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IBRAM 4aedicao Informacoes e Analises Da Economia Mineral Brasileira Port

A 4ª edição do Sistema de Informações e Análises da Economia Mineral Brasileira, organizada pelo IBRAM, fornece estatísticas e análises sobre catorze bens minerais, incluindo dados sobre produção, reservas, preços e comércio exterior. O relatório destaca a importância da indústria mineral na economia brasileira, com crescimento significativo na produção e arrecadação de CFEM, além de prever investimentos substanciais no setor. O documento também aborda o impacto da mineração no desenvolvimento humano em municípios mineradores.

Enviado por

Alexandre Matos
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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A 4ª edição do Sistema de Informações e Análises da Economia Mineral Brasileira, organizada pelo IBRAM, fornece estatísticas e análises sobre catorze bens minerais, incluindo dados sobre produção, reservas, preços e comércio exterior. O relatório destaca a importância da indústria mineral na economia brasileira, com crescimento significativo na produção e arrecadação de CFEM, além de prever investimentos substanciais no setor. O documento também aborda o impacto da mineração no desenvolvimento humano em municípios mineradores.

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L I S E S D A

E S E A N Á
F O R MA Ç Õ S I L E I R A
IN E R A L B R A
I A M I N
ECONOM 4° EDIÇ
ÃO
Você tem em mãos a 4ª edição do Sistema de Informações e Análises da Economia Mineral
Brasileira, organizado pelo IBRAM - Instituto Brasileiro de Mineração.

O trabalho apresenta estatísticas e análises sobre catorze bens minerais, além de uma con-
solidação de informações geradas pela Indústria da Mineração Brasileira.

Cada capítulo, identificado por cores, corresponde a um minério, à exceção do primeiro.


São eles: Brasil, Bauxita, Caulim, Chumbo, Cobre, Estanho, Ferro, Fosfato, Potássio, Manga-
nês, Nióbio, Níquel, Ouro, Urânio e Zinco.

Você tem acesso às informações estatísticas e econômicas do IBRAM sobre Produção, Reser-
vas Minerais, Preço de Mercado, Dados de Comércio Exterior, Investimentos na Produção e
Consumo dos bens minerais avaliados.

No relatório Commodities Minerais Brasil estão expostos os seguintes dados consolidados:

- Total da Produção Mineral Brasileira Anual Comercializada;


- Ranking dos Principais Minérios (por quantidade de produção);
- Variação do PIB Mineral;
- Dados de Comércio Exterior;
- Principais Substâncias Exportadas e Importadas;
- Volume de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral) arrecadado;
- Mão de Obra Empregada na Indústria da Mineração;
- Variação de Preço dos Minérios; e
- Investimentos previstos para o setor mineral.

O Sistema de Informações e Análises da Economia Mineral Brasileira poderá ser acessado no


portal do IBRAM na Internet www.ibram.org.br, onde é constantemente atualizado.

A proposta é estender a abordagem para cada vez mais substâncias minerais e, assim, orga-
nizar o mais completo banco de dados sobre a Economia Mineral, capaz de comprovar
com números os benefícios oferecidos pela Indústria da Mineração à economia
e ao bem-estar os brasileiros.
BRASIL
PRODUÇÃO

Produção Mineral Brasil Em 2008, a Produção Mineral Brasileira alcançou R$ 51 bilhões, um aumento
de 11%, se comparada a 2007, que foi de R$ 46 bilhões, excluídos Petróleo e
Gás. Cabe destaque à produção de Minério de Ferro, que registrou aumento
acima de 6% em quantidade produzida. Se considerarmos a indústria da mi-
neração e transformação mineral, o valor da Produção Mineral Brasileira al-
cançou R$ 152 bilhões, um valor 13% maior do que em 2007 (R$ 134 bilhões).

Principais itens da produção brasileira e ranking internacional de produção


/ São informados a colocação no ranking e o percentual de cada minério em
relação à produção mundial: Nióbio: 1º (95%); Ferro: 2º (17%); Manganês:
2º (21%); Tantalita: 2º (17%); Alumínio(Bauxita): 3º (12,4%); Crisotila: 3º
(9,73%); Magnesita: 3º(8%); Grafita: 3º (7,12%); Vermiculita: 4º (4,85%);
Caulim: 5º (5,48%); Estanho: 5º (4,73%); e Rochas Ornamentais: 6º (5,6%).

Estes são os maiores Estados produtores em 2008, de acordo com a CFEM


Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Contribuição Financeira pela Exploração de Recursos Minerais arrecadada:
PMB* 14.746 16.225 22.517 22.859 31.467 38.230 46.000 51.000 MG (53,90%); PA (24,69%); GO (5,85%); SP (2,77%); BA (2,20%), SE (1,57%)
e outros (9,02%).
milhões

* Produção Mineral Brasileira comercializada. Valores em milhões de reais.


Excluídos Petróleo e Gás.
Fonte: DNPM/AMB/IBRAM
Fonte DNPM

VARIAÇÃO DO PIB X PIB MINERAL


Trimestre 2007 3º 2007 4º 2008 1º 2008 2º 2008 3º 2008 4º Em 2008, a indústria extrativa mineral manteve posição de destaque na
PIB 5,1% 5,7% 6,1% 6,2% 6,4% 5,1% geração de valor adicionado. O crescimento foi de 11%, excluídos Petróleo
PIB Mineral 3,9% 2,8% 3,6% 4,5% 5,6% 4,3% e Gás, se comparado a igual período do ano anterior.
PIB Agro 4,5% 5,9% 3,8% 6,7% 6,5% 5,8%
PIB Industrial 5,0% 4,7% 6,9% 6,2% 6,5% 4,3% Em 2008, a indústria da mineração e transformação mineral contribuiu
com US$ 84 bilhões, ou seja, aproximadamente 5,25% do total do PIB Bra-
Fonte: IBGE variação em volume em relação ao mesmo período do ano anterior, PIB mineral inclui Petróleo sil, que alcançou US$ 1,57 trilhão.
e Gás.

COMÉRCIO EXTERIOR
O saldo estimado (exportações - importações) do setor mineral (bens primá- Evolução do saldo setor mineral (somente bens primários, excluídos Petróleo e Gás)
rios, sem transformação, excluídos Petróleo e Gás) em 2008 alcançou novo
recorde de US$ 13 bilhões, representando 52% do saldo total do comércio
exterior do País, que foi de US$ 25 bilhões.

Se considerarmos os bens semimanufaturados, manufaturados e compos-


tos químicos, a indústria da mineração e transformação mineral obteve, em
2008, um saldo de US$ 20 bilhões, representando 80% do saldo da balança
comercial brasileira.
Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
Exportação 3.49 3.57 4.08 5,81 8.97 11.02 13.78 22.8
Importação 1.73 1.79 2,13 3.40 3.65 4.51 5.16 9.73
Saldo 1.75 1.78 1.95 2.41 5.32 6.51 8.62 13.1
Em US$ bilhões. Setor Mineral: bens primários, excluídos Petróleo e Gás.
Fonte: Aliceweb

PRINCIPAIS SUBSTÂNCIAS EXPORTADAS PRINCIPAIS SUBSTÂNCIAS IMPORTADAS


Participação percentual no valor, apenas bens primários. Participação percentual no valor (bens primários + insumos para fertilizantes K e S)
BRASIL
CFEM IDH NOS MUNICÍPIOS MINERADORES

Alguns exemplos de municípios mineradores e seu


respectivo IDH em comparação ao do Estado
Município UF Substância Mineral IDH IDH
estado município
Itabira MG Ferro 0,766 0,798
Araxá MG Nióbio 0,766 0,799
Nova Lima MG Ouro 0,766 0,821
Catalão GO Fosfato 0,773 0,610
Cachoeiro do Itapemirim ES Rocha Ornamental 0,767 0,770
Criciúma SC Carvão 0,84 0,823
Parauapebas PA Ferro 0,720 0,740
Barcarena PA Bauxita 0,720 0,789
Presidente Figueiredo AM Cassiterita 0,713 0,742

Fonte: PNUD
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
Evolução da 136 160 174 250 326 406 466 547 857
A indústria da mineração está presente em aproximadamente
CEFEM
1.500 cidades. De acordo com o PNUD, esses municípios apresentam
Fonte: DNPM. Em milhões de R$
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) maior do que o de seus
Em 2008, a arrecadação da CFEM bateu um novo recorde: R$ 857 respectivos Estados.
milhões, ou seja, 57% superior à de 2007, que foi de R$ 547 milhões.

