PLANODEGOVERNOMORROS20252029
PLANODEGOVERNOMORROS20252029
MORROS
ELIENE DA COLONIA
1
SUMÁRIO
Páginas
CAPA............................................................................................................... 1
ÍNDICE.............................................................................................................. 2
HISTÓRIA (Resumo)........................................................................................ 3
FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA..................................................................... 4
ASPECTOS SOCIOECONOMICOS.................................................................. 5
ASPECTOS FISIOGRÁFICOS........................................................................... 7
GEOLOGIA...................................................................................................... 11
EDUCAÇÃO..................................................................................................... 20
CULTURA........................................................................................................ 22
MOBILIDADE HUMANA................................................................................. 23
SAÚDE............................................................................................................ 24
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................... 28
2
HISTÓRIA
FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA
IBGE: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ma/morros/panorama
ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS
Os dados socioeconômicos relativos ao município foram obtidos, a partir
de pesquisa nos sites do IBGE (www.ibge.gov.br), da Confederação Nacional
dos Municípios – CNM (www.cnm.org.br) e no Anuário Estatístico do
Maranhão.
O município foi elevado à condição de cidade com a denominação de
Morros, pela Lei Provincial nº 7 de 19/04/1833. Segundo o IBGE (2010), cerca
de 58,75% da população reside na zona urbana, sendo que a incidência de
pobreza no município é de 60,89% e o percentual dos que estão abaixo do
nível de pobreza é de 50,78%.
Na educação, segundo o IMESC (2010), destacam-se os seguintes
níveis escolares em Morros: Educação Infantil, creche e pré-escolar (19,12%);
Educação de Jovens e Adultos (7,01%); Ensino Fundamental, 1º ao 9º ano
(59,17%); Ensino Médio, 1º ao 3º ano (14,69%). O analfabetismo atinge mais
de 22% da população da faixa etária acima de 07 anos (IBGE,2010).
.
4
O Programa de Saúde da Família – PSF vem procedendo a organização
da prática assistencial em novas bases e critérios, a partir de seu ambiente
físico e social, com procedimentos que facilitam a compreensão ampliada do
processo saúde/doença e da necessidade de intervenções que vão além de
práticas curativas.
Em Morros, a relação entre profissionais da saúde e a população é
1/168 habitante, segundo o IMESC (2010). A pecuária, a lavoura permanente e
a lavoura temporária, as transferências governamentais, o setor empresarial
com 239 unidades atuantes e o trabalho informal são as principais fontes de
recursos para o município.
A água consumida na cidade de Morros é uma, autarquia Estadual
Companhia de aguas e Esgoto do Estado do Maranhão que atende
aproximadamente 5.473 domicílios através de uma central de abastecimento
(IBGE, 2010). O município possui um sistema de escoamento superficial e
subterrâneo dos efluentes domésticos e pluviais que é lançado em cursos
d’água permanentes e a disposição final do lixo urbano é feita em um aterro
sanitário.
Não existe a coleta diferenciada para o lixo dos estabelecimentos de
saúde, sendo seu acondicionamento feito de forma inadequada, elevando o
risco de poluição dos recursos hídricos subterrâneos.
O fornecimento de energia é feito pela ELETRONORTE, através da
CEMAR (2011) pelo Sistema Regional de Miranda, que abrange a região norte,
centro-norte e centro-oeste maranhense. O sistema é composto atualmente por
vinte e seis subestações, sendo duas na tensão de 138/69/13,8 KV, dezesseis
na tensão de 69/13,8 KV, uma na tensão de 69/34,5 KV, seis na tensão de
34,5/13,8 KV e uma na tensão 230/69 KV. Segundo o IMESC (2010) referente
aos dados de 2008.
O município de Morros teve sua autonomia política em 12/06/1935 e
está inserida na mesorregião Norte maranhense, dentro da microrregião
Rosário, compreendendo uma área de 1.715 km², com uma população de
aproximadamente 17.805 habitantes e uma densidade demográfica de 10,38
habitantes/km² (IBGE, 2010). Limita-se ao Norte com os municípios de
Humberto de Campos e Icatu; ao Sul com os municípios de São Benedito do
Rio Preto e Nina Rodrigues; a Leste com o município de Belágua e Humberto
5
de Campos e a Oeste com os Municípios de Axixá, Presidente Juscelino,
Cachoeira Grande e Presidente Vargas (Google Maps, 2011).
