentro do pit da cava; monitoramento sismográfico; monitoramento geoespeleológico.
- Evitar o acesso desautorizado nas cavidades, principalmente as que
possuem face para a área externa da propriedade: sinalização de proibição de
acesso; barreiras físicas (cercas e portões); vigilância.
- Medidas de controle das emissões de poeiras fugitivas nas atividades de
lavra e beneficiamento do minério: manutenção adequada das vias de tráfego da
mina; umidificação das vias em uso na mineração; velocidade controlada dos
caminhões; alterações na frota para redução do número de viagens.
- Controle das emissões sonoras da mina: otimização do número de eventos de
detonação; acionamento de alarme sonoro prévio ao desmonte; regulagem dos
caminhões.
- Conservação do ambiente natural associado aos ecossistemas
cavernícolas: manutenção / conservação das áreas de cobertura florestal situadas
no interior das AICs; erradicação de espécies invasoras, onde manejável.
O estudo “Avaliação dos Impactos Ambientais da Mina da Bocaina – CSN Arcos
sobre Cavidades Naturais Subterrâneas” descreve as ações que devem ser
executadas para se atingir o objetivo no controle dos impactos reversíveis. É
responsabilidade da empresa executar as medidas sugeridas sobre o desmonte de
rochas com explosivos; carregamento e transporte do minério entre as frentes de lavra
e as britagens; beneficiamento do minério; barreiras físicas; vigilância; sinalização;
otimizar o número de eventos de detonação; acionamento do alarme sonoro prévio a
detonação; conservação das áreas de cobertura florestal; manejo (erradicação) de
espécies invasoras; monitoramento bioespeleológico, para a manutenção e
preservação do patrimônio espeleológico.

3.6.3. Gruta da salitreira


Considerando que na página 144 do EIA cita que a Gruta da Salitreira não se
enquadra no trabalho por não ser uma cavidade natural subterrânea e, posteriormente,
na página 248 do EIA ela é classificada como de grau alto de relevância. Após vistoria
técnica em janeiro de 2018, foi solicitado ao empreendedor apresentação de estudo
com real classificação dessa cavidade, acompanhado de arquivo fotográfico e ART.
Assim, foi apresentado relatório sob responsabilidade de Fabrício Gonçalves
Muniz (ART 142019000000051572636) o que demonstra que a feição conhecida
como “Gruta da Salitreira” se trata de uma galeria gerada por ação antrópica.
A referida galeria está localizada em uma cavidade natural subterrânea
denominada CSNBO- 256, a qual está localizada na base do maciço calcário em área

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próxima à mineração. A cavidade CSNBO-256 possui 8m de desenvolvimento linear,


entrada lenticular horizontal, padrão planimétrico espongiforme, o teto e piso possuem
padrão predominantemente horizontal e estão condicionados pelo acamamento da
rocha. A galeria possui um desenvolvimento linear superior a 40 metros e apesar de
estarem sob a mesma linha d’água foi feito um muro com empilhamento de pedras
para separar a entrada da Gruta da Salitreira do restante da área da cavidade natural
subterrânea.

Figura 254: (A) Circulado de vermelho o muro de pedra visto por dentro da galeria. (B) Vista da
cavidade natural subterrânea com seta indicando entrada da galeria. (C) Deposição química do
tipo canudo de refresco com pequenas dimensões no interior da galeria. (D) Perfuração em
interior de galeria feita durante atividade de extração de salitre.
FONTE: Análise da gruta da Salitreira. (Informações complementares).
O relatório conclui que a Gruta da Salitreira possui uma morfologia evidentemente
gerada por ferramentas em ação antrópica, já que apresenta um padrão morfológico
muito retilíneo e discordante do comum na área de estudo e das estruturas geológicas
que lá existem. Essas informações estão de acordo com o que foi constatado em
vistoria.

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Figura 265: Planta Baixa, Perfil Longitudinal e Cortes Transversais CSNBO-256


FONTE: Análise da gruta da Salitreira. (Informações complementares).

3.7. Arqueologia e Patrimônio Histórico e Artístico

• IPHAN
Foi apresentada manifestação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
através do OFÍCIO Nº 2000/2020/DIVAP IPHAN-MG/IPHAN-MG-IPHAN que informa que o
empreendimento Mina Bocaina – Companhia Siderúrgica Nacional foi aprovado pelo IPHAN.
Portanto, não restam óbices quanto ao patrimônio Arqueológico, sendo concedida a anuência
final para o referido empreendimento.
• IEPHA
Foi apresentado o Ofício IEPHA/GAB nº. 474/2020, do Instituto Estadual do Patrimônio
Histórico e Artístico de Minas Gerais, informando que o empreendedor encaminhou ao
IEPHA/MG estudos técnicos e documentos concernentes ao empreendimento cumprindo a
Deliberação CONEP nº 007/2017 quanto a avaliação de impacto ao patrimônio cultural no
âmbito estadual. Não foi identificado bem cultural protegido pelo Estado nas áreas
diretamente afetada - ADA e de influência direta - AID do empreendimento. Nestes
termos, o IEPHA se manifesta pelo prosseguimento do processo de licenciamento
ambiental referente ao FOB 0882618/2014.
O mesmo ofício recomenda que o empreendedor integre o tema das Folias de Minas e
das Violas de Minas ao Programa de valorização do Patrimônio Cultural, para valorização e
salvaguarda do patrimônio imaterial.

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3.8. Socioeconomia
Dinâmica Populacional:
A população residente no município de Arcos, de acordo com o Censo de 2010,
atingiu o número absoluto de 36.455 habitantes, apresentando um índice de
urbanização em torno de 90%. Sua população teve um percentual médio de
crescimento de 7,39% nos últimos 18 anos, e segundo o último senso realizado pelo
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Cabe ressaltar que, nestes últimos 4 anos, o município sofreu uma forte expansão
demográfica sazonal em virtude da vinda de um contingente significativo de
profissionais que estiveram empregados nas obras de implantação da primeira etapa
da fábrica integrada de clínquer e das expansões de outras empresas do setor de
transformação mineral, mais especificamente da produção de cal e carbonato de
cálcio. Os dados da população residente em Arcos estão representados abaixo:

Figura 36: População residente total, por situação de domicílio e índices de urbanização, no
município de Arcos/MG.

Economia
A economia de Arcos tem como principal fonte de renda o setor de Serviços e
comércios, sendo o setor responsável, de acordo com dados do IBGE de 2008,
responsável por 50,61% do PIB, seguido pelo industrial com 42,30%. Dentro das
tendências regionais observa que a agropecuária é a atividade menos representativa
com 7,09% (IBGE, 2008).
De acordo com censo agropecuário realizado no ano de 2010 pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o município de Arcos possui 893
unidades agropecuárias, distribuídas em 27.533 ha, sendo 786 propriedades com
representação de 24.341 ha pertencentes a proprietários individuais, 102
propriedades com área de 1.611 ha em forma de consórcio e ou sociedade, 01
Propriedade com 12 ha pertencente a Áreas de Estabelecimento Agropecuário, 02
Propriedades com 1453 ha pertencentes a Sociedade Anônima e 2 propriedades com
área de 116 ha pertencentes a produtores com outras condições.
O setor primário não corresponde à principal atividade geradora de renda para o
município de Arcos. Atualmente a produção agrícola e pecuária se destina aos
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mercados interno e ao de subsistência. No que se referem à agricultura, os dados


secundários confirmam os dados primários coletados, onde os destaques são para o
café, único produto de lavoura permanente produzido em Arcos.
A indústria corresponde como a segunda atividade econômica no município de
Arcos, representando 42,30% de seu PIB (IBGE, 2008). Dentro de seu parque
industrial se sobressai a indústria extrativa mineral voltada para a extração de calcário
e a sua transformação. Os outros ramos industriais presentes no município, menos
representativos em termos de riqueza e empregos gerados, são os de confecção,
produtos alimentícios, fabricação de máquinas e equipamentos, entre outros (INDI,
2006). Mesmo os dados obtidos no Censo de 2008 apresentarem o setor de serviços
como sendo o responsável por mais de 50% do PIB do município, é o setor industrial,
em especial o extrativo mineral, que alavanca a economia do município e região.
O setor de serviços ultrapassou o setor industrial no senso de 2008, tendo em
vista o grande volume de obras de expansão das indústrias extrativas e de
transformação mineral, em especial a implantação da fábrica integrada de clinquer da
CSN, a ampliação da planta de produção de cal da Belocal, a ampliação da planta de
produção de cal da Ical, assim como, da modernização de outras indústrias de menor
porte na região que se utilizam da mão de obra e serviços das empresas do município
de Arcos.
O município de Arcos apresenta um setor terciário diversificado. Este atende às
demandas básicas da população local e da região com um comércio que oferece
desde itens de consumo mais imediato a bens duráveis. O comércio varejista engloba
a comercialização de produtos alimentícios, medicamentos, artigos de vestuário,
móveis, eletrodomésticos, produtos agropecuários, entre outros. Dada a razoável
concentração de estabelecimentos, a cidade tem papel importante na região, atraindo
moradores de cidades vizinhas que vão a procura de mercadorias e serviços que não
estão disponíveis nos seus municípios.
O setor bancário é dotado por 06 agências bancárias: Caixa Econômica Federal,
Banco do Brasil, Banco Bradesco, Banco Itaú, Sicoob União Centro Oeste e Sicoob
Arcomcredi.

Infraestrutura
No que se refere ao saneamento básico na cidade de Arcos 98,1% dos domicílios
são abastecidos pela rede geral de água, estando sob a responsabilidade da COPASA.
A captação é realizada no córrego das Almas próximo à cidade.
O resíduo Industrial de Arcos segue por três vias distintas apresentadas em ordem
de proporção, onde uma parcela é destinada para a coleta pública municipal (maior
parte), outra para aterros industriais ou adquirentes legalmente autorizados (este
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normalmente enviado por indústrias regularizadas ambientalmente), e por fim uma


pequena parcela que é queimada, enterrada ou reaproveitada.
Os resíduos domésticos e de limpeza pública gerados em Arcos são em grande
maioria coletados pelo serviço de coleta municipal e destinado ao Aterro Sanitário
Municipal. Atualmente existe coleta seletiva em parte da cidade o que contribui para a
diminuição do volume inaproveitável. Cabe salientar que uma pequena parcela é
queimada ou mesmo enterrada em quintais e lotes vagos.
Na área urbana 99,8% das edificações contam com energia elétrica, serviços a
cargo da CEMIG (PNUD, 2003).

Educação
A estrutura de ensino do município de Arcos conta com estabelecimentos da rede
pública, municipal e estadual, além da rede privada. Na cidade são disponibilizadas
as séries do ensino infantil, fundamental, médio, além do ensino superior.
No ano de 2005, o número total de alunos chegou a 7.741, englobando os níveis
de ensino fundamental e médio (MEC, 2005).
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o ensino profissionalizante é
disponibilizado em quatro escolas: o Centro Educacional Conceição Nunes- CECON,
aEscola do SEBRAE/ACIA, Escola Técnica do SENAI e o Colégio Dom Belchior.
Nas duas primeiras, os cursos profissionalizantes são ministrados
concomitantemente com as séries do ensino médio. Já no Colégio Dom Belchior os
cursos técnicos funcionam com caráter pós-médio. No ano de 2005, o número de
matrículas no ensino técnico atingiu 310 alunos (MEC, 2005). Os cursos
profissionalizantes existentes são o de técnico gerencial, magistério, técnico em
administração, técnico em contabilidade, técnico em enfermagem, técnico em meio
ambiente, química e segurança do trabalho (Prefeitura de Arcos, 2006).
Quanto ao ensino superior há duas instituições, a Pontifícia Universidade Católica
do Estado – PUC Minas Arcos e a Universidade Presidente Antônio Carlos - UNIPAC.
Os cursos disponíveis são o de administração, ciências da computação, comunicação
social, direito, jornalismo, magistério superior, pedagogia e psicologia (Prefeitura
Municipal, 2006).
Além das Escolas de Ensino Profissionalizante e Superior, Arcos conta com mais
04 escolas estaduais a nível fundamental e médio, 07 escolas Municipais a nível
fundamental e 02 particulares além das listadas acima.