PREÇO DAS COMMODITIES MINERAIS

A combinação de uma desaceleração global – causada pela crise financeira internacional – com a queda dos preços das matérias primas ameaça reverter
a tendência de crescimento iniciada a partir do ano 2000

Se a economia chinesa continuar crescendo, ajudará a manter o crescimento das economias da América Latina. O governo chinês colocou em prática
um pacote econômico de investimentos em infraestrutura que atingem US$ 500 bilhões nos próximos anos. Com isso, o mercado já sentiu uma recupe-
ração no preço das commodities minerais em 2009.

Após o segundo semestre de 2009, já é possível identificar uma recuperação econômica também nos mercados do Japão e dos países europeus.

MÃO DE OBRA UTILIZADA NA MINERAÇÃO

O total de mão de obra empregada (empregos diretos) na mineração


em 2008 alcançou 161 mil trabalhadores. Estudos feitos pelo Serviço
Geológico Brasileiro mostram que o efeito multiplicador de empregos
é de 1:13 no setor mineral, ou seja, para cada posto de trabalho da
mineração, são criadas 13 outras vagas ao longo da cadeia produtiva.
Portanto, pode-se considerar que o setor mineral, em 2008, gerou cer-
ca de 2 milhões de empregos, sem levar em conta os que foram gera-
dos nas fases de pesquisa, prospecção e planejamento e a mão de obra
ocupada nos garimpos.

Fonte: DNPM/MTE

INVESTIMENTOS
em US$ 1.000.000

* Agregador

A previsão, é que, até 2013 os investimentos


do setor mineral totalizarão US$ 47 bilhões
ou, em média, US$ 9,4 bilhões/ano.
BAUXITA

PRODUÇÃO

Produção Mundo x Brasil O Brasil é o terceiro maior produtor de Minério de Bauxita, com produção, em 2008,
de 26,6 milhões de toneladas, o que significa 13% da produção mundial, que foi de 205
milhões de toneladas. A Austrália é líder em produção, com 63 milhões de toneladas.
em 2008, que correspondem a 31% da produção global, seguida da China com 16%.

Principais empresas produtoras no Brasil: MRN 70%, CBA 12%, Vale 12% e outros 6%.

Principais empresas produtoras no mundo: Comalco, Alcan, Alcoa, RioTinto e BHP


na Austrália, Chalco na China, CVG na Guiné, MRN no Brasil.

No Brasil, os principais Estados produtores são: PA (85%), MG (14%) e outros (1%).

Fonte: USGS/DNPM/ABAL

Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008


P. Mundial 138 144 146 159 169 177 190 205
P. Brasil 14 14 19 22 22 23 24 26,6
% 10% 9,7% 13% 13% 13% 13% 12,6% 13%
Colocação BR 3° 3° 3° 2° 2° 2° 3° 3°
em milhões de ton/ano

RESERVAS PREÇOS

Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007


R. Medida 1.908 1.897 1.926 2.112 1.776 2.380 2.476
R. Indicada 827 826 838 838 1.124 1.124 1.124
Em mil ton.
Fonte: DNPM

As reservas medidas e indicadas de Minério de Bauxita


no Brasil alcançam 3,6 bilhões de toneladas, situando
o País em terceiro lugar em relação às reservas mun-
diais de 32 bilhões de ton. As maiores reservas estão
na Austrália e na Guiné.

IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
Preços por US$/Ton Fonte: DNPM
Fonte: Aliceweb e DNPM

A quantidade exportada em 2008 foi de 5,8 milhões de tonela-


das. O consumo doméstico de Bauxita para usos metálicos foi de
21 milhões de toneladas em 2008, aproximadamente.

Um considerado aumento no consumo interno, com o objetivo de abas-


tecer a demanda das refinarias de Alumina da região Norte fez que as
exportações não apresentassem elevação significativa em 2008.

INVESTIMENTOS
A CBA deve investir US$ 100 milhões em nova unidade de mineração de
CONSUMO Bauxita em Miraí (MG) para produzir 3 milhões de toneladas/ano.

O mercado consumidor do Minério de Bauxita é formado por, principal- No Pará, a Vale investirá no desenvolvimento da mina de Paragominas III,
mente, refinarias de alumina, insumo base para a produção de Alumínio. que será concluída até 2011. O valor total é de US$ 612 milhões.

A Alcoa tem projeto para extrair, da mina Juruti (PA), 2,6 milhões de ton/
ano de Bauxita a partir de 2010, podendo esse total ser expandido para
12 milhões de ton./ano. O investimento foi de US$ 1,6 bilhão. O projeto
integrado compreende a exploração da mina e a construção de porto, ro-
dovia e ferrovia.

A Vale e a Hydro atuarão em parceria para construir uma nova refinaria


de alumínio no Pará, com capacidade de 7,4 milhões ton/ano.
O investimento será de US$ 2,2 bilhões. A Bauxita será fornecida
Para cada 4 toneladas de Bauxita, são geradas 2 de Alumina e 1 de Alumínio. pela mina de Paragominas.
CAULIM

PRODUÇÃO

Produção Mundo × Brasil O Brasil é o sexto maior produtor de Caulim, com aproximadamente
2,8 milhões de toneladas em 2008, cerca de 6% da produção mundial, que é
de 44,7 milhões de toneladas, aproximadamente. Os Estados Unidos são os
maiores produtores globais.

No Brasil, as maiores empresas produtoras são: Imerys Rio Capim Caulim


SA (39%), Caulim da Amazônia SA (CADAM/Vale) (31%), Pará Pigmentos
SA (PPSA/Vale) (24%) e outras com 6%.

Ressalte-se que o Brasil produz o minério já beneficiado para uso na


indústria de papel.

Fonte: DNPM

Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008


P. Mundial 21.917 43.200 45.100 44.500 44.597 44.475 44.500 44.700
P. Brasil 1.670 1.782 2.081 2.381 2.410 2.455 2.530 2.800
% 7,6% 4,1% 4,6% 5,35% 5.4% 5.5% 5.6% 6.2%
Colocação BR 6° 7° 7° 6° 6° 6° 6° 6°
Em mil ton/ano

RESERVAS PREÇOS

Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007


Reservas 3.365 4.050 8.186 7.685 7.685 7.251 7.300
Reservas medidas
+ indicadas, em mil ton.
Fonte: DNPM

As reservas medidas e indicadas de Caulim no Brasil


alcançam 7,3 milhões de toneladas. Os depósitos de in-
teresse econômico têm ampla distribuição no planeta.
As reservas mundiais são abundantes.

IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
Preços por US$/Ton. FOB Fonte: Aliceweb
Fonte: Aliceweb e DNPM
em mil toneladas

O Brasil exportou, em 2008, 2,8 milhões de toneladas, gerando


divisas de US$ 365 milhões, o que representa um aumento de 20%
em relação ao ano anterior, quando foram registrados US$ 303
milhões.

Estes são os países que importam Caulim brasileiro: Bélgica


(21%), Estados Unidos (20%), Japão (14%), Holanda (13%),
Finlândia (11%) e outros (21%).

