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Protocolo Prefeitura Jundiaí Rotina Diagnóstica em Adenomegalias Na Infância

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PROTOCOLO DE

ROTINA
DIAGNÓSTICA
EM ADENOMEGALIAS
NA INFÂNCIA

Protocolo singularizado para o Município de


Jundiaí – 2024
Versão II
PROTOCOLO DE
ROTINA
DIAGNÓSTICA EM
ADENOMEGALIAS NA
INFÂNCIA

Protocolo singularizado para o Município de Jundiaí

Versão II - 2024
Organização e Elaboração

DEPARTAMENTO DE REGULAÇÃO DA SAÚDE


UNIDADE DE GESTÃO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE

Dra. Lucileide A. Delgado - Pediatra/ Hematologista Infantil - Ambulatório de Hematologia


Infantil da Faculdade de Medicina de Jundiaí
Dra Fernanda Tiemi Dotto Matsusaki - Pediatra - Apoiadora Técnica da Saúde da Criança
e Adolescente
Fabiana Barrete de Alcântara Fredo - Diretora do Departamento de Regulação em Saúde

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Adenomegalias

Conceitos gerais
➔ É achado frequente em pediatria;
➔ Como manifestação clínica de diferentes doenças;
➔ Em neoplasias, raramente é achado isolado;
➔ Excetuando-se o período neonatal, o aumento ganglionar na infância é achado comum
no curso das doenças infecciosas;
➔ Pode persistir por longo período, mesmo após cessado os sintomas infecciosos iniciais/
desencadeantes.
➔ A proliferação do tecido linfóide varia com a idade: cresce rapidamente na infância,
atingindo valores máximos na fase pré-púbere para, a partir da adolescência, começar a
involuir.
➔ O aumento do gânglio é contíguo à cadeia de drenagem linfática da área afetada.
➔ 40 a 50% das biópsias são hiperplasia reacional benigna, sem definir a causa.

Definições
➔ Adenomegalia: aumento de um ou mais gânglios/ linfonodos;
➔ Linfadenite: aumento do linfonodo/ gânglio com sinais flogísticos associados, sugerindo
infecção primária do linfonodo
➔ Adenomegalia localizada: ao redor de 75% dos casos, acomete um único linfonodo ou a
cadeia de linfonodos responsáveis pela drenagem da área acometida
➔ Adenomegalia generalizada: ao redor de 25% dos casos, acomete dois ou mais grupos
de linfonodos em regiões não contíguas.

Causas
➔ Infecciosas: Vírus; Bactérias; Espiroquetas (sífilis); Parasitas; Fungos.
➔ Não infecciosas
◆ Colagenoses: Lúpus eritematoso sistêmico; Artrite Reumatóide.
◆ Neoplasias: Linfoma de Hodgkin, Linfoma não Hodgkin; Leucemias; Metástases.

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◆ Iatrogênica: Doença do soro.
◆ Medicamentosa: Hidantoína
◆ Outras: Doença de Kawasaki; Hipertireoidismo; Doença de Addison; Lipidoses.

ABORDAGEM CLÍNICO-LABORATORIAL
➔ Clínica/ Exame físico:
Na anamnese é de extrema importância a identificação do paciente, principalmente idade,
naturalidade e procedência. Além disso: a duração da queixa principal, história pregressa dos
sintomas atuais detalhados (sinais e sintomas sistêmicos associados ao aumento do(s)
gânglio(s)).
Normalmente estão atrelados os achados no exame físico que habitualmente refletem os
sintomas clínicos relatados na história /anamnese. Para tanto é necessário atentar-se ao
exame físico, detalhando o local (ou locais) do aparecimento do gânglio, bem como suas
características palpatórias (tamanho, coalescência, consistência, aderência a planos profundos
e sinais flogísticos
➔ Sinais de normalidade:
Gânglios entre 1 e 1,5 cm em região cervical e inguinal (desde que não associados a
sintomas e sinais sistêmicos e sem características de alerta);
Gânglios entre 0,3 e 0,5 cm em região occipital, auricular (desde que não associados a
sintomas sistêmicos e sinais de alerta).
➔ Sinais de alerta:
Gânglio de qualquer tamanho em região supra clavicular direita e/ou esquerda;
Gânglio endurecido, sem sinal flogístico, aderido a planos profundos.

