ANALFABETISMO FUNCIONAL
E OS GRAUS DO LETRAMENTO
(Rafael Falcón)
AULA 1 - O QUE É LER? OS CINCO GRAUS DO
LETRAMENTO
PASSIVO CULTO - recebeu o domínio da linguagem e está
pronto para receber a educação superior para a compreensão
(interpretação) de textos como a Bíblia, por exemplo. Está apto a
continuar o processo educativo, ter uma educação superior, a fim de
sanar deficiências intelectuais e, para que este processo ocorra, a
pessoa não deve ter nenhuma dificuldade de linguagem, ou seja, deve
ter adquirido o domínio da linguagem, ser um passivo culto.
Ele se reconhece pela sua capacidade de interpretar literatura.
Domina todos os elementos pertinentes à expressão literária -
sonoros, semânticos, discursivos, simbólicos. Só não está inclusa a
interpretação que depende de um conhecimento contemplativo que se
dá nas ciências superiores, como por exemplo, o simbolismo numérico
(conhecimento a ser adquirido no nível superior). Se você não
entendeu porque o poeta utilizou uma figura de linguagem, isso
significa que você não está no passivo culto, pois isso é um problema
de linguagem. O objetivo do letramento é chegar no passivo culto.
OBS.: Poemas numéricos geralmente são de má qualidade, pois
dependem de conhecimentos extrínsecos que não apenas a linguagem.
Sem o domínio da linguagem (com deficiências), mesmo que vá atrás
do domínio numérico, natural, etc., você pode não compreender até o
sentido literal da parábola. Então, sem isso, como fará interpretação?
Mesmo se tivesse toda a compreensão dos outros níveis. No processo
educativo superior, eu vou precisar interpretar textos, senão não vou
conseguir adquirir esse conhecimento do simbolismo numérico,
natural, pois isso é uma exigência.
Em pedagogia, esse dogma de que é preciso começar desenvolvendo a
linguagem perfeitamente equivale ao princípio de identidade na lógica,
uma coisa é sempre igual a si mesma.
Ensino superior difere de um ensino técnico, formar um profissional.
Ensino superior é desenvolver faculdades superiores da inteligência,
trabalha com disciplinas que exijam o uso dessas faculdades superiores
da inteligência. O Direito da maneira clássica (era um estudo da
filosofia do direito. A Medicina da maneira antiga, pois tinha que saber
filosofia para saber a natureza humana como um todo. A Teologia
ainda não virou um curso técnico em si mesmo, mas está sendo
ensinada como se fosse.
PASSIVO REFINADO - domina os instrumentos da análise
morfológica e sintática. Compreende como as palavras se combinam,
compreende juntar as palavras e entender por que cada uma está em
uma posição, com uma certa terminação. Você consegue articular as
relações entre as palavras. Em linguística, isso às vezes é chamado de
sintagma ou sintaxe, que é o plano horizontal em que as palavras se
combinam. É você não considerar uma palavra isolada, mas em relação
à outra palavra que está no mesmo texto.
Falta muito para chegar ao passivo culto, pois ele deve interpretar, a
partir desta relação entre as palavras mais profundas, qual é o sentido
do texto como um todo. Ele não entende ainda o princípio de
funcionamento das figuras de linguagem (neste caso você consegue
interpretar TODAS as figuras de linguagem), o que não significa que ele
não compreende nenhuma figura de linguagem. Você compreende de
modo dedutivo, um pouco vago e como que por adivinhação. Você
capta sinais pelo contexto, junta as pontas e adivinha o sentido da
figura de linguagem, mas por você não ter captado o princípio de
funcionamento, terá uma certa insegurança na hora de interpretar as
figuras. Você vai chutar, podendo errar ou acertar.