CONSUMO INVESTIMENTOS

As três empresas situadas na região Norte (IRCC, CADAM e PPSA)


pretendem implementar uma estratégia de crescimento continuo
nos próximos três anos. A IRCC estima que, até 2009, sua produção
É um dos mais importantes minerais, utilizado em vários produtos. Há beneficiada passará para 1,5 milhão de toneladas/ano, o que significará um
muitos séculos, sua primeira aplicação se deu na fabricação de porce- aumento de 55,55%, com investimento de R$ 96,5 milhões no
lanas e de outros produtos cerâmicos. Depois, passou a ser usado nas período. A CADAM S/A tem planos para expandir sua produção
indústrias de borracha e de papel. Atualmente, sua aplicação é bem beneficiada para 653,5 mil toneladas/ano (incremento de 9,43%), com in-
variada: plásticos, pesticidas, rações, fertilizantes, produtos farmacêu- vestimento de R$ 13,5 milhões. Já a PPSA projeta uma produção de 835,2
ticos e alimentícios. mil toneladas/ano, aumento de 10,53% e investimento nos próximos
anos de R$ 9,5 milhões.

Fonte : DNPM
CHUMBO

PRODUÇÃO
O Brasil é o décimo sexto maior produtor de Chumbo, com aproximada-
mente 25.000 toneladas em 2008. Essa quantidade representa 0,7% da
produção mundial, que foi de 3,8 milhões de toneladas. A China é o maior
produtor mundial, com 1,5 milhão de toneladas, seguida pela Austrália, Ano 2005 2006 2007 2008
com 570 mil e pelos EUA, com 444 mil toneladas. P. Mundial 3.124 3.474 3.550 3.800
P. Brasil 24 25 25 25
A produção do metal secundário, no Brasil, alcançou 142.450 toneladas % 0,76% 0,72% 0,70% 0,66%
em 2008, representando 3,2% da produção mundial. O metal secundá- Em mil ton./ano de concentrado
rio é obtido a partir de reciclagem de material usado, especialmente de
baterias automotivas, industriais e das telecomunicações em usinas refi-
nadoras nas regiões Nordeste (PE), Sul (RS e PR) e Sudeste (SP, RJ, e MG).

Fonte: USGS/DNPM

PREÇOS
US$/Ton

RESERVAS

As reservas mundiais (medidas e indicadas) atingiram 222


milhões de toneladas em 2007; as brasileiras somam 52
milhões, representando 23,4% do total global. As maiores
reservas estão nos seguintes países : Austrália (59 mt), Chi-
na (36 mt), Estados Unidos (19 mt), Canadá (5 mt) Peru (4
mt) e México (2 mt).

Preços US$/Libra peso


Fonte: Ux Consulting

O preço do Chumbo variou 300% de 2000 a 2008.


Fonte: LME

IMPORTAÇÃO CONSUMO

O consumo interno no ano de 2008 alcançou 228.028 de tone-


Em 2008, as importações brasileiras de produtos semimanufatu- ladas, crescendo 2,6% em comparação ao ano anterior. A in-
rados, manufaturados e de compostos químicos de Chumbo tota- dústria de acumuladores responde por 95,6% desse consumo,
lizaram 86.780 de toneladas, o que representou um aumento de especialmente na fabricação de baterias de automóveis, que
35%, se comparado ao ano de 2007, que foi de 64.390. Os produ- representam 89,9% do consumo interno, e 5,8%, para as ba-
tos importados são originários do Peru (48%), da Argentina (27%), terias industriais. Em seguida, vêm os óxidos utilizados na in-
da Venezuela (9%) e do México (6%). dústria química, eletrônica, de vidro, cerâmica, pigmentos e na
indústria siderúrgica, respondendo, juntos, por 4,3%.

INVESTIMENTOS MEIO AMBIENTE

A Votorantim Metais – VMetais, detentora da concessão de


lavra de Chumbo, Zinco e Calcário em Morro Agudo, no Mu-
nicípio de Paracatu (MG), possui uma capacidade instalada A consciência ambiental brasileira vem aumentando, especial-
na planta de beneficiamento de 1 milhão de toneladas (mt). mente ao descarte das baterias. Cada vez mais as pessoas es-
A empresa está prevendo a ampliação da planta para 1,1 mt tão devolvendo os produtos usados aos fabricantes por meio de
no próximo ano. Também estão previstos investimentos de postos de coleta. A média de recuperação anual está por volta de
R$ 121,7 milhões nos próximos cinco anos em inovação tec- 142 mil t de chumbo e em torno de 14 milhões de baterias, em
nológica na usina de beneficiamento e na aquisição de equipa- um universo de produção de 20 milhões de baterias.
mentos automotivos modernos e de máquinas mais eficientes.
COBRE

PRODUÇÃO

Produção Mundo × Brasil O Brasil é o décimo sexto maior produtor de


Minério de Cobre, com produção em 2008 de
214 mil toneladas. Esse total representa um
crescimento de 4,3% em relação a 2007. Espera-
se um crescimento mais significativo na produ-
ção, com o início das operações do projeto Sa-
lobo-Vale. O Chile é o maior produtor mundial,
com 36% do total, seguido pelos EUA, com 8%,
pelo Peru, com 7,6% e pela China, com 6%.

Principais empresas produtoras no Brasil:


Vale 60%, Mineração Maracá (Yamana) 25%,
Mineração Caraíba 13% e outras 2%

No Brasil, os principais Estados produtores são:


PA (60%), BA (20%) e GO (20%)

Principais empresas produtoras no mundo:


Codelco-Chile, Phelps Dodge-EUA e BHP Billi-
ton-Austrália.

Fonte: USGS/DNPM/ICSG e Index Mundi

RESERVAS PREÇOS

Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Preço do Minério de Cobre US$/Ton.
R.Mundo 650 950 950 950 950 950 950
R.Brasil* 15,3 15,5 15,3 15,8 15,4 15,4 15,4
Em Milhões de Ton Cobre Contido * Medida + indicada
Fonte: DNPM/USGS

As reservas medidas e indicadas de Minério de Cobre no


Brasil alcançam 15 milhões de toneladas, ou 2% da reserva
mundial de minério contido.

IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO Fonte: London Metal Exchange-LME

Quantidade Importada e Exportada - Brasil


A tendência da balança comercial do Minério de Cobre para os
próximos anos é positiva, devido ao aumento da produção interna
e das exportações e à diminuição das importações. Como podemos
verificar no gráfico ao lado, o Brasil exportou mais do que importou
em 2008, apresentando um superávit de US$ 167 milhões FOB.

No Brasil, a quantidade de Minério de Cobre (bens primários)


exportada em 2008 foi de 611 mil toneladas e o volume importado
totalizou 437 mil toneladas, principalmente do Chile (78% do total).

Por meio dos projetos Salobo, Sossego e outros (Vale), que vão
produzir cerca de 400 mil ton/ano até 2012 e os das empresas
Mineração Caraíba e Mineração Maracá, o Brasil poderá se tornar
auto suficiente e exportador do metal.

em mil/Ton

CONSUMO INVESTIMENTOS
A Vale investirá no projeto “118”, que possui capacidade de
produção média estimada de 36 mil toneladas anuais de
A maior consumi-
Cobre e custo total de US$ 232 milhões. A previsão é que o
dora do Minério de
projeto “118” entre em operação em 2009.
Cobre é a indústria
metalúrgica, princi-
Os investimentos na mina de Salobo vão alcançar US$ 1,1
palmente a área de
bilhão. No primeiro estágio (conclusão em 2010) serão pro-
construção civil e de
duzidas 100.000 ton/ano de Cobre concentrado.
cabos e fios.
A Caraíba Metais tem planos de investimentos de US$ 150
milhões para aumentar a produção de Cobre primário.
ESTANHO

PRODUÇÃO

Produção Mundo x Brasil O Brasil é o sétimo maior produtor de Minério de Estanho (Sn), com produ-
ção aproximada de 15 mil toneladas de Sn contido em 2008. Esse volume
representa 4% da produção global, que foi de 330 mil toneladas. A China é
o maior produtor, com 150 mil toneladas.