Saúde

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Arcos possui um hospital com 77 leitos; a rede pública conta ainda com diversos
PSF - Postos de Saúde Familiar distribuídos pelos bairros e o Hospital Municipal e de
Otorrino, o qual atende consultas, exames clínicos e pequenas cirurgias ambulatoriais.
Os hospitais do município possuem boas condições de atendimento, oferecendo
atendimento ambulatorial e estando apto a receber casos mais complexos. Entre as
instalações e equipamentos disponíveis destacam-se salas cirúrgicas, unidade de
tratamento intensivo, aparelho de raio X, ultrassom, mamógrafo, laboratório e farmácia.
No ano de 2009, deu início a modernização e ampliação das instalações visando à
ampliação das modalidades médicas no Hospital de Otorrino, visando suprir as novas
demandas do município.
As taxas de mortalidade infantil no município se encontram em 16,7 por mil
nascidos vivos (IBGE, 2000). As taxas de fecundidade total, no ano de 2000,
chegaram a 2 filhos por mulher (IBGE, 2000).

3.9. Reserva Legal


A planta de beneficiamento do empreendimento CSN, incluindo a área destinada ao
estacionamento, engloba 03 imóveis rurais compostos pelas seguintes matrículas
10.285, 9.551 e 10.397.
• Matrícula 10.285:
Neste imóvel está localizada a planta de beneficiamento do empreendimento,
bem como a área de lavra. Conforme Certidão de Inteiro teor da matrícula, a
propriedade possui área total de 340,02,40 hectares e Reserva Legal averbada na
forma de compensação em uma área de 82,36,60 hectares (imóvel receptor registrado
sob matrícula 9.951), não inferior a 20% da área total do imóvel matriz. Na planta
planimétrica apresentada pelo empreendedor, esta gleba é definida como “Gleba 4”.
Em vistoria (AF 171579/2017) foi verificado que a reserva legal, localizada nas
coordenadas X= 438.769 e Y= 7.750.950, é constituída por indivíduos arbóreos de
médio porte e sub-bosque de pastagem, bem como por afloramentos rochosos com
vegetação de Floresta Estacional Decidual em estágio médio de regeneração. Há
placas de sinalização e identificação da área como Reserva Legal. A cerca existente
margeia toda a estrada, o que permite a interligação entre esta área e a gleba de
Reserva Legal da matrícula 9.951 - “Gleba 3”; o trânsito de animais de maior porte; e
impede o acesso do gado em toda a área. Foi constatada a necessidade de aplicação
de tratos culturais, bem como execução de um PTRF visando o enriquecimento da
área.
O Termo de Responsabilidade de Preservação de Florestas firmado, em
12/06/2007, entre o empreendimento CSN e IEF traz o seguinte texto:

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Ressalta-se que o descumprimento do referido Termo foi constatado quando


da concessão da LO n. 003/2017, conforme Parecer Único n. 1378119/2016, fls. 13:
“Foi aferido o não cumprimento do Termo de Responsabilidade o que ensejou na
lavratura do AI 89795/2016. Portanto, assim como as outras glebas de Reserva Legal,
deverá ser apresentado no PTRF o qual será condicionado”.
O PTRF foi solicitado através da condicionante n. 16 da LO 003/2017 e
aprovado quando da concessão da RevLO 008/2018, tendo sido condicionada a sua
execução e monitoramento (condicionantes 14 e 15).

Figura 27: Área de Reserva Legal (Gleba 4) da matrícula 10.285, conforme mapa averbado à
época pelo IEF e CAR.

• Matrícula 9.551
Não são desenvolvidas atividades neste imóvel, sendo o mesmo destinado
apenas para averbação/compensação de Reserva Legal. De acordo com a certidão
de inteiro teor da matrícula 9.551, o imóvel rural possui área total de 186,57,59
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hectares e Reserva Legal averbada na própria propriedade em uma área de 37,75


hectares, não inferior a 20% da área total do imóvel, dividida em 3 glebas – definidas
como “Gleba 1”, “Gleba 2” e “Gleba 3”. Em vistoria (AF 171579/2017) foi possível aferir
que a área de Reserva Legal apresenta as seguintes características:
- Gleba 1 (1,24,80 ha) e Gleba 2 (04,05,60 ha) – localizadas na parte inferior do
afloramento rochoso, em ponto próximo ao mirante (coordenadas X= 438.214 e Y=
7.751.646). A área já se encontra com vegetação de Floreta Estacional Semidecidual
em estágio inicial a médio de regeneração. Não foi constatada necessidade de
aplicação de PTRF, devendo ser conduzida a regeneração natural nas áreas.
- Gleba 3 (32,44,60 ha) - coordenadas X= 438.043 e Y= 7.750.679; X= 437.815 e
Y=7.750.319; X= 437.586 e Y= 7.750.397. Área delimitada também como RPPN
(coordenadas X= 438.145 e Y= 7.750.982). Segundo informado, foi executado um
PTRF na área no ano de 2008, o que é perceptível pelo alinhamento das mudas
plantadas. O sub-bosque é constituído por pastagem e os indivíduos arbóreos se
encontram, predominantemente, em pequeno e médio porte de desenvolvimento.
Parte da área de Reserva Legal também é constituída por afloramento rochoso com
presença de vegetação nativa. Foi constatada necessidade de aplicação de tratos
culturais na área, a fim de promover a recomposição efetiva. Há uma estrada no
interior desta gleba que, segundo informado, foi utilizada como acesso durante a
execução do PTRF no local. Foram implantados aceiros ao longo das cercas que
delimitam a área de Reserva Legal (coordenadas X= 437.948 e Y= 7.750.856). A área
também possui placas de identificação. É importante salientar que o Termo de
Responsabilidade de Preservação de Florestas firmado entre o empreendimento CSN
e IEF, em 12/06/2007, exigia a execução de um PTRF na referida área:

Vejamos o que diz o Parecer Único nº. 1378119/2016 da LO 003/2017, fls. 12-13,
sobre a Reserva Legal do imóvel sob matrícula 9.551:
“Por fim, ao analisarmos as imagens atuais e aferir em campo durante a
vistoria, foi observado que parte das glebas de reserva legal ainda se
encontram com presença de pastagem. Desta forma, entendemos que o
Termo de Responsabilidade de Preservação de Floresta não foi
devidamente cumprido, visto que, mesmo após mais de 7 anos as áreas
ainda permanecem com presença de pastagem. Desta forma foi lavrado o
Auto de Infração de nº 89794/2016 por descumprimento do Termo.
Será condicionado a apresentar novo PTRF com cronograma executivo de
forma a garantir que a reserva legal seja de fato recuperada. Será
condicionado a apresentação de relatório de acompanhamento, assim
como nas reservas anteriores”.
O PTRF foi solicitado através da condicionante n. 16 da LO 003/2017 e
aprovado quando da concessão da RevLO 008/2018, tendo sido condicionada a sua
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execução e monitoramento (condicionantes 14 e 15).


Condicionante 14: Executar, nas glebas 3 e 4 de Reserva Legal, o PTRF
apresentado sob protocolo R059749/2018 de 28/03/2018. Obs. 1: Além da semeadura
direta, deverão ser plantadas mudas das espécies indicadas no PTRF a fim de
potencializar a recomposição da área. Obs. 2: A execução do PTRF deverá ter início
no próximo período chuvoso de 2018. Prazo: Conforme cronograma de execução
apresentado.
Condicionante 15: Realizar o monitoramento da área onde houve a implantação
do PTRF. Apresentar relatório técnico descritivo e fotográfico da área (ambientes 1, 2
e 3), a fim de comprovar sua efetiva recomposição. Prazo: Anualmente.
Em 30/09/2019, protocolo R0151661/2019, foi apresentado o relatório
descritivo e fotográfico atestando que houve a implantação das medidas de
recomposição das glebas de Reserva Legal, tais como: roçada mecanizada e manual,
aplicação de herbicida, demarcação e execução dos terraços, preparo do solo,
aplicação de pré-emergente e semeadura.

Figura 28: Área de Reserva Legal da matrícula 9.551 (glebas 1, 2 e 3), conforme mapa averbado
à época pelo IEF e CAR.
Foi apresentado um único Cadastro Ambiental Rural – CAR MG-3104205-
16C6.0663.7795.417D.8013.2402.19CB.882E, protocolo MG-3104205-
38FF.3BBD.467E.810F.677D.3B99.DC25.682F – para as matrículas 10.285 e 9.551,
uma vez que se trata de propriedades contíguas e de mesmo proprietário. Foi
constatado que as áreas declaradas como Reserva Legal estão coerentes com o

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mapa de averbação.

• Matrícula 10.397
Nesta propriedade está localizado o estacionamento do empreendimento. O
imóvel rural possui área total de 8,00 hectares e Reserva Legal averbada, em forma
de compensação (imóvel receptor: mat. 10.285), em uma área de 03,24,71 hectares,
não inferior a 20% da área total do imóvel, conforme certidão de inteiro teor da
matrícula 10.397. A Reserva Legal é definida como “Gleba 5”, conforme planta
planimétrica apresentada pelo empreendedor.
Em vistoria (AF 171579/2017) foi constatado que a área de Reserva Legal
apresenta as seguintes características:
- Gleba 5 (3,24,71 ha) – esta área também constitui a Reserva Particular do Patrimônio
Natural da CSN. Houve o corte de indivíduos de leucena no local e, segundo
informado, a referida intervenção foi aprovada pelo IEF, através do plano de manejo
de espécies exóticas na RPPN, como medida de recomposição. Foi constatado o
plantio de mudas, tais como cedro, aroeira-do-sertão, jacarandá, dentre outros. Há
necessidade de um replantio na área e aplicação de tratos culturais. A partir do ponto
de coordenadas X= 438.947 e Y= 7.753.518 a área se encontra com vegetação de
FESD em estágio inicial a médio de regeneração e não houve o corte de leucenas.
Esta gleba é contígua à barragem do empreendimento. Há uma estrada interna.
É importante salientar que o Termo de Responsabilidade de Preservação de
Florestas, firmado em 05/11/2010, entre o empreendimento CSN e a SUPRAM ASF,
não determinava a execução de PTRF na área. Entretanto, tendo em vista a
necessidade de realizar o replantio de mudas na área e aplicação de tratos culturais,
foi solicitada a apresentação de um PTRF no PU 1378119/2016 da LO 003/2017, fls.
11:
“Pela área não se encontrar em fase de recuperação satisfatório, visto se
passar 7 anos, será solicitado a empresa que apresente novo PTRF com
cronograma de execução a ser implantado logo no próximo período
chuvoso. Tal implantação deverá ser comprovada mediante a apresentação
de Relatório semestral das atividades adotadas para a efetiva
recomposição da reserva legal. A área encontra-se cercada”.

O PTRF foi solicitado através da condicionante n. 16 da LO 003/2017 e


aprovado quando da concessão da RevLO 008/2018, tendo sido condicionada a sua
execução e monitoramento (condicionante 13: Apresentar relatórios semestrais das
atividades adotadas para a efetiva recomposição da reserva legal referente à
Matrícula 10.285 – AV-3 – Fazenda Mina da Bocaina: 3,2471 hectares).
Conforme documento protocolado em 13/05/2020, R0054151/2020, o
empreendedor informa que foram utilizadas técnicas para controle das espécies
invasoras (leucenas) presentes em área de reserva legal, anterior ao período chuvoso
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de 2019/2020, sendo elas: demarcação das leucenas em parcelas de 10m x 10m, em


três blocos de repetição, para execução de tratamentos experimentais para controle
– T1- Área de Controle; T2 Aplicação de Picloran diretamente sobre as árvores; T3 –
Aplicação de Tricoplir diretamente sobre as árvores; T4 – Aplicação de Glifosato
diretamente sobre as árvores; T5 – Corte raso sem destoca das árvores; T6 – Corte
raso sem destoca das árvores e aplicação de Picloran sobre os tocos; T7 – Corte raso
sem destoca das árvores e aplicação de Tricoplir sobre os tocos; T8 – Corte raso sem
destoca das árvores e aplicação de Glifosato sobre os tocos. Foi informado ainda que
os resultados ainda estão em análises estatísticas com previsão de definição das
novas ações para o próximo período chuvoso 2020/2021, porém já foi possível
observar que os tratamentos T2 e T6 obtiveram maior sucesso no combate às
espécies invasoras.

