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Resenha Crítica (Introdução À História)

Uma resenha crítica

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Universidade Federal do Maranhão

Centro de Ciências de São Bernardo

Disciplina: Introdução à história

Professor: Prof. Dr. Maria de Fátima

Discente: Mariana Araújo Alves

Resenha Crítica

A ESCOLA DOS ANNALES: considerações sobre a História do


Movimento1

No artigo “A ESCOLA DOS ANNALES: considerações sobre


a História do Movimento”, Declara-se movimento da Novelle
Histoire, que foi inaugurado na França para a escola dos Annales, que
estabelece uma das influências mais emblemáticas e permanentes
sobre a Históriografia Ocidental . Surgida em 1970, é considerada
Uma das gerações dos Annales O entendimento desenvolvido da
expressão Novelle Histoire é usada por José Carlos Reis. As
incertezas referentes ao movimento historiográfico encabeçado pelos
historiadores franceses também se expressam no fato de que autores
diversos lidam por vezes com periodização distintas sobre este
movimento. Acerca-se também que o diálogo e o contraste dos
Annales com o materialismo histórico faz aparecer reflexões diversas,
tendo que, há os que buscam resgatar as influências do marxismo
para a visão histórica formada dos Annales.

Lucien Febvre e Marc Bloch são dois historiadores considerados


fundadores do movimento dos Annales. Onde se encontram pela
primeira vez na universidade de Estrasburgo. A revista dos Annales
fundada em 1929 trouxe mudanças significativas. É descrito que
nessa nova escola histórica, tinha como característica a
interdisciplinaridade onde também era abordado o estudo social e
econômico. Não buscava apenas os registros oficiais como fontes
históricas mas considerava que todas as informações poderiam ser
utilizadas como fontes desde que analisadas e confrontadas pelos
historiadores. Marc Bloch e Lucien Febvre, se apresentavam com uma
convergência que culminava em uma graciosa interdisciplinaridade.
2

Lucien Febvre afirmava que a história não se constrói apenas por


meio de documentos escritos, deixando claro que se fazia necessário
a consulta de objetos como pinturas, cerâmicas ou até peças
musicais. Mesmo tendo Bloch e Febvre encabeçando esse projeto,
houve também a participação de outros profissionais da universidade
de Estrasburgo.

Já Fernando braudel, considerado por muitos historiadores como


o verdadeiro fundador da segunda geração dos Annales. A segunda
geração dos Annales é iniciada depois da morte de Febvre, e a partir
de 1959 a revista é editorada por Fernando braudel. Essa segunda
geração será liderada por Braudel , um homem que nasceu no século
XX. Uma de suas maiores obras é o Mediterrâneo e o mundo
Mediterrâneo na época de Filipe II, que é dividido em três grandes
volumes onde sua ideia era pensar a sociedade de acordo com a
perspectiva de uma articulação entre seus três 3 níveis de duração —
a curta duração, a média duração e a longa duração.

O ano de 1968 é mencionado como um marco de uma nova fase


na história da escola dos Annales. A terceira geração de Annales. O
próprio Fernando braudel autorizou anunciando em uma revista sobre
essa nova fase. O ano de 1968 ficou marcado na história
contemporânea por ter sido o ano de vários acontecimentos sociais,
políticos, contra-culturais e também pelos assassinatos de Martin
Luther King e Robert Kennedy e a guerra do vietnã. Muitos e outros
avaliam esse ano como ponto de partida de novos tempos revelando
também uma mudança na historiografia. A terceira fase dos Annales
abre-se a uma ampla diversificação de objetos e dimensões de
estudos do conhecimento Historiográfico.

Por fim, o movimento dos Annales, após a década de 1980, já


permite que se possa olhar para trás, na intenção de poder
contemplar uma história complexa na qual se desenvolvem múltiplas
tendências internas e também variadas.

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