Os principais Estados produtores de Estanho são Amazonas e Rondônia,


com cerca de 60% e 40%, respectivamente. São representados pelas seguin-
tes empresas/cooperativas: Mineração Taboca S/A, Coopersanta, Cemal ,
Metalmig, sediadas principalmente no município de Ariquemes – RO. Des-
taca-se que esse município já possui fundidoras para fabricação de lingotes
de Estanho, alimentando o mercado interno e exportando para os países
asiáticos.

Fonte: USGS/DNPM

Ano 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008


P. Mundial 249 207 264 290 302 300 330
P. Brasil 12 12.2 12.2 11.7 9.5 12 15
% 4,82% 5,89% 4,62% 4.03% 3.15% 4% 4.6%
Em Mil ton/ano ― Sn contido

RESERVAS PREÇOS

O Brasil possui a quinta maior reserva de Estanho contido


do mundo, ou seja, cerca de 11% do total. Suas reservas
estão localizadas na região Amazônica: Província Mineral
do Mapuera, no Amazonas (mina do Pitinga), e na Provín-
cia Estanífera de Rondônia (Bom Futuro, Santa Bárbara,
Massangana e Cachoeirinha).

A disponibilidade primária de Estanho contido em minério


(2008) é da ordem de 6,1 M (milhões de toneladas), cujas
reservas mundiais estão assim distribuídas: Ásia 60,1%
(China 27,8%; Malásia 16,4%; Indonésia 13,1%; Tailândia
2,8%); Américas 27,8% (Brasil 8,8%; Peru 11,6%; Bolívia
7,4%); Europa 4,92% (Rússia 4,92%); Austrália 2,46%; e
outros países 4,72%.
Fonte: DNPM, USGS, 2008
Preços por US$/Ton Fonte: LME

EXPORTAÇÃO

Após o recuo em 2006, o volume das exportações


de Estanho em 2007 cresceu em torno de 38%
(2006/2007) e 5,17% (2007/2008), impulsionado
principalmente pelo aumento do consumo mundial.

Os Estados Unidos continuam sendo o principal desti-


no das exportações brasileiras de Estanho. Em 2008,
as remessas responderam por cerca de 35% do total
e por 41% dos produtos semimanufaturados.

Fonte: Aliceweb e DNPM

CONSUMO

Um dos componentes do bronze, o Estanho é um dos mais antigos metais conhecidos (Era do Bronze). É utilizado na produção de diversas ou-
tras ligas metálicas. Também é usado para cobertura, para proteger outros metais e ainda em embalagens (latas e envolturas).
FERRO

PRODUÇÃO
Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
Produção Mundo x Brasil
P. Brasil 237 214 264 262 278 317 350 370
P. Mundial 1.060 1.080 1.160 1.340 1.540 1.712 1.900 2.200
% 22% 19,8% 22,7% 19,5% 18% 18,5% 18,4% 17%
Colocação BR 2° 2° 2° 2° 2° 2° 2° 2°
Em Milhões de ton/ano Fonte: Sinferbase/USGS/DNPM

O Brasil é o segundo maior produtor de Minério de Ferro. Sua produção em


2008 foi de 370 milhões de toneladas, o que equivale a 17% do total mundial
(2,2 bilhões de ton). A China é o maior produtor, com 770 milhões de ton em
2008.

Principais empresas produtoras no Brasil: Vale 79%, CSN 7,4%,


Anglo American/MMX 3%, outros 10,6%. No Brasil, os principais Estados
produtores são: MG (71%), PA (26%) e outros (3%). Principais empresas
produtoras no mundo: Vale, Rio Tinto, BHP Biliton, Anglo American. A
produção de pelotas em 2008 foi de 69 milhões de toneladas. Esse total é
27% maior do que o registrado em 2007, que foi de 54 milhões milhões de
toneladas. Isso se deve à entrada em operação da nova planta de pelotização
da Samarco. (Fonte: Sinferbase/USGS/DNPM)

RESERVAS PREÇOS
Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007
R.Medida 15,1 14,8 15,6 15,5 15,8 15,8 22,5
R.Indicada 9,7 10,3 11,3 10,9 10,7 10,7 10,7 Preço do
Em bilhões de ton Fonte: DNPM
Minério de
As reservas medidas e indicadas de Minério de Ferro no Brasil al- Ferro
cançam 33 bilhões de toneladas, situando o País em quinto lugar US$/Ton
em relação às reservas mundiais de 370 bilhões de toneladas.
Entretanto, considerando-se as reservas em termos de ferro con-
tido no minério, o Brasil assume lugar de destaque no cenário
* Preços por Ton. Seca
internacional. Esse fato ocorre devido ao alto teor encontrado Longa em US$ – 2008 –
nos minérios Hematita (60% de Ferro), predominante no Pará, e Brasil/China
Itabirito (50% de Ferro), predominante em Minas Gerais. Fonte: EconStats

COMÉRCIO EXTERIOR

As exportações brasileiras de bens primários de Ferro em 2008 atingiram 282 milhões de toneladas, com um valor FOB de US$ 16,5 bilhões.
Isso representa um aumento de 4,8% em quantidade e de 57% no valor das exportações, em comparação com 2007.

CONSUMO INVESTIMENTOS
O mercado consumidor de Minério de Ferro é formado, principalmente, pelas indústrias O total de investimentos previstos para os próximos
siderúrgicas. cinco anos é de US$ 32 bilhões. Alguns dos projetos
principais:

A Anglo Ferrous/MMX vai investir US$ 1,9 bilhão no


Sistema Minas–Rio (porto, mineroduto, mina etc.),
que prevê a produção de 26,5 de toneladas. O projeto
também prevê a construção de um mineroduto que
ligará a mina em MG ao porto no RJ, em São João da
Barra, com capacidade para transportar 24,5 milhões
de toneladas de minério de ferro.
FERRO

CONTINUAÇÃO
A companhia Mhag vai investir US$ 600 milhões (mina, terminal de A Vale vai investir US$ 163 milhões para expandir a capacidade da Estrada
carregamento) em quatro anos para ampliar a produção em Jucurutu (RN) de Ferro Vitória a Minas (EFVM), e ainda investirá US$ 341 milhões para
para 6 milhões de ton/ano. construir uma nova planta de pelotização em MG. O total dos investimen-
tos para esses projetos é de US$ 1,5 bilhão. A empresa ainda vai investir
A CSN deve dobrar sua produção de Minério de Ferro até 2009. A recém- US$ 622 milhões para expandir a capacidade de transporte da Estrada de
adquirida CFM deve produzir 8 milhões/ton em 2009. A companhia fará Ferro Carajás (EFC) de 70 milhões/ton/ano para 160 milhões/ton/ano.
investimento de R$ 2,2 bilhões para aumentar a capacidade da Mina Casa
Pedra, que passará dos atuais 16 milhões para 45 milhões/ton em 2010 e O projeto da Vale “Carajás Serra Sul”, localizado na serra Sul de Carajás, no
53 milhões/ton em 2012. A CSN prevê exportar 30 milhões/ton em 2009. Pará, consumirá investimentos de US$ 11 bilhões em mina, planta, ferrovia
e porto. Sua capacidade de produção se elevará para 90 milhões de tone-
A Vale está investindo US$ 1,3 bilhão para aumentar a capacidade de pro- ladas/ano, a partir do primeiro semestre de 2012.
dução de Carajás para 130 milhões de toneladas até 2011.