Figura 29: Área de Reserva Legal (Gleba 5) da matrícula 10.397, conforme mapa averbado à
época e CAR.

Foi apresentado o Cadastro Ambiental Rural – CAR MG-3104205-


DEFB249F.EF75.4DCF.A931.EB64.CE2A.0CFF, protocolo MG-3104205-
9579.6A28.5BC9.4A22.6227.DF5B.B7A9.A95C – para a matrícula 10.397, onde foi
constatado que a área declarada como Reserva Legal está coerente com o mapa de
averbação.
Segue abaixo imagem que contempla a delimitação das 03 matrículas e as
áreas de Reserva Legal averbadas:

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Figura 30: Imóveis rurais registrados sob matrículas 10.285, 9.551 e 10.391 e suas respectivas
áreas de Reserva Legal.

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• Reserva Particular do Patrimônio Natural da CSN


A criação da RPPN Arcos foi determinada como condicionante das licenças de
operação (LO) nº 679/2000 e LO nº 281/2006 e repactuada no Termo de Ajuste de
Conduta (TAC) firmado em 2011 e que, dentre outras ações, relaciona a criação da
RPPN e a elaboração de seu Plano de Manejo. Deu-se então, em 2012, através da
publicação da Portaria IEF nº. 13, de 04/01/2012, retificada pela Portaria IEF nº. 35,
de 16/02/2012, a sua criação.
A área da unidade de conservação é de 148,81 ha e está inserida na zona de
amortecimento da Estação Ecológica de Corumbá e no macrozonemento rural do
município de Arcos.
A RPPN sobrepõe parte das glebas 2 e 3 de Reserva Legal e a gleba 5 em sua
totalidade.

Figura 31: Delimitação da RPPN (verde) e dos imóveis rurais registrados sob mat. 10.285, 9.551
e 10.397.

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• Área de execução do PTRF aprovado na RevLO 008/2018:

Figura 32: Área onde foi executado o PTRF (verde sólido).

3.10. Intervenção Ambiental

O presente parecer não autoriza nenhuma intervenção ambiental, entretanto,


através de imagens de satélite, foi possível verificar 03 pontos onde ocorreram
corte/supressão de vegetação no empreendimento, entre os anos de 2014 e 2017,
sendo eles: coordenadas X=438.618 e Y=7.752.044; X=438.513 e Y=7.752.712;
X=438.241 e Y=7.752.962. Segundo informado pelo empreendedor, as áreas eram
constituídas por indivíduos de leucena.

• Coordenadas UTM X= 438.513 e Y= 7.752.712: Supressão requerida através


do processo APEF Nº. 591/2012 para implantação de uma nova Unidade de Britagem
Primária e do sistema de correias transportadoras de minério até a fábrica de clínquer.
Foi deferida, em 19/04/2012, através do Adendo nº. 0228752/2012, a supressão em
uma área de 1,48 hectares, constituída, predominantemente, por indivíduos de
Leucena. O empreendedor apresentou o comprovante de quitação da taxa florestal.

• Coordenadas UTM X= 438.618 e Y= 7.752.044 e coordenadas UTM X=


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438.241 e Y= 7.752.962 (0,58 ha): o empreendedor apresentou os requerimentos


protocolados junto ao Núcleo de Regularização de Arcos, para geração do DAE e
quitação da taxa florestal, considerando a volumetria extraída. Ressalta-se que para
o corte de espécie exótica (leucena), entre os anos de 2014 e 2016, não havia
requerimento padronizado para tal solicitação, fato que impediu relacionar as
volumetrias de leucena declaradas com as áreas indicadas nas coordenadas.

4. COMPENSAÇÕES

4.1. Compensação ambiental prevista na Lei do SNUC – Lei Federal


nº 9.985/2000
Considerando o EIA/RIMA apresentado, será condicionado neste Parecer Único a
realização de protocolo com pedido de compensação ambiental e a continuidade do
processo para que seja estipulada e cumprida a Compensação Ambiental.

5. ASPECTOS/IMPACTOS AMBIENTAIS E MEDIDAS MITIGADORAS

5.1. Impactos sobre a Fauna e medidas mitigadoras


Os principais impactos sobre a fauna local decorrentes da fase de LP + LI do
empreendimento bem como suas medidas mitigadoras estão listados abaixo:

• Afugentamento de fauna

O afugentamento da fauna é geralmente ocasionado pela geração de ruídos.


Como consequência pode haver uma redução das espécies locais pelo deslocamento
das mesmas para outras áreas, podendo propiciar a transmissão de patógenos,
sobreposição de nichos e consequentemente aumento da competição entre as
espécies.
• Atropelamento de Fauna

As estradas nas vias internas e próximas ao empreendimento podem ocasionar


atropelamentos e consequente redução no número de indivíduos relacionados às
espécies da fauna local.
• Medidas mitigadoras

Está sendo condicionado neste Parecer o Automonitoramento de Ruídos do


empreendimento. Está sendo condicionada também a instalação de placas de
sinalização de presença de animais silvestres nas vias de acesso localizadas na área
do empreendimento e também instalação de placas de limite máximo de velocidade
para tráfego nessas mesmas vias. Além disso, outra importante medida mitigadora é

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a eficaz execução do Programa de Monitoramento de Fauna apresentado. Ressalta-


se que o Programa prevê equipe de profissionais exclusivos para o manejo de cada
grupo taxonômico, inclusive pelo menos um profissional veterinário, caso ocorra
algum acidente com animais.

5.2. Impactos sobre a flora e medidas mitigadoras


Considerando que o presente processo de licenciamento trata sobre a ampliação
da cava (rebaixamento), não haverá necessidade de supressão de vegetação nativa.

5.3. Impactos sobre o meio físico e medidas mitigadoras

• Vibração e aumento dos níveis de ruído.


Com a ampliação da lavra, tão bem como o beneficiamento e transporte do minério,
serão geradas novas fontes de ruído que corresponderão ao aumento das atividades
de detonação, do fluxo de veículos nas vias de acesso e do ruído proveniente das
atividades na planta de beneficiamento.
Assim, o impacto potencial relacionado à alteração dos níveis de ruído poderá ter
um efeito negativo, de abrangência local, e de magnitude baixa. Conforme proposto,
a empresa adotará procedimentos de desmonte que reduzam a emissão de ruído,
dentre as quais podemos destacar a utilização de perfuratrizes hidráulicas que emitem
níveis de ruídos menores, e a utilização das operações de desmonte por “Linha
Silenciosa”.
Destaca-se que as operações de desmonte, transporte de calcário e
beneficiamento, já se fazem presentes na unidade, e os ruídos já são monitorados
anualmente pela CSN, sendo informado que os resultados estão, atualmente, em
conformidade com os padrões de referência legal (NBR 10.151 - Avaliação do Ruído
em Áreas Habitadas visando o conforto das comunidades faunísticas e a população
presentes no entorno do Objeto de Estudo).
No item 6 deste parecer serão descritos alguns programas e projetos que devem
ser mantidos e/ou implementados para garantir a adequada mitigação das vibrações
e ruídos.
• Alteração da qualidade do ar na AID.
Esse pode ser descrito como o principal impacto das atividades exercidas na CSN,
proveniente da atividade de lavra, carregamento e transporte de minério, mas também
da britagem, movimentação de máquinas e de fontes fixas presentes no complexo.
Quando tratamos exclusivamente do presente processo de ampliação, o impacto
sobre a qualidade do ar será através do aumento da concentração de partículas totais
em suspensão (PTS), partículas inaláveis (PM10), dióxido de enxofre (SO2) e dióxido
de nitrogênio (NO2). As emissões de gases dos escapamentos de veículos e

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máquinas que trabalharão no processo também poderão contribuir.


Como medidas de controle a empresa propõe a execução de Programa de
Monitoramento da Qualidade do Ar, que será descrito em item específico desse
parecer, operar os equipamentos de controle de qualidade do ar já existentes de forma
regular, manutenção preventiva dos veículos e equipamentos e umectação constante
das vias de acesso.
• Alteração na dinâmica espeleológica.
Apesar dessa ampliação não prever supressão de vegetação e alteração na área
já minerada, o aumento da frequência de desmonte de rocha, alinhado ao aumento
do trânsito de equipamentos pesados poderá trazer impactos nas cavidades
presentes na área, sendo os mesmos discutidos no item 3.6.2 deste parecer.

• Contaminação do solo e alteração da qualidade das águas.


A ampliação da mineração, ainda que não implique em abertura de novas áreas e
acessos, por se tratar de rebaixamento de cava, aumentará o fluxo de veículos na
área, a utilização de diversos tipos de insumos tais como óleos, tintas, graxas,
combustíveis, a geração de resíduos, tais como sucatas metálicas, embalagens,
resíduos de alimentação, resíduos contaminados por óleo, óleo lubrificante usado,
baterias e pilhas, entre outros. Portanto, deverá ser mantido o correto armazenamento
temporário e destinação final na área do empreendimento, minimizando o contato com
o solo, e assim reduzindo as chances de contaminação de camadas mais profundas
do solo podendo atingir aquíferos subterrâneos.
Quanto aos corpos hídricos superficiais, as principais causas de impactos
potenciais sobre a qualidade dos recursos hídricos interiores estão relacionadas com
geração de esgotos sanitários nos prédios de apoio e geração de efluentes oleosos
nas oficinas de manutenção. Destaca-se aqui que não haverá decapeamento do solo,
apenas rebaixamento da cava, o que reduz a probabilidade de erosão e transporte de
material sólido para cursos d’água. Mesmo assim, quaisquer resíduos gerados em
decorrência de movimentações de terra, manutenções, montagens e beneficiamento
mineral, deverão ser adequadamente gerenciados para evitar o carreamento para os
corpos hídricos, alterando sua qualidade.
Conforme consta no EIA e foi observado em vistoria, a mina Bocaina conta com
sistemas de controle ambiental implementados, os impactos relacionados à
contaminação dos solos e alteração da qualidade das águas tendem a ter intensidade
média, abrangência local, uma vez que toda a drenagem da área é naturalmente
direcionada a dispositivos que garantem a eficiência ambiental e consequente
segurança dos recursos hídricos.
No próximo item serão descritos alguns programas e projetos que devem ser

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mantidos e/ou implementados para garantir a adequada mitigação deste impacto.