Exames complementares (vide fluxograma):


➔ Quadro agudo (menos de 4 semanas de evolução): Hemograma completo; Ácido úrico
(Se eleva em proporcionalidade à taxa de renovação celular como resultado da
degradação dos ácidos nucleicos); DHL (Se Elevado - há indícios de danos ou
destruição de células normais)
➔ Quadro crônico (mais do que 4 semanas de evolução): Hemograma completo; Ácido
úrico; DHL; Sorologias (Toxoplasmose, Mononucleose - Epstein Baar Vírus,

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Citomegalovírus); Ultrassonografia de abdome total (busca de gânglios intra
abdominais); Raio-x de tórax (checagem de mediastino)

INFORMAÇÃO IMPORTANTE: Os exames de DHL e ÁCIDO ÚRICO


devem ser solicitados via email como prioridade à central de regulação.

Lembrete:
➔ A associação entre anamnese/ clínica/ exame físico geral às características dos gânglios
é importante para o diagnóstico
➔ Ultrassom da região cervical e do pescoço apenas terão utilidade para biópsia dirigida
por agulha e diagnóstico diferencial de: cistos de linha média, tireóide e glândulas
salivares; torcicolo congênito; gânglios de localização atípica.

Condutas
Como a grande maioria dos aumentos ganglionares são inespecíficos e/ou secundários a
infecções virais ou bacterianas, a conduta é expectante. A involução normalmente é
espontânea.
Se houver sinais flogísticos, sugestivos de infecção primária do gânglio, deve-se iniciar
antibioticoterapia.
Se houver indícios de reação inflamatória específica, por exemplo, tuberculose, doença
da arranhadura do gato, blastomicose, iniciar tratamento específico.
A biópsia ganglionar está indicada quando o gânglio apresentar características sugestivas
de neoplasia e não houver sintomas e sinais sistêmicos ou alterações laboratoriais que não
sustentem o diagnóstico oncológico sem sua biópsia. Esse procedimento, habitualmente, é
realizado pela cirurgia infantil, entretanto, em nosso serviço deve-se encaminhar à Oncologia
Pediátrica (GRENDACC), que realizará a monitorização do laudo da biópsia e a realização dos
possíveis exames de estadiamento.

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ANEXOS

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Fonte: Moore, 2019 – AnatImagem 1: Sistema Linfático; padrão da drenagem linfática e esquema ilustrativo do
fluxo linfáticoomia Orientada Para a Clínica, 8ª ed.

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FLUXOGRAMA

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FONTE: HOSPITAL PEQUENO PRÍNCIPE (PARANÁ)

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1- NATHAN AND OSKI's HEMATOLOGY AND ONCOLOGY OF INFANCY AND CHILHOOD.


VOLUMES 1 E 2 EIGTH EDITION ELSEVIER;

2- PIZZO AND POPLACK PEDIATRIC ONCOLOGY FIFTH EDITION, LWW;

3- EMERGÊNCIAS ONCOLÓGICAS EM PEDIATRIA: O QUE O PEDIATRA, O MÉDICO


EMERGENCISTA E O INTENSIVISTA DEVEM SABER. SANTA CASA DE SÃO PAULO, ED
MANOLE;

4-CURRENT: PEDIATRIC DIAGNOSIS AND TREATMENT. HAY, HAYWAR,


LEVIN,SONDHEIMER.EDITON 14. APPLETON AND LANGE;

5-CURRENT: PEDIATRIA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO. HAY, LEVIN,SONDHEIMER,


DETERDING. 20ªEDIÇÃO McGRAW HILL/ARTMED;

6-WWW.INCA.GOV.BR : MANUAIS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER/CÂNCER


INFANTIL

7-PROTOCOLO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA ORIENTAÇÃO DA SAÚDE BÁSICA


QUANTO AO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER INFANTIL 2017;

8-DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER NA CRIANÇA E ADOLESCENTE/ MINISTÉRIO DA


SAÚDE E INSTITUTO RONALD McDONALD, 2ª EDIÇÃO REVISADA

E AMPLIADA 2013;

9-PROTOCOLOS CLÍNICOS E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS EM ONCOLOGIA.MINISTÉRIO


DA SAÚDE 2014;

10- RODRIGUES, KARLA EMÍLIA; RODRIGUES, BEATRIZ: DIAGNÓSTICO PRECOCE DO


CÂNCER INFANTIL: RESPONSABILIDADE DE TODOS. REV. ASSOC. MED. BRAS. 2003, VOL
49, N 1, PP 29-34

11-DADOS DE MORTALIDADE POR CÂNCER NA CRIANÇA E NO ADOLESCENTE NO BRASIL


- 1995-2005

FONTE MS/SVS/DASIS/CGIAE/SISTEMA DE INFORMAÇÃO SOBRE MORTALIDADE- SIM

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12-CÂNCER NA CRIANÇA E NO ADOLESCENTE. REGISTRO DE BASE POPULACIONAL E DE
MORTALIDADE SOBOPE (SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA) / INCA,
2008.

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