PREVISÕES 2009–2013 PRODUÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO–BRASIL

EMPRESA/ANO 2009 2010 2011 2012 2013


Mhag 2.000 2.000 3.600 10.000 10.000
London Mining (Arcelor) 3.800 3.800 3.800 5.000 5.000
Mineração Corumbaense 2.000 2.000 2.000 5.000 5.000
Usiminas (JM) 5.000 5.000 5.000 6.000 12.000
V&M Mineração 3.000 3.000 4.000 4.000 4.000
MMX/Anglo Ferrous 6.300 12.300 33.000 33.000 53.000
CSN 20.500 24.500 27.000 72.000 87.000
Vale 300.000 360.000 400.000 422.000 460.000
TOTAL 342.600 412.600 478.400 557.000 636.000
outros 10.000 15.000 20.000 30.000 35.000
TOTAL 352.600 427.600 498.400 587.000 671.000
Produção de minério em 1.000 toneladas Previsão IBRAM
Mhag
Produz 300 mil ton/ano de sinter feed em Jucurutu (RN). O transporte é feito por caminhão até Juazirinho (PB) e depois por trem pela Companhia Fer-
roviária do Nordeste (CFN) até o porto de Suape (PE). A exportação é direcionada para o Oriente Médio. A meta da empresa era produzir 30 milhões de
toneladas a partir de 2011, com uma etapa inicial de 10 milhões de toneladas em 2009, antes da crise. A mineradora pretende produzir pellet feed em
Jucurutu e Bonito (RN), que será escoado pelo porto do Mangue. Além disso, a Mhag pretende explorar as regiões de Cruzeta (RN) e de São Mamede (PB).

London Mining
Foi vendida para a siderúrgica ArcelorMittal. Hoje produz 500 mil ton/ano de granulado. A empresa planeja investir até US$ 700 milhões para elevar a
produção no médio prazo para 10 milhões de toneladas métricas anuais. A siderúrgica também fechou acordo (sujeito a contrato) com a canadense
Adriana Resources Inc. para o desenvolvimento de transporte marítimo de Minério de Ferro pelo Estado do Rio de Janeiro.

Mineração Corumbaense
Produz 2 milhões de toneladas/ano na mina de Corumbá (MCR), usa transporte fluvial (rios Paraguai e Paraná) e marítimo. Produção para siderúrgicas na
Europa (Arcelor) e na Argentina (Sidepar). Pretende produzir 15 milhões ton/ano até 2014. Esse projeto foi adquirido pela Vale.

Mineração J. Mendes
A empresa foi recém-adquirida pela Usiminas. O plano da siderúrgica é investir cerca de US$ 2 bilhões para elevar sua produção de 5 milhões para 29
milhões de toneladas ao ano a partir de 2013.

V&M Mineração
Produz 3 milhões de toneladas na mina de Pau Branco, que tem capacidade de 4 milhões ton/ano. O minério é usado na siderúrgica da V&M.

MMX
Produz 3 milhões de ton/ano (AVG e Corumbá). Em Corumbá, o minério é o granulado e o escoamento é feito por transporte rodoviário e ferroviário até
o porto na Argentina e daí segue para outros mercados. O Sistema Minas–Rio começará a produzir pellet feed em 2010 e será escoado pelo mineroduto
a ser construído até o porto do Açu em São João da Barra (RJ).

CSN
Produz 20,5 milhões de ton/ano, sendo 16 milhões na Mina Casa de Pedra e 4,5 milhões na CFM. No caso da Mina Casa de Pedra, metade da produção
é consumida pela siderúrgica da CSN, 25% são exportados e o restante fica em estoque. A parte exportada é escoada via Porto de Itaguaí (RJ).

Vale
A previsão da Vale para 2009 é produzir 300 milhões de toneladas de finos e granulados. Até 2012, a produção da empresa atingirá a meta de 400 milhões.

Ferrous
Depois de adquirir jazidas de Ferro em Minas Gerais, a Ferrous, controlada por fundos de investimento estrangeiros, prevê o aporte de quase
US$ 6 bilhões até 2014 na construção de um complexo integrado por minas, mineroduto, porto e pelotizadoras. Assim, deverá produzir 50 milhões de
toneladas anuais.
FOSFATO
PRODUÇÃO

Produção Mundo x Brasil O Brasil é o sexto maior produtor de Fosfato, com produção aproximada de
6,34 milhões de toneladas de concentrado em 2008. Esse volume representa
4,3% da produção mundial estimada, que foi de 167 milhões de toneladas.
A China é a líder em produção, com 50 milhões de toneladas.

As três maiores empresas produtoras, no Brasil, são Fosfértil, Bunge do


Brasil e a Copebrás, do Grupo Anglo American. A maior parte da produção
ocorre nos Estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo.

Com os novos investimentos previstos, a produção deverá alcançar 10,4


milhões de toneladas nos próximos quatro anos.

Fonte: USGS/DNPM

Ano 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008


P. Mundial 135 137 141 147 142 147 167
P. Brasil 5,0 5,5 5,7 5,4 5,8 6,2 6,34
% 3,70% 4,01% 4,04% 4,0% 3,67% 4,08% 4,3%
Em mil ton/ano de concentrado

RESERVAS PREÇOS
Preço da Rocha Fosfática

O Brasil tem cerca de 319 milhões toneladas de reser-


vas medidas e indicadas, ou 0,6% do total. Com isso,
ocupa a 12ª posição mundial. As maiores reservas es-
tão no Marrocos, seguido pela China, pelos Estados
Unidos e pela África do Sul.

IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
Preços US$/Ton FOB

O cenário de aumento nos preços internacionais dos


insumos fosfatados, como consequência da maior
demanda por fertilizantes no mundo, não inibiu as
importações brasileiras, uma vez que o País não
produz o quanto necessita. Assim, os dispêndios
com essas aquisições atingiram, aproximadamente,
US$ 321 milhões em 2008, com uma quantidade
importada de 1,9 milhão de toneladas de bens primá-
rios, 9% maior do que em 2007, quando o País impor-
tou 1,75 milhão de toneladas.

CONSUMO

mil/ton Fonte: Aliceweb e DNPM

INVESTIMENTOS
A rocha fosfática é utilizada principalmente na fabricação de
fertilizantes, embora também seja insumo para a fabricação de
sabão, detergentes e outros produtos de limpeza e de ração ani- Os investimentos previstos na exploração de fosfato totalizam
mal. O Brasil é o 4º consumidor mundial de fertilizantes, ficando US$ 2 bilhões até 2013. Os principais projetos são:
atrás apenas da China, da Índia e dos Estados Unidos.
Fosfértil: expansão das minas em Catalão (GO) e Tapira (MG), com in-
O Fósforo é um elemento essencial à nutrição de plantas e ani- vestimentos previstos de US$ 280 milhões; e em Patrocínio (MG) com
mais. Faz parte do grupo dos macronutrientes primários: Nitro- investimentos de US$ 1.100 milhões.
gênio, Fósforo e Potássio, os quais são imprescindíveis para o de-
senvolvimento das plantas. Não existe substituto para o Fósforo IFC/Bunge/Yara: expansão de mina em Anitápolis (SC), com investimen-
na agricultura, sendo que as rochas fosfáticas são sua única fonte. tos previstos de US$ 300 milhões.

Galvani em Santa Quitéria (CE) com investimentos de US$ 377 milhões.


POTÁSSIO

PRODUÇÃO
O Brasil é o nono maior produtor de Potássio, com produção aproximada de 383 mil toneladas em 2008, uma queda de 18% em relação a 2007, devido
à paralisação das operações da Vale em Taquari-Vassouras (SE) em novembro. Esse volume representa 1% da produção mundial estimada, de 36 mi-
lhões de toneladas. O Canadá é líder em produção, com 11 milhões de toneladas.

A produção de Potássio fertilizante no Brasil, iniciada em 1985, está restrita ao complexo mina/usina Taquari–Vassouras e esteve a cargo da Petrobrás
Mineração S/A – Petromisa, até outubro de 1991. Em face à extinção da Petromisa, todos os direitos minerários passaram para a Petrobrás, por meio
de cessão de direitos. Assim, a Petrobrás arrendou à Vale os direitos referentes à concessão de lavra, que inclui o complexo mina/usina de Taquari–
Vassouras, por um prazo de 25 anos.