6. PROGRAMAS E PROJETOS

6.1. Programa de Gestão do Patrimônio Espeleológico da Mina da


Bocaina

O Programa de Gestão do Patrimônio Espeleológico do Entorno da Mina da


Bocaina sistematiza as medidas de mitigação e controle previstas na análise dos
impactos, de forma a permitir que as mesmas sejam adotadas pela empresa,
atendendo assim ao que determina a Instrução de Serviço SISEMA 08/2017 revisão
1. Destaca-se que a CSN se encontra em atividade há décadas e, portanto, já executa
uma série de medidas de controle de seus impactos, as quais foram incorporadas no
presente programa, considerando a avaliação de impactos já tratada nesse parecer.
• Proteção contra a ocorrência de impactos negativos irreversíveis
O estudo de Avaliação dos Impactos Ambientais apresentou como medida
mitigadora para a realização de desmontes com explosivos no entorno das cavidades,
a adoção de zonas de restrição para o desmonte com explosivo em três áreas da mina.
A adoção das zonas de restrição deve ser acompanhada da avaliação do estado de
conservação das cavidades mais próximas da cava, sendo incluídas no
monitoramento espeleológico as cavidades CSNBO 232 e CSNBO 233 (AIC 06);
CSNBO 237, CSNBO 238, CSNBO 239, CSNBO 243 e CSNBO 244 (AIC 09); e
CSNBO 228-229 (AIC 08).
O monitoramento sismográfico também deve atuar de forma a garantir um
desmonte que não possua potencial de gerar danos irreversíveis às cavidades,
utilizando-se das indicações de vibrações para gerar prognósticos quanto à
necessidade ou não de atenuação da carga de explosivos, número de esperas e
outras variáveis do plano de fogo, principalmente quando em áreas mais próximas
das cavidades, de forma que se garanta a manutenção da integridade das mesmas.
• Controle de emissões atmosféricas
Aqui serão descritas as ações propostas para a mitigação do impacto de emissões
de poeiras fugitivas, material particulado.
Desmonte de rochas com explosivos: aplicação de uma carga controlada de
explosivos, evitando fracionamento excessivo e alta energia para o ultralançamento
de rochas. As medidas têm alcance limitado, uma vez que não é possível suprimir
totalmente as emissões desses eventos, que são pontuais.
Carregamento do minério ROM: Caso sejam constatadas emissões fugitivas no
carregamento dos caminhões, deve-se umidificar o material desmontado, antes do
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carregamento para transporte.


Transporte do minério entre as frentes de lavra e as britagens: atividade que possui
grande potencial de impacto, em função do tamanho das partículas na pista, do grau
de coesão, umidade do material e da velocidade dos veículos. Recomenda-se: (a)
aplicação de brita nas pistas de rodagem e manutenção para remoção de eventual
material solto; (b) velocidade máxima dos caminhões de 40 km/h; (c) aspersão de
água periódica nas pistas de rodagem, com sua frequência regulada pelas condições
climáticas – quanto mais seco, maior a frequência.
Beneficiamento do minério: utilização de filtros nas transferências e britagem.
Onde tecnicamente não for recomendada a utilização de filtros, devem-se utilizar bicos
aspersores de névoa de água, os quais devem estar regulados para suprimir
suficientemente as emissões fugitivas de pó. Deve-se também verificar a altura de
queda dos materiais quando da confecção de pilhas, a fim de evitar queda de material
seco pulverulento de alturas excessivas.
Deve-se considerar, também, como medida relevante de controle das emissões de
veículos a regulagem adequada dos mesmos, com o acompanhamento por meio de
monitoramento das emissões veiculares.
Além das ações descritas, considerando as cavidades com indicação de deposição
de poeira (Gruta da CSN, Gruta do Labirinto e Gruta dos Espinhos), consideradas na
avaliação de impactos, foi apresentada como proposta de avaliação do impacto o
monitoramento da deposição nas cavidades, utilizando a metodologia de
deposição de poeiras prevista no método gravimétrico AS/NZ 3580.10.12016
(STANDARDS AUSTRALIA 2016). Segundo apresentado, “os parâmetros
australianos adotados como referência indicam um índice de deposição de poeira
aceitável desde que inferior a 4 g/m²/mês. Adotando essa metodologia de avaliação
da deposição de poeiras na parte de entrada de cavidades a empresa poderá avaliar
se há impacto real de deposição, e se tal deposição é considerada aceitável ou não.”
• Proteção e conservação do patrimônio espeleológico
Para evitar os impactos por vandalismo que envolve, entre outras coisas, a
deposição de lixo, pichações e quebras de espeleotemas, o programa sugere a
instalação de placas de advertência indicando se tratar de propriedade privada com
acesso restrito e o cercamento nas áreas limítrofes da propriedade da CSN, bem como
em “trilhas” e acessos internos que podem vir a ser usados de maneira inadvertida
por usuários desautorizados. Além disso, as práticas de vigilância da empresa devem
incluir o objetivo de preservação do patrimônio espeleológico presente dentro de sua
propriedade, prevendo ações especificas de ronda, vigilância com a utilização de
câmeras ou outras formas que entender pertinentes a fim de evitar a visitação
desautorizada.

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• Controle de emissões sonoras da mina


Considerando que os ruídos e vibrações gerados pelos equipamentos da mina e o
desmonte de rochas por explosivos, geram efeitos deletérios para a fauna local,
podendo também gerar incômodo para as comunidades mais próximas, recomenda-
se alguma ações para minimizar seus impactos, quais sejam:
Otimizar número de eventos de detonação: Uma boa execução do desmonte de
rochas evitará a necessidade de fogachos e outros fogos corretivos de bancada.
Considerando que esses fogos menores geralmente têm níveis elevados de ruído, a
redução desse tipo de eventos contribui sobremaneira para mitigar o impacto sonoro
da mina.
Acionamento do alarme sonoro prévio à detonação: Há previsão nas normas
regulamentadoras da mineração (NRMs) da obrigatoriedade do alarme sonoro antes
das detonações. Recomenda-se, portanto, a execução dos desmontes com
explosivos sempre nos mesmos horários e soando sirene prévia, na tentativa de criar
uma indicação que a fauna terrestre usuária do entorno da mina passará a se habituar,
diminuindo assim o estresse sobre a fauna causado por esses eventos.
• Conservação do ambiente natural associado aos ecossistemas
cavernícolas
Conforme informado, a medida mais importante para a fauna associada às
cavernas é a conservação dos ambientes naturais presentes em suas áreas de
influência, bem como a preservação das condições de conectividade. Esses
ambientes são responsáveis pelo provimento dos recursos necessários para a
sobrevivência da fauna usuária das cavidades.
Os procedimentos de manutenção e conservação incluem principalmente eliminar
fatores de degradação que possam comprometer a dinâmica natural dos
ecossistemas. Recomenda-se instalar aceiros e adotar outras medidas de prevenção
a ocorrência de incêndios nos maciços florestais, evitar processos erosivos e outros
que possam desestabilizar o terreno e a vegetação, evitar a entrada de gado nas áreas
de mata. Havendo indicações de que espécies invasoras, notadamente a Leucena
(Leucaena leucocephala) estão levando a algum prejuízo do ambiente natural ou das
comunidades de fauna, a empresa deverá adotar medidas de manejo visando o
controle/erradicação dos indivíduos da espécie invasora, das áreas com problema.
O monitoramento bioespeleológico será condicionado neste parecer, conforme
proposta apresentada no documento “Informações Complementares
PA00174/1986/014/2014 e 016/2017 - Programa de Gestão do Patrimônio
Espeleológico”. O objetivo é monitorar a fauna geral e de invertebrados de 20
cavidades (2 cavidades de cada Área de Influência de Cavidade - AIC), bem como os
quirópteros em 10 estações amostrais (1 em cada AIC), por meio de visita periódica
por profissional capacitado, em periodicidade semestral, sendo avaliada as métricas:
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Curva de acumulação de espécies, registros de espécies raras, ameaçadas,


troglomórficas ou troglóbios confirmados. Ressalta-se que o programa deverá ser
executado mediante Autorização para Manejo de Fauna contemplando o profissional
elencado no programa.

6.2. Programa de Recuperação de Área Degradada – PRAD

Foi solicitada como informação complementar a apresentação do PRAD, conforme


Instrução Normativa 04 de 2011 do IBAMA, para a área próxima à coordenada
438249/7752997, considerando que no ato da vistoria foi verificada a disposição
irregular de material proveniente da abertura das vias de acesso da mina e da própria
expansão da lavra sobre superfície originalmente rochosa. Assim, foi apresentado o
Projeto de Recuperação de Área Degradada – Talude da Mina, de responsabilidade
técnica do Engenheiro Florestal Evandro Marinho Siqueira (ART
14201800000004517591), cuja descrição será trazida a seguir.
O programa trouxe medidas para viabilizar a recuperação ambiental do talude entre
a mina e o restaurante em uma área de aproximadamente 0,7hectares

Figura 33: Localização da área de recuperação

As técnicas de recuperação compreendem a estabilização e revegetação do talude,


sendo importante destacar que não há escorrimento superficial direcionado para a
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área do projeto.
Para definição da metodologia levou-se em consideração o tipo de solo e rocha;
águas subterrâneas; condições de topografia; impacto ambiental; disponibilidade de
materiais; mão-de-obra e equipamentos; vida do projeto e de manutenção; requisitos;
estruturas adjacentes e subterrânea; confiança no projeto e construção; limitações de
tempo e custo.
Os principais problemas de instabilidade num talude são erosão, os
escorregamentos, a queda de blocos e os fluxos. Nesse sentido, após a
reacomodação das rochas na base do talude, será depositada, na rampa do talude,
uma camada de solo orgânico (top soil), proveniente do decapeamento da lavra, com
posterior compactação, a fim de promover a estabilização do mesmo. Salienta-se que
o talude possui altura variando entre 15 e 20 metros e que sua saia, após a deposição
do solo, terá duas vezes esta dimensão, assegurando a estabilidade a partir da
inclinação.
No que tange à revegetação, será realizado, por meio da dispersão manual de
sementes, o plantio de espécies gramíneas e leguminosas; as espécies arbóreas
nativas serão plantadas através de semeadura direta (espaçamento de 1m²), nos
meses de maior incidência de chuva na região. O programa prevê também a adoção
de tratos culturais como calagem e adubação de cobertura.
Para escolha das espécies foram consideradas características como: rapidez no
crescimento, elevado poder germinativo, boa cobertura, rusticidade, facilidade de
obtenção de semente e adaptabilidade edafoclimática.
As espécies de gramíneas e leguminosas indicadas são do tipo Andropogon
(Andropogon gayanos); capim corrente (Urochloa mosambicensis); feijão-de-porco
(Canavalia ensiformis), feijão guandu (Cajanus cajan), calopogônio (Calopogonium
mucunoides); Amendoim Forrageiro (Arachis pintoii); soja perene (Glycine wightii);
crotalária (Crotalaria juncea); lab-lab (Dolichos lablab); crotalária (Crotalaria
spectabilis); mucuna-preta (Mucuna aferrima) e java (leguminosa híbrida obtida do
cruzamento e seleção de dois cultivares de Macrotyloma axillare). Também pode-se
utilizar um mix de sementes com introdução de girassol (Helianthus annuus), milheto
(Pennisetum glaucum) ou nabo (Raphanus sativus). Ressalta-se que as espécies
indicadas apresentam hábito arbustivo, touceira, trepadeira ou herbáceo e possuem
ciclo anual, fato que não acarreta em problemas no desenvolvimento das espécies
nativas da regeneração natural.
Para as espécies arbóreas são indicadas aquelas de ocorrência no ambiente do
projeto e comuns na região, tais como: angico, ipê e aroeira.
O empreendedor será condicionado a executar o PRAD conforme cronograma de
execução e a realizar o monitoramento da área.

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6.3. Programa de Gestão de Resíduos Sólidos – PGRS


Considerando que a atividade a ser licenciada não irá requerer novas intervenções
e aberturas de vias, tratando-se apenas do rebaixamento da atual cava, faremos um
breve descritivo Programa de Gestão de Resíduos Sólidos durante a operação.
O objetivo do programa é fornecer diretrizes para o correto gerenciamento dos
resíduos, que na fase de operação estão relacionados aos processos de manutenção
industrial, manutenção de máquinas e equipamentos e das áreas de apoio.
Apresenta-se a seguir a lista com a previsão dos resíduos a serem gerados e sua
destinação.

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Figura 44: Resíduos gerados na fase de operação e sua destinação final.


Conforme informado, os resíduos serão coletados semanalmente ou sempre que
houver necessidade, de maneira que não haja permanência de resíduos nos
ambientes de trabalho.

