A Inserção do Psicólogo na
Atenção em Saúde
Profª Esp. Daniele Veloso de Menezes
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Compreendendo essa Inserção Home
Regulamentação Integração nos
Recorte
da Profissão Serviços de
Histórico Saúde
Questões a
serem Formação
problematizadas profissional
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Recorte Histórico
“O trabalho de psicólogos em
instituições de saúde remonta ao
início do século XX e surgiu com a
proposta de integrar a Psicologia
na educação médica” (GIOIA-
MARTINS, 2001, p. 36)
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Recorte Histórico
• Objetivo principal dessa integração
• Concepção de saúde vigente
• Modelo biomédico
• Atualização com base em outros
determinantes
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Recorte Histórico
• Final da década de 70
• Carvalho e Yamamoto (2002)
• 1º Redução do mercado privado
• 2º Crítica à Psicologia Clínica
Tradicional
• Grande desenvolvimento da área em
1980 (SEBASTIANI, 2003)
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Recorte Histórico
• A reforma no sistema de saúde e a
valorização do trabalho em equipe
• Os novos princípios que embasam os
cuidados à saúde mental valorizam o
atendimento do paciente dentro do seu
contexto e o trabalho multiprofissional
e, sendo assim, o psicólogo é parte
importante dessa equipe
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Recorte Histórico
Marcado por questões de
O desafio de inserir-se no natureza política
campo da Saúde Coletiva
Âmbito no qual a própria
definição de saúde vem
Contexto complexo
sofrendo constantes alterações
Dinâmica e historicidade
expressas no modelo Compasso com o movimento
assistencial vigente sociossanitário
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Recorte Histórico Home
• Delineamento de um novo sistema
de saúde – o SUS
• Deslocamento epistemológico: a
saúde emerge como um
fenômeno que deve ser tomado
na interface com o contexto social
e seus determinantes
• Planos objetivo subjetivo
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Recorte Histórico
A ampliação do conceito de A 8ª Conferência legitimou os
saúde com mobilizações anseios por mudanças e Saúde como direito de todos
realizadas em várias possibilitou a criação e a e dever do Estado
conferências e encontros implantação de um sistema
internacionais, repensando as
unificado de saúde-SUS
políticas de saúde e os
modelos assistenciais vigentes
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Recorte Histórico
Criação de novas áreas O Conselho Nacional de
de atuação Saúde, através da Resolução
nº. 218/97 reconhece como
Incorporação de outras profissionais de saúde de nível
especializações superior mais de uma dezena
profissionais de categorias profissionais,
dentre elas, os psicólogos
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Desafios da Inserção
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Desafios da Inserção
Considerados oficialmente como
profissionais de saúde
Os psicólogos são convocados a
contribuir com todo esse processo de
revisão das políticas públicas em
saúde e da organização dos serviços
do setor
Desafios da Inserção
Saturn
Atenção biomédica, Em detrimento das
verticalização da relações
assistência e da intersubjetivas
técnica
Mercury Jupiter Mars
Desafios da Inserção
A ênfase da assistência
Ayres (2004) caracteriza
são as tecnologias duras,
estruturadas nos essa assistência como
instrumentos de uma
produção de cuidados, "objetivação dessubjetiva
em detrimento das dora”
Mercury chamadas tecnologias leves Jupiter Mars
de natureza relacional
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Desafios da Inserção
• Ao migrarem para a saúde os psicólogos acabaram
fazendo uso de saberes da prática clínica tradicional sem
uma necessária revisão ou contextualização
(DIMENSTEIN, 2001)
• Importação das práticas
• A organização do psicólogo no campo da
saúde coletiva ficou comprometida
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Desafios da Inserção
• A prática do psicólogo na saúde deve ser pontuada por
uma ampliação de suas ações para um modo coletivo
(DIMENSTEIN, 2001)
• Essencial ao psicólogo uma contínua reflexão crítica
sobre sua atuação para dar conta de "quem ele é, do
que faz e como faz”
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Recortes Historicos
Novo olhar
Prevenção Psicologia
Promoção de Doenças da Saúde
Saúde Concepção da Saúde
de Saúde
Demandas Mental
Psiquiátricas
4
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Psicologia da Saúde
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Psicologia da Saúde
• Campo interdisciplinar
preocupado com a
aplicação dos
conhecimentos e
técnicas psicológicas à
saúde-doença e os
cuidados de saúde.