Fonte: USGS/DNPM

Ano 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008


P. Mundial 27.122 28.426 30.083 31.050 29.076 33.239 36.000
P. Brasil 337 415 404 405 403 471 383
Em mil ton./ano de concentrado

PREÇOS

RESERVAS

Em termos mundiais, o Canadá, com 62,6%, e a Rússia


,com 12,5%, são os dois principais países em reservas,
bem como os maiores produtores mundiais, com cerca de
52%. O Brasil ocupa a 7ª posição , com reservas de 284,7
milhões de toneladas, sendo 1,6% das reservas globais.

US$/ton FOB Fonte: Alice Web


Preços US$/Libra peso
Fonte: Ux Consulting
IMPORTAÇÃO

Uma maior demanda por fertilizantes provocou um aumento


significativo na importação de Potássio, uma vez que o País
não produz quanto necessita. Assim, os dispêndios com es-
sas aquisições atingiram US$ 3,8 bilhões em 2008, com uma
quantidade importada de 7,5 milhões de toneladas, sendo
85% maior do que o volume de 2007, que foi de 4 milhões
de toneladas.

CONSUMO
O principal uso do Cloreto de Potássio é como fertilizante, apresentando-se o setor agrícola como responsável pela maior demanda desse produto.
O sulfato de Potássio e o sulfato duplo de Potássio e Magnésio também são usados, em menor proporção, na agricultura em culturas específicas. Em
termos mundiais, mais de 95% da produção de Potássio são utilizados como fertilizante, sendo 90% dessa produção apresentados na forma de cloreto
de Potássio. O restante é consumido pela indústria química.

O Brasil é o maior consumidor desse minério. A produção brasileira, embora tenha crescido nos últimos anos, encontra-se ainda muito abaixo da
demanda interna. A produção supre, apenas, 9% dessa demanda. O restante, 91%, é importado.

INVESTIMENTOS

A Vale já concluiu a perfuração de dois poços na sub-bacia evaporítica Taquari–Vassouras, com vistas à implementação de um teste piloto, visan-
do a definir a viabilidade do aproveitamento dos depósitos de Carnalita, por processo de dissolução. O teste será realizado até fevereiro de 2010.
Caso tenha resultado positivo, o projeto será iniciado em dezembro de 2013, com produção anual estimada de 1,2 mt de cloreto de potássio/ano.
MANGANÊS

PRODUÇÃO

Produção Mundo x Brasil O Brasil é o segundo maior produtor de Minério de Manganês, com aproxi-
madamente 2,4 milhões de toneladas de concentrado em 2008. Esse núme-
ro representa 18% da produção mundial, que foi de 14 milhões de toneladas.
A África do Sul é a maior produtora desse minério.

A produção brasileira de Concentrado de Manganês representou um


aumento de 28% em relação a 2007, atribuído ao retorno da operação da
Mina do Azul, da Vale, localizada em Carajás (PA), o que resultou na produção
de 2 milhões de toneladas em 2008.

A Vale participa com 95% da produção nacional de minério de manganês.

Fonte: USGS/DNPM

Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008


P. Mundial 8.762 8.453 10.114 11.193 12.110 13.658 12.600 14.000
P. Brasil* 2.042 2.153 2.904 3.143 3.200 3.128 1.866 2.400
% 23,3% 25,4% 28,7% 28% 26,4% 22,9% 15,8% 18%
Colocação BR 2º 2º 2º 2º 2º 2º 2º 2º
Em mil ton.

RESERVAS PREÇOS
Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007
R.Medida 73 76 91 289 307 288 292
R.Indicada 88 85 39 254 265 278 278
Em mil ton
Fonte: DNPM

As reservas medidas e indicadas de Manganês no


Brasil alcançam 57 milhões de toneladas (Mt), sendo 11%
das reservas mundiais (USGS, 2009), que totalizam
5.200 milhões de toneladas. A distribuição dessas
reservas é a seguinte: África do Sul – 4.000 Mt, Ucrânia –
520 Mt, Gabão – 90 Mt, Índia – 150 Mt, Austrália – 160 Mt Preços por US$/ton. FOB
e China – 100 Mt. Fonte: Aliceweb

EXPORTAÇÃO

A exportação de Manganês, em 2008, atingiu 2,3


milhões de toneladas, o que representou um aumento
de 78% em relação ao ano anterior, quando foram
exportadas 1,29 milhão de toneladas. A quantidade impor-
tada foi de 122 mil toneladas.
O País é superavitário na balança comercial de Manganês.
Em 2008, o valor do saldo (exportações - importações)
atingiu US$ 565 milhões FOB.

Fonte: Aliceweb e DNPM

Em mil ton.

CONSUMO INVESTIMENTOS

A empresa Rio Doce Manganês S/A, do Grupo Vale, e a Uru-


cum Mineração S/A têm previsão de aumentar sua capaci-
O Manganês tem grande importância na siderurgia, onde é in- dade produtiva. A Rio Doce passará de 1,8 milhão de ton/
sumo essencial empregado na fabricação de aços, melhorando ano em 2008 para 2 milhões de toneladas/ano até 2009. Já
suas propriedades físicas e químicas. É usado em ligas com ou- a Urucum vai ampliar sua capacidade para 1,8 milhão de to-
tros metais e, também, sob a forma de óxido, nas pilhas tanto neladas/ano até 2010.
alcalinas quanto secas.
A Mineração Buritirama S/A, que produziu 561 mil de toneladas
de minério granulado e fino, deverá expandir sua produção para
720 mil de toneladas até o final de 2009.
NIÓBIO

PRODUÇÃO
Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
Produção Mundo x Brasil
P. Mundial 42 44 42 43 62 74 85 89
P. Brasil 39 40 38 39 58 71 81 86
% 93% 91% 90% 91% 93% 96% 95% 96%
Colocação BR 1° 1° 1° 1° 1° 1° 1° 1°
Em mil ton./ano - Columb e Pirocloro

O Brasil é o maior produtor de Nióbio, com produção aproximada de 86 mil


toneladas em 2008 ― 96% do total mundial. A produção nacional vem crescen-
do devido ao aquecimento no mercado de ferroligas, provocado pela elevada
expansão do PIB dos países asiáticos e pelo aumento da produção mundial de
aço bruto.

Principais empresas produtoras no Brasil: CIA Mineira do Pirocloro de Araxá


(CBMM) 60,7%, Anglo American Brasil (Mineração Catalão) 21%, Mineração
Taboca 12,8% e outros 5,5%.
No Brasil, os principais Estados produtores são: MG (61%), GO (21%), AM
(12%).
Fonte: USGS/DNPM

RESERVAS PREÇOS
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007
R. Brasil* 4,3 4,6 4,2 4,6 4,5 4,5 5,2 5,2
Fonte: DNPM
Em Milhões de ton * Medida + indicada

Das reservas mundiais, medidas e indicadas, que totalizam


5,7 milhões de toneladas de Óxido de Nióbio contido, 5,2
milhões concentram-se no território brasileiro, portanto,
mais de 90% do total do minério do mundo, o que o torna
um minério essencialmente nacional.

No Brasil, as reservas de Pirocloro estão localizadas nos *Preços US$/ton-FOB


Base Exportação
Estados de MG (73%), AM (25%) e GO (1,4%).
Fonte: AliceWeb

EXPORTAÇÃO
O produto mais exportado pelo Brasil é o Ferro-Nióbio, com mais de 90% das exportações de Nióbio e derivados. Em 2008, o total exportado foi de 78.000
toneladas, com uma receita para o País de US$ 1,7 bilhão. (Fonte: AliceWeb)

Obs: Considerando as exportações de Ferro-Nióbio.