É o nível mínimo para acompanhar discussões públicas, nos jornais
(estes começaram a ficar semelhantes a textos infantis para não haver
dificuldade de compreensão nas relações entre os termos). O nível da
mensagem tem que cair porque o nível da gramática foi simplificado. O
nível dos textos de jornais e revistas, discussões públicas começaram a
cair muito, pois a linguagem já não permite. Isso prejudica bastante a
vida em sociedade. Esse é o nível mínimo para a pessoa ler, pelo menos
se informar e muito mais para escrever. O mínimo para um jornalista
seria que fosse um passivo culto, pois ele teria que ler, traduzir,
mastigar informações que vêm de outras fontes e teria que conseguir
compreender essas informações.
Passivo culto X Passivo refinado
Quando se envolve a leitura de literatura, você medirá a diferença
entre o passivo culto e refinado principalmente pela segurança,
velocidade. Para o PASSIVO CULTO, por ter dominando o princípio
da interpretação literária, será algo muito simples, com alguma
exceção quando o escritor utiliza uma figura muito obscura, mas
normalmente perceberá instantaneamente, pois já captou os princípios
abstratos das figuras de linguagem.
O PASSIVO REFINADO articulará de maneira técnica. Ele vai
combinar os conceitos e fazer deduções, mas ele ainda não teve a
intuição dos princípios de funcionamento profundos da
linguagem. Ele consegue perceber quem está concordando com quem,
quem é o sujeito, objeto, qual é o verbo, a regência do verbo, consegue
perceber qual é a oração principal e a subordinada. Ele consegue
perceber as relações entre os termos, entre as partes de um texto
(introdução, desenvolvimento, conclusão), a estrutura geral do texto, a
divisão textual, o que não significa que ele intua os princípios
profundos que orientam essa divisão. Há uma diferença entre a
estrutura material do texto e o princípio profundo que está regendo
aquele texto. É a diferença entre os objetos dos sentidos e os objetos da
inteligência. Uma coisa é você perceber que o texto tem partes, outra é
você perceber a forma singular do texto que se manifesta em cada uma
dessas partes.
PASSIVO INCIPIENTE - pessoa que ainda não dominou os
instrumentos da análise gramatical, mas ele começou a perceber
que existem princípios racionais por trás das formas linguísticas.
Quando ela ouve ou lê, procura princípios que estejam por trás das
estruturas linguísticas e que as explique, ordene. Ela está atenta, já
percebeu que existe essa realidade. Sem perceber isso, ela não vai
conseguir apreender de maneira técnica o uso dessas estruturas
racionais em uma relação sintagmática para passar para o PASSIVO
REFINADO. Se ela não percebeu que existe algo semelhante ao sujeito,
não vai conseguir ligá-lo a um verbo ou objeto.
A pessoa pode ter estudado gramática sem nunca ter entrado em
um nível passivo incipiente. Nesse caso ela não entendeu, só
repetiu termos gramaticais e de fórmulas gramaticais, mas sem
fazer a análise sintática realmente (como aprender a aplicar
fórmulas de física). É um procedimento mecânico, sem entender o
que é uma coisa e o que é outra coisa. O certo seria realmente
compreender o que significam estes termos. Se eu tivesse
compreendido, não haveria dificuldade alguma para resolver a
questão, eu estaria lidando com algo que estou vendo diante dos olhos
e não com conceitos esquisitos, sem saber do que se trata. Com
conceitos gramaticais não há como chegar perto por semelhança,
analogia, pois não é parecido com nenhum objeto dos sentidos. A
pessoa só está lidando com o incompreensível, só está repetindo.
Isso significa que saber gramática (até mesmo de cor e salteado)
não que dizer que a pessoa está no passivo incipiente. Ela só
atinge esse nível quando ela começou a perceber as relações
formais, os princípios racionais que estão por trás da linguagem e
isso é uma intuição intelectual. isso não é questão de saber termo, de
fazer análise sintática.
PASSIVO BRUTO (se apresentar estas características não pode
estar em outro nível, ela é passivo bruto) - é uma pessoa que tem
domínio da linguagem, mas é um domínio apenas sensorial e
contextual. Ela sabe repetir no contexto correto, mas não entende,
não percebe a existência de princípios formais que estejam por
trás das coisas que ele diz.