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Psicologia da Saúde
• Compreender a relação entre o
comportamento e a saúde
• Intervir na interface indivíduo, sistema de
saúde e sociedade.
• Taylor (1999): um campo para entender
as influências psicológicas sobre: como
as pessoas permanecem saudáveis, por
que ficam doentes e como agem quando
adoecem.
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Psicologia da Saúde
• Valorizando o olhar para o contexto
social
• Abertura de novos espaços de atuação,
evidenciando ações educativas sobre as
práticas saudáveis e a criação de
políticas de prevenção para uma
abrangência global
• Nasce para dar resposta a uma
demanda sociossanitária (SEBASTIANI,
2000)
Psicologia da Saúde
“O psicólogo da saúde
Ampliação de espaços de deve ser definido como o
atuação, pois, em alguns profissional que lida com os
momentos da história, a problemas associados ao
continuum saúde/doença,
Psicologia da Saúde ficou sem especificação do
restrita apenas à ambiente no qual atua”
Psicologia Hospitalar. (AMARAL, 1995, p. 238)
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Psicologia da Saúde
• Nova forma de pensar e de transformar a
intervenção dos psicólogos no setor saúde
• Mudanças no estilo de vida da população
contemporânea
• Repensar as práticas, cenários de
atuações e referenciais teóricosl
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Psicologia da Saúde
• Criadas estratégias de formação
• Novas áreas de atuação, a fim de que
este venha de fato a causar impacto dentro
do setor de saúde.
• Dimenstein (1998) e as novas demandas
de responsabilidade social
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Formação
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Formação
• A principal atividade do psicólogo ainda é o
atendimento clínico individual (SPINK, 2006).
• Compreender o papel da formação nesse atual
processo de mudanças
• Bastos (1990) afirma que as instituições
formadoras usam um modelo homogêneo e
tradicional
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Formação
Planejamento e gestão do trabalho
Conhecimento das demandas do território, dos
recursos públicos e comunitários
Envolvimento no trabalho de geração de renda
Envolvimento no trabalho de geração de renda
Redes sociais de apoio
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Psicologia da Saúde
• Compreender o papel da formação
nesse atual processo de mudanças
• Bastos (1990) afirma que as instituições
formadoras usam um modelo homogêneo
e tradiciona
• Novos cenários de atuação = Novas formas de ensinar
Formação
Angerami-Camon (2000): É o fortalecimento junto
os novos campos de aos aportes teóricos e
atuação apresentam práticos que embasa a
necessidades e atuação do
especificidades próprias profissional
e inerentes a sua (DIMENSTEIN, 2000)
configuração
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Formação
• Psicologia Clinica X Saúde Coletiva
• Repertórios profissionais coerentes
• Experiências e contatos:
- Estágios, Teorias, Atividades
Extracurriculares
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Possibilidades...
.
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Possibilidades...
• “A psicologia contribui retomando na saúde, a problemática do sujeito,
contrapondo-se as tendências universalizantes e biologizantes da Saúde
Pública, enriquece o campo da Saúde Coletiva” (SPINK E MATTA, 2010, p. 42).
• A reorientação da formação profissional
• Assegurando uma abordagem integral do processo saúde-doença em ênfase
na atenção básica
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Possibilidades...
• Promovendo transformação nos processos de geração de conhecimento,
ensino e aprendizagem e de prestação de serviços à população
• Psicologia Política, implicada e comprometida com os Direitos Humanos
• Não existe psicologia a-social, isenta...
• Psicologia Plural
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Possibilidades...
• É na tensão entre identidade e diferença, entre unidade e multiplicidade, que
é possível situar nossa subjetividade, nossa existência, o campo da Psicologia
e a atuação do psicólogo.