CONSUMO
Oitenta por cento da produção do Nióbio destina-se ao preparo de ligas Ferro-Nióbio, dotadas de elevados índices de elasticidade e alta resistência a choques,
como devem ser os materiais usados em pontes, dutos, locomotivas etc. Em função das propriedades refratárias e da resistência à corrosão, o Nióbio é ainda
solicitado para o preparo de superligas, usadas na indústria aeroespacial (turbinas a gás, canalizações etc.), bem como na construção de reatores nucleares e res-
pectivos aparelhos de troca de calor. O Nióbio ainda entra na composição das ligas supracondutoras de eletricidade e, mais recentemente, no processo de pro-
dução de lentes óticas. O Nióbio também é utilizado na produção do aço inoxidável e na fabricação de magnetos para tomógrafos de ressonância magnética.

INVESTIMENTOS

A CBMM elevará sua capacidade de produção de 86


mil para 90 mil toneladas em 2009. O investimento
previsto de US$ 150 milhões foi temporariamente
suspenso.

A Anglo American vai investir US$ 30 milhões em


um projeto para o reaproveitamento do Nióbio con-
tido nos processos industriais da Copebrás. A produ-
ção será de 1.680 toneladas/ano.
NÍQUEL

PRODUÇÃO
O Brasil é o sétimo maior produtor de Níquel, com 85.000 toneladas em
2008, aproximadamente. A Rússia é a maior produtora, com 19% do vo-
lume total, seguida por Canadá, com 15%, pela Austrália, com 11% e pela
Indonésia, com 9%.

Principais empresas produtoras no Brasil: Companhia Níquel Tocantins


(Votorantim) – 42,6%, Anglo American Brasil – 40,7%, e Mineração Serra
da Fortaleza (Votorantim) – 16,6%.

No Brasil, os principais Estados produtores são: GO (83,5%)


e MG (16,5%).

Principais empresas produtoras no mundo: MMC Norilsk Nickel Group


(Rússia), Inco-Vale (Canadá) BHP Billiton Plc (UK), Eramet Group
(França), Falconbridge Limited (Xstrata) (Canadá), e WMC Resources Ltd.
(Austrália).

Com a aquisição da Inco, no Canadá, a Vale se tornou a maior produtora


mundial de Níquel, com uma produção de 275 mil ton/ano.
Ano 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
% 3,3% 3,2% 3,4% 4,9% 5,3% 4,88% 5% A elaboração de Níquel também possibilita a produção de cobalto, outro
Colocação BR 9° 10° 9° 8° 7° 7° 7° metal de grande demanda no mercado internacional.
Fonte: USGS/DNPM.
Em Mil ton./ano *Ni contido no carboneto e no matte **Ni contido no Minério

RESERVAS PREÇOS
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Preços US$/ton

R. Brasil* 5,8 5,8 5,6 5,9 7,1 6,6 9,6 9,5


Em Milhões de Ton Ni Contido * Medida + indicada
Fonte: DNPM/USGS

As reservas medidas e indicadas de Níquel no Brasil alcançam 9 milhões


de ton. Situam-se, assim, em sétimo lugar entre as maiores reservas
mundiais, com 6,6% do total, que é de 144 milhões ton. A Austrália pos-
sui a maior reserva: 19%.

IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO

O preço do Níquel passou de US$ 50.000/ton em maio/2007 e recuou para US$ 17.000/ton em outubro/08.
Fonte: London Metal Exchange-LME

A tendência da balança comercial do Níquel para os próximos anos é favorável.


A diferença entre o volume exportado e o volume importado vem aumentando
desde 2003.
O Brasil importa os produtos Cátodos de Níquel não ligado e outras formas
brutas de Níquel não ligado. O Brasil exporta os produtos de Maltes de Níquel
em toneladas e Cátodos de Níquel não ligado.

CONSUMO

O maior consumo de Níquel é registrado pelos fabricantes de aço inoxidá-


vel, que teve um crescimento mundial significativo nos últimos dez anos.
O restante é destinado à produção de outros tipos de aços, a artefatos
como galvanoplastia, alpacas (ligas metálicas) etc.

Segundo estudo do Centro de Pesquisas do Governo da China, a demanda


daquele país por Níquel deve aumentar 62% até 2010.

INVESTIMENTOS
Vale – Os investimentos previstos para este ano no projeto Onça Puma, em A Mirabela Mineração vai iniciar a extração de Níquel na Bahia (Ipiaí e Itagibá)
Ourilândia do Norte, totalizam US$ 597 milhões. A mina deverá entrar em ope- em 2009. Os investimentos serão de US$ 225 milhões. A produção será de 160
ração em 2011, com capacidade de produção de 58 mil toneladas anuais de mil ton/ano de concentrado. A exportação será feita pelo porto de Ilhéus.
Níquel na forma de Ferro-Níquel. O investimento total no projeto é estimado
em US$ 2,3 bilhões. A Anglo American deverá iniciar até 2011 o projeto de exploração de uma
reserva de Níquel localizada no município paraense de São Félix do Xingu, com
A Anglo American instala o seu projeto para produção de Ferro-Níquel em Bar- um investimento entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões.
ro Alto (GO). O investimento previsto é de US$ 1,5 bilhão. A capacidade de
produção de Barro Alto será de 36 mil ton/ano de Níquel contido em liga de
Ferro-Níquel. A produção atingirá o auge em 2011, envolvendo 3,5 mil traba-
lhadores no processo.
OURO

PRODUÇÃO
Brasil é o décimo terceiro maior produtor de Ouro, com produção de aproximadamente 54 toneladas em 2008. A China é a maior produtora,
com 295 toneladas (12% da produção mundial), seguida pela África do Sul, com 11%, pela Austrália, com 10% e pelos EUA, com 9,8%.

Principais empresas produtoras no Brasil: Anglo Gold Ashanti 24%, Yamana Gold 22%, Kinross 16%, outros 24% e a produção em garimpos 11%.
No Brasil, os principais Estados produtores são: MG (39,7%), GO (23,9%), PA (10,1%) e BA (9,8%)

Ano 2004 2005 2006 2007 2008


P. Mundial 2.430 2.470 2.460 2.500 2.330
P. Brasil 48 37 41 49 54
% 1,98% 1,5% 1,64% 2% 2,3%
Colocação BR 13° 13° 13° 13° 13°
Em ton/ano

RESERVAS PREÇOS
Ano 2004 2005 2006 2007
R.Mundo 42.000 42.000 42.000 47.000
Brasil* 1.430 1.720 1.720 1.950
Em Ton * Medida + indicada
Fonte: DNPM/USGS

As principais reservas de Ouro estão localizadas na África


do Sul (6 mil ton), correspondendo a 14% do total mundial.
As reservas medidas e indicadas de Ouro no Brasil alcançam
1.950 toneladas ou 4,5% das reservas mundiais do minério,
distribuídas nos Estados de Minas Gerais (48%), Pará (36,9%)
Goiás (6%) Mato Grosso (3,6%), Bahia (3%) e outros (2,5%).

CONSUMO
No Brasil, o maior consumo desse minério é pelo mer-
cado de ativos financeiros (79%), seguido da indústria
metalúrgica (9,5%), da joalheria (7,1%) e outros (4,4%). Fonte: US$/oz – LBMA London Bullion Market
Preços US$/Libra peso
Fonte: Ux Consulting

EXPORTAÇÃO

No Brasil, a quantidade de Ouro exportada em 2004, 2005 e


2006 foi de 32, 31 e 33,8 toneladas, respectivamente. Em 2007,
as exportações registraram acréscimo de 19,3% no valor (totali-
zando US$ 791 milhões FOB) e de 6,5% na quantidade exportada
(36 toneladas).

Em 2008, o volume exportado foi de 37ton e gerou divisas para o


País no valor de US$ 1 bilhão FOB. Os países que mais importaram do
Brasil foram os Estados Unidos (92%), o Reino Unido (6%), o Canadá
e os Emirados Árabes (2%).

em toneladas

INVESTIMENTOS
A Rio Paracatu Mineração (RPM), que pertence à canadense Kinross, pretende triplicar a produção no Brasil, para isso, investiu US$ 540 milhões em
um projeto de expansão.