6.4. Programa de Controle de Efluentes Atmosféricos

Esse programa tem o objetivo de medir e avaliar as concentrações de poluentes


atmosféricos emitidos na atividade do empreendimento, além de sugerir as medidas
para controle dessas emissões, através da umectação das vias, utilizando caminhão-
pipa.
O tráfego de caminhões, veículos e máquinas circulando pelos acessos e áreas
não pavimentadas poderá contribuir para a geração de emissões atmosféricas
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constituídas por material particulado em suspensão. A frequência de umectação


dependerá de diversos fatores, tais como temperatura, umidade e tipo de solo,
configurando-se em um processo de tentativas, até o estabelecimento da frequência
ideal.
Serão mantidas as avaliações das concentrações de PTS – Partículas Totais em
Suspensão nos pontos já monitorados, conforme segue:
• MONTANTE DA MINA 438627 / 7751903
• JUSANTE DA MINA (Escola Comunidade Boca da Mata) 440368 / 7754449

Figura 4534: Localização dos pontos de monitoramento da Qualidade do Ar

6.5. Programa de Controle dos Efluentes Líquidos e Qualidade das


águas

Com o objetivo de garantir a qualidade das águas superficiais e subterrâneas, o


monitoramento das águas e efluentes visa garantir os controles operacionais,
identificando falhas e propondo melhorias ao sistema de tratamento. Destaca-se que
para fase de operação, as atividades relacionadas ao processo de mineração não
representarão incremento significativo dos efluentes sanitários e industriais, conforme
informado pela empresa.
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O programa propõe a manutenção do monitoramento das águas e efluentes nos


pontos onde já são realizados, conforme pode ser observado na figura a seguir:

Figura 356: Localização dos pontos de monitoramento.

Considerando as características geológicas da área, ainda que não haja


intervenção em recurso hídrico subterrâneo em virtude do rebaixamento da cava, a
equipe técnica determina a manutenção das tratativas junto à FEAM/GERAQ no que
tange ao monitoramento das águas subterrâneas, conforme o processo SEI!
2090.01.0002895/2020-94.

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6.6. Programa de Controle de Ruídos Ambientais

Figura 367: Localização dos pontos de monitoramento de ruído


Fonte: PCA

O cronograma apresentado sugere as medições de ruído ambiental com


periodicidade semestral, durante as fases de implantação e operação do
empreendimento. No entanto, considerando a importância de se manter os níveis de
ruído dentro dos parâmetros normativos, tanto para a fauna quanto para o meio
socioeconômico, a equipe técnica recomenda que o monitoramento seja trimestral,
com proposta de melhoria e ajustes nos procedimentos, caso os valores de Nível de
Pressão Sonora – NPS e Nível de Pressão Sonora Contínuo Equivalente – Leq
ultrapassem os limites permitidos.

6.7. Programa de Controle de Monitoramento Microssísmico


Em outubro de 2017, foi aprovado pela Supram – ASF, através do ofício 1303/2017,
o novo projeto de monitoramento sismográfico, apresentado pela CSN – Arcos, em
cumprimento à cláusula 4 do TAC, celebrado no dia 02 de fevereiro de 2011, entre o
Ministério Público do Estado de Minas Gerais e a CSN – Companhia Siderúrgica
Nacional.
O monitoramento microssísmico visa o monitoramento das ondas acústicas
geradas a partir da sismicidade induzida gerada, principalmente, pelo processo de
desmonte. Essa técnica irá determinar remotamente a integridade do maciço rochoso
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e consequentemente das cavidades inseridas nele. Conforme informado, esse tipo de


monitoramento fornecerá informações sobre a localização, extensão e o mecanismo
de qualquer processo de dano ocorrido no maciço rochoso.
Conforme aprovado, a empresa apresenta com frequência trimestral, o
monitoramento microssísmico com o arranjo de 4 (quatro) estações sísmicas (A, B, C
e D) com dois geofones cada uma.

Figura 48: Arranjo de sensores proposto.

Coordenadas geográficas da localização das estações sísmicas (A, B, C e D).


SIRGAS 2000 UTM 23K.
• A (X 437.800,20 / Y 7.753.630,59)
• B (X 437.476,76 / Y 7.753.256,03)
• C (X 437.666,21 / Y 7.752.638,22)
• D (X 437.796,20 / Y 7.752.070,75)
Deverá sem mantido o monitoramento microssísmico conforme recomendado
neste parecer.
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6.8. Programas de Manejo de Fauna


Foi requerido por informação complementar, o Programa de Monitoramento de
Fauna Terrestre para a fase de Licença de Operação, o qual foi entregue dentro do
prazo solicitado e foi aprovado pela equipe técnica da SUPRAM – ASF.
Importante salientar que o empreendedor declarou que não haverá supressão de
vegetação. Será apenas rebaixamento da cava. Desta forma, não foi necessário
solicitar Programa de Resgate, Salvamento e Destinação de Fauna Terrestre.
Ressalta-se que a Autorização para Manejo de Fauna nº 51.008/2018 já foi emitida e
se encontra válida. Existe também a autorização n° (036.006/2018) 036.002/2019
Renov. 036.003/2020 Renov., emitidas pelo IEF, também válidas, contemplando o
grupo de invertebrados terrestres.

6.9. Programa de Comunicação Social

A operacionalização do Plano de Comunicação Social e de Integração com a


Comunidade se dá por meio de ações estruturadas pela Fundação CSN, braço social
da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
O Programa de Comunicação e Relacionamento com Comunidades tem como
objetivo promover a valorização, manutenção da cultura e desenvolvimento local. O
Programa estabelecerá um relacionamento que contribua para a transformação social
positiva, tendo por base o diálogo, compartilhamento das informações de forma
sistemática e transparente, viabilizando, assim, a ampliação da Mineração Bocaina.

6.10. Programa de Educação Ambiental – PEA

O Programa de Educação Ambiental foi apresentado durante a análise dos


processos de licenciamento ambiental PA 22088/2005/008/2007 (RevLO) e PA
00174/1986/014/2014 (LPIO) e aprovado quando da concessão da RevLO 008/2018,
ficando a entrega dos formulários e relatórios condicionada na referida licença.
Entretanto, quando da análise do PEA aprovado na RevLO 008/2018 (PA
22088/2005/008/2007), apresentado também no âmbito do presente processo de
licenciamento ambiental (LPIO), objeto deste parecer, foi constatado que o mesmo
não atendeu critérios estabelecidos na DN 214/2017, conforme Papeleta de Despacho
N. 209/2020. A fim de sanar as pendências elencadas na papeleta, o empreendedor
apresentou documento CSN-AR-MA-131/2020, sob protocolo R0115654/2020, de
23/09/2020, inclusive contendo o Diagnóstico Sócio Participativo (DSP), até então não
constante nos autos do processo.
A partir da análise do Programa de Educação Ambiental, juntamente com a
documentação protocolada, foi elaborado o Relatório Técnico (RT 001/2021), que se
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encontra em anexo neste parecer. No RT estão indicadas as adequações necessárias


para aprovação do programa, as quais serão condicionadas no Anexo I, tendo em
vista o Decreto de Calamidade Pública para o Estado de Minas Gerais, que obsta o
desenvolvimento de atividades/levantamento com o público externo; e também o fato
do referido programa ter sido aprovado em licença concedida anteriormente (RevLO
008/2018).

7. CONTROLE PROCESSUAL

Trata-se de processo de licenciamento ambiental de ampliação da empresa Compa-


nhia Siderúrgica Nacional (CSN), com solicitação de licença prévia, de instalação e
de operação, na modalidade LAC1, para as seguintes atividades da Deliberação Nor-
mativa nº 217/2017 do COPAM:

- Lavra a céu aberto - Minerais não metálicos, exceto rochas


ornamentais e de revestimento, da substância mineral calcário para
um acréscimo de produção bruta de 1.600.000 toneladas/ano, código
A-02-07-0, classe 4, com potencial poluidor médio e porte grande;
- Unidade de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a úmido,
da substância mineral calcário para um acréscimo de produção bruta
de 700.000 toneladas/ano, código A-05-02-0, classe 5, com potencial
poluidor grande e porte médio;
- Unidade de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a seco,
da substância mineral calcário para um acréscimo de produção bruta
de 900.000 toneladas/ano, código A-05-01-0, classe 3, com potencial
poluidor médio e porte médio.

Cuida-se de requerimento de Licença Prévia, de Instalação e Operação (LP+LI+LO)


inicialmente formalizada como LP em 10 de dezembro de 2014, conforme recibo de
documentos nº 1261708/2014 (f. 07), nos termos do art. 3º da Resolução SEMAD nº
412/2005, art. 8º do Decreto 44.844/2008 e art. 10, II, da Resolução nº 237/1997 do
CONAMA, vigentes ao tempo dos fatos, e posteriormente, reorientado para adequa-
ção ao advento normativo das normas que permitem o licenciamento ambiental con-
comitante.

A atribuição para decisão quanto ao presente processo pertence ao Conselho Esta-


dual de Política Ambiental (COPAM), por meio de deliberação da Câmara de Ativida-
des Industriais (CMI) a atribuição de avaliar e decidir o mérito do presente licencia-
mento, conforme atribuição conferida pelo art. 14, III, “b”, da Lei Estadual n.º
21.972/2016 e art. 3º, III, “c”, e art. 4º, V, “c”, ambos do Decreto Estadual n.º
46.953/2016, que dispõe sobre a organização do Conselho Estadual de Política Am-
biental – COPAM, de que trata a Lei nº 21.972/2016.

Art. 3 - O COPAM tem por finalidade deliberar sobre diretrizes e políticas e estabe-
lecer normas regulamentares e técnicas, padrões e outras medidas de caráter
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operacional para a preservação e conservação do meio ambiente e dos recursos


ambientais, competindo-lhe:
(...)
III – decidir, por meio de suas câmaras técnicas, sobre processo de licenciamento
ambiental de atividades ou empreendimentos:

a) de médio porte e grande potencial poluidor;


b) de grande porte e médio potencial poluidor;
c) de grande porte e grande potencial poluidor;
(...)
Art. 4º – O Copam tem a seguinte estrutura:
(...)
V – Câmaras Técnicas Especializadas:
(...)
c) Câmara de Atividades Minerárias – CMI (Decreto Estadual
nº 46.953/2016)

Considerando que o empreendimento está situado na zona de amortecimento (ZA) da


Unidade de Conservação (UC) caracterizada como Estação Ecológica Corumbá, foi
solicitada e entregue a anuência do Instituto Estadual de Florestas (IEF) como órgão
gestor da referida UC, conforme a autorização nº 01/2020 EECO (Documento SEI nº
20374326), considerando o disposto no art. 1º e 2º, caput, Resolução nº 428/2010 do
CONAMA, e considerando ainda o Decreto Estadual 47.941/2020 e a Lei Federal nº
9.985/2000.

Foi apresentado, às f. 2031/2055, o Estatuto Social da empresa, consoante o art.


1.089, da Lei 10.406/2002 (Código Civil) e nos termos do art. 138, da Lei nº 6.404/1976
(Lei das Sociedades Anônimas - S/A), bem como o ato de determinação do Conselho
de Administração da Empresa e dos diretores/administradores.

A empresa entregou o Documento Arrecadação Estadual (DAE) de parte das custas


de análise do processo de licenciamento às f. 13/14 nos termos da Resolução Con-
junta SEMAD/IEF/FEAM nº 2.125/2014 e do emolumento às f. 1221/1222, consoante
a Portaria Conjunta IEF/FEAM/IGAM n.º 02/2006.

Foi entregue a declaração da Prefeitura de Arcos (f. 12), quanto ao local solicitado
para o empreendimento informando a conformidade com as normas e regulamentos
administrativos, conforme disposto no art. 10, §1º, da Resolução 237/1997 do CO-
NAMA.

Consta dos autos o requerimento de licença à f. 10, coordenadas geográficas às f. 11


e declaração de veracidade das informações contida em formato digital foi entregue à
f. 15.