ASPECTOS FISIOGRÁFICOS
O estado do Maranhão, por se encontrar em uma zona de transição dos
climas semiárido, do interior do Nordeste, para o úmido equatorial, da
Amazônia, e por ter maior extensão no sentido norte-sul, apresenta diferenças
climáticas e pluviométricas. Na região oeste, predomina o clima tropical quente
e úmido (As), típico da região amazônica. Nas demais regiões, o estado é
marcado por clima tropical quente e semiúmido (Aw).
As temperaturas em todo o Maranhão são elevadas, com médias anuais
superiores a 24ºC, sendo que ao norte chega a atingir 26ºC. Esse estado é
caracterizado pela ocorrência de um regime pluviométrico com duas estações
bem definidas.
O período chuvoso, que se concentra durante o semestre de dezembro a
maio, apresenta registros estaduais da ordem de 290,4 mm e alcança os
maiores picos de chuva no mês de março. O período seco, que ocorre no
semestre de junho a novembro, com menor incidência de chuva por volta do
mês de agosto, registra médias estaduais da ordem de 17,1mm. Na região
oeste do estado, onde predomina o clima tropical quente e úmido (As), as
6
chuvas ocorrem em níveis elevados durante praticamente todo o ano,
superando os 2.000 mm.
O território maranhense apresenta-se como uma grande plataforma
inclinada na direção sul-norte, com baixo mergulho para o oceano Atlântico. Os
grandes traços atuais do modelado da plataforma sedimentar maranhense
revelam feições típicas de litologias dominantes em bacias sedimentares. Essa
plataforma, submetida à atuação de ciclos de erosão relativamente longos,
respondeu de forma diferenciada aos agentes intempéricos, em função de sua
natureza, de estruturação e de composição das rochas, modelando as formas
tabulares e subtabulares da superfície terrestre. Condicionados ao lineamento
das estruturas litológicas, os gradientes topográficos dispõem-se com
orientações sul-norte.
As maiores altitudes estão localizadas na porção sul, no topo da
Chapada das Mangabeiras, no limite com o estado do Tocantins. As menores
altitudes situam-se na região norte, próximo à linha de costa. Feitosa (1983)
classifica o relevo maranhense em duas grandes unidades: planícies, que se
subdivide em unidades menores (costeira, flúviomarinha e sublitorânea), e
planaltos.
A região Norte Maranhense corresponde ao Litoral Oriental, ao Litoral
Ocidental e à Baixada Maranhense. Compreende tabuleiros, planície litorânea
e planície fluviais, com altitudes inferiores a 200 metros. Os Lençóis
Maranhenses localizam-se no litoral oriental do estado e estão situados na
unidade morfoescultural da Planície Costeira.
Segundo o IBAMA (2003), a área apresenta um relevo entre suave e
moderadamente ondulado, com altitudes em torno de 0 a 40 metros. É formado
por depósitos eólicos e marinhos quaternários, representado por extenso
campo de dunas livres e fixas (com altura média de 30 m), por planícies de
deflação e inundação, lagoas, praias e manguezais. O campo de dunas móveis
do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses apresenta algumas das feições
típicas de desertos clássicos: rios temporários, lagoas intermitentes, lençóis de
areias e dunas. A planície litorânea corresponde às áreas planas, cujas cotas
altimétricas não ultrapassam os 10 metros, resultado da acumulação
flúviomarinha. Essas áreas acham-se muito recortadas por canais, formando
ilhas constituídas por sedimentos quaternários inconsolidados.
7
Os tabuleiros costeiros caracterizam-se por um relevo plano e/ou
dissecado em colinas e lombas, cujas cotas altimétricas variam em torno de 10
a 40 metros, com a presença de dunas de diferentes gerações e de lagoas.
Ocorre na área dos Lençóis Maranhenses e no entorno do Golfão Maranhense.
A Baixada Maranhense, caracterizada por relevo plano a levemente ondulado,
corresponde à região do entorno do Golfão. Contém extensas áreas
rebaixadas, inundadas e/ou sujeitas a inundações, cujas cotas altimétricas
variam de 20 a 55 metros. É constituída por depósitos flúviomarinhos,
recobertos pela vegetação de Formações Pioneiras.
As planícies fluviais equivalem às morfoestruturas modeladas pelos rios,
nos seus baixos cursos. Apresentam largura variável de oeste para leste e
maior penetração para o interior, acompanhando os vales dos rios,
notadamente os que desembocam no Golfão Maranhense da Baía de Cumã, a
Leste, tendo como limite a ponta do Guajuru, no município de Cedral. Nesse
segmento litorâneo, marcado por paleofalésias e antigas rias, deságuam
muitos cursos fluviais como o Turiaçu, o Maracaçumé e o Tromaí, além de uma
infinidade de pequenos cursos que dão origem a igarapés. Nos Correspondem
às várzeas e terraços fluviais dispostos ao longo dos rios principais, compostos
pelas aluviões e sujeitos a inundações durante as enchentes.
