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APLICAÇÃO DAS PENAS (ART. 59)
CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS
Inicialmente – vide artigo 68 do Código Penal.
CÁLCULO DA PENA
Art. 68 - A pena-base será fixada atendendo-se ao critério do art. 59
deste Código; em seguida serão consideradas as circunstâncias
atenuantes e agravantes; por último, as causas de diminuição e de
aumento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - No concurso de causas de aumento ou de
diminuição previstas na parte especial, pode o juiz limitar-se a um só
aumento ou a uma só diminuição, prevalecendo, todavia, a causa que
mais aumente ou diminua. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Art. 59. O Juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à
conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às
circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao
comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e
suficiente para reprovação e prevenção do crime:
I – as penas aplicáveis dentre as cominadas;
II – a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos;
III – o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade;
IV – a substituição da pena privativa de liberdade aplicada, por outra
espécie de pena, se cabível.
INTRODUÇÃO
Como ensina Mirabete: “Na antigüidade, a fixação da pena
ficava inteiramente ao arbítrio judicial.”
No Iluminismo (Século XVIII), adotou-se um sistema de
penas rígido, em que pouca ou nenhuma flexibilidade se
dava ao Juiz para aplicar a sanção, mostrando-se, também,
inadequado, por não poder o julgador sopesar devidamente
as circunstâncias do delito para aplicar uma sanção
adequada.
No CP de 40, institui-se um critério em que o Juiz exerce
relativo arbítrio na fixação da pena, dosando-se, de acordo
com diversas circunstâncias, entre um mínimo e um máximo
cominados abstratamente para cada delito.
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Esse critério tem por base o estabelecimento de
determinadas circunstâncias que tornam o fato mais ou
menos grave.
CIRCUNSTÂNCIAS – são dados subjetivos ou objetivos que
fazem parte do fato natural, agravando ou diminuindo a
gravidade do crime sem modificar-lhe a essência.
JUDICIAIS E LEGAIS
Dividem-se em judiciais e legais.
Circunstâncias judicias devem ser consideradas na fixação
inicial da pena a ser imposta para qualquer delito, são as
mencionadas no art. 59.
CIRCUNSTÂNCIAS LEGAIS (GENÉRICAS OU ESPECIAIS)
Circunstâncias legais podem ser genéricas ou especiais.
Genéricas quando previstas na Parte Geral do Código Penal
(agravantes – Art. 61; atenuantes – art. 65 e causas gerais
de aumento ou diminuição de pena – art. 16; 21, segunda
parte).
Especiais quando previstas na Parte Especial (qualificadoras
e causas especiais de aumento ou diminuição de pena).
SUBJETIVAS OU OBJETIVAS
As circunstâncias também podem ser:
Subjetivas (pessoais) – relacionam-se com o sujeito ativo do
crime, estando entre elas os antecedentes, a personalidade,
os motivos do crime.
Objetivas – são aquelas que não se relacionam diretamente
com a pessoa do agente, podendo referir-se ao meio
utilizado para a prática do crime (art. 61, inciso II, d – com
emprego de veneno, fogo, explosivo etc ...).
Por que se diz que a atividade do Juiz de Direito de aplicar
penas é um ATO DISCRICIONÁRIO JURIDICAMENTE
VINCULADO? (vide Masson - 6– Edição – 625).
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