Ademais, foi entregue mandato sob o instrumento da procuração à f. 2056 na qual a


empresa concede poderes específicos para Alexandre Ferreira e Ednaldo Cruz para
representarem a empresa em processos de licenciamentos ambientais, em observân-
cia do art. 653 da Lei Federal nº 10.406/2002 (Código Civil).

Foi realizada a publicação quanto ao pedido do presente processo no periódico “Cor-


reio Centro Oeste” (f. 2058/2059), que é um jornal regional que circula publicamente
no município de Arcos, conforme art. 10, §1º, da Lei 6.938/1981, e que previu a pos-
sibilidade de realização de audiência pública, consoante previa a Deliberação
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Normativa nº 12/1994 do COPAM vigente ao tempo dos fatos antes do advento da


Deliberação Normativa nº 225/2018 do COPAM.

Ademais, observa-se que ocorreu a publicação no Diário Oficial do Estado de Minas


Gerais do presente pedido, conforme documento SIAM nº 004456/2021 e observar a
regra da Instrução de Serviço Sisema nº 06/2020, prevendo a possibilidade de reali-
zação de audiência e com publicidade junto ao endereço eletrônico da SEMAD,
<http://www.meioambiente.mg.gov.br/regularizacao-ambiental/consulta-e-requeri-
mento-de-audiencias-publicas> e consoante a Deliberação Normativa 225/2018 do
COPAM, para garantia do princípio da publicidade constitucionalmente assegurado e
da participação de Direito Ambiental e consoante o art. 10, §1º, da Lei 6.938/1981
(Lei da Política Nacional de Meio Ambiente).

Além disso, foi apresentado o recibo federal de inscrição das propriedades no Cadas-
tro Ambiental Rural (CAR), de acordo com o Adendo à Instrução de Serviço nº 01/2014
SEMAD/IEF e conforme disposto na Lei 12.651/2012 com as atualizações da recente
Lei nº 13.295/2016, Lei Estadual nº 20.922/2013 e Instrução Normativa nº 02/2014 do
Ministério do Meio Ambiente.

Nesse sentido, com a constatação da necessidade do CAR, foi realizada pela equipe
técnica a conferência da conformidade dos dados apresentados neste pela equipe
técnica, consoante Decreto Estadual 47.787/2019, inclusive, para aprovação da área
junto ao parecer, nos termos do item 5.7 da Instrução de Serviço nº 01/2014 SE-
MAD/IEF, que sem prejuízo da ulterior homologação conforme a da Nota Técnica
GGRl/DPBIO/IEF nº 01/2016.

Por sua vez, considerando se tratar de atividade de significativo impacto foi apresen-
tado o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) bem como o respectivo Relatório de Im-
pacto Ambiental (RIMA) com respectivas Anotações de Responsabilidade Técnica
(ART), de modo a atender o previsto no art. 225, IX, da Constituição Federal de 1988,
em observância do art. 2º, IX, da Resolução nº 01/1986 do CONAMA e art. 2º, §2º, e
art. 4º, parágrafo único, e anexo I, da Resolução nº 09/1990 do CONAMA, conforme
segue:

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de
uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder
Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e
futuras gerações.
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
(...)
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente cau-
sadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto am-
biental, a que se dará publicidade; (Constituição Federal de 1988).

Art. 2º - Dependerá de elaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo


relatório de impacto ambiental - RIMA, a serem submetidos à aprovação do órgão
estadual competente, e do IBAMA em caráter supletivo, o licenciamento de ativida-
des modificadoras do meio ambiente, tais como:
(...)
IX - Extração de minério, inclusive os da classe II, definidas no Código de Mineração.
(Resolução nº 01/1986 do CONAMA).

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Ademais, considerando o EIA/RIMA apresentado quanto ao aspecto da ampliação do


empreendimento este ficará condicionado a efetivar a compensação ambiental junto
a Gerência de Compensação Ambiental (GCA) do Instituto Estadual de Florestas (IEF),
com fulcro no art. 36 da Lei 9.985/2000 (SNUC – Sistema Nacional de Unidades de
Conservação) e em conformidade com os Decretos Estaduais nº 45.175/09 e
45.629/11.

Por sua vez, verificou-se pelos documentos às f. 2139/2147, o atendimento do Termo


de Compromisso de Compensação Ambiental nº 210101050117, assinado e compro-
vantes de quitação da compensação ambiental fixada com base no art. 36 da
Lei .9985/2000, para atendimento ao requisito do art. 13, do Decreto Estadual nº
45.175/2009:
Art. 13 - A obrigatoriedade de cumprimento da compensação ambiental somente
será considerada atendida, para fim de emissão de licença subsequente, após a
assinatura do Termo de Compromisso de Compensação Ambiental e publicação de
seu extrato. (Decreto Estadual 45.175/2009)

A empresa entregou o certificado de regularidade da empresa junto ao Cadastro Téc-


nico Federal (CTF) e deverá mantê-lo vigente, conforme o disposto no art. 10, I, art.
15, I, “c”, e art. 16, III, todos da Instrução Normativa nº 06/2013 do IBAMA e do art. 17
da Lei 6.938/1981 (Lei da Política Nacional de Meio Ambiente).

Além disso, foi entregue o Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de


Defesa Ambiental (CTF/AIDA) dos responsáveis pelos estudos ambientais, nos ter-
mos do art. 17, da Lei 6.938/1981 (Lei da Política Nacional de Meio Ambiente), da
Instrução Normativa 10/2013 do IBAMA e da Resolução nº 01/1988 do CONAMA:

Art. 1º - O Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambi-


ental tem como objetivo proceder ao registro, com caráter obrigatório, de pessoas
físicas ou jurídicas que se dediquem à prestação de serviços e consultoria sobre
problemas ecológicos ou ambientais, bem como à elaboração do projeto, fabricação,
comercialização, instalação ou manutenção de equipamentos, aparelhos e instru-
mentos destinados ao controle de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras.

Art. 2º - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e os órgãos ambientais, no prazo


de 90 dias, a partir da publicação desta Resolução, somente aceitarão, para fins de
análise, projetos técnicos de controle da poluição ou estudos de impacto ambiental,
cujos elaboradores sejam profissionais, empresas ou sociedades civis regularmente
registradas no Cadastro que trata o Art. 19. (Resolução nº 01/1988 do CONAMA)

No mesmo sentido é o entendimento doutrinário que predispõe que:

Os órgãos ambientais somente podem aceitar, para fins de análise,


projetos técnicos de controle da poluição ou estudos de impacto am-
biental cujos elaboradores sejam profissionais, empresas ou socieda-
des civis regularmente registradas no Cadastro Técnico Federal de
Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental (Romeu Thomé. Ma-
nual de Direito Ambiental. 4. ed. Revista, ampliada e atualizada. 2014,
p. 197)

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Por meio do Ofício IEPHA/GAB nº 474/2020, foi realizada a entrega da anuência do


Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), consi-
derando a disposição do art. 27 da Lei Estadual nº 21.972/2016 e com base no art. 10
da Lei Estadual nº. 11.726/1998, Decreto Estadual nº 45.850/2011 e Portaria IEPHA
n.º 14/2012 e da Deliberação Normativa nº 007/2014 do Conselho Estadual do Patri-
mônio Cultural (CONEP).

Foi feita a entrega por meio do Ofício nº 2.000/2020 DIVAP/IPHAN-MG/IPHAN a


anuência quanto ao empreendimento no que tange a proteção arqueológica e quanto
ao Impacto aos Bens Culturais Tombados, Valorados e Registrados, considerando o
que dispõe o art. 27 da Lei Estadual 21.972/2016 e os artigos 6º, art. 13 e art. 18 além
dos anexos I e II, da Instrução Normativa nº 001/2015 do Instituto do Patrimônio His-
tórico e Artístico Nacional (IPHAN). Ademais, considerando o art. 13 da norma supra-
citada, a manifestação do IPHAN também versará quanto ao Impacto aos Bens Cul-
turais Tombados, Valorados e Registrados.

Observa-se que em consulta ao site do Departamento Nacional de Produção Mineral


(DNPM) que o empreendimento possui direito minerário concedido para a explotação
mineral de calcário, por meio de Portarias de Lavra publicadas para as poligonais dos
processos DNPM nº 004.213/1949 e 033.425/1960, conforme regime de concessão,
nos termos do Decreto Lei nº 277/1967 (Código Minerário) e da Portaria 155/2016 do
DNPM e da Instrução de Serviço SISEMA nº 01/2018.

Por sua vez, quanto ao uso de recursos hídricos, foi verificado pela equipe técnica o
devido atendimento da demanda hídrica a ser utilizada pelo empreendimento e auto-
rização de dragagem necessária, nos termos do Manual de Outorga do IGAM, da Por-
taria 48/2019 do IGAM, da Lei Estadual 13.199/1999 e da Lei 9.433/1997 (Política
Nacional de Recursos Hídricos) e Decreto Estadual nº 47.705/2019.

Considerando o advento da Deliberação Normativa COPAM nº 214/2017 foi feita a


entrega pela empresa do Programa de Educação Ambiental (PEA) que conforme o
relatório técnico anexado a este parecer, e em alinhamento ao posicionamento dado
pelo Memorando Circular nº 6/2021/SEMAD/SURAM (Processo SEI nº
1370.01.0019898/2021-16 e documento SEI nº 28137845) está sendo condicionado
a ajustá-lo a Deliberação Normativa nº 238/2020 do COPAM, considerando a situação
de pandemia, e o disposto na Instrução de Serviço nº 04/2018 SISEMA na sua forma
atualizada.

Por se tratar de área cárstica foi avaliada a proteção espeleológica conforme trazido
neste parecer, considerando a existência das cavidades na região, com base no prin-
cípio da precaução de Direito Ambiental nos termos da Resolução nº 347/2004 do
CONAMA e do Decreto Federal nº 99.556/1990, com as modificações do Decreto Fe-
deral 6.640/2008, atualmente também dispostos pela Instrução de Serviço nº 08/2017
SISEMA e pela Instrução Normativa nº 02/2017 do Ministério de Meio Ambiente (MMA).

Vale esclarecer com base no Decreto Estadual nº 47.041/2016, quanto a impactos


verificados nas cavidades conforme trazido neste parecer, estes deverão ser devida-
mente reparados por Termo de Ajustamento de Conduta, ex vi do art. 79-A da Lei
Federal nº 9.605/1998, e consoante o item 5.2.7 da Instrução de Serviço nº 08/2017
do SISEMA.
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Ressalta-se também que as atividades de operação do empreendimento deverão ob-


servar os limites de emissão de ruídos, nos termos da Lei Estadual nº 10.100/1990.

Quanto as emissões atmosféricas, estas devem atender ao disposto na Deliberação


Normativa nº 187/2013 do COPAM. Ademais, é importante lembrar que o lançamento
dos efluentes líquidos deverão observar e estar em consonância com os padrões da
Deliberação Normativa Conjunta nº 01/2008 COPAM/CERH.

Ressalta-se que as medições ambientais de laudos técnicos/calibrações das condici-


onantes devem atender ao disposto na Deliberação Normativa COPAM Nº 216/2017.

Por outro lado, ressalta-se que quanto ao uso dos recursos hídricos, não foi aferido
tecnicamente prejuízo a mananciais, conforme assegurado pela Lei Estadual nº
10.793/1992:

Art. 4º- Fica vedada a instalação, nas bacias de mananciais, dos seguintes projetos
ou empreendimentos que comprometam os padrões mínimos de qualidade das
águas:

II- atividade extrativa vegetal ou mineral; (Lei Estadual 10.793/1992)

Com relação ao Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e conside-


rando o disposto no art. 225, §2º, da Constituição Federal de 1988, bem como o Plano
de Fechamento de Mina (PAFEM), tendo em vista a inovação normativa da Delibera-
ção Normativa nº 220/2018 do COPAM, os prazos e condições de entrega do mesmo
serão realizados na forma da norma.