O Litoral Ocidental corresponde ao segmento do litoral das reentrâncias
maranhenses, que se estende da foz do rio Gurupi, a oeste, até a margem
ocidental baixos cursos desses rios, a maré enchente penetra vários
quilômetros para o interior (ANDRADE, 1969). O relevo das reentrâncias
maranhenses é constituído na maioria de planícies aluviais costeiras, com
pequenas colinas. A linha da costa das reentrâncias, dos municípios de
Alcântara a Carutapera, foi estimada em 2.000 km de extensão.
As variabilidades de clima, de relevo e de solo do território brasileiro
permitem o desenvolvimento de uma grande diversidade de ambientes
naturais. A cobertura vegetal do Maranhão reflete, em particular, a influência
das condições de transição climática, entre o clima amazônico e o semiárido
nordestino.
As Planícies e Tabuleiro, posicionadas na parte norte do estado, nas
proximidades do litoral, estão inseridas no domínio das Formações Pioneiras,
submetidas a um clima úmido. Abrangem as Planícies Litorâneas, onde a
8
cobertura vegetal é de Formações Pioneiras, Flúviomarinhas e Marinhas; o
clima regional é úmido e a pluviosidade anual varia em torno de 2.000 mm.
Nos Tabuleiros dos Lençóis Maranhenses, a cobertura vegetal é das
Formações Pioneiras Marinhas; o clima regional é úmido e a pluviosidade
anual varia entre 1.500 a 2.000 mm. Na Baixada Maranhense, a cobertura
vegetal é das Formações Pioneiras Aluviais; o clima regional é úmido, com
pluviosidade anual variando de 1.700 a 1.900 mm.
Os solos da região estão representados por Latossolo Amarelo,
Podzólico Vermelho-Amarelo, Plintossolos e Solos de Mangue (EMBRAPA,
2006). Latossolo Amarelo são solos profundos, bem a acentuadamente
drenados, com horizontes de coloração amarelada, de textura média e argilosa,
sendo predominantemente distróficos, ocorrendo também álicos, com elevada
saturação de alumínio e teores de nutrientes muito baixos.
São encontradas em áreas de topos de chapadas, ora baixas e
dissecadas, ora altas e com extensões consideráveis, apresentando relevo
plano com pequenas e suaves ondulações, tendo como material de origem
mais comum, as coberturas areno-argilosas e argilosas, derivadas ou
sobrepostas às formações sedimentares. Mesmo com baixa fertilidade natural
e em decorrência do relevo plano e suavemente ondulado, esse solo tem ótimo
potencial para agricultura e pecuária. Devido sua baixa fertilidade e acidez
elevada, esses solos são exigentes em corretivos e adubos químicos e
orgânicos.
Os Podzólicos Vermelho-Amarelos são solos minerais com textura
média e argilosa, situando-se, principalmente, nas encostas de colinas ou
outeiros, ocupando também áreas de encostas e topo de chapadas, com relevo
que varia desde plano até fortemente ondulado. São originados de materiais de
formações geológicas, principalmente sedimentares, de outras coberturas
argilo-arenosas assentadas sobre as formações geológicas. As áreas onde
ocorrem essa classe de solo são utilizadas com cultura de subsistência,
destacando-se as culturas de milho, feijão, arroz e fruticultura (manga, caju e
banana), além do extrativismo do coco babaçu. As áreas, onde o relevo é plano
a suavemente ondulado podem ser aproveitadas para a agricultura, de forma
racional, com controle da erosão e aplicação de corretivos e adubos para
atenuar os fatores limitantes à sua utilização.
9
Plintossolos são solos de textura média e argilosa que tem restrição à
percolação d’água, sujeitos ao efeito temporário do excesso de umidade e se
caracterizam por apresentar horizonte plíntico, podendo ser álicos, distróficos e
eutróficos. Ocupam áreas de relevo predominantemente plano ou suavemente
ondulado e se originam a partir das formações sedimentares. Os Plintossolos
eutróficos são os que propiciam maior produtividade com as diversas culturas.
Os Plintossolos álicos e distróficos, principalmente os arenosos, são solos de
baixa fertilidade natural e acidez elevada. Além do extrativismo do coco
babaçu, nas áreas desse solo, tem-se o uso agrícola com a cultura de
mandioca, arroz, feijão, milho, fruticultura e a pecuária extensivas,
principalmente bovinos.