A AngloGold Ashanti concluirá o plano de investimentos de US$ 350 milhões, nos próximos três anos, para ampliar a capacidade de produção das
minas de Cuiabá e Lamego, localizadas em Minas Gerais. A expectativa é que a produção salte das atuais 5,2 ton para 8,5 ton/ano.

O grupo canadense Yamana Gold, controlador de duas mineradoras na Bahia, vai investir mais de US$407 milhões, nos próximos dois anos, na expan-
são e manutenção de seus negócios no Estado, incluindo a implantação de uma nova unidade no município de Santaluz. A filial Jacobina Mineração
e Comércio, na mesma cidade, vai mais do que triplicar a produção, saltando de 60 mil para 200 mil onças (medida de peso equivalente a 28,3g) de
Ouro por ano, enquanto que na Mineração Fazenda Brasileiro, em Teofilândia, o volume anual passará de 80 mil para 100 mil onças.
URÂNIO

PRODUÇÃO
Produção Mundo
O Brasil é o décimo segundo maior produtor de Urânio, de acordo com
as Indústrias Nucleares do Brasil (INB). A produção é de cerca de 230 ton/
ano de U3O8 (concentrado de Urânio), podendo atingir a capacidade
nominal de 400 ton/ano. A produção atende à demanda das usinas nu-
cleares Angra I e Angra II, porém, a demanda do País é de 430 ton/ano.
O Canadá é o maior produtor mundial, com 11 mil ton, seguido pela Aus-
trália, com 10 mil ton e pelo Cazaquistão, com 7,8 mil toneladas/ano.
Esses três países são responsáveis por mais da metade da produção de
Urânio. O Cazaquistão anunciou que pretende dobrar a produção nos pró-
ximos três anos a 15 mil toneladas, tornando-se o maior produtor mun-
dial. A demanda global por Urânio é de 67 mil toneladas/ano e a expectativa,
segundo a WNA-World Nuclear Association, é que a procura dobre até 2030.

Principais empresas produtoras no Brasil: INB 100%. A INB controla todas


as atividades de suprimento do combustível nuclear – desde a extração
de Urânio nas minas até o fornecimento do combustível às usinas para a
geração de energia.

Principais empresas produtoras no mundo: Cameco–Canadá,


Rio Tinto–Austrália, Areva–Níger.
Ano 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
No Brasil, o principal estado produtor é a BA (100%), porém, a INB vai
P. Mundial 42.886 42.529 41.998 47.430 49.179 46.499 48.564
iniciar a extração de Urânio em Santa Quitéria (CE). Essa mina tem capa-
P. Brasil 58 270 310 300 129 230 389 cidade para produzir 1.100 toneladas de Urânio em 2012 e outras 1.600
% 0,1% 0,6% 0,7% 0,6% 0,3% 0,4% 0,8% toneladas mais adiante, permitindo ao Brasil exportar mais de 1.000
Colocação BR 17° 14° 14° 14° 14° 12° 12° toneladas excedentes.
Em ton/ano de U308

RESERVAS
O Brasil possui a sétima maior reserva, que alcança 310 mil toneladas,
ou seja, 7% das 4,41 milhões de toneladas do planeta. Santa Quitéria
(CE) é a segunda reserva a ser explorada no Brasil. A primeira foi a de
Caetité (BA); outras reservas inexploradas estão em Pitinga (AM) e em
Rio Cristalina (PA), segundo a INB.

PREÇOS

Preços US$/Libra peso


Fonte: Ux Consulting

O preço do Urânio no mercado internacional cresceu mais de quinze vezes desde


2000. O preço saltou de US$ 7/Lb para US$ 47/Lb. Em junho/2007, o preço chegou a
alcançar US$ 135/Lb.

CONSUMO
Participação da Energia Nuclear na Geração de Energia Elétrica Os maiores consumidores de Urânio são as usinas nucleares. O Urânio é
usado para alimentar os reatores na geração de energia elétrica, que já
respondem por 18% da energia elétrica do mundo.

A Equivalência Energética
1KG de Urânio = 10ton de Petróleo = 20ton de Carvão

FLEXIBILIZAÇÃO DO MONOPÓLIO

O IBRAM apresentou à Presidência da Câmara um pedido de flexi-


bilização do monopólio estatal da pesquisa e da lavra de minérios
nucleares. O País tem um potencial muito grande para exploração
de Urânio, o que pode atrair investimentos e financiar o programa
nuclear brasileiro. As empresas privadas têm capacidade para a
exploração e já desenvolvem a atividade em outros países, em
razão do monopólio.
% da Energia Nuclear no total do País
ZINCO

PRODUÇÃO

Produção Mundo X Brasil O Brasil é o décimo segundo maior produtor de Minério de Zinco, com
produção aproximada de 199 mil toneladas de concentrado em 2008. Esse
volume representa 1,8% da produção mundial, que foi de 11,3 milhões
de toneladas. A China é a maior produtora, com 3,2 milhões de toneladas
em 2008 ou 28% da produção global. Na sequência, vêm o Peru com 12%,
e a Austrália, com 13%.

A Votorantim Metais, do conglomerado da Votorantim, é o único produtor


no Brasil, por meio de sua subsidiária Cia. Mineira de Metais. A empresa
também possui filiais no Peru, onde pretende produzir 320 mil toneladas até
2009. O grupo é o maior produtor na América Latina, e se tornará o tercei-
ro colocado no mercado mundial de Zinco em 2010, atrás da atual líder, a
Nystar (união da Zinifex e da Umicore), que produz 1 milhão de toneladas, e
da Korea Zinc, hoje com 870 mil toneladas.

Fonte: USGS/DNPM

Ano 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008


P. Mundial 8.850 8.360 9.010 9.600 9.800 10.000 10.500 11.300
P. Brasil 108 134 159 162 169 185 194 199
% 1,2% 1,6% 1,8% 1,7% 1,8% 1,8% 1,8% 1,8%
Colocação BR 16° 13° 12° 13° 12° 12° 12° 12°
Em mil ton./ano

RESERVAS PREÇOS

As reservas medidas e indicadas de Zinco no Brasil alcan-


çam 5 milhões de toneladas. As reservas mundiais somam
180 milhões de toneladas. Austrália e China têm as maio-
res reservas.

Preços por US$/Ton


Fonte: LME Variação 2000/2008 = 54%

IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
Fonte: Aliceweb e DNPM

O Brasil importa bens primários e exporta bens semimanu-


faturados. A quantidade exportada em 2008 foi de 45 mil
toneladas enquanto que a importada somou 200 mil toneladas,
aproximadamente.

O País é deficitário na balança comercial de Zinco (bens primá-


rios e semimanufaturados). Em 2008, o valor do saldo foi de
US$ 56 milhões.

Em mil toneladas

CONSUMO INVESTIMENTOS

O Zinco tem grande variação de utilização, destacando-se o processo A Votorantim Metais suspendeu temporariamente o projeto de R$ 763
de galvanização (anticorrosão) na proteção de peças metálicas, prin- milhões, para ampliar sua produção de Zinco em Minas Gerais. Metade
cipalmente o aço. Esse uso corresponde a 49% do consumo nacional. dos recursos, R$ 369 milhões, seriam para ampliar de 152 mil toneladas
Mas o Zinco também é matériaprima para ligas metálicas, além de ser para 200 mil toneladas a extração de Zinco contido por ano nas minas
utilizado em pigmentos, pilhas secas e outros. Em 2006, segundo o Ins- em Vazante. O restante seria aplicado em equipamentos para aumentar
tituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), os principais setores consumidores a capacidade de beneficiamento da metalurgia instalada em Três Ma-
de chapas zincadas a quente e chapas eletrogalvanizadas foram: auto- rias, de 180 mil para 260 mil toneladas de Zinco metálico por ano.
mobilístico (39,9%); construção civil (13,1%); utensílios domésticos e
comerciais (7,6%), com destaque para os eletrodomésticos.
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