Descrição:
1 - Capta ideias gerais e deduz o sentido do texto a partir de
palavras chaves e conhecimento prévio do contexto (critério
atual para dizer que alguém está letrado);
Ele não captou nenhuma estrutura racional da língua, ele não é capaz
de usar a estrutura da linguagem para interpretar textos, então ele é
obrigado a recorrer a elementos extrínsecos, sensoriais para deduzir.
Sempre haverá um elemento de contexto que irá ajudar a
interpretar, mas à medida que você progride nos elementos da
linguagem, esse elemento vai ficando menos importante, vou
precisando menos dele. Vou perdendo a característica de deduzir
(adivinhar) o sentido e vou passando a demonstrar com certeza
por meio das formas linguísticas.
Não existe pessoa que perceba as estruturas racionais da linguagem
sem receber instrução específica, não consegue fazer isso sozinha. Não
conseguimos passar de nível sem fazer um esforço monstruoso e
deve ser conduzido por um instrutor, senão não saímos dali. Não
depende da quantidade de livros que leu nem da instrução que
recebeu (refere-se ao português).
Precisamos receber ajuda especializada para aprender a ler, senão será
passivo bruto até a morte, a não ser que receba uma graça divina
extraordinária ou se passar uma década estudando obsessivamente o
processo de linguagem para tentar aprender como se faz. Deve virar
um especialista no assunto. Se aprendemos a suprir essas deficiências
em um curso como este, iremos aprender mais rapidamente.
Deduzir o texto a partir de palavras-chave e conhecimento prévio
do contexto é característica de nível muito baixo. É aceitável para
uma criança de 7/8 anos que está começando a desenvolver as
capacidades linguísticas. No PASSIVO INCIPIENTE a pessoa já
começou a perceber estruturas e já está procurando essas estruturas
formais para explicar e regrar o texto. O PASSIVO BRUTO acha que
linguagem é só som e contexto, só os elementos sensoriais.
Obs.: O curso de latim de 2014 foi feito para analfabetos funcionais e
viciados. Começa tentando fazer adivinhar o sentido.
2 - Tem uma ideia do significado das palavras, mas dificilmente
consegue distingui-las de outras no mesmo campo semântico;
Ele não percebe claramente o significado das palavras, pois não
percebe direito que existe semântica. O modo como ele usa a
linguagem é totalmente habitual e contextual. Ele acha que a
linguagem consiste em fazer um comando, sinal, um gatilho para algo
acontecer na realidade: "Abra a porta!". A pessoa olha, vê a porta, vai lá
e abre. Se você pede a definição de "rutilar", a pessoa acha a pergunta
estranha, acha que é só uma palavra para usar em determinado
contexto, não tem um significado, uma definição. Ele lê desta
forma. A pedagogia moderna ensina a ler sem saber o significado
das palavras. O negócio é a criança se acostumar com as palavras e
não saber o significado. Ensina a criança a ser um Passivo Bruto para o
resto da vida.
Ele vai identificar o contexto em que as palavras devem ser utilizadas.
Ele vai saber que certas palavras devem ser usadas em certos
contextos, junto com outras, quando se está falando em um certo
assunto, mas muitas vezes não vai conseguir definir a palavra. Se você
apresentar sinônimos, ele não saberá a diferença entre as palavras. O
sentido dos sinônimos não é exatamente igual. Para ele se trata de
utilizar uma palavra em um contexto habitual. Ele não consegue
explicar nada, só sabe usar as palavras em um contexto.
3 - Não é capaz de defender racionalmente a sua interpretação
do texto, a qual frequentemente está errada em algum ponto,
mas ele vê esses erros como divergências racionais e legítimas,
ainda que não consiga justificá-los por princípios gramaticais.