Em áreas com relevo plano e suavemente ondulado, esses solos
favorecem o uso de máquinas agrícolas, porém devem ser observados os
cuidados para evitar os efeitos da erosão.
Solos de Mangue são formados a partir do depósito de siltes, areia e
material coloidaltrazidos pelos rios. Estes solos são muito moles, lodosos,
salgados e ricos em matéria orgânica em decomposição. São pobres em
oxigênio, que é totalmente retirado por bactérias que o utilizam para decompor
a matéria orgânica, servindo de alimento à uma extensa cadeia alimentar,
como por exemplo, crustáceos e algumas espécies de peixes. O solo do
manguezal serve como habitat para diversas espécies, como caranguejos.
O município de Morros, está localizado na Mesorregião Norte Maranhense, na
Microrregião de Rosário, pertencente à Área de Proteção Ambiental Upaon Açu
– Miritiba – Alto Preguiças. A altitude da sede do município é de 14 metros
acima do nível do mar e a variação térmica durante o ano é pequena, com a
temperatura oscilando entre 22,6°C e 31,4°C. O clima da região, segundo a
classificação de Köppen, é tropical (AW’) úmido com dois períodos bem
definidos: um chuvoso, que vai de janeiro a junho, com médias mensais
superiores a 259 mm e outro seco, correspondente aos meses de julho a
dezembro.
Dentro do período de estiagem, a precipitação pluviométrica variou de
7,6 a 78,6 mm e no período chuvoso, de 123,1 a 371,7 mm, com média anual
em torno de 1.767 mm. Esses dados são referentes ao período de 1961 a 1990
(JORNAL DO TEMPO, 2011).
10
O relevo na região é formado pela planície litorânea que é modelada por
agentes e processos marinho e fluvio-marinho que dão origem às praias,
mangues, vasas, pântanos e apicuns. Enquanto na área de fluxo indireto,
ocorrem os pântanos e campos inundáveis (FEITOSA, 2006).
As regiões de baixadas são alagadas durante o período chuvoso
formando lagos interligado que fazem parte da bacia hidrográfica do Itapecuru
e a vegetação é composta por Floresta Ombrófila e por formações com
influência marinha, vegetação de mangues e apicuns.
GEOLOGIA
11
Formação Itapecuru (K12it). Campbell (1948) foi quem primeiro
descreveu essa unidade, denominando-a de formação Serra Negra.
Posteriormente, passou a usar o termo Itapecuru, atribuindo-lhe idade
cretácea, posicionando-a, com discordância local, sobre a formação Codó.
Litologicamente, essa unidade consiste, no flanco oeste e noroeste da bacia,
de arenitos avermelhados, médios a grosseiros, com faixas conglomeráticas
muito argilosas e intercalações de argilitos e siltitos, de coloração variegada.
Seguem-se arenitos avermelhados e esbranquiçados, finos a médios,
caulínicos, com estratificação cruzada de grande porte.
Nas demais regiões, os arenitos são em geral finos com faixas de
arenitos médios. O contato inferior da unidade com as formações Codó e
Grajaú é concordante, apresentando discordâncias locais. Revela extensas e
contínuas áreas de exposição, notadamente na região centro-oeste, norte e
centro-leste da bacia, bem como, em faixas isoladas e restritas no flanco oeste,
a W do município de Araguaiana e Colinas de Goiás. Sua espessura aflorante
é superior a 200 metros. Os perfis de furos estratigráficos indicam espessuras
variáveis de 270m (poço VGst-1MA), 400m (poço PMst-1-MA) e 600m (poço
PAF-3-MA), segundo (Lima & Leite,1978).
Os sedimentos são comumente mal selecionados e com nítida
predominância das frações areia e argila. Formam um relevo de interflúvios
tabulares e colinas semiarredondadas, cortadas geralmente em falésias, frente
ao oceano. Brandão (1995 apud SANTOS et al., 1984) denominou de
“formação Barreiras” a seqüência constituída de sedimentos areno-argilosos,
sem ou com pouca litificação, coloração avermelhada, creme ou amarelada mal
selecionadas; granulação variando de fina a média, com horizontes
conglomeráticos e níveis lateríticos, sem cota definida, em geral associados à
percolação de água subterrânea. A matriz é argilosa, caulínica, com cimento
argilo-ferruginoso e, às vezes, silicoso. A estratificação é geralmente indistinta,
notando-se apenas um discreto paralelismo entre os níveis de constituição
faciológica diferentes. Localmente, podem apresentar estratificações cruzadas
e convolutas.