• É melhor afirmar uma identidade em crise do que sermos esses "técnicos com
contribuições convencionais, reproduzindo técnicas e procedimentos sem
nenhuma postura crítica (COELHO, 1996, pp. 310)
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Possibilidades...
• Sugere-se a abertura da Psicologia para o
diálogo com todos os atores envolvidos,
entre eles a comunidade
• Estimulando inclusive a participação e o
controle social.
• Atuação que exige um compromisso social
por parte do profissional
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Possibilidades...
• A formação é o caminho a ser seguido para
a transformação
• O desafio é fazer com que as instituições
formadoras e de serviço coloquem em
prática o que está previsto nos parâmetros
oficiais
• Novas formas de ser/fazer saúde!
Referencias
• ANGERAMI-CAMON, V. A. (2000). O ressignificado da prática clínica e suas
implicações na realidade da saúde. In V. A. Angerami-Camon (Ed.), Psicologia da
saúde (pp. 7-22). São Paulo: Pioneira.
• AYRES, J. R. C. M. (2004). Cuidado e reconstrução das práticas de saúde. Interface,
8(14), 73-92. [ Links ] • BASTOS, A. V. P. (1990). Mercado de trabalho: uma velha
questão e novos dados. Psicologia: Ciência e Profissão, 2/4, 28-39.
• COELHO JUNIOR, N. (1996). A identidade (em crise) do psicólogo. Cadernos de
Subjetividade, 4(1º e 2º sem.
• CARVALHO, D. B., & YAMAMOTO, O. H. (2002). Psicologia e políticas públicas de
saúde: anotações para uma análise da experiência brasileira. Psicologia para a
América Latina, 1, 1-12.
• DIMENSTEIN, M. D. B. (1998). O psicólogo nas unidades básicas de saúde: desafios
para a formação e atuação profissionais. Estudos de Psicologia, 3, 53-81. •
DIMENSTEIN, M. D. B. (2000). A cultura profissional do psicólogo e o ideário
individualista: implicações para a prática no campo da assistência pública à saúde.
Estudos de Psicologia, 5, 95-121.
• DIMENSTEIN, M., & MACEDO. J. P. (2010). Desafios para o fortalecimento da
Psicologia no SUS: a produção referente à formação e inserção profissional. In M. J. P.
Referencias
• GIOIA-MARTINS, D., & Rocha Júnior, A. (2001). Psicologia da saúde e o novo paradigma:
novo paradigma? Psicologia: Teoria e Prática, 3, 35-42.
• MERHY, E. E., & FRANCO, T. B. (2003). Por uma composição técnica do trabalho em saúde
centrada no campo relacional e nas tecnologias leves. Apostando mudanças para os modelos
tecnoassistenciais. Saúde em Debate, 27(65), 316-323.
• PAIM, J. P., & Almeida Filho, N. (1998). Saúde coletiva: uma "nova saúde pública ou campo
aberto a novos paradigmas? Revista de Saúde Pública, 32(4), 299-316
• SEBASTIANI, R. W. (2000). Histórico e evolução da psicologia numa perspectiva Latino
Americana. In: V. A. Angerami-Camon, (Ed.), Psicologia da saúde (pp. 201-222). São Paulo:
Pioneira.
• SEBASTIANI, R. W. (2003). Psicologia da saúde no Brasil: 50 anos de história. Recuperado
em 27 de janeiro, 2006 de http://www.nemeton.com.br
• SPINK, M. J. P. (1992). Psicologia da saúde: a estruturação de um novo campo de saber. In
F. C. B. Campos (Ed.), Psicologia e saúde: repensando práticas (pp. 11-23). São Paulo: Hucitec.
• TAYLOR, S. E. (1999). Health Psychology (4a. ed.). New York: McGraw-Hill International
Editions.
• TEIXEIRA, C. F., PAIM, J. S., & VILASBÔAS, A. L. (1998). SUS, modelos assistenciais e vigilância
da saúde. Informe Epidemiológico do SUS, 7, 7-28.