Como está em nível mais baixo pode achar inconcebível que o
fato de ler seja algo mais do que sentir e adivinhar os sentidos;
Ele tem uma interpretação e pode achar que lê muito bem (ainda mais
em uma época em que o conceito de leitura está reduzido). A pessoa
vai achar estranho você querer explicar o sentido do texto por
razões gramaticais. Ele irá achar muitas razões contextuais para a
sua interpretação. A pessoa sairá da área da linguagem e irá para
uma outra disciplina, para um conhecimento externo. Se a
linguagem está contrariando você não deveria partir para o externo.
Tem muita coisa dentro da linguagem do texto que ele não está
percebendo. E ele vai entender que qualquer tentativa de contrariar a
interpretação dele usando a linguagem ou gramática como um
TECNICISMO, como se fosse só gramática. Ele não compreende que
tem uma HIERARQUIA ENTRE OS ARGUMENTOS e que os
argumentos linguísticos precedem os argumentos externos.
Obs. : A humildade melhora a inteligência.
4 - Não possui noções claras de quantas palavras há na língua,
para que serve cada uma e quais são as suas características
morfológicas e possibilidades sintáticas;
O PASSIVO INCIPIENTE também não sabe claramente e
perfeitamente, mas já tem uma ideia. Ele pode não saber todas as
classes, mas já entendeu alguma e as outras que não entendeu, pode
ter começado a entender de uma maneira imperfeita. O PASSIVO
BRUTO nem concebe que isto exista. Você pergunta o que é um
substantivo? Ele sabe que designa as coisas, mas não sabe as suas
características sintáticas. Ele decorou a definição e uma lista de
palavras que são substantivos, mas não entendeu o que é, não sabe
como uma palavra é substantivo ou não (beleza - substantivo ou
adjetivo?). O PASSIVO INCIPIENTE pode não ter entendido todas as
classes. Pode ter entendido uma e as outras percebeu sinais. Ele vai
conseguir esboçar uma definição, uma lista de características porque
ele presta atenção nisso. Mas para o PASSIVO BRUTO tudo é óbvio,
pois não entendeu nada. Se você tenta articular dialeticamente para
conseguir uma síntese e realmente contemplar o objeto do qual o
professor está falando com a sua inteligência, dá mais trabalho. Para
ele" entender" consiste em "repetir".
5 - Não consegue perceber padrões gramaticais por si mesmos,
nem no seu próprio idioma, mas percebe sinais sonoros como
rimas e aliterações. Depende de repetições exaustivas ou de
fórmulas e regras explícitas para aprender.
O Passivo Bruto percebe padrões sonoros, mas não percebe
formas racionais na língua. Percebe rimas no som, no sentido não
percebe. Ele depende de repetições exaustivas ou de formas e
regras explícitas para aprender, como ensinar uma nova língua
(conforme os métodos dos cursinhos de línguas, "direto" ou "natural").
Se tentar ensinar usando a gramática, ele não vai entender. Mesmo
método utilizado para adestramento de bichos, mas aplicado à
linguagem. Se usar regras, o Passivo Bruto consegue fazer, mas
utilizar conceitos abstratos, ele não consegue fazer.
PASSIVO BRUTO INCOMPLETO (É A CRIANÇA) - a pessoa
ainda está desenvolvendo o nível passivo bruto, no nível
contextual e sensorial, só que ela tem menos vocabulário, menos
familiaridade com a língua para que ela domine a língua no nível
do passivo bruto, então ela tem o domínio parcial. São as mesmas
características do Passivo Bruto Completo, mas com vocabulário
reduzido, pouco contato com a forma culta do idioma e incapacidade
de produzir textos longos e gramaticalmente corretos por falta de
exposição ao idioma.