Os Depósitos de Pântanos e Mangues normalmente ocorrem localizados
em áreas de supramaré, em cotas topográficas mais elevadas do que os
depósitos de mangues de intramaré e, conseqüentemente, são inundados com
12
menor freqüência, apenas durante o período chuvoso. Esses depósitos são
constituídos por sedimentos pelíticos, do tipo argila e silte, e são recobertos por
vegetação herbácea de pequeno porte. Os depósitos de mangue definem
extensas planícies de intermaré que se localizam entre os limites de maré alta
e baixa.
São constituídos essencialmente por sedimentos lamosos de coloração
acinzentada, ricos em matéria orgânica, contendo abundantes marcas de
raízes ou fragmentos de plantas, esparsas lentes de areia fina e são recobertos
por uma densa cobertura vegetal de manguezal, podendo ainda ser
identificadas, localmente, estruturas sedimentares primárias, como laminação
planoparalela
Os Depósitos Fluviomarinhos estão situados em relevo plano, recortados
pela desembocadura dos cursos d’água, sujeitos a inundações freqüentes de
água salgada. Essas planícies são agrupadas conjuntamente por depósitos
sedimentares de praias, dunas costeiras, manguezais e pântanos salinos que
constituem a planície costeira, dominada por um regime de macromarés. De
um modo geral, esses depósitos são essencialmente arenosos, quando
associados aos depósitos de praias e dunas, e predominantemente pelíticos,
com grande contribuição de matéria orgânica, quando constituem os depósitos
de manguezais e pântanos salinos. Quanto à localização, os Depósitos Eólicos
Continentais (as dunas) encontram-se presentes sobre os mais diversos
domínios morfoclimáticos, desde regiões de clima semiárido até zonas de clima
úmido e temperado (GOLDSMITH, 1985 apud SANTOS et al., 1984).
Todavia, os extensos campos de dunas costeiras, em nível global, de
acordo com Pye (1983 apud SANTOS et al., 1984), situam-se a sotavento de
praias expostas a fortes ventos, com grande disponibilidade de areia junto às
costas, passíveis de mobilização pelo processo eólico.
Corroborando com essas idéias, Mueche (1994) afirma que as dunas
costeiras se formam em locais em que a velocidade do vento e a
disponibilidade de areias finas são adequadas para o transporte eólico. Ainda,
de acordo com Mueche (op.cit.), essas condições são freqüentemente
encontradas em praias de tipo dissipativo a intermediário, de gradiente suave,
a exemplo do que ocorre em parte do litoral do Rio Grande do Sul, Rio de
Janeiro e em muitos locais do litoral do Maranhão, Piauí e Ceará. Nestes
13
últimos, tais condições são favorecidas pela presença de ventos constantes,
bem como pela maior amplitude de maré existente no litoral maranhense.
Figura : Mapa de localização do município de Morros – MA.
Fonte:IBGE,2010.
14
METAS
15
Parcerias para construir creches e escolas, que garantam a educação e a
informação de qualidade na zona rural.
16
Montar um experimento em cada área rural registrada no município, mostrando
que o adubo, os defensivos agrícolas, entre outros, estão bem perto e com
baixo custo de produção ao agricultor.
17
Águas da Chuva, Aquisição de Equipamentos Energia Fotovoltaíca para as
áreas onde se fizer necessário além da utilização de fontes de energias
renováveis, como (placas solares) e ou eólica (ventos).
1.Povoado Sta Helena 2.Una dos Moraes 3.São Nicolau 4.Matinha 5.Mata dos
Amaral 6.João Alves 7.Bom Gosto 8.Pacas do Marçal 9.Escondido, 10
Jurubeba, 11.Cabeceira do Contrato 12. Junco 13 Paca dos Liras 14. Pacas
do Moacir 15 Cajueiro !6. Piqui dos Bois 17 Arudinha 18. Vidinha 19 Centro do
Meio 20. Fineza 21.Alagados 22.Vila Nova 23. Mato Grosso 24.Boa Vista
25. Lagoa grande 26. Atoleiro 27.Mirinzal 28.Olho Dagua 29.Mundo Novo 30.
Fim 31.Sta Rosa 32. Pauzeiras 33.Sta Cecilia 34. Bacaba 35.Bacabinha
36.Bacaba II 37.São José dos Bezerros 38.Vila Ribamar 39 Jaburu
40.Latadinha 41.Tocos 42.Mata do Alves 43.Lago 44.Buriti dos Ramos 45
Centrinho 46 Baixa Grande 47. Granjas 48 São Mateus 49. Sta Filomena 50.