Destaca-se que análise do parecer único deve considerar na análise as predisposi-


ções do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), nos termos do art. 9º, II, da Lei
6.938/1981 e do Decreto 4.297/2002, e com informações pela Infraestrutura de Dados
Espaciais (IDE-Sisema) da Resolução Conjunta SEMAD/FEAM/IEF/IGAM nº
2.466/2017.

Quanto a análise técnica foi verificada o aspecto quanto ao cadastramento das cavi-
dades no Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas-CANIE do Centro Naci-
onal de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV), com as informações dos
dados do patrimônio espeleológico mencionado no processo de licenciamento ambi-
ental, nos termos do art. 20, §4º, da Instrução Normativa nº 02/2009 do MMA e art. 3º,
§4º, da Resolução CONAMA nº 347/2004.

No estudo de levantamento de fauna conforme a análise técnica realizada, se verificou


o atendimento necessário de metodologia científica e o requisito das duas campanhas
de fauna, para abranger tanto o período seco quanto o chuvoso, para contemplar a
sazonalidade da área amostrada com fulcro no art. 23, II, da Instrução Normativa
146/2007 do IBAMA.

Foi avaliado pela equipe técnica o Plano de Monitoramento de Fauna, dentro dos re-
quisitos dos termos de referência da SEMAD e considerando as disposições da Ins-
trução Normativa 146/2007 do IBAMA, de modo a atender proteção da fauna, nos
termos do art. 1º, caput, da Lei 5.197/1967 e art. 225, §1º, I, II e VII, da Constituição

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Federal de 1988, e dentro dos requisitos dos termos de referência da SEMAD, con-
forme a Resolução Conjunta SEMAD/ IEF nº 2.749/2019.

O empreendimento deverá entregar as DMR junto ao Sistema Estadual de Manifesto


de Transporte de Resíduos - Sistema MTR/, conforme, art. 4º, caput e §1º, I, II, e III, e
art. 7º, ambos da Deliberação Normativa nº 232/2019 do COPAM.

Vale ressaltar que com a inovação da Resolução nº 491/2018 do CONAMA, o Decreto


Estadual 47.347/2018 e a Instrução de Serviço nº 05/2019 Sisema, foram inseridas
medidas neste processo de licenciamento ambiental de forma que o monitoramento
da qualidade do ar seja padronizado, resguardando as características de cada empre-
endimento, nas formas dos seguintes textos:
I – “Apresentar à Feam/Gesar o Plano de Monitoramento da Qualidade do Ar −
PMQAR −, protocolando nos autos do processo de licenciamento ambiental docu-
mento comprobatório da formalização, que deverá conter os seguintes itens:
a) inventário das fontes atmosféricas do empreendimento;
b) modelagem atmosférica (com o modelo AERMOD) e descrição do resultado com
avaliação da qualidade do ar da área de influência do empreendimento;”

Para elaboração do PMQAR deverão ser seguidas as diretrizes da Nota Técnica


Gesar vigente, referente às “Orientações Técnicas para a elaboração de um Estudo
de Dispersão Atmosférica,disponibilizada no sítio eletrônico da FEAM:
http://www.feam.br/noticias/1/1332-emissao-fontes-fixas

II – “Realizar monitoramento de qualidade do ar, se necessário, conforme estipulado


pela Feam/Gesar na conclusão da análise do PMQAR. Prazo: conforme estipulado
pela Feam/GESAR.”
Destaca-se que os prazos para cumprimento da condicionante que solicita a apre-
sentação PMQAR devem ser estabelecidos de acordo com o porte do empreendi-
mento, contados a partir do início da operação, sendo de:

- 180 dias para empreendimentos de grande porte. (Instrução de Serviço nº 05/2019


Sisema)

Ressalta-se que todos os custos do processo foram integralizados para a conclusão


do mesmo e para o encaminhamento para julgamento, consoante o art. 34¸ caput, da
Deliberação Normativa nº 217/2017 do COPAM e art. 31, caput, do Decreto Estadual
47.383/2018, o disposto na Instrução de Serviço nº 02/2021 SISEMA e na Resolução
Conjunta SEMAD/IEF/FEAM nº 2.125/2014.

Diante do exposto, manifesta-se pelo deferimento do presente processo, nos termos


art. 22 da Lei Estadual 21.972/2016, da Lei 6.938/1981, da Lei Estadual 7.772/1980,
do Decreto Estadual nº 47.373/2018 e da Resolução 237/1997 do CONAMA.

8. CONCLUSÃO

A equipe interdisciplinar da SUPRAM-ASF sugere o deferimento desta Licença


Ambiental na fase de licença prévia e de instalação, para o empreendimento
Companhia Siderúrgica Nacional para as atividades de “Lavra a céu aberto - Minerais
não metálicos, exceto rochas ornamentais e de revestimento; Unidade de Tratamento
de Minerais - UTM, com tratamento a seco e Unidade de Tratamento de Minerais -
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UTM, com tratamento a úmido”, no município de Arcos-MG, pelo prazo de 10 anos,


vinculada ao cumprimento das condicionantes e programas propostos.
Oportuno advertir ao empreendedor que o descumprimento de todas ou quaisquer
condicionantes previstas ao final deste parecer único (Anexo I) e qualquer alteração,
modificação e ampliação sem a devida e prévia comunicação a SUPRAM Alto São
Francisco, tornam o empreendimento em questão passível de autuação.
Cabe esclarecer que a Superintendência Regional de Meio Ambiente do Alto São
Francisco, não possui responsabilidade técnica e jurídica sobre os estudos ambientais
apresentados nesta licença, sendo a elaboração, instalação e operação, assim como
a comprovação quanto a eficiência destes de inteira responsabilidade da(s) empresa(s)
responsável(is) e/ou seu(s) responsável(is) técnico(s).
Ressalta-se que a Licença Ambiental em apreço não dispensa nem substitui a
obtenção, pelo requerente, de outras licenças legalmente exigíveis. Opina-se que a
observação acima conste do certificado de licenciamento a ser emitido.

9. ANEXOS

Anexo I. Condicionantes para licença ambiental concomitante LAC 1 (LP+LI+LO) da


Companhia Siderúrgica Nacional.
Anexo II. Programa de Automonitoramento licença ambiental concomitante LAC 1 (LP+LI+LO)
da Companhia Siderúrgica Nacional.
Anexo III. Relatório Técnico 001/2021 – Programa de Educação Ambiental
Anexo IV. Relatório Fotográfico da Companhia Siderúrgica Nacional.

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ANEXO I

Condicionantes para licença ambiental concomitante LAC 1 (LP +LI+LO) da


Companhia Siderúrgica Nacional.

Empreendedor: Companhia Siderúrgica Nacional.


Empreendimento: Companhia Siderúrgica Nacional.
CNPJ: 33.042.730/0067-30
Município: Arcos
Atividades: Lavra a céu aberto - Minerais não metálicos, exceto rochas ornamentais e de
revestimento; Unidade de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a seco; Unidade
de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a úmido;
Códigos DN 217/2017: A-02-07-0; A-05-01-0; A-05-02-0
Processo: 00174/1986/014/2014
Validade: 10 anos
Referência: CONDICIONANTES LP+LI+LO

ITEM DESCRIÇÃO PRAZO

Realizar o protocolo com pedido de compensação ambiental


referente ao artigo 36 da Lei nº 9.985/2000 (SNUC), junto a60 (sessenta) dias e
Gerência de Compensação Ambiental – GCA do IEF, ou apresentar o
perante o Órgão ou Unidade que, eventualmente, assuma cumprimento da
01 essa atribuição. compensação
ambiental referente
ao artigo 36 da Lei nº
Obs.: Para fins de comprovação, cabe apresentar a Supram- 9.985/2000 (SNUC).
ASF a cópia do referido protocolo
A partir da
formalização e até o
Promover o regular andamento do processo de
encerramento do
compensação ambiental citado na condicionante n. 01, junto
processo de
02 ao Órgão competente, com o fornecimento das informações
compensação
e documentos necessários e porventura solicitados por
ambiental ref. ao art.
aquela Unidade.
36 da Lei n.
9.985/2000 (SNUC).
Efetuar a quitação da compensação ambiental do SNUC Até a data de
(tratada nas condicionantes n. 01 e 02), desde que sua formalização do
03 aprovação pelo Órgão competente e eventuais parcelas para processo de
pagamento venham a vencer antes do prazo de validade renovação da
desta LAC (LP+LI+LO). presente licença.
Instalar placas de sinalização de presença de animais
silvestres, bem como placas de limite máximo de velocidade
nas vias localizadas na área do empreendimento.
04 60 (sessenta) dias.
Apresentar relatório fotográfico com a comprovação das
instalações.
Executar o Programa de Monitoramento de Fauna Terrestre.
Apresentar relatórios parciais anuais, com anexo fotográfico, Durante a vigência
05 além de relatório final, conforme Termo de Referência da da licença.
SEMAD.

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Empreendedor: Companhia Siderúrgica Nacional.


Empreendimento: Companhia Siderúrgica Nacional.
CNPJ: 33.042.730/0067-30
Município: Arcos
Atividades: Lavra a céu aberto - Minerais não metálicos, exceto rochas ornamentais e de
revestimento; Unidade de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a seco; Unidade
de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a úmido;
Códigos DN 217/2017: A-02-07-0; A-05-01-0; A-05-02-0
Processo: 00174/1986/014/2014
Validade: 10 anos
Referência: CONDICIONANTES LP+LI+LO

ITEM DESCRIÇÃO PRAZO

60 (sessenta) dias
Apresentar o Programa de Educação Ambiental – PEA em
após a finalização
conformidade com a Deliberação Normativa 214/2017,
da situação de
06 alterada pela Deliberação Normativa 238/2020, atendendo,
Emergência em
inclusive, ao disposto no Relatório Técnico 01/2021
Saúde Pública em
elaborado pela SUPRAM ASF.
Minas Gerais,
Adequar os estudos apresentados referentes à Área de
Influência Direta (AID) do Meio Socioeconômico, de modo a
contemplar as comunidades e propriedades localizadas no
07 entorno do empreendimento. Ressalta-se que o estudo 90 (noventa) dias.
deverá conter as informações relacionadas no Termo de
Referência para elaboração de EIA, disponível no site da
SEMAD.
Apresentar relatório técnico, com ART, comprovando o
08 atendimento ao Programa de Gestão do Patrimônio Semestral
Espeleológico da Mina da Bocaina, descrito neste parecer.
Manter o monitoramento microssísmico, conforme aprovado
em 2017 através do OF. SUPRAM-ASF – 1303/2017, e
09 Semestral
apresentar semestralmente, o respectivo relatório instruído
da ART do respectivo responsável técnico.
Apresentar relatório, com ART, referente ao monitoramento
Primeiro Relatório
da deposição de material particulado nas cavidades:
10 em 150 dias, demais
Labirinto, CSN, Gruta dos Espinhos e mais 1 cavidade em
trimestral
cada bloco AIC.
Apresentar o monitoramento geoespeleológico, com ART, de
2 cavidade em cada bloco AIC (totalizando 20 cavidades).
11 Semestral
Deverá ser avaliado o estado de conservação das cavidades
(ocorrência de trincas, rachaduras, subsidências, abatimento
de blocos, dano a espeleotemas etc.)

Apresentar monitoramento bioespeleológico, com ART,


contendo a curva de acumulação de espécies, registros de
12 Semestral
espécies raras, ameaçadas, troglomórficas ou troglóbios
confirmados.

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Empreendedor: Companhia Siderúrgica Nacional.