Ler "Machado de Assis" não faz a pessoa deixar de ser uma
Passivo Bruto, mas não será incompleto. Ela pode escrever 100%
corretamente e ainda ser Passivo Bruto. Escrever corretamente é
apenas questão de se habituar a colocar as palavras de uma certa
maneira em um certo contexto e não uma questão de perceber
formas e princípios racionais por trás da língua. O Passivo Bruto
consegue disfarçar-se nos outros estágios, pois em linguagem tudo se
manifesta por meio ou do som ou da escrita (visual). Tudo depende dos
sentidos. O Passivo Bruto consegue captar estrutura superficial do
texto e consegue mimetizar, reproduzir. Pode repetir uma análise
sintática sem ter entendido, sem saber o que os termos significam.
Nós não queremos que o ser humano fique um papagaio super
desenvolvido (capacidade imitativa). Nós queremos que ele
desenvolva as faculdades superiores. Para identificar o nível é
preciso fazer uma análise/ interpretação das produções dele que
leve em consideração o que ele está fazendo e de onde está saindo
e perceber incoerências, contradições formais no discurso dele.
REVISÃO
Passivo incipiente - é uma pessoa que não está só acostumada à
língua. Ele realmente percebe padrões e princípios racionais por trás
das estruturas da língua. Se você ensinar um idioma usando conceitos
de gramática e usando exemplos, ele vai entender muito rápido e vai
conseguir aplicar as regras sem errar logo de primeira.
Ele consegue entender gramática. Ele lê a regra, lê o exemplo e
entende, já sai aplicando. Não precisa ser exemplo de cursinho
(quando aparece a palavra tal você junta com a outra). Você pode usar
conceitos abstratos e dar alguns exemplos. Ele aprende mais rápido
uma língua. Passivo incipiente é bem raro. Se você ensinar um idioma e
ele estiver assistindo filme, lendo naquele idioma, ele percebe quase
que sozinho. Pode não perceber tudo, mas percebe muita coisa. Dá uma
introdução na gramática, expõe o idioma e depois de um tempo ele
aprenderá tudo.
Melhora muito as condições intelectuais passar para este nível e
quando você pede para justificar uma interpretação do texto, ele não
faz igual o Passivo bruto que estranha, ele entende o que você está
falando e tenta. Pode ser que a explicação não seja uma explicação
canônica e verdadeira, mas consegue achar alguns elementos racionais
que justifique a interpretação dele, que são válidos.
Quando ocorre um erro, não é porque ele não percebeu, inventou, ele
achou um elemento verdadeiro, mas não colocou este elemento dentro
de um quadro suficientemente abrangente porque a experiência da
língua é pequena. Ele colocou elemento certo no lugar errado. Ele
consegue achar os princípios para se defender. Ele vai conseguindo
entender e aprender sobre interpretação de texto.
Obs.: entender causa prazer.
Passivo refinado - está pegando aquelas categorias que o Passivo
incipiente começou a perceber e está articulando essas categorias com
perfeição. Ele não está contemplando essas categorias
intelectualmente, isso é coisa para o Passivo culto. O Passivo incipiente
começou a perceber que existe essa dimensão. O Passivo refinado está
manipulando, juntando. O Passivo incipiente percebe que toda vez que
o verbo está se referindo a uma pessoa determinada com quem a gente
está falando, ele termina com "S" (a segunda pessoa do singular
termina com "S"), ele vai percebendo esse padrão. O Passivo refinado
vai pensar: se está terminando com "S", quer dizer que o sujeito está na
2ª pessoa, então estes adjetivos que seguem estão concordando com a
2ª pessoa. Está fazendo deduções das relações entre os termos.
Passivo culto - vai perguntar: o que é segunda pessoa, vai contemplar
isso intelectualmente, vai ter uma compreensão mais profunda do
termo, não é só questão de manipular sintaticamente, mas de
compreender e contemplar. Quando a pessoa avança para os níveis
superiores, ela não apresenta mais dificuldade para se analisar. À
medida que ela progride nestes níveis, o prazer ao ler e aprender um
novo idioma vai ficando cada vez maior, pois vai entendendo cada vez
mais. O prazer no começo é meramente sensorial e depois vai ficando
diferente, uma experiência intelectual nova (do ponto de vista da
contemplação intelectual).