São Raimundo 51.Centro do Louriano 52.Mapari 53. Mapari Grande 54.Buritizal
dos Alcides 55. Cabeceiras das Pacas 56.Tres Antas 57. Santana 58. Contrato
59.Mata da Canoa 60.Buritizal dos Reis 61. Ferrugem 62. Salvação 63. Grotas
64. Mirinzal I 65.Grota do Meio 66.Mucambo 67 .Paraiso 68.Patizal 69. Recurso
70.Centro do Anajá 71. São Raimundo III 72.Bandeira 73.Fortaleza 74. Pimenta
75 vista alegre 76 Piquizeiro 77 Sta Catarina 78.Bebe Mingal 79. São Francisco
80.Mapari 81.Pedras 82.Bacabinha do Bébe 83.Timbó 84. Cancela 85 Rio do
Mato 86. Estopa 87.Lagoa do peixe 88 Bom Jardim 89 .Boca do Campo
90.Tereza 91.Povoado Recanto 92 Buritirana 93 Barro Branco 94 Limão 95
Matinha 96. Mata do Badô 97 Fatima 98 São Benedito 99 Zacarilandia 100.
São Paulo 101. Bananeira 102.Cachoeirinha I 103 Cachoeirinha II 104. João
Alves 105. Grotas do Trazídio 106.Barreiro 107.Coelho 108. Fortaleza
109.Vidinha 110. Olho Dágua 111 São José dos Bezerras 112 Curral Velho 113
Peixinhos 114 São Mateus 115 Grota dos Quinto 116. Centro do Anajá 117.
Macota 118 São Nicolau 119 Bom Riacho121.Recurso 122 São Felipe 123. Ilha
Grande 124.Buritizinho da Fé 125.Bom Princípio 126.Moróro 127, Bom Gosto
128. Sta Cruz 129. Piquizeiro do Rei 130 Pelacambú 131 Feijão Queimado,
132 Mangueiras 133 Tiririca 134 Capim 135 Cebola 136 Escondido 137.Ponte
18
138. Cajueiro II 139.Cabeceira da Branca 140.Tres Antas 141. Ilha Grande 142.
Arruda 143 Recanto do Boi 144.Mato Grosso 145.Mundo Novo 146.Boca do
Campo 147.Santana 148.Mata da Canoa 149 Centro do Meio 150. Ferrugem
dos Mandu 151 Queimada do meio 152. Buriti 153 Grota da Barbara 154.
Maniva 155.Fazendinha 156.Pequi dos Bois 157. Piquizeiro do Piranji
158.Mejide 159.Grota do Casó 160.Centro do Pedro de Barro 161.Miridiba
162.Piriquitas 163.Pacas das Sabidas 164. Tucum 165. Cachoeirinha I
166.Cachoeirinha II 167. Buritizinho do Souza 168.Morros dos Veridiano
169.Bacabinha do Esmael 170. Deus Protege 171. Vila União 172. Castanho
de Boeiro 173.Estiva Grande 174.Trovoadas 175.Veredas 176.Mutuns
177.Capim-açu 178. Tajabaquara 179.Pires 180.Gato 181.Morada nova 183.
Caraíba 184. Morro Alto 185. Rumo 186. Bom Passar 187 Boi Tocado 188.
Forquilha 189. Brejo Velho 190 Tomè 191. Pararuquira 192. Rio grande 194.
Alto Bonito 195. Sta Barbara 196. Vaca Velha 197. Sarampo 198 Sarampinho
199. Buriti da Serra 200 Patos 201 Boa Vista 202. Riachão 203 Cocal 204
Riachão do Inácio 205. Riachão do Thiago 206.Buriti da Ferra 207. Sta Cruz
208. Jurema 209.São Carlos 210.Buritizal dos Rodrigues 211 Boiuna, 212.
Mata da Canoa 213.São Felipe 214.dois Riachos 215. Praça Alegre 216.Patos
217.Cocal, 218 Grota do Codó, 218 Cabeceira das Pacas, 219 São Francisco,
220 Sitio Velho, 221 Minadouro, 222 Engenho, 223 Felipa, 224 Sta Tereza, 225
Brejo Velho, 226 Junco, 227 Pimenta, 228 Fortaleza, 229 Centro do Anajá., 230
Vista Alegre (Piriquitas).
VISÃO DE GOVERNO
• Cidade educadora, inteligente e criativa.
19
EIXOS DE GOVERNO
TURISMO
Impulsionar turismo náutico no rio Munin
Proporcionar ao Cidadão Morroense a oportunidade de negociações de crédito
barato, para que tenha crédito e capital de investimento..
Estimular os produtores/Artesões de todas as matrizes (barro, Palha, sementes
e afins) para produção de Artesanato Morroense para comercialização, em
lojas especializadas, bem como para exportação aos grandes centros.