Empreendimento: Companhia Siderúrgica Nacional.
CNPJ: 33.042.730/0067-30
Município: Arcos
Atividades: Lavra a céu aberto - Minerais não metálicos, exceto rochas ornamentais e de
revestimento; Unidade de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a seco; Unidade
de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a úmido;
Códigos DN 217/2017: A-02-07-0; A-05-01-0; A-05-02-0
Processo: 00174/1986/014/2014
Validade: 10 anos
Referência: CONDICIONANTES LP+LI+LO

ITEM DESCRIÇÃO PRAZO

Observação: Fauna geral e invertebrados: 20 cavidades (2


cavidades em cada bloco AIC); Quirópteros: 10 estações
amostrais (1 em cada bloco AIC)

Apresentar à Feam/Gesar o Plano de Monitoramento da


Qualidade do Ar − PMQAR que deverá conter o inventário
das fontes atmosféricas do empreendimento; a modelagem
atmosférica (com o modelo AERMOD) e descrição do
resultado com avaliação da qualidade do ar da área de
13 180 dias
influência do empreendimento, conforme Instrução de
Serviço Sisema nº 05/2019.

Apresentar à SUPRAM-ASF a comprovação de entrega da


referida documentação à Feam/Gesar.
Realizar monitoramento de qualidade do ar, se necessário,
Conforme estipulado
14 conforme estipulado pela Feam/Gesar na conclusão da
pela Feam/GESAR
análise do PMQAR.
Celebrar o Termo de Ajustamento de Conduta - TAC, junto ao
30 dias após
Órgão ambiental competente, relativo a compensação
15 elaboração do RT de
indenizatória sobre os impactos espeleológicos irreversíveis,
danos pela Supram
nos termos do art. 5º Decreto Estadual nº 47.041/216.
Apresentar a declaração do cumprimento das obrigações
Durante a vigência
16 referentes ao Termo de Ajustamento de Conduta, disposto no
da licença
Decreto Estadual nº 47.041/216.
Executar o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas
(PRAD), conforme cronograma de execução aprovado.
Apresentar, anualmente, relatório descritivo e fotográfico
atestando as condições da área recuperada, bem como
propondo adoção de novas medidas, se for o caso. O Durante a vigência
17 da licença.
relatório deverá conter informações referentes à
estabilidade, aspecto visual, densidade de plantas, número
de espécies arbóreas. Apresentar ART do responsável
técnico pela elaboração dos relatórios.

* Salvo especificações, os prazos são contados a partir da data de publicação da Licença na


Imprensa Oficial do Estado.

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Obs. Eventuais pedidos de alteração nos prazos de cumprimento das condicionantes


estabelecidas nos anexos deste parecer poderão ser resolvidos junto à própria SUPRAM ASF,
mediante análise técnica e jurídica, desde que não altere o seu mérito/conteúdo.

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ANEXO II

Condicionantes para licença ambiental concomitante LAC 1 (LP +LI+LO) da


Companhia Siderúrgica Nacional.

Empreendedor: Companhia Siderúrgica Nacional.


Empreendimento: Companhia Siderúrgica Nacional.
CNPJ: 33.042.730/0067-30
Município: Arcos
Atividades: Lavra a céu aberto - Minerais não metálicos, exceto rochas ornamentais e de
revestimento; Unidade de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a seco; Unidade
de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a úmido;
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Validade: 10 anos

1. Efluentes Líquidos

Local de amostragem Parâmetro Frequência de Análise


pH, cor, turbidez, óleo e graxa,
Montante e Jusante do
sólidos em suspensão, sólidos Trimestral
Rio Candonga
sedimentáveis.

Relatórios: Enviar anualmente a Supram-ASF os resultados das análises efetuadas. O


relatório deverá ser de laboratórios em conformidade com a DN COPAM n.º 167/2011 e deve
conter a identificação, registro profissional e a assinatura do responsável técnico pelas
análises.

Na ocorrência de qualquer anormalidade nos resultados nas análises realizadas durante o


ano, o órgão ambiental deverá ser imediatamente informado.

Método de análise: Normas aprovadas pelo INMETRO ou, na ausência delas no Standard
Methods for Examination of Water and Wastewater, APHA-AWWA, última edição.

2. Resíduos sólidos e rejeitos

2.1. Resíduos sólidos e rejeitos abrangidos pelo Sistema MTR-MG

Apresentar, semestralmente, a Declaração de Movimentação de Resíduo – DMR, emitida via


Sistema MTR-MG, referente às operações realizadas com resíduos sólidos e rejeitos gerados
pelo empreendimento durante aquele semestre, conforme determinações e prazos previstos
na Deliberação Normativa Copam 232/2019.

Prazo: seguir os prazos dispostos na Deliberação Normativa Copam nº 232/2019.

2.2. Resíduos sólidos e rejeitos não abrangidos pelo Sistema MTR-MG

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Apresentar, semestralmente, relatório de controle e destinação dos resíduos sólidos gerados


conforme quadro a seguir ou, alternativamente, a DMR, emitida via Sistema MTR-MG.

Prazo: seguir os prazos dispostos na DN Copam 232/2019.

QUANTITATIVO TOTAL
TRANSPORTA DO SEMESTRE
DESTINAÇÃO FINAL
DOR
RESÍDUO
(tonelada/semestre

Taxa Quantid
Denomina de Destinador / Empresa ade Quantid OBS.
Quantid
ção e geraçã Razã Endereç responsável Destina ade
ade
código da Orige Class o o Tecnologi da Armaze
o Gerada
lista IN m e (kg/mê social complet a (*) nada
IBAMA s) o
13/2012 Razão Endereço
social completo

(*)1- Reutilização 6 - Co-processamento


2 – Reciclagem 7 - Aplicação no solo
8 - Armazenamento temporário (informar quantidade
3 - Aterro sanitário
armazenada)

4 - Aterro industrial 9 - Outras (especificar)

5 - Incineração

Observações

• O programa de automonitoramento dos resíduos sólidos e rejeitos não abrangidos pelo


Sistema MTR-MG, que são aqueles elencados no art. 2º da DN 232/2019, deverá ser
apresentado, semestralmente, em apenas uma das formas supracitadas, a fim de não
gerar duplicidade de documentos.

• O relatório de resíduos e rejeitos deverá conter, no mínimo, os dados do quadro supraci-


tado, bem como a identificação, registro profissional e a assinatura do responsável téc-
nico pelas informações.

• As doações de resíduos deverão ser devidamente identificadas e documentadas pelo


empreendedor.

• As notas fiscais de vendas e/ou movimentação e os documentos identificando as doações


de resíduos deverão ser mantidos disponíveis pelo empreendedor, para fins de fiscaliza-
ção.

IMPORTANTE
• Os parâmetros e frequências especificadas para o programa de Automonitoramento
poderão sofrer alterações a critério da área técnica da SUPPRI, face ao desempenho apre-
sentado ou por atualização da norma;

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• A comprovação do atendimento aos itens deste programa deverá estar acompa-


nhada da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), emitida pelo(s) responsável(eis) téc-
nico(s), devidamente habilitado(s);
• Constatada alguma inconformidade, o empreendedor deverá apresentar justificativa,
nos termos do §2º do art. 3º da Deliberação Normativa nº 165/2011, que poderá ser acompa-
nhada de projeto de adequação do sistema de controle em acompanhamento. Na ocorrência
de qualquer anormalidade nos resultados das análises realizadas durante o ano, o órgão am-
biental deverá ser imediatamente informado, inclusive das medidas de mitigação adotadas.

Qualquer mudança promovida no empreendimento que venha a alterar a condição ori-


ginal do projeto das instalações e causar interferência neste programa deverá ser previamente
informada e aprovada pelo órgão ambiental.

3. Efluentes atmosféricos

Local de amostragem Parâmetro Frequências de Análise


MONTANTE DA MINA,
Ponto de Referência: 438627 /
7751903 PTS – Partículas
Trimestral
JUSANTE DA MINA Totais em Suspensão
(Escola Comunidade Boca da Mata)
440368 / 7754449

Relatórios: Enviar anualmente a Supram-ASF os resultados das análises efetuadas,


acompanhados pelas respectivas planilhas de campo e de laboratório, bem como a dos
certificados de calibração do equipamento de amostragem. O relatório deverá conter a
identificação, registro profissional, anotação de responsabilidade técnica e a assinatura do
responsável pelas amostragens. Deverão também ser informados os dados operacionais. Os
resultados apresentados nos laudos analíticos deverão ser expressos nas mesmas unidades
dos padrões de emissão previstos na DN COPAM n.º 11/1986 e na Resolução CONAMA n.º
382/2006.

Na ocorrência de qualquer anormalidade nos resultados nas análises realizadas durante o


ano, o órgão ambiental deverá ser imediatamente informado.

Método de amostragem: Normas ABNT, CETESB ou Environmental Protection Agency –


EPA.

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4. Ruídos

Local de amostragem Parâmetros Frequência de análise


Apresentar laudo com
medições de ruídos
demonstrando o
P1, P2, P3, P4, P5 e P6
atendimento aos Trimestralmente
(Conforme o PCA)
padrões estabelecidos
pela Lei Estadual
10.100/90

Enviar, anualmente à Supram-ASF relatório contendo os resultados das medições


efetuadas; neste deverá conter a identificação, registro profissional e assinatura do
responsável técnico pelas amostragens.
As amostragens deverão verificar o atendimento às condições da Lei Estadual n°
10.100/1990 e Resolução CONAMA n.º 01/1990.
O relatório deverá ser de laboratórios em conformidade com a DN COPAM n.º
167/2011 e deve conter a identificação, registro profissional e a assinatura do responsável
técnico pelas análises, acompanhado da respectiva anotação de responsabilidade técnica –
ART.

IMPORTANTE

• Os parâmetros e frequências especificadas para o programa de Automonitoramento


poderão sofrer alterações a critério da área técnica da Supram-ASF, face ao desempenho
apresentado;
• A comprovação do atendimento aos itens deste programa deverá estar acompa-
nhada da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), emitida pelo(s) responsável(eis) téc-
nico(s), devidamente habilitado(s);

Qualquer mudança promovida no empreendimento que venha a alterar a condição ori-


ginal do projeto das instalações e causar interferência neste programa deverá ser previamente
informada e aprovada pelo órgão ambiental.

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ANEXO III

RELATÓRIO TÉCNICO 001/2021 – PEA

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Anexo IV

Relatório Fotográfico da Companhia Siderúrgica Nacional.

Empreendedor: Companhia Siderúrgica Nacional.


Empreendimento: Companhia Siderúrgica Nacional.
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Município: Arcos
Atividades: Lavra a céu aberto - Minerais não metálicos, exceto rochas ornamentais e de revestimento;
Unidade de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a seco; Unidade de Tratamento de Minerais
- UTM, com tratamento a úmido;
Códigos DN 217/2017: A-02-07-0; A-05-01-0; A-05-02-0
Processo: 00174/1986/014/2014
Validade: 10 anos

Figura 1. Vista da cava Figura 2. Vista da cava

Figura 3. ETE Figura 4. Área da oficina

Rua Bananal, nº549, Vila Belo Horizonte, Divinópolis, MG, CEP: 35.500-036
Telefax: (37)3229-2800
GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
PU nº 0222540/2021
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Data 14/05/2021
Subsecretaria de Gestão e Regularização Ambiental Integrada
Pág. 130 de 130
Superintendência Regional de Meio Ambiente do Alto São Francisco

Anexo IV (continuação)

Relatório Fotográfico da Companhia Siderúrgica Nacional.

Empreendimento: Companhia Siderúrgica Nacional.


CNPJ: 33.042.730/0067-30
Município: Arcos
Atividades: Lavra a céu aberto - Minerais não metálicos, exceto rochas ornamentais e de revestimento;
Unidade de Tratamento de Minerais - UTM, com tratamento a seco; Unidade de Tratamento de Minerais
- UTM, com tratamento a úmido;
Códigos DN 217/2017: A-02-07-0; A-05-01-0; A-05-02-0
Processo: 00174/1986/014/2014
Validade: 10 anos

Figura 5. Caixa SAO Figura 6. Gruta da CSN

Rua Bananal, nº549, Vila Belo Horizonte, Divinópolis, MG, CEP: 35.500-036
Telefax: (37)3229-2800

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