Estimular o aparecimento de Micro Empresários no ramo de Acolhimento
Hospedagem, fortalecendo o turismo antropológico(turismo de imersão)
Políticas para o Programa Turismo pra Valer
Ações principais:
Elaborar Plano Estratégico de Turismo, em parceria com o Governo do Estado
e a região metropolitana, fazendo a conexão do patrimônio histórico, da cultura
da Cidade de Morros e os Lençóis Maranhenses. ( Patrimônio Nacional )
Estimular o turismo de base comunitária na Zona Rural, a partir da qualificação
profissional e assistência técnica.
Criar roteiros de visitação a comunidades de saberes e práticas culturais, como
os terreiros das Religiões de Matriz Africana, as Capelas e os principais
Festejos dos Santos Católicos, o bumba-boi de orquestra e o tambor de crioula.
Bem como dar importancia aos acontecimentos da Comunidade Evangélica.
Apoiar os empreendimentos turísticos.
Oferecer formação continuada para agentes de turismo.
Fortalecer parcerias com as universidades e o Sistema S.
Realizar Conferência Municipal de Turismo
Enfrentar e solucionar o problema da balneabilidade e poluição dos banhos:
(igarapés, lagoas e rios ).
Reduzir carga tributária
EDUCAÇÃO
Desenvolver novas praticas pedagógicas e o conhecimento tecnológico
Qualificação e Valorização de Professores... Ensino e Pesquisa
20
Qualificação e Valorização aos Esportes praticados em Morros. (Política de
Esporte e Cultura).
Desenvolver Cursos junto aos Institutos especializados no Turismo, que
tornem a mão de obra melhor qualificada para prestação de serviços de
qualidade.
Expandir a oferta de educação integral na rede municipal de ensino
Garantir as condições para ampliação e diversificação das oportunidades
educacionais dos estudantes das escolas públicas municipais, com acesso a
elevados padrões de excelência em educação, arte, cultura, esportes, ciência,
tecnologia e inovação.
Viabilizar ambientação adequada para as crianças e adolescentes.
Creches comunitárias - Ampliar a oferta de vagas em creches e pré-escolas na
rede pública, em articulação com instituições sociais e comunitárias, com
garantia do padrão de qualidade da oferta, condições de funcionamento,
infraestrutura e profissionais da educação.
Introduzir a formação do segundo-idioma em todas as fases do itinerário
escolar.
Adotar pedagogia emancipadora com base no protagonismo infanto-juvenil.
Implantar ações de desenvolvimento infantil para as crianças da creche e pré-
escola, com suporte técnico-pedagógico, apoio às famílias e acompanhamento
social.
Garantir merenda escolar de qualidade na rede municipal, incluindo produtos
da agricultura familiar e/ou de cooperativas da zona rural.
Cidade livre do analfabetismo
Realizar campanha de alfabetização para jovens e adultos, por meio de
Parcerias Público/Comunitário-Privada.
Garantir a alfabetização na idade certa
Promover integração das redes públicas e privadas para garantia da qualidade
social da educação. 6. Educação de qualidade. Ações principais
Elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e alcançar as
metas do Plano Municipal de Educação
Melhorar a aprendizagem de língua portuguesa e matemática dos estudantes
das escolas públicas municipais.
21
Desenvolver estratégias e ações para a correção do fluxo escolar para
melhorar a qualidade do ensino.
Implantar Sistema de Acompanhamento e Monitoramento do Desempenho
Educativo, com apoio técnico-pedagógico permanente às escolas e
reconhecimento de seus esforços para a melhoria da aprendizagem dos
estudantes.
Valorização dos profissionais da educação.
CULTURA
Revitalizar as danças e Festejos Populares
Criar calendário municipal de eventos
Incentivar os grupos na organização e procura dos apoios e programas do
governo estadual e federal
Implantar a virada cultural de Morros para celebrar o aniversário da cidade.
Apoiar as grandes festas populares como Carnaval e São João, inclusive nos
bairros e Comunidades Tradicionais.
Revisar e cumprir o Plano Municipal de Cultura, com base nas diretrizes:
democracia, descentralização e respeito à diversidade.
Incentivar ações de cultura nas escolas.
Fortalecer o Conselho Municipal de Cultura
Fundar a Escola Municipal de Música.
Desenvolver política de incentivo à leitura: fortalecer a Feira do Livro; implantar
Vale Livro Municipal; implantar bibliotecas comunitárias.
Defender junto ao Governo do Estado a redução do ICMS para livros de
autores morroenses; resgatar e valorizar Bibliotecas e espaços públicos e
realizar Feira do Livro itinerante nos bairros, integrada aos eventos culturais da
cidade.
Desenvolver o Projeto Preservação da Memória de Morros, para proteger e
requalificar o patrimônio histórico, material e imaterial
Defender junto aos governos estadual e federal a construção do Museu
Morroense de Arte Contemporânea.
22
AGRICULTURA & PSICULTURA
Desenvolver junto as Secretaria de Agricultura & Pesca, programas de
desenvolvimento que visem envolver o trabalhador, melhorando seu acesso ao
crédito, aos cursos, às novas técnicas de tratamento, embalagem e
apresentação dos produtos, visando valorização do seu produto e aumento de
sua renda.
Ações principais:
Ações principais
23
Implantar, ciclovias, com acessibilidade, Morros e Comunidades com grande
concentração populacional..
SAÚDE
24
Priorizar o uso de tecnologias de energia limpa nos prédios públicos.
Exigir da concessionária de serviços de água e esgoto o cumprimento de
metas.
Lutar contra a privatização da água e do saneamento
Controle das atividades poluidoras.
Ações principais:
Ampliar a capacidade do licenciamento ambiental municipal.
Atualizar o inventário de emissões de poluentes.
Promover monitoramento permanente da qualidade do ar e das águas
superficiais e subterrâneas, com divulgação dos resultados em tempo real,
quando possível.
Implantar serviço para recebimento de denúncias.
PROPOSTAS
POLITICAS PÚBLICAS DA GESTÃO ELIENE DA COLONIA
25
EQUIPE TECNICA - GESTÃO ELIENE DA COLONIA
26
Bacharel Economista, COORDENADOR do Projeto "Salvaterra", implantação de
sistemas agroflorestais em comunidades negras rurais na região do Itapecurú, 2003 a
2004.
Professor Visitante, FADURPE (Fundação Universidade Rural de Pernambuco)
Ano 2006 à 2008
Faculdade Miguel de Cervantes – capital e polos – 2009 – 2009
COORDENADOR Plan International Brasil. Projeto “Faça contatos, quebre as
correntes”. Com participação do Senegal, Republica Dominicana e Inglaterra;
Escritório Plan/Brasil/Recife; Cabo de Santo Agostinho/Pernambuco/Brasil. 2008,
2009,2010.
COORDENADOR do Projeto Revitalizando o Salvaterra - 2012 à 2016. Projeto
voltado para as famílias dos Agricultores em situação de risco causado por grandes
projetos na Região Leste do Maranhão.
PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA
BARRETO, F. S. & PASTOR S. MARLUZE. O Caminho se fez ao caminhar... 1ª Ed.
78p, www.coospat.org.br. Livro resultante de pesquisa e acompanhamento de
Projeto Revitalizando “Salvaterra” Comunidade Quilombola sem registro na Fundação
Palmares. Organização de BARRETO.F.S. & PASTOR.S.M. Rosário, Maranhão:
COOSPAT, 2016. São Luis, 2016.
BARRETO, F. S. . Pernambuco 'Riqueza Versus Violência'. 2007. (Apresentação de
Trabalho/Conferência ou palestra). 2007.
BARRETO, F. S. . Relatório Fotográfico do Projeto Revitalizando Manguezais.
São Luís/Ma.: CNPT (Centro Nacional de Desenvolvimento Sustentável das
Populações Tradicionais), 2005 (Economia e Meio Ambiente). 2005.
BARRETO, F. S. . Ferro e fogo: a importância econômica da MARGUSA para os
Municípios de Rosário e Bacabeira. São Luís: www.forumcarajas.org.br,
www.edufma.or.br, 2004 (Monografia de Bacharel em Ciências Econômicas). 2004.
COELHO. M.C.N, & MONTEIRO, M. A ; BARRETO, F. S. . Ferro e Fogo, a
importância econômica da MARGUSA para os municípios de Rosário e Bacabeira.
Macapá/Amapá: www.naea.ufpa.gov.br, 2002 ((Cadernos de Resumos) "Seminário
50 Anos de Mineração Industrial na Amazônia"). 2002.
27
REFERÊNCIAS
28
CABRAL, Maria do Socorro Coelho. Caminhos do gado: conquista e
ocupação do Sul do Maranhão. São Luís: SIOGE, 1992. (Edições Secma).
http://www.ibge.gov.br/home
http://www.dpu.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1737&It
emid=251. Acesso em: 15/06/21.
29
TROPPMAIR, Helmut. Metodologias simples para pesquisar meio
ambiente. Rio Claro: Ed. do autor, 1988.
30